Presos do lado de fora – EC Santo André

25 de agosto de 2012. Jogo válido pela série C do Campeonato Brasileiro, enfrentam-se Santo André x Macaé-RJ. Seria engraçado, se fosse só mais uma cena de um filme. Seria heroico, se não fosse tão real.

É dia de jogo em casa e mais uma vez, nós, torcedores do Santo André estamos trancados do lado de fora.

A verdade é que a situação enfrentada pela torcida do Santo André já passou dos limites.

É de fazer a raiva falar mais alto.

Só pra explicar, de forma rápida, já há alguns anos o Estádio do Santo André vinha sofrendo com problemas de infiltração, tanto no lado das cadeiras cobertas, quanto na arquibancadas.

Mas a verdade é que essa conversa nunca foi muito levada a sério.

Porém, desde 2010, por questões de segurança, começaram a priorizar o uso das arquibancadas em detrimento das numeradas (o engraçado é que o oposto também já ocorrera, tendo jogos em que apenas o setor coberto estava liberado).

Em 2011, num movimento irreal, a Prefeitura Municipal de Santo André, “capitaneada” pelo prefeito AIDAN, simplesmente demoliu o setor das numeradas e sua cobertura.

Se você se preocupa com a cultura e a história do futebol, não assista o final do vídeo. Ver uma torre daquelas caindo e derrubando a marquise machuca o coração…

Fui, com dor no coração ver como o Estádio ficou após a demolição (clique aqui e veja).

Começam0s a assistir os jogos da arquibancada, e dali vimos uma má campanha na série C em 2011, que quase nos levando à série D.

Em 2012, mais de 6 meses depois da destruição, nada foi feito e simplesmente perdemos o direito de mandar os jogos no Brunão, passando a disputar o Campeonato Paulista da A2 em estádios vizinhos (1o de Maio e Anacleto).

Na última partida, quando precisávamos de uma vitória sobre o União Barbarense para não cair para a série A3, voltamos a jogar em casa, porém… com os portões fechados… Retratamos esse jogo da A2 aqui.

E é assim que seguimos. A série C de 2012 iniciou tendo como nossa casa o Estádio Hermínio Ometto, em ARARAS!!!

Depois de 4 jogos por lá, voltamos ao Bruno José Daniel, mas… Mais uma vez com portões fechados.

E assim tem sido a ridícula vida de adaptação dos torcedores locais.

A Esquadrão Andreense, ocupou os muros próximos à entrada dos visitantes.

 

A visão do jogo até que era aceitável. Ali em cima do morro (pra quem conhece a região) até teve gente tentando assistir, mas a visão é mínima…

A maior aglomeração era mesmo em frente ao portão do “finado” setor das cadeiras cobertas.

Mas houve quem encontrasse um setor mais VIP, contando com um buraco no muro que colaborava com a visão do jogo.

Tudo bem, que o “piso” do setor VIP era “lixuoso  ao invés de ser luxuoso…

Ah, e já tem setor ficando disputado. Assistir em cima da árvore por exemplo já começa a ser uma opção para quem chega mais cedo… O resultado em campo foi terrível. Santo André 0x3 Macaé-RJ. Por incrível que pareça o Santo André até jogou melhor o primeiro tempo, perdendo chances incríveis!

Mas, o segundo tempo começou fulminante e logo de cara levamos o gol do time carioca… E o poder de reação não foi suficiente para sequer empatar o jogo…

Ah, e enquanto sofríamos em campo, a Polícia Militar resolveu aparecer no intervalo e expulsar a galera que estava assistindo o jogo na parte “superior” da entrada…

Independente da posição política de cada um, ficou claro que mesmo entre os antigos eleitores do atual prefeito a relação é de decepção com a nossa prefeitura.

Por isso, mais uma vez foi realizado um enterro simbólico do prefeito que enterrou nosso estádio.

Além disso, foram distribuídos e colados pelo bairro o panfleto lembrando aos atuais eleitores a “grande obra” do Prefeito Aidan.

É triste ver o descaso com um patrimônio histórico da cidade… Até “restos de catracas” estavam por ali. E quer saber? Eu vou tentar pegar isso e guardar como relíquia, aqui em casa!

