Em 2023, a Prefeitura de Santo André efetuou o restauro do campo do União Lyra Serrano, mas somente agora em 2026 consegui voltar até lá para registrar o resultado deste investimento.
Já estivemos por lá várias vezes, veja aqui como foram as outras visitas, pra você comparar com o atual estado. Confesso que, visualmente, não percebi mudanças tão significativas.
Acabei me esquecendo de visitar o Memorial Charles Miller, espaço com várias fotos e objetos que contam a importância da vila inglesa para o futebol. Na entrega do memorial, Giovana Miller, bisneta de Charles, esteve presente.
O restauro foi além do campo e chegou à arquibancada, que é feita de madeira, e vinha bem prejudicada pelas avarias do tempo.
Além da arquibancada, os trilhos de trem que servem como base para o alambrado também foram recuperados e construídos dois novos vestiários. Os recursos vindos do PAC Cidades Históricas foram da ordem de R$ 3,9 milhões.
E por que é tão importante esse campo, justificando tamanho investimento? É que embora oficialmente a primeira partida de futebol no Brasil teria ocorrido no Brás, em 14 de abril de 1895, entre as equipes da Companhia de Gás de São Paulo e a Companhia Ferroviária de São Paulo, a Vila Inglesa de Paranapiacaba já abrigava seu campo, sendo assim, o primeiro campo com medidas oficiais do Brasil.
O campo era usado pelo Serrano Atlhetic Club, time formado por ferroviários da São Paulo Railway e chegou a enfrentar grandes times do futebol paulista como Santos e Corinthians. Em 1936, o Serrano A.C. se uniu à Sociedade Recreativa Lyra da Serra, formando o Clube União Lyra Serrano. Se você ainda não conhece o campo ou a vila, é hora de mudar isso, venha para Paranapiacaba!
9 de maio de 2026. Sábado. Faz uma tarde agradável de outono em Bebedouro. Depois de duas visitas para registrar seus estádios (veja aqui como foi em 2010 e aqui como foi em 2022) estamos de volta para finalmente acompanhar uma partida. E não é um jogo qualquer, estamos na finalíssima da série A4…
A cidade de Bebedouro estaca em festa e colorida de vermelho!
A partida será disputada no Estádio Municipal Sócrates Stamato e pra quem nunca esteve lá eu recomendo o rolê…
É sem dúvida um dos estádios mais legais pra se acompanhar um jogo nos dias de hoje. Olha que bacana a lojinha que tem dentro do estádio:
O que mais nos motivou a viajar mais de 5 horas até Bebedouro, aquela que, no passado, foi a maior produtora de laranjas do estado, foi termos entrevistado o presidente da Inter e perceber o quanto ele, a diretoria e a cidade tem batalhado para o crescimento do time e do sentimento de pertencimento. Não acredita? Ouça aí o presidente Thiaguinho:
Coincidentemente, logo na semana seguinte à partida, tivemos a oportunidade de entrevistar o presidente do CA Penapolense, que também é uma pessoa super engajada em torno do futebol local e da relação com a cidade de Penápolis, confira:
Mas, deixemos o papo de lado e vamos ao campo!
A Inter teve uma excelente média de público em 2026, mas a finalíssima superou todas as expectativas e teve capacidade total esgotada: 6237 torcedores!
A torcida presente gerou imagens lindas no “Stematão“:
Os poucos espaços vazios, láááá no fundo do estádio só existiram porque os bombeiros não liberaram a venda de ingressos para lotação de toda sua capacidade…
E também porque mesmo em grande número (quase 300 torcedores) a torcida visitante do CA Penapolense acabou não ocupando todo o seu espaço.
Mas aquele clima de jogo, de final, estava no ar!
E com a ótima campanha da Inter, não era difícil sonhar com a primeira estrela em seu distintivo!
E isso que deixa a partida e o rolê como um todo muito mais legal!
Aí o responsável pelo som no estádio, que animou a galera a partida toda!
Feliz por mais uma vez encontrar o amigo Brasileiro, lá de Serrana!
