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	<title>pensamentos &#8211; As Mil Camisas</title>
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	<description>Histórias e registros de estádios, torcidas e times de futebol</description>
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	<title>pensamentos &#8211; As Mil Camisas</title>
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		<title>1938: Quando os jogadores operários de Santo André enfrentaram os fascistas no futebol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 00:20:36 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Desde antes da <strong><span class="st">2ª </span> guerra mundial</strong> estourar, os movimentos nacionalistas de extrema direita se espalhavam pela mundo como uma reação à crise global que vivíamos.<br>Um cenário meio parecido com o que vivemos hoje&#8230;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/segunda-guerra-mundial-causas-paises-envolvidos-e-consequencias-1024x614.jpg" alt="2a guerra mundial" class="wp-image-33525"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph"><span class="st">Em <strong>1925</strong> os Fascistas Italianos desenvolveram uma ação para ampliar o alcance da ideologia de Mussolini: uma organização recreativa para os trabalhadores chamada </span><strong>Opera Nazionale Dopolavoro </strong>(OND), algo como &#8220;Obra Nacional depois do Trabalho&#8221;.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Opera-Nazionale-Dopolavoro-.png" alt="Opera Nazionale Dopolavoro " class="wp-image-33488" style="width:201px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A <strong>OND</strong> supostamente buscava promover o desenvolvimento físico, intelectual e moral da população, nos horários após o trabalho.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="693" src="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mulheres-fachas-1024x693.png" alt="" class="wp-image-69633" style="width:554px;height:auto" srcset="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mulheres-fachas-1024x693.png 1024w, https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mulheres-fachas-300x203.png 300w, https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mulheres-fachas-768x520.png 768w, https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/07/mulheres-fachas.png 1332w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Influenciada pela momento político do Brasil (lembremos que Vargas só se posicionou contra os nazistas muito próximo do início da 2ª guerra mundial), essa ideia atravessou o oceano e veio dar as caras aqui no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo.<br>Assim, em 1938, a recém criada <strong>LFESP</strong> (Liga de Futebol do Estado de São Paulo) convidou o <strong>Opera Nazionale Dopolavoro de São Paulo</strong> para disputar a <strong>Divisão Intermediária</strong>, equivalente à <strong>série A2 do Campeonato Paulista</strong>. Para a disputa, foram obrigados a mudar seu nome para <strong>Orgnização Nacional Desportiva </strong>(mantendo a sigla OND).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fascistas brasileiros prometiam demonstrar suas proezas em campos paulistas, e assim, como dois times da nossa região também jogavam a divisão intermediária, <strong>Santo André</strong> (que na época fazia parte do município de São Bernardo, que englobava a área do que hoje é o grande ABC)&nbsp; receberia em campo o time dos fascistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fico me perguntando qual foi a repercussão entre a torcida local, formada em boa parte por operários, muitos deles imigrantes italianos simpáticos ao anarquismo e comunismo, que fizeram história na região com as primeiras greves, já em 1906 (essa em específico, na tecelagem Ypiranguinha, num local próximo ao que seria anos mais tarde o <strong>Estádio do Corinthians de Santo André</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>ABC</strong> vivia uma grande mistura de ideologias, com crescimento do Partido Comunista Brasileiro, além da reorganização da União Operária fazer surgir um novo sindicato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enfim, chega o esperado domingo, 9 de outubro de 1938 a capa da página de esportes do Correio Paulistano destacava o primeiro embate:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Screen-Shot-2020-06-25-at-17.12.36-e1593116182189.png" alt="Correio Paulistano 1938" class="wp-image-33853" style="width:482px;height:auto"/></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Screen-Shot-2020-06-25-at-17.14.59.png" alt="Organização Esportiva