Estádio Comendador Luiz Meneghel, em Bandeirantes (PR)

No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente assistir Grêmio Prudente x Santo André pela série A2 do Campeonato Paulista.

Na volta, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul, …

Depois paramos em Londrina para registrar o Estádio Uady Chaiben, a casa da Portuguesa Londrinense (PR)

… além de acompanhar o resultado das obras de melhorias no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD” :

Também fizemos uma parada em Cornélio Procópio para conhecer e registrar o Estádio Municipal Ubirajara Medeiros.

E ainda fomos conhecer Santa Mariana…

E seu Estádio Municipal…

Mas a estrada nos ofereceu uma outra experiência incrível no norte do Paraná: a cidade de Bandeirantes, onde vivem cerca de 30 mil pessoas.

O local, que até o início do século XX era um território ocupado pelo povo kaingang, se converteu em cidade com a inauguração da estação Bandeirantes, que atendia à Estrada de Ferro São Paulo – Paraná.
Foto do Site Estações Ferroviárias:

A nossa presença na cidade tinha como objetivo conhecer e registrar o Estádio Comendador Luiz Meneghel, também chamado de Estádio Vila Maria.

Com capacidade para 8.000 torcedores, o Estádio Comendador Luiz Meneghel foi a casa do União Bandeirante Futebol Clube.

O União Bandeirante FC foi fundado no dia 15 de novembro de 1964, pelo comendador Luiz Meneghel, como uma forma de tirar a atenção do sofrimento causado pelo golpe militar que o país sofrera.
Para isso, o Guarani, que disputava o Campeonato Paranaense, se fundiu com o time da usina de propriedade da família Meneghel fazendo surgir o União Bandeirante. Não a toa o seu distintivo vem da marca da Usina.

O time entrou pra história ao ser vice-campeão estadual logo em 1966, no primeiro Campeonato unificado (antes disputavam 2 sedes, em norte e sul do estado), sendo disputado no formato pontos corridos.


Em 1969, mais uma vez o time chega à final, mas acaba derrotado pelo Coritiba.

Em 1971, o time coleciona mais um vice-campeonato.

Em 1989, novamente foi vice-campeão estadual perdendo o título para o Coritiba.

Aqui, o time de 1991:

Em 1992, o União vencia o Londrina, no segundo jogo da final por 2×1, resultado que lhe daria o título, mas cedeu o empate nos acréscimos, o que provocou o terceiro jogo. O Londrina venceu a partida seguinte e sagrou-se campeão.

Também fez história os irmãos Serafim e Paulo Meneghel, filhos do fundador do time e presidente e vice respectivamente por muitas décadas.
O Serafim é conhecido por uma história em que ele teria dado um tiro na bola para não deixar bater um pênalti contra o União, mas ele mesmo desmentiu o fato, segundo ele tendo sido inventado por José Carlos Malucelli.

Em 2006, o União Bandeirante decretou o encerramento de suas atividades, alegando dificuldades financeiras e também pelos problemas de saúde do patriarca Serafim Meneghel.

Voltando ao Estádio, ele foi construído em 1964 e seu nome homenageia o patriarca dos Meneghel, hoje já falecido.

Infelizmente hoje, o Estádio está abandonado e o pior… trancado.

Por sorte, encontramos algumas imagens feitas via drone e disponíveis em vídeo pelo canal Bandeirantudo!

É de partir o coração, ao mesmo tempo em que é muito emocionante ver o tamanho da sua estrutura… Olha essa arquibancada!

As cabines telefônicas seguem por lá. Vazias. Tristes. Solitárias…

O gramado… praticamente morreu…

Um dia essa cobertura deve ter sido proteção contra sol, ou chuva, para centenas de torcedores…

Será que dá pra sonhar com esse gol de volta ao jogo?

O alambrado é mesmo resistente. Está de pé até hoje.

Ao lado do campo, um espaço que possivelmente seria destinado a um campo de. treinamentos.

Infelizmente, desta vez ficamos do lado de fora…
Mas registramos o que era possível.

O pessoal de fora do estádio alerta “não entre sem autorização porque a viúva do Luis Meneghel mantém seguranças por ali”.
Não parece bem verdade, mas respeitamos os avisos.

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Estádio Municipal Antônio Pereira Lima, em Santa Mariana (PR)

No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente assistir Grêmio Prudente x Santo André pela série A2.

Na volta, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul, …

Depois paramos em Londrina para registrar o Estádio Uady Chaiben, a casa da Portuguesa Londrinense (PR)

… além de entrarmos no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD” para acompanhar o resultado das obras de melhorias:

Também fizemos uma parada em Cornélio Procópio para conhecer e registrar o Estádio Municipal Ubirajara Medeiros.

Mas o caminho apresentou uma outra parada obrigatória: uma cidade cujo nome nos fez rir de dezenas de brincadeiras durante a viagem, já que o lado feminino deste site é representado pela Mariana, assim, bem vindo a…

E claro, Santa Mariana tem espaço para o futebol, com o Estádio Municipal Antonio Pereira Lima.

Olha a fachada como é bacana e aparentemente construída ou reformada recentemente:

A cidade contou com alguns times defendendo o seu nome, começando pelo Santa Mariana FC, fundado em 1960. Distintivo abaixo criado por Sérgio Mello:

O Santa Mariana FC disputou a primeira divisão Paranaense em 1961, na chamada Zona Norte Velho (Setentriao), terminando em 2º lugar nos dois turnos, e na sétima colocação geral do Campeonato. Tabela do excelente site da RSSSF:

Em 1962, novamente o time fica em 2º após os dois turnos e acaba fora da fase final…

O time ainda jogou em 1963 ficando em posições intermediárias nos dois turnos do seu grupo.

Não encontrei informações sobre quando o time deixou de existir, mas o vi que nos anos 70, outro time surgiu na cidade: a Associação Esportiva Santa Mariana. Alguém aí sabe dizer se este é o distintivo do clube?

