Durante a tour do As Mil Camisas pelo Espírito Santo, entre o fim de 2025 e o começo de 2026 tivemos a oportunidade de conhecer João Neiva, localizada na região central do Espírito Santo, e que traduz bem o encontro entre tradição, natureza e desenvolvimento.
Cercada por áreas de Mata Atlântica, rios e paisagens rurais, o município também preserva uma forte influência da imigração italiana, presente na arquitetura, na gastronomia, nas festas típicas e no jeito acolhedor de sua população.
Com pouco mais de 16 mil habitantes, João Neiva cresceu mantendo características de cidade do interior, onde a vida comunitária e o sentimento de pertencimento continuam fazendo parte da rotina. E essa identidade também se reflete no futebol, tendo como principal personagem a Associação Atlética Ferroviária.
O time nasceu com uma ideia muito além do esporte, nasceu pra fortalecer os laços entre famílias dos trabalhadores da Ferrovia.
O clube foi fundado em 1º de janeiro de 1968 com a fusão do Sul América, Independente e Clube Nolasco.
Em 1973, o ônibus que transportava a delegação bateu de frente com um caminhão boiadeiro carregado, um episódio que abalou profundamente a cidade de João Neiva e a deixou em luto. Apesar da tragédia, a Ferroviária seguiu na disputa do Campeonato Estadual até o ano de 1974. A partir de 1975, o clube passou a disputar o Campeonato do Norte, não retornando mais à elite do futebol capixaba.
A última participação no profissionalismo foi na Segunda Divisão Capixaba de 1993. Um detalhe curioso é que seu elenco contou com a participação do padre Carlos Bascaran.
A Ferroviária mandava seus jogos no Estádio Artêmio Sarcinelli que homenageia o jogador nascido em João Neiva e que também jogou no São Paulo e Flamengo, além de ser o treinador da Desportiva Ferroviária no Campeonato Brasileiro de 1973.
Se a Ferroviária anda sumida, o Estádio ainda segue lá. Movimentando o futebol local e ajudando a preservar aquelas histórias que dificilmente aparecem nos grandes centros. É justamente essa conexão entre território, memória e comunidade que faz do futebol do interior um patrimônio cultural tão importante quanto qualquer outro símbolo da cidade. Então, vem com a gente conhecer o Estádio Artêmio Sarcinelli!
As arquibancadas ainda são modestas e os muros antigos. Detalhes que o tempo foi desgastando.
Mas também uma atmosfera difícil de explicar. Parece que o tempo resolveu esperar. Como se o estádio ainda aguardasse o próximo grande domingo de futebol.
Me pergunto sobre quantas histórias foram vividas ali. A movimentação dos dias de jogo… o torcedor chegando, o barulho vindo da arquibancada, o nervosismo antes da bola rolar, o cheiro de chuva misturado com grama e concreto quente… Existe uma beleza melancólica nesses lugares.
Eles resistem ao tempo mesmo quando tudo em volta muda. E talvez seja justamente isso que a gente tanto tenta registrar nessas viagens: não apenas estádios, mas memórias vivas do futebol brasileiro.
Porque antes das arenas, dos camarotes e dos gramados perfeitos, o futebol nasceu em lugares assim. E lugares assim jamais deveriam ser esquecidos.
E se o campo e as bancadas ainda estão ali, sempre temos a esperança de que o futebol volte a florescer na cidade, e por isso saímos dali com o coração cheio!
Ok, o estômago também não saiu tão solitário graças aos deliciosos Bejuzinhos que compramos na Casa Brasil…
Domingo, 28 de junho de 2026. É hora de acompanhar o mata-mata da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a charmosa “Bezinha“. Vamos assistir a partida de ida das oitavas de final, em Paulínia. E a torcida visitante também teve a mesma ideia, se liga no pessoal do Comando Itaquá:
O Estádio Luís Perissinotto merece voltar a receber partidas importantes como já ocorreu no passado.
O público local ainda não empolgou como no passado e a bancada ficou abaixo do que eu esperava ver, mas… Tinha sim clima de jogo!
O Paulínia, agora “Futebol Universitário” acaba de voltar ao futebol profissional e é compreensível que as arquibancadas precisem de um tempinho para o retorno do torcedor, como outrora.
Se você quiser entender um pouco sobre a realidade do clube, acompanhe a entrevista que fizemos com o executivo de futebol do time:
Aliás, se quiser saber mais sobre o Itaquá, também batemos um papo com os caras no ano passado:
E no começo desse ano ainda conseguimos uma palavra com o presidente, lá na Federação:
Dava pra sentir que seria uma partida digna de mata-mata.
Várias pessoas com a camisa do clube, transformando o jogo em um reencontro entre amigos que se preparam para a mesma batalha.
Times em campo… Cerimonial e hino em dia…
É um ambiente bem diferente do que nos acostumamos a ver nas atuais arenas sempre cheias e tão impessoais. O sol é mais que um participante da partida!