Nacional" class="wp-image-33854"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Os <em>fachos</em> chegaram em Santo André para a disputa da partida contra o <a href="http://www.asmilcamisas.com.br/2010/11/14/99-camisa-do-primeiro-de-maio/">Primeiro de Maio FC</a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Screen-Shot-2020-06-09-at-12.42.55-e1591717493143.png" alt="Primeiro de Maio FC x Opera Nazionale Dopolavoro" class="wp-image-33649" style="width:526px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O local da partida era o Mítico <a href="http://www.asmilcamisas.com.br/2020/06/24/o-estadio-da-rua-bras-cubas-a-casa-do-primeiro-de-maio-fc/"><strong>Estádio da Rua Brás Cubas</strong></a>, e como sempre acontecia, ele provavelmente estava apinhado de torcedores naquele dia. Será que algum torcedor visitante esteve presente?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em campo, um nome de peso para a política e para o esporte de <strong>Santo André</strong>: o goleiro Bruno José Daniel (que anos depois daria nome ao Estádio Municipal).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma imagem do campo naquela época, que mostra de fato como era forte a presença da torcida local:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Estádio-da-Rua-Brás-Cubas4-768x412.jpg" alt="Estádio da Rua Brás Cubas - Santo André" class="wp-image-33851"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">Presente nas arquibancadas, os <strong>anarquistas</strong> e <strong>comunistas</strong> da região empurraram os &#8220;<strong>flechas verdes</strong>&#8220;, ao ataque.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>Primeiro de Maio</strong> não apenas jogou como se impôs diante dos fascistas que sequer esboçaram reação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>caldeirão da Brás Cubas</strong> ferveu por quatro vezes, terminando com a vitória arrasadora por 4&#215;1. Fico imaginando a cena e pensando se gritos de &#8220;Não passarão!!!&#8221; teriam vindo das arquibancadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fascistas deixaram a cidade com a cabeça quente, prometendo vingança&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não existia a possibilidade de um novo jogo contra o <strong>Primeiro de Maio</strong>, os fascistas prometiam descontar sua raiva contra outra equipe operária: o <a href="http://www.asmilcamisas.com.br/2020/05/28/o-estadio-americo-guazzelli/"><strong>Corinthians FC, o &#8220;Galo Preto da Vila Alzira&#8221;.</strong></a></p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Corinthians_santo_andre.jpg" alt="" class="wp-image-37214"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">A partida estava marcada para o dia 13 de novembro, no <strong>Estádio do Corinthians</strong>, e se o <strong>Primeiro de Maio</strong> já levava torcida, o &#8220;<strong>Corintinha</strong>&#8221; era ainda mais imponente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja a imagens da arquibancada local na época, em um derbi contra o <strong>Primeiro de Maio</strong> (time perfilado):</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Primeiro-de-Maio-do-Estádio-Américo-Guazzelli-768x603.jpg" alt="Estadio do Corinthinas" class="wp-image-33857"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O time que enfrentou a <strong>Organização Nacional Desportiva</strong>:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Corinthians-Santo-André-1938.jpg" alt="Corinthians SA" class="wp-image-33856"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">E mais uma vez, estampada nos jornais, o desafio entre operários do ABC e os fascistas:</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Screen-Shot-2020-06-25-at-17.54.11.png" alt="Corinthians FX x Dopolavoro (fascistas)" class="wp-image-33858"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">E, nessa nova visita&#8230; Mais uma vitória fazendo a alegria dos operários anarquistas e comunistas de Santo André!</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Screen-Shot-2020-06-10-at-18.47.01.png" alt="Corinthians SA x Opera Nazionale Dopolavoro de São Paulo" class="wp-image-33654" style="width:554px;height:auto"/></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">O<strong> Corinthians</strong> venceu por 2&#215;1, no dia 13/11 contribuindo com que os fascistas desistissem de se aventurar no futebol profissional de São Paulo e deixando claro que nem no futebol nem na política havia espaço para esse tipo de pensamento.<br>Mais uma vez o operariado do ABC deu uma mostra de como a política está presente em tudo o que fazemo.</p>



