Estádio Zé Turquim, a casa do Brodowski FC

No início de dezembro de 2025, estivemos na estrada para uma viagem até Brodowski com a missão de acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia com os amigos Mário e Brasileiro (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Mas, além da partida, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade.

A Antiga Estação Ferroviária guarda um pouco da memória de quando os trens conectavam Brodowski com o mundo.

A placa explica um pouco da importância da ferrovia à época. Incrível a gente ter perdido tudo isso não é mesmo?

A Estátua que antes homenageava as despedidas e a saudade dos que se vão pelas linhas do trem, hoje, pra mim, representa a falta que a própria ferrovia faz… Ela partiu e sabe lá quando volta…

Interessante eles manterem exposto um canhão usado na segunda guerra para lutar contra os nazistas! Nunca é bom esquecer essas coisas.

A praça em frente à estação guarda muitas lembranças também.
O que dizer desse banco, com a propaganda da Casa Macchetti?
Olha o número do telefone: 66. E mais nada.

Ali está também o Coreto da cidade!
É algo simples mas que combina demais com a cultura local.

Brodowski também é muito conhecida por ser a cidade natal de Portinari e sua casa se tornou um museu que recebe muitos turistas!

Algumas construções sobreviveram ao tempo até hoje…

Falando do sagrado, essa é a igreja matriz da cidade…

Mas, falando sobre o profano… A versão local da carreta furacão também arrebata corações por lá!

Como já dissemos, o futebol na cidade é mais que um esporte, é mesmo uma cultura que faz a cabeça de quem vive por lá. Até o Portinari entrou nessa fita!

Mesmo com times novos surgindo, a rivalidade local fica mesmo por conta do clássico entre o CA Bandeirante e o Brodowski FC, e como já falamos bastante do primeiro, é hora de falar sobre o time mais antigo da cidade…

O Brodowski FC foi fundado em 15 de setembro de 1920, e tem uma história cheia de mistérios, visto que não existem muitos documentos sobre essa primeira fase do time.

O Brodowski sagrou-se também campeão-amador setorial, em 1970, 1971 e 1976 e ainda em 1981, 1982 e 1983, e vice-campeão estadual no ano de 1983.
Em 1986, é campeão amador do estado!

Fomos conhecer o seu Estádio, o “Zé Turquim”.

Pelo que entendi, conversando com os moradores, mesmo antes de ser um estádio, o campo do Brodowski sempre foi ali, desde 1920.

Infelizmente não conseguimos entrar no campo, então demos um jeitinho…
Acabamos fazendo amizade com o pessoal que mora bem ao lado do estádio (aliás, um abraço a vocês!!!) e, do quintal deles pudemos registrar o campo!

Ali dá pra ver a arquibancada coberta e o gol do lado esquerdo:

E aqui, o gol do lado direito:

Termino com a imagem da linda camisa do Mário!

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226- Camisa da Associação Olímpica de Jardinópolis (SP)

Em dezembro de 2025, pegamos a estrada até Brodowski para acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!

Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui.
Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis.
Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas.
Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:

A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas.
Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis.
A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.

As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.

Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.

Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira.
Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.

Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!

Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919.
Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:


Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:

Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.

Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:

Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!

Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:

Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!

Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!

Sinta o clima do estádio durante nossa visita:

O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…

Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.

Aqui, o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.

E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer.
Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!

Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!

E este outro modelo branco:

O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…

E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.

O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!

Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!

A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.

Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.

Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!

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O futebol no Pari (São Paulo – SP)

Em mais um rolê pela capital, aproveitei a oportunidade pra conhecer e registrar dois campos históricos, localizados muito próximos, ali no Pari.

O Pari pode não ser tão famoso quanto outros bairros de São Paulo, mas carrega uma história fascinante.
As vezes a gente não se toca que a história da ocupação dos lugares em que vivemos não começou há 10, nem 100, tampouco há 500 anos… região deve ter sido ocupada por muitos povos, por estar entre os rios Tietê e Tamanduateí sendo assim abundante em água e alimento.
No momento da chegada dos europeus, provavelmente era ocupado pelo povo tupiniquins. Pedi pro Chatgpt uma imagem do que seria isso e ele criou a seguinte imagem:

Assim, seguindo o que aconteceu no passado, europeus e mamelucos passaram a ocupar a região dedicando-se à pesca como atividade vital para sua subsistência.
A foto abaixo é de 1930 (do blog Histórias do Pari), mas pode se perceber que era uma outra realidade…

Aliás é da pesca que vem o seu nome: “pary” é o nome em tupi de um tipo de armadilha usada pelos povos indígenas para pescar.
Acredito que seja similar a este abaixo (você sabe dizer se é um outro específico):

Em 1765, o bairro contava com apenas 14 casas e 72 habitantes.
Mais de 100 anos depois, em 1891, chega a ferrovia, com um pátio com linhas para todos os lados, transformando o Pari em um polo operário. A foto abaixo é dos anos 50 e vem do inacreditável site “Estações Ferroviárias“:

No século XX, o Pari passou a ser conhecido como o “bairro doce” por concentrar inúmeras fábricas de biscoitos e guloseimas de empresas como Tostines, Confiança, Bandeirantes, Canola Neuza e Bela Vista, entre outras.

O bairro passou por mais mudanças até chegar a seu cenário atual, com muitas confecções, além de lojas de utilidades geral e restaurantes.
Mais recentemente, muitos imigrantes bolivianos adotaram o bairro, tendo até uma feira típica de produtos da Bolívia todos os domingos. (foi lá que comprei as camisas 2 e 3 que postamos aqui no site).

Assim, chegamos a 2025, para visitar o bairro e registrar dois campos, começando pela casa da Associação Atlética Serra Morena:

Assim como mostra o muro da entrada, a equipe foi fundada em 10 de abril de 1929.

Uma grande discussão envolve o seu distintivo, que parece muito com o do São Paulo FC. Alguns defendem que pela anterioridade de fundação, a AA Serra Morena seria a dona do original.

O time viveu sempre nas disputas amadoras, mas sempre se fez muito presente no futebol da capital, como aqui em 1958:

Pronto pra adentrar ao “CDC AA Serra Morena“? Mas não use a bike aqui dentro…

Vem com a gente!

A sede do time, ali no Pari, é muito bonita e bem cuidada, e tem seu campo bastante utilizada.

Nosso tradicional registro do meio campo:

Gol da esquerda:

E o gol da direita, com um pedacinho do Canindé lá no lado esquerdo!

