Estádio Municipal Du Cambusano (antigo “Stavros Papadopoulos”), em Jacareí-SP

No sábado de 8 de agosto estivemos em São José para acompanhar a partida entre o time local e o nosso querido Ramalhão (veja aqui como foi), e aproveitamos para registrar o Estádio Municipal de Jacareí.

Mais uma bilheteria registrada para o nosso site!

O atual Estádio Du Cambusano, anteriormente chamado de Estádio Stavros Papadopoulos é um dos que mais tentei visitar, mas estava sempre fechado por isso fiquei muito feliz em finalmente conseguir adentrar e registrar a parte interior e suas arquibancadas…
Até já escrevi sobre o futebol profissional da cidade (veja aqui como foi) mas apenas contando com as fotos do lado externo, como esta:

Agora, finalmente vamos conhecer a parte interna do estádio:

O Estádio Municipal Du Cambusano foi inaugurado em 27 de maio de 2001, sendo a casa do antigo Jacareí Atlético Clube (JAC) e seu nome original (Estádio Stavros Papadopoulos) foi uma homenagem ao empresário grego que liderou sua construção.

Importante reforçar que antes dele, a cidade contava com outro estádio, o Estádio Antonio Jordão Mercadante, inaugurado em 13 de abril de 1924, num amistoso contra o Palestra Itália da Capital (1×1) e demolido 90 anos depois em 2014.

A partida inaugural foi um empate em 1×1 entre o Jacareí AC e a OSAN de Indaiatuba.
Contei com a ajuda do Escudos Gino para registrar a evolução dos escudos do JAC:


Atualmente, a capacidade de suas arquibancadas é para 4 mil torcedores.

Infelizmente o JAC passou por uma crise financeira e o patrimônio do clube acabou sendo assumido pela Prefeitura de Jacareí.
Mas sem time no profissionalismo, o estádio acabou abandonado por um bom tempo, por isso mesmo é bacana ver como ele está bonito e vivo agora em 2026!

Em 2024, o local foi oficialmente reinaugurado após passar por uma reforma e recebeu seu nome atual: Estádio Municipal Du Cambusano, homenageando João Baptista Cambusano Filho, um apaixonado pelo futebol amador de Jacareí.

Pra melhorar ainda mais o cenário, no início do ano foi oficializado que o estádio receberia os jogos do Jacareí Futebol Clube (antigo Clube Atlético Joseense) na Série A4 do Campeonato Paulista, trazendo o futebol profissional de volta à cidade.

Algumas imagens peculiares do Estádio…

O Estádio possui arquibancadas dos dois lados, aqui é a que fica do lado das cabines de imprensa e foi por onde eu entrei.

Ali estão as cabines de imprensa:

Do outro lado, a cidade começa a se verticalizar e os primeiros prédios mais altos começam a aparecer… Imagino que o futuro vai mudar esse horizonte…

Enfim, mais uma missão cumprida, registrando esse estádio que, espero, ainda receba muitas competições no futuro… E fica nosso compromisso de colar com o pessoal que tem feito a festa nas arquibancadas por aqui!

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Copa Paulista 2026: 4ª rodada – São José 2×0 Santo André

Sábado, 8 de agosto de 2026.
Uma semana depois de conquistar sua primeira vitória na Copa Paulista justamente sobre o São José, o Ramalhão viajou ao Vale do Paraíba para reencontrar a Águia.

O desafio dessa vez é no Estádio Martins Pereira, a casa do São José, tornando a partida ainda mais difícil.

E se tem Santo André em campo, a nossa torcida está presente!

Times entrando em campo… E a emoção vai crescendo…

A torcida local fez sua parte comparecendo em mais de 2 mil pessoas para apoiar a águia!

O time do Santo André valorizou a presença de quem foi e saudou sua torcida:

E sente aí o clima da partida:

Desta vez, o roteiro foi diferente do que viu-se na partida anterior… O São José começou pressionando muito desde o início do jogo!