E aí, o Lobo Vermelho, mascote do time da casa!
E ele não ficou só lá no campo animando o pessoal não, veio pra arquibancada pra sair nas fotos do que poderia ser o momento mais importante da história da Internacional!
Mas ele não era a única fera presente no Estádio não, olha aí que figura:
Um destaque especial para a organização do estádio e para a gastronomia local. Tinha sorvete, esfiha, pipoca, refrigerante…
Mas, sem dúvidas o mais legal era mesmo a presença da população na bancada…
Cada um abraçou o time da cidade como pode, e foi muito bonito registrar quantas diferentes gerações das mesmas famílias se fizeram presente nessa verdadeira mobilização!
A partida começou e era difícil se concentrar no jogo com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo…
As duas torcidas faziam uma linda festa e o estádio realmente pulsava futebol como antigamente!
A Inter dependia da vitória para o título, então o time foi pra cima desde o começo do jogo e cada chance desperdiçada ou cada paralisação do juiz levava a torcida à loucura!
O Estádio Sócrates Stamato tem um detalhe que chama a atenção: em todo seu entorno, existem diversas bandeiras em branco e vermelho com o distintivo do clube.
Além de um lindo bandeirão que coloria o céu azul de vermelho…
A faixa indica que o pessoal da base também estava presente. Bacana ver esse envolvimento dos atletas e também de ver quantas categorias estão ativas hoje em dia.
E se o clima já era de aos 29 minutos, Loram fez o estádio explodir… Inter 1×0!
E foi muito bonito ver o sentimento que brotou na arquibancada local…
Assim, o primeiro tempo chegou ao fim trazendo um sentimento de alívio à torcida local, afinal… Ninguém ali estava preparado pra sair do estádio sem o título, mas… como vc bem sabe, o futebol não perdoa…
Assim, enquanto o sol foi se pondo, o segundo tempo reiniciou…
Teve até festa do celular…
E aos 19 do segundo tempo, Cadu fez 1×1 para o espanto e a tristeza da torcida da Inter…
A luz do sol vai embora e aos poucos parece que a torcida de Bebedouro realmente terá que se contentar com o acesso, aliás, fato a ser muito comemorado por si só!
O pessoal da Sangue do Lobo manteve o apoio o tempo todo!
É fim de jogo… O empate leva a festa para o outro lado da arquibancada e as centenas de pessoas que viajaram de Penápolis até Bebedouro é que fazem a festa, sendo aplaudidos inclusive pelo público local em uma demonstração linda de respeito.
Parabéns aos atletas da Internacional pela incrível campanha e pelo acesso…
E parabéns aos campeões do CA Penapolense!!
Abraços aos amigos que reencontrei, Brasileiro, Mariano e o próprio Thiaguinho!
E que a Inter siga transformando os sonhos em conquistas… Espero poder voltar ao Estádio para uma partida na A3 2027!
Sábado, 10 de janeiro de 2026. Manhã de forte calor na Ibrachina Arena. E fortes emoções… Depois de 2 empates, o Santo André entra focado na classificação…
Enquanto o time do Ferroviário se concentra, os meninos do Ramalhinho posam pra foto:
Depois é hora de inverter os papeis: concentra-se o Santo André…
E sai na foto o Ferroviário!
Tudo pronto…
Ainda que a capacidade da Ibrachina Arena seja pequena, é bacana ver que a torcida do Santo André esgotou os lugares destinados a ela!
E começa a partida!
Torcida e time jogam juntos!
O resultado é que logo aos 9 minutos do primeiro tempo, o Santo André fez 1×0 com Emerson, após um lindo corta-luz do camisa 11 Emmanuel!
E se é gol do Santo André…. Uh Ramalhão!!!
Sente o clima da Ibrachina Arena:
Mas o primeiro tempo se transforma em uma verdadeira batalha. Várias faltas e o gramado artificial quente ao extremo cobram seu preço nos meninos..
O Santo André ainda tenta ampliar o placar, mas a equipe do Ferroviário está bem postada!
Termina o primeiro tempo e é hora da foto do nosso pessoal, sempre presente!
