O Operário e o futebol de Ponta Grossa

Feriado de 7 de setembro de 2021… Uma manhã de chuva nos recebe na chegada a Ponta Grossa, no estado do Paraná.

Eu sempre ouvi falar de Ponta Grossa, principalmente por conta do time do Operário, e quem diria que enfim vou conhecer a cidade, onde vivem mais de 355 mil pessoas e um de seus estádios mais importantes!

Pra quem não sabe,Ponta Grossa é uma baita cidade. Possui o maior parque industrial do interior do estado do Paraná.

Diz-se que o nome “Ponta Grossa” foi dado pelos tropeiros, que utilizavam o aspecto geográfico para se localizarem. Aliás, quando o pintor francês Jean Baptiste Debret (que integrou a Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro) esteve pelo sul, ele pintou o morro que deu origem ao nome:

A região sempre foi muito movimentada: da ocupação original indígena, passando pelas bandeiras portugueses, pelas expedições francesa e espanhola e pelos tropeiros. A partir do séc XIX, com a instalação de fazendeiros começa a nascer a freguesia que em 1823 adotou o nome de Estrela, tornando-se, em 7 de abril de 1855, o município de Ponta Grossa, elevado à cidade em 1862. Dê cordas à imaginação olhando esse desenho, que ilustra um artigo na Brasil Cultura sobre o troperismo no Paraná (leia aqui)

Em março de 1894 foi inaugurada a Estrada de Ferro Curitiba-Ponta Grossa, e anos depois a Ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul, por onde passaria Getúlio Vargas e suas tropas no momento da “Revolução de 30”.

Além do futebol do Operário, também estávamos ávidos por conhecer o Parque Estadual de Vila Velha (clique aqui e visite o site do parque),

O Parque é um grande sítio geológico com formações que lembra uma cidade medieval com seus castelos e torres em ruínas.

O parque surgiu em 1966, como forma de proteger as formações rochosas, esculpidas pelas erosões eólica e pluvial nos arenitos.

São três sítios. O mais conhecido é o dos Arenitos, com sua enorme coleção de grandes blocos esculpidos em formas exóticas.

Os arenitos remontam ao período Carbonífero há aproximadamente 340 milhões de anos.

Existe ainda o de Furnas, com três crateras com paredes verticais, erodidas no solo, a maior delas com cerca de 100 metros de profundidade, metade da qual coberta de água.

E por fim, a Lagoa Dourada, assim chamada pelo efeito criado pela água cristalina e a coloração de suas areias nos poentes.

Enfim… É um passeio bem bacana pra ser feito! Mas, falemos um pouco do futebol de Ponta Grossa. E pra me ajudar nessa tarefa contei com a obra de José Cação Ribeiro Júnior:

Segundo o autor, Ponta Grossa é considerada o ponto de início do futebol paranaense já que sediou o primeiro jogo do estado: Ponta Grossa SC 1×0 Ginástico Turverei de Curitiba, em 23 de outubro de 1909. E mais uma vez a Ferrovia foi a responsável por esta febre, já que o time do Ponta Grossa SC era um juntado de trabalhadores ferroviários!

Os dois primeiros times de Ponta Grossa foram o Riachuello Football Club e o Rio Branco Football Club, nascidos em 1911, mas logo, surgiu oficialmente aquele que daria origem ao atual Operário Ferroviario e que é hoje o mais importante da cidade! O time passou por várias mudanças como se pode ver na coleção de distintivos que já teve:

Aqui, o time de 1916:

Mas não se pode falar do futebol de Ponta Grossa sem citar outros times, principalmente o o Guarani SC, criado em 1914, para representar a turma do comércio da cidade), com seu lindo escudo rubro-negro e agora com mais de um século de tradição:

O Guarani disputou 17 edições do Campeonato Paranaense entre a primeira e a segunda divisão, e segue jogando o amador da cidade, mandando seus jogos no Estádio Joaquim de Paula Xavier.

Em 1914, surgiu o CA Pontagrossense e em 1915, os integrantes da Banda União e Recreio formam o União e Recreio Sport Club, que em 1922, fez uma fusão com o Campo Alegre passou a se denominar União Campo Alegre e participou dos campeonatos estaduais de 1926 e 27.

Atualmente, o União Campo Alegre manda seus jogos no futebol amador no Estádio Nilton Salles Rosa.

