Sexta feira, 25 de setembro de 2026. Sábado passado fomos até Sertãozinho acompanhar o jogo de ida da fase “16 avos de final”, e hoje foi a vez do jogo de volta, no apaixonante Bruno José Daniel.
Dia e horário ruins. Pouca gente em números absolutos, mas um público interessante levando em conta todo o nosso cenário.
No meio da torcida, um ídolo dos anos 2000: Márcio “Mixirica”. Lembra dele?
Outro ídolo da bancada é o Luiz, que representa a renovação pela qual nossa arquibancada tem passado.
Outra figura que acabou passando por lá foi um dos “olheiros” do Meia Noite, clube que vêm despontando nas categorias de base do futebol paulista.
O jogo começou e sem muita enrolação, o Santo André fez o que era necessário:Emmanuel aproveitou o rebote do goleiro e marcou o primeiro gol do Santo André a menos de 4 minutos de jogo (veja aqui o gol no Insta do Ramalhão).
Foi o alívio necessário para poder jogar sem se preocupar com a pressão do relógio.
Assistir o sub20 vai além de ver o jogo. A gente fica ali sonhando com o futuro, com as possibilidades…. E assim, quando percebemos o primeiro tempo já tinha ido embora e estávamos próximo da classificação.
No segundo tempo, o Ramalhão começou criando várias oportunidades para ampliar o placar, e nessa falta, eu juro que vi o gol kkk
Mas, engana-se quem viu o resultado final e achou que o jogo foi fácil. A história poderia ter mudado caso o Sertãozinho não tivesse desperdiçado um penalty quando o placar ainda indicava a diferença mínima.
O erro custou caro. O Santo André conseguiu fazer o segundo gol e aí sim respirar ainda mais tranquilo, já com a vaga garantida.
E com a tranquilidade e sobre gritos de “olé” da torcida, chegamos ao 3ª gol do EC Santo André:
Classificados, agora resta aguardar a definição do adversário, provavelmente um dos grandes paulistas, Santos ou Corinthians.
Sábado, 19 de setembro de 2026. Dia de mata-mata pelo Campeonato Paulista Sub-20! E por mais insano que pareça, saímos de Santo André as 4h30 da manhã para acompanhar a primeira partida desse mata-mata válido pelos 16 avos do campeonato. De presente, ganhamos esse lindo nascer do sol, ali por Pirassununga:
Embora nossa passagem pela cidade tenha sido para acompanhar o jogo, acabamos aproveitando para conhecer a cidade. Já estive lá, há 10 anos para acompanhar o acesso do Sertãozinho à série A2 (veja aqui como foi), mas ainda não tinha me dedicado a conhecer mais do dia a dia de Sertãozinho.
Localizada na região de Ribeirão Preto, Sertãozinho é uma cidade fortemente marcada pela agroindústria e, principalmente, pelo setor sucroenergético, que vira e mexe se apresenta em crise, para a tristeza da cidade.
A ferrovia também faz parte da história de Sertãozinho e fiz questão de visitar a antiga estação da cidade.
Mas nessa visita conhecemos outra característica importante da cidade: sua vida cultural, já que nesse fim de semana acontecia a 22ª Feira do Livro de Sertãozinho, realizada na tradicional Praça 21 de Abril.
Com o tema “Sertãozinho: Estância de Encontros e Histórias” e reuniu literatura, música, educação e cultura, com escritores locais e convidados, atividades para crianças, oficinas, troca e doação de livros, um planetário gratuito e até show do Almir Sater.
Essa é uma das coisas mais bacanas de viajar pelo interior. A gente sai de casa para conhecer um estádio, assistir a uma partida e acaba descobrindo também as praças, as história e as pessoas que ajudam a construir a identidade de cada cidade. Além, é claro do sorvete local!
Mas, o objetivo central desse rolê era mesmo o Estádio Frederico Dalmaso, o tradicional Fredericão, palco da partida entre Sertãozinho FC e EC Santo André.
