O futebol profissional no Guarujá

Engraçado como nesse rolê de registrar estádios, as vezes, alguns acabam se tornando tão difíceis…
Recentemente consegui vencer um desses desafios lá em Jacareí (veja aqui como foi), mas se existe uma outra cidade que ainda não considero concluída 100% é o Guarujá e seu Estádio Municipal Antônio Fernandes…

Já estive por lá algumas vezes, mas nunca consegui fazer um registro bacana e tampouco consegui acompanhar uma partida de algum time da cidade pelo profissional.
E olha que até recentemente, a gente tinha a AD Guarujá disputando com certa frequência a Bezinha…
A evolução dos brasões você pode ver também lá no Escudos Gino!

A AD Guarujá foi fundada em 12 de dezembro de 1992 e em 1994 disputou seu primeiro campeonato profissional na Série B3, na época, a sexta divisão do Paulista.
Ali esteve até 2004, quando a atual Bezinha s
Em 2006, terminou a Bezinha em 12º lugar, entre 82 equipes e contou com grande apoio da sua torcida, em especial a organizada, “Gigantes da Ilha“.

Disputou a Copa SP de juniores por três vezes, tendo Guarujá como sede, em 2000, 2001 e 2002.
Este foi o time de 2018, seu último ano no profissional:

Assim, entre os clubes da cidade, a Associação Desportiva Guarujá foi quem por mais vezes disputou os campeonatos da Federação Paulista de Futebol, mas antes disso, a cidade teve outros representantes históricos, começando pelo mais antigo clube da cidade, o Vila Souza Atlético Clube.

O Vila Souza AC foi fundado em 12 de dezembro de 1948 e mantém sua sede até os dias atuais.

Já tradicional no futebol amador da cidade, o time entrou também para a história do futebol estadual ao disputar duas edições da quarta divisão do Campeonato Paulista, em 1965 e 1966.

O Esporte Clube Benfica também representou o futebol do Guarujá e foi fundado no dia 5 de setembro de 1969, como homenagem ao tradicional time homônimo português, adotando inclusive as suas cores, o vermelho e branco.

O time disputou a 4ª divisão em 1989.

Por fim, a Sociedade Esportiva Itapema complementa a história do futebol da cidade.

Fundada em 24 de outubro de 1959, a SE Itapema também fez história no amador e no profissional.
Aqui, foto do time de 1962, vinda direto do incrível site História do Futebol :

Ao lado do Vila Souza, disputou a 4ª divisão em 1965 e 1966, neste último ano chegou até a última fase do grupo, onde o Ferroviário de Araçatuba sagrou-se campeão.

De uma forma ou de outra, a história desses clubes se cruza com a do principal palco do futebol da cidade: o Estádio Municipal Antônio Fernandes.
Seu nome homenageia Antoninho, ex-jogador que defendeu a equipe do Santos Futebol Clube na década de 1950.

Depois de tantas histórias, o nosso rolê aconteceu em um momento bem frágil do futebol local…

Essas são algumas fotos da época em que estivemos por lá, com o pessoal acampando no campo para participar dos jogos universitários:

O Estádio passou por uma importante reforma, onde foram investidos quase R$ 15 milhões de verbas públicas, fruto de dois convênios: um entre a prefeitura do Guarujá e o Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias), órgão da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e outro com o Governo Federal.

Mas a obra foi questionada em uma ação civil, onde o promotor Eloy Ojea Gomes, argumentava que as obras necessárias para reais melhorias não foram feitas. Segundo ele haviam irregularidades com relação a aspectos de engenharia civil, engenharia elétrica e de conforto, e o Estádio Municipal Antônio Fernandes mesmo depois das obras seguia sem ser acessível.

O Estádio atualmente é municipal e tem capacidade para quase 7 mil torcedores.
Em 2009, foi sede da 1ª Copa Santader Libertadores de Futebol Feminino.

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Final da série B do Paulista: Independente 4×1 América

Domingo, 16 de agosto de 2026. Dia de decisão em Limeira.
É mais uma “Bezinha” que chega ao fim e foi muito bacana poder acompanhar esta final, principalmente por ser em Limeira e entre dois times pelos quais tenho muita simpatia.

Saímos cedo de Santo André e fomos até o tradicional Estádio Comendador Agostinho Prada, o Pradão, para acompanhar um daqueles jogos que explicam muito bem por que a gente gosta tanto do futebol do interior paulista.

Domingo é dia de jogo, de feira e de festa na Vila Esteves!

Era dia de galo, mas não é que até cobra apareceu pra curtir o rolê?

E também tivemos a presença em bom número dos torcedores do Mecão!

O pessoal chegou em diversos ônibus e ocupou a rua por onde os visitantes entraram (essa entrada havia sido desativada, mas achei que o acesso foi bem melhor assim).

E nós ali, nos sentindo quase no inferno, no meio de tantos diabos riopretanos!

E olha que legal o clima entre as duas torcidas: rivalidade, sem inimizade!

A torcida local também fez uma grande festa, antes, durante e depois do jogo!

E toda essa festa é mais do que justificada, afinal, estava em disputa, nada menos que o título do Campeonato Paulista Sub-23 da Segunda Divisão, a nossa velha e conhecida Bezinha.

As duas equipes já haviam conquistado o principal objetivo da competição: o acesso para a Série A4 de 2027.
Mas faltava decidir quem subiria levando também a taça.

Então vamos à festa da arquibancada local, que teve direito até à charanga!