O calor deu uma baqueada na galera….
Poucos toparam deixar o lugar na sombra!
O segundo tempo começou difícil e só foi se resolver com o 2º gol aos 32 com Murilo Leite.
Aos 49 do segundo tempo, Emmanuel ainda marcou o terceiro gol para a festa azul e branca!
É fim de jogo!!!
Festa entre o time e a torcida!
Enquanto todos comemoram, uma cena de agradecimento arrepiante!
Estivemos no Espírito Santo na passagem de 2025 para 2026 e além de conhecer um pouco das maravilhas do litoral capixaba também fomos registrar estádios e… de presente extra, acompanhamos nosso 1º jogo do ano.
E não poderia ser melhor: a Supercopa Capixaba, valendo taça, no Estádio Salvador Venâncio da Costa.
Ainda fora do Estádio, o clima era de festa pela torcida do Vitória!
Além da partida em si, o torcedor do Vitória aproveitou pra renovar o armário e adquirir a nova camisa do time.
A Torcida Sangue Azul fez a sua parte e não parou de cantar um minuto mesmo muito antes da bola rolar…
E como o jogo não foi oficializado pela Federação Capixaba (um grande lapso da Federação, na minha opinião), a pirotecnia pode rolar solta!
Muitas faixas e bandeiras também deram ao Estádio cara de decisão!
E olha o time do Vitória entrando em campo!
Noite inesquecível para as crianças que entraram em campo com os atletas!
E com certeza, as crianças que estiveram apoiando na arquibancada mesmo…
Cerimonial de abertura em dia e em alta emoção…
Os bares faturaram alto também… Afinal era uma noite quente, na capital capixaba.
E lá do outro lado, inaugurando as novas arquibancadas do Estádio, a torcida do Rio Branco também não deixou barato! É lotação máxima!
O clima de jogo foi aumentando conforme o seu início se aproximava e foi incrível como teve gente chegando até os 20 minutos de jogo.
E se liga no clima que estava o pessoal da Sangue Azul!
E começa a decisão!!!
O Vitória veio com tudo pra cima!
Mas o time do Rio Branco logo equilibrou o jogo e passou a criar boas chances que acabaram em más finalizações ou em defesas do goleiro Paulo Henrique. Mas a torcida local não desanimou e foi apoio total!!!
Mas, aos 19 minutos, o Capa-Preta viu o seu bom início de jogo ir por água abaixo, quando Tony Ribeiro fez Vitória 1×0!
O gol deu ânimo ao time do Vitória que começou a pressionar para ampliar o placar…
O Rio Branco reagiu e voltou a criar chances, animando sua torcida.
Aos 32″ do primeiro tempo, empatou em um golaço de Breno Melo, com um lindo chute de fora da área no ângulo, sem chances para o goleiro.
Mas a torcida local estava mesmo inspirada e parecia empurrar o time…
E nesse embalo, aos 37, Carlos Vitor colocou o Vitória à frente, novamente.
Já nos acréscimos do primeiro tempo, Gustavo Tonoli marcou o terceiro após passe de Carlos Vitor, em lance inicialmente anulado e validado posteriormente pelo VAR.
No segundo tempo, o Vitória ainda ampliou, aos 22 minutos, com Tony, de Penalty.
Aos 32, Gustavo ainda marcou o 5º gol, transformando a vitória em goleada.
A torcida foi à loucura…
E aí rolou o tradicional “Olé”, mesmo faltando mais de 20 minutos pro fim do jogo…
O Rio Branco ainda perdeu pênalti para delírio da torcida do Vitória…
Torcida Sangue Azul começa o ano comemorando titulo!!!
Em tese, o jogo já acabou, falta só o árbitro apitar, por isso o público e aglomera ali no alambrado…
Fim de jogo e o Vitória leva a Taça da Supercopa pra casa!
Os jogadores vieram comemorar com a torcida!!!
É campeão!!!
Aqui, a foto de Henrique Montovanelli para o site da Globo, mostrando melhor o time levantando a taça!