Mesmo no meio de tanta coisa triste, achei uma coisa legal, que eu não havia percebido: o (aparentemente) novo ônibus do Ramalhão. Como sei que o Anderson (lá de Curitiba, do blog Camisas e Manias) curte essa estranha ligação entre ônibus e futebol… Taí uma foto pra coleção dele.

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139- Camisa do C.A. Pirassununguense

A 139ª camisa de futebol, da nossa coleção foi presente de mais um apaixonado por futebol: o amigo José Antonio Martineli.

A camisa representa a cultura e o esporte da cidade de Pirassununga!

O time dono da camisa é o Clube Atlético Pirassununguense.

O Pirassununguense, ou simplesmente “CAP” é mais um desses times “mágicos” que desafiam o futebol moderno e seguem até os dias de hoje dando alegrias ao povo da sua cidade.

Fundado em 1907, fez seu primeiro jogo oficial em 1908, contra o Paulista, de São Carlos, vencendo por 2 x 1.

Graças à sua tradição, o CAP ganhou o respeito de seus adversários. Esse fato motivou o apelido que se transformou em mascote: o “Gigante do Vale”.

A estreia em competições oficiais ocorreria em 1918, no Campeonato Paulista do Interior, competição que disputou por mais oito vezes.

Logo que a a Lei do Acesso foi criada, em 1949, foi um dos primeiros clubes a se inscrever, disputando assim o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, de 1959 até 1953, quando deixou o profissionalismo por ser um município com menos de 50 mil habitantes (essa era uma das regras estipuladas pela Federação, na época).

Afastou do profissionalismo, mas sagrou-se Campeão amador do Interior, em 1954.

Só em 1966, o Pirassununguense voltou ao profissionalismo, disputando a Terceira Divisão até 1972. Esse é um dos times que disputou os campeonatos nos anos 70.

A partir de 1973, disputou o chamado Campeonato Paulista da Primeira Divisão (atual Série A2). Esse foi o time de 1975:

Aqui, o time de 1977:

A partir de 1980, a chamada Primeira Divisão passa a ser chamada de “Terceira Divisão” e o Pirassununguense permaneceu nessa série até 1983. Esse é o time que disputou o campeonato de 1982:

Em 1987, passou a disputar a Segunda Divisão Paulista. Vale lembrar que neste mesmo ano, o clube aplicou sua maior goleada em um adversário: 14 a 0 sobre o Piraju.

O time permaneceu nas disputas profissionais até 1992, quando novamente se licenciou.

Somente em 2001, voltou ao profissionalismo, graças a uma parceria com o Guarani. Nesse ano, “revelou” o meio-campista Alex (ex-Internacional-RS e ex-Corinthians).

Em 2008 decidiu não disputar o campeonato, mais uma vez. E só voltou em 2012 para a disputa da segunda divisão do Campeonato Paulista e nós estivemos lá pra registrar (veja aqui como foi).

O clube manda suas partidas no Estádio Bellarmino Del Nero, que tem capacidade para mais de 5 mil pessoas.

Fica a dica cultural: o blog “Memória de Pirassununga” traz um belo registro da história da cidade (até do futebol, aliás, pegamos algumas fotos de lá!).

Pra quem gosta de hino, segue o do Pirassununguense:

Outra boa dica é o CAPirassununga, com várias notícias e informações do time.

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Cinema, futebol, arte, tubaínas e bicicletas…

Mas vale citar que o fim de semana começou com um ótimo filme, que eu recomendo a todos, chama-se “Aqui é o meu lugar”! Veja o trailer:

Após o cinema, o amigo Gabril Uchida, do quase milionário Fototorcida, nos levou a um bar de São Paulo, chamado Tubaína bar, como somos loucos por tubaína, adoramos!

Embora tenhamos chegado tarde no ABC, acordamos cedo no sábado para curtir um pouco de arte, em São Paulo, fomos acompanhar um debate sobre a exposição de João Suzuki que está acontecendo na Caixa Econômica Cultural.

O Suzuki é um artista de Santo André que criou um estilo bastante próprio e chegou a ter problemas com a ditadura militar, passando 17 dias preso no DOICOD.

Aproveitamos e demos uma passada na exposição “Gesto Amplificado”, que une a arte com crítica social.

