A 235ª camisa do nosso site veio em dose tripla! Três cores que levam a campo o amor de uma cidade ao futebol.
Camisa 1, 2 e 3… E uma mais bonita do que a outra! Já comece comentando qual das três você achou mais bonita!
E estas três camisas pertencem a um clube cheio de histórias e mistérios, e que só recentemente se filiou à Federação Paulista de Futebol. Falamos do Esporte Clube Meia Noite!
O EC Meia Noite foi fundado em 21 de abril de 1959, na cidade de Patrocínio Paulista, que fica a mais de 400km da capital. Assim como o time, a cidade também é pouco conhecida, pela distância e até pelo tamanho, onde vivem menos de 15 mil pessoas.
Mas muito antes do surgimento de Patrocínio Paulista, outros povos ocupavam aquela região. Quando os primeiros europeus chegaram por ali, rumo às minas de Goiás, encontraram os povos Kayapó Meridionais (do macro grupo Jê).
E importante reforçar também que antes deles, evidências arqueológicas indicam ocupações de milhares de anos, anteriores aos Kayapós.
Com a chegada dos europeus, a cidade de Patrocínio nasceu como a “Terra do Diamante”, graças aos garimpeiros do século XIX que passaram a ocupar a região. De lá pra cá, muita coisa mudou mas a cidade ainda mantém uma pegada interiorana cheia de charme e um certo ar bucólico.
Falando sobre o clube, a primeira dúvida que todos têm ao conhecê-lo é a origem do nome, e a resposta é bem simples: o time nasceu em um bar em frente à igreja no momento em que o seu relógio mostrava meia noite (a imagem abaixo é meramente ilustrativa kkk).
Em 2024, justamente no ano em que completou 65 anos, o clube transformou-se em SAF, graças a Edson Faleiros, que, quando adolescente, defendeu as cores do Meia Noite ainda nas competições amadoras da cidade.
Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista em 2025:
Em 2025, o time se filiou à Federação Paulista e passou a disputar as categorias de base, do sub-11 ao sub-17. Estivemos com eles em Santo André, acompanhando jogo do sub15 contra o EC São Bernardo, veja aqui como foi.
Novamente batemos um papo com o Edson!
Já em 2026, começou o ano fazendo história ao sediar a copinha e, passar pra segunda fase, com direito à vitória em cima do poderoso Coritiba FC.
A SAF também promoveu uma série reformas no Estádio Municipal Galileu de Andrade Lopes, agora sob concessão da própria SAF por 30 anos. Outra curiosidade interessante é que o estádio fica em frente ao cemitério municipal, que somado ao nome “Meia Noite” dá um certo ar “misterioso” ao time.
Em 2026, além da Copinha, o time fez (está fazendo nesse momento) boas campanhas nas competições de base.
Em 2026 ainda pegamos um jogo do sub15 lá em São Caetano:
Enfim, três camisas que registram a história de um time tradicional, mas que só recentemente entrou para o futebol federado e agora começa a escrever uma nova página de sua história! Vai, Meia Noite!!!
Segunda-feira, 21 de setembro de 2026. Noite de Copa Paulista em um local muito especial: o Pacaembu! Depois da reforma, visitei o estádio por várias vezes, mas esse será o meu primeiro jogo sob os domínios do Mercado Livre.
Decidi ficar na arquibancada visitante pra conferir como seria a aventura do pessoal de Araras na noite paulistana!
O Pacaembu é bem bonito, né?
E acompanhar duas equipes tão tradicionais em um mata-mata é uma pedida imperdível para uma noite de segunda feira, concorda? Não a toa, os times tiveram uma recepção muito bacana: que os fogos de artifício iniciem a festa!
Times perfilados para o hino nacional…
Fiquei pensando em como é complexa para a torcida essa nova fase do Juventus… O time tornou-se SAF e logo de cara conquistou um acesso à série A1 mas ao mesmo tempo o processo de mudança acabou envolvido em uma denúncia de corrupção (leia aqui matéria falando sobre isso).
Para muitos, o time perdeu identidade, para outros é a última oportunidade de voltar a disputar grandes competições… E você, o que acha? Abraços ao Garcez que me mandou a foto abaixo dos amigos da bancada que se reencontraram no lado juventino nessa noite de Copa!
Do outro, o União São João EC, levou a força do futebol do interior até a capital!
Muito dessa animação veio da Torcida União Alviverde.