Olha a cancha de bocha:

Enfim, mais um passeio que você deveria fazer em um fim de semana pela cidade de São Paulo hein…
E se você fizer, faça como nós e emende esse rolê em outro: o campo do Estrela do Pari FC!

O Estrela do Pari FC foi fundado em 1º de janeiro de 1919, inicialmente com o nome União Tiradentes FC, que acabou sendo mudado para o nome atual ainda no primeiro ano por já existir um time com aquele nome.

Já no ano seguinte constava das páginas esportivas dos jornais, como nessa matéria do jornal “O combate!”.

Em 1921, conquista a Taça Yolanda!

É um time que fez história no amador, e que em 1929 disputou o a divisão Municipal do Campeonato organizado pela APEA:

Também disputou o campeonato de 1930.

Chegou no terceiro jogo de acesso à segunda divisão da APEA, mas após eliminar o Parque da Mooca e o Republicano Paulista, acabou eliminado pelo Franco Brasileiro.

A última edição do Campeonato Municipal da APEA acabou valendo por 2 hehehe, porque demorou pra se iniciar e ao invés de ser em 1931 foi em 1931 e 32.
E o Estrela termina empatado em 1º mas perde a partida desempate…

Encontrei uma foto do time de 1954, posado, na Gazeta Esportiva:

Aqui matéria da Gazeta Esportiva de 1955 sobre um derby contra o Luzitano FC:

E também na Gazeta, a imagem do time principal de 1955:

Nas décadas seguintes o futebol perdeu um pouco do espaço para a bocha e as atividades sociais, em especial o carnaval, mas o clube manteve-se ativo e ainda hoje possui um time amador.
Voltando ao seu belo campo, venha conosco conhecê-lo:

Aqui, uma imagem da parte central:

O gol da direita:

E o lado esquerdo do estádio alvi-verde:

Além das bebias e comidinhas, a lanchonete guarda uma série de relíquias e trofeus:

Termino o post com uma imagem de uma das conquistas mais recentes do time: a Copa do Brás 2021!

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O futebol em Serrana (SP)

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade em nosso país.
Foi fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas nos ambientes em que vivemos.
Aproveite o vídeo da professora Selminha e faça o teste para identificar o racismo nos ambientes que você frequenta:

Também aproveitamos o feriado para fazer mais um rolê boleiro e decidimos finalmente registrar o Estádio Palma Travassos, que era o único das 5 divisões do Campeonato Paulista que ainda não havíamos fotografado.

Veja aqui como foi!

Antes de chegar lá, fizemos algumas paradas, como em Santa Cruz das Palmeiras, para rever a casa do EC Palmeirense.
Se você nunca esteve lá, dá uma olhada no vídeo que fizemos em 2018 (ou veja aqui como foi aquele role!)

Mas de volta a 2025, passamos em Tambaú para almoçar e relembrar da cidade que possui dois rivais na mesma rua: o EC Operário e o EC União! Estivemos lá antes também e você pode ver aqui como foi.
Ou veja um pouco dos dois estádios:

Ainda aproveitamos para finalmente registrar o interior do Estádio Dr Guião, a casa do CR Cajuruense, em Cajuru, veja aqui como foi esse rolê de 2025.

Mas antes de chegar a Ribeirão Preto, ainda teríamos uma última parada: a cidade de Serrana, que tantas vezes nos acolheu no rolê punk em especial no CECAC e no Festival Caipiro Rock, aliás, olha a gente aí na edição de 2010.

Mas dessa vez, fomos para conhecer e registrar o Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos, que será a casa do LG Sports nas disputas das categorias de base da Federação Paulista, a partir de 2026.

O time nasceu como uma escola de futebol de alta performance em Ribeirão Preto agora vai mandar seus jogos na cidade de Serrana, no Estádio Municipal “Luiz Antônio de Mattos”, e por isso, lá fomos nós conhecê-lo!

Quem nos recebeu foi o Ricardo Brasileiro, amigo que também faz essa trajetória entre o punk, a música independente e o futebol e o organizador do Festival Caipiro Rock.

Então, venha conosco para conhecer não só mais um estádio como o novo time e… seu presidente !

Segue o tradicional registro do meio campo:

O gol da direita:

E o gol da esquerda:

Aqui dá pra ter uma ideia geral:

E enquanto fazíamos os registros, o pessoal seguia trabalhando sob um sol escaldante…

Fizemos o Lucas, atual presidente do LG Sports dar uma paradinha pra bater um papo rápido:

Pois é… Quem diria que anos após termos conhecido Serrana pela cena punk, agora voltaríamos para registrar sua “cena boleira”…

Que as arquibancadas do Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos possam acolher muitas e muitos torcedores…

E, principalmente, que seu campo receba jovens promessas do futebol oriundos da própria cidade, transformando-se em um verdadeiro catalisador sócio-esportivo.

O primeiro gol já está aí, registrado:

E que também possa gerar empregos e fazer do futebol um motor para a cidade!

A mim, só resta, como sempre, agradecer a oportunidade de rever o amigo Brasileiro e de poder registrar o “novo-velho” campo…

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Final do Amador do Estado 2025 em Brodowski

CA Bandeirante é pentacampeão!!!

Será que o destino é traçado previamente por alguma força superior?
Ou as coisas se aglutinam e se repelem de acordo com nossas escolhas?
A história de hoje começa lá em 2021, no meio da pandemia, quando, para não ficar maluco, passei a visitar, sozinho, de máscara e em horários esdrúxulos, os campos do futebol amador de Santo André.

Ali nasceu um interesse pelo futebol amador que foi crescendo até que, incentivado pelo amigo Mário Casimiro, passei a acompanhar o Campeonato Amador do Estado, a segunda competição mais antiga da Federação Paulista de Futebol.

Por coincidência, as últimas duas finais envolveram times do ABC, o que me permitiu que acompanhar a primeira partida destas decisões.
Em 2023, vimos Nacional da Vila Vivaldi x CA Bandeirante de Brodowski, em São Bernardo.

E em 2024, Belenense x CA Bandeirante de Brodowski, em Mauá…

Naquele dia, acabei conhecendo o pessoal da diretoria do CA Bandeirante e foi com eles que iniciamos os programas onde entrevistamos presidentes dos clubes, veja como foi:

Desde então, eu e o Mário fizemos a promessa de ir até Brodowski caso mais uma vez o Bandeirante chegasse na decisão, e, como você já deve saber…
Foi o que aconteceu em 2025!
Seja bem vindo a Brodowski!