O grande feito da AE Santa Mariana foi chegar na semifinal da Taça Paraná de 1972, sendo eliminada pelo CA Loandense.
Também não encontrei maiores informações sobre o time e nem quando ele teria sido extinto, entretanto, existe uma informação creditada a Rodrigo Santana e disponibilizada no site Futebol Nacional que um terceiro time existiu na cidade, já na década de 80: o EC Santa Mariana.

De volta ao presente, vamos dar um rolê pela atual casa do futebol em Santa Mariana, o “Estádio Municipal Antonio Pereira Lima“:

Aqui o meio campo, com sua charmosa arquibancada coberta:

O gol da esquerda onde a molecada estava batendo uma bola:

E o gol da direita:

Confesso que este estádio não estava nos nossos planos da viagem, mas seria impossível não parar em uma cidade com o nome da Mari, ainda mais tratando-a como “Santa” kkkk.
De toda forma, acabamos presenteados por um estádio tão bacana como esse!

Até um banco de reservas coberto, o estádio possui, e olha que pitoresco. Me pergunto o porquê das cores amarelo e vermelho… Será que um dos times do passado tinha essa cor?

Enfim, com a missão cumprida, e tendo um tempinho pra parar o carro na beira da estrada pra aproveitar e observar um cenário lindo desses, voltamos ao nosso rolê!

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Estádio Municipal Ubirajara Medeiros, em Cornélio Procópio (PR)

No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente assistir Grêmio Prudente x Santo André pela série A2.

Na volta, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul, …

Depois paramos em Londrina para registar o Estádio Uady Chaiben, a casa da Portuguesa Londrinense (PR)

… além de entrarmos no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD” para acompanhar o resultado das obras de melhorias:

Já voltando para o estado de São Paulo, decidimos dar uma parada em Cornélio Procópio para conhecer e registrar o Estádio Municipal Ubirajara Medeiros.

Infelizmente o Estádio estava fechado e como estávamos com muita fome decidimos achar algum lugar pra comer ali perto, e assim conhecemos o Som Joaquim!

Comida bem gostosa…

E sagú de sobremesa…

O que deu novo ânimo para tentar adentrar ao Estádio Ubirajara Medeiros!

O Estádio Municipal Ubirajara Medeiros tem capacidade para aproximadamente 6 mil torcedores e é conhecido como “Campo da vila”.

O Estádio foi inaugurado em 15 de fevereiro de 1970 com o jogo Santos FC 3×1 Seleção Amadora de Cornélio Procópio.
O futebol na cidade teve 3 importantes times, começando pelo Esporte Clube Comercial, o “Leão do norte”.

O Esporte Clube Comercial foi fundado em 14 de março de 1943 e antes da fundação deste estádio, mandava seus jogos no Estádio José de Andrade Vieira, mais conhecido como Campo Comercial, que ficava na esquina da Av Getúlio Vargas com a Av Xv de Novembro.
Este estádio acabou tendo sua área vendida em 1969.

Jogando lá, em 1958, o Comercial foi campeão invicto do Campeonato Paranaense de Profissionais da Zona Norte.

Mas o grande feito do clube foi ter se tornado campeão Paranaense em 1961, num ano em que a primeira fase do Campeonato Paranaense ocorreu dividida em três campeonatos: Sul, Norte Velho e Norte Novo.

O time ainda teve participações na primeira divisão entre 1992 e 95, depois manteve-se em atividades até 2005 quando licenciou-se.
Em um dos momentos de ausência, surgiu um outro time na cidade: o EC 9 de julho!

O 9 de julho foi fundado em 10 de dezembro de 1974 por Laurindo Myamoto, José Lagana entre outras pessoas.
Já no ano seguinte à sua fundação, em 1975, o time foi campeã da Segunda Divisão Paranaense, ainda que o Campeonato tenha sido disputado apenas por 3 equipes (completaram a disputa o Arapongas Esporte Clube e o Marumby de Futebol).

Em 1977, o 9 de Julho contratou o ex-jogador do Santos, Coutinho para ser seu treinador, chamando muita atenção da mídia.
O EC 9 de Julho disputou a Elite do Futebol do Paraná, em seis oportunidades: 1976, 1977, 1978, 1979, 1990 e 1991.

A última participação do clube na elite paranaense deu-se no ano de 1991.
Fase 1:

Fase 2

Fase final

Time de 91:

Naquele ano houve uma primeira mudança no escudo do time…

Depois, numa tentativa de angariar mais torcedores mudou seu nome para Club Athletico Cornélio Procópio:

E depois voltou seu nome, mas manteve seu antigo escudo.

Além destes dois times, o Estádio Ubirajara Medeiros também foi utilizado pelo PSTC Procopense no Campeonato Paranaense, na Serie D e na Copa do Brasil.

E, após o nosso almoço, animado pela deliciosa refeição, percebi dando uma volta ao redor do estádio que havia uma outra entrada pelos fundos do estádio.
Chamei por alguém para que me acompanhassem na visita, mas ninguém atendeu.
Como o Estádio é público e estava aberto…

Demos uma voltinha para conhecê-lo melhor!

Sempre emocionante registrar as arquibancadas de um estádio que serve de marco cultural para a cidade.

Céu bonito… Cidade ao fundo… Coqueiros tremulando ao vendo… E o meio campo do Estádio Ubirajara Medeiros!

O gol da direita já tem ao seu fundo o início da verticalização da cidade…

O da esquerda ainda permanece mais roots!

Sempre interessante quando as árvores estão integradas ao Estádio:

A arquibancada tem uma boa parte dela coberta, e sua construção parece bem cuidada.

O gramado também parece estar recebendo cuidados até os dias de hoje.

É um belo estádio… Merece um time, para que a torcida ocupe seu lugar e transforme cimento em sonhos!