Pra quem não lembra, o União foi o primeiro “clube empresa” do Brasil, em 1994, com a criação da União São João S/A. De lá pra cá, muita coisa mudou. Só não mudou o amor da cidade pelo time!
Nos anos 1990, o União foi campeão da Série B (em 1996), disputou quatro edições da Série A, mas também acumulou rebaixamentos e chegou a ficar sete anos sem futebol profissional.
Quando voltou, em 2022, precisou recomeçar pelo degrau mais baixo do futebol paulista: a Bezinha, uma trajetória que transformou um clube de destaque nacional em um verdadeiro exemplo de reconstrução.
E boa parte desse novo momento se deve a Zé Mário Pavan, um personagem indissociável da história do clube e que acompanhou a partida lá do meio da arquibancada, ao lado da torcida!
Pavan está no clube desde 1993, e esteve presente no auge, na queda e agora na reconstrução do time, tornando-se um dos dirigentes mais longevos do futebol paulista. Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista, confira:
E como foi emocionante ver o pessoal de Araras pintar de verde e branco as bancadas do Pacaembu:
Ah, a Luca se divertiu participando da bateria da Torcida União Alviverde:
Olha que legal ver o rock se misturando ao futebol na pele do torcedor do União (eu acabei conversando pouco e esqueci o nome do amigo aí, quem puder, por favor, põe nos comentários pra eu citar aqui):
Só pra lembrar: uma semana antes, no Estádio Hermínio Ometto, o União havia vencido por 1 a 0, com gol de Alex Oliveira. Assim, o time de Araras chegou ao Pacaembu podendo empatar para seguir adiante. Já para o Juventus, só a vitória interessava e por isso, um bom número de torcedores compareceu ao Pacaembu para apoiar o time da Mooca.
Difícil fazer imagens da torcida local ali do setor visitante e eu sempre gosto de mostrar os dois lados da bancada, mas é o que temos…
E o Moleque Travesso tratou de mostrar rapidamente que a noite seria complicada para os visitantes.
Logo aos 7 minutos, quando a torcida ainda chegava ao Pacaembu, Felipe Augusto fez uma bela jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e bateu no canto para fazer 1 a 0 Juventus.
O União ainda pediu a revisão do lance, alegando uma infração na origem da jogada, mas a árbitra Edina Alves Batista foi ao vídeo e confirmou o gol. Balde de água fria na cabeça da torcida visitante?
Que nada! A impressão é que eles nem sentiram…
Em campo, o time pareceu ouvir a torcida e e passou a ocupar melhor os espaços, criando mais oportunidades.
Mas, o Juventus seguiu apertando e o goleiro João Souto apareceu por várias vezes, evitando o segundo gol juventino.
Tudo o que a torcida do União podia fazer era seguir apoiando…
E eles fizeram isso…
Momento da pausa para hidratação…
A partir da metade da primeira etapa, senti o time de Araras melhor, mas faltava o lance final pra chegar ao gol.
E a torcida pareceu entender isso e seguiu cantando até o fim do primeiro tempo!
Olha aí o time indo pro vestiário e recebendo o apoio da torcida!
A segunda etapa prometia ainda mais emoção. Até então, com 1×0, a decisão seria nos penaltys, mas algo parecia animar a rapaziada de Araras…
O União seguia buscando ocupar o campo de ataque e assim conquistar o gol que daria a classificação para as semifinais da Copa Paulista.
Foi então que o momento mágico aconteceu. Aos 21 minutos, Bruninho tabelou com Léo Souza pela esquerda e cruzou para Alex Oliveira, que apareceu antes do goleiro Passarelli para mandar para o fundo da rede. Juventus 1 x 1 União São João!
Se em campo houve muita celebração, imagina como foi na bancada…
A partir daí, o Juventus precisaria marcar mais duas vezes para avançar no tempo normal e o time acabou tendo que ir para cima, enquanto o União passou a encontrar espaços para os contra-ataques deixando o jogo uma loucura!
Warlei ainda teve uma grande oportunidade cara a cara com Passarelli para matar definitivamente o confronto para a alegria da torcida visitante, mas acabou perdendo a chance.
Os minutos finais por incrível que pareça não foram de apreensão, mas de muita festa e apoio na bancada alviverde!
Mesmo com o Juventus pressionando, a chance não veio e a árbitra Edina terminou o jogo com o União classificado!!!