Depois de algumas horas de estrada, com direito a paradas em Porto Ferreira, Cravinhos e Jardinópolis, chegamos a Brodowski, muito conhecida por ser a cidade natal de Cândido Portinari.
Claro que fomos lá conhecer sua casa, que hoje sedia um museu em sua homenagem.

A cidade é cheia de detalhes que a tornam inesquecível, como os bancos com inscrições de décadas atrás…

A arquitetura antiga também está preservada e pode ser vista ali pelas ruas…

A igreja matriz, de 1905… Bonita?

A antiga estação ferroviária…

Os bares que ainda reúnem as pessoas em cadeiras e mesas nas calçadas…

E o atual hotel do próprio Bandeirante, onde pudemos jantar com o elenco do time local e tornar o rolê ainda mais inesquecível!

Só faltou fazer uma foto no supermercado onde fizemos umas comprinhas, o “Nosso Mercado“.

Mal sabíamos nós que ele foi construído no espaço do antigo estádio do Bandeirante…

Voltando ao Campeonato Amador do Estado, vale lembrar que o Mário ficou tão apaixonado que escreveu o Guia do Campeonato e ficou muito legal (clique aqui para baixá-lo!).

Pra quem não sabe quem é o Mário Casimiro, taí a foto!

Logo que chegamos, percebemos que a final era o assunto da cidade!
Haviam muitos folhetos como este espalhados por todos os lugares por onde andávamos.

Confesso que foi emocionante chegar até o Estádio Mário Lima Santos, a “Arena Jaburu”, como é conhecida popularmente!

Tem até essa escultura em frente ao Estádio que literalmente faz voar os atletas bandeirantinos!

Divido a experiência da chegada ao Estádio, da entrada até a arquibancada, para ver se você também se empolga e faz esse rolê até Brodowski, porque vale muito a pena!

Você viu no vídeo o portão que une presente e passado e cabe explicar que ele ficava no Estádio antigo do CA Bandeirante e é considerado uma verdadeira relíquia para diretoria e torcida!
Ah, esse aí na foto é o Brasileiro, outro amigo que esteve conosco acompanhando a decisão.

Interessante como o pessoal do Bandeirante conseguiu registrar sua história em fotos, lembranças e até mesmo nessas placas que pouco a pouco relembram cada passo do clube!

A torcida conta com a “Bateria Tsunami“, que literalmente faz a arquibancada vibrar!

Pra quem não conhece o estádio, vale o nosso tradicional registro.
Olhando da arquibancada coberta, aqui está o lado esquerdo do campo:

O meio campo:

E o gol da direita. Ali no fundo fica a área para convidados.

O Estádio é muito bem cuidado e cada espaço acaba sendo aproveitado.

Aqui, a arquibancada coberta, sem ela o sol faria grandes estragos…

Nesse setor, atrás do gol, fica uma boa sombra das árvores e também acaba sendo um lugar bastante disputado pelos torcedores!

E esse é o Jaburu, mascote do time!

A torcida do União FC também se fez presente e ficou em um espaço com sombra!

O bar estava preparado: salgados, água, refrigerantes…

Difícil não pegar carinho pelo clube…
Nesse momento, já estávamos “contaminados” pelo mesmo sentimento que envolvia metade da cidade (não se esqueça que a outra metade é Brodowski FC).

Hora da entrada dos times, com toda cerimônia oficial da Federação Paulista!

Foto oficial dos times perfilados…

Dos capitães e da arbitragem…

A foto oficial da final…

E a foto em frente à torcida…

O União também posou para a foto!

E assim… Começa a partida!

Bola rolando, a torcida local cumpre bem o seu papel e transforma a Arena Jaburu em um caldeirão alvi rubro!!!

Bacana ver que a nova geração também está comparecendo!

E as tradicionais fumaças também coloriram o ar do estádio!

E dá lhe bateria!

Com tanta animação, difícil ficar parado…

Mas… o calor é grande… e tem momentos que o pessoal prefere guardar as energias para o fim do jogo…

Ou quem prefira manter se hidratado durante todo o jogo!

Enfim… Todo mundo feliz curtindo os amigos, familiares em torno do futebol!

Em campo, um primeiro tempo de muita marcação, que até chegou a ter um gol marcado pelo Bandeirante que acabou anulado pelo bandeira.

O fim do primeiro tempo trouxe um alívio: o céu recebeu uma porção de nuvens que ajudaram a amainar o calor.

O segundo tempo começou com ainda mais tensão.

A torcida, que a essa altura já havia enchido boa parte da Arena Jaburu parecia sentir o peso de cada passe, cada dividida, cada chute travado.

A Bateria Tsunami, incansável, segurava o ritmo do time e do povo como se cada batida fosse um lembrete: “Estamos juntos. Até o fim.”

E foi justamente no fim que o drama começou.
Aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo parecia caminhar para um empate nervoso, que levaria a decisão por penaltys, Max, sempre ele, encontra o gol do time da casa!

A Arena Jaburu que já estava barulhenta se tornou ensurdecedora…

Por alguns minutos, parecia que o tempo havia parado e em cada rosto havia um sorriso. Olho pro celular e faço as contas: o tempo regulamentar já. se esgotou… É questão de pouco tempo até o Bandeirante se sagrar campeão.

Mas… o futebol é único.
E quando tudo parecia resolvido e o título parecia uma realidade, a zaga bandeirantina comete penalty…
E o União FC empata o jogo para a alegria da torcida Atibaiana!

Foi um choque geral…. Uma catarse negativa para a torcida local.
Semblantes tensos, mãos na cabeça, olhares perdidos.
Quem estava sentado se levantou e quem estava de pé se segurou pra não cair com o baque do gol…
E foi ali, no momento mais delicado, que o time fez um verdadeiro milagre.
Sabe aquela jogada que a gente ensaiava nos tempos de escola?
Da saída do meio campo ao gol em menos de 5 toques?
Pois aí está:

O estádio inteiro voltou a cantar, a bateria Tsunami voltou com tudo, as crianças gritavam, os mais velhos ergueram os braços como quem conversa com o destino.
Abraços e mais abraços…
Era impossível não se arrepiar.
Impossível não existe pra esse time…

É fim de jogo!!! O Clube Atlético Bandeirante de Brodowski é o campeão de 2025!!!

A Arena Jaburu explode.

Gente chorando. Gente pulando.
A torcida do Bandeirante mais uma vez escreveu seu nome no destino.
E o destino, respeitosamente, respondeu: “Hoje, vocês merecem ser campeões.”

