Alcans Park, a Arena do I9 Futebol Clube (Ribeirão Preto-SP)

Em setembro de 2026, estivemos em Sertãozinho para acompanhar uma partida da equipe local contra o Santo André pelo Campeonato Paulista sub20 (veja aqui como foi o rolê).

Como de costume, aproveitamos a oportunidade para conhecer outros estádios e assim, já no caminho de volta, demos uma parada na Alcans Park.

A casa do I9 Futebol Clube tem seu acesso em uma via marginal da Rodovia Abraão Assed, no Km 53,5 no chamado “Recreio Anhanguera”, ainda em Ribeirão Preto:

O Alcans Park é um dos símbolos desse novo futebol que ganha força principalmente no interior, um complexo esportivo voltado à formação de atletas, e que funciona como sede e centro de treinamento do I9 Futebol Clube.
Pelo Google Maps dá pra ver a estrutura do local, com um pequeno estádio e outros 4 campos, entre outros equipamentos:


Vem dar uma olhada e conhecer mais um capítulo do futebol do interior paulista:

O Alcans Park também recebe partidas das categorias de base e pelo que eu entendi passou a funcionar como um centro de eventos de entretenimento e outros esportes.

O I9 Futebol Clube foi fundado em 2019 como “I9 Football Tech” (sigla para Tecnologia – Educação – Comunidade – High Performance), sendo um projeto empresarial focado na formação de atletas, liderado pelo empresário Eduardo Perticarrari Mucci.

Buscando excelência na formação de jovens atletas, o I9 investiu em uma estrutura própria, metodologia educacional e planos de atuação internacional.
Para aguentar o tranco, o campo do seu estádio possui gramado sintético de última geração.

Aqui uma foto do Linkedin do próprio I9 mostrando o estádio logo depois da renovação do seu gramado artificial.

O I9FC passou a disputar as competições oficiais da Federação Paulista de Futebol em 2021.

Antes disso, em 2019, o Comercial Futebol Clube anunciou uma parceria com o I9 para a gestão de suas categorias de base, utilizando o Centro de Treinamento Santa Iria, anteriormente associado ao Olé Brasil, outro clube da cidade que nasceu com a proposta da formação de atletas (já falamos deste time anteriormente, veja aqui)

Sua primeira participação oficial nos Campeonatos Paulistas da Federação se deu em 2021, com as categorias Sub-15 e Sub-17.

Nosso tradicional registro do lado esquerdo do campo (ali ao fundo tem a estrutura dos alojamentos e cozinhas):

O meio campo:

E o gol da direita, por onde se entra no Alcans Park:

Em 2024 alcançou a terceira fase do Paulista Sub-15.
Em 2025, as quartas de final do Paulista Sub-15 e as oitavas do Sub-17.
Em 2026, disputa a Copa São Paulo…

Nesse ano, novamente alcança o mata-mata do Sub-17.
Além disso, o Alcans Park recebeu partidas do Brasileirão Feminino Sub-20.

O I9 divuga que já foram negociados mais de 70 jogadores com clubes como Bahia, Athletico-PR, Red Bull Bragantino, Coritiba e São Paulo, mas este abaixo não é nenhum deles, sou eu eternizando o momento.

Embora o I9 tenha alcançado relativo sucesso, ainda não tem planos para a disputa de competições profissionais, e mesmo se isso ocorrer, acho difícil as arquibancadas do Alcans Park receberem torcida, uma vez que o clube não tem grande relevância cultural nem mesmo geográfica com a população de Ribeirão Preto.

Mas pelo menos o I9 continua como a possibilidade de realização dos sonhos de dezenas de jovens que apostam no futebol como profissão.

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Santo André se classifica para as oitavas de final do Campeonato Paulista sub20

Sexta feira, 25 de setembro de 2026.
Sábado passado fomos até Sertãozinho acompanhar o jogo de ida da fase “16 avos de final”, e hoje foi a vez do jogo de volta, no apaixonante Bruno José Daniel.