<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!</h2>
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			</item>
		<item>
		<title>Hoje, terminou 2013 para mim. Feliz 2014&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2013 21:52:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[fim da série d]]></category>
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					<description><![CDATA[
				<![CDATA[]]>		]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>				<![CDATA[<a href="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2013/09/DSC02130.jpg"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18558" title="Torcedor Santo André" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2013/09/DSC02130-1024x714.jpg" alt="" width="491" height="342" /></a>

08/09/2013. Um domingo ensolarado pelo Brasil.

Pra mim, um dia que será lembrado eternamente como escuro, cinzento, frio&#8230;

Sim, amigo leitor, que me acompanha há tanto tempo&#8230; Desde 2008, quando comecei o blog, jamais me permiti escrever um post sequer sem estar entusiasmado. Mesmo que fosse entusiasmado pelo futuro.

Hoje, escrevo nervoso, triste, desolado, irritado&#8230;

Pela série D, do campeonato brasileiro 2013, tivemos Metropolitano 2&#215;1 Santo André.

O Santo André está eliminado da competição.

Mais do que isso, está eliminado do campeonato brasileiro 2014, já que atualmente está na série A2 do paulista e consequentemente sem vaga na série D.

Nunca me queixei de perder. Nem tampouco de cair de divisão. Mas em 2014 vou passar por uma situação que já não me recordava&#8230; Estamos fora do campeonato brasileiro&#8230;

O que será do Esquerdinha, Ovídio, Renato, Matheus, Vladimir, Zé, Gui, Jão, Mau, Mari e tantos outros que há tanto tempo tem no futebol e no Estádio Bruno José Daniel seu ponto e encontro?

Talvez tenhamos um 2014 mais sociável. Visitas à casa da tia, cafés da tarde em família..

Talvez vamos malhar, fazer exercício.

Quem sabe rever amigos distantes.

Bobagem&#8230;

Estaremos todos tristes, vivendo um luto em azul e branco que nem começou e já não tem previsão para acabar.

Derrotas jamais me machucaram, mas hoje, o futebol me deixou triste de verdade.

Adeus 2013, um ano que não será esquecido tão cedo&#8230;


<h1 style="text-align: center;">APOIE O TIME DA SUA CIDADE&#8230;</h1>

]]&gt;		</p>
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		<title>Trocando a bola pela bike</title>
		<link>https://www.asmilcamisas.com.br/2011/07/trocando-a-bola-pela-bike/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 01:32:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[bike]]></category>
		<category><![CDATA[Cosmópolis]]></category>
		<category><![CDATA[sitio]]></category>
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					<description><![CDATA[
				<![CDATA[]]>		]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>				<![CDATA[Esse fim de semana que passou acabei não indo a nenhum jogo da segunda divisão do paulista. A principal causa é que o Santo André iniciaria no domingo sua estreia na série C do Campeonato Brasileiro (depois posto as fotos do jogo).


<p style="text-align: left;">Assim, eu e a Mari topamos um novo desafio: Um rolê de bicicleta por Cosmópolis até a área rural, no sítio do Seo Milton, vô da Mari.</p>




<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10460" title="Fim da prova" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08141-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>




<p style="text-align: left;">A primeira parte do rolê foi só alegria! Cruzar a cidade até chegar próximo da estrada levou menos de 15 minutos!</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10466" title="Pedalar é sorrir" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08174-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>




<p style="text-align: left;">O primeiro &#8220;susto&#8221; foi ver a subida que a gente teria que enfrentar para chegar na estrada&#8230;</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-10461" title="Desafio" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08143.jpg" alt="" width="442" height="438" /></p>




<p style="text-align: left;">Sofremos, mas vencemos! E ao chegar lá em cima, demos uma parada pra tomar uma água e comer umas frutas.</p>




<p style="text-align: left;">Aliás, para quem também está iniciando ou só anda de brincadeira, sempre saia de casa levando água e algumas frutas.</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10464" title="Dá lhe subida" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08150-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>




<p style="text-align: left;">Agora vinha o segundo desafio.</p>




<p style="text-align: left;">Enfrentar uma estrada de verdade, rumo à Arthur Nogueira!</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10463" title="Placa " src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08148-1024x612.jpg" alt="" width="491" height="294" /></p>




<p style="text-align: left;">Mas a estrada tinha um acostamento em boas condições e até que não foi tão difícil enfrentar alguns quilometros por ali.</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10465" title="Mari pedalando to the hills" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08168-1024x466.jpg" alt="" width="491" height="224" /></p>




<p style="text-align: left;">Agora a terceira e última parte até nosso destino. Sair da rodovia e pegar uma estrada de terra até o sítio.</p>