O São José começou a partida impondo seu ritmo e controlando as ações ofensivas. Ainda no primeiro tempo chegou a balançar as redes com Wesley, mas a arbitragem assinalou impedimento, mantendo o placar zerado, mas preocupando a torcida visitante que sentia o time mal posicionado, muito recuado e sem criar praticamente nenhuma jogada de ataque.

O Santo André resistiu enquanto pôde e foi para o intervalo com a sensação de que um bom segundo tempo poderia render pontos importantes fora de casa.
Nas arquibancadas, o que se pode levar foram algumas calorias a mais, graças às saborosas ofertas do bar local.

Já no segundo tempo, o São José voltou melhor e logo aos oito minutos abriu o placar com Thomaz Carvalho, com um belo chute no canto direito de Guilherme…

O Ramalhão ainda tentou reagir, mas encontrou dificuldades para criar oportunidades claras e só foi realmente chegar com algum perigo nos minutos finais do jogo.
O São José controlou bem a vantagem e, já nos acréscimos, Neto Oliveira aproveitou um rebote do goleiro Guilherme após boa jogada de Tchê Tchê para fechar o placar em 2×0.

O resultado recolocou o São José na liderança do Grupo 4, enquanto o Santo André permaneceu com quatro pontos, ainda dentro da zona de classificação, mas agora precisando voltar a pontuar para não se complicar na sequência da competição.
Faz parte do futebol. Resta levantar a cabeça rapidamente.
A próxima rodada reserva mais um desafio pesado: o reencontro com o São Caetano, desta vez no Anacleto Campanella.

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233- Camisa do Barretos EC (SP)

A 233ª camisa do site foi presente de amigo João Monteiro e pertence ao Barretos Esporte Clube, uma edição especial de 2026 dedicado ao time sub20 deste que é um dos clubes mais tradicionais do interior paulista e um importante representante da cidade mundialmente conhecida pelo Hospital de Amor, anteriormente chamado de Hospital de Câncer de Barretos.

Fundado em 12 de outubro de 1960, o Barretos EC é conhecido pelo seu apelido e mascote: Touro do Vale, em referência à forte tradição agropecuária da região.

Ao longo de sua história, o Barretos se consolidou como uma presença constante nas competições da Federação Paulista de Futebol, protagonizando campanhas marcantes e revelando atletas como o zagueiro “Modesto“.

O zagueiro Modesto fez parte do time de ouro do Santos ao lado de craques como Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Pode se dizer que a história do Barretos EC se inicia no início do século XX com a fundação do Barretos FC em 1915 (aqui vale ressaltar que o time passou por uma reorganização em 1938 e por isso alguns consideram este ano como o nascimento do time).
Era nesse time que o zagueiro Modesto que mostramos acima, jogou.
O excelente site Escudos Gino traz os distintivos já utilizados pelo time:


O outro lado dessa história se dá com o Fortaleza Esporte Clube, fundado em 15 de novembro de 1936 e conhecido como o “Periquito da Rua 20”.
Recorremos novamente ao Escudos Gino para mostrar o brasão do time:

E os dois times chegaram a rivalizar nas competições da Federação Paulista, jogando no tradicional Estádio da rua 32.

Ocorre que em 1959, ambos acabam rebaixados para a terceira divisão e em 15 de outubro de 1960, decidiram se unir e, apesar da rivalidade local, formar o Barretos Esporte Clube.

Escrevemos sobre a história do futebol de Barretos em outro post, veja aqui como foi e falamos sobre o terceiro time da cidade, o Motoristas FC:

Em 2016, estivemos no Estádio Antônio Gomes Martins, conhecido como Fortaleza,

E não foi pra ver qualquer jogo, não… Foi simplesmente a decisão de um dos acessos para a série A1 do Paulista, que acabou ficando com o Santo André.