A partida teve 2.488 torcedores presentes.
Agora, na semifinal, o União São João enfrenta o Grêmio Prudente, e pra quem gosta do futebol paulista, é difícil não achar bacana ver novamente o União São João de Araras chegando às fases decisivas de uma competição estadual.
O Verdão de Araras está na semifinal! Pode comemorar!!!
Sábado, 19 de setembro de 2026. Dia de mata-mata pelo Campeonato Paulista Sub-20! E por mais insano que pareça, saímos de Santo André as 4h30 da manhã para acompanhar a primeira partida desse mata-mata válido pelos 16 avos do campeonato. De presente, ganhamos esse lindo nascer do sol, ali por Pirassununga:
Embora nossa passagem pela cidade tenha sido para acompanhar o jogo, acabamos aproveitando para conhecer a cidade. Já estive lá, há 10 anos para acompanhar o acesso do Sertãozinho à série A2 (veja aqui como foi), mas ainda não tinha me dedicado a conhecer mais do dia a dia de Sertãozinho.
Localizada na região de Ribeirão Preto, Sertãozinho é uma cidade fortemente marcada pela agroindústria e, principalmente, pelo setor sucroenergético, que vira e mexe se apresenta em crise, para a tristeza da cidade.
A ferrovia também faz parte da história de Sertãozinho e fiz questão de visitar a antiga estação da cidade.
Mas nessa visita conhecemos outra característica importante da cidade: sua vida cultural, já que nesse fim de semana acontecia a 22ª Feira do Livro de Sertãozinho, realizada na tradicional Praça 21 de Abril.
Com o tema “Sertãozinho: Estância de Encontros e Histórias” e reuniu literatura, música, educação e cultura, com escritores locais e convidados, atividades para crianças, oficinas, troca e doação de livros, um planetário gratuito e até show do Almir Sater.
Essa é uma das coisas mais bacanas de viajar pelo interior. A gente sai de casa para conhecer um estádio, assistir a uma partida e acaba descobrindo também as praças, as história e as pessoas que ajudam a construir a identidade de cada cidade. Além, é claro do sorvete local!
Mas, o objetivo central desse rolê era mesmo o Estádio Frederico Dalmaso, o tradicional Fredericão, palco da partida entre Sertãozinho FC e EC Santo André.
E não é que nossa bancada ainda ganhou mais gente com a chegada do Marques, Ovídio, Sandro Gaúcho e o Gabriel!
A entrada visitante é ali no portão lateral, número 3. Então, seja bem vindo!
Times em campo…
Hino, orações e abraços em dia…
Importante saudação à torcida que andou muitos quilômetros para estar ao lado do time…
Até a bandeirinha do escanteio está pronta… Ainda que de ponta cabeça… Mas já podemos começar a partida!
O jogo é importante, pois o campeonato entra agora na fase eliminatória, onde “dois times entram, e um time sai” e por isso o jogo começou quente, com o Santo André se posicionando muito bem e apertando o time da casa.
Na bancada, a torcida fez o que pode, apoiando e até colorindo o nosso lado com as faixas da Fúria e a homenagem à TILMA.
Porém em uma descida pela direita, o Touro dos Canaviais saiu na frente com Gabriel, colocando pressão sobre o Ramalhão neste primeiro confronto do mata-mata.
Pode conferir no placar…
E o gol acabou animando o time da casa que criou outras chances…
O sol, que há tanto tempo não dava as caras pelo ABC nos fez uma visita lá no interior… A pausa para hidratação veio em boa hora pros times e também pra quem estava na bancada. Aliás, linda atitude da diretoria local de distribuir água para a nossa torcida, muito obrigado!
A sombra das bandeiras também foi uma boa opção de refresco…
A partida foi muito boa tecnicamente, mas com o placar em vantagem, o time da casa acabou preferindo segurar o jogo e o Santo André acabou crescendo no jogo!
O intervalo foi marcado pelo belo gesto da torcida ramalhina limpando o estádio:
No segundo tempo, o jogo ficou quente até que Guilherme Henrique marcou para o time do ABC e definiu o placar em 1 a 1, deixando tudo aberto para a partida de volta.