Agradeço a boa recepção dos torcedores, em especial do amigo Leidimar!
Domingo, 6 de outubro de 2025. Dia de acompanhar mais uma partida válida pela série C do Campeonato Brasileiro, dessa vez aqui pelo ABC mesmo: São Bernardo FC x SER Caxias do Sul, e vamos ficar com a torcida visitante!
Bandeiras e faixas misturam o grená e o azul ao tradicional amarelo e preto do Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo.
E as cores da bandeira gaúcha também estavam na bancada!
No lado local, a Febre Amarela e a Guerreiros do Tigre eram as responsáveis pela festa!
Times entrando em campo, é hora do cerimonial de início do jogo…
E lá vem o time do Caxias saudar sua torcida!
A Torcida Falange Grená chegou para animar ainda mais a bancada dos visitantes:
O jogo começa e as emoções estão a flor da pele… É quase uma decisão antecipada!
Não a toa a torcida do Caxias procurou apoiar o time desde o início!
E por 90 minutos, São Bernardo se transformou em uma parte da serra gaúcha. Só faltou o vinho e o chimarrão…
Mas também teve a presença dos amigos do time de Caxias…
A torcida local se fez ouvir e, como se a cidade toda estivesse de mãos dadas, a torcida empurrou o time do São Bernardo…
Consequência… Aos 37’ do 1º tempo, Dudu Miraíma marca o gol do São Bernardo FC:
Festa na arquibancada…
E no campo…
Tava uma noite com clima de decisão no Primeiro de Maio!
Como temos feito nesses jogos junto dos torcedores de outros estados, aproveitamos para ouvir um pouco da torcida do Caxias:
Começa o 2º tempo e o Caxias tenta equilibrar o jogo.
O pessoal do sul se empolga no apoio. O Caxias precisa do empate!
E o time gaúcho até cria as chances pro empate:
A torcida se empolga…
Será que o gol virá no escanteio?
A torcida local se esforça pra não deixar o Caxias crescer no jogo…
E a torcida do Caxias fica ainda mais apreensiva…
O tigre do ABC segue usando as laterais para chegar ao ataque.
Escanteio para o São Bernardo:
O tempo é curto… E passa rápido para quem está perdendo…
E mesmo com tanta pressão, o placar não se altera. Vitória dos donos da casa por 1×0, para a alegria do Victor Nadal, do Héctor e do pessoal da Febre Amarela. À torcida do Caxias resta acreditar e torcer por uma combinação de resultados que ainda pode dar a vaga à série B ao Caxias. Do outro lado, o São Bernardo celebrou um resultado fundamental diante de sua torcida, que fez do Primeiro de Maio um verdadeiro caldeirão. Mais uma noite respirando e vivendo o futebol brasileiro que une sotaques, cores e histórias em torno de um mesmo amor: o futebol.
Agora, com um misto de missão cumprida e até de certa tristeza por ser o post final, falaremos sobre o futebol de Campo Maior.
Assim que chegamos à cidade, ficamos encantados pelo açude e pelo lindo cenário ao fundo!
Do outro lado do açude está Yemanjá.
A cidade de Campo Maior foi palco da Batalha do Jenipapo, importante confronto pela Independência do Brasil e também é reconhecida como a “capital da carne de sol” no Piauí. Ao chegar na cidade, é possível avistar carnes estendidas para secagem e diversos estabelecimentos especializados na sua produção
Mas a cidade também tem uma grande tradição quando falamos de futebol. Isso porque além de diversos times amadores, Campo Maior possui dois times no profissional. O primeiro deles, o Comercial Atlético Clube, fundado em 21 de abril de 1945.
Seu mascote é o bode!
A partir de 1950, o Comercial AC passa a disputar as competições profissionais do Piauí. No campeonato estadual, o grande destaque é para o título de campeão de 2010.
No ano seguinte, o time quase conquista o bicampeonato, após vencer o primeiro turno do Campeonato e perder a final para o vencedor do segundo turno, o 4 de Julho de Piripiri.
O time ainda possui dois títulos da série B estadual, em 2004 e 2022.