E não é que nossa bancada ainda ganhou mais gente com a chegada do Marques, Ovídio, Sandro Gaúcho e o Gabriel!
A entrada visitante é ali no portão lateral, número 3. Então, seja bem vindo!
Times em campo…
Hino, orações e abraços em dia…
Importante saudação à torcida que andou muitos quilômetros para estar ao lado do time…
Até a bandeirinha do escanteio está pronta… Ainda que de ponta cabeça… Mas já podemos começar a partida!
O jogo é importante, pois o campeonato entra agora na fase eliminatória, onde “dois times entram, e um time sai” e por isso o jogo começou quente, com o Santo André se posicionando muito bem e apertando o time da casa.
Na bancada, a torcida fez o que pode, apoiando e até colorindo o nosso lado com as faixas da Fúria e a homenagem à TILMA.
Porém em uma descida pela direita, o Touro dos Canaviais saiu na frente com Gabriel, colocando pressão sobre o Ramalhão neste primeiro confronto do mata-mata.
Pode conferir no placar…
E o gol acabou animando o time da casa que criou outras chances…
O sol, que há tanto tempo não dava as caras pelo ABC nos fez uma visita lá no interior… A pausa para hidratação veio em boa hora pros times e também pra quem estava na bancada. Aliás, linda atitude da diretoria local de distribuir água para a nossa torcida, muito obrigado!
A sombra das bandeiras também foi uma boa opção de refresco…
A partida foi muito boa tecnicamente, mas com o placar em vantagem, o time da casa acabou preferindo segurar o jogo e o Santo André acabou crescendo no jogo!
O intervalo foi marcado pelo belo gesto da torcida ramalhina limpando o estádio:
No segundo tempo, o jogo ficou quente até que Guilherme Henrique marcou para o time do ABC e definiu o placar em 1 a 1, deixando tudo aberto para a partida de volta.
Sertãozinho 1 x 1 Santo André. Agora, a decisão da vaga muda de endereço. Na próxima sexta-feira, 25 de setembro, as duas equipes voltam a se enfrentar, desta vez em Santo André, para definir quem segue adiante no Campeonato Paulista Sub-20. Mas antes do final, um registro do nosso time da bancada:
E também um agradecimento à torcida local, Raça Grená, que nos recepcionou e depois do jogo ainda trocou uma ideia com a gente, mostrando que o futebol podia ser muito mais legal se essa fosse a regra em todos os jogos e estádios.
Sábado, 22 de agosto de 2026. Última rodada da Copa Paulista. Vamos começar pelo fim? Porque as coisas terminaram bem, ou pelo menos todo mundo com o coração repleto. Olha que cena mágica: por do sol com a galera apaixonada pelo time com o coração dividido entre a desclassificação e o sentimento de estarem juntos mais uma vez na arquibancada no jogo de despedida do ano.
Agora voltando lá pro começo, antes mesmo de a bola rolar no Estádio Bruno José Daniel, a torcida do Ramalhão tinha algo importante para dizer.
Dois dias antes, o EC Santo André havia sido punido pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo com a perda de 10 pontos na Copa Paulista, em razão da utilização irregular do atacante Alexiel Gonçalves dos Santos em duas partidas da primeira fase.
Com a punição o Ramalhão acabou eliminado da competição e perdendo a possibilidade de continuar lutando por uma vaga na Copa do Brasil ou na Série D do Campeonato Brasileiro de 2027.
E aí veio a revolta de quem não teve absolutamente nada a ver com o erro: a torcida. Assim, antes da última partida da primeira fase, torcedores se reuniram em frente ao Portão J do Bruno José Daniel para um protesto pacífico cobrando explicações e responsabilidade da diretoria pelo erro administrativo que praticamente jogou fora toda a campanha realizada dentro de campo.
O movimento foi organizado pelo Coletivo Andreense, reunião de projetos e torcidas ligados ao Ramalhão, e contou com faixas e manifestações contra a administração do clube. E talvez seja justamente isso que mais incomode. Perder faz parte do futebol. Um chute pode bater na trave, um goleiro pode falhar, um adversário pode simplesmente jogar melhor. Mas ser eliminado por um erro administrativo é muito mais difícil de aceitar.