Dia e horário ruins.
Pouca gente em números absolutos, mas um público interessante levando em conta todo o nosso cenário.

No meio da torcida, um ídolo dos anos 2000: Márcio “Mixirica”.
Lembra dele?

Outro ídolo da bancada é o Luiz, que representa a renovação pela qual nossa arquibancada tem passado.

Outra figura que acabou passando por lá foi um dos “olheiros” do Meia Noite, clube que vêm despontando nas categorias de base do futebol paulista.

O jogo começou e sem muita enrolação, o Santo André fez o que era necessário:Emmanuel aproveitou o rebote do goleiro e marcou o primeiro gol do Santo André a menos de 4 minutos de jogo (veja aqui o gol no Insta do Ramalhão).

Foi o alívio necessário para poder jogar sem se preocupar com a pressão do relógio.

Assistir o sub20 vai além de ver o jogo.
A gente fica ali sonhando com o futuro, com as possibilidades….
E assim, quando percebemos o primeiro tempo já tinha ido embora e estávamos próximo da classificação.

No segundo tempo, o Ramalhão começou criando várias oportunidades para ampliar o placar, e nessa falta, eu juro que vi o gol kkk

Mas, engana-se quem viu o resultado final e achou que o jogo foi fácil.
A história poderia ter mudado caso o Sertãozinho não tivesse desperdiçado um penalty quando o placar ainda indicava a diferença mínima.

O erro custou caro.
O Santo André conseguiu fazer o segundo gol e aí sim respirar ainda mais tranquilo, já com a vaga garantida.

E com a tranquilidade e sobre gritos de “olé” da torcida, chegamos ao 3ª gol do EC Santo André:

Classificados, agora resta aguardar a definição do adversário, provavelmente um dos grandes paulistas, Santos ou Corinthians.

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TBT: Santo André campeão da Copa Paulista 2014

Com a saída prematura do Santo André da Copa Paulista 2026, decidi relembrar a última campanha vitoriosa desta competição.
Era um domingo, 30 de novembro de 2014.
Dia de decisão.
E não era qualquer decisão. Por isso, pegamos a estrada mais uma vez…

Olhando as fotos chegam várias lembranças…
Depois de um período imenso de seca, toda a chuva possível caiu sobre nossas cabeças naquele dia…

Lembro também do pessoal da Mancha Vermelha lá de Mogi Mirim aparecer pra colar junto com a Fúria naquela decisão.

O Santo André se dirigia ao Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, para enfrentar o Botafogo na grande final da Copa Paulista de 2014.
E se você acha que a água e a distância desanimou nossa torcida… É porque você não conhece o torcedor Ramalhino!

Do outro lado estava um adversário que merecia todo o respeito.
O Botafogo havia feito a melhor campanha da competição, jogava diante de mais de oito mil torcedores e buscava fechar o campeonato levantando a taça dentro de casa.

Mas nós tínhamos os nossos próprios motivos para acreditar.
Digamos que a gente se sentia mesmo iluminado para aquela decisão!

A torcida do Botafogo estava animada, já que a primeira partida em São Caetano (o Brunão seguia fechado) terminou empatada por 1×1.

Mas o lado visitante também estava seguro da força da sua camisa, principalmente embaixo de uma chuva que deixaria o jogo equilibrado…

Afinal, o Ramalhão já sabia o que significava conquistar aquela competição.
Em 2003, havia sido campeão da Copa Paulista (que tinha outro nome na época) diante do Ituano e, com o título, garantiu a vaga para aquela Copa do Brasil de 2004 que entraria definitivamente para a história do clube.
Onze anos depois, estávamos novamente ali, disputando o título e a vaga na Copa do Brasil.

O gramado do Santa Cruz ficou completamente encharcado. A bola prendia, as poças interferiam nas jogadas e, por vários momentos, parecia que seria difícil até praticar futebol naquele campo.


