Final da série B do Paulista: Independente 4×1 América

Domingo, 16 de agosto de 2026. Dia de decisão em Limeira.
É mais uma “Bezinha” que chega ao fim e foi muito bacana poder acompanhar esta final, principalmente por ser em Limeira e entre dois times pelos quais tenho muita simpatia.

Saímos cedo de Santo André e fomos até o tradicional Estádio Comendador Agostinho Prada, o Pradão, para acompanhar um daqueles jogos que explicam muito bem por que a gente gosta tanto do futebol do interior paulista.

Domingo é dia de jogo, de feira e de festa na Vila Esteves!

Era dia de galo, mas não é que até cobra apareceu pra curtir o rolê?

E também tivemos a presença em bom número dos torcedores do Mecão!

O pessoal chegou em diversos ônibus e ocupou a rua por onde os visitantes entraram (essa entrada havia sido desativada, mas achei que o acesso foi bem melhor assim).

E nós ali, nos sentindo quase no inferno, no meio de tantos diabos riopretanos!

E olha que legal o clima entre as duas torcidas: rivalidade, sem inimizade!

A torcida local também fez uma grande festa, antes, durante e depois do jogo!

E toda essa festa é mais do que justificada, afinal, estava em disputa, nada menos que o título do Campeonato Paulista Sub-23 da Segunda Divisão, a nossa velha e conhecida Bezinha.

As duas equipes já haviam conquistado o principal objetivo da competição: o acesso para a Série A4 de 2027.
Mas faltava decidir quem subiria levando também a taça.

Então vamos à festa da arquibancada local, que teve direito até à charanga!

E teve bandeirão também!

Do outro lado, o América chegava a Limeira com uma enorme vantagem por ter vencido o primeiro jogo no Teixeirão, por 2×0.
Por isso, tanta gente de vermelho confiante no título!

Para o Independente, não bastava simplesmente vencer.
Era dia de buscar uma virada histórica tirando os dois gols de vantagem dos visitantes, e por isso, a torcida do Galo não parou de apoiar um minuto.
Começou com o lançamento daqueles rolos de bobina que dão um efeito muito legal…

E também deu um pouco de trabalho pro pessoal pra limpar… Mas valeu!!

O Pradão recebeu um público de mais de 2 mil e quatrocentos torcedores, um número bem relevante para uma partida da última divisão do futebol paulista e, principalmente, uma demonstração de que o Independente continua tendo gente que se importa com o clube e com o futebol da sua cidade.

Faixas, bandeiras, camisas…
Cada um levou o seu amor alvinegro de uma maneira ao estádio…

E a emoção disparou nos corações da torcida local ao ver o início do jogo com tanta pressão do galo pra cima do Mecão!

Olha que legal, quanta gente unida por uma mesma ideia, um mesmo time…
E falamos de um futebol diferente daquele dos grandes estádios lotados que aparecem toda semana na televisão.
É algo muito mais especial para quem vive esse dia a dia…

É isso… Acordar cedo em um domingo e ir até o estádio do bairro. Comer um pastel e um caldo de cana na feira, vestindo a camisa do seu time, amarrar a faixa na grade…

É dia de escolher seu melhor chapéu!

É dia de sair na foto com o galo…

É sobre encontrar os amigos e cantar…

https://www.youtube.com/watch?v=WdlKfSHApLE

Vale gritar, xingar e sofrer…
Sofrer?
É… é que o time do América não se comoveu com toda essa história e decidiu estragar o domingo da torcida local.
Aos 17 minutos, Leozinho roubou a bola e encontrou Édipo, que abriu o placar para o América.
Festa na torcida visitante!

Se a situação já era difícil, agora parecia quase impossível.
Quase.
Porque a arquibancada também serve para isso.

Para acreditar quando a matemática começa a mandar você desistir.

Assim, enquanto a bancada pulsava, o Independente buscava o ataque sem deixar de lutar em nenhuma jogada. Obrigado por poder viver esse dia!


A partida começou a mudar nos minutos finais do primeiro tempo.
Aos 45 minutos, Hiago Ramiro cobrou pênalti e empatou o jogo.
12º gol dele na competição, terminando a Bezinha como artilheiro isolado.

1×1. Festa na bancada local!!!

Mas ainda faltava muito…
Confesso que era difícil acreditar…
Mas alguém devia ter explicado isso para o torcedor galista, que seguiu confiando quando ninguém mais acreditava.

Só que, ainda nos acréscimos do primeiro tempo, veio o momento mágico…
Escanteio para o Independente e Iury subiu para colocar o Galo na frente!

O Independente consegue ir para o intervalo vencendo por 2×1.


O que alguns minutos antes parecia praticamente impossível começava a ganhar outra cara.


O torcedor do Independente começou a fazer aquele pensamento que todo torcedor conhece: “Ainda dá.”

Olha aí o Brasileiro do Brasa Camisas levando sua camisa do Independente pra viver uma manhã de emoções…

O América, naturalmente, não estava disposto a simplesmente assistir à reação e tentou retomar o ritmo do jogo.

Logo no começo do segundo tempo, João Gregório acertou a trave do Galo para a loucura da torcida do Mecão!

