Seguindo em quarentena, tenho passado algum tempo revendo arquivos antigos e encontrei uma pasta com as fotos de 2015, quando o Visitantes, banda que faz um rock / punk pra homenagear e registrar o time, a cidade e a torcida do EC Santo André, fez sua primeira turnê internacional. A linda foto acima é do show no coletivo “La Cultura del Barrio“, em Buenos Aires, feita pela amiga, fotógrafa Mariana Pardo. Pra saber mais sobre o coletivo, vale assistir o vídeo que o Gui fez lá:
E voltando da Argentina, a passagem mais barata que encontramos nos obrigava a ficar 7 horas no Aeroporto de Assunção.
Assim, nem bem descemos do avião e começamos a pensar em como escapar e dar um rolê pela cidade, pra não termos que ficar “encarcerados” naquela sala, onde logo, já não havia mais nenhum passageiro além de nós. Não foi preciso muito esforço. Enquanto eu acabava de fazer um xixi, um senhor me abordou e perguntou se a gente não gostaria de conhecer a cidade. Logo, estávamos do lado de fora do aeroporto! O desafio agora era enfiar 6 punx futeboleiros (eu, Mari, Jão, Núbia, Gui e Edú!!!) dentro de um carro em que coubéssemos todos para rodar pelas ruas de Assunção!Assunção é a capital do Paraguai e lá vivem cerca de 550 mil pessoas, mas se considerarmos a população da “Grande Assunção” estamos falando da maior aglomeração urbana do páis com mais de 2 milhões e meio de pessoas.
Eu ainda preciso voltar pra Assunção porque confesso que não deu pra entender a cidade… Talvez influenciado pelas demais capitais latinas, minha expectativa era diferente. Olha que legal esse grafite: E umas pixações interessantes também… Passamos pela Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Assunção, ela fica em frente a Plaza Independência, bem no centro da cidade. E olha os ônibus locais, que diferentes… A cidade ainda é pouco verticalizada, talvez seja isso que tenha causado certa estranheza e outra coisa que eu percebi e que li sobre a cidade, é que boa parte da cidade foi demolida e reconstruída para ter uma planta urbana quadriculada. As ruas lembram muito as cidades do interior de São Paulo, olha até a cadeira pra sentar na calçada, tem! Além disso, era um domingo e não sei se isso influenciou nas ruas estarem mais vazias que de comum, ou se sempre é assim… Só pra encerrar esse papo sobre a cidade e o país em si, vale ressaltar o momento pesado da história paraguaia que foi a Guerra da Tríplice Aliança, quando Assunção foi destruída, mais de 70% da população foi morta e depois ocupada por tropas brasileiras e aliadas e que daria uma looooonga conversa. A reconstrução da cidade contou com a chegada de muitos imigrantes que ajudaram a tornar a cidade novamente próspera, como antes da guerra. Mas ainda há construções que mantiveram a arquitetura mais antiga, dando um charme bem bacana. “Asunción” é a capital e maior cidade do Paraguai, e fica à margem esquerda do rio Paraguai, como vimos lá de cima. E claro que fomos até o porto do Rio Paraguai, mas ainda não entendi se o local que a gente foi é o “porto oficial” mesmo, já que não lembro de ter visto a Avenida Costanera. Olha o Jão e a Núbia aí! Confesso que minha referência de porto é o de Santos, então acabei achando um pouco menor do que eu tinha em mente. E seja lá o que a Mari estava comendo ali na beira do rio… E aí, a turma toda! Pra quem torce pro Santo André, esse ponto não pegou bem na cidade… Sentimos falta de um mercado de rua bacana, só encontramos algumas indígenas vendendo artesanatos nas calçadas. E sim, tem um comércio bacana também. Perceba que ali no lado direito tem um daqueles quadros de palhaço que tem toda uma história de terror … kkkk Falando um pouco do futebol local, o nosso rolê começou passando pela sede da Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol. Mas o primeiro lugar que eu tinha em mente era conhecer o Defensores del Chaco, o estádio onde o Santo André enfrentou o Cerro Portenho pela Copa Libertadores de 2005. Algumas imagens para relembrar aquele jogo em que a equipe local venceu o Ramalhão por 1×0. O Estádio começou a ser construído em 1917, e a ideia é que chamasse Estádio de La Liga. Mais uma bilheteria (no caso, uma boleteria!) para a nossa coleção! Aliás, vale lembrar que ele não pertence ao Cerro Porteno, mas à Associação Paraguaia de Futebol. Em 1956, foi rebatizado para Estadio de Puerto Sajonia (já que fica lozalizado no bairro Sajonia). Em 1974, mais uma mudança de nome, dessa vez para o atual “Estádio Defensores del Chaco” como uma forma de não esquecer os que lutaram na Guerra do Chaco (entre o Paraguai e Bolívia). Esse é o Jão! Não conseguimos entrar no Estádio, mas deu pra registrar o lado externo das arquibancadas. Mas no jornal La Nacion existe uma bonita imagem interna da arquibancada: O principal patocinador do estádio é a Tigo, que estampa sua marca em diversos locais. Sua atual capacidade é de 50 mil torcedores e segue abrigando os jogos da Seleção Paraguaia de Futebol e também os jogos internacionais das equipes locais na Copa Libertadores da América e Copa Sul-Americana. Hora de seguir o rolê por Assunção… A bola da vez agora é o Estádio Manuel Ferreira. O Estádio é a casa do Club Olímpia: Única equipe paraguaia campeã do mundo! O estádio foi inaugurado em maio de 1964, em um amistoso contra o Santos (com Pelé no time) e que terminou empatado em 2 a 2. E aqui estamos nós, em mais um solo sagrado para o futebol. Vamos dar uma olhada geral com o vídeo incrível kkk A estrutura lembra um pouco a do Inamar, em Diadema, quem já esteve lá, pode confirmar… Tem capacidade para 20.000 torcedores e é usado pelo Club Olímpia nos jogos do Campeonato Paraguaio e alguns pela Taça Libertadores da América. Aí o amigo Edu Parlamento! A arquibancada atrás do gol é linda, pode ser ler “El Decano”, em relação ao expressivo número de títulos que conquistou! Seria lindo acompanhar um jogo dessas arquibncadas! Assim, mais um estádio registrado em Assunção! Pra terminar, apenas gostaria de citar que a cidade de Assunção ainda possui um outro estádio importante, o Estádio General Pablo Rojas, que é onde o Cerro Porteno manda seus jogos. O Estádio General Pablo Rojas também é conhecido como La Olla e tem capacidade para 45 mil torcedores, tendo sido inaugurado em 1970, e passado por reformas nos 51 anos de vida. Hora de voltar ao aeroporto e aos céus da América Latina…