Sertãozinho 1 x 1 Santo André. Agora, a decisão da vaga muda de endereço. Na próxima sexta-feira, 25 de setembro, as duas equipes voltam a se enfrentar, desta vez em Santo André, para definir quem segue adiante no Campeonato Paulista Sub-20. Mas antes do final, um registro do nosso time da bancada:
E também um agradecimento à torcida local, Raça Grená, que nos recepcionou e depois do jogo ainda trocou uma ideia com a gente, mostrando que o futebol podia ser muito mais legal se essa fosse a regra em todos os jogos e estádios.
A 234ª camisa do nosso site chama a atenção não apenas pelas cores, pelo desenho, ou escudo ali presente mas porque ela carrega consigo a história de uma cidade e de um clube que atravessou diferentes momentos do futebol paulista. Falamos do Atlético Monte Azul, de Monte Azul Paulista.
Este é o brasão atual, mas ele passou por muitas mudanças no decorrer do tempo e vale a pena recorrer ao Escudos Gino para conhecer a evolução deste símbolo!
O Atlético Monte Azul foi fundado em 28 de abril de 1920 na cidade de Monte Azul Paulista em uma época em que sua população não chegava a 13 mil pessoas. Veja uma imagem da época, vinda do Blog do Iba Mendes:
Estando há mais de 400 km da capital do estado, o Atlético Monte Azul teve uma verdadeira luta dentro e fora de campo para manter-se vivo e relevante durante seus mais de 100 anos de tradição no futebol. Este era o time do início da década de 20:
Sem dúvidas, o maior momento de sua história aconteceu no fim dos anos 2000. O time conquistou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão, na época chamada de B1, em 2004.
Em 2007, sagra-se vice campeão da A3, voltando à série A2 depois de mais de 50 anos.
Os dois anos seguintes foram mágicos. O retorno à série A2 e logo a despedida… Mas dessa vez, a despedida foi positiva, o título inédito da A2 de 2009, levou o Atlético Monte Azul à série A1!
Tudo bem que foi apenas um ano na série A1, mas foi incrível… E a campanha nem foi tão ruim… Foram poucas derrotas e partidas inesquecíveis…
A passagem pela elite acabou em 2010, mas a história estava longe de terminar. O Monte Azul voltou à Série A2, viveu novos momentos difíceis, chegou a cair para a A3 em 2016 e conquistou o retorno à A2 três anos depois, como vice-campeão da Série A3 de 2019. É justamente essa trajetória de acessos, quedas e recomeços que ajuda a explicar o que significa manter um clube do interior vivo por mais de um século. Uma camisa não precisa representar apenas títulos e acessos. Ela representa quem continuou acompanhando o clube quando as divisões mudaram, quem foi ao estádio, quem levou os filhos e quem manteve viva uma identidade que nasceu há mais de um século.
Domingo, 16 de agosto de 2026. Dia de decisão em Limeira. É mais uma “Bezinha” que chega ao fim e foi muito bacana poder acompanhar esta final, principalmente por ser em Limeira e entre dois times pelos quais tenho muita simpatia.
Saímos cedo de Santo André e fomos até o tradicional Estádio Comendador Agostinho Prada, o Pradão, para acompanhar um daqueles jogos que explicam muito bem por que a gente gosta tanto do futebol do interior paulista.
Domingo é dia de jogo, de feira e de festa na Vila Esteves!
Era dia de galo, mas não é que até cobra apareceu pra curtir o rolê?
E também tivemos a presença em bom número dos torcedores do Mecão!
O pessoal chegou em diversos ônibus e ocupou a rua por onde os visitantes entraram (essa entrada havia sido desativada, mas achei que o acesso foi bem melhor assim).
E nós ali, nos sentindo quase no inferno, no meio de tantos diabos riopretanos!
E olha que legal o clima entre as duas torcidas: rivalidade, sem inimizade!
A torcida local também fez uma grande festa, antes, durante e depois do jogo!
E toda essa festa é mais do que justificada, afinal, estava em disputa, nada menos que o título do Campeonato Paulista Sub-23 da Segunda Divisão, a nossa velha e conhecida Bezinha.
As duas equipes já haviam conquistado o principal objetivo da competição: o acesso para a Série A4 de 2027. Mas faltava decidir quem subiria levando também a taça.
Então vamos à festa da arquibancada local, que teve direito até à charanga!
E teve bandeirão também!
Do outro lado, o América chegava a Limeira com uma enorme vantagem por ter vencido o primeiro jogo no Teixeirão, por 2×0. Por isso, tanta gente de vermelho confiante no título!
