214- Camisa do Ituano FC

A 214ª camisa de futebol do site foi presente da amiga Andrea Sanches e representa um time que tem crescido bastante no últimos anos mas que em 2024 passa por um ano difícil.
Falamos do Ituano FC.

Graças à rivalidade com o Santo André e à distância relativamente próxima, o Ituano é um dos times que mais assisti em campo.

Além dos vários duelos contra o Ramalhão, estive em Itu para acompanhar o acesso do Vasco no ano passado (veja aqui como foi).

Aproveitei esses rolês para escrever dois posts sobre o futebol local: Parte 1 (sobre o Estádio Novelli Júnior) e parte 2 (sobre o Estádio da Baixada, o Estádio Municipal Álvaro de Souza Lima).

O time foi fundado em 24 de maio de 1947, por trabalhadores da Estrada de Ferro Sorocabana, sob o nome de Associação Atlética Sorocabana.

Em 1956, a A.A. Sorocabana conquistou uma vaga na 3ª divisão do futebol paulista.

Em 1965, a Associação Atlética Sorocabana passa a se denominar Ferroviário Atlético Ituano.

Em 1977, esportistas da cidade se reuniram em torno do Ferroviário Atlético Ituano trazendo inclusive o apoio dos seguidores do Clube Atlético Ituano, fundado em 1953, sendo sucessor do Esporte Clube Oficinas Gazzola, tendo vencido a Terceira divisão de 1954 e 1955 e. que andava enterrado em dívidas.

Em 1989, o Ferroviário é Campeão do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, mudando seu nome a partir daí para Ituano Futebol Clube.

Tem como maiores conquistas 2 títulos do Campeonato Paulista em 2002 e 2014.

O Ituano também possui 2 títulos do Campeonato Brasileiro da Série C, em 2003 e 2021.

Além disso o time ainda conquistou a Copa Paulista de 2002 e o Campeonato Paulista da segunda divisão de 1989.

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Santo André 1×1 Água Santa

O fim de semana começara bacana, com o encontro com o grande Miguel, ex massagista do Ramalhão, ali no centro da cidade.

Em campo, o Santo André ainda não havia vencido (e não seria este o dia da vitória…).

A proximidade das cidades trouxe a Santo André um bom número de torcedores do Água Santa, sempre muito bem recebidos!

Em campo, não faltaram chances…

Aos 32′ o Santo André abriu o placar, com Alexiel, garoto vindo da base.

Mas logo na sequência, aos 34’o Água Santa empatou para a tristeza da torcida local que já não sabe mais o que fazer para mudar a realidade do seu time.

Fica o registro da turma no jogo.

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#TBT – 1ª rodada da A2 de 2008

O que dizer de uma partida onde você encontra o Godoi num posto de gasolina antes de chegar no Estádio, ter que entrar pelo meio da torcida local, e ainda ser informado pela polícia que em caso de problemas o portão de acesso ao campo está aberto é a melhor atitude a ser tomada…

Após um empate de 1×1, fomos aconselhados pela polícia a ficar até depois do jogo para não ter problemas… Detalhe, até o carro eles nos obrigaram a colocar em cima da arquibancada kkkk

E o que você diria se enquanto espera, encontrar o treinador de quem você é ídolo, no caso: Ferreira!

Esse foi um rolê de 2008, na estreia da série A2 do Santo André contra o GE Catanduvense.

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O Estádio Estádio Augusto Schmidt, a casa do Rio Claro FC

O site passou as últimas semanas dando atenção apenas ao lado rubro verde da cidade de Rio Claro, mas você há de concordar que foi por uma justa razão…
Para equilibrar as coisas, hoje vamos falar do lado azul da cidade, mostrando o Estádio Municipal Dr. Augusto Schmidt Filho, a casa do Rio Claro.

O Estádio Augusto Schmidt, o “Schmidtão” foi inaugurado em 28 de janeiro de 1973 em um Rio Claro 1 x 2 Corinthians.

Estivemos acompanhando uma partida decisiva nele em 2016, pela série A2 do Campeonato Paulista entre o Rio Claro e o Santo André.