Também estivemos acompanhando a torcida deles em Suzano, em uma partida da Bezinha:

O Barretos disputou a competição equivalente à segunda divisão de 1961 até 1987, quando foi rebaixado. Em 1965, 1968,1969 e 1976 participou das finais, mas acabou perdendo o acesso.

Em 1990, conseguiu o acesso e voltou à Série Intermediária (como era chamada a atual Série A2).
Em 1993, caiu para a Série A3 e, em 1995, para a Série B1A.
Em 2000, o Barretos conseguiu conquistar novamente o acesso à Série A3.
Em 2006, foi rebaixado à Segunda Divisão.
Em 2011, conquista o acesso para a série A3.
Em 2015, volta para a A2 (em 2016, o acesso para a série A1 n˜ão veio exatamente por aquele jogo que fomos assistir).
Em 2017, volta pra A3.
Em 2023, cai pra A4, onde permanece até 2026.

Mesmo sendo um clube do interior, o Barretos sempre contou com uma torcida fiel, que acompanha o Touro do Vale em todas as divisões e mantém viva a tradição do futebol na cidade.
A identificação entre clube e comunidade é um dos grandes patrimônios do Barretos EC.
Quer adquirir uma camisa desta? Mais informações pelo telefone (17) 3322-0547.

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Copa Paulista 2026: 3ª rodada – Santo André 1×0 São José

Domingo, 2 de agosto de 2026.
Depois de um empate no clássico contra o São Caetano e da derrota na estreia diante do EC São Bernardo, o Ramalhão voltou ao Estádio Bruno José Daniel em busca da primeira vitória na Copa Paulista.
Pela frente, um adversário tradicional do interior paulista: o São José, que chega embalado e ainda invicto na competição.

A torcida andreense novamente fez sua parte.
Mesmo vivendo uma fase distante dos grandes momentos da história do clube, segue comparecendo, apoiando e acreditando nesse jovem elenco formado, em boa parte, por atletas das categorias de base.

E esse apoio, aos poucos, vai fazendo a diferença.

Dentro de campo, o Santo André mostrou desde o início uma postura diferente.
Mais organizado, competitivo e disposto a brigar por cada bola, o time conseguiu equilibrar as ações diante de um adversário que vinha ocupando as primeiras posições do grupo.

A recompensa veio aos 33 minutos do primeiro tempo: após rebote do goleiro adversário, Alexiel apareceu bem colocado para empurrar a bola para o fundo das redes e fazer explodir o Bruno José Daniel.
Um gol simples, daqueles de atacante oportunista, mas que valeu muito mais do que apenas um placar favorável.

O intervalo foi marcado pela venda das camisas, shorts, copos e demais materiais na Ramalhão Store!

Na segunda etapa, o jogo ficou mais truncado, mas o Santo André conseguiu sair com o domínio da partida.

O São José tentou pressionar em busca do empate, enquanto o Santo André soube se defender com organização e muita entrega, garantindo o 1×0 até o apito final.

Mais do que os três pontos, a vitória representou um importante ganho de confiança para um elenco bastante jovem.
Em um campeonato curto como a Copa Paulista, vencer em casa é fundamental para manter vivo o sonho da classificação.

Com o resultado, o Santo André conquistou sua primeira vitória na competição, chegou aos quatro pontos e entrou na zona de classificação do Grupo 4, mostrando que ainda há muito campeonato pela frente.
E também vale reforçar que na partida do sub20, na sexta feira anterior ao jogo, havíamos encontrado o Alexiel e o Gabriel Paz e eles disseram que estavam muito focados para este jogo.
E de fato, demonstraram em campo o resultado dessa concentração.

Aliás, após o jogo eles voltaram a estar com a galera, e isso é o que importa!

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232- Camisa da AA São Mateus (ES)

A 232ª camisa do nosso site pertence à Associação Atlética São Mateus, e embora eu a tenha há bastante tempo, só lembrei que não havia postado sua foto depois que estive na cidade de São Mateus (veja aqui como foi), e claro que aproveitei para conhecer sua casa, o Estádio Manoel Moreira Sobrinho, o “Sernamby“!