Para o Independente, não bastava simplesmente vencer. Era dia de buscar uma virada histórica tirando os dois gols de vantagem dos visitantes, e por isso, a torcida do Galo não parou de apoiar um minuto. Começou com o lançamento daqueles rolos de bobina que dão um efeito muito legal…
E também deu um pouco de trabalho pro pessoal pra limpar… Mas valeu!!
O Pradão recebeu um público de mais de 2 mil e quatrocentos torcedores, um número bem relevante para uma partida da última divisão do futebol paulista e, principalmente, uma demonstração de que o Independente continua tendo gente que se importa com o clube e com o futebol da sua cidade.
Faixas, bandeiras, camisas… Cada um levou o seu amor alvinegro de uma maneira ao estádio…
E a emoção disparou nos corações da torcida local ao ver o início do jogo com tanta pressão do galo pra cima do Mecão!
Olha que legal, quanta gente unida por uma mesma ideia, um mesmo time… E falamos de um futebol diferente daquele dos grandes estádios lotados que aparecem toda semana na televisão. É algo muito mais especial para quem vive esse dia a dia…
É isso… Acordar cedo em um domingo e ir até o estádio do bairro. Comer um pastel e um caldo de cana na feira, vestindo a camisa do seu time, amarrar a faixa na grade…
É dia de escolher seu melhor chapéu!
É dia de sair na foto com o galo…
É sobre encontrar os amigos e cantar…
https://www.youtube.com/watch?v=WdlKfSHApLE
Vale gritar, xingar e sofrer… Sofrer? É… é que o time do América não se comoveu com toda essa história e decidiu estragar o domingo da torcida local. Aos 17 minutos, Leozinho roubou a bola e encontrou Édipo, que abriu o placar para o América. Festa na torcida visitante!
Se a situação já era difícil, agora parecia quase impossível. Quase. Porque a arquibancada também serve para isso.
Para acreditar quando a matemática começa a mandar você desistir.
Assim, enquanto a bancada pulsava, o Independente buscava o ataque sem deixar de lutar em nenhuma jogada. Obrigado por poder viver esse dia!
A partida começou a mudar nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 45 minutos, Hiago Ramiro cobrou pênalti e empatou o jogo. 12º gol dele na competição, terminando a Bezinha como artilheiro isolado.
1×1. Festa na bancada local!!!
Mas ainda faltava muito… Confesso que era difícil acreditar… Mas alguém devia ter explicado isso para o torcedor galista, que seguiu confiando quando ninguém mais acreditava.
Só que, ainda nos acréscimos do primeiro tempo, veio o momento mágico… Escanteio para o Independente e Iury subiu para colocar o Galo na frente!
O Independente consegue ir para o intervalo vencendo por 2×1.
O que alguns minutos antes parecia praticamente impossível começava a ganhar outra cara.
O torcedor do Independente começou a fazer aquele pensamento que todo torcedor conhece: “Ainda dá.”
Olha aí o Brasileiro do Brasa Camisas levando sua camisa do Independente pra viver uma manhã de emoções…
O América, naturalmente, não estava disposto a simplesmente assistir à reação e tentou retomar o ritmo do jogo.
Logo no começo do segundo tempo, João Gregório acertou a trave do Galo para a loucura da torcida do Mecão!
Era mesmo uma final. E quem foi pro jogo, foi acreditando que os seus onze caras lá dentro poderiam proporcionar uma manhã a ser lembrada durante muitos anos. E quem foi ao Pradão naquele domingo certamente ganhou uma dessas histórias.
O relógio correu rápido no segundo tempo… Até que, aos 40 minutos, aconteceu. Felipe Ferreira recebeu a bola, deu um chapéu no marcador e soltou a bomba. Gol! 3×1 Independente! O 2×0 sofrido em São José do Rio Preto estava finalmente apagado.
A partida ia para os penaltys, mas um gol daria o título ao Independente e Isac Nilton decidiu dar essa alegria à torcida local: Independente 4×1 América!
Uma virada daquelas que o torcedor conta durante anos.
Depois de 15 anos, o Independente voltava a comemorar um título. E não de qualquer maneira: dentro de sua casa, diante de sua torcida e revertendo uma desvantagem de dois gols construída no primeiro jogo.
O juiz não demora pra terminar a partida! O Galo sagra-se campeão com 14 vitórias em 18 partidas, 49 gols marcados e apenas 12 sofridos. Mas números são números. As fotos daquele domingo provavelmente contam uma história muito melhor.
