Copa Paulista 2026: 3ª rodada – Santo André 1×0 São José

Domingo, 2 de agosto de 2026.
Depois de um empate no clássico contra o São Caetano e da derrota na estreia diante do EC São Bernardo, o Ramalhão voltou ao Estádio Bruno José Daniel em busca da primeira vitória na Copa Paulista.
Pela frente, um adversário tradicional do interior paulista: o São José, que chega embalado e ainda invicto na competição.

A torcida andreense novamente fez sua parte.
Mesmo vivendo uma fase distante dos grandes momentos da história do clube, segue comparecendo, apoiando e acreditando nesse jovem elenco formado, em boa parte, por atletas das categorias de base.

E esse apoio, aos poucos, vai fazendo a diferença.

Dentro de campo, o Santo André mostrou desde o início uma postura diferente.
Mais organizado, competitivo e disposto a brigar por cada bola, o time conseguiu equilibrar as ações diante de um adversário que vinha ocupando as primeiras posições do grupo.

A recompensa veio aos 33 minutos do primeiro tempo: após rebote do goleiro adversário, Alexiel apareceu bem colocado para empurrar a bola para o fundo das redes e fazer explodir o Bruno José Daniel.
Um gol simples, daqueles de atacante oportunista, mas que valeu muito mais do que apenas um placar favorável.

O intervalo foi marcado pela venda das camisas, shorts, copos e demais materiais na Ramalhão Store!

Na segunda etapa, o jogo ficou mais truncado, mas o Santo André conseguiu sair com o domínio da partida.

O São José tentou pressionar em busca do empate, enquanto o Santo André soube se defender com organização e muita entrega, garantindo o 1×0 até o apito final.

Mais do que os três pontos, a vitória representou um importante ganho de confiança para um elenco bastante jovem.
Em um campeonato curto como a Copa Paulista, vencer em casa é fundamental para manter vivo o sonho da classificação.

Com o resultado, o Santo André conquistou sua primeira vitória na competição, chegou aos quatro pontos e entrou na zona de classificação do Grupo 4, mostrando que ainda há muito campeonato pela frente.
E também vale reforçar que na partida do sub20, na sexta feira anterior ao jogo, havíamos encontrado o Alexiel e o Gabriel Paz e eles disseram que estavam muito focados para este jogo.
E de fato, demonstraram em campo o resultado dessa concentração.

Aliás, após o jogo eles voltaram a estar com a galera, e isso é o que importa!

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Os antigos Estádios de Ribeirão Preto

O ano já corre a mil por hora e faltou postar aqui um detalhe do nosso rolê por Ribeirão Preto.
Além do Estádio Palma Travassos, do Comercial…

E do Estádio Santa Cruz, do Botafogo

Também aproveitamos para dar um rolê pela cidade…

E Ribeirão Preto ainda tem muitos prédios históricos de pé, principalmente na região central.

E quando falamos do mundo do futebol, uma obra histórica que segue de pé é o Estádio Costa Coelho:

O Estádio Costa Coelho nasceu como Campo da Mogiana, e não foi um empresário rico que resolveu construir um estádio, quem sonhava com ele e colocou a mão na massa foram cerca de 800 ferroviários da Companhia Ferroviária Mogiana, que queriam um clube recreativo.

Um dos líderes desse movimento era o engenheiro Antônio da Costa Coelho, que depois se tornaria o primeiro presidente do Esporte Clube Mogiana de Ribeirão Preto, fundado em 27 de julho de 1938.
Muita gente acha que o Mogiana de Ribeirão e o de Campinas eram clubes totalmente independentes. Na verdade, ambos pertenciam ao universo da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.
O Brasão abaixo eu peguei no incrível Arquivos Futebol Brasil.

Esse contexto explica por que o estádio tem um caráter quase operário.
Enquanto muitos clubes paulistas nasceram ligados à elite cafeeira ou às colônias de imigrantes, o EC Mogiana era profundamente ligado à ferrovia.
E o bairro onde ele foi construído também conta uma história: o então chamado Bairro da República, atual Vila Virgínia, na época era uma periferia de Ribeirão Preto, uma área mais próxima às oficinas da companhia ferroviária.

O campo existia antes do estádio.
Até 1954, o local era apenas um campo utilizado pelo futebol amador.
Sem arquibancadas, sem grande estrutura.
Era simplesmente o “Campo da Mogiana”.

Quem transformou o campo em estádio foi… o Comercial
Essa talvez seja a parte mais curiosa.
Quando o Comercial voltou ao futebol em 1954, não tinha casa e pra resolver isso, a diretoria comercialina alugou o campo da Mogiana.
Foi o próprio Comercial que instalou arquibancadas de madeira, ampliando a capacidade para cerca de 12 mil pessoas.
Pelo que entendi, as arquibancadas ficavam ao lado desta pequena área ainda coberta.

