De volta ao campo do União Lyra Serrano, em Paranapiacaba

Em 2023, a Prefeitura de Santo André efetuou o restauro do campo do União Lyra Serrano, mas somente agora em 2026 consegui voltar até lá para registrar o resultado deste investimento.

Já estivemos por lá várias vezes, veja aqui como foram as outras visitas, pra você comparar com o atual estado.
Confesso que, visualmente, não percebi mudanças tão significativas.

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Acabei me esquecendo de visitar o Memorial Charles Miller, espaço com várias fotos e objetos que contam a importância da vila inglesa para o futebol. Na entrega do memorial, Giovana Miller, bisneta de Charles, esteve presente.

O restauro foi além do campo e chegou à arquibancada, que é feita de madeira, e vinha bem prejudicada pelas avarias do tempo.

Além da arquibancada, os trilhos de trem que servem como base para o alambrado também foram recuperados e construídos dois novos vestiários.
Os recursos vindos do PAC Cidades Históricas foram da ordem de R$ 3,9 milhões.

E por que é tão importante esse campo, justificando tamanho investimento?
É que embora oficialmente a primeira partida de futebol no Brasil teria ocorrido no Brás, em 14 de abril de 1895, entre as equipes da Companhia de Gás de São Paulo e a Companhia Ferroviária de São Paulo, a Vila Inglesa de Paranapiacaba já abrigava seu campo, sendo assim, o primeiro campo com medidas oficiais do Brasil.

O campo era usado pelo Serrano Atlhetic Club, time formado por ferroviários da São Paulo Railway e chegou a enfrentar grandes times do futebol paulista como Santos e Corinthians.
Em 1936, o Serrano A.C. se uniu à Sociedade Recreativa Lyra da Serra, formando o Clube União Lyra Serrano.
Se você ainda não conhece o campo ou a vila, é hora de mudar isso, venha para Paranapiacaba!

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Final da série A4 2026: CA Penapolense é campeão ao empatar com a Internacional em Bebedouro

9 de maio de 2026. Sábado.
Faz uma tarde agradável de outono em Bebedouro.
Depois de duas visitas para registrar seus estádios (veja aqui como foi em 2010 e aqui como foi em 2022) estamos de volta para finalmente acompanhar uma partida.
E não é um jogo qualquer, estamos na finalíssima da série A4

A cidade de Bebedouro estaca em festa e colorida de vermelho!

A partida será disputada no Estádio Municipal Sócrates Stamato e pra quem nunca esteve lá eu recomendo o rolê…

É sem dúvida um dos estádios mais legais pra se acompanhar um jogo nos dias de hoje.
Olha que bacana a lojinha que tem dentro do estádio:

O que mais nos motivou a viajar mais de 5 horas até Bebedouro, aquela que, no passado, foi a maior produtora de laranjas do estado, foi termos entrevistado o presidente da Inter e perceber o quanto ele, a diretoria e a cidade tem batalhado para o crescimento do time e do sentimento de pertencimento.
Não acredita?
Ouça aí o presidente Thiaguinho:

Coincidentemente, logo na semana seguinte à partida, tivemos a oportunidade de entrevistar o presidente do CA Penapolense, que também é uma pessoa super engajada em torno do futebol local e da relação com a cidade de Penápolis, confira:

Mas, deixemos o papo de lado e vamos ao campo!

A Inter teve uma excelente média de público em 2026, mas a finalíssima superou todas as expectativas e teve capacidade total esgotada: 6237 torcedores!

A torcida presente gerou imagens lindas no “Stematão“:

Os poucos espaços vazios, láááá no fundo do estádio só existiram porque os bombeiros não liberaram a venda de ingressos para lotação de toda sua capacidade…

E também porque mesmo em grande número (quase 300 torcedores) a torcida visitante do CA Penapolense acabou não ocupando todo o seu espaço.

Mas aquele clima de jogo, de final, estava no ar!

E com a ótima campanha da Inter, não era difícil sonhar com a primeira estrela em seu distintivo!

E isso que deixa a partida e o rolê como um todo muito mais legal!