A partida era válida pelas quartas de final, e após ter perdido em casa por 1×0, o Santo André foi até Rio Claro em uma noite chuvosa, em busca de um milagre…

Choveu tanto aquela noite que a própria torcida local acabou prejudicada e presente em baixo número.

Após abrir 2×0 e ter a certeza do milagre realizado o Santo André aguardava o fim do jogo quando, batendo uma falta na entrada da área, o Rio Claro marcou o seu gol levando a partida para a decisão por penaltys, onde finalmente o time visitante conseguiu carimbar a vaga para a semifinal, para a festa da sua torcida.

Confesso não lembrar se depois deste dia voltei ao Estádio, mas fato é que em 2023, acabamos dormindo uma noite em Rio Claro e aproveitei para rever o Augusto Schmidt!

O Estádio foi inaugurado com o nome de Dr. Álvaro Perin, e teve o Corinthians, o São Paulo, e o Velo Clube, como primeiros adversários. (28 de janeiro de 1973: Rio Claro 1-2 Corinthians, 4 de fevereiro de 1973:Rio Claro 0-1 São Paulo e em 11 de fevereiro de 1973 – Rio Claro 1-0 Velo Clube)

E realmente o Estádio não só é espaçoso, como está muito bem conservado e bonito, todo pintado em azul e branco!

Pra quem acha que o futebol do interior não é cheio de emoções, vale lembrar que nos últimos 20 anos este estádio viu o Rio Claro ser vice-campeão da Série B2 do Campeonato Paulista em 2001.

No ano seguinte, foi campeão da Série B1 conquistando o acesso à Série A3.

Em 2005, viu o acesso para a Série A2 e o vicecampeonato da Copa Paulista.

Em 2006, chega o inédito acesso para a Série A1. E daí pra frente foi aquele sobe e desce que se encerrou em 2016, quando foi rebaixado para a série A2 onde permanece até hoje.

O Rio Claro sofreu em 2024 um duro golpe: viu o seu rival voltar à série A1. Assim, em 2025, é missão da torcida e da diretoria levar o time até a primeira divisão para quem sabe fazer o derbi na série A1!

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213- Camisa do CAD Diadema

A 213ª camisa de futebol a aparecer neste blog pertence ao Clube Atlético Diadema, um time com uma história pra lá de complicada e que atualmente se mantém licenciado.

O time surgiu em 2009, quando um grupo de empresários firmaram uma parceria com Diadema para revelar atletas e para que a cidade enfim disputasse as competições oficiais.
Assim, em 2010, um ano após sua fundação, o CAD se profissionalizou e filiou-se à Federação Paulista, passando a disputar as categorias de base.
Em 2012, o Sub-13 termina o campeonato na 3ª colocação, eliminado nas semifinais pelo Santos.
No final de 2012 a Prefeitura conseguiu concluir o novo Estádio Distrital do Inamar, finalmente, o clube poderia estrear na Segunda Divisão (a série B) do Campeonato Paulista de 2013, com uma goleada de 5×1 frente um rival local: o Grêmio Mauaense. E nós estivemos lá pra conferir! Veja aqui como foi!

O primeiro título do time chega nesse mesmo ano de 2013, com o Sub-20 que vence o Campeonato Paulista Segunda Divisão Sub-20.

Em 2016, por pouco não chega o bicampeonato, mas o time perde a final para o XV de Jaú.

O CAD chegou a receber, entre 2012 e 2017 a concessão do então Campo Distrital do Taperinha, transformado o local em CT, chegando a mandar ali jogos das categorias de base.

Em 2017, houve uma tentativa de união com o rival citadino Água Santa tendo a prefeitura como elo, mas a ideia acabou vetada pelo time rival.

Em 2018, o Centro de Treinamento do CAD foi invadido e atacado em um ato criminoso e sem o devido esforço na apuração dos fatos especialmente pela Prefeitura, o clube se retirou da cidade.
Em 2020 o Clube Atlético Desportivo Diadema comunica que vai mudar de cidade, indo para Ribeirão Pires, criando o CAD Ribeirão Pires.