<p style="text-align: left;">Pra sair da rodovia, utilizamos um túnel muito louco!</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10467" title="Explosão" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08176-1024x866.jpg" alt="" width="491" height="416" /></p>




<p style="text-align: left;">Logo, estávamos pedalando no chão de terra, que fez tremer até a orelha.</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10468" title="Mau pedalando" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08185-1024x810.jpg" alt="" width="491" height="389" /></p>




<p style="text-align: left;">Embora menos confortável, o rolê pela estradade terra nos reservou belas imagens, como uma série de esquilos e pássaros, como esse anú aí embaixo:</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10469" title="Anú ou outro pássaro preto" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08191-1024x798.jpg" alt="" width="491" height="383" /></p>




<p style="text-align: left;">E foi nesse clima de natureza total, que o tempo passou e de repente lá estava eu&#8230; Devorando umas ameixas em pleno sítio do vô da Mari.</p>




<p style="text-align: left;">O desafio de chegar tinha sido cumprido (e comprido)!</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10471" title="MAU - As mil camisas" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08203-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>




<p style="text-align: left;">O jeito foi dar um alô ao &#8220;Vô Milton&#8221; e escapar da enchada que ainda tinha que cumprir uma árdua tarfea.</p>




<p style="text-align: left;">Tão ou mais do que a nossa volta pra casa, pedalando em meio a tanta coisa legal.</p>




<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-10470" title="Mari e Seo Milton" src="http://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2011/07/DSC08202-1024x768.jpg" alt="" width="491" height="369" /></p>





<h1 style="text-align: center;">Apoie o time dasua cidade!</h1>




<h1 style="text-align: center;">Mas, antes disso, conheça sua cidade!</h1>

]]&gt;		</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Leia, porque pode ser o futuro do seu time (ou do meu)</title>
		<link>https://www.asmilcamisas.com.br/2009/02/leia-porque-pode-ser-o-futuro-do-seu-time-ou-do-meu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 14:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[David Runciman]]></category>
		<category><![CDATA[Wimbledon FC]]></category>
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					<description><![CDATA[
				<![CDATA[]]>		]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>				<![CDATA[Segue um texto denso, de DAVID RUNCIMAN, mas que precisa ser lido pelos apaixonados pelo futebol.

Saiu no caderno MAIS da Folha de SP de 1/2/09.

Quando era mais moço, eu torcia por um time de futebol, que já não existe, o Wimbledon FC. A equipe jogava no Plough Lane, estádio pequeno e cambaio em uma parte feia do sul de Londres, e seu estilo de futebol era duro e robusto. Isso desagradava os adversários, mas aquecia o coração dos torcedores, especialmente quando permitia que a equipe superasse times mais sofisticados e fastidiosos, que muitas vezes jogavam lá como se tivessem pregadores de roupa nos narizes.

Quando o Wimbledon foi convidado a integrar a Football League, em 1977, na quarta divisão na época, passei a me considerar torcedor e a fazer a longa jornada até o final da linha District, para assistir a partidas contra equipes como o Rochdale e o Darlington. Após apenas duas temporadas na quarta divisão, o time conseguiu subir para a terceira, mas caiu de volta na temporada seguinte.

O mesmo fenômeno se repetiu nas duas temporadas subsequentes, com ascenso seguido de descenso. No começo dos anos 80, o Wimbledon, que atraía públicos regulares de apenas alguns milhares de torcedores e punha em campo uma equipe de jogadores sólidos, mas não espetaculares, parecia ter encontrado o seu lugar no futebol. Mas então aconteceu algo completamente inesperado. O Wimbledon subiu em 1983, e isso foi seguido não por uma queda mas por novo ascenso; depois de duas temporadas reconhecendo o terreno na segunda divisão, o time subiu ainda uma vez, chegando à primeira divisão. Subitamente, eu estava indo a Plough Lane para ver o Wimbledon enfrentar equipes como o Manchester United, o Arsenal e o Liverpool. Azarão Mas, surpreendentemente, o Wimbledon se deu bem na primeira divisão e manteve seu posto entre os grandes times do país por inacreditáveis 14 temporadas. Em 1991, o time teve de se mudar para o estádio de Selhurst Park, dividido com o Crystal Palace, quando se tornou claro que Plough Lane não poderia ser adaptado.