O placar final mostra mais uma vitória dos heróis!

O time fez questão de celebrar muito junto da torcida…

E na arquibancada, após uma verdadeira chuva de cerveja… todos voltam a gritar “É campeão!!!”

Na hora da entrega das medalhas e troféu, dá uma certa tristeza de imaginar o aperto no peito do time de Atibaia e de sua fiel torcida que viajou até Brodowski, mas por ser apenas a segunda participação do time, o vice campeonato foi bem comemorado.

Um misto de sentimentos ao ver que é hora da foto dos campeões!
O time fundado em 16 de agosto de 1933 é mais uma vez campeão e fico feliz em ver isso, mas ao mesmo tempo, triste por saber que nossa aventura chega ao fim…

Melhor ver a foto do Mário que fez lá, bem em frente ao time:

O que dizer de um momento desses?
Uma cidade que respira futebol e que é apaixonada pelo Campeonato Amador do Estado recebendo mais um título!

Hora de extravasar, de celebrar de saber que na próxima vez que esta camisa for usada, ela não será mais a mesma: mais uma estrela estará bordada em seu distintivo!

Jogadores e comissão se abraçando sob o olhar do Jaburu ali ao fundo…
Manhãs como essa transformam pessoas…

Hora de ir embora com aquele sorriso no rosto que demora a sair.
Corpo anestesiado, de tantos arrepios e emoções que passamos.
Parabéns ao povo de Brodowski, em especial aos torcedores bandeirantinos…
Vocês são demais!

Só me resta agradecer ao Mário, ao Brasileiro e à Letícia, amigos de arquibancada e da vida.

Ao Marcelo, Márcio, Guilherme e família e todo mundo da diretoria do Bandeirante por ter nos apoiado nesse rolê inesquecível.


E ao futebol por ser essa cultura tão louca que faz a vida de tanta gente ser ainda mais divertida!

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Campeonato Amador do Estado 2025

Seja bem-vindo a uma das mais tradicionais e interessantes competições, realizada desde 1942 pela Federação Paulista de Futebol!
Assim como fez em 2024, o amigo e jornalista Mário Casimiro Gonçalves criou um guia para a edição deste ano, e você pode baixá-lo aqui neste link!

Para comemorar mais uma edição desse incrível Campeonato fomos até Mauá para acompanhar o embate entre o representante da Liga de Mauá, o Scorpions AEC e o Unidos São Gonçalo, representando a Liga de Taubaté.

E jogando em casa, o Scorpions contou com o apoio de sua torcida!

Mas o pessoal de Taubaté não deixou por menos e a “Residência dos Loucos” se fez presente e cantou sem parar!!!

E entre eles, a Guarda Municipal levou a sério a divisão entre os torcedores.

Em campo, o jogo foi levado a sério, como se fosse uma decisão desde o primeiro minuto, o que é bacana por um lado, já que dá um baita clima mas ao mesmo tempo fez o primeiro tempo ser bastante truncado…

O time visitante teve até chances de abrir o placar, enquanto os donos da casa pararam por duas vezes no bom goleiro do União São Gonçalo, Rafael Dida.

A torcida local sabia que o 0x0 não era um bom resultado, já que nessa primeira fase são grupos de 3 times onde apenas um se classifica para os mata-matas!

Por isso, o pessoal do Scorpions apoiou seu time como sempre!

Dá lhe bateria!

Olha a oportunidade para o Scorpions…

Aliás, que bonito ver o Estádio Pedro Benedetti colorido com faixas, bandeiras e até fumaça.

O segundo tempo começou com os dois times prometendo tudo ou nada!

O time visitante não teve receio de se lançar ao ataque, mas… foi o Scorpions que cumpriu a ideia de construir o seu gol!

Quando a torcida local estava começando a se tranquilizar acreditando que teria os 3 pontos na partida…

O União São Gonçalo empatou o jogo… Fim de partida: 1×1.

Abraço ao amigo e jornalista Mário que além de fazer o Guia ainda apareceu lá em Mauá para cobrir o jogo pelo Diário de Atibaia! E um abraço também pro Daniel Alcarria, figurinha carimbada do futebol mauaense que em breve lança livro novo sobre o Grêmio!

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ECUS 1×1 Mauá FC – Valeu o acesso à série A4 de 2026

Time visitante pressionou no final, mas não conseguiu vencer os donos da casa, que vão à final com o Tanabi

Sábado, 16 de agosto de 2025.
A Bezinha 2025 chega aos jogos de volta da semifinal, de onde saem os times finalistas e os acessos à série A4 2026.
Para acompanhar um destes finalistas, fomos novamente até o Estadio Municipal Francisco Marques Figueira, em Suzano.

Dessa vez, o ECUS contou com boa presença de público!

Até faixas coloriram a bancada do Suzanão apoiando o time da casa!

O clima estava tão animado que preferi trocar a trilha original que estava rolando no estádio por algo que faz mais sentido pra mim…

Cada vez tem mais gente usando a camisa do time e parece que a paixão segue crescendo já que no intervalo eles venderam TODAS as camisas que levaram!!!

Havia ainda muitas crianças e mulheres com uma camisa do ECUS um pouco diferente, talvez façam parte das categorias de base do time.

Desta vez, estávamos eu, Sérgião e o Mário pra acompanhar a partida decisiva!

Sente o clima na bancada local:

Foi bacana ver o reconhecimento da população local ao trabalho do time do ECUS.

No fundo, era importante que essa relação da cidade com o time existisse desde a primeira rodada, mas… antes tarde do que mais tarde…

E olha que barato, do lado de lá, havia até uma movimentação da torcida do Mauá FC, que deu uma vibração ainda maior para o jogo!

Em campo, o jogo começou a mil por hora e o Mauá FC mostrou que não ia deixar o ECUS levar a vaga facilmente.

A equipe técnica do Mauá FC buscava formas de surpreender o ECUS, mas o time de Suzano jogava atento a cada bola.

E claro…
Jogo pegado, porrada em cada lance!

Nenhuma grande chance havia sido criada quando, aos 27 minutos, um lançamento, meio chutão mesmo, foi dado em direção ao ataque do ECUS, culminando com o gol de Molina. Acompanhe o lance no vídeo da Paulistão TV:

Festa na torcida local. Até pirotecnia teve!

Será que o acesso está garantido?
Com o 1×1 do jogo anterior, em Mauá, um novo empate dava a vaga para o ECUS.
Logo, o 1×0 dava uma boa tranquilidade ao time local.