E teve bandeirão também!

Do outro lado, o América chegava a Limeira com uma enorme vantagem por ter vencido o primeiro jogo no Teixeirão, por 2×0.
Por isso, tanta gente de vermelho confiante no título!

Para o Independente, não bastava simplesmente vencer.
Era dia de buscar uma virada histórica tirando os dois gols de vantagem dos visitantes, e por isso, a torcida do Galo não parou de apoiar um minuto.
Começou com o lançamento daqueles rolos de bobina que dão um efeito muito legal…

E também deu um pouco de trabalho pro pessoal pra limpar… Mas valeu!!

O Pradão recebeu um público de mais de 2 mil e quatrocentos torcedores, um número bem relevante para uma partida da última divisão do futebol paulista e, principalmente, uma demonstração de que o Independente continua tendo gente que se importa com o clube e com o futebol da sua cidade.

Faixas, bandeiras, camisas…
Cada um levou o seu amor alvinegro de uma maneira ao estádio…

E a emoção disparou nos corações da torcida local ao ver o início do jogo com tanta pressão do galo pra cima do Mecão!

Olha que legal, quanta gente unida por uma mesma ideia, um mesmo time…
E falamos de um futebol diferente daquele dos grandes estádios lotados que aparecem toda semana na televisão.
É algo muito mais especial para quem vive esse dia a dia…

É isso… Acordar cedo em um domingo e ir até o estádio do bairro. Comer um pastel e um caldo de cana na feira, vestindo a camisa do seu time, amarrar a faixa na grade…

É dia de escolher seu melhor chapéu!

É dia de sair na foto com o galo…

É sobre encontrar os amigos e cantar…

https://www.youtube.com/watch?v=WdlKfSHApLE

Vale gritar, xingar e sofrer…
Sofrer?
É… é que o time do América não se comoveu com toda essa história e decidiu estragar o domingo da torcida local.
Aos 17 minutos, Leozinho roubou a bola e encontrou Édipo, que abriu o placar para o América.
Festa na torcida visitante!

Se a situação já era difícil, agora parecia quase impossível.
Quase.
Porque a arquibancada também serve para isso.

Para acreditar quando a matemática começa a mandar você desistir.

Assim, enquanto a bancada pulsava, o Independente buscava o ataque sem deixar de lutar em nenhuma jogada. Obrigado por poder viver esse dia!


A partida começou a mudar nos minutos finais do primeiro tempo.
Aos 45 minutos, Hiago Ramiro cobrou pênalti e empatou o jogo.
12º gol dele na competição, terminando a Bezinha como artilheiro isolado.

1×1. Festa na bancada local!!!

Mas ainda faltava muito…
Confesso que era difícil acreditar…
Mas alguém devia ter explicado isso para o torcedor galista, que seguiu confiando quando ninguém mais acreditava.

Só que, ainda nos acréscimos do primeiro tempo, veio o momento mágico…
Escanteio para o Independente e Iury subiu para colocar o Galo na frente!

O Independente consegue ir para o intervalo vencendo por 2×1.


O que alguns minutos antes parecia praticamente impossível começava a ganhar outra cara.


O torcedor do Independente começou a fazer aquele pensamento que todo torcedor conhece: “Ainda dá.”

Olha aí o Brasileiro do Brasa Camisas levando sua camisa do Independente pra viver uma manhã de emoções…

O América, naturalmente, não estava disposto a simplesmente assistir à reação e tentou retomar o ritmo do jogo.

Logo no começo do segundo tempo, João Gregório acertou a trave do Galo para a loucura da torcida do Mecão!

Era mesmo uma final.
E quem foi pro jogo, foi acreditando que os seus onze caras lá dentro poderiam proporcionar uma manhã a ser lembrada durante muitos anos.
E quem foi ao Pradão naquele domingo certamente ganhou uma dessas histórias.

O relógio correu rápido no segundo tempo…
Até que, aos 40 minutos, aconteceu.
Felipe Ferreira recebeu a bola, deu um chapéu no marcador e soltou a bomba.
Gol!
3×1 Independente! O 2×0 sofrido em São José do Rio Preto estava finalmente apagado.

A partida ia para os penaltys, mas um gol daria o título ao Independente e Isac Nilton decidiu dar essa alegria à torcida local: Independente 4×1 América!

Uma virada daquelas que o torcedor conta durante anos.


Depois de 15 anos, o Independente voltava a comemorar um título.
E não de qualquer maneira: dentro de sua casa, diante de sua torcida e revertendo uma desvantagem de dois gols construída no primeiro jogo.

O juiz não demora pra terminar a partida!
O Galo sagra-se campeão com 14 vitórias em 18 partidas, 49 gols marcados e apenas 12 sofridos. Mas números são números. As fotos daquele domingo provavelmente contam uma história muito melhor.

A história de quem estava lá. Dos torcedores que continuam acompanhando o Independente mesmo longe dos grandes holofotes. Das faixas nas arquibancadas. Das camisas alvinegras. Dos braços levantados. Da comemoração de cada gol.
E daquele momento especial em que jogadores e torcida percebem juntos que conseguiram transformar um 3×0 no placar agregado em um título.

Também é preciso reconhecer o América, que fez uma excelente competição, perdeu apenas duas vezes em 18 partidas e também conseguiu aquilo que talvez fosse o objetivo mais importante do ano: está de volta à Série A4 em 2027, assim como o próprio Independente.

Mas aquele domingo era do Galo. Do Independente. Da Vila Esteves.