Mas final é final.
E a bola, quando conseguia rolar, rolou.


O Santo André chegou a reclamar de um possível pênalti logo no começo, quando Rodriguinho caiu na área após disputa com Augusto Ramos, mas o árbitro mandou seguir.

O Botafogo também mostrou por que havia chegado tão longe. Augusto Ramos arriscou de longe e obrigou Neto a trabalhar. Em um campo daqueles, as bolas paradas e os chutes de média distância ganhavam ainda mais importância.
Mas o primeiro tempo terminou sem gols.
Mas não sem festa na nossa bancada!

Mas ainda faltavam 45 minutos para conhecermos o campeão.
Na segunda etapa, o Pantera assustou.
Vitinho encontrou Caíque, que ganhou da defesa andreense, mas na hora da conclusão até a poça d’água resolveu participar da partida.
Pouco depois, Rafael Chorão também apareceu com perigo e Neto precisou trabalhar novamente.
O Santo André respondeu com Muller Fernandes, obrigando João Lucas a espalmar.
O jogo estava aberto.
Até que Ivan Izzo resolveu mexer no time.
Dudu entrou no lugar de Michael e deu novo fôlego ao Ramalhão.
E então veio o momento que todo torcedor do Santo André que viveu aquela tarde não esquece.
Escanteio para o Ramalhão.
Bola levantada na área.
Luis Matheus sobe mais alto que todo mundo e manda de cabeça para o gol!
GOOOOOOL DO SANTO ANDRÉ!!!

Botafogo 0x1 Santo André.
Naquele gramado encharcado, debaixo daquela chuva e longe de casa, o Ramalhão estava colocando uma das mãos na taça.
Mas ainda tinha sofrimento pela frente.
E muito.
Aos 35 minutos, Caíque conseguiu girar sobre a marcação e bateu firme.
A bola foi na trave.
Para desespero da torcida botafoguense e, certamente, para fazer o coração de qualquer andreense parar por alguns segundos.
O Botafogo foi atrás do empate. Era natural. Jogava em casa, diante de sua torcida e havia construído uma grande campanha até aquela final.

Mas o Santo André resistiu.
Até que veio o apito final.
BOTAFOGO 0x1 SANTO ANDRÉ.
O RAMALHÃO ERA CAMPEÃO DA COPA PAULISTA DE 2014!
E bicampeão!

Depois da conquista de 2003, o Santo André levantava novamente a taça onze anos depois e garantia também sua presença na Copa do Brasil de 2015.
Para nós, havia ainda uma coincidência impossível de ignorar.
A primeira Copa Paulista, conquistada em 2003, havia colocado o Santo André na Copa do Brasil de 2004.
E todos sabemos o que aconteceu depois…
Maracanã. Flamengo. Título.
É claro que ninguém poderia imaginar que a história necessariamente se repetiria. Mas, naquele momento, era impossível não lembrar.
Para o Botafogo, ficou a frustração de perder uma final dentro de casa, mas também o reconhecimento por uma campanha que levou o Pantera até a decisão com a melhor trajetória da competição.
Para o Santo André, ficou a taça.
Uma conquista obtida longe do Bruno José Daniel, debaixo de muita chuva e diante de um adversário que vendeu muito caro a derrota.
Mais uma tarde para guardar na memória de quem acompanha esse clube.
Porque títulos passam a fazer parte das estatísticas.
Mas quem estava lá lembra da chuva, das poças, da tensão, da bola na trave, do gol de Luis Matheus e daquele apito final.
E é justamente isso que faz a história de um clube.
SANTO ANDRÉ, BICAMPEÃO DA COPA PAULISTA!