A pandemia de COVID-19 acabou atrasando a oficialização da mudança e também a construção do seu Estádio.

E nesse momento, a cidade de Ribeirão vive a expectativa de enfim ser a 6º cidade da região a ter um time disputando o Campeonato Paulista.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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Série C do Campeonato Brasileiro 2024: São Bernardo FC 5×0 Ferroviário AC

Segunda feira, 6 de maio de 2024.
Começo de semana é sempre difícil né? Desligar a cabeça do fim de semana e voltar as atenções para as atribuições profissionais, ou da escola, facul…
Tentando diminuir essa sensação de ruptura, dei um pulo até a cidade vizinha para vivenciar a série C do Brasileiro e principalmente conhecer de perto a tão conhecida torcida do Ferroviário AC.

Estivemos no estádio do Ferroviário ano passado, veja aqui como fo e relembre no vídeo abaixo parte desse rolê:

Times em campo, último abraço e vamos pro jogo!

Sente aí o clima da bancada:

Triste momento do futebol brasileiro…
Uma partida interessante, importante para o público da cidade e no mínimo curiosa, já que estamos falando de um time lá do Ceará vindo jogar aqui no ABC, e mesmo assim menos de 800 pagantes acompanharam o jogo.

Atualmente, se não fossem as organizadas, o público talvez não chegasse a 200 pessoas… Também… Ingressos a R$ 50!!! Difícil, né?

Abraço ao Victor e o pessoal da Febre Amarela.

As faixas, tirantes e bandeiras deram um pouco mais de vida ao Estádio e ao jogo.

E aí está a Guerreiros do Tigre:

E lá vem a torcida visitante…

Mas foi super legal ver o pessoal do Ceará presente na bancada do Primeiro de Maio!

O Ferroviário tentou apertar o São Bernardo nos contra ataques:

Desde o começo do jogo, o Tigre do ABC demonstrou sua superioridade e aos 23’ do 1º tempo, Luiz Felipe abriu o placar: 1×0 para os donos da casa. Festa na bancada alvinegra.

Aos 7’ do 2º tempo, Kayke ampliou.

Uma noite difícil para os visitantes e inesquecível para a torcida do Tigre: Lucas Lima fez o terceiro.

O banho de água gelada nos valorosos visitantes veio aos 16 do 2º tempo com Luiz Felipe… 4×0 para o Tigre!

E o arpão final no tubarão veio aos 42 novamente com ele: Luiz Felipe. Placar final São Bernardo 5×0 Ferroviário.

Parabéns ao São Bernardo e sua torcida pelo momento!

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Santo André 0x0 Patrocinense – Série D 2024

Sábado, 4 de maio de 2024.
Estamos no Estádio Bruno José Daniel para a segunda rodada da série D.
Depois de um tempo reencontrando alguns amigos de bancada que não via desde o fim do Paulista, é hora de rever o nosso time em campo!

O Ramalhão é praticamente um novo time com exceção de poucos atletas que disputaram o Paulistão desse ano.

Já o adversário de hoje, o Clube Atlético Patrocinense, é um time fundado em 19 de março de 1954 e que teve seu auge nos anos 90, quando disputou a 1ª divisão do Campeonato Mineiro.
Passou alguns anos licenciado e apenas em 2016, voltou às competições oficiais, sendo campeão no ano seguinte do Módulo II do Campeonato Mineiro, voltando à elite do estadual.

E eles também estão prontos para a partida!

Sente aí o clima do jogo. Pelos meus registros, essa é a primeira vez que os dois times se enfrentam!

E sim, estava um sol para cada um…

A Fúria não ligou e cantou os 90 minutos!

Em campo, o Santo André começou bem, mas perdeu todas as chances criadas…

E sem dúvida, o forte calor tornou o jogo uma disputa muito mais física, ajudando a terminar o primeiro tempo em 0x0.

Nas bancadas, mais uma vez pudemos encontrar aqueles que não abandonam nunca!