Ou seja… O Costa Coelho, como estádio, é praticamente uma obra conjunta de dois clubes: patrimônio do Mogiana, mas estrutura viabilizada pelo Comercial.
Sem o Costa Coelho, talvez o Comercial tivesse muito mais dificuldade para voltar ao futebol profissional.
Foi ali que aconteceu a reconstrução do clube e o vice da Segunda Divisão em 1954 e o título da Segunda Divisão Paulista em 1958. Em certo sentido… O Costa Coelho é o berço do Comercial moderno.

Era conhecido como “Brinco de Madeira“. Essa expressão aparece em relatos antigos. As arquibancadas eram totalmente de madeira, o que dava um ambiente muito diferente dos estádios atuais.

Quem viveu aquela época conta que o barulho da torcida fazia literalmente a arquibancada vibrar. Venha dar uma olhada em como o local está atualmente:

Pelé jogou aí…
Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Portuguesa, Ponte Preta e Guarani também…
O último jogo comercialino ocorreu em setembro de 1964, contra o América-RJ em um amistoso para arrecadar dinheiro para terminar o Palma Travassos.
É quase como se um estádio estivesse ajudando a construir o outro.
Depois veio o silêncio, quando o Comercial saiu…
O Mogiana também praticamente abandonou o futebol.
As arquibancadas foram desmontadas.
O espaço virou clube recreativo, com bocha e malha. Mas o gramado nunca desapareceu. Essa talvez seja a parte mais bonita.
Mesmo sem estádio, o campo continuou recebendo futebol amador e servindo como clube social durante décadas.
Atualmente… Parece que o futebol chegou ao fim e que só estão esperando alguma coisa pra por abaixo toda essa história.

Só pra concluir o rolê também passamos pelo local onde ficava o antigo Estádio da Rua Tibiriça

E pelo Estádio Luís Pereira, primeiramente chamado de Campo da Vila Tibério, surgiu junto com o Botafogo Futebol Clube.

Aqui pelo menos dá pra ter ideia de como segue a arquibancada, em uma foto aérea que peguei desse bom vídeo:

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Estádio em João Neiva-ES

Durante a tour do As Mil Camisas pelo Espírito Santo, entre o fim de 2025 e o começo de 2026 tivemos a oportunidade de conhecer João Neiva, localizada na região central do Espírito Santo, e que traduz bem o encontro entre tradição, natureza e desenvolvimento.

Cercada por áreas de Mata Atlântica, rios e paisagens rurais, o município também preserva uma forte influência da imigração italiana, presente na arquitetura, na gastronomia, nas festas típicas e no jeito acolhedor de sua população.

Com pouco mais de 16 mil habitantes, João Neiva cresceu mantendo características de cidade do interior, onde a vida comunitária e o sentimento de pertencimento continuam fazendo parte da rotina.
E essa identidade também se reflete no futebol, tendo como principal personagem a Associação Atlética Ferroviária.

O time nasceu com uma ideia muito além do esporte, nasceu pra fortalecer os laços entre famílias dos trabalhadores da Ferrovia.

O clube foi fundado em 1º de janeiro de 1968 com a fusão do Sul América, Independente e Clube Nolasco.

Em 1973, o ônibus que transportava a delegação bateu de frente com um caminhão boiadeiro carregado, um episódio que abalou profundamente a cidade de João Neiva e a deixou em luto.
Apesar da tragédia, a Ferroviária seguiu na disputa do Campeonato Estadual até o ano de 1974.
A partir de 1975, o clube passou a disputar o Campeonato do Norte, não retornando mais à elite do futebol capixaba.

A última participação no profissionalismo foi na Segunda Divisão Capixaba de 1993.
Um detalhe curioso é que seu elenco contou com a participação do padre Carlos Bascaran.

A Ferroviária mandava seus jogos no Estádio Artêmio Sarcinelli que homenageia o jogador nascido em João Neiva e que também jogou no São Paulo e Flamengo, além de ser o treinador da Desportiva Ferroviária no Campeonato Brasileiro de 1973.

Se a Ferroviária anda sumida, o Estádio ainda segue lá.
Movimentando o futebol local e ajudando a preservar aquelas histórias que dificilmente aparecem nos grandes centros.
É justamente essa conexão entre território, memória e comunidade que faz do futebol do interior um patrimônio cultural tão importante quanto qualquer outro símbolo da cidade.
Então, vem com a gente conhecer o Estádio Artêmio Sarcinelli!

As arquibancadas ainda são modestas e os muros antigos.
Detalhes que o tempo foi desgastando.