Aliás, aproveitemos para registrar o campo do Estádio Luíz Perissinotto, começando pelo gol do lado esquerdo:
É ali que fica a parte destinada para os torcedores visitantes.
O lado direito:
E o meio campo:
Em Paulínia, o futebol ainda preserva esse lado comunitário, onde o estádio continua sendo um espaço de convivência e de apoio mútuo em torno do time da cidade!
Nesse contexto, fiquei muito feliz em reencontrar o amigo Richard, um apaixonado pelo time e pela cidade de Paulínia!
Até essa partida, nenhum mandante conseguiu vencer seus jogos nesse mata-mata e me surpreendi em ver o Paulínia propondo jogo e indo pra cima do Itaquá, dono da melhor campanha geral da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.
Vale reforçar a presença da torcida visitante que só deixou o jogo ainda mais importante!
Com tanta insistência, aos 34 minutos, Cauê, de Pênalti, fez 1×0 para o time local!
Festa pra turma do Richard!
Andar pelo Estádio Luís Perissinotto permite observar pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos por quem acompanha apenas o resultado final.
As bandeiras, as conversas, as expectativas e frustrações de quem acreditava que aquela poderia ser uma tarde histórica para o Paulínia Universitário.
São essas imagens que ajudam a contar a verdadeira história do futebol. E o gol de Cauê fez parecer que o roteiro estava escrito para uma grande tarde dos donos da casa.
Mas o futebol gosta de desafiar certezas.
Ainda antes do intervalo, o Itaquá encontrou o empate também em uma cobrança de pênalti.
O silêncio tomou conta de parte da arquibancada, enquanto os visitantes comemoravam como se estivesse em casa. Era o sinal de que a decisão ainda estava completamente aberta.
Claro que a torcida local sentiu o golpe…
Afinal, era Sansão x Golias e o Paulínia vinha mostrando que dava pra acreditar, mas… O gol de empate acabou esfriando time e torcida…
O time ainda esboçou alguma reação principalmente tentando utilizar as bolas paradas.
Mas, o primeiro tempo se encerrou com o empate em 1×1, agora para a tristeza da turma do Richard…
Na volta para o segundo tempo, o Itaquá mostrou a força da campanha construída na primeira fase: bastaram poucos minutos para Guilherme virar a partida e obrigar o Paulínia a correr atrás do prejuízo.
O gol tão cedo acabou tirando um pouco da graça da partida… A torcida local desanimou…
Os visitantes sentiram-se mais tranquilos vendo a materialização da até então superioridade matemática.
O Paulínia pressionou, criou oportunidades e tentou encontrar o empate, mas encontrou pela frente uma defesa muito bem organizada fazendo cair ao chão suas expectativas de um bom resultado…
O IAC passou a mandar na partida.
Mesmo perdendo o autor dos dois gols (Guilherme), o Itaquá soube impor o seu jogo até o fim e, já nos acréscimos, aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar com Arthur Igor (aos 51 minutos) e assim, criar uma vantagem importante para o jogo de volta.
Um golpe duro para o torcedor local que esteve no Luís Perissinotto sonhando com um resultado que encaminhasse a sequência do time no campeonato.
Ao final da partida, ficou a sensação de que o placar conta apenas uma parte da história. O Itaquá segue como favorito, mas a cidade de Paulínia pode dormir tranquila sabendo que o futebol está de volta à cidade (lembrando que o rival citadino Paulinense, também está nesta fase da competição, tendo vencido o São Carlos, lá em São Carlos).
As campanhas passam. Mas a paixão de quem continua ocupando uma arquibancada em uma tarde de domingo permanece. E é justamente essa paixão que seguimos buscando por onde passamos.
Ao fim da partida, o time do IAC foi saudar sua torcida que começa a fazer história em seu primeiro ano de existência.
No começo de 2026 tive a oportunidade de fazer um rolê bem bacana pelo litoral do Espírito Santo, o que nos levou à cidade de Conceição da Barra, já no no extremo norte do estado.
Ali, o mar, os rios e a cultura popular se encontram de forma única.
Conhecida por suas praias extensas, dunas, áreas de restinga e pela foz do Rio São Matheus (também conhecido como rio Cricaré), a cidade preserva um ritmo próprio, marcado pela pesca, pelas tradições culturais e pela forte ligação de seus moradores com o território.
É um daqueles lugares onde a paisagem ajuda a contar a história da comunidade.
Estivemos na histórica Igreja Nossa Senhora da Conceição:
Pra quem consegue viajar, vale a pena sair da cidade e ir até a vila de Itaúnas e nadar no rio homônimo que é sensacional!
Só não caia no erro de querer ir perto desta chaminé, pra tirar uma foto do que parece ser (ou ter sido) uma olaria ali na saída da cidade… O nosso carro atolou e perdemos algumas horas embaixo de um sol de 40º na cabeça até conseguir sair… Mas, tudo faz parte da história!