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4ª feira de cinzas: Taubaté 1×1 Santo André, 11ª rodada da A2

Em plena quarta feira de cinzas do carnaval 2026 fomos até Taubaté para acompanhar de perto mais um capítulo dessa Série A2.
Viagem, estrada, conversa sobre escalação, aquela expectativa que quem gosta de futebol do interior entende.
Chegamos no Joaquinzão com o sentimento de que era jogo decisivo.

A entrada de visitantes tá meio caidinha…

Mas uma vez dentro do estádio não tem como não pensar que o futebol é mesmo mágico…

Olha lá o burro, mascote do time!

Bacana ver que mais gente teve a coragem de ir até lá para acompanhar a partida. Santo André nunca joga sozinho.

Times em campo…

O jogo começou elétrico e o Santo André parecia um time mais bem postado do que nas partidas anteriores.
A gente mal tinha terminado de se acomodar e já estava comemorando no meio da arquibancada visitante: após um escanteio o Santo André abriu o marcador.

Só que futebol não é roteiro pronto.
O Taubaté não sentiu o golpe. Foi pra cima. Pressionou. E o Santo André recuou…
Aos 38 minutos, depois de um cruzamento pela esquerda, a bola sobrou e o empate aconteceu.
Silêncio de um lado, explosão do outro.
E a gente já sabia que a noite não seria tranquila.

A torcida do Taubaté é bem legal.
Mantém viva a chama do futebol e da cultura caipira.

O primeiro tempo acabou e é hora de olhar a tabela e ver o que significa esse empate…

Lindas as árvores que cercam a arquibancada visitante.

O segundo tempo foi aberto, tenso, aquele jogo que ninguém quer perder.

O Santo André teve a chance de ouro aos 37 minutos. Daniel Davi passou pelo goleiro… e ali eu já estava levantando pra comemorar. Mas a finalização saiu fraca. A defesa tirou. Ficou aquela sensação de que escapou.

Na reta final, o Taubaté pressionou muito. O Joaquinzão empurrou. A defesa do Ramalhão segurou como deu até o apito final.

O empate não ajudou ninguém. Teve gosto amargo.
O Taubaté segue ali, colado na zona de rebaixamento, com nove pontos.
O Santo André, que começou a rodada no G-8, saiu da zona de classificação, agora está em nono, com 14 pontos.

Voltamos pra casa com aquela mistura de frustração e esperança. Porque foi um ponto fora, é verdade. Mas foi também um tropeço que custou caro na tabela.

Agora é virar a chave. Domingo tem São José no Bruno José Daniel. E a A2 não perdoa ninguém que relaxa.

Futebol do interior é isso: estrada, arquibancada, tensão e coração acelerado até o último minuto.

Um abraço pro Quero-quero…

E a gente segue junto.

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O futebol em Manduri (SP)

Em novembro de 2025, resolvi celebrar meu aniversário reunindo a família na pacata cidade de Águas de Santa Bárbara, mas, como o interior é cosmopolita, aproveitei para dar um pulo na cidade de Óleo e em Manduri, onde aproveitei para registrar mais um estádio.

Já estivemos em Óleo e escrevemos sobre o futebol local, veja aqui, dessa vez aproveitei para rever a linda estrada que dá acesso à Fazenda Nova Niagara, onde meus avós viveram por alguns anos no início do século passado…

Guardando a entrada da Fazenda, uma família de lagartos…

Ah, que dia lindo para relembrar o passado…

O rolê serviu para conhecer e registrar Manduri, cidade no meio do caminho entre Águas de Santa Bárbara e Óleo, começando pela antiga estação de trem, onde meu avô costumava descer quando, morando em Indiana desejava visitar os amigos que viviam em Óleo.
Ali em Manduri, um compadre que possuía um “carro de praça” (era assim que chamavam os taxis) o levava até a Fazenda Niagara…

Da estação ao Estádio Municipal Márcio José Cabral é um pulo!
E esta é a sua fachada, em 2025.

Vamos ver a parte interna do Estádio?