Aí o responsável pelo som no estádio, que animou a galera a partida toda!

Feliz por mais uma vez encontrar o amigo Brasileiro, lá de Serrana!

E aí, o Lobo Vermelho, mascote do time da casa!

E ele não ficou só lá no campo animando o pessoal não, veio pra arquibancada pra sair nas fotos do que poderia ser o momento mais importante da história da Internacional!

Mas ele não era a única fera presente no Estádio não, olha aí que figura:

Um destaque especial para a organização do estádio e para a gastronomia local.
Tinha sorvete, esfiha, pipoca, refrigerante…

Mas, sem dúvidas o mais legal era mesmo a presença da população na bancada…

Cada um abraçou o time da cidade como pode, e foi muito bonito registrar quantas diferentes gerações das mesmas famílias se fizeram presente nessa verdadeira mobilização!

A partida começou e era difícil se concentrar no jogo com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo…

As duas torcidas faziam uma linda festa e o estádio realmente pulsava futebol como antigamente!

A Inter dependia da vitória para o título, então o time foi pra cima desde o começo do jogo e cada chance desperdiçada ou cada paralisação do juiz levava a torcida à loucura!

O Estádio Sócrates Stamato tem um detalhe que chama a atenção: em todo seu entorno, existem diversas bandeiras em branco e vermelho com o distintivo do clube.

Além de um lindo bandeirão que coloria o céu azul de vermelho…

A faixa indica que o pessoal da base também estava presente. Bacana ver esse envolvimento dos atletas e também de ver quantas categorias estão ativas hoje em dia.

E se o clima já era de aos 29 minutos, Loram fez o estádio explodir… Inter 1×0!

E foi muito bonito ver o sentimento que brotou na arquibancada local…

Assim, o primeiro tempo chegou ao fim trazendo um sentimento de alívio à torcida local, afinal… Ninguém ali estava preparado pra sair do estádio sem o título, mas… como vc bem sabe, o futebol não perdoa…

Assim, enquanto o sol foi se pondo, o segundo tempo reiniciou…

Teve até festa do celular…

E aos 19 do segundo tempo, Cadu fez 1×1 para o espanto e a tristeza da torcida da Inter…

A luz do sol vai embora e aos poucos parece que a torcida de Bebedouro realmente terá que se contentar com o acesso, aliás, fato a ser muito comemorado por si só!

O pessoal da Sangue do Lobo manteve o apoio o tempo todo!

É fim de jogo…
O empate leva a festa para o outro lado da arquibancada e as centenas de pessoas que viajaram de Penápolis até Bebedouro é que fazem a festa, sendo aplaudidos inclusive pelo público local em uma demonstração linda de respeito.

Parabéns aos atletas da Internacional pela incrível campanha e pelo acesso…

E parabéns aos campeões do CA Penapolense!!

Abraços aos amigos que reencontrei, Brasileiro, Mariano e o próprio Thiaguinho!

E que a Inter siga transformando os sonhos em conquistas… Espero poder voltar ao Estádio para uma partida na A3 2027!

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8ª rodada da série A2: derrota do Santo André, em 2 dias

Sábado, 7 de fevereiro de 2026.
Pare de reclamar da chuva, arrume amigos que sejam malucos também, e vamos pra Itu acompanhar a 8ª rodada da série A2 do Campeonato Paulista 2026.

Em campo, Ituano defende uma ótima campanha, invicta ainda, e o Santo André vem tentando criar pelo menos sua primeira sequência de resultados positivos…
É dia do Estádio Novelli Júnior pegar fogo!

No início do jogo, a prevista chuva ainda não havia chegado, então antecipamos nossa tradicional foto pra marcar o rolê.
Essas aliás, foram feitas pelo Roberto, esse em primeiro plano de boné da Vans… Mais um fanático pelo Santo André!

Os times vem a campo… E olha a nuvem em cima do estádio…

A ideia do nosso site sempre é fazer uma cobertura da partida, junto de uma torcida, mas sempre respeitando o adversário e inclusive dando espaço à sua torcida, mas confesso que fiquei decepcionado com o público em Itu.