Vale reforçar que Conceição da Barra é muito mais do que um destino de verão.
Assim como suas praias e seu patrimônio cultural, o futebol também faz parte da identidade local, tendo o Sul América Futebol Clube como o representante da cidade, desde sua fundação, em 13 de fevereiro de 2005.
Mais recentemente, houve uma tentativa de disputar a segunda divisão de 2018, que acabou não se concretizando, mantendo o clube apenas nos campeonatos amadores e de categoria de base. O Sul América FC manda seus jogos no Estádio Gastão Kock da Cunha, um símbolo de pertencimento que atravessa gerações e mantém viva a relação entre a comunidade e suas tradições.
Existem estádios que vivem de grandes públicos. Outros, de grandes títulos. E existem aqueles que vivem de algo ainda mais valioso: o pertencimento.
Em Conceição da Barra, o Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha é esse lugar: mais do que a casa do Sul América Futebol Clube, ele é o ponto de encontro da memória esportiva de uma cidade que aprendeu a cultivar sua identidade longe dos holofotes, mas nunca longe da paixão pelo futebol.
Ao longo de sua trajetória, o Sul América carregou o nome de Conceição da Barra para as competições profissionais do futebol capixaba, disputando por 3 vezes a Série B do Capixaba (a segunda divisão estadual) em 2005, 2006 e 2008.
Em um cenário onde o futebol do Espírito Santo ainda enfrenta preconceitos e é frequentemente ignorado por quem acompanha apenas os grandes centros do país, clubes como o Sul América cumprem uma missão que vai muito além das quatro linhas: preservar tradições, movimentar comunidades e manter viva a relação entre o futebol e o território que o sustenta.
E talvez seja justamente essa uma das maiores riquezas do futebol capixaba.
Aqui, o nosso tradicional registro do gol da direita:
O gol da esquerda:
E o meio campo:
O que ficou da nossa visita é a sensação de que aquele estádio pertence à cidade e que a cidade também pertence a ele. Em tempos de futebol cada vez mais globalizado, lugares como a casa do Sul América lembram que o verdadeiro valor de uma camisa continua sendo a capacidade de representar uma comunidade inteira.
A 229ª camisa do site nos leva de volta a uma cidade que já visitamos algumas vezes e que sempre nos recebe de braços abertos: Bauru, no interior de São Paulo.
E ela representa um dos clubes mais tradicionais da história esportiva da cidade, o querido Bauru Atlético Clube, eternizado pelo apelido carinhoso de Baquinho.
Impossível passar por Bauru e não lembrar das histórias que o futebol deixou espalhadas pela cidade. Uma delas está justamente em um lugar que muita gente frequenta sem imaginar o que existia ali antes: onde hoje funciona um supermercado, ficava o antigo Estádio Antonio Garcia, ou EstádioLusitana, a casa do Bauru Atlético Clube, palco de jogos, encontros e memórias que marcaram gerações de torcedores.
O Estádio é daqueles lugares em que o concreto substituiu as arquibancadas, mas não conseguiu apagar a história. Ao menos, o mercado manteve esse lindo mural na entrada.
O Baquinho foi um dos clubes mais importantes do interior paulista durante boa parte do século passado. Fundado em 1º de maio de 1919 com o nome de Luzitana Futebol Clube, carregou o nome de Bauru para diversas competições e ajudou a construir a identidade esportiva da cidade.
Mais do que resultados, o clube se tornou um patrimônio afetivo de seus torcedores, daqueles times que representam uma época inteira da vida de uma comunidade.
E quando falamos da história do Bauru Atlético Clube, existe um personagem que conecta o Baquinho à maior lenda do futebol mundial. Foi no clube que atuou João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé. Antes de o Rei nascer para o futebol, seu pai já deixava sua marca nos gramados do interior paulista, vestindo a camisa do Bauru Atlético e ajudando a escrever um capítulo importante da família que mais tarde mudaria a história do futebol.
O próprio rei chegou a vestir sua camisa!
Por isso, esta camisa carrega muito mais do que cores e escudo. Ela representa uma cidade apaixonada por futebol, um clube centenário e uma ligação direta com uma das maiores histórias já contadas dentro das quatro linhas.
É uma lembrança de que o futebol brasileiro não foi construído apenas pelos grandes clubes das capitais, mas também por equipes do interior que formaram atletas, reuniram comunidades e alimentaram sonhos.
Guardar uma camisa do Baquinho é preservar um pedaço dessa memória.
A camisa serve pra lembrar dos estádios que já não existem mais, das histórias contadas pelos mais velhos, das viagens por cidades do interior e da certeza de que o futebol vive não apenas nos grandes títulos, mas principalmente nas lembranças que permanecem vivas muito depois do apito final.