Em 20 de novembro de 1920, no bairro chinês surge o Olinda Sport Club, tendo como base o time da serraria Olinda. Com a conquista do Campeonato do Interior e do citadino, o Olinda decidiu o Campeonato Paranaense de 1935 com o Coritiba, mas perdeu os dois jogos.

O Olinda EC ainda disputa o amador e manda seus jogos no Estádio André Mulaski.

Nos anos 20, já haviam outros times disputando futebol na cidade, como o Universal Sport Club, o Tiro 21, Comercial SC, Vila Estrela FC, Americano, Esperança EC, Bloco Esportivo Paranaensee o América. E em 1930, é fundado o Nova Rússia Esporte Clube, com a meta de fazer frente ao Operário.

Em 1933 cumpriu sua meta ao vencer o título citadino e disputar o Paranaense de 1933 (vice campeão), com o time abaixo:

Nos anos 70, surge a Associação Pontagrossense de Desportos, fruto da impensável fusão entre os rivais Operário Ferroviário EC e o Guarani SC, disputando o Campeonato Paranaense de 1971 até 1974.

Esse é o time de 1972:

Em 1994, mais uma vez o Operário entrou em crise e se licenciou. Surgiu aí o Ponta Grossa Esporte Clube.

O Ponta Grossa EC disputou a Divisão intermediária de 1994 e a primeira divisão de 1995 a 98. Esse é o time de 1995:

Em 2000, ocorre uma nova fusão com o então licenciado Operário Ferroviário até 2001. O Ponta Grossa EC continuou a sua caminhada até 2003, quando vendeu sua sua vaga na divisão principal para a ADAP de Campo Mourão.

Em 2004, a Prefeitura Municipal decidiu apoiar o Operário restaurando o Estádio Germano Krüger e recebendo apoio de grupo gestor que fez o clube voltar à atividade. A partir de 2015 que começa uma grande revolução no time, começando com a conquista do título paranaense.

Em 2017, foi a vez de ganhar a Série D e no ano seguinte, a Série C do Campeonato Brasileiro, disputando desde 2019 a Série B.

E foi para conhecer um pouco mais de perto uma parte dessa história que decidimos visitar o Estádio Germano Krüger, a casa do Operário Ferroviário Esporte Clube.

O estádio tem capacidade atualmente para pouco mais de 10 mil torcedores.

O Estádio Germano Krüger foi inaugurado em 12 de outubro de 1941 e é um verdadeiro alçapão. Vamos dar um rolê lá dentro?

Embora tenha sido construído em terreno da Prefeitura, em setembro de 2020, houve a cessão de posse ao Operário F.E.C. que passou a ser oficialmente o proprietário do estádio.

Assim, dentro do Estádio existem diversas menções ao time e aos títulos do Operário!

Olha aí o bar do time dentro do estádio!

Essa é arquibancada coberta:

Aqui, a vista dessa arquibancada lá do lado de fora:

Fizemos os registros do campo, para se ter uma ideia do todo, começando pelo meio campo:

O gol do lado esquerdo:

O gol do lado direito:

Mais uma missão cumprida que nos enche de orgulho e de boas energias…

Até o pica pau curtiu esse campo!

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O SC Atibaia ganha livro!!!

O SC Atibaia completou 15 anos em dezembro passado, mas acaba de ganhar o melhor dos presentes: um livro apresentando a extensa pesquisa feita pelo nosso amigo, jornalista e um dos caras que mais gosta do futebol em todas as suas categorias: Mario Gonçalves.

O livro cobre toda a trajetória do clube dentro e fora do campo até a temporada 2020, contemplando suas participações em competições da Federação Paulista de Futebol, além de entrevistas e fotos inéditas de cada temporada de jogadores, técnicos, jornalistas e pessoas que participaram da história.

Para os interessados, existe uma campanha de crowdfunding, com a duração de 60 dias, com várias modalidades de recompensa para os colaboradores, com o objetivo de viabilizar a obra literária.

Para participar e adquirir seu livro (ou dar uma força patrocinando os custos da obra), é fácil, basta acessar: https://www.kickante.com.br/campanhas/livro-sport-club-atibaia-jogos-historias .