O Centro Educativo Recreativo Associação Atlética São Mateus, também chamado de “Associação” ou apenas “São Mateus” é um dos clubes mais tradicionais do futebol capixaba e um dos grandes representantes do norte do Espírito Santo.

Sua fundação, em 13 de dezembro de 1963, faz lembrar a história do VOCEM de SP.
Assim como o time paulista, a então Associação Atlética Paroquial surge por meio dos seminaristas da Congregação Mariana e do Padre Antônio Pianca.
Em 1971, passou a se chamar Associação Atlética Desportiva, até chegar a seu nome atual: Centro Educativo Recreativo Associação Atlética São Mateus.
Em 1975, a Associação conquistou o Campeonato do Norte do Estado, credenciando-se a disputar seu primeiro Campeonato Capixaba no ano de 1976, ficando na terceira colocação.
Olha a torcida que o acompanhou naquele ano:

O time adotou o azul e o branco como suas cores oficiais, em referência ao manto de Nossa Senhora e ao longo de sua história, tornou-se uma referência no futebol do interior do estado, conquistando espaço entre as principais equipes capixabas.
Uma de suas importantes conquistas foi o título da segunda divisão estadual de 1987:

Em 1994, a Associação foi vice-campeã capixaba, podendo disputar a série C do Campeonato Brasileiro do ano seguinte, mas em 2008 e 2019, conquistou o título da segundona capixaba.

E o “SAMA” ainda chegou ao título da primeira divisão capixaba em 2009… (foto e história da confusão incrível na final, disponível no incrível “Memória futebol capixaba”):

…E repetiu a dose em 2011 (de novo a foto é do “Memória futebol capixaba”)!

Desde 2025, o São Mateus não disputa em qualquer competição profissional, seja na Série A ou Série B do Campeonato Capixaba.
E em 2026, surge um novo time na cidade, o Audax São Mateus.
Será o fim da Associação? Ou o início de uma nova era?

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Copa Paulista 2026: 2ª rodada – Santo André 0x0 São Caetano

Domingo, 26 de julho de 2026.
Dia de reviver mais uma vez o o tradicional Clássico do ABC, que alguns gostam de chamar de SanSão, e vc, o que acha?

O palco é o Estádio Bruno José Daniel e a partida válida pela 2ª rodada da Copa Paulista 2026, onde as duas equipes ainda sonham em se classificar para a segunda fase e até quem sabe o título para dar um passo rumo a dia melhores como já foram os que ambos viveram no passado.

Até que a torcida compareceu em bom número, dentro dessa nova realidade que o futebol paulista em geral tem vivido.

E o time do Santo André com muitos garotos formados na categoria de base do clube valoriza essa presença e saúda seus torcedores!

Do lado adversário, é a torcida Comando Azul quem recebe e apoia o time do São Caetano!

A torcida do Santo André também deu seu apoio ao time, acreditando no potencial de melhoria do Ramalhão que vinha de derrota na primeira rodada frente ao EC São Bernardo.

Dentro de campo, o Santo André começou com tudo e parecia que seria uma daquelas oportunidades de vencer e bem o seu clássico rival, mas…

… Clássico não se joga, se ganha! E não foi o que o Ramalhão conseguiu fazer.

E o São Caetano soube sofrer e depois se aproveitou de uma expulsão do Santo André para segurar o 0x0, em uma partida que teve uma etapa final com poucas oportunidades claras de gol.

Há quanto tempo não temos um cobrador de faltas que inspire confiança…

Um ponto a se destacar tem sido a renovação na bancada do Santo André, e não me refiro nem às Organizadas mas ao tradicional “povão”. É incrível como todo jogo aparecem novos apaixonados e apaixonadas pelo nosso time!