Mas também passamos por outros locais como Ibiraçu, cidade pequena, tranquila, cercada de verde e com um ritmo que convida à observação. Caminhar por suas ruas é perceber como se forma a cultura e identidade local misturando histórias que vão da gastronomia à espiritualidade, passando pelo nosso amado futebol.
O grande marco da cidade é, sem dúvida, o Buda Gigante, localizado no Mosteiro Zen no Morro da Vargem. Acabei me perdendo um pouco pra chegar lá, mas no fim deu tudo certo.
Com mais de 30 metros de altura, ele se impõe de forma serena sobre a paisagem, criando um contraste poderoso com a natureza do entorno. A visita ao Buda não é apenas turística, é contemplativa. O silêncio, a vista e a sensação de acolhimento fazem do local um espaço de pausa e reflexão, ampliando ainda mais o entendimento de Ibiraçu como um lugar mágico…
Tão mágico que possui uma linda história no futebol capixaba. E foi pra aprender um pouco mais desta história que visitamos o Estádio Marcos Jorge Campagnaro, o Marcão.
Estar aqui é um encontro que todo pesquisador apaixonado por futebol espera encontrar pelo caminho. Não é apenas um campo de jogo: é um ponto de memória viva do futebol capixaba, cravado em uma cidade que já experimentou o auge da glória esportiva, com o Ibiraçu Esporte Clube (se você quer conhecer este e outros escudos de times, precisa visitar o site Escudos Gino que foi de onde tirei as 3 versões abaixo):
Fundado em 9 de outubro de 1959, o Ibiraçu Esporte Clube nasceu de uma fórmula conhecida: a fusão entre tradicionais equipes locais, no caso América e Vitória. Se o local do nascimento foi o Salão Paroquial da Igreja Matriz, a casa onde o time tem passado sua vida é o Estádio Marcos José Campagnaro.
O Estádio Marcos José Campagnaro foi inaugurado em 1º de Abril de 1979, com uma partida entre Ibiraçu X Rio Branco, disputando o troféu José Ivo Secomandi, vencido por 1×0 pelo time visitante.
Em 1982, o Ibiraçu EC sagrou-se Campeão Capixaba da Série B.
Mas a grande conquista veio em 1988, com o título da 1ª divisão do Campeonato Capixaba, eternizando seu nome entre os grandes do futebol capixaba.
Assim, o Ibiraçu tornou-se o primeiro clube do Espírito Santo a disputar a Copa do Brasil, em 1989, enfrentando o Grêmio, que viria a ser o campeão daquele torneio. E foi pra conhecer de perto essa história que fomos até o Estádio Marcos José Campagnaro.
Num primeiro momento, fiquei preocupado de que não conseguiria entrar, pois o portão principal estava fechado…
Quando isso acontece, a solução, normalmente, nasce dando uma volta no estádio e procurando vizinhos e um possível “caseiro” ou responsável pelo local.
Esse é a lateral do estádio:
E assim, acabei conhecendo o atual caseiro, ex atleta do time e que segue trabalhando no clube, que permitiu o nosso acesso! Logo de cara, na parte interna existem diversas placas comemorativas que registram os feitos históricos do time.
A presença dentro do campo sempre é um momento especial para quem gosta de caçar estádios…
Um estádio com muita história e uma energia muito boa!
Talvez, essa boa energia venha em parte dessa natureza exuberante que se faz presente na cidade como um todo e em especial ali, literalmente ao lado do campo.
Só fiquei triste de não poder estar ali na arquibancada curtindo um dia de jogo pra sentir como é a vibração da torcida local.
O estádio possui até um sistema de iluminação que permite os jogos noturnos. Ainda que uma das torres esteja ali sendo engolido pela mata. Se você quer saber mais sobre o time, segue eles no Insta (clique aqui)!
Estivemos várias vezes passeando pelo Espírito Santo. Em 2020, graças ao amigo Thiago, pude ir até a cidade de Serra pra conhecer o Estádio Robertão, a casa do Serra FC (veja aqui como foi)
Porém, no final de 2025, tivemos a oportunidade de voltar ao estado e dar um rolê, passando por cidades como Vitória (onde inclusive assistimos à Super Copa Capixaba: Vitória 5×1 Rio Branco), Serra, Aracruz, São Mateus, Linhares, Conceição da Barra, João Neiva, Ibiraçu, e além de praias e lagoas, fui conhecer os Estádios locais.
Assim, começo contando como foi a nova visita ao Estádio Roberto Siqueira Costa (Robertão).
Se você nunca esteve no Estádio, conheça um pouco do entorno do Robertão.
Dessa vez, consegui adentrar ao Estádio e agradeço ao pessoal da gestão do time que não só liberou a minha entrada como me falou bastante sobre o dia a dia atual do clube.
Finalmente, aí está a parte interna do Robertão!