Principalmente porque havia um objetivo enorme em jogo. A Copa Paulista poderia recolocar o Santo André em uma competição nacional em 2027 e representar mais um passo na tentativa de reconstrução esportiva do clube, que está próximo da oficialização da sua SAF. Por isso, a cobrança foi pesada pedindo a saída do atual diretor de operações.
Dentro de campo, ainda houve espaço para uma última resposta: horas depois do protesto, o Santo André venceu sua última partida, já eliminado por 1×0, com gol de Thierry Henry, despedindo-se de forma melancólica da Copa Paulista.
Ficou aquele sentimento amargo para quem acompanha um clube de futebol… E até por isso, os protestos seguiram na parte interna do Estádio…
Em campo, o time fez pontos suficientes para continuar. A torcida esteve presente. Mas um erro fora das quatro linhas encerrou o campeonato. E foi justamente por entender que quem ama e acompanha o clube também tem o direito de cobrar responsabilidade de quem o administra que parte da torcida andreense resolveu se manifestar naquele sábado no Bruno Daniel. Porque apoiar o time da sua cidade também é isso: estar ao lado quando ganha, quando perde e cobrar quando quem deveria cuidar dele falha.
Mas o dia foi além de protestos e maus sentimentos. Teve espaço pra despedida do ano dos amigos de bancada…
Gente que aprendeu a se reencontrar no estádio… E que faz do Bruno José Daniel um dos poucos espaços em que jovens, adultos e o pessoal mais velho conviva lado a lado em torno de uma mesma paixão.
Destaque mais que especial para os quase mil torcedores que compareceram a um jogo que no fim, valeu pela cobrança, pela união e pela amizade.
Mas o mais bacana foi constatar que mesmo em meio a este mal momento, nossa bancada se renova continuamente e nos dá esperança para dias melhores. Se liga nesses vídeos que fizemos com as famílias que tem preparado nossa nova geração de torcedores:
Sem dúvidas, vale ainda um alô ao pessoal da Esquadrão que veio lá de São Bernardo pra acompanhar o jogo!
E também obrigado aos amigos de bancada…
Gente que faz qualquer resultado ficar em segundo plano…
É fim de jogo… Mais um ano que se encerra, e pelo menos com uma vitória.
É ou não é Luiz?
Obrigado ao plantel de 2026…
Se pudermos ouvir algo da torcida pra relembrar o que foi esse ano, aí está…
17 de agosto de 2026. Em plena segunda feira às três horas da tarde, o Santo André foi até o Estádio Anacleto Campanella para enfrentar os donos da casa: o São Caetano.
Horário ruim… Pouquíssima gente em ambos os lados…
Mas, do lado andreense, o time nunca joga sozinho!
Se você nunca esteve no Estádio Anacleto Campanella talvez nunca tenha visto o cantinho dedicado ao passado do time e à torcida Bengala Azul…
https://www.youtube.com/watch?v=vFWIPEUbwEs
Torcida do Ramalhão animou o jogo cantando sem parar…
E lá vem os times para o jogo!
O Ramalhão começou pressionando e criou muitas chances…
Mas… não conseguia converter as oportunidades em gol para o desespero do torcedor Ramalhino…
Muito devido ao goleiro do São Caetano, Fernando Caixeta, que fez uma partida realmente memorável.
Pato marcou o único gol da partida, para a festa da torcida visitante!
Esse resultado colocou, em teoria, o Ramalhão na repescagem para as quartas de final e, de quebra, eliminou o rival com uma rodada de antecedência. O clássico do ABC tem dessas coisas, vai além do jogo em si… Tem uma rivalidade que leva em conta o histórico dos confrontos e todos esses contornos extras como a eliminação do Azulão, nesse caso.
Duas camisas tradicionais. Duas histórias que já viveram grandes momentos no futebol paulista e nacional. E uma rivalidade que continua escrevendo novos capítulos independentemente da divisão ou do campeonato.