Infelizmente, o que deveria ser lembrado pelo reencontro de duas camisas históricas acabou sendo marcado por cenas lamentáveis no lado de fora do estádio, onde um enfrentamento de dois “bondes” acabou exigindo a intervenção da Polícia Militar após rojões e barras de ferro marcarem a confusão.
Importante corrigir uma visão que parte da imprensa construiu: não houve invasão do estádio por parte de torcedores adversários e não houve risco algum para quem estava lá dentro assistindo ao jogo.

Para quem ama a cultura de arquibancada, fica sempre um sentimento contraditório.
A rivalidade faz parte do futebol, assim como os cantos, as bandeiras, as provocações e a paixão por defender as cores do seu clube.
Mas quando a violência toma o protagonismo, quem perde é o próprio futebol.
Ao menos, espero que esse tipo de confronto permaneça restrito àqueles que, infelizmente, optam por esse caminho, sem colocar em risco quem vai ao estádio apenas para torcer.

O Clássico do ABC já escreveu capítulos inesquecíveis ao longo de décadas.
Que os próximos sejam lembrados pelos gols, pelas grandes atuações e pelas festas das torcidas e não pelos confrontos.

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Início da Copa Paulista 2026: 1ª rodada – EC São Bernardo 3×1 EC Santo André

A Copa Paulista 2026 começou, e logo na primeira rodada colocou frente a frente dois tradicionais representantes do Grande ABC.

No Distrital do Inamar, em Diadema, o EC São Bernardo ainda sem um estádio em sua cidade para mandar seus jogos, recebeu o EC Santo André no clássico regional que marcou a abertura da caminhada das equipes no Grupo 4 da competição.

O Inamar lembra um pouco o Brunão, não lembra?

Em campo, o Cachorrão levou a melhor e venceu por 3 a 1, com gols de Jotta, Caíque Barros e Filipe Claudino, enquanto Vitor Mariano descontou para o Ramalhão.

Mais do que os três pontos, a partida reforçou a importância da Copa Paulista como espaço para novos projetos, atletas em desenvolvimento e para a manutenção da tradição dos clubes do interior e da Região Metropolitana de São Paulo.

A temporada está apenas começando, mas o torneio já promete muitos clássicos, rivalidades regionais e histórias que merecem ser contadas.

A mim, resta agradecer a mais uma experiência ao lado do time do meu coração…

Até que foi uma galera legal da torcida do Santo André…

Abraço aos amigos de bancada e também aos que estavam no lado local, apoiando o “Cachorrão”.

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231- Camisa do América-RN

A 231ª camisa do nosso site pertence ao América-RN, um dos clubes mais tradicionais do futebol nordestino e um dos grandes símbolos esportivos do Rio Grande do Norte.

Fundado em 14 de julho de 1915, em Natal, o América adotou o vermelho e o branco como suas cores e construiu ao longo de mais de um século uma história marcada por títulos, grandes campanhas e uma relação muito forte com sua torcida.

Entre suas principais conquistas estão a Copa do Nordeste de 1998, o Campeonato Brasileiro da Série D de 2022 e 40 edições do Campeonato Potiguar, sendo o último conquistado em 2026.

Em 1997, o América fez uma grande campanha na Série A do Campeonato Brasileiro, terminando em 16º lugar, desempenho que lhe garantiu uma das vagas brasileiras na Copa Conmebol de 1998, tornando-se o primeiro representante do Rio Grande do Norte a disputar uma competição internacional.

Durante décadas, o América viveu momentos históricos no Machadão, estádio que marcou gerações de torcedores até sua demolição.
Estivemos lá antes disso para registrar o estádio antigo (veja aqui como foi o rolê)

Hoje, o clube manda seus principais jogos na Arena das Dunas, construída para a Copa do Mundo de 2014 no mesmo local.
Aliás, voltei pra natal em 2024 mas achei a Arena das Dunas tão esquisita… Melhor ver a tradicionalíssima Discol!