Abraços ao aniversariante do domingo, Nelsão e seu filho Mateus!

O Erick também está de parabéns tentando criar a nova geração de torcedoras do Ramalhão!

Quando o jogo dá uma desanimada tem até debate sobre soul music na nossa arquibancada!

Durante a partida de ontem várias faixas homenageando as torcida antigas do Santo André estiveram presente, como essa da TILMA:

Veio o intervalo e fomos dar uma olhada nas camisas do time que estão a venda em um espaço ali na arquibancada:

Vêm o segundo tempo e o goleiro da Patrocinense acabou se tornando o homem do jogo…

E o pessoal da TUDA também esteve presente!

Como acompanhamos o ataque do Santo André, no segundo tempo estivemos ao lado do pessoal da Esquadrão Andreense!

Mesmo com o apoio da Esquadrão, o Ramalhão não conseguiu sair do zero, ao menos somando seu primeiro ponto na competiç˜ão.

Sempre será um prazer acompanhar aos jogos e ver uma parte (cada vez menor) da cidade ali presente e reunida em torno de algo como o futebol.

Mas, ao mesmo tempo é duro pensar que tão pouca gente ainda se interessa pela equipe da cidade…

O Santo André foi a campo com Wellington Santana; Ben Hur, Matheus Mega, Miguel Baggio (Rafael Milhorim) e Enzo; Lucas Oliveira, Nelsinho (Kaiwan), Daniel Pereira e Júlio Cesar (André); Alexiel (Ighor Gabriel) e João Marcos (Wesley Hiago), sob o comando do técnico Leston Junior.
E nossa rapaziada no suporte:

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Estádio Hide Maluf, a casa do EC Vera Cruz e um pouco dos demais times de Piracicaba

Esse aí em cima é o famoso rio de Piracicaba, talvez o maior ícone da cidade.
Ok, alguns vão dizer que conhecem a cidade pela também tradicional Pamonha de Piracicaba, uma iguaria que uniu os povos originários e europeus nesse país maluco em que vivemos…

Já o leitor mais assíduo, deve ser minimamente envolvido no universo do futebol e vai dizer que não dá pra não associar Piracicaba ao seu time, o XV de Piracicaba

Ou ao seu Estádio, o Barão da Serra Negra!

Sem dúvida, Piracicaba tem esses três elementos ligados ao seu cotidiano, e por isso os revisitamos mais uma vez, mas sempre importante reforçar que existe um montão de outras coisas que tornam a vida Piracicabana muito mais rica do que se imagina, afinal são mais de 400 mil pessoas construindo suas histórias nessa terra que não para de crescer como percebemos nessa foto do site da Prefeitura:

Voltando para a cultura futebolística, e tentando ser um site de pesquisa e vivência no futebol, admito que temos grandes lacunas para com a cidade e para minimizá-las aproveitei uma estadia em Piracicaba para visitar alguns pontos importantes para a história do futebol local, começando pelo local onde existia o incrível Estádio Dr Kok, demolido em 2009 e atualmente dando lugar a um supermercado.

Ao menos existe essa singela identificação na rua dona Lídia 162 que permite aos peregrinos da bola um momento de vislumbre.
Aparentemente já não há qualquer Centro de Treinamento como a placa indica…

Na página Piracicaba antiga encontrei a foto abaixo citada como provavelmente dos anos 40:

O Estádio chegou a ter capacidade para 1500 torcedores e foi a casa do Clube Atlético Piracicabano.

O CAP foi fundado em 8 de fevereiro de 1914, apenas um ano após o XV com quem nutriu forte rivalidade até os anos 50.
O time foi criado pelos trabalhadores da Socièté Sucrerie Bresiliense, uma Usina de Açúcar francesa, com o nome de Associação Atlética Sucrerie. Este era seu escudo:

Segundo o livro 125 anos de história – A Enciclopédia do Futebol Paulista, a AA Sucrerie disputou o Campeonato do Interior da APEA de em 1930 e 31(que teve o XV de Piracicaba como campeão).
Nesta época, pelo menos outros dois times da cidade apareciam nas disputas desta competição: a SR Palestra Itália (fundada em 27 de julho de 1926) e o São João FC (fundado nos anos 20).