Porque quem gosta de futebol sabe: a camisa nunca entra em campo sozinha. Ela carrega tudo o que veio antes.
Faz parte de quem joga: ganhar ou perder… E quem ganha, tem o direito de uma mínima sacanagem né?
O time fez questão de vir celebrar com sua torcida e mantém viva a esperança do título para o torcedor do Ramalhão!
Sábado, 8 de agosto de 2026. Uma semana depois de conquistar sua primeira vitória na Copa Paulista justamente sobre o São José, o Ramalhão viajou ao Vale do Paraíba para reencontrar a Águia.
O desafio dessa vez é no Estádio Martins Pereira, a casa do São José, tornando a partida ainda mais difícil.
E se tem Santo André em campo, a nossa torcida está presente!
Times entrando em campo… E a emoção vai crescendo…
A torcida local fez sua parte comparecendo em mais de 2 mil pessoas para apoiar a águia!
O time do Santo André valorizou a presença de quem foi e saudou sua torcida:
E sente aí o clima da partida:
Desta vez, o roteiro foi diferente do que viu-se na partida anterior… O São José começou pressionando muito desde o início do jogo!
O São José começou a partida impondo seu ritmo e controlando as ações ofensivas. Ainda no primeiro tempo chegou a balançar as redes com Wesley, mas a arbitragem assinalou impedimento, mantendo o placar zerado, mas preocupando a torcida visitante que sentia o time mal posicionado, muito recuado e sem criar praticamente nenhuma jogada de ataque.
O Santo André resistiu enquanto pôde e foi para o intervalo com a sensação de que um bom segundo tempo poderia render pontos importantes fora de casa. Nas arquibancadas, o que se pode levar foram algumas calorias a mais, graças às saborosas ofertas do bar local.
Já no segundo tempo, o São José voltou melhor e logo aos oito minutos abriu o placar com Thomaz Carvalho, com um belo chute no canto direito de Guilherme…
O Ramalhão ainda tentou reagir, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras e só foi realmente chegar com algum perigo nos minutos finais do jogo. O São José controlou bem a vantagem e, já nos acréscimos, Neto Oliveira aproveitou um rebote do goleiro Guilherme após boa jogada de Tchê Tchê para fechar o placar em 2×0.
O resultado recolocou o São José na liderança do Grupo 4, enquanto o Santo André permaneceu com quatro pontos, ainda dentro da zona de classificação, mas agora precisando voltar a pontuar para não se complicar na sequência da competição. Faz parte do futebol. Resta levantar a cabeça rapidamente. A próxima rodada reserva mais um desafio pesado: o reencontro com o São Caetano, desta vez no Anacleto Campanella.
Domingo, 2 de agosto de 2026. Depois de um empate no clássico contra o São Caetano e da derrota na estreia diante do EC São Bernardo, o Ramalhão voltou ao Estádio Bruno José Daniel em busca da primeira vitória na Copa Paulista. Pela frente, um adversário tradicional do interior paulista: o São José, que chega embalado e ainda invicto na competição.
A torcida andreense novamente fez sua parte. Mesmo vivendo uma fase distante dos grandes momentos da história do clube, segue comparecendo, apoiando e acreditando nesse jovem elenco formado, em boa parte, por atletas das categorias de base.
E esse apoio, aos poucos, vai fazendo a diferença.
Dentro de campo, o Santo André mostrou desde o início uma postura diferente. Mais organizado, competitivo e disposto a brigar por cada bola, o time conseguiu equilibrar as ações diante de um adversário que vinha ocupando as primeiras posições do grupo.
A recompensa veio aos 33 minutos do primeiro tempo: após rebote do goleiro adversário, Alexiel apareceu bem colocado para empurrar a bola para o fundo das redes e fazer explodir o Bruno José Daniel. Um gol simples, daqueles de atacante oportunista, mas que valeu muito mais do que apenas um placar favorável.