Além de ser a atual casa do futebol amador da cidade, o campo também recebeu os jogos do Manduri AC, time fundado em 1954. O distintivo abaixo é do site Arquivos Futebol Brasil:, mas não parece com o da camisa nas fotos abaixo:

O site Acontece Botucatu trouxe uma foto com a seguinte formação do time que disputava a Liga de Futebol de Piraju: Vandinho, Flavião, Mané do Jango, Luiz Antonio, Cacá, Dito, Vantielli e o treinador Renê. Agachados: Passarelli, o mascote China, Pedro Arbex, Zé Airton e Zé Eugênio Almeida.

O pessoal do Diário de Manduri coloriu a foto:

A Gazeta Esportiva de 7 de outubro de 1955 traz uma notícia relacionada ao Setor 42, zona 12 do Campeonato Amador: a vitória do Manduri AC sobre o EC Ferroviário de Bernardino de Campos.

Também encontrei uma notícia sobre um amistoso de 1956, contra o Paulistinha:

E não é que o troco veio no ano seguinte?

Após publicado esse texto, recebi uma mensagem do José Eugênio, nascido em Manduri em 1945.
Como testemunha ocular desse 2º jogo do Paulistinha em 1955, ele pediu para resgatar a verdadeira história deste jogo:
“O responsável pelo time visitante era o manduriense Thirso Henrique Blanco.
Como reforço de seu time estava Hélio Burini, então juvenil mas integrante da SE Palmeiras e responsável em grande parte pelo placar.
Realmente o árbitro foi mal, dando um pênalti inexistente que nosso Dema chutou pra fora propositalmente a pedido de seu irmão Carlos Almeida (20 anos) que ficou fora do jogo proibido que foi pelo técnico adversário Thirso.
E se isto não ocorresse, todos contemporâneos sabiam que a história do placar seria OUTRO.
Carlinhos foi o maior jogador amador conhecido naquela época.”

Obrigado José Eugênio!

Somente em 14 de abril de 1957 é inaugurado o Estádio Municipal:

Em 1958 disputa novamente o Campeonato do Interior:

Outro time da cidade foi o Graminha FC, distintivo do site Escudos Gino:

Tudo isso, há apenas 60 anos atrás…
O gol era objeto de respeito e continua bem cuidado!

Olha aí o banco de reservas!

O gol da direita mostra como o gramado está em perfeitas condições:

O gol da esquerda:

O meio campo:

Curta o clima do estádio!

As árvores mantém a arquibancada bastante fresca.

E dependendo do horário, até o goleiro curte uma sombrinha…

Enfim… Mais um estádio registrado!

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EC Santo André 0x3 Ferroviária

Quartas de final do Campeonato Paulista Sub15

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Série C 2025: São Bernardo FC 1×3 CSA

Segunda feira, 2 de junho de 2025.
E quem disse que em plena segundona a gente não pode acompanhar uma partida de futebol?
Fomos até o Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo para enfim registrar um jogo da série C do Campeonato Brasileiro de 2025.

Seja bem vindo ao Estádio Primeiro de Maio!

Em campo, dois times que tem lutado para estar no G8 e assim disputar os mata-matas que vão levar 4 equipes à série B.
Apoiando o time da casa, o São Bernardo FC, estão os inabaláveis torcedores da Febre Amarela:

Ali no outro lado da bancada está ainda o pessoal da Guerreiros do Tigre e demais torcedores do time!

Do lado visitante, uma incrível presença dos torcedores de Alagoas, defendendo o time do CSA:

Uma noite fria de outono, mas que em campo se mostrou quente, principalmente para os torcedores visitantes, que logo aos 11 minutos viram o gol do São Bernardo ser anulado por impedimento e aos 19 minutos, Tiago Marques fazer 1×0 para o CSA!

A torcida do CSA fez bonito ao se fazer presente em uma partida em um estádio distante mais de 2 mil quilômetros de sua cidade natal!