Mas também uma atmosfera difícil de explicar.
Parece que o tempo resolveu esperar.
Como se o estádio ainda aguardasse o próximo grande domingo de futebol.

Me pergunto sobre quantas histórias foram vividas ali.
A movimentação dos dias de jogo… o torcedor chegando, o barulho vindo da arquibancada, o nervosismo antes da bola rolar, o cheiro de chuva misturado com grama e concreto quente…
Existe uma beleza melancólica nesses lugares.

Eles resistem ao tempo mesmo quando tudo em volta muda.
E talvez seja justamente isso que a gente tanto tenta registrar nessas viagens: não apenas estádios, mas memórias vivas do futebol brasileiro.

Porque antes das arenas, dos camarotes e dos gramados perfeitos, o futebol nasceu em lugares assim.
E lugares assim jamais deveriam ser esquecidos.

E se o campo e as bancadas ainda estão ali, sempre temos a esperança de que o futebol volte a florescer na cidade, e por isso saímos dali com o coração cheio!

Ok, o estômago também não saiu tão solitário graças aos deliciosos Bejuzinhos que compramos na Casa Brasil…

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Oitavas de final da Bezinha: Paulínia FU x Itaquá AC

Domingo, 28 de junho de 2026.
É hora de acompanhar o mata-mata da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a charmosa “Bezinha“.
Vamos assistir a partida de ida das oitavas de final, em Paulínia.
E a torcida visitante também teve a mesma ideia, se liga no pessoal do Comando Itaquá:

O Estádio Luís Perissinotto merece voltar a receber partidas importantes como já ocorreu no passado.

O público local ainda não empolgou como no passado e a bancada ficou abaixo do que eu esperava ver, mas… Tinha sim clima de jogo!

O Paulínia, agora “Futebol Universitário” acaba de voltar ao futebol profissional e é compreensível que as arquibancadas precisem de um tempinho para o retorno do torcedor, como outrora.

Se você quiser entender um pouco sobre a realidade do clube, acompanhe a entrevista que fizemos com o executivo de futebol do time:

Aliás, se quiser saber mais sobre o Itaquá, também batemos um papo com os caras no ano passado:

E no começo desse ano ainda conseguimos uma palavra com o presidente, lá na Federação:

Dava pra sentir que seria uma partida digna de mata-mata.

Várias pessoas com a camisa do clube, transformando o jogo em um reencontro entre amigos que se preparam para a mesma batalha.

Times em campo… Cerimonial e hino em dia…

É um ambiente bem diferente do que nos acostumamos a ver nas atuais arenas sempre cheias e tão impessoais.
O sol é mais que um participante da partida!

Aliás, aproveitemos para registrar o campo do Estádio Luíz Perissinotto, começando pelo gol do lado esquerdo:

É ali que fica a parte destinada para os torcedores visitantes.

O lado direito:

E o meio campo:

Em Paulínia, o futebol ainda preserva esse lado comunitário, onde o estádio continua sendo um espaço de convivência e de apoio mútuo em torno do time da cidade!

Nesse contexto, fiquei muito feliz em reencontrar o amigo Richard, um apaixonado pelo time e pela cidade de Paulínia!

Até essa partida, nenhum mandante conseguiu vencer seus jogos nesse mata-mata e me surpreendi em ver o Paulínia propondo jogo e indo pra cima do Itaquá, dono da melhor campanha geral da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Vale reforçar a presença da torcida visitante que só deixou o jogo ainda mais importante!

Com tanta insistência, aos 34 minutos, Cauê, de Pênalti, fez 1×0 para o time local!

Festa pra turma do Richard!

Andar pelo Estádio Luís Perissinotto permite observar pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos por quem acompanha apenas o resultado final.

As bandeiras, as conversas, as expectativas e frustrações de quem acreditava que aquela poderia ser uma tarde histórica para o Paulínia Universitário.

São essas imagens que ajudam a contar a verdadeira história do futebol.
E o gol de Cauê fez parecer que o roteiro estava escrito para uma grande tarde dos donos da casa.

Mas o futebol gosta de desafiar certezas.

Ainda antes do intervalo, o Itaquá encontrou o empate também em uma cobrança de pênalti.

O silêncio tomou conta de parte da arquibancada, enquanto os visitantes comemoravam como se estivesse em casa. Era o sinal de que a decisão ainda estava completamente aberta.

Claro que a torcida local sentiu o golpe…

Afinal, era Sansão x Golias e o Paulínia vinha mostrando que dava pra acreditar, mas…
O gol de empate acabou esfriando time e torcida…

O time ainda esboçou alguma reação principalmente tentando utilizar as bolas paradas.