O intervalo foi marcado pela venda das camisas, shorts, copos e demais materiais na Ramalhão Store!
Na segunda etapa, o jogo ficou mais truncado, mas o Santo André conseguiu sair com o domínio da partida.
O São José tentou pressionar em busca do empate, enquanto o Santo André soube se defender com organização e muita entrega, garantindo o 1×0 até o apito final.
Mais do que os três pontos, a vitória representou um importante ganho de confiança para um elenco bastante jovem. Em um campeonato curto como a Copa Paulista, vencer em casa é fundamental para manter vivo o sonho da classificação.
Com o resultado, o Santo André conquistou sua primeira vitória na competição, chegou aos quatro pontos e entrou na zona de classificação do Grupo 4, mostrando que ainda há muito campeonato pela frente. E também vale reforçar que na partida do sub20, na sexta feira anterior ao jogo, havíamos encontrado o Alexiel e o Gabriel Paz e eles disseram que estavam muito focados para este jogo. E de fato, demonstraram em campo o resultado dessa concentração.
Aliás, após o jogo eles voltaram a estar com a galera, e isso é o que importa!
Domingo, 26 de julho de 2026. Dia de reviver mais uma vez o o tradicional Clássico do ABC, que alguns gostam de chamar de SanSão, e vc, o que acha?
O palco é o Estádio Bruno José Daniel e a partida válida pela 2ª rodada da Copa Paulista 2026, onde as duas equipes ainda sonham em se classificar para a segunda fase e até quem sabe o título para dar um passo rumo a dia melhores como já foram os que ambos viveram no passado.
Até que a torcida compareceu em bom número, dentro dessa nova realidade que o futebol paulista em geral tem vivido.
E o time do Santo André com muitos garotos formados na categoria de base do clube valoriza essa presença e saúda seus torcedores!
Do lado adversário, é a torcida Comando Azul quem recebe e apoia o time do São Caetano!
A torcida do Santo André também deu seu apoio ao time, acreditando no potencial de melhoria do Ramalhão que vinha de derrota na primeira rodada frente ao EC São Bernardo.
Dentro de campo, o Santo André começou com tudo e parecia que seria uma daquelas oportunidades de vencer e bem o seu clássico rival, mas…
… Clássico não se joga, se ganha! E não foi o que o Ramalhão conseguiu fazer.
E o São Caetano soube sofrer e depois se aproveitou de uma expulsão do Santo André para segurar o 0x0, em uma partida que teve uma etapa final com poucas oportunidades claras de gol.
Há quanto tempo não temos um cobrador de faltas que inspire confiança…
Um ponto a se destacar tem sido a renovação na bancada do Santo André, e não me refiro nem às Organizadas mas ao tradicional “povão”. É incrível como todo jogo aparecem novos apaixonados e apaixonadas pelo nosso time!
Infelizmente, o que deveria ser lembrado pelo reencontro de duas camisas históricas acabou sendo marcado por cenas lamentáveis no lado de fora do estádio, onde um enfrentamento de dois “bondes” acabou exigindo a intervenção da Polícia Militar após rojões e barras de ferro marcarem a confusão. Importante corrigir uma visão que parte da imprensa construiu: não houve invasão do estádio por parte de torcedores adversários e não houve risco algum para quem estava lá dentro assistindo ao jogo.
Para quem ama a cultura de arquibancada, fica sempre um sentimento contraditório. A rivalidade faz parte do futebol, assim como os cantos, as bandeiras, as provocações e a paixão por defender as cores do seu clube. Mas quando a violência toma o protagonismo, quem perde é o próprio futebol. Ao menos, espero que esse tipo de confronto permaneça restrito àqueles que, infelizmente, optam por esse caminho, sem colocar em risco quem vai ao estádio apenas para torcer.
O Clássico do ABC já escreveu capítulos inesquecíveis ao longo de décadas. Que os próximos sejam lembrados pelos gols, pelas grandes atuações e pelas festas das torcidas e não pelos confrontos.