Um trabalho bem legal do mexicano Horácio Cadzco, que mostra algumas figuras conhecidas no México por “baixo da pele”…

Mas, enfim chegou o momento de ver um jogo, pela série B do Campeonato Paulista, a quarta divisão estadual. O jogo era entre o Nacional da capital paulista e o Votuporanguense. Esse é o ônibus deles, em homenagem ao amigo Anderson :

Já vimos um jogo deles, valendo o acesso à série A3, veja aqui como foi. E a torcida do Nacional compareceu. E por que torcer pro Nacional? Ouve aí…

 E lá fomos nós para mais uma aventura histórica pelo futebol…

Nosso “guia local” nos jogos do Nacional é o amigo Álvaro, que já foi várias vezes ver o Ramalhão com a gente! Além de bom conhecedor e “vivenciador” do futebol do interior, Álvaro começa a ficar conhecido pelas caras estranhas que sai nas fotos hehehe.

Foi bacana ver que o time de Votuporanga, além de levar um bom público nos jogos em casa, está trazendo gente para os jogos mais distantes. Muito respeito e admiração pelos mais de 50 torcedores que foram à capital.

Aqui, a faixa da TURA – Torcida Uniformizada Raça Alvinegra.

O Estádio Nicolau Alayon é mais um daqueles que permitem uma proximidade bastante grande com o jogo e com os jogadores. Principalmente com os reservas.

Deu até pra trocar uma idéia com os reservas do Votuporanguense. Segundo eles, a média de público em Votuporanga está em 3 mil torcedores.

Falando um pouco do jogo, o Nacional começou fazendo valer sua condição de mandante e indo pra cima do time visitante.

O início forte fez com que o time abrisse logo de cara 2×0 no placar, para a alegria da torcida local.

Entretanto, ainda no primeiro tempo, o time do interior diminuiu.

E no segundo tempo, o pesadelo para o torcedor do Nacional… Gol do CAV… Que garantiu o resultado final em 2×2.

Um resultado que não ajuda muito nenhuma das duas equipes.

Para o Nacional, ficou um sentimento ainda pior, uma vez que havia um razoável público presente, que seria ainda mais empolgado no caso de uma vitória.

Pelo lado do CAV, o empate foi o terceiro consecutivo nessa fase, deixando a equipe com apenas 3 pontos.

Se para um, não é fácil ser um time na capital, onde todos os olhares se voltam para os chamados “grandes”, para o outro, ser um time tão distante da capital, acaba fazendo com que a mídia praticamente não se recorde deles.

A solução? Talvez encher a cara no bar do estádio, talvez se agarrar a esta oportunidade do acesso para a A3…

Pra nós, era hora de ir embora e pegar a estrada… Nosso destino, as estradas de terra de Cosmópolis para mais uma aventura de bicicleta, no domingo pela manhã!

É assim que conseguimos misturar as coisas e manter nossa vida de um jeito alegre e divertido!

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O futebol em Cravinhos

“Era inverno mas o sol marcava horário de verão”…

Com a frase do 365 ilustrando o dia, lá fomos eu e a Mari para mais uma aventura em busca de um estádio e suas histórias…

Nosso destino era a cidade de Cravinhos!

Cravinhos

A cidade ainda mantém sua rica cultura e bela arquitetura!

O time que representou a cidade nas disputas profissionais da Federação Paulista é o Cravinhos Atlético Clube, atualmente desfiliado do futebol profissional da Federação Paulista.

O “CAC” foi fundado em 12 de julho de 1906, como a fachada do Estádio faz questão de nos lembrar!

Estádio JD Martins - Cravinhos

E foi no histórico Estádio João Domingos Martins que o time mandou seus jogos no profissionalismo.

Estádio JD Martins - Cravinhos

O Estádio tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores:

Estádio JD Martins - Cravinhos

A vida do time na competições da Federação começa em 1930, quando disputou o Campeonato Paulista do Interior, não passando da fase inicial.

Em 1931, classificou-se à segunda fase vencendo num mata-mata o Batatais e jogando a primeira eliminatória por 2×1 contra o Botafogo, em Ribeirão (no campo do Comercial). Na sequência enfrentou o Floresta no campo da Sanjoanense e venceu por incríveis 4×3, levando o time até a final, contra o XV de Piracicaba! Infelizmente, na final, mais uma vez jogando fora de casa, o 1942, o time levou o 2×1 no último minuto de jogo, perdendo a chance da conquista do título.