Mas, o primeiro tempo se encerrou com o empate em 1×1, agora para a tristeza da turma do Richard…

Na volta para o segundo tempo, o Itaquá mostrou a força da campanha construída na primeira fase: bastaram poucos minutos para Guilherme virar a partida e obrigar o Paulínia a correr atrás do prejuízo.

O gol tão cedo acabou tirando um pouco da graça da partida…
A torcida local desanimou…

Os visitantes sentiram-se mais tranquilos vendo a materialização da até então superioridade matemática.

O Paulínia pressionou, criou oportunidades e tentou encontrar o empate, mas encontrou pela frente uma defesa muito bem organizada fazendo cair ao chão suas expectativas de um bom resultado…

O IAC passou a mandar na partida.

Mesmo perdendo o autor dos dois gols (Guilherme), o Itaquá soube impor o seu jogo até o fim e, já nos acréscimos, aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar com Arthur Igor (aos 51 minutos) e assim, criar uma vantagem importante para o jogo de volta.

Um golpe duro para o torcedor local que esteve no Luís Perissinotto sonhando com um resultado que encaminhasse a sequência do time no campeonato.

Ao final da partida, ficou a sensação de que o placar conta apenas uma parte da história. O Itaquá segue como favorito, mas a cidade de Paulínia pode dormir tranquila sabendo que o futebol está de volta à cidade (lembrando que o rival citadino Paulinense, também está nesta fase da competição, tendo vencido o São Carlos, lá em São Carlos).

As campanhas passam. Mas a paixão de quem continua ocupando uma arquibancada em uma tarde de domingo permanece.
E é justamente essa paixão que seguimos buscando por onde passamos.

Ao fim da partida, o time do IAC foi saudar sua torcida que começa a fazer história em seu primeiro ano de existência.

Abraços ao amigo Richard!

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O Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha, casa do Sul América FC em Conceição da Barra-ES

No começo de 2026 tive a oportunidade de fazer um rolê bem bacana pelo litoral do Espírito Santo, o que nos levou à cidade de Conceição da Barra, já no no extremo norte do estado.

Ali, o mar, os rios e a cultura popular se encontram de forma única.

Conhecida por suas praias extensas, dunas, áreas de restinga e pela foz do Rio São Matheus (também conhecido como rio Cricaré), a cidade preserva um ritmo próprio, marcado pela pesca, pelas tradições culturais e pela forte ligação de seus moradores com o território.

É um daqueles lugares onde a paisagem ajuda a contar a história da comunidade.

Estivemos na histórica Igreja Nossa Senhora da Conceição:

Pra quem consegue viajar, vale a pena sair da cidade e ir até a vila de Itaúnas e nadar no rio homônimo que é sensacional!

Só não caia no erro de querer ir perto desta chaminé, pra tirar uma foto do que parece ser (ou ter sido) uma olaria ali na saída da cidade… O nosso carro atolou e perdemos algumas horas embaixo de um sol de 40º na cabeça até conseguir sair… Mas, tudo faz parte da história!

Vale reforçar que Conceição da Barra é muito mais do que um destino de verão.

Assim como suas praias e seu patrimônio cultural, o futebol também faz parte da identidade local, tendo o Sul América Futebol Clube como o representante da cidade, desde sua fundação, em 13 de fevereiro de 2005.

Mais recentemente, houve uma tentativa de disputar a segunda divisão de 2018, que acabou não se concretizando, mantendo o clube apenas nos campeonatos amadores e de categoria de base.
O Sul América FC manda seus jogos no Estádio Gastão Kock da Cunha, um símbolo de pertencimento que atravessa gerações e mantém viva a relação entre a comunidade e suas tradições.

Existem estádios que vivem de grandes públicos.
Outros, de grandes títulos.
E existem aqueles que vivem de algo ainda mais valioso: o pertencimento.

Em Conceição da Barra, o Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha é esse lugar: mais do que a casa do Sul América Futebol Clube, ele é o ponto de encontro da memória esportiva de uma cidade que aprendeu a cultivar sua identidade longe dos holofotes, mas nunca longe da paixão pelo futebol.

Ao longo de sua trajetória, o Sul América carregou o nome de Conceição da Barra para as competições profissionais do futebol capixaba, disputando por 3 vezes a Série B do Capixaba (a segunda divisão estadual) em 2005, 2006 e 2008.

Em um cenário onde o futebol do Espírito Santo ainda enfrenta preconceitos e é frequentemente ignorado por quem acompanha apenas os grandes centros do país, clubes como o Sul América cumprem uma missão que vai muito além das quatro linhas: preservar tradições, movimentar comunidades e manter viva a relação entre o futebol e o território que o sustenta.

E talvez seja justamente essa uma das maiores riquezas do futebol capixaba.

