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	<title>colera &#8211; As Mil Camisas</title>
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	<description>Histórias e registros de estádios, torcidas e times de futebol</description>
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		<title>Desequilibraram o jogo&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Admin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 15:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[musica e futebol]]></category>
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<p>Nem sempre consigo escrever as coisas sob o calor dos acontecimentos.<br>O que é bom, porque assim consigo ser um pouco mais racional, mesmo em assuntos mais delicados.<br>O mês de setembro (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=EJcUYhkhGoM"><strong>em setembro</strong></a>…) fechou de uma maneira muito triste.<br>O jogo da vida, ao menos da que eu vivo, sofreu uma influência bastante decisiva.<br>O time das pessoas que sonham em mudar o amanhã perdeu a presença de <strong>Rédson</strong>, vocal e guitarra do <strong>Cólera</strong>, entre outras bandas que ele teve durante a vida.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/11271195.jpeg" alt=""/></figure>
</div>


<p class="has-text-align-left">Pra quem ama futebol, mas não sabe o que é o <strong>Cólera</strong>, eu diria que eles são mais ou menos como o Juventus. <br>Paulistanos, mega importantes para a história do rock, em específico do punk rock independente da cidade, e deixados de lado pela grande mídia que prefere olhar para as mesmices do dia a dia. <br>Mas, mais do que influenciar musicalmente, os discos do Cólera colaboraram demais no processo de formação educacional e social de muitas pessoas, entre elas, eu. <br>De seus discos (Tente mudar o amanhã, Pela paz em todo mundo, Verde, não devaste, Mundo mecânico, mundo eletrônico, Caos mental geral e Deixe a Terra em paz) saíram ideias, pensamentos e atitudes que serviram de inspiração para meu comportamento desde a década de 80. <br>Mas só nos anos 90, quando já estava envolvido diretamente com o movimento punk, onde não existem fronteiras entre bandas, fanzineiros e punks em geral, entrei em contato pessoalmente com o Redson. <br>Na época organizamos um show inesquecível no Planeta Rock, em São Bernardo do Campo. <br>Mais de duas horas de som, que ficaram na memória do pessoal até hoje. <br>Anos mais tarde, devido ao meu trabalho, uma vez por semana eu tinha que ir do ABC até o Capão Redondo e por vezes passava na gráfica onde ele trabalhava pra batermos papo sobre punk rock, sobre a história do Cólera e claro, sobre política, ecologia e  a sociedade em geral. <br>Aos poucos a figura da referência musical (quase um ídolo, ainda que no meio punk sempre tenhamos repudiado essa denominação) dava espaço à pessoa Redson. Confesso que no fim dos anos 90, início dos anos 2000 meu posicionamento foi ficando bastante radical e por vezes fiquei chateado com o <strong>Cólera</strong> por coisas como eles cobrarem para tocar nos festivais que a gente armava, ou por exigirem um equipamento que na época eram quase inacessíveis para nós, punks do ABC. <br>Mas os anos passaram, eu amadureci e o som do <strong>Cólera</strong> sempre me acompanhou. Tornei-me vegetariano, passei a atuar com outros grupos de contra cultura, entre eles o Ativismo ABC, com o qual conseguimos por fim alugar uma casa para sediar eventos como palestras e debates. <br>Logo, quis levar atividades relacionadas ao punk para dentro da Casa da Lagartixa Preta Malagena Saleroza (sede do Ativismo ABC) e me peguei pensando em como levar uma atividade punk sem relacionar com um show, propriamente dito. <br>Nascia ali a ideia de comemorar os 30 anos do Cólera, não apenas com um show, mas uma palestra do Redson sobre a evolução da cultura underground.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="540" src="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera2.jpg" alt="" class="wp-image-63862" srcset="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera2.jpg 720w, https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera2-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" width="720" height="540" src="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera-1.jpg" alt="" class="wp-image-63865" srcset="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera-1.jpg 720w, https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera-1-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="has-text-align-left"><br>Como complemento, organizamos ainda, junto do pessoal da COBAIN (Cooperativa de Bandas Independentes do ABC) um show, no Sonia Maria, bairro operário de forte tradição punk.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" width="592" height="752" src="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera-cobain.jpg" alt="" class="wp-image-63864" style="width:540px;height:auto" srcset="https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera-cobain.jpg 592w, https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2024/04/colera-cobain-236x300.jpg 236w" sizes="(max-width: 592px) 100vw, 592px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-left">Foi tudo muito legal e o Redson tornou-se ainda mais presente no ABC, não só pra tocar, mas para visitar os amigos.<br>Tivemos a chance de acompanhar o Cólera com a banda Tercera Classe por algumas vezes, creio que a última delas no Outs, em SP.<br>Mas o tempo é arisco e quando vimos, mais 6 anos tinham se passado e embora nos encontrássemos em alguns shows, nunca mais tivemos a oportunidade de sentar e bater um papo.<br>Recentemente, ainda comentava com a Mari sobre a felicidade em termos assistido ao Cólera, no Kazebre.</p>



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<p class="has-text-align-left">Ver o Cólera já não era algo tão raro, como antigamente. Talvez por isso não tenha dado àquele show a devida importância.<br>O facebook passou boa parte do ano me lembrando que talvez eu conhecesse &#8220;Redson Pozzi&#8221;, graças aos vários amigos em comum.<br>Mas, sou teimoso. Não gosto da ideia de retomar uma amizade pela internet. Esperava um reencontro pessoal, pra aí sim voltar a papear pela internet.<br>O reencontro pessoal não veio.<br>Veio a notícia, pela manhã. A notícia não, o boato.<br>Não podia ser real.<br>Mas era.<br>Não houve oportunidade para um último papo, uma última história.<br>Fica a saudade e o sentimento de perda.<br>Vai-se uma grande referência.<br>O jogo da vida fica cada vez mais triste e difícil pra quem não quer jogar do jeito errado&#8230;<br>Segurem-se amigos. São tempos difíceis&#8230;<br>Redson, fique em paz&#8230;</p>
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