Hora de se despedir de mais um espaço incrível e ficarmos na torcida para que em breve um novo time esteja utilizando esse complexo esportivo.

O canal “Portais de Estádio” trouxeram uma bela imagem aérea:

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O Estádio VGD, a casa do Londrina EC

No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente assistir Grêmio Prudente x Santo André pela série A2.

Na volta, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul, …

Depois paramos em Londrina, e já contamos como foi nosso rolê para registar o Estádio Uady Chaiben, a casa da Portuguesa Londrinense (PR)

Mas, ainda em Londrina, deu tempo de conhecer a incrível loja oficial do LEC!

Olha que camisa incrível com estampa homenageando Carlos Alberto Garcia, o “Bem-amado”:

Aproveitamos nosso segundo dia na cidade para rever o tradicionalíssimo Estádio Vitorino Gonçalves Dias, o VGD“:

Vitorino Gonçalves Dias foi um professor de educação física que marcou a história da cidade impulsionando a prática esportiva na cidade.

Olha o Carlos Alberto Garcia aí de novo, é sua estátua que dá as boas vindas ao Estádio que em 24 de junho de 2026 completará 70 anos de sua inauguração.

Na verdade o local já recebia partidas de futebol desde os anos 40, quando era a casa do Esporte Clube Recreativo Operário da Vila Nova, e era chamado de “Estádio Aquiles Pimpão Ferreira.

O jogo inaugural do VGD foi em 24 de junho de 1956 entre o Londrina Futebol Clube (antecessor do Londrina Esporte Clube) e o Corinthians de Presidente Prudente-SP, que terminou em 1×1 frente a 18 mil torcedores.

O Estádio Vitorino Gonçalves Dias foi a casa do Londrina até a construção do Estádio do Café em agosto de 1976, quando o LEC estreia na série A do Brasileirão.
Estivemos lá em 2015:

Em 1958, o VGD recebeu um incrível amistoso com o Gimnasia y Esgrima, de La Plata, na Argentina.

Em 1959, o VGD também foi o primeiro estádio do interior a receber uma decisão do Estadual entre Londrina e Coritiba, com vitória do time visitante que sagrou-se campeão.

Na época, suas arquibancadas comportavam quase 20 mil lugares.
Hoje, apenas 8 mil lugares são liberados pela Federação Paranaense.

Em 1971, o VGD foi a casa do Londrina na Série B do Campeonato Brasileiro.

O estádio foi concedido para uso do LEC ininterruptamente desde 1990.

Entretanto nos últimos anos, o VGD acabou sendo substituído pelo Estádio do Café por falta de laudos. Por isso, o estádio está passando por obras que o garantirão como palco na série C de 2025.

O azul bem característico do Londrina faz o estádio parecer um desdobramento do céu na terra!
Nosso tradicional registro do meio campo:

Gol da direita:

Gol da esquerda:

Compartilho um último olhar para este belo palco do futebol paranaense:

Uma pena só ter percebido que nunca subi para o site as fotos que fizemos do Estádio do Café. Podia ter feito novas imagens, mas isso fica para uma próxima viagem!

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Estádio Uady Chaiben, a casa da Portuguesa Londrinense (PR)

No carnaval de 2025 fomos até Presidente Prudente ver um 0x0 entre o Grêmio Prudente e o Santo André pela série A2.
Para fazer a viagem ainda mais inesquecível, demos um rolê pelo norte do estado do Paraná, começando por Alvorada do Sul e logo parando em Londrina.

A fertilidade da terra roxa desde sempre atraiu as pessoas para a região onde hoje encontra-se Londrina.
Fossem os povos Guarani, os Kaingang ou os Xetá, a região provavelmente sempre teve suas florestas ocupadas. Conhece os Xetá?

A aceleração da ocupação de Londrina se deu com a Companhia de Terras Norte do Paraná (subsidiária da inglesa Paraná Plantations Ltd.), que transformou as grandes propriedades em lotes menores, oferecendo aos trabalhadores a possibilidade da produção de café criando uma classe média rural.

Nos anos 50, com considerada expansão urbana em razão da produção cafeeira a população passou para 75.000 pessoas.
Se tiver interesse, busque o livro “Transformações urbanas. A Londrina da década de 1950″.

A região ganhou maior atenção impulsionada pela Ferrovia São Paulo-Paraná e a estação Londrina inaugurada em 1935.
Foto do site Londrina Histórica:

A década de 80 marca a retirada da ferrovia do centro, o que sobrou está no Museu Histórico de Londrina.

Uma pena que o Museu está fechado e não parece muito perto de reabrir…

Olha aí a Igreja Matriz

Mas o grande templo que queríamos visitar era o Estádio Uady Chaiben, a “toca do tigre”.

O Estádio Uady Chaiben é a casa da Associação Portuguesa Londrinense!

O time foi fundado no dia 14 de maio de 1950, sob o nome de Associação Atlética Portuguesa de Desportos e assim em 1959, disputou seu primeiro Campeonato Paranaense, no grupo da zona norte:

Também disputa o campeonato de 1960:

E faz, em 1961, sua terceira participação no Campeonato Paranaense coroando o primeiro momento de existência do time.
Olha a tabela de classificação que a Rsssf montou:

Talvez decepcionados pelas más campanhas, o time abandona o futebol profissional e passa quase 4 décadas licenciado.
Apenas em 1998, o time retorna ao profissionalismo, agora sob o nome Associação Portuguesa Londrinense, disputando a Segunda Divisão estadual.
Olha que vídeos incríveis deste ano:

Em 1999, é vice campeã e obtém a vaga para Primeira Divisão.

Assim, no ano 2.000, a Portuguesa joga a primeira divisão, mas cai no mesmo ano.