Um ano mais tarde, o nome da primeira divisão passou a ser Premier League, e o dinheiro começou a fluir ainda mais para os grandes clubes, o que tornava a posição do Wimbledon, uma equipe que nem mesmo tinha estádio próprio, ainda mais precária. E, como todos os times pequenos, teve que vender muitos de seus melhores jogadores. Um desses era John Fashanu. Ele disputou a partida que capturava o absurdo essencial da história do Wimbledon, tanto para os torcedores do time quanto para seus rivais: a final da copa da Football Association de 1988, na qual enfrentaram o Liverpool, então o melhor time da Inglaterra, e o derrotaram por um a zero. Nas temporadas seguintes, comecei a perder o interesse pelo Wimbledon e a assistir cada vez menos jogos.

Quando me perguntavam por que deixara de torcer por eles, às vezes respondia que não fazia muito sentido continuar torcendo depois que o time conquistou a copa da FA, mas percebia o quanto isso soava pedante e estúpido, e por isso desisti de explicar. Ainda assim, fiquei feliz por não ser um verdadeiro torcedor de futebol quando testemunhei o que aconteceu com o Wimbledon. As novas realidades financeiras do futebol inglês -aqueles que já têm muito receberão ainda mais, e os demais terão de lutar pelas migalhas- finalmente se fizeram sentir na equipe na temporada de 1999/ 2000, quando o time foi rebaixado da Premier League.

Incapazes de obter licenças de construção ou financiamentos para a construção de um novo estádio para o time no sul de Londres, os proprietários surgiram com a radical proposta de transferir o time a outro lugar, no qual pudessem expandir sua base de torcedores e garantir o futuro do clube. Para indignação e consternação dos torcedores da equipe na região sul de Londres, o local escolhido foi Milton Keynes, uma cidade de rápido crescimento no centro da Inglaterra, que não contava com um time de futebol profissional. Para surpresa de ninguém, assim que se tornou claro que a equipe estava planejando abandonar seus torcedores locais, a torcida desapareceu do estádio, e a situação financeira do Wimbledon se agravou ainda mais. Em 2003, o clube entrou em concordata. No ano seguinte, mandando suas partidas no estádio nacional de hóquei sobre a grama de Milton Keynes, o time voltou a ser rebaixado, para a League One, antiga terceira divisão.

Àquela altura, o Wimbledon FC foi adquirido por um empresário musical morador de Milton Keynes, Pete Winkelman, que mudou o nome do time para MK Dons. Em 2006, o MK Dons voltou a cair, para a League Two, a velha quarta divisão por meio da qual a equipe iniciara sua jornada no futebol profissional menos de 30 anos antes. Nenhuma equipe da liga inglesa havia sido afastada de seus torcedores pelos proprietários, como ocorreu nesse caso, ainda que episódios semelhantes tenham se repetido inúmeras vezes nos EUA, onde times são transferidos para o outro lado do país por proprietários em busca de mercados novos e mais lucrativos. Assim, a transferência do pequeno Wimbledon para uma cidade localizada a 110 quilômetros de distância parecia indicar a iminente americanização do futebol inglês, que colocaria lealdades tradicionais à mercê de empresários enxeridos para os quais um time é nome e nada mais.

Observando a situação, passados quatro anos, fica claro que os torcedores tinham motivos para preocupação, ainda que estivessem preocupados com a coisa errada. A transferência geográfica jamais foi uma opção séria para times de futebol inglês, porque não existem muitos locais do país em que não exista um time. Mais que estilo de vida Mesmo assim, apesar das dificuldades inerentes que afastar um time de futebol inglês de sua origem geográfica acarreta, os enxeridos chegaram.

Um ano antes que Winkelman adquirisse o Wimbledon, outro empresário de sucesso, Roman Abramovich, tomou o controle do vizinho Chelsea e iniciou o processo que faria do time uma potência do futebol internacional, tratando-o o tempo todo como uma espécie de brinquedinho pessoal. Desde então, quase todos os grandes times ingleses tiveram seu controle tomado por estrangeiros. Manchester United, Liverpool e Aston Villa são controlados por americanos. No Arsenal, há uma disputa pelo controle entre o norte-americano Stan Kroenke e o magnata uzbeque Alisher Usmanov. O West Ham pertence a islandeses, ainda que no momento provavelmente esteja em mãos dos credores do sistema bancário falido da Islândia.