A história de quem estava lá. Dos torcedores que continuam acompanhando o Independente mesmo longe dos grandes holofotes. Das faixas nas arquibancadas. Das camisas alvinegras. Dos braços levantados. Da comemoração de cada gol. E daquele momento especial em que jogadores e torcida percebem juntos que conseguiram transformar um 3×0 no placar agregado em um título.
Também é preciso reconhecer o América, que fez uma excelente competição, perdeu apenas duas vezes em 18 partidas e também conseguiu aquilo que talvez fosse o objetivo mais importante do ano: está de volta à Série A4 em 2027, assim como o próprio Independente.
Mas aquele domingo era do Galo. Do Independente. Da Vila Esteves.
E principalmente de quem esteve no Pradão acreditando até o fim.
O Galo é campeão!
E aí cada um celebrou do seu jeito…
O que mais há de se dizer de um dia desses? O futebol do interior segue vivo!
Domingo, 10 de agosto de 2025. Era dia dos pais e sempre uma data cheia de celebrações e por isso mesmo fui até Limeira para visitar um clube que fez história no futebol paulista: a Sociedade Esportiva Gran São João (distintivo disponibilizado no Pinterest).
A Sociedade Esportiva Gran São João foi fundada em 15 de março de 1948 sob o nome de Esporte Clube Limeirense, aqui, fotos do time de 1949 enviada pelo pesquisador e amigo Kina lá de Limeira:
Outras fotos do amigo e pesquisador Kina mostram que o time nasceu rubronegro e também foi fruto de uma fusão entre o Gran Club, os diabos vermelhos….
…e o São João FC.
A equipe disputou a edição do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1952 (atual A2)
O Gran São João disputou ainda quatro edições da Terceira Divisão, em 1954, 1961, 1962 e 1963. Mesmo licenciado do futebol profissional, sua sede continua ativa!
Perceba que o distintivo passou por um redesign.
Atualmente o clube se limitou à atuação social, com cerca de 12 mil associados.
E sua sede é muito bem cuidada!
Mais um time que marcou história e que infelizmente abandonou o sonho do profissional…
No sábado de 8 de agosto estivemos em São José para acompanhar a partida entre o time local e o nosso querido Ramalhão (veja aqui como foi), e aproveitamos para registrar o Estádio Municipal de Jacareí.
Mais uma bilheteria registrada para o nosso site!
O atual Estádio Du Cambusano, anteriormente chamado de Estádio Stavros Papadopoulos é um dos que mais tentei visitar, mas estava sempre fechado por isso fiquei muito feliz em finalmente conseguir adentrar e registrar a parte interior e suas arquibancadas… Até já escrevi sobre o futebol profissional da cidade (veja aqui como foi) mas apenas contando com as fotos do lado externo, como esta:
Agora, finalmente vamos conhecer a parte interna do estádio:
O Estádio Municipal Du Cambusano foi inaugurado em 27 de maio de 2001, sendo a casa do antigo Jacareí Atlético Clube (JAC) e seu nome original (Estádio Stavros Papadopoulos) foi uma homenagem ao empresário grego que liderou sua construção.
Importante reforçar que antes dele, a cidade contava com outro estádio, o Estádio Antonio Jordão Mercadante, inaugurado em 13 de abril de 1924, num amistoso contra o Palestra Itália da Capital (1×1) e demolido 90 anos depois em 2014.
A partida inaugural foi um empate em 1×1 entre o Jacareí AC e a OSAN de Indaiatuba. Contei com a ajuda do Escudos Gino para registrar a evolução dos escudos do JAC:
Atualmente, a capacidade de suas arquibancadas é para 4 mil torcedores.
Infelizmente o JAC passou por uma crise financeira e o patrimônio do clube acabou sendo assumido pela Prefeitura de Jacareí. Mas sem time no profissionalismo, o estádio acabou abandonado por um bom tempo, por isso mesmo é bacana ver como ele está bonito e vivo agora em 2026!
Em 2024, o local foi oficialmente reinaugurado após passar por uma reforma e recebeu seu nome atual: Estádio Municipal Du Cambusano, homenageando João Baptista Cambusano Filho, um apaixonado pelo futebol amador de Jacareí.