E principalmente de quem esteve no Pradão acreditando até o fim.

O Galo é campeão!

E aí cada um celebrou do seu jeito…

O que mais há de se dizer de um dia desses?
O futebol do interior segue vivo!

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Final da Série B, do Campeonato Paulista 2025

Tanabi EC vence o ECUS por 2×0 e dá um grande passo rumo ao título!

Sábado, 23 de agosto de 2025.
Data marcante: 1ª partida da final e nosso último jogo da “Bezinha” acompanhado no campo deste ano e por isso fomos mais uma vez até Suzano!

Como já fomos até Tanabi na 1ª rodada pra acompanhar a estreia do time local contra o Santacruzense (veja aqui como foi), acabamos decidindo não acompanhar o último jogo – a finalíssima- lá.
Lembrança daquele jogo em Tanabi, ao lado dos amigos Rodrigo (de Neves Paulista) e Fernando e seu pai (de Votuporanga):

Coincidência ou não, Suzano foi a segunda cidade que visitamos nessa série B (veja aqui como foi) em jogo do ECUS contra o Mauá, partida que vimos por 3 vezes esse ano!! Naquele dia, poucas pessoas foram ao campo…

Diferente daquele dia, o Estádio Suzanão recebeu um bom público nessa final!

Até faixa de Torcida Organizada (a Leões do Colorado) esteve presente nessa decisão!

E a torcida conseguiu criar um clima de decisão!

Vimos muitas famílias no Estádio, dando uma atmosfera diferente daquela que se pode esperar de uma arquibancada de futebol.

O ECUS tentava desafiar o favoritismo do Tanabi que liderou todas as fases do campeonato.

Mas aos 38 minutos, Breno abriu o placar para os visitantes:

É sempre bom ver a arquibancada mais cheia, já que Suzano é a casa de mais de 307 mil pessoas e além do ECUS o União Suzano também representa a cidade, ou seja… Com o acesso, Suzano vai dividir suas atenções entre as séries A3 e A4.

Bom pro vendedor que faturou melhor…

Assim como a lanchonete!

O clima estava quente e seco, exigindo as tradicionais paradas para hidratação.

Os treinadores aproveitaram todos os momentos para trabalhar e retrabalhar os seus times!

Ali nos camarotes, o presidente Pedro e o Diretor Executivo de Futebol Amim:

Voltando para o jogo, o Tanabi conseguiu desde cedo impor seu padrão de jogo, mesmo jogando fora de casa.

O Tanabi ainda perdeu um penalty…

O público que vinha se acostumando com o ECUS vencendo suas partidas em casa teve que aceitar um adversário que se colocou muito bem no campo de jogo.

E pra deixar ainda mais triste a torcida local, o craque Marcelo Maçola fez o segundo gol do Tanabi:

Ao final, o Tanabi saiu vencedor da partida levando uma boa vantagem para a partida no interior!

Fizemos um compilado das fotos e vídeos mostrando também os gols da partida, confira:

Após o fim do jogo, conseguimos bater um papo com o pessoal do Tanabi, começando pelo treinador Davi Zaqueo:

Falamos também com o presidente do Tanabi, Pedro Roberto Falchi:

O presidente ainda deixou uma camisa com um representante do ECUS mostrando que a rivalidade só deve existir enquanto rola a bola!

Pô, e deu ainda pra ouvir uma torcedora que veio até para apoiar o time visitante e já está confiante na conquista do título!

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ECUS 3×0 Batatais FC – Valeu a vaga na semifinal!

Sábado 2 de agosto de 2025
Depois de uma manhã bem legal na exposição “Baú do Raul”, lá no MIS…

Nos dirigimos uma vez mais até Suzano para acompanhar a partida decisiva da segunda fase, de onde sairia o classificado às semifinais!

O amigo Sérgio Gisoldi novamente esteve conosco no rolê, mas acabamos encontrando outro apaixonado pelo futebol: Airton Tourinho Jr, direto da Bahia, mostrando como os campeonatos de acesso tem sim interesse para quem gosta de futebol!

Infelizmente as arquibancadas do “Suzanão” ainda estão com poucas pessoas…

O alento foi perceber que pelo menos tinha mais gente do que na fase anterior, quando assistimos o jogo contra o Mauá FC (veja aqui como foi!).

A surpresa positiva foi ver o pessoal que torce pelo Batatais presente no jogo, dando mais importância e emoção ao jogo!

Claro que aproveitamos pra trocar uma ideia com o pessoal, afinal o futebol é pra isso! Pra fazer amigos!

Placar calibrado para o começo do jogo…

A partida começou bastante aberta, afinal o Batatais não podia pensar em outra coisa que não a vitória para classificar-se para a semifinal…

O ECUS jogava com uma certa segurança, aproveitando os erros do time visitante para criar suas chances.

Aliás, foi assim que o time chegou ao seu primeiro gol, aos 30’ do 1º tempo com Mateus Goiano.

Se a missão já era complicada, o gol tirou os jogadores do Batatais do equilíbrio e assim, passaram a errar mais. E quando vc erra mais sabe quem começa a acertar tudo? Seu adversário… Assim, Guilherme Formiga acertou um chutaço lindo aos 42’ do 1º tempo, fechando a primeira etapa com um 2×0.

Aproveitei o intervalo para dar um pulo na arquibancada local e trocar ideia com o pessoal do ECUS.

Também pude ver as camisas do ECUS à venda. Estão lindas hein?