Não a toa a torcida do ECUS se fazia ouvir!

O primeiro tempo chegou ao fim com o 1xo para o ECUS.

E será que o pessoal tá animado com a fase do time?

O jogo se reinicia e o Mauá volta melhor para o segundo tempo, dando aquele ar de preocupação na torcida local…

Aos 30 do segundo tempo, o Mauá FC teve Wanderson expulso, e pela lógica, o jogo ficaria mais fácil, correto?
Mas não foi o que aconteceu.
Em campo a expulsão injetou adrenalina nos visitantes e o Mauá veio com tudo pra cima!
A partir daí, o grande nome do jogo foi o goleiro Luan Labiuc, do ECUS.
Mas foi o goleiro do Mauá que colocou fogo no jogo aos 34 do segundo tempo, ao lançar uma bola na área e encontrar Kaynan que igualou o jogo.

A torcida do Mauá voltou a acreditar na virada!

Aí sim, o goleiro Luan fez a diferença impedindo a virada do Mauá, que daria a vaga ao time do Grande ABC.

Só o goleiro do Mauá ficou na defesa…

Nos últimos momentos, a arquibancada enlouqueceu enquanto aguardava o fim do jogo…

Mas, não teve jeito… O jogo terminou empatado em 1×1 e pela melhor campanha o ECUS levou o acesso e a vaga para a final.

Só nos resta agradecer poder participar de um momento tão legal e importante para a história do ECUS!

Aproveitei o momento de festa pra ouvir o goleiro do ECUS, o melhor em campo, sobre o acesso:

Também ouvimos o Tegi, presidente do Mauá FC:

E, o William, presidente do ECUS SAF:

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As Mil Camisas em Monte Alto

Dando sequência no rolê de setembro de 2021, a segunda cidade visitada depois de passarmos por Guariba (veja aqui que role legal!) foi Monte Alto!

Monte Alto nasceu de um sonho de um cara chamado Pórfiro Luiz de Alcântara Pimentel que viria a criar também a cidade de Monte Aprazível, aliás, veja aqui como é a história do futebol por lá!).

No sonho, depois de muito sofrimento ele chegaria a uma terra especial (daí o apelido de “cidade do sonho”) e ao conhecer a região, não teve dúvidas: comprou algumas terrras e em 15 de maio de 1881, fundou “Bom Jesus de Pirapora de Monte Alto das Três Divisas”. Logo, a ocupação foi crescendo, graças à cultura do café e o distrito acabou se tornando o Município de Monte Alto.

Mas o que o sonho não mostrou é que a região guardava outro tesouro: um incrível sítio paleontológico e arqueológico, descobertos nos anos 20, durante a construção da estrada de ferro! Monte Alto está literalmente “recheada” de fósseis e resquícios de uma aldeia indígena (Kaingang) que habitou a região por volta do século XV. Tamanha riqueza deu origem a um centro cultural formado por três museus (Histórico, Arqueológico e o Paleontológico), que você precisa visitar! Se não puder ir até lá, vale a pena fazer a visita virtual (é só clicar aqui!).

Uma coisa que deve agitar crianças e demais entusiastas pelo tema foi o cenário que eles recriaram na parte externa do Museu com a fauna local, do período Cretáceo.

Os dinossauros e a aldeia dos Kaingang infelizmente não existem mais, porém seguem sendo parte do dna da cultura local que precisa ser valorizada e resgatada a cada dia, assim como outro aspecto cultural importante da história de Monte Alto: o futebol! E é por isso que vamos recordar sua história, começando pelo time mais antigo que conseguiu disputar o Campeonato Paulista: a Sociedade Esportiva Montealtense (o distintivo está lá no excelente Escudos do Gino!

O alviverde de Monte Alto foi fundado em 1962 e teve uma única participação no Campeonato Paulista de 1963, disputando a 3ª série da Terceira Divisão daquele ano. Alguns jogos daquele campeonato histórico:

Há muito pouco material sobre a SE Montealtense, mas encontrei alguns amistosos que foram disputados em 1964, quando provavelmente o time se licenciou, encontrando se extinto atualmente.

Mas Monte Alto não podia ficar sem um time de futebol nas competições e ainda em 1963 (em 20 de novembro), surgiu o Monte Alto Atlético Clube (o distintivo abaixo veio do site História do futebol).

Em seu ano de estreia (1964), segundo o jornal Correio da Manhã, o Monte Alto AC disputou alguns amistosos: em 5 de abril contra o Volkswagen Clube, de São Bernardo, 12 de abril contra o XV de Jaú, além de um 2×2 contra o Jaboticabal, em 17 de maio e uma derrota de 1×0 para o Orlândia em 31 de maio.

Mas a grande alegria é que com o Monte Alto AC, a cidade volta a ter um time no futebol profissional e em seu ano de estreia disputou a 4a série da Terceira Divisão, com outras 10 equipes como mostra a tabela da RSSSF Brasil:

Aqui, a foto do time de 1965:

O time era conhecido como “Galo do Triângulo” por ser o rei das disputas com os vizinhos Jaboticabal e Taquaritinga.

O Monte Alto AC disputou a terceira divisão até 1967, quando se licenciou pela primeira vez.

Mas em 1974, o Monte Alto AC volta a disputar a Terceira divisão até 1976. Em 1977, joga o quarto nível do Campeonato Paulista e ao fim do ano, se licencia mais uma vez.

O Monte Alto AC retornaria por duas vezes para disputar a terceira divisão em 1983 e 1985, quando infelizmente fecha suas portas.

No momento da primeira paralização do Monte Alto AC, surgiu o terceiro time da cidade: o Botafogo Futebol Clube, em 1º de janeiro de 1973.

Aqui, o time de 1976 que foi campeão da Copa Arizona de Futebol Amador:

O Botafogo FC fez história no futebol amador da região e acabou conhecido como o “Tigre da Araraquarense”. Logo tamanha força ficou grande demais para limitar-se ao amadorismo e passou a disputar o futebol profissional começando pela Quinta divisão em 1978 e 79

Nos anos 80, passou a disputar a Terceira divisão do Campeonato Paulista de 1980 a 82. Infelizmente, o Botafogo FC também acabou afastando-se do futebol profissional, passando sua inscrição na Federação Paulista para o Monte Alto AC e hoje segue como time amador. (foto do time de 82 do amigo Manolinho)

Assim, a cidade que respirou o futebol com tamanha intensidade se via sem um time para as disputas oficiais. E é aí, que em 28 de julho de 2016, um grupo de empresários se uniu para encaminhar o retorno do futebol profissional à cidade. Nascia o Montealtense Atlético Clube (distintivo está lá no Escudos do Mundo Inteiro).