Infelizmente, a torcida do São Bernardo vem passando por um momento difícil. Como disse um amigo, apenas os verdadeiros torcedores mantém-se fieis ao time, e diminuiu muito aquele clima de caldeirão que existia no Estádio e complicava a vida dos visitantes.

Talvez o clima gerado pela presença da torcida visitante tenha inspirado os jogadores do CSA e, em especial, Tiago Marques que fez a alegria da galera marcando o segundo gol dos alagoanos aos 27 minutos.

Como é que se explica o amor a um time?

Foi especial ver tantos azulinos nas arquibancadas, vindos de Maceió ou mesmo já radicados pela Grande São Paulo carregando em seus corações histórias e lembranças de desafios dessa nova realidade.

Foi mais do que futebol: a arquibancada deu lugar para reencontros, aventuras e saudade.
Muitos que migraram para cá em busca de uma vida melhor puderam, por 90 minutos, se sentir de volta à infância, à cidade natal, às lembranças boas de casa.
Aos que enfrentaram os 2 mil quilômetros de viagem… Foi como viver uma odisseia!

“Vai pra cima deles, Azulão”, cantavam os alagoanos:

O CSA em campo foi mais do que um time: foi o elo com as raízes, com a memória e com o coração.

Com os dois gols no placar, o CSA foi para o intervalo sabendo que o mais difícil já havia sido feito.
Aproveitamos para ouvir um pouco daqueles que decidiram apoiar o time alagoano no ABC paulista.

Também fomos ouvir o pessoal da Mancha Azul, a organizada do CSA, sempre vibrante e sempre presente, ainda que a polícia militar tenha dificultado ao máximo a presença dos caras, impedindo a entrada das faixas e demais materiais.

Por outro lado, a torcida local mantinha seu apoio e acompanhava com dor o difícil momento.

Aos 20 minutos do segundo tempo, penalty para o CSA e Enzo marcou o terceiro e derradeiro gol.

Aos 26 o São Bernardo diminuiu com Felipe Azevedo que veio do banco de reservas para honrar minimamente o manto do São Bernardo!

Um pouco de pressão no final do jogo, com direito a algumas boas defesas do goleiro Gabriel Félix, mas o placar terminou nos 3×1 para os visitantes.

A preocupação da torcida do CSA agora é pensar no confronto com o Vasco pela Copa do Brasil, e quem sabe viver mais um feito histórico do time alagoano!

Parabéns aos azulinos alagoanos pela presença! Espero revê-los em breve!

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Primavera 1×0 Santo André (Quartas de final da série A2 2025)

Quarta feira, 19 de março.
É dia da partida de volta do mata-mata das quartas de final da série A2-2025.
Juntei me a alguns abnegados que toparam a viagem em pleno “dia de semana” para Indaiatuba!

A foto acima foi na primeira parada antes de chegar no Estádio, na tradicional “Borracharia do Luizinho” para dar um jeito em um pneu que furou na estrada 🙁

Indaiatuba é uma cidade relativamente próxima de Santo André e mesmo com a parada no borracheiro, chegamos com boa antecedência e pudemos dar uma volta no entorno do Estádio Ítalo Mário Limongi, o “Gigante da Vila Industrial”.

O entorno do estádio tem uma série de interferências e grafites em alusão ao apelido do time: o fantasma da Ituana!

Existe um pequeno memorial do time em uma sala administrativa do Estádio, e ali estão vários tesouros do time!

A torcida local se fez presente mesmo em um horário ruim, quando muitos estariam trabalhando. Se liga no clima que estava na entrada da torcida do Primavera:

E aí está a nossa bilheteria!

Uma vez dentro do Estádio Ítalo Mário Limongi, foi hora de rever a torcida do Fantasma, já que minha última partida neste estádio foi há 15 anos para ver um Primavera x Paulínia (veja aqui)!!
Olha como eu estava jovial:

Um momento muito diferente do atual, onde o Primavera se tornou uma SAF e chega na melhor campanha da sua história em um Campeonato Paulista.