Em 2011, faz sua estreia em competições nacionais ao disputar a Copa do Brasil (logo contra o Palmeiras) e a Série D. Em 2023, o time foi muito citado por ter apostado no treinador iraniano Koosha Delshad, mas que comandou a equipe em apenas um jogo, contra o River, onde após ser goleado sofreu ofensas xenófobas, sendo chamado de “terrorista”.
Em 2025, ano da nossa visita, o time disputa a série B do Campeonato Piauiense.
E na tabela acima pode se ver que o Campeonato também contará com a participação do outro time da cidade, o Caiçara Esporte Clube, fundado em 20 de janeiro de 1954.
O chamado “Leão da Terra dos Carnaubais” nasceu do bom momento da cidade de Campo Maior nos anos 50, principalmente por conta do comércio da cera de carnaúba via a CasaMorais, que possui muitos trabalhadores vindos da Casa Inglesa e que tinham conexão com o Comercial Atlético Clube. Logo, essas pessoas decidiram fundar um novo time de futebol para a cidade: o Caiçara Esporte Clube.
Por muito tempo, a Casa Morais bancava o time quase como uma “pré SAF” no século passado, e ainda tem gente que acha que o futebol piauiense é atrasado.
Além disso, por 2 vezes, o time terminou o Campeonato Piauiense da primeira divisão com o vice campeonato: em 1990 e 1995 e um vice da segunda divisão em 2007.
E ambos estes times mandam seus jogos no histórico Estádio Deusdeth Melo:
Assim, aproveitamos esse rolê para conhecer e registrar a casa do futebol em Campo Maior, que homenageia o homem que levou o futebol no início do século XX para Campo Maior.
O Estádio Deusdeth de Melo foi construído em 1947 e desde então é um ponto importante de concentração para a população local. Mas, ano após ano passa por problemas na hora de retornar às disputas oficiais. Desta vez, não foi muito diferente. Quando estivemos lá, o mato havia tomado conta do que outrora foi o campo…
A parte menos prejudicada é a arquibancada. O bom e velho cimentão pintado só precisa de uma leve capinada pra ficar novinho em folha.
Mas, olhando para o gol, me pergunto se realmente dá pra se recuperar o campo na velocidade necessária para o início do Campeonato Piauiense da segunda divisão…
Do ponto de vista estrutural, está tudo ali… O banco de resevas…
Até um mini gerador alimentado por energia solar…
A arquibancada do outro lado é muito bonita e conta com duas cabines ou camarotes uma em cada extremo.
Ao fundo a cidade ainda demonstra um aspecto pouco urbano…
Espero que a casa dos dois times de Campo Maior na segundona do Piauiense esteja em dia na hora da estreia…
Como nas demais partes desse rolê, fizemos um vídeo editando um pouco do todo que foi o rolê pela cidade e pelo estádio, confira como ficou:
E assim, terminamos os posts sobre o nosso inesquecível rolê pelo Piauí, como sempre, agradecendo a cada uma das pessoas que fizeram essa tour possível e que de um jeito ou de outro acabou participando dessa vivência mágica. Obrigado Piauí, e obrigado piauienses. Esperamos um dia poder voltar!
Última rodada define os quadrangulares finais da Série C 2025
Sábado, 30 de agosto de 2025. Mais um fim de semana por Cosmópolis e, como a nossa amada Bezinha já havia chegado ao fim, com a última partida lááá em Tanabi, decidimos ir até Campinas acompanhar a rodada decisiva da primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Seja bem vindo ao Estádio Moisés Lucarelli, a casa da Ponte Preta!
Chegamos pouco antes do apito inicial, sem filas ou qualquer dificuldade para entrar.
A torcida organizada do Londrina EC ainda não havia chegado, apenas o chamado “torcedor comum” já estava presente para acompanhar a entrada dos times.
Cerimonial da partida completo…
A torcida da Ponte fez bonito e levou bastante gente ao Estádio!
A Macaca vem com tudo pra cima!
Olha o pessoal da Falange Azul chegando pra apoiar o LEC!