O Robertão não é um estádio moderno. Caminhar por ali é sentir o futebol sem filtro. O som do bairro, a montanha ao fundo, o campo logo ali, sem distância entre quem joga e quem assiste. Não tem fachada imponente nem arquitetura moderna, mas tem identidade. Daquelas que não se copia. Talvez nem seja muito “receptivo” para torcedores visitantes..
Dê uma olhada em como é estar pelo Estádio:
É um estádio raiz, cru e até hostil. Cada detalhe do estádio parece contar uma história. O concreto gasto, o placar manual, o distintivo na parede. Tudo ali remete a um tempo em que o futebol era mais próximo, mais humano, e em que o clube fazia parte da rotina da cidade, não só do fim de semana.
Visitas assim lembram por que registrar estádios importa. Porque mais do que jogos, eles guardam memória, pertencimento e resistência.
O Robertão segue ali, firme, esperando o próximo apito inicial e gente disposta a ocupar arquibancada, cantar e manter essa história viva. Em resumo: adorei a visita!
Este é o meio campo, visto de quem está na arquibancada, lá ao fundo a montanha:
Acredito que aquela arquibancada do outro lado seja o espaço destinado aos torcedores visitantes.
Aqui, o gol da direita, e você pode perceber que o estádio fica literalmente no meio do bairro, ainda bastante horizontal.
E aqui o da esquerda:
Deve ser muito legal ver um jogo aqui. E deve ser difícil bandeirar um jogo kkkk.
Além de tudo, ainda deu pra ver o elenco ali presente se preparando para o Campeonato Capixaba.
Bacana essa cor alternativa da camisa, né?
O distintivo do time na parede guarda a área dedicada aos materiais do time.
Ali estão pôsteres e troféus do time.
Pra terminar, ainda pude ver os materiais a venda como as camisas…
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade em nosso país. Foi fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas nos ambientes em que vivemos. Aproveite o vídeo da professora Selminha e faça o teste para identificar o racismo nos ambientes que você frequenta:
Também aproveitamos o feriado para fazer mais um rolê boleiro e decidimos finalmente registrar o Estádio Palma Travassos, que era o único das 5 divisões do Campeonato Paulista que ainda não havíamos fotografado.
Antes de chegar lá, fizemos algumas paradas, como em Santa Cruz das Palmeiras, para rever a casa do EC Palmeirense. Se você nunca esteve lá, dá uma olhada no vídeo que fizemos em 2018 (ou veja aqui como foi aquele role!)
Mas de volta a 2025, passamos em Tambaú para almoçar e relembrar da cidade que possui dois rivais na mesma rua: o EC Operário e o EC União! Estivemos lá antes também e você pode ver aqui como foi. Ou veja um pouco dos dois estádios:
Ainda aproveitamos para finalmente registrar o interior do Estádio Dr Guião, a casa do CR Cajuruense, em Cajuru, veja aqui como foi esse rolê de 2025.
Mas antes de chegar a Ribeirão Preto, ainda teríamos uma última parada: a cidade de Serrana, que tantas vezes nos acolheu no rolê punk em especial no CECAC e no Festival Caipiro Rock, aliás, olha a gente aí na edição de 2010.
Mas dessa vez, fomos para conhecer e registrar o Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos, que será a casa do LG Sports nas disputas das categorias de base da Federação Paulista, a partir de 2026.
O time nasceu como uma escola de futebol de alta performance em Ribeirão Preto agora vai mandar seus jogos na cidade de Serrana, no Estádio Municipal “Luiz Antônio de Mattos”, e por isso, lá fomos nós conhecê-lo!
Quem nos recebeu foi o Ricardo Brasileiro, amigo que também faz essa trajetória entre o punk, a música independente e o futebol e o organizador do Festival Caipiro Rock.
Então, venha conosco para conhecer não só mais um estádio como o novo time e… seu presidente !
Segue o tradicional registro do meio campo:
O gol da direita:
E o gol da esquerda:
Aqui dá pra ter uma ideia geral:
E enquanto fazíamos os registros, o pessoal seguia trabalhando sob um sol escaldante…
Fizemos o Lucas, atual presidente do LG Sports dar uma paradinha pra bater um papo rápido:
Pois é… Quem diria que anos após termos conhecido Serrana pela cena punk, agora voltaríamos para registrar sua “cena boleira”…
Que as arquibancadas do Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos possam acolher muitas e muitos torcedores…
E, principalmente, que seu campo receba jovens promessas do futebol oriundos da própria cidade, transformando-se em um verdadeiro catalisador sócio-esportivo.
O primeiro gol já está aí, registrado:
E que também possa gerar empregos e fazer do futebol um motor para a cidade!