Aqui, o nosso tradicional registro do gol da direita:

O gol da esquerda:

E o meio campo:

O que ficou da nossa visita é a sensação de que aquele estádio pertence à cidade e que a cidade também pertence a ele.
Em tempos de futebol cada vez mais globalizado, lugares como a casa do Sul América lembram que o verdadeiro valor de uma camisa continua sendo a capacidade de representar uma comunidade inteira.

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AD Manthiqueira 2×1 GE Mauaense

Há jogos que valem três pontos.
Há jogos que valem uma classificação.
E há jogos que carregam algo maior: o orgulho de uma cidade, a história de um clube e o sonho de pessoas que dedicam parte da vida a defender um escudo.

Foi pra acompanhar uma partida dessas que nos dirigimos até o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!

Na tarde deste sábado, em Guaratinguetá, o Manthiqueira entrou em campo carregando essa responsabilidade.

Bem vindo ao Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!

Infelizmente, os anos seguidos na bezinha e as campanhas sem grandes chances de acesso acabaram afastando o torcedor de Guaratinguetá do Estádio, então mesmo sendo um jogo decisivo, o Manthiqueira jogou para poucos torcedores…

Mas não jogou sozinho!
Ainda existem aqueles que insistem em apoiar o time da sua cidade…
E é por eles que a gente mantém viva a ideia de registrar os jogos, as torcidas e a realidade dos times do interior paulista.

E além do apoio daqueles que estavam na bancada, o AD Manthiqueira conta com a presença do seu idealizador e atual treinador: Dado Oliveira!

Pra quem quer saber um pouco mais da história do Dado e do próprio time, vale assistir a entrevista que fizemos com ele em 2025:

Voltando ao jogo, também foi bacana rever o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite (estivemos lá em 2019, veja aqui como foi!).

É sempre um grande prazer poder estar em um Estádio com tantas histórias no passado e com tanto potencial ainda para o futuro.

O belo placar manual ainda segue firme e forte!

E a partida começa!

E quem veio ao Ninho da Garça como visitante foi o Grêmio Mauaense, time que também construiu sua trajetória com luta, comunidade e paixão.

E o time visitante veio sem demonstrar grandes receios de estar longe de sua cidade sede, Mauá.

A verdade é que os dois clubes representam o que há de mais bonito no futebol paulista: equipes que sobrevivem graças ao trabalho de muita gente que acredita que o futebol ainda pertence aos bairros, às famílias e às cidades que os abraçam.

Mais um ataque do Grêmio Mauaense

O jogo estava bastante pegado, como normalmente vemos nas partidas da Bezinha, e os treinadores aproveitaram a parada pra hidratação pra tentar melhorar as equipes na sequência do primeiro tempo.

E olha quem veio nos dar um alô: a bola do jogo acabou ali do nosso lado…

Sente um pouco do cima do estádio:

Já aos 40 minutos, empurrado por sua gente e guiado pelo trabalho do técnico Dado de Oliveira, amigo das causas que fazem o futebol ser mais humano do que negócio, o Manthiqueira encontrou forças para abrir o placar!

O segundo gol saiu aos 44 minutos do primeiro tempo, para a alegria da sua torcida!

O intervalo de jogo chegou e nos permitiu curtir um pouco mais do Estádio e seus detalhes em dias de jogo, como a lanchonete e seus picolés e pasteis.

Tá com sede?

Uma outra imagem simples ali na arquibancada parecia resumir o futebol do interior: nada é construído sozinho. Assim como as formigas, os times avançam pelo trabalho coletivo de jogadores, comissão técnica, torcedores e pessoas que acreditam diariamente nessa camisa.

O segundo tempo começou com o sol ameaçando ir embora…

Aproveitei pra assistir o jogo da arquibancada descoberta.

Mas, se o calor parecia ir embora, o Mauaense voltou bastante acordado para o segundo tempo e passou a dominar as ações.
De tanto insistir, chegou ao gol com seu zagueiro, que se lançou ao ataque.

O jogo foi chegando ao fim e o Grêmio Mauaense fez de tudo para chegar ao empate.

Mas o jogo chegou mesmo ao fim: 2×1 para os mandantes e Dado Oliveira mais uma vez faz história com seu time inspirado na lendária seleção holandesa de 1974…

O pior ainda viria para os visitantes… O União Mogi fez 2×1 no Itaquaquecetuba e eliminou o time de Mauá, para a tristeza dos visitantes…

Já o Manthiqueira conseguiu escrever mais um capítulo de sua história, classificando-se para as oitavas de final, onde enfrentará o líder geral do campeonato: o temido José Bonifácio!

