232- Camisa da AA São Mateus (ES)

A 232ª camisa do nosso site pertence à Associação Atlética São Mateus, e embora eu a tenha há bastante tempo, só lembrei que não havia postado sua foto depois que estive na cidade de São Mateus (veja aqui como foi), e claro que aproveitei para conhecer sua casa, o Estádio Manoel Moreira Sobrinho, o “Sernamby“!

O Centro Educativo Recreativo Associação Atlética São Mateus, também chamado de “Associação” ou apenas “São Mateus” é um dos clubes mais tradicionais do futebol capixaba e um dos grandes representantes do norte do Espírito Santo.

Sua fundação, em 13 de dezembro de 1963, faz lembrar a história do VOCEM de SP.
Assim como o time paulista, a então Associação Atlética Paroquial surge por meio dos seminaristas da Congregação Mariana e do Padre Antônio Pianca.
Em 1971, passou a se chamar Associação Atlética Desportiva, até chegar a seu nome atual: Centro Educativo Recreativo Associação Atlética São Mateus.
Em 1975, a Associação conquistou o Campeonato do Norte do Estado, credenciando-se a disputar seu primeiro Campeonato Capixaba no ano de 1976, ficando na terceira colocação.
Olha a torcida que o acompanhou naquele ano:

O time adotou o azul e o branco como suas cores oficiais, em referência ao manto de Nossa Senhora e ao longo de sua história, tornou-se uma referência no futebol do interior do estado, conquistando espaço entre as principais equipes capixabas.
Uma de suas importantes conquistas foi o título da segunda divisão estadual de 1987:

Em 1994, a Associação foi vice-campeã capixaba, podendo disputar a série C do Campeonato Brasileiro do ano seguinte, mas em 2008 e 2019, conquistou o título da segundona capixaba.

E o “SAMA” ainda chegou ao título da primeira divisão capixaba em 2009… (foto e história da confusão incrível na final, disponível no incrível “Memória futebol capixaba”):

…E repetiu a dose em 2011 (de novo a foto é do “Memória futebol capixaba”)!

Desde 2025, o São Mateus não disputa em qualquer competição profissional, seja na Série A ou Série B do Campeonato Capixaba.
E em 2026, surge um novo time na cidade, o Audax São Mateus.
Será o fim da Associação? Ou o início de uma nova era?

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O Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha, casa do Sul América FC em Conceição da Barra-ES

No começo de 2026 tive a oportunidade de fazer um rolê bem bacana pelo litoral do Espírito Santo, o que nos levou à cidade de Conceição da Barra, já no no extremo norte do estado.

Ali, o mar, os rios e a cultura popular se encontram de forma única.

Conhecida por suas praias extensas, dunas, áreas de restinga e pela foz do Rio São Matheus (também conhecido como rio Cricaré), a cidade preserva um ritmo próprio, marcado pela pesca, pelas tradições culturais e pela forte ligação de seus moradores com o território.

É um daqueles lugares onde a paisagem ajuda a contar a história da comunidade.

Estivemos na histórica Igreja Nossa Senhora da Conceição:

Pra quem consegue viajar, vale a pena sair da cidade e ir até a vila de Itaúnas e nadar no rio homônimo que é sensacional!

Só não caia no erro de querer ir perto desta chaminé, pra tirar uma foto do que parece ser (ou ter sido) uma olaria ali na saída da cidade… O nosso carro atolou e perdemos algumas horas embaixo de um sol de 40º na cabeça até conseguir sair… Mas, tudo faz parte da história!

Vale reforçar que Conceição da Barra é muito mais do que um destino de verão.

Assim como suas praias e seu patrimônio cultural, o futebol também faz parte da identidade local, tendo o Sul América Futebol Clube como o representante da cidade, desde sua fundação, em 13 de fevereiro de 2005.

Mais recentemente, houve uma tentativa de disputar a segunda divisão de 2018, que acabou não se concretizando, mantendo o clube apenas nos campeonatos amadores e de categoria de base.
O Sul América FC manda seus jogos no Estádio Gastão Kock da Cunha, um símbolo de pertencimento que atravessa gerações e mantém viva a relação entre a comunidade e suas tradições.

Existem estádios que vivem de grandes públicos.
Outros, de grandes títulos.
E existem aqueles que vivem de algo ainda mais valioso: o pertencimento.

Em Conceição da Barra, o Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha é esse lugar: mais do que a casa do Sul América Futebol Clube, ele é o ponto de encontro da memória esportiva de uma cidade que aprendeu a cultivar sua identidade longe dos holofotes, mas nunca longe da paixão pelo futebol.

Ao longo de sua trajetória, o Sul América carregou o nome de Conceição da Barra para as competições profissionais do futebol capixaba, disputando por 3 vezes a Série B do Capixaba (a segunda divisão estadual) em 2005, 2006 e 2008.

Em um cenário onde o futebol do Espírito Santo ainda enfrenta preconceitos e é frequentemente ignorado por quem acompanha apenas os grandes centros do país, clubes como o Sul América cumprem uma missão que vai muito além das quatro linhas: preservar tradições, movimentar comunidades e manter viva a relação entre o futebol e o território que o sustenta.

E talvez seja justamente essa uma das maiores riquezas do futebol capixaba.

Aqui, o nosso tradicional registro do gol da direita:

O gol da esquerda:

E o meio campo:

O que ficou da nossa visita é a sensação de que aquele estádio pertence à cidade e que a cidade também pertence a ele.
Em tempos de futebol cada vez mais globalizado, lugares como a casa do Sul América lembram que o verdadeiro valor de uma camisa continua sendo a capacidade de representar uma comunidade inteira.

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