E lembrar que o Rio Grande do Norte é terra indígena!

A torcida americana, conhecida pela paixão e pela presença constante nas arquibancadas, é uma das mais tradicionais do estado e já protagonizou grandes festas em campanhas decisivas, especialmente nos momentos em que o clube buscou acessos e títulos nacionais.

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Estádio Olímpico do Ibirapuera “Ícaro de Castro Melo”

Muito antes de São Paulo ser conhecida pelos grandes estádios particulares e pelas modernas arenas multiuso, o esporte da cidade tinha um endereço público, democrático e aberto à convivência. E não, não me refiro ao Pacaembu, mas sim ao Estádio Ícaro de Castro Melo, um estádio de futebol no coração do Ibirapuera, que acompanhou, por mais de sete décadas, a transformação da capital paulista.

Inaugurado em 1954, nas comemorações do IV Centenário da cidade, o estádio nasceu em uma São Paulo que ainda se expandia para além do centro histórico.
Ao seu redor, a metrópole cresceu, ganhou avenidas, edifícios, novos bairros e milhões de habitantes.
O que antes era uma cidade em construção tornou-se uma das maiores metrópoles do mundo.
E o Ibirapuera permaneceu ali, testemunhando silenciosamente essa mudança até que a privatização do Pacaembu, fez com que a prefeitura lembrasse do velho estádio.

Em 2025, passei por ali e pude fazer algumas imagens da grande reforma que estava sendo feito para que o Estádio volte a ser um palco não só do futebol mas de diversos esportes da capital paulista, quem sabe aumentando sua atual capacidade para mais do que os atuais 13 mil lugares.

Ao longo dos anos, seu gramado recebeu partidas oficiais de futebol, enquanto sua pista formou gerações de atletas.
Em 1996, por exemplo, enquanto a Vila Belmiro era reformada, o Santos encontrou no Ibirapuera uma casa provisória e fez uma campanha marcante.
O Corinthians também utilizou o estádio como mandante, mostrando que, às vezes, um estádio empresta sua identidade para ajudar a escrever a história de outros clubes.

Por isso é tão bacana acreditar que o Estádio pode voltar a ser um palco do futebol e outros esportes.

Além de atletas olímpicos, jogadores de rugby, equipes de futebol americano e milhares de torcedores, o estádio também recebeu diversos shows históricos de artistas como Black Sabbath, Elton John, Bon Jovi e Scorpions.
Poucos lugares em São Paulo conseguiram reunir, com tanta naturalidade, esporte, música, cultura e convivência.

As grandes arenas substituíram muitos dos antigos estádios, e São Paulo tornou-se uma cidade ainda mais vertical, veloz e intensa.
O Ícaro de Castro Melo, porém, continua lembrando que nem toda transformação precisa apagar o passado.
Há lugares que sobrevivem justamente porque preservam a memória de diferentes gerações.
E talvez esse seja o maior patrimônio do Estádio do Ibirapuera: mostrar que, assim como as cidades, os estádios também contam histórias.
Basta olhar com atenção para perceber que, muito antes das arenas e dos naming rights, já existia ali um palco onde São Paulo aprendia a celebrar o esporte, a cultura e a própria vida.

O Estádio acaba de ser reinaugurado, e veja como ficou:

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Os antigos Estádios de Ribeirão Preto

O ano já corre a mil por hora e faltou postar aqui um detalhe do nosso rolê por Ribeirão Preto.
Além do Estádio Palma Travassos, do Comercial…

E do Estádio Santa Cruz, do Botafogo

Também aproveitamos para dar um rolê pela cidade…

E Ribeirão Preto ainda tem muitos prédios históricos de pé, principalmente na região central.