O primeiro desafio veio em 2017 na disputa da Taça Paulista, terminando em 3º lugar na categoria sub-19 e também na categoria profissional (onde contou ainda com o artilheiro da Taça: Léo, com 7 gols).

Em 2018, chegou a final, mas acabou perdendo o título para o Corinthians de Presidente Prudente mas chegando invicto até a final. Foto do time no site do Jornal O Imparcial:

E o local sagrado para as partidas de todos os times de Monte Alto em quaisquer que sejam suas competições é o Estádio Municipal Edmar Morgado, o “Morgadão”.

O Estádio nasceu com o nome de Estádio Municipal José Pizarro.

Mas em 1995, um dos presidentes do Monte Alto Atlético Clube, o advogado de grande importância para o esporte local “Dr. Edmar Morgado“acabou dando seu nome ao Estádio.

Esse é o gol da direita para quem olha da entrada do estádio:

O meio campo:

E o gol da esquerda:

A arquibancada possui uma linda estrutura em madeira como já não se faz mais nesse mundo moderno e besta, que nem sabe tampouco o quanto era legal jogar fliperama.

Em suas paredes ainda se encontra o distintivo do último representante do futebol montealtense: o Montealtense Atlético Clube.

As arquibancadas seguem na solidão do isolamento causado pela pandemia de Covid-19, sedentas pelo retorno do público.

Público que vinha comparecendo pra apoiar o MAC em suas disputas da Taça Paulista.

E que tal comparar o estádio dos dias atuais com sua estrutura de 50 anos atrás:

O banco de reservas segue bem cuidado!

O gol com o apoio do supermercado Savegnago:

E as charmosíssimas arquibancadas laterais que sobreviveram ao tempo e ao Covid…

Um último olhar no campo, antes de nossa próxima parada em Bebedouro!

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O futebol em Rio das Pedras (SP)

24 de outubro de 2020.
É dia de conhecer mais um templo do futebol do interior de São Paulo: o Estádio Municipal Massud Coury, na cidade de Rio das Pedras!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

A cidade fica bem próxima de Piracicaba e se você perceber, ela tem uma guardiã logo na entrada…

Rio das Pedras

Uma simpática coruja que nos deu as boas vindas a este lugar tão importante para o interior de São Paulo.

Coruja em Rio das Pedras

Andar por essas bandas é reviver a história de locais por onde viviam, num primeiro momento, os povos indígenas e, na sequência, tropeiros e bandeirantes em busca de pedras preciosas e também na tentativa de escravizar os povos originários locais.
Esse é um assunto pouco falado no Brasil, que merece sempre uma lembrança, usando essa pintura de Jean-Baptiste Debret:

Jean-Baptiste Debret

Como tudo era feito na caminhada, locais para descanso eram estratégicos, e logo a casa de uma família de lavradores ficaria conhecida como “Pouso do Rio das Pedras“. Mas o tempo é o senhor da vida e tão rápido quanto os indígenas locais foram expulsos, escravizados ou exterminados, o progresso chegou materializado na Ferrovia. Nascia a Estação Rio das Pedras que segue por lá…

Rio das Pedras

A estação colaborou para a chegada de mais pessoas criando um povoado que daria origem à Freguesia do Senhor Bom Jesus de Rio das Pedras, porque além de eliminar a cultura indígena, nosso povo sempre deu um jeito de incluir a religião na história. Essa é a Paróquia Senhor Bom Jesus De Rio Das Pedras:

Rio das Pedras

A qualidade das terras trouxe a cafeicultura para a região, e com ela africanos escravizados num primeiro momento e imigrantes (principalmente italianos), a partir da proibição da escravização. O crescimento populacional fez a freguesia se tornar distrito do Município de Piracicaba, depois, elevado à Vila de Rio das Pedras, e finalmente à categoria de cidade em 19 de dezembro de 1894. O declínio do café trouxe a cana de açúcar como acultura dominante da região para atender as Usinas que ali se estabeleceram (Usina São José, Usina Nova Java e Usina Santa Helena). Claro que a Raizen já chegou por ali e dominou a produção local.

Usina Santa Helena - Raízen - Rio das Pedras

Atualmente, além das usinas, novas empresas tem se estabelecido na região, como a Hyundai. Assim, a cidade segue seu rumo ao futuro… Sem esquecer do seu passado.

Rio das Pedras

E um olhar pro passado não pode ser feito sem deixar de se lembrar do futebol local. Passaram pela cidade 5 times usando o nome “Riopedrense“. O primeiro deles a Associação Atlética Riopedrense foi fundada na década de 20.

AA Riopedreense

O time jogou diversas competições municipais e também com times da região. Encontrei essa foto na Fanpage “Rio das Pedras antiga”.
Seria do time de 1934:

AA Riopedrense

Nestas primeiras décadas de existência, jogadores como o goleiro Civolani e o zagueiro Dito Boi (nos anos 20), Lio Roncato (nos anos 30) e Luis Paris e Osvaldo Miori (nos anos 40) entraram para a história local. Esse foi o time de 1940:

AA Riopedrense

A partir de 1942 passou a disputar a 15ª região do Campeonato do Interior, até 1944. O time nunca chegou a se classificar para a segunda fase, já que essa era uma das regiões mais difíceis, visto que jogavam os times de Piracicaba, Santa Bárbara do Oeste, Capivari e Indaiatuba. Só nos anos 50 o time realizou campanhas expressivas, como o bicampeonato da “Liga de Capivari”, a “Ituana“, que era a primeira fase, regional do Campeonato do Interior, de 1953 e 1954:

AA Riopedrense - bicampeão da Ituana

Em 1954, após ser campeão da “Ituana”, foi jogar a final da região com o XI de Agosto de Tatuí e sagrou-se campeão na melhor de 3 partidas (derrota por 4×1 em Tatuí, vitória de 3×1, em Rio das Pedras e 2×0 no jogo decisivo, dia 4 de abril de 1954). Destaque para os jogadores Áureo, Rugia e Joãozinho Migriolo e Antonio Furlan. Leia mais sobre essa época no site de Luiz Barrichelo, um apaixonado pela cidade pelo time! Outra boa matéria sobre a época saiu na “Revista Nossa“, lá de Rio das Pedras mesmo.