No fim, mais do que uma vaga nas oitavas de final, o que estava em jogo era a continuidade de uma história construída por muitas mãos, muitos sonhos e uma comunidade inteira que se reconhece naquela camisa. Parabéns, Dado Oliveira e Manthiqueira!

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229 – Camisa do Bauru Atlético Clube, o “Baquinho”

A 229ª camisa do site nos leva de volta a uma cidade que já visitamos algumas vezes e que sempre nos recebe de braços abertos: Bauru, no interior de São Paulo.

E ela representa um dos clubes mais tradicionais da história esportiva da cidade, o querido Bauru Atlético Clube, eternizado pelo apelido carinhoso de Baquinho.

Impossível passar por Bauru e não lembrar das histórias que o futebol deixou espalhadas pela cidade.
Uma delas está justamente em um lugar que muita gente frequenta sem imaginar o que existia ali antes: onde hoje funciona um supermercado, ficava o antigo Estádio Antonio Garcia, ou Estádio Lusitana, a casa do Bauru Atlético Clube, palco de jogos, encontros e memórias que marcaram gerações de torcedores.

O Estádio é daqueles lugares em que o concreto substituiu as arquibancadas, mas não conseguiu apagar a história.
Ao menos, o mercado manteve esse lindo mural na entrada.

O Baquinho foi um dos clubes mais importantes do interior paulista durante boa parte do século passado.
Fundado em 1º de maio de 1919 com o nome de Luzitana Futebol Clube, carregou o nome de Bauru para diversas competições e ajudou a construir a identidade esportiva da cidade.

Mais do que resultados, o clube se tornou um patrimônio afetivo de seus torcedores, daqueles times que representam uma época inteira da vida de uma comunidade.

E quando falamos da história do Bauru Atlético Clube, existe um personagem que conecta o Baquinho à maior lenda do futebol mundial.
Foi no clube que atuou João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé. Antes de o Rei nascer para o futebol, seu pai já deixava sua marca nos gramados do interior paulista, vestindo a camisa do Bauru Atlético e ajudando a escrever um capítulo importante da família que mais tarde mudaria a história do futebol.

O próprio rei chegou a vestir sua camisa!

Por isso, esta camisa carrega muito mais do que cores e escudo.
Ela representa uma cidade apaixonada por futebol, um clube centenário e uma ligação direta com uma das maiores histórias já contadas dentro das quatro linhas.

É uma lembrança de que o futebol brasileiro não foi construído apenas pelos grandes clubes das capitais, mas também por equipes do interior que formaram atletas, reuniram comunidades e alimentaram sonhos.

Guardar uma camisa do Baquinho é preservar um pedaço dessa memória.

A camisa serve pra lembrar dos estádios que já não existem mais, das histórias contadas pelos mais velhos, das viagens por cidades do interior e da certeza de que o futebol vive não apenas nos grandes títulos, mas principalmente nas lembranças que permanecem vivas muito depois do apito final.

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De volta ao campo do União Lyra Serrano, em Paranapiacaba

Em 2023, a Prefeitura de Santo André efetuou o restauro do campo do União Lyra Serrano, mas somente agora em 2026 consegui voltar até lá para registrar o resultado deste investimento.

Já estivemos por lá várias vezes, veja aqui como foram as outras visitas, pra você comparar com o atual estado.
Confesso que, visualmente, não percebi mudanças tão significativas.

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Acabei me esquecendo de visitar o Memorial Charles Miller, espaço com várias fotos e objetos que contam a importância da vila inglesa para o futebol. Na entrega do memorial, Giovana Miller, bisneta de Charles, esteve presente.

O restauro foi além do campo e chegou à arquibancada, que é feita de madeira, e vinha bem prejudicada pelas avarias do tempo.

Além da arquibancada, os trilhos de trem que servem como base para o alambrado também foram recuperados e construídos dois novos vestiários.
Os recursos vindos do PAC Cidades Históricas foram da ordem de R$ 3,9 milhões.

E por que é tão importante esse campo, justificando tamanho investimento?
É que embora oficialmente a primeira partida de futebol no Brasil teria ocorrido no Brás, em 14 de abril de 1895, entre as equipes da Companhia de Gás de São Paulo e a Companhia Ferroviária de São Paulo, a Vila Inglesa de Paranapiacaba já abrigava seu campo, sendo assim, o primeiro campo com medidas oficiais do Brasil.

O campo era usado pelo Serrano Atlhetic Club, time formado por ferroviários da São Paulo Railway e chegou a enfrentar grandes times do futebol paulista como Santos e Corinthians.
Em 1936, o Serrano A.C. se uniu à Sociedade Recreativa Lyra da Serra, formando o Clube União Lyra Serrano.
Se você ainda não conhece o campo ou a vila, é hora de mudar isso, venha para Paranapiacaba!