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Livro e camisa retrô sobre o Andarahy AC

Pessoal, pra quem gosta do futebol das divisões de acesso, e principalmente sobre a história desses times, vem aí um livro incrível contando a história do Andarahy A. C. e com a possibilidade de se adquirir também a camisa retrô do time. Andarahy AC O autor já é figurinha carimbada aqui no blog: Kleber Monteiro, que recentemente lançou o “Da Lama à Grama”, sobre a terceira divisão do futebol carioca (relembre aqui o post que escrevemos sobre o livro. Kleber Monteiro Em razão dos problemas economicos que o país atravessa, o Kléber já está realizando a pré compra das camisas, pois elas só serão feitas sob encomenda. Não é necessário pagamento adiantado. O interessado escolhe quando recebê-la, no momento da entrega ou quando o livro sair (segundo semestre de 2021). Pedidos e maiores informações através do WhatsApp: (21) 997915589 com o próprio Kleber Monteiro.

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ALERTA DE LIVRO IMPERDÍVEL!!!!

”Eles calaram o Maracanã” sobre a conquista da Copa do Brasil de 2004 pelo Ramalhão. Eles calaram o Maracanã O livro tem previsão de estar impresso e pronto a partir de março, mas desde já, você que gosta de futebol e sabe (ou pelo menos imagina) a dificuldade que é lançar um livro, pode ajudar de duas maneiras: 1) Pré venda simples: Para quem está na grande SP: R$40. Fora da grande SP: R$40 mais frete. 2) Sendo um colaborador: Apoiando o autor com qualquer valor a partir de R$ 100 você leva um livro e ganha brindes além de nome nos agradecimentos! As formas de pagamento: – Depósito em conta corrente: Caixa Econômica federal: Agência: 2936 C/C 000023099-8 – Chave PIX: 11 963658242 Caso tenha dúvidas, fale com o o Vlad via What’sApp: (11) 963658242]]>

Desligue o computador e vá ler um livro!

divisões de acesso do futebol paulista, mas é sempre bom poder ver iniciativas que registrem esse cenário em outros estados. E pra quem gosta desse assunto e quer focar no Rio de Janeiro, esta é uma ótima oportunidade: Da lama à grama, do Kleber Monteiro. Da Lama à Grama Um retrato atual, próximo e real feito por quem vive e se diverte com a realidade (cada vez mais difícil) da Terceira Divisão do futebol carioca, onde o autor divide suas experiências acompanhando as partidas, desbravando estádio e apresentando personagens. E se o autor vai pro lançamento do livro com a camisa do Discharge…. aí ficou imperdível mesmo! Kleber O livro foi produzido pela Vilarejo Metaeditora, e ganhou uma grande ajuda na sua divulgação: uma cobertura feita pelo pessoal do Museu da Pelada!

Aos interessados em adquirir: contate o próprio autor (do it yourself, mano!) pelo WhatsApp (21) 997915589. O preço do livro é R$ 50 aos quais somar-se-ão os custos de envio.

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Livro: História do Campeonato Cearense (1915 – 1985)

Pessoal, enquanto aguardamos a passada da quarentena, segue mais uma sugestão de livro para se estudar um pouco da história do futebol brasileiro. Dessa vez, o foco está fora do eixo Rio-SP. Trata-se do livro: História do Campeonato Cearense 1915 – 1985, contendo mais de 70% de fichas técnicas completas, equipes participantes, classificações, relação de artilheiros. História do Campeonato Cearense 1915 - 1985 A obra foi feita por David Barboza, Eugênio Fonseca, Júlio Bovi Diogo e Rodolfo Pedro Stella Jr. São 201 páginas, no formato A4 (21cm x 29,7 com) em três colunas. História do Campeonato Cearense 1915 - 1985 Interessados entrar em contato com Júlio Diogo pelo email – juliodiogo@litoral.com.br ou whatsapp – (13) 99108 8457, são poucos exemplares, então caso tenha interesse, seja rápido!

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O livro do CA Linense!