No início do segundo tempo, o Batatais bem que tentou apertar mais…

O goleiro do ECUS trabalhou bem e impediu qualquer chance dos visitantes de diminuírem a vantagem construída no primeiro tempo.

A torcida local já sentia se aproximar a possível classificação.

E com o terceiro gol veio até pirotecnia …

Fim do jogo: ECUS 3×0 Batatais.
ECUS classificado para a semifinal, a ser jogada contra o time do Mauá FC.
Quem passar carimba a faixa para a série A4.

O presidente Willian bateu um papo com a gente:

Se você quer conhecer mais sobre o presidente do ECUS, a gente bateu um papo maior com ele junto do pessoal do 1902futebol:

Festa merecida dentro e fora de campo!

O atleta Júlio mandou um alô também:

Segue o vídeo que fizemos sobre o jogo:

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Grêmio Mauaense segura o 0x0 com o líder Tanabi EC, em Mauá

Sábado, 12 de julho de 2025.
Dia de ir ao Estádio Pedro Benedetti acompanhar Grêmio Mauaense e Tanabi EC, pela série B do Campeonato Paulista, ao lado do amigo e companheiro de bancada Sérgio Gisoldi!

Pouca gente na arquibancada.

O Grêmio Mauaense vinha precisando do resultado, e a expectativa era de fazer valer o mando de campo contra um Tanabi que chegou como líder e com fama de sempre balançar as redes, tanto que sua torcida se fez presente.

O jogo começou truncado, daqueles que a gente sente que vai ser decidido no detalhe. Logo no começo, o Tanabi assustou, e a defesa do goleiro do Grêmio fez os poucos presentes prenderem a respiração. Mas a resposta veio rápido. Quando o Murilo arriscou de fora da área e a bola passou raspando a trave, foi aquele “uhhh” coletivo, mão na cabeça e a sensação de que o gol estava amadurecendo.

O primeiro tempo foi assim: lá e cá, disputado, pegado, sem espaço pra respirar.
Teve chute de longe deles, bola tirada com o olhar, contra-ataque nosso nos minutos finais. Nada entrou.
O zero no placar parecia justo…

Na volta do intervalo, o Mauaense voltou diferente.
Mais ligado, mais agressivo.
Logo no começo, veio uma chance clara que fez a torcida lamentar alto.
Minutos depois, foi o Tanabi que desperdiçou com o artilheiro deles, e aí ficou claro que o jogo estava aberto.

Cada ataque era um misto de esperança e nervosismo.
Aos 20, a Locomotiva chegou forte, o goleiro visitante salvou numa defesaça.
O gol não saiu, mas o time não deixou de tentar.
Até o fim, mais uma chance pra cada lado, muito suor e entrega.

Quando o juiz apitou o final, ficou aquele sentimento dividido.
O Mauaense não venceu, mas também não foi vencido pelo líder, mostrando que sempre compete.

Apesar do público pequeno, a partida chamou atenção pela presença de nomes importantes do futebol nas arquibancadas, como Márcio Griggio (ex Santo André, São Caetano e atual treinador), Júnior (ex-Matonense), e o próprio staff do Tanabi, incluindo o gerente executivo Amim, que acompanhou tudo de perto.

Mesmo com o empate sem gols, o resultado mantém o Tanabi na liderança do grupo, enquanto o time da casa segue em busca de maior consistência na competição.

E assim fica o registro de partida oficial acompanhada por 52 torcedores…

Segue o clipe do jogo:

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Segunda fase da série B do Campeonato Paulista 2025: Mauá FC 1×2 AD Guarulhos

Sábado, 28 de junho de 2025.
O sol tímido das 10hs da manhã e o clima de inverno recepcionam o início da segunda fase da Série B do Campeonato Paulista no tradicional Estádio Municipal Pedro Benedetti, em Mauá.

Hoje, seria um dia para festa, para arquibancadas pulsando em vermelho e amarelo, mas…

… a realidade de 2025 impôs um contraste duro: mais gente dentro do campo do que fora dele.

Apesar do silêncio constrangedor nas arquibancadas, o Pedro Benedetti segue belo em sua simplicidade, com suas coloridas arquibancadas.

Do alto da bancada, se vê o meio-campo recortado pelos bancos técnicos, tendo ao fundo uma pequena estrutura para as comissões técnicas e os vestiários.

E aqui, o gol da esquerda, agora com menos árvores no fundo, mas ainda cercado por alguma resistência verde. Um pequeno alívio em tempos de tanto cimento.

O juiz apita e começa a segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
E como já virou tradição nos estádios do interior paulista, lá estava Edson, o “Gaguinho do Amendoim”, figura lendária das arquibancadas, unindo simpatia e previsões futebolísticas.
Veja aqui a entrevista que fizemos com ele antes da bola rolar!

Em campo, o Guarulhos vinha com o respaldo de uma boa campanha na primeira fase, de onde saiu como líder do grupo 2.

Mas, foi o Mauá FC que começou dominando! Victor Hugo perdeu uma chance claríssima e Wanderson Martins teve boa oportunidade logo depois.

O time criou boas jogadas pela direita e teve boas chances, como uma cobrança de falta venenosa da intermediária. O bom goleiro Vitor Boin, do Guarulhos garantiu o 0x0.