Muito lega os tirantes estendidos pela arquibancada local e a empolgação do pessoal da torcida organizada:

Do outro lado, na arquibancada coberta, a lotação era máxima!

A vibração da torcida local é compreensível…
O Primavera jamais alcançou a série A1 e uma vitória simples na partida de hoje colocaria o fantasma nas semifinais, ou seja: 2 partidas para o acesso.

Mas, para isso, se faria necessário passar pela camisa pesada do Ramalhão!

Aí, o nosso banco de reservas:

E o time visitante mostrou que iria dar trabalho…

E junto do time, aí estamos nós: a torcida do Ramalhão!

Olha como é o setor dos visitantes do Estádio Ítalo Mário Limongi e diga se não é muito legal poder ver uma partida assim tão dentro do jogo e sem tanta vigilância.

Quantos anos de arquibancada nesta foto?

Assistir uma partida no Estádio Ítalo Mário Limongi como visitante é uma daquelas experiências intimistas que todo torcedor merece passar um dia na vida.

É o tipo de Estádio que a Fúria Andreense gosta! Só faltava deixá-lo um pouco mais azul e branco…

E se falar da Fúria, não tem como não falar destes dois irmãos: Simone e Diogão!

E deixá-lo um pouco mais antifascista também…

Se a torcida do Santo André estava confiante?

O começo do jogo foi meio morno, mas os últimos 15 minutos do primeiro tempo foram do Santo André, que dominou mas não criou chances reais de gol, desperdiçando inclusive as jogadas de bola parada…

O primeiro tempo termina com certa empolgação para o lado azul do estádio…

Aproveito para registrar as três gerações da família Pelachine:

E também montar a foto do pessoal que desafiou a lógica e foi até Indaiatuba! Um abraço especial para o seo Odair, dona Mercedes e o neto que vieram de Itú só para rever o time e a torcida!!!

Mas, o futebol é cruel, e pune…
Terminamos o primeiro tempo bem e começamos o segundo tempo bem.
Mas não matamos o jogo.
Então, aos 8 minutos do segundo tempo, veio o castigo…

A jogada começou com uma possível cotovelada pra cima do Juninho ocasionando uma briga generalizada após o gol.
No setor visitante, uma mistura de lamentos, mãos na cabeça e olhares vazios.
A sensação de que o destino tinha nos pregado mais uma peça era inevitável.
Que dura pancada contra estes apaixonados pelo time da sua cidade…

A Fúria não deixou o gol desanimar! Aliás, quem reclama das organizadas não deve ter o costume de ver jogos fora de casa. Não há clima de jogo sem a presença das organizadas na arquibancada.

E assim, o apoio seguiu inquestionável.
Bem como o amor pelo nosso time, inabalável.

Mesmo nos minutos finais não faltou quem acreditasse em um gol, que levasse o jogo pros penaltys…

Mas ver nosso Carlão morder a camisa de raiva e agonia, me fez entender que talvez… apenas talvez, hoje, a sorte não estaria do nosso lado…

E enquanto tentávamos gritar como se nossas vozes pudessem reverter o placar, o juiz terminou a partida, sem dó dos nossos corações…

Festa merecida para a torcida do Primavera.

Do nosso lado fica o agradecimento por mais um Campeonato cheio de sentimentos.
E ficam as incertezas.
O que será deste time cada vez mais distante de suas origens e de sua população?

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O Estádio Bicentenário Municipal de La Florida e o Audax Italiano (Rolê pelo Chile – parte 7 de 9)

Em janeiro de 2025 estivemos de rolê pelo Chile e já falamos aqui sobre Viña del Mar, Valparaíso, Algarrobo, Curacaví, e em Santiago o Estádio do Palestino e o Estádio do CD Ferroviários!
Hoje vamos falar sobre o Estádio La Florida, a casa do Audax Italiano!