E quando falamos do mundo do futebol, uma obra histórica que segue de pé é o Estádio Costa Coelho:

O Estádio Costa Coelho nasceu como Campo da Mogiana, e não foi um empresário rico que resolveu construir um estádio, quem sonhava com ele e colocou a mão na massa foram cerca de 800 ferroviários da Companhia Ferroviária Mogiana, que queriam um clube recreativo.

Um dos líderes desse movimento era o engenheiro Antônio da Costa Coelho, que depois se tornaria o primeiro presidente do Esporte Clube Mogiana de Ribeirão Preto, fundado em 27 de julho de 1938.
Muita gente acha que o Mogiana de Ribeirão e o de Campinas eram clubes totalmente independentes. Na verdade, ambos pertenciam ao universo da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro.
O Brasão abaixo eu peguei no incrível Arquivos Futebol Brasil.

Esse contexto explica por que o estádio tem um caráter quase operário.
Enquanto muitos clubes paulistas nasceram ligados à elite cafeeira ou às colônias de imigrantes, o EC Mogiana era profundamente ligado à ferrovia.
E o bairro onde ele foi construído também conta uma história: o então chamado Bairro da República, atual Vila Virgínia, na época era uma periferia de Ribeirão Preto, uma área mais próxima às oficinas da companhia ferroviária.

O campo existia antes do estádio.
Até 1954, o local era apenas um campo utilizado pelo futebol amador.
Sem arquibancadas, sem grande estrutura.
Era simplesmente o “Campo da Mogiana”.

Quem transformou o campo em estádio foi… o Comercial
Essa talvez seja a parte mais curiosa.
Quando o Comercial voltou ao futebol em 1954, não tinha casa e pra resolver isso, a diretoria comercialina alugou o campo da Mogiana.
Foi o próprio Comercial que instalou arquibancadas de madeira, ampliando a capacidade para cerca de 12 mil pessoas.
Pelo que entendi, as arquibancadas ficavam ao lado desta pequena área ainda coberta.

Ou seja… O Costa Coelho, como estádio, é praticamente uma obra conjunta de dois clubes: patrimônio do Mogiana, mas estrutura viabilizada pelo Comercial.
Sem o Costa Coelho, talvez o Comercial tivesse muito mais dificuldade para voltar ao futebol profissional.
Foi ali que aconteceu a reconstrução do clube e o vice da Segunda Divisão em 1954 e o título da Segunda Divisão Paulista em 1958. Em certo sentido… O Costa Coelho é o berço do Comercial moderno.

Era conhecido como “Brinco de Madeira“. Essa expressão aparece em relatos antigos. As arquibancadas eram totalmente de madeira, o que dava um ambiente muito diferente dos estádios atuais.

Quem viveu aquela época conta que o barulho da torcida fazia literalmente a arquibancada vibrar. Venha dar uma olhada em como o local está atualmente:

Pelé jogou aí…
Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Portuguesa, Ponte Preta e Guarani também…
O último jogo comercialino ocorreu em setembro de 1964, contra o América-RJ em um amistoso para arrecadar dinheiro para terminar o Palma Travassos.
É quase como se um estádio estivesse ajudando a construir o outro.
Depois veio o silêncio, quando o Comercial saiu…
O Mogiana também praticamente abandonou o futebol.
As arquibancadas foram desmontadas.
O espaço virou clube recreativo, com bocha e malha. Mas o gramado nunca desapareceu. Essa talvez seja a parte mais bonita.
Mesmo sem estádio, o campo continuou recebendo futebol amador e servindo como clube social durante décadas.
Atualmente… Parece que o futebol chegou ao fim e que só estão esperando alguma coisa pra por abaixo toda essa história.

Só pra concluir o rolê também passamos pelo local onde ficava o antigo Estádio da Rua Tibiriça

E pelo Estádio Luís Pereira, primeiramente chamado de Campo da Vila Tibério, surgiu junto com o Botafogo Futebol Clube.

Aqui pelo menos dá pra ter ideia de como segue a arquibancada, em uma foto aérea que peguei desse bom vídeo:

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