Pra melhorar ainda mais o cenário, no início do ano foi oficializado que o estádio receberia os jogos do Jacareí Futebol Clube (antigo Clube Atlético Joseense) na Série A4 do Campeonato Paulista, trazendo o futebol profissional de volta à cidade.
Algumas imagens peculiares do Estádio…
O Estádio possui arquibancadas dos dois lados, aqui é a que fica do lado das cabines de imprensa e foi por onde eu entrei.
Ali estão as cabines de imprensa:
Do outro lado, a cidade começa a se verticalizar e os primeiros prédios mais altos começam a aparecer… Imagino que o futuro vai mudar esse horizonte…
Enfim, mais uma missão cumprida, registrando esse estádio que, espero, ainda receba muitas competições no futuro… E fica nosso compromisso de colar com o pessoal que tem feito a festa nas arquibancadas por aqui!
Sábado, 8 de agosto de 2026. Uma semana depois de conquistar sua primeira vitória na Copa Paulista justamente sobre o São José, o Ramalhão viajou ao Vale do Paraíba para reencontrar a Águia.
O desafio dessa vez é no Estádio Martins Pereira, a casa do São José, tornando a partida ainda mais difícil.
E se tem Santo André em campo, a nossa torcida está presente!
Times entrando em campo… E a emoção vai crescendo…
A torcida local fez sua parte comparecendo em mais de 2 mil pessoas para apoiar a águia!
O time do Santo André valorizou a presença de quem foi e saudou sua torcida:
E sente aí o clima da partida:
Desta vez, o roteiro foi diferente do que viu-se na partida anterior… O São José começou pressionando muito desde o início do jogo!
O São José começou a partida impondo seu ritmo e controlando as ações ofensivas. Ainda no primeiro tempo chegou a balançar as redes com Wesley, mas a arbitragem assinalou impedimento, mantendo o placar zerado, mas preocupando a torcida visitante que sentia o time mal posicionado, muito recuado e sem criar praticamente nenhuma jogada de ataque.
O Santo André resistiu enquanto pôde e foi para o intervalo com a sensação de que um bom segundo tempo poderia render pontos importantes fora de casa. Nas arquibancadas, o que se pode levar foram algumas calorias a mais, graças às saborosas ofertas do bar local.
Já no segundo tempo, o São José voltou melhor e logo aos oito minutos abriu o placar com Thomaz Carvalho, com um belo chute no canto direito de Guilherme…
O Ramalhão ainda tentou reagir, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras e só foi realmente chegar com algum perigo nos minutos finais do jogo. O São José controlou bem a vantagem e, já nos acréscimos, Neto Oliveira aproveitou um rebote do goleiro Guilherme após boa jogada de Tchê Tchê para fechar o placar em 2×0.
O resultado recolocou o São José na liderança do Grupo 4, enquanto o Santo André permaneceu com quatro pontos, ainda dentro da zona de classificação, mas agora precisando voltar a pontuar para não se complicar na sequência da competição. Faz parte do futebol. Resta levantar a cabeça rapidamente. A próxima rodada reserva mais um desafio pesado: o reencontro com o São Caetano, desta vez no Anacleto Campanella.
A 233ª camisa do site foi presente de amigo João Monteiro e pertence ao Barretos Esporte Clube, uma edição especial de 2026 dedicado ao time sub20 deste que é um dos clubes mais tradicionais do interior paulista e um importante representante da cidade mundialmente conhecida pelo Hospital de Amor, anteriormente chamado de Hospital de Câncer de Barretos.
Fundado em 12 de outubro de 1960, o Barretos EC é conhecido pelo seu apelido e mascote: Touro do Vale, em referência à forte tradição agropecuária da região.
Ao longo de sua história, o Barretos se consolidou como uma presença constante nas competições da Federação Paulista de Futebol, protagonizando campanhas marcantes e revelando atletas como o zagueiro “Modesto“.
O zagueiro Modesto fez parte do time de ouro do Santos ao lado de craques como Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Pode se dizer que a história do Barretos EC se inicia no início do século XX com a fundação do Barretos FC em 1915 (aqui vale ressaltar que o time passou por uma reorganização em 1938 e por isso alguns consideram este ano como o nascimento do time). Era nesse time que o zagueiro Modesto que mostramos acima, jogou. O excelente site Escudos Gino traz os distintivos já utilizados pelo time:
O outro lado dessa história se dá com o Fortaleza Esporte Clube, fundado em 15 de novembro de 1936 e conhecido como o “Periquito da Rua 20”. Recorremos novamente ao Escudos Gino para mostrar o brasão do time:
E os dois times chegaram a rivalizar nas competições da Federação Paulista, jogando no tradicional Estádio da rua 32.