E não é um problema exclusivo do Ituano… Infelizmente o futebol leva mesmo cada vez menos pessoas ao campo… Mas no caso do time de Itu, a boa fase merecia mais gente apoiando o Galo…

Enfim… para poucas pessoas, mas provavelmente as mais legais da cidade, e sob um céu esquisito, começa a partida!!!

A noite prometia não ser simples.
A chuva pesada que pegamos na estrada se aproximava a cada minuto do Novelli Júnior e o Ituano começou vindo com tudo desde o primeiro minuto, empurrado pela liderança em jogo e pela força que tem no seu estádio.

Pelo visto o pessoal do São Bento passou por ali.

Como sempre, a gente sofreu, se segurou, acreditou.
Quando o gol deles saiu, bateu aquela dor seca no peito que parecia soprar no ouvido: “vai ser duro buscar hoje”.

A chuva chegou… Mas não parecia vir com muita força.
O pessoal até resistiu no começo com capas e até com uma cabaninha de bandeira improvisada pelo Furlan…

Mas a chuva foi ficando cada vez mais forte, o gramado virou um campo de batalha e o futebol começou a virar sobrevivência. Em campo e na arquibancada.

Mesmo assim, o Ramalhão tentou.
Teve combate, teve chute perigoso, teve luta.
Mas, tem dias que não é a nossa vez.

Quando o juiz encerrou o primeiro tempo, nem cogitei que a partida não voltaria, mas realmente estávamos encharcados como poucas vezes…
Essa outra foto do Roberto mostra como a organização tentou solucionar o problema:

Fiz o que seria a última foto do meu celular que acabou danificado pela água… A câmera já estava com a lente ruim…

Depois de mais de 1 hora, o juiz anunciou que a partida estava suspensa.
Saímos do estádio com a cabeça cheia e tivemos que aguardar até domingo de manhã, e dessa vez acompanhei de casa, sofrendo a distância.
O Santo André até voltou melhor mas o Ituano soube controlar o jogo, esfriar o ritmo e segurar a vantagem.
Fica a consciência de que o Ramalhão brigou dentro das condições que o jogo permitiu.
Graças ao adiamento do jogo entre Sertãozinho e Monte Azul, seguimos no G-8, mas com o alerta ligado, já que qualquer que seja o resultado sairemos desta posição.
Quem acompanha esse time sabe: a estrada da A2 é longa, dura, e só passa por ela quem aguenta lutar até o fim faça chuva, faça sol, no estádio ou em casa.

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De volta ao Estádio Robertão, em Serra-ES em 2026

Estivemos várias vezes passeando pelo Espírito Santo.
Em 2020, graças ao amigo Thiago, pude ir até a cidade de Serra pra conhecer o Estádio Robertão, a casa do Serra FC (veja aqui como foi)

Porém, no final de 2025, tivemos a oportunidade de voltar ao estado e dar um rolê, passando por cidades como Vitória (onde inclusive assistimos à Super Copa Capixaba: Vitória 5×1 Rio Branco), Serra, Aracruz, São Mateus, Linhares, Conceição da Barra, João Neiva, Ibiraçu, e além de praias e lagoas, fui conhecer os Estádios locais.

Assim, começo contando como foi a nova visita ao Estádio Roberto Siqueira Costa (Robertão).

Se você nunca esteve no Estádio, conheça um pouco do entorno do Robertão.

Dessa vez, consegui adentrar ao Estádio e agradeço ao pessoal da gestão do time que não só liberou a minha entrada como me falou bastante sobre o dia a dia atual do clube.

Finalmente, aí está a parte interna do Robertão!

O Robertão não é um estádio moderno.
Caminhar por ali é sentir o futebol sem filtro.
O som do bairro, a montanha ao fundo, o campo logo ali, sem distância entre quem joga e quem assiste.
Não tem fachada imponente nem arquitetura moderna, mas tem identidade. Daquelas que não se copia.
Talvez nem seja muito “receptivo” para torcedores visitantes..