Em  1942, também ficou na 1a fase (que se resumiu a um “mata-mata” contra o Botafogo de Ribeirão), em 43, o mata-mata foi contra a Portuguesa de Ribeirão Preto, em 44 contra o EC Mogiana, também de Ribeirão, em 45, novamente contra o Botafogo.

Olha o time de 1945:

Cravinhos AC 1945

Embora não seja utilizado em disputas profissionais, o Estádio JD Martins está muito bem cuidado. A pintura das bilheterias está praticamente nova.

Estádio JD Martins - Cravinhos

Em 1990, o CAC se aventurou no futebol profissional e disputou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão nesse mesmo estádio.

Estádio JD Martins - Cravinhos

Times como José Bonifácio EC, União Suzano AC; AA Ranchariense, A Monte Azul e até o São Caetano estiveram aí disputando o acesso para a Tercerona.

Estádio JD Martins - Cravinhos

O gramado também está muito bem cuidado e tem sido utilizado pelo CAC na disputa do Campeonato Paulista de Futebol Amador e na disputa de competições envolvendo times das categorias de base.

Estádio JD Martins - Cravinhos

Após essa única participação, a cidade voltou à condição de órfã de um time profissional.

Mas, o CAC mantém-se ativo no futebol amador. Em 2015, após classificar-se em 1º lugar no geral, o CAC chegou a final do torneio contra o time do Brodowski FC. Brodowski FC Um empate por 1×1 no primeiro jogo e a decisão, em Cravinhos, no dias 12/07, data que o CAC completou 109 anos de fundação, por isso o pessoal aproveitou bem e fez uma exposição com fotos históricas do time. Fotos históricas - CAC 109 anos Fotos históricas - CAC 109 anos E em campo, uma emocionante partida fez a alegria dos mais de 3 mil torcedores!! Estádio JD Martins - Cravinhos O público foi ao delírio com a vitória de 4×2, para os “diabos-rubros” de Cravinhos… CAC campeão amador de 2015 - Estádio JD Martins CAC campeão amador de 2015 - Estádio JD Martins CAC campeão amador de 2015 - Estádio JD Martins CAC campeão amador de 2015 - Estádio JD Martins

Eu confesso que por mais que o título seja uma grande honra, ainda fico triste em ver um estádio e uma cidade tão bacana, com tanto potencial, fora do profissionalismo…

O Estádio JD Martins merecia no mínimo ver a série B do paulista, novamente…

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Tuas cores nos encantam – exposição de camisas do Santo André.

Sexta feira, 3 de agosto de 2012.

Data histórica para a pequena, mas ainda apaixonada torcida do Santo André.

Foi uma noite de festa no Museu Municipal de Santo André (veja mais sobre o museu aqui), na inauguração da Exposição “Tuas Cores nos encantam”.

Para animar a festa, tivemos a presença da Banda Lira, de Santo André (veja aqui, mais sobre a banda) e da bateria da torcida Fúria Andreense.

A exposição reuniu camisas do Santo André de 1968 até os dias de hoje e foi organizada exclusivamente por torcedores do Ramalhão. Para ser 100% “Ramalhina” a festa teve como “mestre de cerimônia” o torcedor e profissional da rádio (atualmente na Rádio Estadão ESPN) e Internet Vladimir Bianchini, que conduziu a festa devidamente caracterizado com a camisa do Santo André. Aliás, não foi só ele que estava com uma camisa histórica do time. Vários torcedores lembraram um pouco da história e deixaram a exposição ainda mais completa! A exposição mostrou como torcedores de um time podem fazer a diferença em se tratando de resgatar e fortalecer a memória do seu time. Sugiro que quem esteja lendo esse post, pense seriamente sobre a possibilidade de fazer um evento parecido em sua cidade. Não é tão difícil quanto parece, e o mais legal é que na hora se reencontram amigos e torcedores que há tempos não se viam e que graças ao futebol podem se reencontrar. Fora as camisas exclusivas que aparecem também… Essa aqui é a réplica da época que o time nem usava o brasão da cidade como distintivo. Teve até quem lembrasse das camisas que levavam o patrocínio da COOP, parceira do time por tantos anos… Além de torcedores, também estiveram presentes alguns ex-jogadores como Fernandinho e o Cite, um dos jogadores do primeiro time do Ramalhão, que me deu a honra de sair na foto abaixo. Além dele, Anísio, grande ídolo e que mantém um enorme carinho pelo time e pela cidade. Outro pessoal que compareceu e ajudou a organizar o encontro foi o pessoal da Ramalhonautas, aqui, na foto com o eterno ídolo Arnaldinho.