Enfim, pode se dizer que nesse primeiro tempo não faltou emoção em campo, mas não se pode dizer o mesmo nas bancadas…
Como ressaltamos ao chegar no estádio, o público foi mesmo decepcionante…

Aproveitei o intervalo para bater um papo com o Marrom, uma figura importantíssima para o futebol de Mauá e do ABC:

Mas o Guarulhos, líder do Grupo 2 na primeira fase, voltou do intervalo mais focado.

Aos 14 minutos abriu o placar com Ítalo, aproveitando cruzamento certeiro na área.

O gol foi um verdadeiro banho de água fria — e em pleno inverno.
O Mauá se apagou, e o jogo caiu de ritmo. Guarulhos administrava, Mauá tentava, mas parecia sem fôlego.

Quando o jogo entrou nos últimos 15 minutos, o Mauá voltou a equilibrar o jogo e passou a apertar o time visitante novamente.

E oi assim, já nos acréscimos que o time local buscou o empate! Mateus de Araújo anotou o 1×1.

É, torcedor… Se os 3 pontos não vêm, melhor começar com um empate, correto?

Ou dá pra sonhar mais alto? Porque agora só dá Mauá!!

Será que vai rolar a virada?

Não… Ao contrário.
O baixinho “Gustavinho”, uma versão local do venezuelano Soteldo acreditou até o último momento na jogada e aos 48 do segundo tempo ajudou o Guarulhos a levar 3 importantes pontos para casa.

Triste para o Mauá FC, sim.
Mas mais triste ainda é ver um clube da cidade lutar sem seu povo por perto.
O futebol sobrevive da paixão — e sem ela, vira só um jogo silencioso.

Se você ficou curioso para saber o número oficial de pagantes, segue o boletim financeiro da partida:

Bom… Eu fiz minha parte tentando apoiar…

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A incrível torcida da AEA e a semifinal da série B – 2024

31 de agosto de 2024.
Último dia do mês e última chance para um dos dois semifinalistas abaixo chegarem à série A4 de 2025…

Seja bem vindo à Araçatuba, cidade onde vivem mais de 200 mil pessoas.

Foram 576 km de Santo André até chegar aqui para acompanhar a semifinal da série B.
E mesmo já tendo visitado a cidade duas vezes (veja aqui como foi a primeira visita e aqui, como foi a segunda), aproveitamos para dar mais um rolê pela cidade, principalmente o centrão!
Pra isso, saímos de casa às 4h30 da manhã!

O céu azul prometia uma temperatura alta naquele dia.

Quem acompanha o site, sabe que, por ser neto, sobrinho e primo de ferroviários, tenho uma grande paixão pelas linhas férreas e por isso fiz questão de visitar a antiga plataforma da estação de Araçatuba, em tentativa de tombamento como patrimônio histórico.

Outro ponto de grande interesse pra nós é a história pré europeia dos lugares onde visitamos, por isso, foi com grande alegria que registramos esse pequeno monumento ao povo kaingang!

Por fim, um abraço ao Ronaldo, que já jogou pelo AEA e atualmente cuida da Replay, uma banca com vinil, dvds, livros, quadrinhos… Fica ali na Rua Tiradentes, 169, bem no centro da cidade.

Mas, a manhã passou rápida e logo, estávamos mais uma vez, em frente ao Estádio Municipal Adhemar de Barros, e se liga como estava o clima:

E olha aí a identificação da reinauguração do Estádio:

Ingresso em mãos, é hora de, finalmente, conhecer esse fenômeno do futebol do interior paulista que é a torcida da Associação Esportiva Araçatuba, ou “AEA” como é cantada nas bancadas!

A torcida se fez presente nos arredores do Estádio “Ademarzão” desde a manhã, assim, mesmo antes da bola rolar as arquibancadas já estavam cheias!!!

Com o sol forte já previsto, as cadeiras cobertas foram bastante disputadas…

Mas a festa estava mesmo na arquibancada descoberta…

As muitas crianças presentes e torcendo pra valer pelo AEA deixaram o clima bem legal nas bancadas!

Destaque para este pequeno torcedor que trouxe para a bancada canarinha uma pitada argentina, misturando o azul e amarelo da camisa do Boca às cores locais!

E se tem crianças na arquibancada, olha quantas entraram com o time em campo:

Outro que se fez presente em campo e ajudou a animar ainda mais o ambiente é o mascote “Canarinho” da AE Araçatuba!

Veja aí como foi o momento do time saudar a torcida:

Hora da foto. Será a foto do acesso? Infelizmente, para a torcida local, escrevo esse post já sabendo que não…

Aliás, o jogo começou diferente do que eu esperava…
Pensei que o time do Araçatuba ia começar com tudo, fazendo aquela pressão inicial buscando abrir o placar logo de cara.
Mas logo percebi que não seria assim… O time de Araçatuba está nervoso…

Jogo pegado, sem grandes chances para o time local, mas ao menos a torcida da casa também não se sentia ameaçada pelo ataque rival.

Se em campo as coisas não iam bem, sente o clima na arquibancada:

Os principais responsáveis pela festa são esses aí…

Aliás, muito obrigado ao pessoal da torcida que trocou ideia durante e pós o jogo!

Os Piratas Canarinhos tem levado o nome do time muito além dos gramados, e fizeram-se presentes como visitantes até em jogos distantes como foi lá em Caieiras no jogo de ida, por isso, todo respeito aos caras e as minas da torcida!

E olha que legal as faixas que estão nas bancadas relembrando heróis do passado:

Mas toda essa festa se transformou em pesadelo para a torcida local aos 22 minutos do primeiro tempo, quando Neto, último homem da zaga, foi tentar sair jogando mas perdeu a bola e viu Victor Soares fazer 1×0 para o Colorado Caieiras.