Em 2001, termina como vice campeã da segunda divisão, após classificar-se em 1º no seu grupo:

Este vídeo mostra os gols e melhores momentos das duas finais:

Assim, a Portuguesa Londrinense disputa a principal divisão em 2002, ano que Coritiba, Atlético, Paraná e JMalucelli só jogaram o SuperCampeonato Paranaense.
Tabela do site Bola na área:

Em 2003, mais uma vez a Portuguesa Londrinense acabou rebaixada…

Em 2006, na tentativa de conseguir maior apoio da cidade, resolveu mudar de nome para: Grande Londrina Futebol Clube.
Distintivo do site História do Futebol:

Mas o Londrina EC entrou na justiça contra o novo nome e a mudança acabou melando.
Ainda assim, a Portuguesa conquistou o título da segunda divisão e a vaga na elite paranaense de 2007.
Por incrível que pareça, esse foi seu primeiro título.

Disputa a primeira divisão em 2007 e 2008, quando é rebaixada.
Entre 2012 e 2014, disputou o Campeonato Paranaense da 3ª divisão, conseguindo o acesso para a 2ª Divisão.

Em 2015 fez boa campanha, chegando às quartas finais da competição.

Em 2016 volta a disputar a Divisão de Acesso.

Em 2018 e em 2019 participou da Copa Rubro Verde, que contou a participação das outras Portuguesas do Brasil.

Em 2018 ficou na lanterna do Campeonato Paranaense da 2ª divisão caindo para a 3ª divisão.

Disputa a 3ª divisão desde então.
Este é o time de 2020 do blog do rafael:

Em 2025 disputará novamente a 3ª divisão do Campeonato Paranaense.
E se tudo der certo, o time volta a jogar no Estádio Uady Chaiben, também chamado de Vila Santa Terezinha.
Conheça mais este estádio do Paraná:

Como deu pra ver, a arquibancada do Estádio Uady Chaiben não tem uma grande capacidade, oficialmente o estádio está liberado para pouco mais de 1.000 torcedores.

Olhando da arquibancada, este é o meio campo:

Aqui o gol da esquerda:

E o gol da direita:

Encontramos o preparado de goleiros do time com quem pudemos trocar uma ideia rápida:

Para o campo ser usado pelo profissional, acredito que precise passar por uma reforma, principalmente no gramado…

E talvez um cuidado maior com o banco de reservas…

Pra quem gosta de assistir de pé, a vantagem é que o alambrado permite você estar bem próximo do campo!

Na falta de um belo pórtico que apresente o estádio, entramos por um portão que dá acesso aos automóveis…

Agradeço sempre a oportunidade de poder viajar e conhecer estádio como este que fazem parte da história do futebol.

Vamos embora com um último rolê pela rua do estádio…

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O Estádio Municipal Álvaro Alves – PSTC, em Alvorada do Sul (PR)

No carnaval de 2025, o Santo André foi até Presidente Prudente enfrentar o Grêmio Prudente e aproveitamos para atravessar a divisa do estado de São Paulo e fazer um rolê pelo norte do Paraná.

Começamos nossa aventura pela cidade de Alvorada do Sul.

Alvorada do Sul era distrito administrativo de Porecatu e está às margens do rio Paranapanema, tornando a cidade bastante agradável.

Pouco mais de 11 mil pessoas vivem em Alvorada do Sul, que apenas em 1951 alcançou sua autonomia, graças a uma fazenda homônima cujo loteamento deu origem à cidade.

Assim como boa parte da região, o plantio de café foi o responsável pelo seu desenvolvimento.
A empresa Lima, Nogueira & Exportadora que manejava a venda do café lá em Santos adquiriu uma vasta área de terras na localidade sabendo que seria um bom negócio.

Mas muito, muito antes disso outras sociedades já se estabeleceram na região norte do atual estado do Paraná: os povos Kaingang, Guarani e os Xetá (vale ler esse livreto rápido e super ilustrado mostrando quem são estes povos).

Atualmente a cidade segue progredindo, bastante ligada ao agronegócio e assim tentando construir sua identidade, misturando alguns elementos ao seu dia a dia…

O nosso objetivo em Alvorada do Sul era conhecer o Estádio Municipal Álvaro Alves.

O Estádio Municipal Álvaro Alves é novamente a casa do PSTC (Paraná Soccer Technical Center ou Centro de Treinamento de Futebol do Paraná) na disputa da segunda divisão do Campeonato Paranaense.

Não, não é um partido político, é mesmo um time de futebol.
O PSTC surgiu em 1994, com a proposta de revelar jogadores.
De lá vieram Kléberson, Fernandinho (ambos jogariam depois pela Seleção Brasileira), Alan Bahia, Dagoberto, Guilherme, Jádson, Rafinha, entre outros.

Logo, o time se transformou em uma potência nas competições das categorias de base do Paraná, conquistando títulos no Sub-17 e Sub-15.

Em 2010, o PSTC se aventurou no futebol profissional, jogando a 3ª divisão.

Em 2012, termina a competição na 3ª colocação, conquistando o acesso para a Segunda Divisão do Campeonato Estadual.

No ano de estreia na segundona, o clube fez uma parceria com o município de Cornélio Procópio, tornando-se o PSTC Procopense, terminando na 6ª colocação em 2013 e 4ª colocação em 2014.

Em 2015, o Estádio Ubirajara Medeiros em Cornélio Procópio passou por reformas, obrigando o time a mandar seus jogos no Estádio Éxaro Menck em Sertanópolis e foi lá que o PSTC conquista a vaga para a primeira divisão do Campeonato Paranaense, com o título da Segunda Divisão conquistado de forma invicta.

Em 2016, sua estreia na elite do futebol Paranaense foi surpreendente: chega até a semifinal junto do “Trio de Ferro” do Paraná, classificando-se para a série D do Campeonato Brasileiro.
Em 2017, o time é rebaixado para a segunda divisão, de onde retorna em 2019 com mais um título.