E deu tempo para encontrar os amigos que não temos encontrado nos jogos de Araras.

Pra quem ainda não foi, dá tempo de conferir a exposição, até o fim de Agosto no Museu de Santo André, de segunda a sexta, das 8h30 às 16h30 e aos sábados, das 9h às 14h30. Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa Rua Senador Fláquer, 470 – Centro – Santo André (11) 4438-9111 (administração) e (11) 4436-3457 (biblioteca) E-mail: museu@santoandre.sp.gov.br Estacionamento para visitantes: Rua Dona Gertrudes de Lima, 499 – Centro Entrada gratuita Pra terminar, o momento mais emocionante da noite…

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138- Camisa do Amparo Athlético

A 138a camisa da nossa coleção foi presente do amigo João Vitor Pagan Bueno, mais um torcedor que quer ver o futebol da sua cidade valorizado como costumava ser antigamente.

O time dono da camisa vem mais uma vez do interior de São Paulo, de uma cidade próspera e muito agradável chamada Amparo.

O time dono da camisa é o Amparo Atlético Clube.

Já estivemos lá, assistindo uma partida do time, veja aqui como foi.

Segundo alguns estudiosos, Amparo foi um dos berços do futebol no interior. Tanto é que desde 1904, já existiam campeonatos sendo disputados pelo time local, na época o “Amparense”. O Amparo Atlético Clube (na época “Amparo Athlético Club”) nasceria em 1919. Essa é uma foto do início do time:

Achei algumas fotos dos torcedores daquela época, em uma partida que o Amparo Athlético disputou contra o Palmeiras:

Essa e outras fotos antigas podem ser visualizadas neste link.

O rival local histórico do time era o Floresta AC, fundado um ano depois, em 1920:

E a rivalidade até ajudou a manter a competitividade dos times. Em 1929, o Floresta sagrou-se campeão do Interior pela APEA. O resultado? O título do ano seguinte manteve-se em Amparo, mas desta vez foi para as mãos do Atlético, numa incrível final, disputada contra o Paulista de Jundiaí, num jogo que terminou 6×2. Para comemorar o título, o Atlético convidou o Bragantino, outro forte rival local para uma partida amistosa em 1931 e goleou por 4×1.Veja mais detalhes e histórias sobre essa rivalidade aqui. Em 1948, o Amparo Atlético disputou pela primeira vez um campeonato de Acesso da FPF. Seria a primeira de mais de 20 participações. Em 1952, nova conquista do Campeonato do Interior. A década de 1980 mostrava o quanto a torcida incentivava a equipe, veja o Estádio cheio, na foto abaixo:

Amparo

Aqui, um dos craques do time da década de 80, Amaral, pais dos zagueiros Luisão e Alex Silva.

Em 1984, o Atlético resolveu se afastar do futebol profissional, para a tristeza de sua torcida e da população de Amparo. De tempos em tempos, o time ressurge e acaba disputando a série B da Campeonato Paulista, como fez recentemente em 2010, quando pudemos acompanhar o time (veja aqui como foi). Esse foi o time daquele ano: O mascote do time é o Leão, assim como seu apelido. O time manda seus jogos no Estádio José Araújo Cintra, fizemos essas fotos em nossa visita em 2010:

Naquele dia o estádio recebeu um ótimo público!

Aqui dá pra se ver um pouco da cidade ao fundo!

E pra quem quer vivenciar alguns segundos de arquibancada com a torcida local, segue um vídeo:

Falando em torcida, outro presente que o João Vitor me mandou foi a camisa da Torcida “Leões da Montanha“:

O pessoal tá sempre lá presente, levando sua faixa e sua voz em apoio ao Atlético!

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