A Riopedrense - 1954

Mas, a AA Riopedrense acabou fechando suas portas e o time a representar a cidade no futebol a partir de 24 de junho de 1968, passou a ser o Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge.

Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina Sao Jorge - Rio das Pedras

Era o time formado pelo pessoal da própria Usina São Jorge, que hoje se encontra em ruínas…

Usina São Jorge

Mais do que manter o futebol ativo, o time da Usina São Jorge levou a cidade ao futebol profissional pela primeira vez na história, disputando a série A3 em 1975 e 76. O amigo Roberto (pesquisador do time do Primavera de Indaiatuba) nos enviou um belo registro do empate em 1×1 entre o São Jorge contra o Primavera de Indaiatuba, em Indaiatuba, pelo campeonato de 76:

Primavera 1x1 São Jorge - 1976

Ainda segundo as pesquisas do Roberto, o resultado do jogo de volta, em Rio das Pedras, no dia 3/10 foi um novo empate: Usina São Jorge 0 x 0 Primavera. O resultado mais desastroso foi: A.E. Laranjalense 7×1 Usina São Jorge. Assim, compunha o seu grupo:

Campeonato Paulista série A3 - 1975

Com o fim do Clube Recreativo e Esportivo e Social da Usina São Jorge, surge o segundo time homônimo: a Associação Atlética Riopedrense.

AA Riopedrense - Rio das Pedras

Se por um lado, os dois times homônimos não guardam nenhuma relação entre eles, a população local acabou abraçando de coração esta segunda agremiação, fundada em 7 de junho de 1977, por Antenor Soave. Iniciou sua história disputando o Torneio Alfredo Metidieri, naquele mesmo ano de 1977.

Torneio Alfredo Metidieri 1977
Torneio Alfredo Metidieri

A então “refundada” Associação Atlética Riopedrense também levou a cidade ao futebol profissional! A sua estreia aconteceu no quarto nível do futebol paulista (a atual série B) de 1977, que teve o Primavera de Indaiatuba como campeão. Aliás, obrigado ao Roberto e ao Michael por passarem os resultados:

Campeonato Paulista - 4a divisão - 1977

No ano sequinte jogou o quinto nível do Campeonato Paulista de 1978. Este campeonato era chamado de “Terceira Divisão“, mas acima dela existiam 4 outros níveis: o Campeonato Paulista de Futebol, a Divisão Intermediária, o Campeonato Paulista da Primeira Divisão e o Campeonato da Segunda Divisão. Veja como foi a boa participação na estreia do time:

Campeonato Paulista – 5a Divisão - 1978 - Grupo B – 1a fase
Campeonato Paulista – 5a Divisão - 1978 - Grupo B – 1a fase

Classificado para o octogonal decisivo (o Dracena foi eliminado), o time terminou em 3º lugar!

Campeonato Paulista - 5a divisão - 1978
Campeonato Paulista - 5a divisão - 1978

Nesse ano, a rivalidade com a Saltense foi elevada à décima potência, já que a vitória sobre eles no último jogo, quando lideravam o Grupo, deu o título ao Cruzeiro.
Olha que bela história contada por um torcedor da época:

“O primeiro jogo foi em Salto, e junto ao time, uma pequena torcida se deslocou para aquela cidade.
A torcida da Saltense, pra ajudar o time, naquele dia humilhou e maltratou o nosso time e também a nossa pequena caravana de torcedores voltamos derrotados e humilhados a Rio Das Pedras.
Jogo de volta, o troco. Sem ninguém combinar nada, a cidade se uniu em dar uma recepção melhor a que tínhamos recebido lá em Salto.
Dia do Jogo!!!!!!!!!! Horas antes do jogo, o povo de RdP já estava em peso na frente do Estádio.
E sem nenhum líder, fez um grande corredor Polonês a espera de “nossos convidados”. E eles todos chegaram, o time e mais de dez ônibus de torcedores, isso fora uma caravana de automóveis, seguramente mais de 400 pessoas.
Pois bem…..Hora do troço………. Conforme iam chegando, tinham que passar pelo corredor montado pelos Riopedrenses, e aí uma chuva de tapas e tabefes e alguns chutes no bum-bum.
Apanharam, antes, durante e depois do jogo, em que o Cacique da Ituana (a AA Riopedrense) saiu vencedor.
Terminado o jogo, os torcedores da Saltense se recusaram a sair do Estádio, pois o corredor novamente estava a sua espera, e somente com a chegada do Batalhão de Choque e do Canil da PM de Piracicaba, enfim deixaram o Campão em segurança, e lógico que com alguns pneus furados e algumas portas amassadas.
Nem o Riopedrense e nem a Saltense, se sagraram campeãs naquele ano, mais o jogo entrou para a história.
O TROCO FOI DADO.”

Em 1979, mais uma disputa da quinta divisão, classificando-se para a 3a fase!

AA Riopedrense
Campeonato Paulista - 5a divisão -1979
Campeonato Paulista - 5a divisão -1979
Campeonato Paulista - 5a divisão -1979

Chegamos a 1980 e as mudanças na estrutura do futebol paulista levam a AA Riopedrense a disputar o terceiro nível do futebol paulista.

Série A3- 1980

Em 21 de novembro, ainda foi disputado um amistoso: AA Riopedrense 1×4 Comercial (Ribeirão Preto). Jogou a A3 ainda em 1981, que teve o Cruzeiro FC como campeão. Mais uma vez as pesquisas do amigo Roberto e do Michael nos ajudaram a dividir com você, os resultados:

Campeonato Paulista - Série A3 - 1981

Em 1982, mais uma A3, com o Barra Bonita campeão. E a AA Riopedrense realizou uma boa campanha! Chegou a disputar a segunda fase do campeonato…

Campeonato Paulista - Série A3 - 1982
Campeonato Paulista - Série A3 - 1982

E em 1983, com o CAL Bariri campeão, a AA Riopedrense termina aí sua participação no futebol profissional.

Campeonato Paulista - Série A3 - 1983
Campeonato Paulista - Série A3 - 1983

Além das 2 AA Riopedrense, outros 3 times mais recentes resgatam o nome e o futebol local.
Este é o  Clube Atlético Riopedrense, fundado em 10/07/2013 e que tem jogado o amador.

Clube Atlético Riopedrense

Outro, também dedicado ao futebol amador é o Clube Riopedrense de futebol.