Do lado da Ponte: as principais chances eram criadas nas bolas aéreas.
Do lado do Londrina: a presença do pessoal que viajou mais de 500km para ver o time da sua cidade!
Aliás, em campo o jogo estava parelho e na bancada a torcida visitante fazia de tudo para ser ouvida e apoiar o Londrina nessa partida!
Mas, seria a torcida da casa que sairia contente…
Aos 13’ do 2º tempo, Toró fez o gol que garantiu a vitória da Ponte Preta e que garantiu o segundo lugar nesta primeira fase.
A torcida do Londrina ainda fez de tudo pra apoiar…
Dia triste para a torcida local no Estádio Coronel Francisco Vieira
Sábado, 10 de agosto de 2025 Depois de muitos anos voltamos ao Estádio Cel Francisco Vieira para rever a SE Itapirense (estivemos lá no longínquo 2010, acompanhando a aventura de Joel – veja aqui como foi).
Enfim, de volta ao Estádio Cel Francisco Vieira!
Para não perdermos a oportunidade, aí está o meio campo:
O gol da direita:
E o gol da esquerda:
Acho muito legal essa ideia de compartilhar a história do time, com esses posters distribuídos pelo Estádio!
O Estádio Cel Francisco Vieira, o “Itapirão” segue muito charmoso…
Uma pena que a má campanha acabou desestimulando uma presença maior da torcida…
Da torcida visitante, quase ninguém…
Mas não faltou quem trouxesse sua bandeira declarando o amor incondicional à Itapirense!
Assim, como não faltou o pessoal da Torcida Organizada Kueio Loko.
Em campo, foram precisos poucos minutos para perceber que o time da Itapirense não estava no mesmo nível do Botafogo.
Até de bicicleta os atacantes visitantes estavam tentando…
Ainda que com menos trabalho, a zaga do Botafogo estava bem postada desde cedo, tendo como destaque Rafael Milhorim!
E lá no ataque o time de Ribeirão Preto foi colecionando oportunidades e chegadas ao gol.
Assim, não foi surpresa quando aos 22 minutos do 1º tempo, David Braw abriu o placar para os visitantes.
E aos 43, Gabriel Amaral ampliou: Botafogo 2×0.
O placar acabou atrapalhando o papo do intervalo com a torcida local sobre a ligação com o time, já que todo mundo tava meio puto…
Com 2×0 na cabeça não dá pra fazer foto sorrindo hoje, né?
Vem o segundo tempo e a Itapirense parece querer diminuir o placar, mas a pontaria também não está muito bem calibrada…
No segundo tempo a postura do time mandante foi bem diferente, com uma marcação mais forte e criando mais chances de gol.
Mas, a pressão não conseguia se converter em lances reais de perigo…
O que desanimava ainda mais a torcida presente.
Até mesmo nas bolas paradas, o perigo era maior para a defesa local, pois geravam contra-ataques do adversário”…
Mas a Itapirense também chegava nas bolas de contra ataque…
Não apenas o gol do time local não saiu, como aos 43 do 2º tempo, Tenner decretou o placar final: Itapirense 0x3 Botafogo.
O sol foi se escondendo e até os refletores deram sinal de vida…
O goleiro do Botafogo que pouco trabalhou bateu a bola para frente para ouvir o trino do apito do árbitro encerrando a partida.
Só deu tempo de bater um papo rápido com o Milhorim, que jogou aqui no Santo André no primeiro semestre e já era hora de voltar pra casa…
Agora é a vez de dividirmos como foi o rolê pelo Estádio Municipal Felipe Raulino, a casa do time sensação do momento em Piauí, que neste momento caminha em busca do acesso à série C do Campeonato Brasileiro: a Associação Atlética de Altos, fundada em 19 de julho de 2013.
Então, seja bem vindo(a) a Altos, cidade que faz parte da Grande Teresina e que tem como data oficial de fundação 1922. Atualmente cerca de 47 mil pessoas vivem no que antes era chamado de São José dos Altos, de João de Paiva, depois Altos de João de Paiva, e finalmente Altos.