Mas, veio um novo rebaixamento em 2020 e somente em 2023, sagra-se vice campeão da série B e retorna à principal divisão paranaense, mas novamente cai no primeiro ano de disputa (2024) e assim disputará a segunda divisão em 2025 no Estádio Municipal Álvaro Alves em Alvorada do Sul (um grande trava língua não?).

O Estádio teve sua capacidade ampliada para pouco mais de 2.800 torcedores.

Veja como, embora seja um estádio pequeno, ele é bem estruturado.

As arquibancadas agora percorrem o entorno do campo, chegando até atrás do gol:

Aqui, o meio campo:

O gol do lado esquerdo onde ainda não há arquibancadas:

E o gol do lado direito:

Veja como é o visual e o clima pacato de um estádio que fica em uma cidade pequena e sem aquela barulheira dois grandes centros urbanos:

O Estádio estava fechado, mas o muro da rua lateral é baixo, aqui eu estou do lado de fora do estádio e olha como dá pra ver o estádio todo:

Lá do outro lado, tem aquela parte coberta do estádio:

Ao lado do Estádio está o Clube Recreativo Alvorada:

Entrando pelo Clube Recreativo Alvorada deu para registrar mais de perto a parte coberta da arquibancada:

E um pouco da outra lateral (era de lá daquele muro branco que eu estava fazendo as fotos antes).

Aqui dá pra ver um pouco do campo todo. Bonito né? O futebol paranaense está em plena ascensão e o PSTC representa uma nova força no estado.

Só acho que o distintivo podia ser um pouco melhor né?

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O futebol em Jaguariaíva-PR

Ah, a estrada… Desta vez, ela nos levou pelas lindas montanhas do Paraná até uma cidade pouco conhecida: Jaguariaíva.

Confesso que nunca tinha ouvido falar de Jaguariaíva mas ao dar uma rápida busca no Google vi que sua presença no futebol foi muito importante, então… Vamos conhecer e registrar mais um estádio!

A cidade também surgiu do violento encontro dos bandeirantes paulistas, tropeiros de gado e os indígenas pelo caminho que liga Sorocaba ao Rio Grande do Sul. Seu nome é referência ao Rio Jaguariaíva que corta o município.

A estação de Jaguariaíva, antigo pouso de tropeiros, foi inaugurada em 1905, permanecendo como ponta de linha por mais de dois anos e meio, até ser aberta a estação de Fábio Rego, no caminho para Itararé

E foram os ferroviários da cidade quem criaram um clube social para o seu entretenimento e de seus familiares e que é motivo de orgulho para a cidade: o Esporte Clube Recreativo Ferroviário!

O ECR Ferroviário foi fundado em 1º de março de 1939, e manda seus jogos no Estádio Francisco Cyrilo da Costa. E lá fomos nós conhecer esse charmoso estádio.

O ECR Ferroviário tem uma grande tradição no futebol amador, tendo a Associação Atlética Matarazzo como grande rival local. Esse era o time de 1953:

Aqui, outra bela formação do Esporte Clube Recreativo Ferroviário, no ano de 1971 (Fonte da foto: página do Facebook):

Mas o time fez história ao disputar o Campeonato Paranaense da Terceira Divisão em 1999 sagrando-se vice-campeão, perdendo o título para o Telêmaco Borba, mas garantindo o acesso à série A-2 de 2000. Infelizmente o time disputou apenas um ano e pelo alto custo com o futebol profissional, licenciou-se das competições profissionais. Mas o Estádio Francisco Cyrilo da Costa segue lá, firme e forte!

Infelizmente, o portão de acesso estava fechado…

Mas pelo menos dali do portão deu pra ver um pouco da estrutura do estádio, como seus vestiários:

O gramado tem sido cuidado, provavelmente o time permanece em suas disputas profissionais.

Pelo portão lateral pudemos fazer um filme do campo:

Olha a arquibancada ao redor do campo:

Aqui dá pra se ter uma boa visão do gol da esquerda:

Aqui o meio campo, com o vestiário do outro lado:

E o gol da direita:

Olha aí que belo masacote!

E assim, voltamos à estrada!

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O Operário e o futebol de Ponta Grossa

Feriado de 7 de setembro de 2021… Uma manhã de chuva nos recebe na chegada a Ponta Grossa, no estado do Paraná.

Eu sempre ouvi falar de Ponta Grossa, principalmente por conta do time do Operário, e quem diria que enfim vou conhecer a cidade, onde vivem mais de 355 mil pessoas e um de seus estádios mais importantes!

Pra quem não sabe,Ponta Grossa é uma baita cidade. Possui o maior parque industrial do interior do estado do Paraná.

Diz-se que o nome “Ponta Grossa” foi dado pelos tropeiros, que utilizavam o aspecto geográfico para se localizarem. Aliás, quando o pintor francês Jean Baptiste Debret (que integrou a Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro) esteve pelo sul, ele pintou o morro que deu origem ao nome:

A região sempre foi muito movimentada: da ocupação original indígena, passando pelas bandeiras portugueses, pelas expedições francesa e espanhola e pelos tropeiros. A partir do séc XIX, com a instalação de fazendeiros começa a nascer a freguesia que em 1823 adotou o nome de Estrela, tornando-se, em 7 de abril de 1855, o município de Ponta Grossa, elevado à cidade em 1862. Dê cordas à imaginação olhando esse desenho, que ilustra um artigo na Brasil Cultura sobre o troperismo no Paraná (leia aqui)

Em março de 1894 foi inaugurada a Estrada de Ferro Curitiba-Ponta Grossa, e anos depois a Ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul, por onde passaria Getúlio Vargas e suas tropas no momento da “Revolução de 30”.

Além do futebol do Operário, também estávamos ávidos por conhecer o Parque Estadual de Vila Velha (clique aqui e visite o site do parque),

O Parque é um grande sítio geológico com formações que lembra uma cidade medieval com seus castelos e torres em ruínas.

