205 – Camisa da seleção da Zâmbia

A 205ª (lê-se ducentésima quinta) camisa de futebol do site vem do continente africano, a terra mãe de toda a humanidade e que foi tão explorada pelos europeus e por todo o mundo até atualmente.

Dentro de um continente tão rico cultural e socialmente, essa camisa representa as cores da seleção da Zâmbia. Foi um presente do amigo Rino.

Este é o brasão do país, adotado em 1964 quando a República da Zâmbia alcançou a sua independência. a águia representa a liberdade e a esperança no futuro da nação:

A região da atual Zâmbia já era habitada em 200 mil anos a.C., você pode imaginar o que é isso? Ali foi encontrado o fóssil do Homo rhodesiensis.

Os habitantes eram aparentados com os atuais povos caçadores e coletores de línguas khoisan que habitam o sul da África.
A partir do século IV, a região foi invadida pelos povos bantos, que expulsaram os habitantes.
No século XIX, os povos se concentravam em cinco reinos banto: os kazembe-lundas no norte; os bembas no nordeste; os chewas no leste; os lozis no oeste e os tongas no sul.
Em 1851, o missionário escocês David Livingstone (lembra da música do Capital Inicial?) explorou a região tentando impor a fé cristã, e acabou encontrando as maiores quedas d’água do mundo, no rio Zambeze, a Mosi-oa-tunya (“fumo que troveja”) e as batizou (em mais uma mostra do eurocentrismo) como cataratas Vitória, em homenagem à rainha da Inglaterra.

Em 1886, Portugal reivindicou o controle da região, mas a Inglaterra também tinha interesse nas riquezas locais e incentivou a criação, em 1889, da Companhia Britânica da África do Sul, entidade privada que tinha como meta a exploração comercial da África austral. Era a invasão “oficial e legalizada” do continente
Surgem leis discriminatórias favorecendo a minoria de origem europeia.
Em 1890, diante de um ultimato inglês, Portugal renunciou à posse do território em disputa.
O território, inicialmente chamado Zambézia, passou a ser conhecido como Rodésia, em homenagem a um dos criadores da Companhia Britânica da África do Sul, Cecil Rhodes.
A companhia administrou o território até 1924, ano em que a sua porção norte, conhecida como Rodésia do Norte, foi transformada em protetorado britânico. Esta é uma imagem do povo rodesiano do norte:

Em 1953, as Rodésias do Norte e do Sul se uniram a Niassalândia e formaram a Federação da Rodésia e Niassalândia, ainda sob invasão britânica.
A federação foi dissolvida em 1963, e no ano seguinte, a Rodésia do Norte tornou-se independente da Inglaterra e mudou seu nome para Zâmbia.

Nos anos 70 a banda Witch fez a cabeça da geração psicodélica não só da Zambia, mas de diversos países:

Bacana ver que o país e seu povo tem seguido seu caminho no desenvolvimento e é lindo ver que artistas como Aubrey Chali tem desenvolvido um olhar especial sobre o país:

A Seleção Zambiana de Futebol representa a Zâmbia nas competições de futebol da FIFA, sendo filiada à FIFA, CAF e à COSAFA.
A seleção era conhecida como Chipolopolo (“Balas de Cobre”, no idioma bemba) por seu estilo veloz de jogo e pelo cobre ser tão importante para a economia do país.
Em 1988, nas Olimpíadas de Seul, a Zâmbia fez história ao vencer a Itália por 4×0.

Em 27 de abril de 1993, um avião da Força Aérea zambiana que levava a seleção de Zâmbia para uma partida das Eliminatórias de 1994, teve um problema com um dos motores e caiu no Gabão, e dezoito jogadores, três dirigentes da Associação de Futebol da Zâmbia (FAZ) e cinco militares acabaram morrendo.

Mas os deuses do futebol são mesmo impossíveis e em 2012, jogando no mesmo Gabão onde todos morreram, Zâmbia entra para a história derrotando nos pênaltis a Costa do Marfim e conquistando pela primeira vez a Copa Africana de Nações.

E agora, em 2023, a seleção da Zâmbia também marcou presença na Copa do mundo feminina:

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