Nos posts anteriores mostramos algumas coisas de Santiago, mas talvez tenha faltado falar que há alguns anos, além de gostar da história dos povos originários, a gente começou a pegar gosto pela história natural dos locais que visitamos.

Assim, aproveitamos a oportunidade de conhecer o Museu Nacional de História Natural do Chile em Santiago.

Na ocasião da nossa visita, uma exposição especial de dinossauros!

Mas também faltou falar da 90 minutos!

E aí um pouco das camisas de times que você encontra por lá!

Um outro ponto que vale a pena é o bairro Lastarria, que lembra um pouco a Vila Madalena.

Destaque também para a rua dos brechós em Santiago, a Calle Bandera.
Na verdade não são bem brechós, mas “lojas de roupa americana”, onde pessoas revendem roupas de segunda mão que compram em containers vindos dos USA.

Andando pelo centro da cidade, pudemos ver o monumento aos povos indígenas, que rememora a bravura do povo mapuche.

E terminamos essa parte cultural mostrando que em Santiago o mercado musical está muito aquecido, não apenas com as lojas de vinil espalhadas em shoppings e até supermercados, como também com as lojas de instrumento que vendem das coisas mais tradicionais até essa batera eletrônica que eu pirei!

Mas, falemos do tema deste post, o Estádio Bicentenário Municiplidad de La Florida.

Ou, simplesmente o “Estádio do Audax Italiano“.

O time foi fundado em 30 de novembro de 1910, ainda como Audax Club Ciclista Italiano.
Como o nome indica, seus fundadores eram membros da colônia italiana que tinham como hobby o ciclismo.

O futebol só foi surgir no clube no início da década de 1920, com os irmãos Domingo e Tito Frutero.
E só em 2007, passou a se chamar Audax Italiano La Florida.
O time se inscreveu na Liga Metropolitana, e em 1924 sagrou-se campeão pela primeira vez!

Em 1927, o Audax começou a participar na Liga Central, a qual conquistou em 1931.
Em 1933, o clube foi um dos primeiros a participar da Primeira Divisão do Campeonato Chileno.

Em 1936, sagra-se campeão nacional!

O título se repete na década seguinte, em 1946 e 1948!

Em 1957, seu quarto título.

Em 1961, o brasileiro Zizinho jogou no Audax.

De lá pra cá, muitas disputas, mas ausência de títulos… As glórias terão ficadas no passado?
Fomos até o Estádio La Florida para sentir o clima do campo…

Olha aí um dos ônibus do time!

A gente foi naquele esquema de “vai entrando antes que alguém reclame”…
E quando percebi… Estava ali embaixo das arquibancadas…

Então, vamos ao campo!

O Estádio Bicentenário Municipal de La Florida tem capacidade de 12 mil torcedores e é todo coberto!

Dá uma olhada na arquibancada moderna da casa do Audax Italiano!

A torcida do Audax se denomina Los Tanos (provavelmente uma derivação de “Los Italianos”).

O Estádio foi inaugurado em 1986, na época com capacidade para 7 mil torcedores.
A obra de expansão para a capacidade atual ocorreu em 2007.

Como não deu pra gente estar no meio do campo, fizemos as tradicionais fotos um pouco “tortas”. Esse é o gol da direita:

O gol da esquerda:

E uma visão geral…

Mais um belo estádio chileno registrado!

O Estádio fica num bairro bem distante do centro mas conversamos bastante com moradores do local e as pessoas disseram adorar morar lá.

É ou não é um visual incrível?

Mas agora em 2025 tenho acompanhado algumas partidas do Audax, aqui do Brasil e parece que a média de público tem sido bem baixa!

Que o Audax Italiano possa encher seu estádio para a alegria dos imigrantes italianos e comunidade local!!!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!