Era mesmo uma final.
E quem foi pro jogo, foi acreditando que os seus onze caras lá dentro poderiam proporcionar uma manhã a ser lembrada durante muitos anos.
E quem foi ao Pradão naquele domingo certamente ganhou uma dessas histórias.

O relógio correu rápido no segundo tempo…
Até que, aos 40 minutos, aconteceu.
Felipe Ferreira recebeu a bola, deu um chapéu no marcador e soltou a bomba.
Gol!
3×1 Independente! O 2×0 sofrido em São José do Rio Preto estava finalmente apagado.

A partida ia para os penaltys, mas um gol daria o título ao Independente e Isac Nilton decidiu dar essa alegria à torcida local: Independente 4×1 América!

Uma virada daquelas que o torcedor conta durante anos.


Depois de 15 anos, o Independente voltava a comemorar um título.
E não de qualquer maneira: dentro de sua casa, diante de sua torcida e revertendo uma desvantagem de dois gols construída no primeiro jogo.

O juiz não demora pra terminar a partida!
O Galo sagra-se campeão com 14 vitórias em 18 partidas, 49 gols marcados e apenas 12 sofridos. Mas números são números. As fotos daquele domingo provavelmente contam uma história muito melhor.

A história de quem estava lá. Dos torcedores que continuam acompanhando o Independente mesmo longe dos grandes holofotes. Das faixas nas arquibancadas. Das camisas alvinegras. Dos braços levantados. Da comemoração de cada gol.
E daquele momento especial em que jogadores e torcida percebem juntos que conseguiram transformar um 3×0 no placar agregado em um título.

Também é preciso reconhecer o América, que fez uma excelente competição, perdeu apenas duas vezes em 18 partidas e também conseguiu aquilo que talvez fosse o objetivo mais importante do ano: está de volta à Série A4 em 2027, assim como o próprio Independente.

Mas aquele domingo era do Galo. Do Independente. Da Vila Esteves.

E principalmente de quem esteve no Pradão acreditando até o fim.

O Galo é campeão!

E aí cada um celebrou do seu jeito…

O que mais há de se dizer de um dia desses?
O futebol do interior segue vivo!

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O Palestra EC e o Rio Preto EC (São José do Rio Preto)

Em 2010, estivemos em São José do Rio Preto e além de registrar o Estádio do América, aproveitamos para conhecer o tradicionalíssimo estádio do Palestra Esporte Clube, time que marcou o início da história do futebol de São José do Rio Preto.

Aqui tem uma imagem aérea do próprio clube:

Estádio do Palestra EC - São José Rio Preto

Não consegui entrar para fotografar a parte interna do campo, mas ao menos deixei registrada nossa passagem por esse marco histórico.

O Palestra foi fundado em 15 de março de 1931 com o nome de Palestra Itália Futebol Clube, às margens do rio Preto. Seu nome foi alterado para Palestra Esporte Clube em 1939, devido à 2ª Guerra Mundial.
Atualmente o clube vive uma dramática crise, correndo o risco de ter que vender partes de sua sede para sanar a economia.

O terceiro e não menos importante Estádio é o Anísio Haddad, o popular Rio Pretão, onde o Rio Preto manda seus jogos.

E lá estávamos nós em mais uma cancha…

O Estádio também é bem grande. Tem capacidade para quase 19 mil torcedores e foi inaugurado em 1968.

Seu nome é uma homenagem ao ex presidente do clube, Anísio Haddad.

E dessa vez, marquei presença com a minha camisa pirata do Boca.

O Estádio é todo verde, merecia uma nova mão de tinta, que deixaria o estádio ainda mais mágico.

Vi essa placa e fiquei me perguntando se a sede era ali no mesmo lugar, ou se simplesmente levaram a placa para lá.

Assim, ficamos contentes em visitar uma cidade tão importante para o futebol e economia nacional.

Quando estivemos em Rio Preto em 2022, também demos uma renovada nas fotos do Estádio Anísio Haddad:

Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estádio Anísio Haddad
Estadio Rio Preto
Estádio Anísio Haddad

E ainda aproveitamos para rever alguns amigos do ABC que agora são cidadãos riopretenses, caso do Ronaldo Pobreza (vocal da banda mais foda do Brasil de skate punk, o Grinders):

grinders

E do amigo Orides, que segue gerindo a tradicional Taberna Canova lá na cidade:

soa jose do rio preto - taberna canova

Fica aí um início de dia inspirador pra quem sabe convencê-lo a conhecer São José do Rio Preto:

São José do Rio Preto

Ou você prefere uma chuva concentrada?

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Estádios do Noroeste Paulista – Parte 18: Catanduva

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Chega a doer no coração ver que nosso rolê está chegando ao fim… Tantas paisagens inesquecíveis…

Além disso, são várias lembranças que vão durar muito tempo, da chegada da noite em São José do Rio Preto, onde dormimos na segunda noite do nosso rolê…

hotel

Ao reencontro com o amigo Orides Júnior, que estudou comigo na ETE, em 1994, e agora é o responsável pela Taberna Casanova, em São José do Rio Preto.