A mim, só resta, como sempre, agradecer a oportunidade de rever o amigo Brasileiro e de poder registrar o “novo-velho” campo…
Será que o destino é traçado previamente por alguma força superior? Ou as coisas se aglutinam e se repelem de acordo com nossas escolhas? A história de hoje começa lá em 2021, no meio da pandemia, quando, para não ficar maluco, passei a visitar, sozinho, de máscara e em horários esdrúxulos, os campos do futebol amador de Santo André.
Ali nasceu um interesse pelo futebol amador que foi crescendo até que, incentivado pelo amigo Mário Casimiro, passei a acompanhar o Campeonato Amador do Estado, a segunda competição mais antiga da Federação Paulista de Futebol.
Por coincidência, as últimas duas finais envolveram times do ABC, o que me permitiu que acompanhar a primeira partida destas decisões. Em 2023, vimos Nacional da Vila Vivaldi x CA Bandeirante de Brodowski, em São Bernardo.
E em 2024, Belenense x CA Bandeirante de Brodowski, em Mauá…
Naquele dia, acabei conhecendo o pessoal da diretoria do CA Bandeirante e foi com eles que iniciamos os programas onde entrevistamos presidentes dos clubes, veja como foi:
Desde então, eu e o Mário fizemos a promessa de ir até Brodowski caso mais uma vez o Bandeirante chegasse na decisão, e, como você já deve saber… Foi o que aconteceu em 2025! Seja bem vindo a Brodowski!
Depois de algumas horas de estrada, com direito a paradas em Porto Ferreira, Cravinhos e Jardinópolis, chegamos a Brodowski, muito conhecida por ser a cidade natal de Cândido Portinari. Claro que fomos lá conhecer sua casa, que hoje sedia um museu em sua homenagem.
A cidade é cheia de detalhes que a tornam inesquecível, como os bancos com inscrições de décadas atrás…
A arquitetura antiga também está preservada e pode ser vista ali pelas ruas…
A igreja matriz, de 1905… Bonita?
A antiga estação ferroviária…
Os bares que ainda reúnem as pessoas em cadeiras e mesas nas calçadas…
E o atual hotel do próprio Bandeirante, onde pudemos jantar com o elenco do time local e tornar o rolê ainda mais inesquecível!
Só faltou fazer uma foto no supermercado onde fizemos umas comprinhas, o “Nosso Mercado“.
Mal sabíamos nós que ele foi construído no espaço do antigo estádio do Bandeirante…
Voltando ao Campeonato Amador do Estado, vale lembrar que o Mário ficou tão apaixonado que escreveu o Guia do Campeonato e ficou muito legal (clique aqui para baixá-lo!).
Pra quem não sabe quem é o Mário Casimiro, taí a foto!
Logo que chegamos, percebemos que a final era o assunto da cidade! Haviam muitos folhetos como este espalhados por todos os lugares por onde andávamos.
Confesso que foi emocionante chegar até o Estádio Mário Lima Santos, a “Arena Jaburu”, como é conhecida popularmente!
Tem até essa escultura em frente ao Estádio que literalmente faz voar os atletas bandeirantinos!
Divido a experiência da chegada ao Estádio, da entrada até a arquibancada, para ver se você também se empolga e faz esse rolê até Brodowski, porque vale muito a pena!
Você viu no vídeo o portão que une presente e passado e cabe explicar que ele ficava no Estádio antigo do CA Bandeirante e é considerado uma verdadeira relíquia para diretoria e torcida! Ah, esse aí na foto é o Brasileiro, outro amigo que esteve conosco acompanhando a decisão.
Interessante como o pessoal do Bandeirante conseguiu registrar sua história em fotos, lembranças e até mesmo nessas placas que pouco a pouco relembram cada passo do clube!
A torcida conta com a “Bateria Tsunami“, que literalmente faz a arquibancada vibrar!
Pra quem não conhece o estádio, vale o nosso tradicional registro. Olhando da arquibancada coberta, aqui está o lado esquerdo do campo:
O meio campo:
E o gol da direita. Ali no fundo fica a área para convidados.
O Estádio é muito bem cuidado e cada espaço acaba sendo aproveitado.
Aqui, a arquibancada coberta, sem ela o sol faria grandes estragos…
Nesse setor, atrás do gol, fica uma boa sombra das árvores e também acaba sendo um lugar bastante disputado pelos torcedores!
E esse é o Jaburu, mascote do time!
A torcida do União FC também se fez presente e ficou em um espaço com sombra!
O bar estava preparado: salgados, água, refrigerantes…
Difícil não pegar carinho pelo clube… Nesse momento, já estávamos “contaminados” pelo mesmo sentimento que envolvia metade da cidade (não se esqueça que a outra metade é Brodowski FC).
Hora da entrada dos times, com toda cerimônia oficial da Federação Paulista!
Foto oficial dos times perfilados…
Dos capitães e da arbitragem…
A foto oficial da final…
E a foto em frente à torcida…
O União também posou para a foto!
E assim… Começa a partida!
