158- Camisa da Seleção da Namíbia

A 158a camisa de futebol da coleção vem de um lugar pouco conhecido pelos brasileiros, e até mesmo pelo mundo. Falamos da Seleção da Namíbia, país do continente africano.

O território da Namíbia sofreu várias invasões e passou pelas mãos dos portugueses (que exploraram seu litoral por volta de 1485) e dos alemães, que passaram a administrar o país a partir de 1885, até a primeira guerra mundial.

A partir daí, a União Sul-Africana obteve o mandato da Liga das Nações para administrar o território.

A partir de 1966, a SWAPO (South-West Africa People’s Organisation), um movimento marxista independentista, entrou em guerra contra as forças ocupantes, e em 1990, a Namíbia tornou-se independente da África do Sul.

Nosso amigo Gabriel Uchida (do blog FotoTorcida) esteve por lá em 2012 e fez fotos incríveis das pessoas da tribo Himba juntas de alguns presentes que ele levou.

A tribo vive numa área bastante deserta. Tanto que as mulheres deixam a cor da pele para marrom-avermelhado usando uma pomada de manteiga, cinzas, ocre vermelho e ervas, que faz com que fiquem protegidas do sol intenso.

Outra característica marcante do povo são os cabelos trançados, de modo bastante peculiar.

A paixão pelo futebol também é parte da cultura por lá… Ao menos quando aparece uma bola por lá…

É o futebol quebrando fronteiras, distâncias e preconceitos.

Um dia espero poder visitar de perto o continente africano e conhecer um pouco da cultura deles.

Quem sabe eu volto com um cabelo bacana…

Voltando à nossa camisa de hoje, o futebol na Namíbia está reunido sob a NFA (Namibia Football Association), fundada em 1990. Como o sudoeste Africano nunca teve uma seleção de futebol própria, a Namibia Football Association teve de começar do zero.

Mas a Seleção Namibiana de Futebol teve seu primeiro jogo oficial, ainda como território da África do Sul em 1989, contra Angola e venceu por 1 a 0.

Em 1990, já como país independente, enfrentou o Zimbábue, saindo derrotada por 5 a 1.

O time quase conseguiu se classificar para o mundial de 94, dos EUA.

A seleção da Namíbia ainda tem dois vice campeonatos da Taça COSAFA, em 1997 e 1999.

Já participou duas vezes da Copa Africana de Nações (1998 e 2008), sem nunca passar da primeira fase.

O time é conhecido pelo apelido “Bravos guerreiros”. E esse é o quadro atual (em 2013) de atletas:

O principal jogador namibiano é Collin Benjamin, que joga no futebol alemão. Atualmente, defende o Munique 1860, após ter atuado por uma década no Hamburgo SV.

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2 Respostas to “158- Camisa da Seleção da Namíbia”

  1. Rodrigo disse:

    Olá! belíssima camisa e blog. acabei de conhecer e gostei da ideia. você fica com todas essas camisas??
    eu notei pelos posts que li que você tem uma orientação politizada e tal. com meu comentário não estou tentando patrulhar nada ou corrigir o que quer que seja, mas, te vi usar a palavra tribo para se referir ao povo Himba. tribo é um termo pejorativo que os europeus criaram para diminuir as culturas de outros povos, numa opressão sem fim. a ideia é que incentivar as diferenças, hierarquizando culturas. ou seja, o POVO espanhol, que é formada por diversas etnias X as tribos africanas, atrasadas, primitivas. percebe? Desculpe, mas, isso é bem pouco discutido e, por ter gostado do teu blog, achei que não iria pegar mal. (entra em contato, qualquer coisa) até.

    • asmilcamisas disse:

      Po, Rodrigo, eu confesso que não tinha ouvido falar sobre essa ideia (do termo tribo como pejorativo).
      Eu sempre vivi no meio das chamadas “tribos urbanas” e sempre vi tal palavra como um termo positivo.
      Pesquisando sobre a origem da palavra, encontrei uma definição que de certa forma conforta o termo:
      Tribo – é o nome que se dá a cada uma das divisões dos povos antigos, possuindo um território e com algum tipo de comando, possuindo em comum a mesma ancestralidade.
      Mas, quando vc coloca a comparação “Povo espanhol x Tribo Africana” percebo que realmente existe uma possível leitura que a diminui.
      E agora?
      Matamos a palavra tribo e perdemos o sentido original de povos antigos e mesma ancestralidade ou mantemos e tentamos mudar o jeito de ler?
      Abraços


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