Em meio a essa quarentena, como não podemos viajar e registrar estádios, temos dedicado nosso tempo a ler e pesquisar mais sobre o futebol. Temos feito uma série de posts sobre os estádios do ABC, e sempre que possível intercalando com livros que ajudam a conhecer a história dos times. Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste O post de hoje é pra falar do livro “Clube Atlético Linense – O Elefante da Noroeste”, uma obra de Wanderley Frare Junior, que ficou 4 anos pesquisando, escrevendo, colhendo fotos, entrevistas e curiosidades sobre o time de Lins, cidade no interior de São Paulo que é apaixonada pelo clube. Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste Nós já falamos bem superficialmente sobre a história do time (veja aqui) e também chegamos a ver algumas partidas (veja aqui o jogo entre PAEC x Linense e aqui sobre um Santo André x Linense com portões fechados). Também já desafiamos a estrada e fomos até Lins para conhecer pessoalmente o Estádio do Linense – clique e veja, mas o trabalho do Wanderley vai muito além… Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste O autor também é apaixonado pelo clube, tanto que já foi ver jogos em muitas cidades na grande São Paulo, interior do estado e até a capitais distantes. Tudo pelo clube. Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste O livro foi lançado em 2015, durante o Campeonato Paulista daquele ano e tem 572 páginas coloridas, em papel de ótima qualidade, capa dura e sobrecapa. Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste Clube Atlético Linense - O Elefante da Noroeste O livro custa normalmente R$ 150,00, mas agora em JUNHO, mês de aniversário do Linense (completa 83 anos no próximo dia 12), o livro está numa promoção incrível, saindo pelo valor de R$ 100,00, incluindo as despesas de envio para qualquer lugar do Brasil. Livro Clube Atlético Linense - O elefante da Noroeste O contato com o autor pode ser feito pelo whatsapp no número (11) 99905-3784. Aproveite, pois essa oferta é válida apenas até o dia 30 de junho de 2020. NÃO PERCA!!!

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Novo livro importante!!!

Júlio Bovi Diogo e o Rodolfo Pedro Stella Jr gostam de desafiar a lógica de mercado, os conselhos dos amigos, a recomendação dos mais centrados e seguem apostando suas forças, grana e energia na publicação de livros… Mas, cá entre nós… Que baita livro! História da 2a divisão no Futebol Paulista Trata-se da “História da 2a divisão no Futebol Paulista”, o segundo volume desta publicação que levanta dados essenciais para jornalistas, pesquisadores e torcedores mais fanáticos sobre a atual Série A2, nesse caso, de 1978 a 1990. História da 2a divisão no Futebol Paulista São fichas técnicas completas, equipes participantes, classificações, foto do time campeão em 320 páginas, no formato A4 (21cm x 29,7 com). São poucos exemplares, por isso, os interessados entrar em contato com Júlio Diogo pelo email – juliodiogo@litoral.com.br.

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Um golaço do Mauaense!

O livro é obra do jornalista e torcedor Daniel Alcarria que transformou sua pesquisa em um livro sobre a história da Locomotiva.

Mauaense Mauaense

A pesquisa também deu origem a um vídeo documentário, de 37 minutos, feito em parceria com o também jornalista Samuel Boss.

Mauaense Mauaense O evento aconteceu na sede social do Grêmio Mauaense – Rua Pedro de Toledo, 341, no Parque São Vicente e contou com a participação de torcedores e até figuras tradicionais do futebol, como o Capitão! Mauaense   Mauaense Mauaense   Mauaense

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Vá ao cinema… Ou vá ler um livro… Ou… sei lá… divirta-se um pouco…

Quinta feira, pré feriado de Páscoa, eu e a Mari fomos ao cinema para enfim assistir ao filme “Heleno”, que conta a história de um dos primeiros jogadores da linha “polêmicos” do Brasil. O filme é mais uma prova desse novo momento do cinema brasileiro, com muita qualidade de produção e atuação. É interessante que o filme tem um olhar artístico sobre um tema bruto, na linha sexo, drogas e futebol. Soma-se a isso uma história incrível e temos a receita perfeita para um bom filme. Mas… Confesso que o resultado final como um todo não me fez chorar. Ou não me emocionou como eu esperava. E acho que o grande culpado chama-se Marcos Eduardo Neves, que lançou há alguns anos o livro “Nunca houve homem como Heleno” e que para mim é a melhor opção no estilo “Biografia”(Se é que pode se dizer que é uma biografia…). O livro é detalhado, fácil de ler e riquíssimo em detalhes, histórias e emoção. Por isso, vai a dica, não faça como eu. Primeiro assista ao filme e só depois leia o livro. Será uma experiência mais complementar. Ou… Não faça nada… Mas divirta-se…

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