O parque surgiu em 1966, como forma de proteger as formações rochosas, esculpidas pelas erosões eólica e pluvial nos arenitos.

São três sítios. O mais conhecido é o dos Arenitos, com sua enorme coleção de grandes blocos esculpidos em formas exóticas.

Os arenitos remontam ao período Carbonífero há aproximadamente 340 milhões de anos.

Existe ainda o de Furnas, com três crateras com paredes verticais, erodidas no solo, a maior delas com cerca de 100 metros de profundidade, metade da qual coberta de água.

E por fim, a Lagoa Dourada, assim chamada pelo efeito criado pela água cristalina e a coloração de suas areias nos poentes.

Enfim… É um passeio bem bacana pra ser feito! Mas, falemos um pouco do futebol de Ponta Grossa. E pra me ajudar nessa tarefa contei com a obra de José Cação Ribeiro Júnior:

Segundo o autor, Ponta Grossa é considerada o ponto de início do futebol paranaense já que sediou o primeiro jogo do estado: Ponta Grossa SC 1×0 Ginástico Turverei de Curitiba, em 23 de outubro de 1909. E mais uma vez a Ferrovia foi a responsável por esta febre, já que o time do Ponta Grossa SC era um juntado de trabalhadores ferroviários!

Os dois primeiros times de Ponta Grossa foram o Riachuello Football Club e o Rio Branco Football Club, nascidos em 1911, mas logo, surgiu oficialmente aquele que daria origem ao atual Operário Ferroviario e que é hoje o mais importante da cidade! O time passou por várias mudanças como se pode ver na coleção de distintivos que já teve:

Aqui, o time de 1916:

Mas não se pode falar do futebol de Ponta Grossa sem citar outros times, principalmente o o Guarani SC, criado em 1914, para representar a turma do comércio da cidade), com seu lindo escudo rubro-negro e agora com mais de um século de tradição:

O Guarani disputou 17 edições do Campeonato Paranaense entre a primeira e a segunda divisão, e segue jogando o amador da cidade, mandando seus jogos no Estádio Joaquim de Paula Xavier.

Em 1914, surgiu o CA Pontagrossense e em 1915, os integrantes da Banda União e Recreio formam o União e Recreio Sport Club, que em 1922, fez uma fusão com o Campo Alegre passou a se denominar União Campo Alegre e participou dos campeonatos estaduais de 1926 e 27.

Atualmente, o União Campo Alegre manda seus jogos no futebol amador no Estádio Nilton Salles Rosa.

Em 20 de novembro de 1920, no bairro chinês surge o Olinda Sport Club, tendo como base o time da serraria Olinda. Com a conquista do Campeonato do Interior e do citadino, o Olinda decidiu o Campeonato Paranaense de 1935 com o Coritiba, mas perdeu os dois jogos.

O Olinda EC ainda disputa o amador e manda seus jogos no Estádio André Mulaski.

Nos anos 20, já haviam outros times disputando futebol na cidade, como o Universal Sport Club, o Tiro 21, Comercial SC, Vila Estrela FC, Americano, Esperança EC, Bloco Esportivo Paranaensee o América. E em 1930, é fundado o Nova Rússia Esporte Clube, com a meta de fazer frente ao Operário.

Em 1933 cumpriu sua meta ao vencer o título citadino e disputar o Paranaense de 1933 (vice campeão), com o time abaixo:

Nos anos 70, surge a Associação Pontagrossense de Desportos, fruto da impensável fusão entre os rivais Operário Ferroviário EC e o Guarani SC, disputando o Campeonato Paranaense de 1971 até 1974.

Esse é o time de 1972:

Em 1994, mais uma vez o Operário entrou em crise e se licenciou. Surgiu aí o Ponta Grossa Esporte Clube.

O Ponta Grossa EC disputou a Divisão intermediária de 1994 e a primeira divisão de 1995 a 98. Esse é o time de 1995:

Em 2000, ocorre uma nova fusão com o então licenciado Operário Ferroviário até 2001. O Ponta Grossa EC continuou a sua caminhada até 2003, quando vendeu sua sua vaga na divisão principal para a ADAP de Campo Mourão.

Em 2004, a Prefeitura Municipal decidiu apoiar o Operário restaurando o Estádio Germano Krüger e recebendo apoio de grupo gestor que fez o clube voltar à atividade. A partir de 2015 que começa uma grande revolução no time, começando com a conquista do título paranaense.

Em 2017, foi a vez de ganhar a Série D e no ano seguinte, a Série C do Campeonato Brasileiro, disputando desde 2019 a Série B.

E foi para conhecer um pouco mais de perto uma parte dessa história que decidimos visitar o Estádio Germano Krüger, a casa do Operário Ferroviário Esporte Clube.

O estádio tem capacidade atualmente para pouco mais de 10 mil torcedores.

O Estádio Germano Krüger foi inaugurado em 12 de outubro de 1941 e é um verdadeiro alçapão. Vamos dar um rolê lá dentro?

Embora tenha sido construído em terreno da Prefeitura, em setembro de 2020, houve a cessão de posse ao Operário F.E.C. que passou a ser oficialmente o proprietário do estádio.

Assim, dentro do Estádio existem diversas menções ao time e aos títulos do Operário!

Olha aí o bar do time dentro do estádio!

Essa é arquibancada coberta:

Aqui, a vista dessa arquibancada lá do lado de fora:

Fizemos os registros do campo, para se ter uma ideia do todo, começando pelo meio campo:

O gol do lado esquerdo:

O gol do lado direito:

Mais uma missão cumprida que nos enche de orgulho e de boas energias…

Até o pica pau curtiu esse campo!

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O futebol em Castro-PR

Seguimos pelo Paraná, agora conhecendo Castro, município que fica às margens do rio Iapó, com um canyon incrível no Parque Guartelá (clique aqui e veja um pouco mais sobre o rolê) aberto ao público, fazendo da cidade um grande polo de turismo.