Bola rolando, a torcida local cumpre bem o seu papel e transforma a Arena Jaburu em um caldeirão alvi rubro!!!
Bacana ver que a nova geração também está comparecendo!
E as tradicionais fumaças também coloriram o ar do estádio!
E dá lhe bateria!
Com tanta animação, difícil ficar parado…
Mas… o calor é grande… e tem momentos que o pessoal prefere guardar as energias para o fim do jogo…
Ou quem prefira manter se hidratado durante todo o jogo!
Enfim… Todo mundo feliz curtindo os amigos, familiares em torno do futebol!
Em campo, um primeiro tempo de muita marcação, que até chegou a ter um gol marcado pelo Bandeirante que acabou anulado pelo bandeira.
O fim do primeiro tempo trouxe um alívio: o céu recebeu uma porção de nuvens que ajudaram a amainar o calor.
O segundo tempo começou com ainda mais tensão.
A torcida, que a essa altura já havia enchido boa parte da Arena Jaburu parecia sentir o peso de cada passe, cada dividida, cada chute travado.
A Bateria Tsunami, incansável, segurava o ritmo do time e do povo como se cada batida fosse um lembrete: “Estamos juntos. Até o fim.”
E foi justamente no fim que o drama começou. Aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo parecia caminhar para um empate nervoso, que levaria a decisão por penaltys, Max, sempre ele, encontra o gol do time da casa!
A Arena Jaburu que já estava barulhenta se tornou ensurdecedora…
Por alguns minutos, parecia que o tempo havia parado e em cada rosto havia um sorriso. Olho pro celular e faço as contas: o tempo regulamentar já. se esgotou… É questão de pouco tempo até o Bandeirante se sagrar campeão.
Mas… o futebol é único. E quando tudo parecia resolvido e o título parecia uma realidade, a zaga bandeirantina comete penalty… E o União FC empata o jogo para a alegria da torcida Atibaiana!
Foi um choque geral…. Uma catarse negativa para a torcida local. Semblantes tensos, mãos na cabeça, olhares perdidos. Quem estava sentado se levantou e quem estava de pé se segurou pra não cair com o baque do gol… E foi ali, no momento mais delicado, que o time fez um verdadeiro milagre. Sabe aquela jogada que a gente ensaiava nos tempos de escola? Da saída do meio campo ao gol em menos de 5 toques? Pois aí está:
O estádio inteiro voltou a cantar, a bateria Tsunami voltou com tudo, as crianças gritavam, os mais velhos ergueram os braços como quem conversa com o destino. Abraços e mais abraços… Era impossível não se arrepiar. Impossível não existe pra esse time…
É fim de jogo!!! O Clube Atlético Bandeirante de Brodowski é o campeão de 2025!!!
A Arena Jaburu explode.
Gente chorando. Gente pulando. A torcida do Bandeirante mais uma vez escreveu seu nome no destino. E o destino, respeitosamente, respondeu: “Hoje, vocês merecem ser campeões.”
O placar final mostra mais uma vitória dos heróis!
O time fez questão de celebrar muito junto da torcida…
E na arquibancada, após uma verdadeira chuva de cerveja… todos voltam a gritar “É campeão!!!”
Na hora da entrega das medalhas e troféu, dá uma certa tristeza de imaginar o aperto no peito do time de Atibaia e de sua fiel torcida que viajou até Brodowski, mas por ser apenas a segunda participação do time, o vice campeonato foi bem comemorado.
Um misto de sentimentos ao ver que é hora da foto dos campeões! O time fundado em 16 de agosto de 1933 é mais uma vez campeão e fico feliz em ver isso, mas ao mesmo tempo, triste por saber que nossa aventura chega ao fim…
Melhor ver a foto do Mário que fez lá, bem em frente ao time:
O que dizer de um momento desses? Uma cidade que respira futebol e que é apaixonada pelo Campeonato Amador do Estado recebendo mais um título!
Hora de extravasar, de celebrar de saber que na próxima vez que esta camisa for usada, ela não será mais a mesma: mais uma estrela estará bordada em seu distintivo!
Jogadores e comissão se abraçando sob o olhar do Jaburu ali ao fundo… Manhãs como essa transformam pessoas…
Hora de ir embora com aquele sorriso no rosto que demora a sair. Corpo anestesiado, de tantos arrepios e emoções que passamos. Parabéns ao povo de Brodowski, em especial aos torcedores bandeirantinos… Vocês são demais!
Só me resta agradecer ao Mário, ao Brasileiro e à Letícia, amigos de arquibancada e da vida.
Ao Marcelo, Márcio, Guilherme e família e todo mundo da diretoria do Bandeirante por ter nos apoiado nesse rolê inesquecível.
E ao futebol por ser essa cultura tão louca que faz a vida de tanta gente ser ainda mais divertida!
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes. Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena ouvir esse vídeo da Djamila, e mais legal ainda é você ler o “Pequeno Manual Antirracista“, escrito por ela.
Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).
No caminho para Ribeirão, aproveitei para algumas paradas. A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018)
Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.
A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que fizemos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!
Naquele post mostramos um pouco da rica história do time que mandou seus jogos neste estádio: o Clube Recreativo Cajuruense (imagem do incrível site “Escudos Gino“):
E agora em 2025, 75 anos depois da fundação do time, será que vamos conseguir entrar no estádio?
Sim!!! Finalmente conseguimos adentrar ao estádio e registrar a casa do Clube Recreativo Cajuruense.
Essa é a saída dos vestiários, era por aí que os jogadores passavam para enfim adentrar ao campo onde verdadeiras batalhas seriam disputadas.
Uma vez no campo, eram saudados pela sua torcida, presente em suas belas arquibancadas…
E que bom que finalmente pudemos registrar sua arquibancada coberta que carrega. tantas histórias.
Algo que me chamou muito a atenção foi essa inscrição em um dos portões do estádio: “Menta”. Será um patrocínio das máqunas agrícolas de mesmo nome?
Era uma tarde quente como muitas outras devem ter sido, mas o campo parecia bem cuidado, como se estivesse sendo aguado regularmente. Essa é a visão do gol da esquerda para quem olha para a arquibancada:
Aqui, o gol da direita:
Mais uma vez, muito a agradecer pela oportunidade de estar presente e registrar mais um estádio cheio de histórias!
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E, infelizmente, é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas em todos os ambientes que a gente vive: escola, trabalho, amigos e futebol. Só pra reforçar o tema, vale assistir o vídeo do Eduardo Bueno que relembra quem foi e o que simboliza Zumbi dos Palmares e a data de 20 de novembro.
Também aproveitamos o feriado para pegar a estrada. Fomos até Ribeirão Preto!
Devido à sua ascensão como grande centro produtor de café no final do século XIX, houve extensivo uso de mão de obra escravizada, e mesmo com a abolição, muitas lavouras da região ofereceram resistência ao fim da escravidão. Encontrei alguns levantamentos quantitativos realizados por Luciana Suarez que destaca a população da cidade em 1874 como: 4.695 livres e 857 cativos. Dados de 1887 mostram que a população livre somava 9.041 e a escravizada 1.379. Por isso, é importante entender a realidade dos dias de hoje com base nessa história recente, porque se você acha que isso é coisa do passado, leia esta notícia de 2022 sobre idosa que era mantida em condições análogas à escravidão.
Nosso principal objetivo na cidade era registrar o Estádio Palma Travassos, o único das 5 divisões do Estado de São Paulo de 2025 que a gente ainda não conhecia.
E, felizmente, deu tudo certo! Da bilheteria até a parte interna do Estádio, conseguimos passar uma boa tarde vivenciando o Palma Travassos!
Faltou apenas ver a loja “Garra do leão” e aproveitar algum desconto, mas como diz um grande economista, melhor do que um desconto é não gastar.
Gostaria de agradecer todo o pessoal do estádio e da assessoria de imprensa que possibilitaram a visita e nos deixaram super a vontade para registrar cada detalhe.
Na parte interna ainda, existe uma série de itens históricos, como esta camisa linda:
Aliás, já escrevemos sobre a camisa e história do Comercial, veja aqui. Faltava mesmo o registro do Estádio e antes de adentrá-lo dei uma boa volta em seu entorno e muito interessante ver que existe uma vida própria ali com bares e restaurantes.
Voltando a falar sobre os objetos históricos dispostos ali internamente, vale citar os troféus, os quadros com os presidentes e fotos históricas, muito bonitas, como a do antigo estádio!
Mas,já era hora de, finalmente, entrarmos ao campo, vamos lá?
Como mostrei no vídeo, achei legal também esses painéis homenageando figuras importantes da história do Comercial FC.
É mesmo um estádio muito bonito, e sem dúvidas que estar ali em dia de jogo é uma experiência que ainda quero passar!
Olha que linda a parte coberta da arquibancada:
E aí está o distintivo gigante no próprio campo:
No dia da visita, estavam acontecendo melhorias no estádio e no campo, mas nada que atrapalhasse o nosso registro.
A arquibancada possui cadeiras um pouco diferentes das atuais tradicionais:
Uma honra estar em um estádio com tanta história e uma torcida tão apaixonada…
Olha o placar que bacana:
Aqui, um olhar no lado direito do campo:
O meio campo:
E o gol do lado esquerdo:
Enfim, foi muito emocionante poder caminhar ali pela parte de baixo, bem ao lado do gramado e imaginar quanta coisa já passou por aí.
Esses são os meus sonhos de criança… Estar em cada um dos estádios que povoaram minha imaginação ou mesmo o acompanhamento dos campeonatos nestes 48 anos de vida… Só tenho que agradecer a oportunidade…