Dê uma olhada em como é estar pelo Estádio:

É um estádio raiz, cru e até hostil.
Cada detalhe do estádio parece contar uma história.
O concreto gasto, o placar manual, o distintivo na parede.
Tudo ali remete a um tempo em que o futebol era mais próximo, mais humano, e em que o clube fazia parte da rotina da cidade, não só do fim de semana.

Visitas assim lembram por que registrar estádios importa.
Porque mais do que jogos, eles guardam memória, pertencimento e resistência.

O Robertão segue ali, firme, esperando o próximo apito inicial e gente disposta a ocupar arquibancada, cantar e manter essa história viva.
Em resumo: adorei a visita!

Este é o meio campo, visto de quem está na arquibancada, lá ao fundo a montanha:

Acredito que aquela arquibancada do outro lado seja o espaço destinado aos torcedores visitantes.

Aqui, o gol da direita, e você pode perceber que o estádio fica literalmente no meio do bairro, ainda bastante horizontal.

E aqui o da esquerda:

Deve ser muito legal ver um jogo aqui.
E deve ser difícil bandeirar um jogo kkkk.

Além de tudo, ainda deu pra ver o elenco ali presente se preparando para o Campeonato Capixaba.

Bacana essa cor alternativa da camisa, né?

O distintivo do time na parede guarda a área dedicada aos materiais do time.

Ali estão pôsteres e troféus do time.

Pra terminar, ainda pude ver os materiais a venda como as camisas…

E o boné do time…

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226- Camisa da Associação Olímpica de Jardinópolis (SP)

Em dezembro de 2025, pegamos a estrada até Brodowski para acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!

Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui.
Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis.
Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas.
Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:

A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas.
Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis.
A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.

As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.

Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.

Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira.
Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.

Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!

Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919.
Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:


Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:

Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.

Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:

Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!

Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:

Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!

Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!

Sinta o clima do estádio durante nossa visita:

O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…

Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.

Aqui, o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.

E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer.
Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!

Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!

E este outro modelo branco:

O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…

E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.

O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!

Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!

A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.

Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.

Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!

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O futebol em Ribeirão Preto – Parte 1: O Estádio Palma Travassos

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país.
E, infelizmente, é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas em todos os ambientes que a gente vive: escola, trabalho, amigos e futebol.
Só pra reforçar o tema, vale assistir o vídeo do Eduardo Bueno que relembra quem foi e o que simboliza Zumbi dos Palmares e a data de 20 de novembro.

Também aproveitamos o feriado para pegar a estrada.
Fomos até Ribeirão Preto!

Devido à sua ascensão como grande centro produtor de café no final do século XIX, houve extensivo uso de mão de obra escravizada, e mesmo com a abolição, muitas lavouras da região ofereceram resistência ao fim da escravidão.
Encontrei alguns levantamentos quantitativos realizados por Luciana Suarez que destaca a população da cidade em 1874 como: 4.695 livres e 857 cativos. Dados de 1887 mostram que a população livre somava 9.041 e a escravizada 1.379.
Por isso, é importante entender a realidade dos dias de hoje com base nessa história recente, porque se você acha que isso é coisa do passado, leia esta notícia de 2022 sobre idosa que era mantida em condições análogas à escravidão.

Nosso principal objetivo na cidade era registrar o Estádio Palma Travassos, o único das 5 divisões do Estado de São Paulo de 2025 que a gente ainda não conhecia.

E, felizmente, deu tudo certo! Da bilheteria até a parte interna do Estádio, conseguimos passar uma boa tarde vivenciando o Palma Travassos!

Faltou apenas ver a loja “Garra do leão” e aproveitar algum desconto, mas como diz um grande economista, melhor do que um desconto é não gastar.

Gostaria de agradecer todo o pessoal do estádio e da assessoria de imprensa que possibilitaram a visita e nos deixaram super a vontade para registrar cada detalhe.

Na parte interna ainda, existe uma série de itens históricos, como esta camisa linda:

Aliás, já escrevemos sobre a camisa e história do Comercial, veja aqui.
Faltava mesmo o registro do Estádio e antes de adentrá-lo dei uma boa volta em seu entorno e muito interessante ver que existe uma vida própria ali com bares e restaurantes.