Orides

E o que dizer de tantos cafés da manhã tomados fora de casa…

Hotel

Mas, vamos seguindo…
A cidade visitada dessa vez é Catanduva, fundada em 14 de abril de 1918.

Catanduva

A cidade é maior do que a maioria das que nós visitamos nesse rolê, sua população é de quase 120 mil pessoas.

Catanduva

Sua economia é bem diversificada, baseada no comércio, serviços, indústrias e agricultura. E foi por ali que encontramos a deliciosa Tubaína “Jaboti” (da cidade próxima, de Jaboticabal).

Jabuti - Tubaína

Nossa missão era de revisitar o Estádio Municipal Silvio Salles, onde estivemos no passado para assistir um Catanduvense x Santo André.

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

É aí que o Grêmio Catanduvense manda seus jogos!

Distintivo do Grêmio Catanduvense

E foi aí que os demais times da cidade também mandaram seus jogos!

Distintivos Catanduvense

Infelizmente não há um destaque de comunicação mostrando o nome em frente ao Estádio, mas aí está a entrada!

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

E vamos entrar pra conhecer um pouco mais do campo?

O Estádio Municipal Silvio Salles, chamado de “Caldeirão da bruxa” tem capacidade em suas bancadas para mais de 16 mil torcedores!

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Tudo muito bem cuidado, até o banco de reservas!

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

O Caldeirão foi construído em 1988 após o Grêmio, antigo GEC (Grêmio Esportivo Catanduvense), garantir o acesso para a 1ª divisão do futebol paulista daquele ano em cima do Rio Preto.

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

O Estádio já foi revitalizado algumas vezes, redenominando o estádio como Arena Esportiva Moacir Bernardes Brida!

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

O estádio nasceu para substituir o antigo Silvio Salles, da rua Amazonas, onde hoje está localizado o shopping da cidade. 🙁
Aqui, uma foto do antigo estádio:

Em 88, o time fez história chegando à primeira divisão, foi por isso que se construiu o novo estádio, dando o espaço do antigo para a construção de um… Shopping 🙁

Catanduvense 1988

A partida inaugural foi um empate de 1×1 entre o Grêmio Catanduvense e o Santos.

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Em 1989, o estádio recebeu o maior público de sua história, no jogo em que o Palmeiras venceu por 2 a 0, com 25 mil pagantes.

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Lá em cima, fica a entrada do estádio. Quando fomos como visitantes, tivemos que entrar por ali e atravessar toda a torcida local.

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Caso alguém queira visitá-lo um dia, o Estádio fica na Rua Antonio G. Oliveira.

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Lembro de ter visto uma notícia estranha, algum tempo atrás, sobre um caminhão que caiu dentro do estádio, e não é que achei uma foto sobre o ocorrido?

Caminhão Catanduva arquibancada

E não foi só o caminhão que caiu…
O Grêmio Catanduvense caiu esse ano para a série A3 de 2016 …

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva
Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Os vestiários seguirão ali, recebendo os atletas, mesmo que um pouco mais distantes da principal divisão…

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

Fica na mente dos torcedores e também nos painéis espalhados pelo estádio a memória de dias melhores…

Estádio Municipal Silvio Salles - Catanduva

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Estrada

O Estádio Benedito Teixeira, o “Teixeirão”, em São José do Rio Preto!

Em 2010, fomos conhecer São José do Rio Preto, uma cidade gigante do interior de SP. E esse desenvolvimento social e econômico, no futebol pode ser visto pelo fato da cidade ter dois times!
Assim, aproveitamos nossa viagem para conhecer os estádios destes times que fomos até lá!
O primeiro estádio é o Benedito Teixeira, o “Teixeirão”, onde o América FC manda seus jogos.

O Estádio é bastante recente, foi inaugurado em 1996 e nós demos o azar de pegar um dia em que ele estava sendo reformado…

Mesmo em reformas, deu pra ver a grandeza do Estádio, que chegou a receber vários clássicos do futebol paulista, graças ao seu porte.

O jogo de inauguração foi entre o América e o São Paulo e o time da capital venceu por 3×2. A capacidade atual do estádio é de quase 33 mil torcedores. Olhando de fora, dá pra ver o espaço que ele ocupa.

Ah, achei um novo mascote pro time hehehe:

O Estádio leva as cores do time (vermelho e branco) em diversos muros…

O estádio nasceu graças ao idealismo do Prefeito Dr. Wilson Romano Calil que via o time como a maior propaganda da cidade. A ideia foi apresentada à cidade no período da visita do então presidente Benedito Teixeira e por isso leva o seu nome. A prefeitura cedeu o terreno e ainda conseguiu a doação de 11.500 sacos de cimento, ao América ficou a responsabilidade das obras, o que obrigou a venda de jogadores importantes.
Uma coisa que eu aprendi a gostar são os ônibus dos times, olha o do América aí:

Na despedida, fiz mais uma lembrança de um estádio importante.

Em 2022, voltamos ao Estádio Benedito Teixeira e fiz esse vídeo:

E renovamos as fotos do campo:

São José do Rio Preto

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