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Vitória FC 5×1 Rio Branco SAF – Supercopa Capixaba 2026

Estivemos no Espírito Santo na passagem de 2025 para 2026 e além de conhecer um pouco das maravilhas do litoral capixaba também fomos registrar estádios e… de presente extra, acompanhamos nosso 1º jogo do ano.

E não poderia ser melhor: a Supercopa Capixaba, valendo taça, no Estádio Salvador Venâncio da Costa.

Ainda fora do Estádio, o clima era de festa pela torcida do Vitória!

Além da partida em si, o torcedor do Vitória aproveitou pra renovar o armário e adquirir a nova camisa do time.

A Torcida Sangue Azul fez a sua parte e não parou de cantar um minuto mesmo muito antes da bola rolar…

E como o jogo não foi oficializado pela Federação Capixaba (um grande lapso da Federação, na minha opinião), a pirotecnia pode rolar solta!

Muitas faixas e bandeiras também deram ao Estádio cara de decisão!

E olha o time do Vitória entrando em campo!

Noite inesquecível para as crianças que entraram em campo com os atletas!

E com certeza, as crianças que estiveram apoiando na arquibancada mesmo…

Cerimonial de abertura em dia e em alta emoção…

Os bares faturaram alto também… Afinal era uma noite quente, na capital capixaba.

E lá do outro lado, inaugurando as novas arquibancadas do Estádio, a torcida do Rio Branco também não deixou barato! É lotação máxima!

O clima de jogo foi aumentando conforme o seu início se aproximava e foi incrível como teve gente chegando até os 20 minutos de jogo.

E se liga no clima que estava o pessoal da Sangue Azul!

E começa a decisão!!!

O Vitória veio com tudo pra cima!

Mas o time do Rio Branco logo equilibrou o jogo e passou a criar boas chances que acabaram em más finalizações ou em defesas do goleiro Paulo Henrique. Mas a torcida local não desanimou e foi apoio total!!!

Mas, aos 19 minutos, o Capa-Preta viu o seu bom início de jogo ir por água abaixo, quando Tony Ribeiro fez Vitória 1×0!

O gol deu ânimo ao time do Vitória que começou a pressionar para ampliar o placar…

O Rio Branco reagiu e voltou a criar chances, animando sua torcida.

Aos 32″ do primeiro tempo, empatou em um golaço de Breno Melo, com um lindo chute de fora da área no ângulo, sem chances para o goleiro.

Mas a torcida local estava mesmo inspirada e parecia empurrar o time…

E nesse embalo, aos 37, Carlos Vitor colocou o Vitória à frente, novamente.

Já nos acréscimos do primeiro tempo, Gustavo Tonoli marcou o terceiro após passe de Carlos Vitor, em lance inicialmente anulado e validado posteriormente pelo VAR.

No segundo tempo, o Vitória ainda ampliou, aos 22 minutos, com Tony, de Penalty.

Aos 32, Gustavo ainda marcou o 5º gol, transformando a vitória em goleada.

A torcida foi à loucura…

E aí rolou o tradicional “Olé”, mesmo faltando mais de 20 minutos pro fim do jogo…

O Rio Branco ainda perdeu pênalti para delírio da torcida do Vitória…

Torcida Sangue Azul começa o ano comemorando titulo!!!

Em tese, o jogo já acabou, falta só o árbitro apitar, por isso o público e aglomera ali no alambrado…

Fim de jogo e o Vitória leva a Taça da Supercopa pra casa!

Os jogadores vieram comemorar com a torcida!!!

É campeão!!!

Aqui, a foto de Henrique Montovanelli para o site da Globo, mostrando melhor o time levantando a taça!

Agradeço a boa recepção dos torcedores, em especial do amigo Leidimar!

E também do Cabeleira (da loja de camisas “Baú do Cabeleira“).

Aguarde por novos posts com registros de outros estádios capixabas.

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Especial As Mil Camisas no Piauí – parte 9: o futebol em Campo Maior

Este é o último post sobre o mágico rolê que fizemos em julho de 2025 pelo Piauí.
Até o momento descrevemos o rolê em 8 posts:
1) O Estádio Albertão,
2) O Estádio Lindolfo Monteiro,
3) O CT do River AC e a Loja do Clube Atlético Piauiense,
4) O Estádio Felipão, onde nasceu a AA Altos,
5) O Estádio Ytacoatiara, em Piripiri, a casa do 4 de Julho EC,
6) O Estádio Municipal Doca Ribeiro e o Parque Nacional Sete Cidades em Piracuruca,
7) O Estádio Municipal Manoel Freitas Soares, o Duduzão, em Luís Correia.
8) O Estádio Petrônio Portela e o Estádio Municipal Pedro Alelaf, em Parnaíba.
Fizemos um vídeo para cada um desses posts, tipo esse:

Agora, com um misto de missão cumprida e até de certa tristeza por ser o post final, falaremos sobre o futebol de Campo Maior.