Voltando a falar sobre os objetos históricos dispostos ali internamente, vale citar os troféus, os quadros com os presidentes e fotos históricas, muito bonitas, como a do antigo estádio!

Mas,já era hora de, finalmente, entrarmos ao campo, vamos lá?

Como mostrei no vídeo, achei legal também esses painéis homenageando figuras importantes da história do Comercial FC.

É mesmo um estádio muito bonito, e sem dúvidas que estar ali em dia de jogo é uma experiência que ainda quero passar!

Olha que linda a parte coberta da arquibancada:

E aí está o distintivo gigante no próprio campo:

No dia da visita, estavam acontecendo melhorias no estádio e no campo, mas nada que atrapalhasse o nosso registro.

A arquibancada possui cadeiras um pouco diferentes das atuais tradicionais:

Uma honra estar em um estádio com tanta história e uma torcida tão apaixonada…

Olha o placar que bacana:

Aqui, um olhar no lado direito do campo:

O meio campo:

E o gol do lado esquerdo:

Enfim, foi muito emocionante poder caminhar ali pela parte de baixo, bem ao lado do gramado e imaginar quanta coisa já passou por aí.

Esses são os meus sonhos de criança… Estar em cada um dos estádios que povoaram minha imaginação ou mesmo o acompanhamento dos campeonatos nestes 48 anos de vida… Só tenho que agradecer a oportunidade…

E que o Comercial tenha um ano bacana em 2026.

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Semifinal do Campeonato Paulista sub17 e futebol amador em Cosmópolis

No fim de semana de 8 e 9 de novembro, estivemos por Cosmópolis e a cidade estava respirando futebol!
No sábado pela manhã, o Cosmopolitano Sports (agora de distintivo novo, como se vê abaixo) emprestou o Estádio Telmo de Almeida para que o Guarani disputasse a partida de ida das semifinais do Campeonato Paulista sub17.

Dê uma olhada em como estava bacana o clima no Estádio Thelmo de Almeida, mesmo em uma manhã chuvosa…

Cosmópolis tem respirado futebol de um jeito especial. A cidade carrega uma relação histórica com o esporte, por meio dos seus 2 times (Cosmopolitano e a Funilense) parece voltar a se acostumar a conviver com partidas decisivas.

O Estádio está praticamente pronto para receber a copinha de 2026!

Em campo, os visitantes não deram muita bola pro campo, nem o adversário e venceram a partida por 2×1!

Aqui, o gol da esquerda:

Gol da direita:

Meio campo:

O Guarani levou perigo tentando empatar…

Vista da arquibancada visitante:

Torcida do Guarani saiu meio brava com o resultado, mas o Bugre chegou até a semifinal revertendo fora de casa placares adversos, então… A esperança sobrevive!

A estrutura do Thelmo de Almeida impressiona pela organização e cuidado. Arquibancadas limpas e gramado bem tratado.
A cada reforma, o espaço reafirma seu papel como casa do futebol cosmopolense e símbolo de resistência esportiva no interior paulista.
Não a toa teremos copinha aqui em 2026…

Mudando de campo e de organização, seja bem vindo ao campo do Mancha Futebol e Samba, onde duas partidas das quartas de final do campeonato amador de Cosmópolis acosnteciam!

Se no sábado a manhã foi chuvosa no Estádio Thelmo de Almeida, o domingo brindou a torcida com forte sol!

Em campo o JBI FC fez 4×0 no EC Laranjeiras.

Esses torneios amadores revelam o verdadeiro coração do futebol: paixão sem contrato, rivalidade sem violência e muito amor pela camisa.
É nesse ambiente que surgem os novos talentos e onde o torcedor se sente parte da história, celebrando o jogo como um ato coletivo de alegria.
E esse time, alguém aí conhecia?

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Campeonato Amador do Estado 2025

Seja bem-vindo a uma das mais tradicionais e interessantes competições, realizada desde 1942 pela Federação Paulista de Futebol!
Assim como fez em 2024, o amigo e jornalista Mário Casimiro Gonçalves criou um guia para a edição deste ano, e você pode baixá-lo aqui neste link!