Pra piorar, na comemoração, um dos atletas do time de Caieiras se postou em frente à torcida local e o gandula não achou aquilo legal saindo na mão com este atleta e logo com boa parte do time visitante. Para não brigar sozinho, logo um fotógrafo entrou pra ajudar o gandula…

A polícia teve que aparecer pra tentar resolver…

Foi um banho de água morna em quem já estava com a cabeça bem quente do sol e esperando que o time local tomasse as iniciativas…

O time de Araçatuba precisava se acalmar e voltar a jogar, mas além do gol contrário, o juiz também atrapalhou bastante parando o jogo a todo momento e deixando a torcida também bastante irritada…

Surpreendeu o número de camisetas e bandeiras. Nem sempre vemos uma torcida assim tão paramentada, principalmente na 5ª divisão do futebol paulista…

E em campo, o time bem que tentava, mas realmente não parecia que era o dia da Associação Esportiva Araçatuba…

Jogo tenso e os lances que poderiam trazer o gol da AEA não acabavam bem…

Nem o gelinho gourmet ajudava a diminuir a tensão…

Os rostos começavam a refletir a preocupaç˜ão… Será que o tão seperado acesso não virá?

E assim, o primeiro tempo foi chegando ao fim… A espectativa é de que o time acorde no segundo tempo e faça o que todos esperam: virem o jogo!

Difícil explicar como, no coração do povo de Araçatuba, o futebol pulsa como uma extensão da vida cotidiana.

Estar ali e assistir uma partida da Associação Esportiva Araçatuba é se conectar com algo maior do que o simples ato de torcer; é viver a essência de um amor incondicional.

Aproveitei o intervalo pra dar um rolê pelo estádio e registrar imagens desse amor ao time da cidade, a começar pelas bandeiras que se fizeram presente ajudando a colorir ainda mais o estádio!

Os bares estavam a toda!
Também, o calor era de 34º, tudo o que a dona do bar queria para ajudar a vender as bebidas.

Pipoca e batatas fritas foram as opções gastronômicas para esta tarde de sábado.

Durante o rolê pela cidade, em cada esquina, em cada conversa de bar, o sonho do acesso da Associação Esportiva Araçatuba era mais do que um desejo; era um compromisso assumido por uma comunidade inteira.

E foi lindo ver ali no estádio todos aqueles que acreditaram e compraram essa ideia com o coração, fazendo do acesso um sonho coletivo.

E essa impressionante coleção de faixas transformou o Ademarzão em um espetáculo visual inesquecível!

Vamos dar uma volta e conhecer o estádio no intervalo do jogo:

Pô, e rolou um probleminha com uma turma que saiu e tentou voltar pro jogo durante o intervalo…

Encontrei um torcedor levou ainda mais a sério a ideia dos piratas…

E esses tirantes? Lindo visual não? Me senti em Buenos Aires!

Volta o segundo tempo e agora é tudo ou nada! A AEA tem que ir pra cima e sabe que pode contar com seu torcedor!

Mas, o ânimo da torcida não conseguiu empolgar o time, e o que era preocupação se transformou em uma tristeza profunda…

Logo aos 7 do segundo tempo, o Colorado Caieiras ampliou sua vantagem:

O placar de 2×0 tirou um pouco da graça do jogo, até porque o time do Colorado Caieiras travou a equipe local, diminuindo as chances de uma reação.

Confesso que foi difícil passar por esses 45 minutos finais…
Em campo, o time simplesmente não rendeu.

Ao menos, a torcida se manteve presente, e soube sofrer junto, sem entrar em desespero ou desconstruir essa relação tão bacana que foi feita durante todo o campeonato.

Olha que bacana a visão da torcida lá do alto:

Cada um lidou com a dor como pode…

E é importante lembrar que uma história bacana como a do retorno da AEA se faz assim mesmo…. Vitórias e derrotas…

Aos 38 do segundo tempo, o Colorado Caieiras deixou claro que a vaga na A4 era deles. 3×0 para os visitantes.

Mas, a partir daí, como já não havia chances de classificação, a festa explodiu mais uma vez, em nome apenas do amor e da camiseta…

Pelo menos a torcida deixou claro que o apoio era mesmo incondicional, independente do resultado!

O jogo foi chegando ao fim, mas para quem estava ali, era essencial viver aquele momento. É assim que se moldam os heróis do amanhã!

Um mixto de emoções envolvia todos que ali estavam…

Enfim, o jogo chegou ao fim…

Se por um lado saí do estádio triste por estar ao lado dos torcedores derrotados, por outro fiquei esperançoso de que o projeto não irá acabar aqui.

Muito legal a atitude dos jogadores de agaradecerem a torcida…

Em nome desse amor, a torcida não parava…

Parabéns ao Colorado Caieiras pela campanha e pelo acesso, e agora vem o Paulista de Jundiaí para a decisão do título (fotos do Insta do Colorado).

Chegou a noite e quem disse que o pessoal desanimou?

Jogadores, torcedores, diretores, patrocinadores….
Todos juntos comemorando o primeiro passo de uma nova história que sem dúvida está sendo escrita!

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Catanduva FC 0x1 CA Taquaritinga (Segunda Divisão 2023)

Sábado, 9 de setembro de 2023, uma tarde de temperatura agradável já na parte final do feriado emendado de independência do Brasil.
Nosso destino era o Estádio Municipal Sílvio Salles, onde Catanduva FC e o CA Taquaritinga se enfrentaram pela primeira partida das semifinais da Segunda Divisão de 2023.