Por conta da Segunda Guerra Mundial, o Brasil passou a proibir nomes estrangeiros e em 1941, a equipe foi rebatizada de Clube Atlético Piracicabano, assim como o Palestra Itália de Piracicaba se tornou Palmeiras.
Assim, o agora “CA Piracicabano” faz em 1948 sua estreia no futebol profissional, na Segunda Divisão Profissional em um campeonato que não deve ter caído bem entre os rivais citadinos, visto que o XV de Piracicaba sagrou-se campeão.

Em 1949, mais uma campanha fraca, terminando na 12ª colocação da Série Vermelha da Segunda Divisão Profissional, o penúltimo da tabela.
Em 1950, novamente termina em penúltimo, desta vez na 9ª colocação do 4º grupo.
Em 1951, disputa a Zona Azul da Segunda Divisão Profissional e termina em 12º lugar, o último do grupo.
Em 1952, uma campanha melhor, terminando na 4ª colocação da 4ª região, onde os dois primeiros se classificaram para a 2ª fase:

Em 1953, despede-se do futebol profissional e mais uma vez termina em 4º, porém num grupo de apenas 6 times.

Depois de tantos sonhos esquecidos, em 1976 disputa sua derradeira competição profissional, a Segunda Divisão Profissional (que equivalia ao terceiro nível do futebol paulista daquele ano atrás da especial e da primeira), em dois turnos, mas sem obter a classificação para a fase final.

Para deixar o passeio mais completo, fomos dar uma olhada na sede social do clube, que segue em funcionamento.

Ali perto da sede social do CA Piracicabano fica o campo de outro time piracicabano que sempre despertou nossa curiosidade: o EC Vera Cruz, fundado em 22 de Fevereiro de 1950.

Veja como são próximos a sede social do CA Piracicabano e o campo do EC Vera Cruz!

O local também é conhecido como Estádio Hide Maluf, mas possui uma estrutura bastante simples, provavelmente servindo apenas a partidas amadoras e das categorias de base do time do EC Vera Cruz!

O EC Vera Cruz se filiou na Federação Paulista em 1954 e em 1958 disputou o Campeonato Paulista da 3ª Divisão, perdendo a vaga para a fase seguinte num jogo de desempate com o Lapeaninho.

Depois, o Vera Cruz voltou para o amador por questões financeiras, sendo campeão local por várias vezes como se pode ver pelos troféus em sua sede:

Olhando da sede do time, esse é o gol da direita:

O meio campo (lá ao fundo, depois da estrada que corta a cidade e um pouco para a direita está a sede social do CA Piracicabano).

E o gol da esquerda:

Olhando pelo outro lado do campo, no meio campo se vê a pequena sede / bar do time:

O gol da direita:

E o gol da esquerda:

Na sede existem algumas fotos bem importantes da história do EC Vera Cruz, como a do título de campeão amador de 1971:

Vários troféus:

E aí está a camisa rubro negra do time:

Antes de terminarmos o rolê, uma menção a outros dois times que marcaram época no início do século XX: o União Monte Alegre, fundado em 23 de abril de 1923.

O União Monte Alegre mandava seus jogos no Estádio Comendador Pedro Morganti. Veja essa foto além de muitas histórias do time e outras imagens no Blog do Gaeta!

Vi aqui pelo Google Maps que não é muito difícil ir até lá, fica para uma próxima viagem!

Em 1945, disputaram o Campeonato do Interior em um grupo fortíssimo e… saíram campeões do grupo! Na fase eliminatória, cruzaram com a Ponte Preta e perderam por 5×0 em Campinas e 2×0 em Piracicaba.

Ah, e quem sabe consigo ve rum jogo deles, já que o time segue nas disputas amadoras da cidade!

Por fim, um outro time lendário de Piracicaba: o MAF, fundado 19 de abril de 1950.