Para comemorar mais uma edição desse incrível Campeonato fomos até Mauá para acompanhar o embate entre o representante da Liga de Mauá, o Scorpions AEC e o Unidos São Gonçalo, representando a Liga de Taubaté.

E jogando em casa, o Scorpions contou com o apoio de sua torcida!

Mas o pessoal de Taubaté não deixou por menos e a “Residência dos Loucos” se fez presente e cantou sem parar!!!

E entre eles, a Guarda Municipal levou a sério a divisão entre os torcedores.

Em campo, o jogo foi levado a sério, como se fosse uma decisão desde o primeiro minuto, o que é bacana por um lado, já que dá um baita clima mas ao mesmo tempo fez o primeiro tempo ser bastante truncado…

O time visitante teve até chances de abrir o placar, enquanto os donos da casa pararam por duas vezes no bom goleiro do União São Gonçalo, Rafael Dida.

A torcida local sabia que o 0x0 não era um bom resultado, já que nessa primeira fase são grupos de 3 times onde apenas um se classifica para os mata-matas!

Por isso, o pessoal do Scorpions apoiou seu time como sempre!

Dá lhe bateria!

Olha a oportunidade para o Scorpions

Aliás, que bonito ver o Estádio Pedro Benedetti colorido com faixas, bandeiras e até fumaça.

O segundo tempo começou com os dois times prometendo tudo ou nada!

O time visitante não teve receio de se lançar ao ataque, mas… foi o Scorpions que cumpriu a ideia de construir o seu gol!

Quando a torcida local estava começando a se tranquilizar acreditando que teria os 3 pontos na partida…

O União São Gonçalo empatou o jogo… Fim de partida: 1×1.

Abraço ao amigo e jornalista Mário que além de fazer o Guia ainda apareceu lá em Mauá para cobrir o jogo pelo Diário de Atibaia! E um abraço também pro Daniel Alcarria, figurinha carimbada do futebol mauaense que em breve lança livro novo sobre o Grêmio!

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São Bernardo FC 1×0 Caxias

Penúltima rodada do quadrangular da série C

Domingo, 6 de outubro de 2025.
Dia de acompanhar mais uma partida válida pela série C do Campeonato Brasileiro, dessa vez aqui pelo ABC mesmo: São Bernardo FC x SER Caxias do Sul, e vamos ficar com a torcida visitante!

Bandeiras e faixas misturam o grená e o azul ao tradicional amarelo e preto do Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo.

E as cores da bandeira gaúcha também estavam na bancada!

No lado local, a Febre Amarela e a Guerreiros do Tigre eram as responsáveis pela festa!

Times entrando em campo, é hora do cerimonial de início do jogo…

E lá vem o time do Caxias saudar sua torcida!

A Torcida Falange Grená chegou para animar ainda mais a bancada dos visitantes:

O jogo começa e as emoções estão a flor da pele…
É quase uma decisão antecipada!

Não a toa a torcida do Caxias procurou apoiar o time desde o início!

E por 90 minutos, São Bernardo se transformou em uma parte da serra gaúcha. Só faltou o vinho e o chimarrão…

Mas também teve a presença dos amigos do time de Caxias

A torcida local se fez ouvir e, como se a cidade toda estivesse de mãos dadas, a torcida empurrou o time do São Bernardo

Consequência… Aos 37’ do 1º tempo, Dudu Miraíma marca o gol do São Bernardo FC:

Festa na arquibancada…

E no campo…

Tava uma noite com clima de decisão no Primeiro de Maio!

Como temos feito nesses jogos junto dos torcedores de outros estados, aproveitamos para ouvir um pouco da torcida do Caxias:

Começa o 2º tempo e o Caxias tenta equilibrar o jogo.

O pessoal do sul se empolga no apoio. O Caxias precisa do empate!

E o time gaúcho até cria as chances pro empate:

A torcida se empolga…

Será que o gol virá no escanteio?