No século XVI, a região era ocupada por indígenas do grupo tupi e por kaingangues, que ao verem seu território invadido pelos tropeiros e colonos portugueses partiram para o ataque. O fim foi trágico para os moradores originais da região e logo, surgiu um povoado próximo ao rio Iapó e em 1751… uma capela. A partir daí, foi criada a Freguesia de Sant’Ana do Iapó, elevada à categoria de vila em 1788, com o nome de “Vila Nova de Castro” e à cidade, em 1857.

A cidade viu chegar a linha férrea Itararé-Uruguai que iam até Montevideo!! E em 1900 inaugura-se a estação de Castro.

Olha que legal o lago que existe no centro da cidade.

Outra vocação da cidade graças ao alto número de imigrantes holandeses é a produção de leite.

Pra quem não lembra, o Brasil foi muito influenciado por ideias eugenistas ainda no século XX e em uma idiota tentativa de embranquecimento do nosso povo, muitos imigrantes foram incentivados para vir para nosso país principalmente para substituir os escravos na produção de café. Em Castro e na região, os holandeses se organizaram em torno da produção de leite (vale lembrar que a Cooperativa Batavo fica na cidade vizinha, Carambeí), criando inclusive uma Colônia denominada Castrolanda. Decidimos conhecer parte dessa história, visitando a Fazenda Capão Alto.

A fazenda mantém viva a memória de um tempo esquisito na história do Brasil e do Paraná, de uma produção agrícola, em especial de café, que só existia graças à mão de obra escravizada.

Fomos recepcionadas pela jovem zeladora da fazenda.

Além de muita história preservada, o local guarda ainda matas nativas, trilhas e uma série de passeios que misturam lazer, esporte e história.

Mas, além do leite, das belezas naturais e dos imigrantes, Castro tem também sua história no futebol e ela foi escrita no Estádio Municipal Lulo Nunes.

Essa é a atual entrada:

Mas veja como ela era:

O Estádio Municipal Lulo Nunes fica no cruzamento da Rua Cel. Vidal Martins de Oliveira com a Rua Francisco de Assis Andrade, bem próximo ao centro da cidade.

O Estádio Municipal Lulo Nunes é um dos mais antigos estádios do Paraná e recentemente passou por uma grande reforma deixando ele mais moderno e ainda mais bonito, com seus muros grafitados.

O estádio é a casa do Caramuru Esporte Clube e por isso é chamado também de “Estádio Caramuru”.

O Caramuru EC foi fundado em 14 de setembro de 1917, na época com o nome Caramuru Sport Club. O distintivo abaixo vem do site História do futebol.

O time fez história no futebol amador da região e acabou ficando conhecido como o “Leão do Iapó”. Mas em 1955, o Caramuru decidiu ir ainda mais longe e se filiou à Federação Paranaense para a disputa do Campeonato Estadual da Primeira Divisão, onde ficou até 1965.

Destaque para o time de 1959, que foi o vice campeão da primeira fase (13 vitórias, dois empates e cinco derrotas) e 4º lugar na segunda fase (duas vitórias, um empate e três derrotas), ficando em 3º colocado no geral:

O Caramuru EC ainda disputou a 1a divisão do Paranaense de 1971 e 1993, assim como a Segunda Divisão de 1990, 91, 92 e a Terceira Divisão de 2001. Em 2007, rolou uma tentativa de retornar ao profissionalismo com uma parceria com o Operário Ferroviário Esporte Clube, mas acabou não dando certo e o time segue no amador.

Em 1998, o Estádio Municipal Lulo Nunes viu um novo time no futebol profissional: o Juventude FC. O distintivo veio do site História do futebol:

O Juventude FC foi fundado em 28 de outubro de 1994 e após anos nas disputas amadoras, disputou a 3a Divisão do Campeonato Paranaense em 1998.

Então, depois de tanta história, é hora de conhecer o Estádio Municipal Lulo Nunes!

Aqui, o meio campo, note que o estádio possui um sistema de iluminação. Pelo que pesquisamos, sua instalação ocorreu em 1981 e a partir de então (não me pergunte porquê) o estádio passou a ser chamado de “Centenário”.

O gol da esquerda:

O gol da direita:

O campo ainda é um gramado natural.

As traves estavam reforçadas provavelmente por conta da chuva naquela época.

A capacidade do estádio é de 5 mil torcedores, sua linda arquibancada foi inaugurada em 1957.

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O futebol profissional em Campo Largo – PR

Cansado de ler sobre equipes paulistas? Vamos mudar o foco e falar do futebol em uma cidade paranaense: Campo Largo, município da região metropolitana de Curitiba, onde vivem cerca de 130 mil pessoas.

Paramos na cidade, quando íamos de Curitiba até a Colônia Witmarsum.

Campo Largo serviu de lar para indígenas de diferentes etnias (principalmente Tinguis e Cabeludos) muito antes da chegada do europeu. A partir de 1531, surgiram expedições em busca de ouro, usando o Peabiru, caminho indígena que ligava o litoral brasileiro ao Peru.

Se atualmente a região ainda é muito bonita, no passado, os vastos campos e rios exuberantes deviam ser um verdadeiro paraíso. Não a toa foram surgindo povoamentos de apoio aos exploradores de ouro e tropeiros que seguiam para Sorocaba. Nessa época, já denominavam a região de “Campo Largo“, mas só em 1882 Campo Largo da Piedade foi elevado a cidade.

Na estrada que chega à cidade encontra-se o Monumento a Antônio Tavares, trabalhador rural, assassinado pela polícia, em maio/2000 durante uma manifestação do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) que se dirigia a Curitiba para reivindicar crédito e terra. Antônio Tavares tinha 38 anos e cinco filhos. Antonio Tavares presente. Agora e sempre!