Clube Riopedrense de futebol

E por fim a Associação Olímpica Riopedrense:

Associação Olímpica Riopedrense

E a casa do futebol local em Rio das Pedras desde tempos antigos até hoje é o Estádio Municipal Massud Coury!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Mais uma bilheteria pra nossa conta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

O Estádio segue muito bem cuidado, com sua bela arquibancada coberta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Pra se ter ideia geral do campo, olhando da arquibancada, esse é o gol esquerdo:

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Aqui o meio campo, onde podemos perceber o sistema de iluminação.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

E aqui, o gol do lado direito:

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Vamos experimentar um role entrando no estádio desde a rua:

Aqui, uma visão do lado oposto, para se admirar a lindíssima arquibancada coberta!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

A visita a um estádio como esse dá uma sensação muito bacana…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Muita energia boa envolvida, muitas imaginações e imagens vêm à minha cabeça, como eu costumo dizer “saudades do que eu não vivi”.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

E ao mesmo tempo me sinto honrado em poder estar num estádio que teve tanta história no passado e que ainda tem feito a alegria de quem gosta de futebol em Rio das Pedras.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Olha os bancos de reserva ali atrás, que bacana!

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Tentei registrar o estádio no maior número de ângulos possíveis pra tentar dividir com quem não conseguiria viajar até Rio das Pedras, mas que adoraria saber como é andar por ali…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Aqui, eu estou atrás do gol, e se você estivesse ali e se virasse para olhar pra traz, veria que ao fundo do estádio está o ginásio de esportes da cidae, que aliás estava em reforma.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras
Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Ali, aparentemente estão os vestiários em azul.

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Enfim, só nos resta admirar a vista do Estádio Municipal Massud Coury, sonhando com alguma iniciativa meio doida de levar novamente o futebol da cidade ao profissionalismo. Quem sabe com um dos times que jogam por lá atualmente…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

Vamos embora, levando no coração e na memória um pouco de tudo isso que ouvimos, que vimos e que lemos…

Estádio Municipal Massud Coury - AA Riopedrense - Rio das Pedras

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102- Camisa do Olímpia

A 102ª camisa da coleção vem do interior de São Paulo, grande celeiro de times e histórias ligadas ao futebol. É com orgulho que escrevo sobre a história do Olímpia Futebol Clube.

Recentemente entrevistaríamos o presidente do Olímpia, mas na hora H ele acabou não conseguindo participar ao vivo e nos mandou um vídeo, vale a pena assistir:

Comprei essa camisa no próprio Estádio Maria Tereza Breda, em outubro de 2010. Ao passar por lá, o time sub-20 ainda estava pelos vestiários.
Eles haviam acabado de perder para o sub-20 do Santos num polêmico 2×1.
Veja aqui como foi esse rolê!

Estive na cidade para conhecer as famosas Termas dos Laranjais, um parque aquático incrível que fica em Olímpia!

Mas falando sobre o time do Olímpia, sua fundação se deu em 1919. Como toda equipe do interior, em seu início o time do Olímpia limitava-se a representar a cidade em torneios regionais. De 1936 a 1946, o time mudou provisoriamente seu nome para Associação Atlética Olímpia.

Em 1950, veio o profissionalismo e a disputa dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol.

Em 1953, passou a valer uma lei que obrigava as cidades sedes dos times da segunda divisão a terem pelo menos 50 mil habitantes, assim, o time passou a disputar torneios amadores e a terceira divisão.

Em 1957, sagrou-se campeão do “Setor 33” (a Federação dividia o campeonato em regiões). No jogo que definia o acesso, perdeu para o Fernandópolis por 2×1.

1959 trouxe um grande número de torcedores para o Estádio Tereza Breda, o time jogava bem e acabou campeão da “Série Brigadeiro Faria Lima” e novamente disputando a vaga para a segundona, desta vez contra a Votuporanguense.

Em 1961, o Olímpia foi campeão da “Série Cafeeira”, na final contra a já tradicional rival Votuporanguense. A foto do time campeão:

Outros títulos viriam em 1973 e 1975, sendo bicampeão da “Série C”, dando condições ao clube de disputar sua promoção para a “Divisão Especial”, mas o sonho foi interrompido pelo Santo André.

1978 é o ano mais triste de sua história, pois o Olímpia se exclui da Federação, pondo um fim momentâneo aos sonhos dos torcedores locais. Após muito sofrimento, o time conseguiu voltar.

Em 1985, ressurge o Olímpia F.C. . Em 1988 disputou a “Divisão Intermediária”.

Em 1990, a diretoria chegou a tentar licenciar o time, mas por brincadeira do destino o elenco montado para aquele ano traria a maior glória da história do time, o título da Segunda Divisão e o consequente acesso à Primeira Divisão, onde permaneceu por três anos.
O time de 1990:

O de 1991:

Fuçando na minha coleção de canhotos de ingresso, pude achar um do jogo que o time fez em Santo André, contra o meu Ramalhão, num domingo, 1 de setembro:

Achei também um de 1995:

Guardei até a escalação dos times:

No ano seguinte passou por dificuldades e depois de péssima campanha foi rebaixado para a Série A-3.

Em 2000, sagra-se campeão do Paulista da Série A3 e disputa ainda a Copa João Havelange chegando até a Semi-Final.

Em 2001, disputa a série A2 e por um ponto não consegue o acesso à série A1. Jogou com o time:

Em 2006, depois de sete anos consecutivos na série A2, o Olímpia foi rebaixado para a Série A-3, sagrando-se campeão, no ano seguinte, num campeonato que contou com times como Ferroviária e XV de Piracicaba. 2007 também ficará marcado na memória de todos os olimpienses.
Mais uma vez, após quase não disputar o campeonato e quase encerrar as atividades, o Olímpia Futebol Clube conquista a Série A-3, lutando com adversários como Ferroviária e XV de Piracicaba.

Infelizmente, a partir de 2008, o time entrou em queda livre, voltando para a série A3 até cair, em 2010 para a série B do Paulista, o campeonato mais dificil do mundo. O time manda seus jogos no Estádio Maria Tereza Breda:

Seu mascote é o Galo Azul:

Como curiosidade, vale citar que o poderoso Paulistano chegou a disputar uma partida contra o Olímpia e aproveitou para emprestar nada mais nada menos que Friendereich para um amistoso contra o Jaboticabal.

Quem também visitou a cidade para jogar um amistoso  foi a equipe do Penarol, em 1928. Mas uma das cenas mais curiosas do time é essa…

A torcida Mancha Azul é quem comanda a festa nas arquibancadas:

O site “extra oficial” do time é: www.olimpiafutebolclube.com

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