A torcida local se esforça pra não deixar o Caxias crescer no jogo…

E a torcida do Caxias fica ainda mais apreensiva…

O tigre do ABC segue usando as laterais para chegar ao ataque.

Escanteio para o São Bernardo:

O tempo é curto… E passa rápido para quem está perdendo…

E mesmo com tanta pressão, o placar não se altera.
Vitória dos donos da casa por 1×0, para a alegria do Victor Nadal, do Héctor e do pessoal da Febre Amarela.
À torcida do Caxias resta acreditar e torcer por uma combinação de resultados que ainda pode dar a vaga à série B ao Caxias.
Do outro lado, o São Bernardo celebrou um resultado fundamental diante de sua torcida, que fez do Primeiro de Maio um verdadeiro caldeirão.
Mais uma noite respirando e vivendo o futebol brasileiro que une sotaques, cores e histórias em torno de um mesmo amor: o futebol.

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O Estádio Municipal Pedro Torteli, em Lindóia

20 de setembro de 2025.
Celebramos o aniversário da Mari com um rolê pelo tradicional Circuito das Águas Paulistas, e aproveitei para conhecer 3 estádios.
Os dois primeiros deles foram em Socorro: o Estádio Nego, a casa da AA Socorrense e o Estádio João Orlandi Pagliusi.
Você pode ver o post sobre estes dois estádios aqui!

E agora, chegamos ao terceiro deles: o Estádio Municipal Pedro Torteli, em Lindóia.

Não encontrei nenhuma informação oficial sobre quais eram os povos indígenas que ocupavam a área antes da chegada dos portugueses, mas sabe-se que no geral, a região foi habitada por diversas etnias naquele como os Tupi, Tamoio, Tupiniquim entre outros.
A formação da atual cidade se deu por estar no caminho entre o litoral e as minas de Goiás.

No início, o pequeno povoado tinha o nome de Brotas do rio do Peixe.
Com a construção do ramal férreo da Cia. Mogiana, de Serra Negra em 1890, a região adquiriu um canal para escoamento de sua produção agrícola.
Em 1938, foi criada a “Estância Hidromineral de Lindóia“, futura Águas de Lindóia, e a partir de 1953, se tornou sede de cidade, enquanto Lindóia passou a ser apenas Distrito de Paz.
Em 1965, Lindóia adquiriu a sua emancipação Política Administrativa
O futebol surgiu na cidade ainda nas primeiras décadas do século XX mas nunca se aventurou pelo profissionalismo.
Mesmo assim, mantém desde 1972 o lindo Estádio Municipal Pedro Torteli, a casa do futebol local, e assim, lá fomos nós conhecer e registrá-lo!

Olhando das arquibancadas, este é o lado esquerdo.
Lá ao fundo, temos uma linda quadra de bocha.

A quadra segue em uso contínuo!

Aqui, o gol do lado direito:

E aqui, o meio campo:

O singelo Estádio tem capacidade para 2 mil torcedores.

Vamos dar um rolê para conhecer:

É sempre uma aventura cheia de aprendizados estar em mais um Estádio do interior de SP!

Pra quem pergunta quais times utilizam este estádio, conheça alguns deles:

Aqui, uma imagem de um time posado com uma camisa identificando-o como EC Lindoia.

Bacana o lugar, não?

O Estádio Pedro Torteli não é apenas um espaço esportivo, mas um ponto de encontro comunitário, onde famílias se reúnem, jovens têm seu primeiro contato com o futebol e assim, mantém viva a tradição do esporte como ferramenta de integração social, fortalecendo o vínculo entre o passado e o presente de Lindóia.

E, como em tantos outros estádios do interior, sua importância vai além do placar ou das competições: ele representa a identidade de uma cidade que, mesmo pequena, encontra no futebol um motivo de orgulho.

Visitar o Pedro Torteli é testemunhar a resistência da cultura esportiva local e valorizar a memória de quem construiu essa história, sempre lembrando da importância de apoiar e preservar o time e o campo da sua cidade.

Mais um patrimônio do futebol do interior paulista registrado!

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