A Copa Paulista 2026 começou, e logo na primeira rodada colocou frente a frente dois tradicionais representantes do Grande ABC.
No Distrital do Inamar, em Diadema, o EC São Bernardo ainda sem um estádio em sua cidade para mandar seus jogos, recebeu o EC Santo André no clássico regional que marcou a abertura da caminhada das equipes no Grupo 4 da competição.
O Inamar lembra um pouco o Brunão, não lembra?
Em campo, o Cachorrão levou a melhor e venceu por 3 a 1, com gols de Jotta, Caíque Barros e Filipe Claudino, enquanto Vitor Mariano descontou para o Ramalhão.
Mais do que os três pontos, a partida reforçou a importância da Copa Paulista como espaço para novos projetos, atletas em desenvolvimento e para a manutenção da tradição dos clubes do interior e da Região Metropolitana de São Paulo.
A temporada está apenas começando, mas o torneio já promete muitos clássicos, rivalidades regionais e histórias que merecem ser contadas.
A mim, resta agradecer a mais uma experiência ao lado do time do meu coração…
Até que foi uma galera legal da torcida do Santo André…
Abraço aos amigos de bancada e também aos que estavam no lado local, apoiando o “Cachorrão”.
Em plena quarta feira de cinzas do carnaval 2026 fomos até Taubaté para acompanhar de perto mais um capítulo dessa Série A2. Viagem, estrada, conversa sobre escalação, aquela expectativa que quem gosta de futebol do interior entende. Chegamos no Joaquinzão com o sentimento de que era jogo decisivo.
A entrada de visitantes tá meio caidinha…
Mas uma vez dentro do estádio não tem como não pensar que o futebol é mesmo mágico…
Olha lá o burro, mascote do time!
Bacana ver que mais gente teve a coragem de ir até lá para acompanhar a partida. Santo André nunca joga sozinho.
Times em campo…
O jogo começou elétrico e o Santo André parecia um time mais bem postado do que nas partidas anteriores. A gente mal tinha terminado de se acomodar e já estava comemorando no meio da arquibancada visitante: após um escanteio o Santo André abriu o marcador.
Só que futebol não é roteiro pronto. O Taubaté não sentiu o golpe. Foi pra cima. Pressionou. E o Santo André recuou… Aos 38 minutos, depois de um cruzamento pela esquerda, a bola sobrou e o empate aconteceu. Silêncio de um lado, explosão do outro. E a gente já sabia que a noite não seria tranquila.
A torcida do Taubaté é bem legal. Mantém viva a chama do futebol e da cultura caipira.
O primeiro tempo acabou e é hora de olhar a tabela e ver o que significa esse empate…
Lindas as árvores que cercam a arquibancada visitante.
O segundo tempo foi aberto, tenso, aquele jogo que ninguém quer perder.
O Santo André teve a chance de ouro aos 37 minutos. Daniel Davi passou pelo goleiro… e ali eu já estava levantando pra comemorar. Mas a finalização saiu fraca. A defesa tirou. Ficou aquela sensação de que escapou.
Na reta final, o Taubaté pressionou muito. O Joaquinzão empurrou. A defesa do Ramalhão segurou como deu até o apito final.
O empate não ajudou ninguém. Teve gosto amargo. O Taubaté segue ali, colado na zona de rebaixamento, com nove pontos. O Santo André, que começou a rodada no G-8, saiu da zona de classificação, agora está em nono, com 14 pontos.
Voltamos pra casa com aquela mistura de frustração e esperança. Porque foi um ponto fora, é verdade. Mas foi também um tropeço que custou caro na tabela.
Agora é virar a chave. Domingo tem São José no Bruno José Daniel. E a A2 não perdoa ninguém que relaxa.
Futebol do interior é isso: estrada, arquibancada, tensão e coração acelerado até o último minuto.
Pra quem estava acompanhando a saga do Santo André pela série A2 2026 e percebeu que o site deu uma parada, vou apenas compartilhar as fotos e vídeos dos jogos pra manter oficializado o registro do nosso dia-a-dia.