Mas antes de acompanharmos a torcida local, vamos até a entrada da torcida visitante para ver como foi a chegada do pessoal de Taquaritinga…

Nada menos que 5 ônibus vieram de Taquaritinga, além de vários carros.

Você deve imaginar a festa que eles fizeram na entrada destinada aos visitantes…

Não me lembro de um deslocamento nestas proporções em uma Segunda Divisão paulista…

Parabéns, mais uma vez ao pessoal da Torcida Jovem Garra do Leão, por ter organizado o rolê !!!

Agora sim, voltemos à entrada principal, para acompanhar a torcida local.

Quem coordena a festa nas arquibancadas deste jovem time é o pessoal da “Guerreiros do Santo“, torcida que nasceu para apoiar o Catanduva FC.

Importante lembrar que a cidade de Catanduva tem uma grande tradição no futebol como você pode ver pela quantidade de times que já defenderam a cidade. Tirando o Botafogo e o Guarany, os demais levam o nome da cidade ou seu gentílico (fonte: Livro 125 anos de história – A enciclopédia do Futebol Paulista):

Respeitando toda essa história, é hora de entrar no Estádio!

E se do lado de fora ainda falta uma melhor identificação do estádio, lá dentro um mini outdoor no banco de reserva ajuda a deixar o estádio mais bonito.

Times em campo, mas aí uma coisa pega um pouco… Antigamente o estádio comportava a torcida local lá na lateral, que hoje fica vazia.

Assim, as fotos dos times posados ficam parecendo que foram feitas em um estádio vazio…

E lá vamos nós para mais uma partida memorável!

A torcida local surpreendeu e fez uma festa bonita, principalmente no setor coberto que foi onde ficou a organizada “Guerreiros do Santo“:

Olha que bonita a arquibancada coberta lotada e colorida em azul e amarelo!

A Mari arrumou um lugar para assistir dali o primeiro tempo!

E olha quem está ali nos camarotes do estádio, bem acima da torcida do Catanduva FC: o gestor do clube, que também é padre e prefeito na cidade: Osvaldo de Oliveira Rosa.

E não é que o time do padre conseguiu movimentar a cidade e levar um bom público ao estádio?

A ideia das bexigas coloridas pode parecer simples, mas acaba dando um efeito legal!

E até bandeirão, rolou na bancada do Santo!

Lá do outro lado, podia ser vista (e ouvida) a torcida visitante que esgotou os ingressos que lhes foram disponibilizados e o time foi lá saudar os que fizeram essa viagem!

O duelo entre as torcidas animou a partida!

E animou a gente também! É sempre bom ver as pessoas valorizando suas culturas, as coisas que são feitas por pessoas como elas, ou mesmo por amigos e familiares e não simplesmente adotando um time da capital, há mais de 400 km de distância…

O jogo começa e quem achou que o CA Taquaritinga viria ficar apenas na defesa se enganou. O jogo foi lá e cá, com ambas as equipes criando oportunidades.

E o Catanduva FC também se lançava ao ataque, fazendo a torcida local ficar animada!

E vamos, Santo!!

Mas, para a tristeza da torcida local, aos 44’ do 1º tempo, Andradina fez 1×0 para o CA Taquaritinga!

O primeiro tempo chegou ao fim e foi a vez dos vendedores e dos bares faturarem!

Fomos acompanhar a partida lá da arquibancada descoberta e de lá deu pra ver como estava bonita a arquibancada coberta do Estádio Sílvio Salles!

E a torcida local passou a entender a importância do seu apoio e voltou ainda mais animada!

Dali, pudemos também acompanhar de perto também a torcida visitante!

E entre as torcidas… La policía!

E o jogo voltou animado para o segundo tempo, com o time da casa querendo empatar a qualquer custo!

No começo achei que a parte descoberta das arquibancadas locais estava um pouco vazia, mas no segundo tempo pude ver de perto que tinha sim bastante gente!

A vitória dá ao CAT uma boa vantagem para a partida de volta, porém, sabemos que no futebol, uma virada nessas condições não seria impensável… Imagina se o goleiro do CAT não tivesse pego essa bola…

E de repente, aquele amor pela cidade explode no coração e do nada a arquibancada descoberta começa a gritar e apoiar o Catanduva!

Uma pena que as chances criadas não foram aproveitadas para fazer a torcida local celebrar como queria…

O jogo foi chegando na parte final e cresceram as provocações entre os lados da arquibancada…

Em campo, o jogo ficou mais pegado…

Mas as celebrações eram apenas das chances criadas…

Na parte final do jogo, o Catanduva FC se lançou ao ataque com mais vontade do que técnica…

Mas mesmo assim, o placar final marcou a vitória do time visitante por 1×0.

O que dizer de um rolê desses… Ali, sentado na bancada de cimento, em meio a diferentes famílias que mesmo morando próximas muitas vezes não tem outra oportunidade para estarem próximas assim, traduzindo na prática o conceito de sociedade…

Obrigado, futebol!

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Resumo de Catanduva FC 0x1 CA Taquaritinga

Enquanto produzimos o post com fotos e vídeos do rolê por Catanduva, fique com o já tradicional clipe documentário do jogo:

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3ª Fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista 2023: CA Joseense x EC XV de Jaú

30 de julho de 2023.
Em uma manhã de domingo de inverno, com tempo encoberto, mas com momentos de sol que permitia nos aquecer, estivemos no Estádio Martins Pereira, para acompanhar a partida válida pelo Primeiro Turno da 3ª fase da Segunda Divisão do Campeonato Paulista.