Assim que chegamos à cidade, ficamos encantados pelo açude e pelo lindo cenário ao fundo!

Do outro lado do açude está Yemanjá.

A cidade de Campo Maior foi palco da Batalha do Jenipapo, importante confronto pela Independência do Brasil e também é reconhecida como a “capital da carne de sol” no Piauí.
Ao chegar na cidade, é possível avistar carnes estendidas para secagem e diversos estabelecimentos especializados na sua produção

Mas a cidade também tem uma grande tradição quando falamos de futebol.
Isso porque além de diversos times amadores, Campo Maior possui dois times no profissional.
O primeiro deles, o Comercial Atlético Clube, fundado em 21 de abril de 1945.

Seu mascote é o bode!

A partir de 1950, o Comercial AC passa a disputar as competições profissionais do Piauí. No campeonato estadual, o grande destaque é para o título de campeão de 2010.

No ano seguinte, o time quase conquista o bicampeonato, após vencer o primeiro turno do Campeonato e perder a final para o vencedor do segundo turno, o 4 de Julho de Piripiri.

O time ainda possui dois títulos da série B estadual, em 2004 e 2022.

Em 2011, faz sua estreia em competições nacionais ao disputar a Copa do Brasil (logo contra o Palmeiras) e a Série D.
Em 2023, o time foi muito citado por ter apostado no treinador iraniano Koosha Delshad, mas que comandou a equipe em apenas um jogo, contra o River, onde após ser goleado sofreu ofensas xenófobas, sendo chamado de “terrorista”.

Em 2025, ano da nossa visita, o time disputa a série B do Campeonato Piauiense.

E na tabela acima pode se ver que o Campeonato também contará com a participação do outro time da cidade, o Caiçara Esporte Clube, fundado em 20 de janeiro de 1954.


O chamado “Leão da Terra dos Carnaubais” nasceu do bom momento da cidade de Campo Maior nos anos 50, principalmente por conta do comércio da cera de carnaúba via a Casa Morais, que possui muitos trabalhadores vindos da Casa Inglesa e que tinham conexão com o Comercial Atlético Clube.
Logo, essas pessoas decidiram fundar um novo time de futebol para a cidade: o Caiçara Esporte Clube.

Por muito tempo, a Casa Morais bancava o time quase como uma “pré SAF” no século passado, e ainda tem gente que acha que o futebol piauiense é atrasado.

O time é o campeão da segunda divisão de 1963, foto do site Zéduarte futebol antigo:

Além disso, por 2 vezes, o time terminou o Campeonato Piauiense da primeira divisão com o vice campeonato: em 1990 e 1995 e um vice da segunda divisão em 2007.

E ambos estes times mandam seus jogos no histórico Estádio Deusdeth Melo:

Assim, aproveitamos esse rolê para conhecer e registrar a casa do futebol em Campo Maior, que homenageia o homem que levou o futebol no início do século XX para Campo Maior.

O Estádio Deusdeth de Melo foi construído em 1947 e desde então é um ponto importante de concentração para a população local. Mas, ano após ano passa por problemas na hora de retornar às disputas oficiais.
Desta vez, não foi muito diferente.
Quando estivemos lá, o mato havia tomado conta do que outrora foi o campo…

A parte menos prejudicada é a arquibancada. O bom e velho cimentão pintado só precisa de uma leve capinada pra ficar novinho em folha.

Mas, olhando para o gol, me pergunto se realmente dá pra se recuperar o campo na velocidade necessária para o início do Campeonato Piauiense da segunda divisão…

Do ponto de vista estrutural, está tudo ali… O banco de resevas…

Até um mini gerador alimentado por energia solar…

A arquibancada do outro lado é muito bonita e conta com duas cabines ou camarotes uma em cada extremo.

Ao fundo a cidade ainda demonstra um aspecto pouco urbano…

Espero que a casa dos dois times de Campo Maior na segundona do Piauiense esteja em dia na hora da estreia…

Como nas demais partes desse rolê, fizemos um vídeo editando um pouco do todo que foi o rolê pela cidade e pelo estádio, confira como ficou:

E assim, terminamos os posts sobre o nosso inesquecível rolê pelo Piauí, como sempre, agradecendo a cada uma das pessoas que fizeram essa tour possível e que de um jeito ou de outro acabou participando dessa vivência mágica.
Obrigado Piauí, e obrigado piauienses.
Esperamos um dia poder voltar!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!