Foi bem fácil chegar ao Estádio, porque ele fica quase do lado da estrada, como você pode ver no mapa abaixo do Google:
Sendo assim… Aí estamos nós no Estádio Municipal Felipe Raulino, o “Felipão“, inaugurado em 1992!
É mais um templo do futebol que visitamos e registramos, mas que atualmente vive um grande dilema…
A tradicional Revista Piauí chegou a fazer uma matéria onde relata que uma desavença política teria feito o time local passar a mandar seus jogos na vizinha Teresina. Uma pena para a população local, que ou simplesmente deixou de acompanhar ou passou a ter que gastar tempo e dinheiro para se deslocar até a capital pra ver o time da sua cidade em campo… E o campo do Felipão até que está em boas condições…
Suas arquibancadas seguem por lá torcendo para que este imbróglio se resolva e a torcida volte a lotar o Felipão!
Dá uma olhada em como é o campo:
Aparentemente todos os cuidados estão sendo tomados para o campo seguir com bom uso:
Olha aí o banco de reservas e outras estruturas:
O nosso tradicional registro do gol do lado esquerdo:
Do lado direito:
Um zoom no nosso gol:
E o meio campo:
Do lado de onde fiz estas fotos, existe mais uma arquibancada com uma área dedicada às cabines de imprensa:
Ela acompanha a lateral toda do campo.
Imagino que um jogo aqui com casa cheia seja um verdadeiro caldeirão!
Olha como foi uma final lá dentro:
O que nos resta é torcer para que o Estádio volte a receber jogos do Altos e quem sabe até em jogos válidos para a série C. Aliás, especula-se até a construção de um novo estádio na cidade…
Fizemos um vídeo para recordar pra sempre esse rolê e esse momento, espero que reflita pelo menos uma parte do que sentimos.
Em julho de 2025 tivemos a oportunidade de viajar até o Piauí e foi incrível. Começando pela capital Teresina, que já foi tema da primeira e segunda parte destes posts (veja aqui a primeira parte sobre o Estádio Albertão e aqui a segunda parte sobre o Estádio Lindolfo Monteiro). Agora é a vez de dividirmos duas últimas experiência boleiras na capital piauiense, começando pela nossa visita ao CT Afrânio Nunes!
O Centro de Treinamento Afrânio Nunes é a casa do River Atlético Clube.
O espaço fica em uma região um pouco mais distante do centro da cidade, mas super de boa de chegar.
O clube aproveitou para criar uma sala de troféu bem bacana, afinal são muitas conquistas!
O CT possui também essa quadra dedicada ao futsal.
Outro equipamento importante é a sala de imprensa que tem boa capacidade para receber a imprensa local.
O pessoal que estava por lá trabalha com muito afinco e carinho pelo clube e pelo espaço. Agradeço a boa recepção de todos com quem conversamos.
A grande estrela do CT é mesmo o campo de jogo, ou no caso, de treino.
Olhando do lado da chegada ao CT, esse é o gol da direita:
Esse o gol da esquerda, ali atrás estão os equipamentos como piscina, quadra e etc.
E aqui o meio campo (aquele gol ali é um gol “móvel” não é o gol oficial).
E existe até uma arquibancada ali na lateral do campo.
O gramado está super bem cuidado e está todo cercado para que a bola não vá parar muito longe.
Enfim, uma pena não ter conseguido ver um jogo, nem sequer um treino, mas ainda assim fiquei contente de participar um pouco do dia a dia do River.
O segundo rolê deste post foi nossa visita à loja do CA Piauiense.
O Clube Atlético Piauiense, também chamado de CAP ou Atlético Piauiense foi fundado em 14 de novembro de 2019 mas se profissionalizou apenas em 2024, quando sagrou-se vice campeão da segunda divisão do Campeonato Piauiense, conquistando o acesso para a primeira divisão. E o time tem conquistado vários corações na cidade, muito graças à sua boa organização. Prova disso é sua loja em uma região importante da cidade: a Av Raul Lopes.