A placa logo na entrada reforça a história do local em que estamos pisando.
Seja bem vindo ao Estádio Martins Pereira!

Esta será nossa primeira partida acompanhando o Clube Atlético Joseense como mandante no Estádio Martins Pereira!

O time foi fundado em 1º de outubro de 1998, e já teve participações nas extintas Séries B3, B2, na atual Segunda Divisão do Campeonato Paulista, chegando também à A3, além de jogar a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2001 a 2004.
Essa é sua camisa:

Em 2014 em uma tentativa de se aproximar da população, mudou de nome para São José dos Campos Futebol Clube, mas a repercussão foi desastrosa, uma vez que tratava-se praticamente do mesmo nome do tradicional São José EC…

Assim, em 2017 o time voltou a se chamar Joseense, mas o estrago já estava feito: ao invés de ser adotado como segundo time da cidade, passou a ser tratado pelos torcedores locais como “genérico“.

Talvez por isso, a presença da torcida local não seja muito representativa mesmo num jogo importante como o de hoje…

Além disso, o Joseense acabou assumindo um perfil mais moderno, focado na formação de atletas, tendo mais cara de empresa e menos de “time”.

Mas, aí está a turma que tem acompanhado o Joseense nesta edição do Paulista da Segunda Divisão.

Como o time é conhecido por muitas parcerias, os camarotes acabam mais cheios que a própria arquibancada local.

Do outro lado, o XV de Jaú promete ser um visitante indesejável já que tem lutado há anos para sair da Segunda Divisão e voltar a atuar nas divisões acima.

Sua torcida sabe que representa um time bastante tradicional e se fez presente apoiando o XV de Jaú!

Pude ver diversas faixas em apoio ao Galo da Comarca, além da presença da Galunáticos, sua principal torcida organizada!

Vale citar que a gente trombou o pessoal do XV de Jaú por termos nos hospedado no mesmo hotel que eles…

O jogo segue a tradição da Segunda Divisão: muita correria e marcação, mas ambas as equipes mostram qualidade acima das que temos acompanhado nessa divisão.

Sendo o mandante, o CA Joseense começou melhor, com segurança na sua defesa…

…e com seguidas descidas principalmente pela esquerda.

Olha aí mais um escanteio para o time local, apertando os visitantes em busca do primeiro gol:

Mas os joseenses não contavam com a ousadia do treinador Marcos Campagnollo, o mesmo que conquistou o acesso à A3, pelo Grêmio Prudente, em 2022.

Sem medo de mudar o que não parecia estar certo, Campagnollo realizou duas mudanças com 20 minutos do primeiro tempo.

A torcida local até pegou no pé de Campagnollo e dos jogadores que foram substituídos, mas o XV de Jaú mudou de postura com as alterações.

Tanto que aos 39 minutos, veja o que aconteceu…

Gol do XV de Jaú…

Era tudo o que a torcida visitante queria!

A torcida local até tentou animar uma reação logo após o revés…

Mas o primeiro tempo terminou com os visitantes à frente do placar.

Na volta para o segundo tempo, fiz um rolê pelo estádio pra poder fazer umas fotos de outros lugares e registrar a grandeza do Estádio Martins Pereira.

A atual capacidade do Estádio Martins Pereira é de 16 mil torcedores, também, o campo possui arquibancadas em todo seu entorno. Registrei o Estádio, primeiro da arquibancada local. Aqui, o meio campo:

O gol da direita (onde fica o portão de acesso principal):

E o gol da esquerda, onde fica o portão de acesso dos visitantes.

Agora, registrando do lado oposto, aqui, a arquibancada central, onde ficam os camarotes:

O gol da direita:

E o gol da esquerda, onde está o portão de acesso principal:

Aqui, a parte que fica logo na entrada do estádio, atrás do gol:

Nossa última visita ao Estádio foi em 2010 (veja aqui como foi) e muita coisa mudou desde então. Vale comparar as imagens, começando com a de 13 anos atrás:

E a de hoje:

Em 2013, o Estádio ganhou nova fachada, além de novos vestiários (aquele prédio lá no fundo, na foto acima). Até o gramado foi reformado, atendendo as recomendações da FIFA. Hoje, vemos um estádio completamente pronto para receber jogos até mesmo da série A1.

Bom, mas o segundo tempo começou e ambas as equipes sabem da importância de se pontuar nessa primeira rodada e por isso o jogo volta com tudo!

No começo do segundo tempo, fui surpreendido por esse sobrevôo em cima do estádio…

O jogo no segundo tempo acabou ganhando em emoção porque o Joseense passou a adiantar seu time e tentar retomar o domínio do jogo. Mas mais uma vez, Campagnollo mexeu em dose dupla e, embora não tenha conseguido fechar o jogo com o segundo gol, criou mais chances que o próprio time local.

O juiz, nada menos que Vinícius Furlan deu 7 minutos de acréscimos, mas mesmo tentando com todas as suas forças, o Joseense não obteve o empate… Muito disso por conta do bom goleiro Romário!

O XV de Jaú perdeu várias chances já no finzinho da partida…

Mas não era preciso mais nada para os visitantes… A partida se encerrou com a vitória do XV de Jaú por 1×0.

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