O Portsmouth parece pertencer ao russo Aleksandr Gaydamak (embora ninguém saiba ao certo). E, há pouco, o Manchester City foi adquirido pelo Abu Dhabi United Group for Investment and Development, o que o torna o time mais rico do mundo -ou ao menos o time com os mais ricos proprietários do mundo, o que pode não ser a mesma coisa. Nenhum desses times precisou se mudar para seguir o dinheiro. Em lugar disso, o dinheiro foi até eles. O que esses novos proprietários parecem desejar do futebol inglês é uma participação em um negócio glamouroso e dinâmico, com vasto apelo mundial. Isso significa que muitos times da Premier League se mudaram, nos últimos anos, sem que precisassem transferir suas instalações físicas: simplesmente se mudaram para a economia internacional, onde podem ser comercializados como marcas internacionais. De fato, para fins de marketing, raízes locais são importantes: clubes como o Manchester City, com base de torcedores apaixonados, são ótimo veículo para proprietários com ambições que se estendem para além de Manchester. Pois na TV parece melhor ter um estádio lotado de torcedores que parecem de fato envolvidos com o time do que um estádio no qual os torcedores começaram a tratar o time como uma espécie de acessório de estilo de vida, mais ou menos como os proprietários o fazem. Isso, aliás, vem sendo um problema para o Chelsea e um dos motivos para que a equipe ainda não consiga se equiparar aos times mais tradicionais em termos de apelo internacional.

O setor financeiro internacional quer o pacote completo, quando se trata dos times de futebol: um senso de história, o rugido dos torcedores leais, a sensação de excitação. O nome de maneira nenhuma é a essência da marca, e talvez seja algo dispensável ou ajustável. Quando os novos proprietários do Manchester City começaram a alardear sua aquisição, usavam as camisas azuis do time, mas dotadas da inscrição Abu Dhabi, nas costas. A verdade é que é mais provável que um time chamado Abu Dhabi United termine jogando em Manchester do que vermos o Manchester City jogando em Abu Dhabi.

O primeiro astro a ser recrutado com o dinheiro árabe, o brasileiro Robinho, adquirido do Real Madri pela quase inacreditável soma de 32,5 milhões, resumiu essa nova realidade ao declarar, na chegada a Manchester, o quanto estava satisfeito por ser parte do time do Chelsea. Na verdade, não importa muito que os jogadores não saibam onde estão, desde que os torcedores estejam lá para recebê-los. O que esses novos proprietários desejam é um clube com senso claro de identidade, em torno da qual possam construir suas elaboradas fantasias pessoais. Ou seja, os torcedores ainda valem alguma coisa.

Novo Wimbledon

É claro que a raiva não se dissipou na parte sul de Londres, mas em 2002 os torcedores mais radicais do Wimbledon FC criaram um novo time em seu lugar, o AFC Wimbledon, que também está em ascensão. A equipe já passou por quatro níveis de ascenso e agora está só dois degraus abaixo do futebol profissional. Não é impossível que o MK Dons reproduza a ascensão espantosa do Wimbledon FC e chegue à Premier League. Isso ainda acontece, como demonstrou o Hull City ao subir quatro divisões em apenas cinco temporadas. Equipes como a do MK Dons e a do Hull dependem do apoio local, de boa gestão e de muita sorte.

Mas dificilmente se beneficiarão de sorte como a que o Manchester City desfruta. Não sei como eu me sentiria quanto a essa perspectiva se torcesse pelo time. Essa ideia me parece desconfortavelmente próxima de um insulto àquilo que o futebol verdadeiro representa. Mas eu não sou um verdadeiro torcedor.

DAVID RUNCIMAN é professor de ciência política na Universidade de Cambridge. A íntegra deste texto saiu no "London Review of Books". Tradução de Paulo Migliacci.]]&gt;		</p>
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