Deixando essa triste memória de um país que ainda precisa entender sua história e fazer as pazes com seu passado, falemos um pouco do futebol da cidade, começando pelo Internacional Esporte Clube.

O Internacional Esporte Clube foi fundada em 30 de Maio de 1945 e manda seus jogos no Estádio Atílio Gionedis, o “Ticão”.

O Internacional passou a maior parte de sua história em disputas amadoras, mas no ano 2000 fez sua estreia na Terceira Divisão do Campeonato Paranaense, terminando a primeira fase na liderança do grupo B, mas sendo eliminado no mata-mata da segunda fase.

Infelizmente o time preferiu retornar ao futebol amador. O que não significa que sua torcida apaixonada tenha deixado de seguir o time, ao contrário! Essa é a Mancha Negra, principal organizada do Internacional!

E junto dos chamados “torcedores comuns (ou autônomos)”, seguem lotando o Estádio nas conquistas do time.

Uma das conquistas mais comemoradas foi a do Campeonato Amador Sul-Brasileiro de 2011, que reuniu os campeões estaduais amadores de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O representante de São Paulo era o União Vila Sá, aqui de Santo André! Foto abaixo do jornal Gazeta do Povo (leia mais sobre a conquista clicando aqui).

10 anos depois… cá estamos nós no mesmo estádio, para conhecer a casa do Internacional

Aí está a bilheteria do Estádio Atílio Gionedis:

Vamos dar uma olhada na parte interna:

Essa é a parte onde ficam os mesários.

Uma olhada no meio campo:

O gol da direita:

O gol da esquerda:

Olha que cuidado com a bandeira do escanteio do Estádio Atílio Gionedis:

A arquibancada em toda a lateral do campo, onde cerca de 3 mil torcedores podem se posicionar.

Os bancos de reserva:

Hora da entrevista?

O jogo que aconteceu logo após nossa visita não foi com o Internacional, mas sim: GRECAL 2×4 Paranavaí.

O gramado estava bem cuidado para receber o jogo na seguida!

Há um espaço para a torcida Visitante:

Se for pro gol, me chama que eu vou!

Assim, finalizamos o registro do Estádio Atílio Gionedis.

Hora de falar sobre outro time bastante tradicional no futebol de Campo Largo, o Fanático Futebol Clube.

O Fanático FC foi fundado em 29 de Dezembro de 1944, e orgulha-se dos títulos de campeão da Taça Paraná (a principal competição de futebol amador do estado) em 1968, 1976, 1978, 1979, 1983, 1986, 2015 (time da foto abaixo), 2016 e 2017.

O Fanáticos FC manda seus jogos no seu Estádio Angelo Antonio Cavalli.

Aí está a bilheteria do Estádio Angelo Antonio Cavalli.

O apelido do time é “o Leão da raça”.

Mesmo sendo atualmente um time amador da cidade, o Fanáticos tem uma incrível estrutura, junto do campo do futebol há uma quadra poliesportiva e por isso o local é chamado “Centro Esportivo Fanático“.

Em 2004, não consegui descobrir o que deu o acesso, mas o Fanático FC disputou a 2a divisão e teria se classificado para a segunda fase, mas acabou eliminado no “tapetão”:

Como se vê, o Fanáticos tem uma grande história e tradição no futebol local, mas o Estádio Angelo Antonio Cavalli é a casa de outros times que disputam o profissional, como o “GRECAL” – Grêmio Recreativo Esportivo Campo Largo.

O Grêmio Recreativo Esportivo Campo Largo foi fundado em 15 de junho de 2007, mas apenas em 2009 se filiou à Federação Paranaense. Em 2011, faz sua estreia no futebol profissional disputando a Terceira Divisão e embora não tenha conquistado o acesso em campo, a boa campanha o fez ser convidado a jogar a divisão de acesso em 2012 (mesmo ano que o Paraná Clube jogou).

Infelizmente, uma má campanha o levou de volta à Terceira Divisão onde ficou de 2013 até atualmente (2021). Esse foi o time de 2016:

E aqui 2018 (foto do site Do rico ao pobre):

E se você acha que o Estádio Angelo Antonio Cavalli já está bem movimentado, imagine que ainda existe um terceiro time mandando seus jogos lá: o Clube Andraus Brasil, o “CAB” (seria um Boca Juniores paranaense?).

O Clube Andraus Brasil foi fundado no dia 22 de maio de 2003 e embora tenha como grande objetivo revelar jogadores, em 2010 se filiou à Federação e passou a disputar a Terceira Divisão do Campeonato Paranaense.

Em 2014, conquistou o título da Terceira Divisão e desde então, passou a disputar a Segunda Divisão. Foto do site O tiro de canto:

Em 2018, caiu para a Terceira Divisão, mas logo em 2019 sagrou-se campeão e voltou para a Segunda divisão, onde está até hoje mandando seus jogos no Estádio Angelo Antonio Cavalli, aliás… Vamos dar uma olhada nele!

Essa é a visão do meio campo, com a arquibancada ao fundo!

Somando à capacidade dessa singela e linda arquibancada coberta os demais espaços, o estádio comporta cerca de 2 mil torcedores.

Esse é o gol da direita:

Esse, o gol da esquerda

Olha aí o banco de reservas!

Os “demais espaços” são esses dois lances de arquibancada descoberta na outra lateral do campo:

Como chama a atenção essa arquibancada hein?

Aqui, uma visão de traz do gol.

Agora, olhando do outro lado (de quem está na arquibancada coberta), esse é o gol da esquerda:

Este o gol da direita:

Perceba que ali ao fundo do gol também existe um espaço para se ver o jogo de pé.

Desde 2013, a arquibancada leva o nome de Marcos Kaminski, uma homenagem ao ex atleta e diretor do clube.

E é com esse 0x0 que a gente se despede da cidade de Campo Largo, muito contentes por termos conhecido dois novos estádios, dessa vez em terras paranaenses!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!

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