Ocorre que em 1959, ambos acabam rebaixados para a terceira divisão e em 15 de outubro de 1960, decidiram se unir e, apesar da rivalidade local, formar o Barretos Esporte Clube.
Escrevemos sobre a história do futebol de Barretos em outro post, veja aqui como foi e falamos sobre o terceiro time da cidade, o Motoristas FC:
Em 2016, estivemos no Estádio Antônio Gomes Martins, conhecido como Fortaleza,
E não foi pra ver qualquer jogo, não… Foi simplesmente a decisão de um dos acessos para a série A1 do Paulista, que acabou ficando com o Santo André.
Também estivemos acompanhando a torcida deles em Suzano, em uma partida da Bezinha:
O Barretos disputou a competição equivalente à segunda divisão de 1961 até 1987, quando foi rebaixado. Em 1965, 1968,1969 e 1976 participou das finais, mas acabou perdendo o acesso.
Em 1990, conseguiu o acesso e voltou à Série Intermediária (como era chamada a atual Série A2). Em 1993, caiu para a Série A3 e, em 1995, para a Série B1A. Em 2000, o Barretos conseguiu conquistar novamente o acesso à Série A3. Em 2006, foi rebaixado à Segunda Divisão. Em 2011, conquista o acesso para a série A3. Em 2015, volta para a A2 (em 2016, o acesso para a série A1 n˜ão veio exatamente por aquele jogo que fomos assistir). Em 2017, volta pra A3. Em 2023, cai pra A4, onde permanece até 2026.
Mesmo sendo um clube do interior, o Barretos sempre contou com uma torcida fiel, que acompanha o Touro do Vale em todas as divisões e mantém viva a tradição do futebol na cidade. A identificação entre clube e comunidade é um dos grandes patrimônios do Barretos EC. Quer adquirir uma camisa desta? Mais informações pelo telefone (17) 3322-0547.
Domingo, 2 de agosto de 2026. Depois de um empate no clássico contra o São Caetano e da derrota na estreia diante do EC São Bernardo, o Ramalhão voltou ao Estádio Bruno José Daniel em busca da primeira vitória na Copa Paulista. Pela frente, um adversário tradicional do interior paulista: o São José, que chega embalado e ainda invicto na competição.
A torcida andreense novamente fez sua parte. Mesmo vivendo uma fase distante dos grandes momentos da história do clube, segue comparecendo, apoiando e acreditando nesse jovem elenco formado, em boa parte, por atletas das categorias de base.
E esse apoio, aos poucos, vai fazendo a diferença.
Dentro de campo, o Santo André mostrou desde o início uma postura diferente. Mais organizado, competitivo e disposto a brigar por cada bola, o time conseguiu equilibrar as ações diante de um adversário que vinha ocupando as primeiras posições do grupo.
A recompensa veio aos 33 minutos do primeiro tempo: após rebote do goleiro adversário, Alexiel apareceu bem colocado para empurrar a bola para o fundo das redes e fazer explodir o Bruno José Daniel. Um gol simples, daqueles de atacante oportunista, mas que valeu muito mais do que apenas um placar favorável.
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Na segunda etapa, o jogo ficou mais truncado, mas o Santo André conseguiu sair com o domínio da partida.
O São José tentou pressionar em busca do empate, enquanto o Santo André soube se defender com organização e muita entrega, garantindo o 1×0 até o apito final.
Mais do que os três pontos, a vitória representou um importante ganho de confiança para um elenco bastante jovem. Em um campeonato curto como a Copa Paulista, vencer em casa é fundamental para manter vivo o sonho da classificação.
Com o resultado, o Santo André conquistou sua primeira vitória na competição, chegou aos quatro pontos e entrou na zona de classificação do Grupo 4, mostrando que ainda há muito campeonato pela frente. E também vale reforçar que na partida do sub20, na sexta feira anterior ao jogo, havíamos encontrado o Alexiel e o Gabriel Paz e eles disseram que estavam muito focados para este jogo. E de fato, demonstraram em campo o resultado dessa concentração.
Aliás, após o jogo eles voltaram a estar com a galera, e isso é o que importa!