O empresário Manoel Ambrósio Filho, dono da indústria de Máquinas de Costura Leonan, doou o jogo de uniformes do time e em homenagem nomearam a equipe com as iniciais do seu nome, surgindo então o MAF Futebol Clube.

Após anos de campeonatos municipais, a equipe decide participar do campeonato paulista de futebol, disputando a segunda divisão no ano 1976 (naquele ano denominada de “Primeira Divisão”), terminando a Série Alfredo Metidiéri na última posição…

Em 1977, disputou a Segunda Divisão Profissional (que equivalia ao 4º nível do futebol paulista) e mais uma vez terminou na última posição.

Mas, o MAF ainda seria duas vezes vice-campeão do Amador do Estado.
E assim, terminamos um pouco este recorte sobre o futebol em Piracicaba.

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XV de Jaú x Rio Branco: Semifinal da série A4-2024

28 de abril de 2024.
Incrível com as divisões de acesso tornaram-se donas das manhãs de domingo. Principalmente em suas fases finais.
E em Jaú, não foi diferente…

Valendo a vaga para a final e consequentemente o acesso à série A3 de 2025, a imprensa local noticiou que mais de 8 mil ingressos haviam sido (pós jogo foi anunciado público de 8.335 torcedores).

O resultado é esse mar verde amarelo no Estádio Zezinho Magalhães.

A torcida do XV de Jaú mostrou ter deixado pra traz o mal momento vivido em 2023, na derrota para o Joseense, quando perdeu a classificação para a próxima fase dentro de casa, mesmo após ter a melhor campanha da competição…

Até as tribunas estavam cheias!

Em Jaú, quem comanda a festa é a Galunáticos!

E sim, a festa estava bonita antes mesmo da bola rolar…

O povão em geral, que não faz parte de torcida organizada também se fez presente!

Acho que não seria exagero dizer que a cidade novamente se uniu em torno do time acreditando no acesso!

O mais legal foi ver uma partida com duas torcidas competindo no apoio do seu time…

Dessa vez, ficamos na torcida visitante. Muito porque a minha relaç˜ão com o Rio Branco e com sua torcida é bastante especial…

E sinta um pouco da vibração do estádio:

O pessoal da Sangue Rubro, torcida do Noroeste, esteve presente apoiando os amigos da Malucos do Tigre.

O jogo começou com tudo! E por incrível que pareça, o time visitante que normalmente entra pra segurar, veio disposto a propor o jogo e logo ficou claro que estávamos presenciando um embate que seria bastante agressivo!

Mesmo em um jogo tão cheio de oportunidades desde o princípio, não imaginava que as coisas fossem começar a se definir tão cedo… Não lembro como começou a jogada, mas quando percebi havia uma descida pela direita que parecia importante…

E foi assim que aos 10′, Brian após uma linda jogada pela direita marcou o 1º gol do Rio Branco.

Festa na torcida visitante!!!

Dá lhe bateriaaaaa!!!

Cara, que lindo momento!!! Se o mascote do XV de Jaú agitava em campo…

O do Rio Branco ignorava o calor e literalmente ia à loucura com a própria torcida!

O que é que eu posso dizer? Só me resta agradecer…

Aos 25’do primeiro tempo, David Lazari marcou o segundo gol do Rio Branco:

O segundo gol caiu como se fosse gasolina na “fogueira” da torcida do Rio Branco!

O XV de Jaú volta a dar um abafa no fim do primeiro tempo, pensando em ir pro intervalo com apenas um gol de diferença no placar, mas não conseguiu marcar o seu gol…

Aproveitei o intervalo para registrar as lindas faixas que a torcida visitante levou para o Estádio Zezinho Magalhães:

Deu tempo também pro pessoal das torcidas se conhecerem melhor naquela tradicional troca de elogios…

Importante dizer que mesmo sendo rivais, não houve nenhum problema maior que envolvesse violência ou enfrentamentos. Ao menos não que eu tenha visto. E como cheguei e saí pelo setor visitante também não houve nada por ali.

Deu também para registrar a estrutura do espaço para os visitantes…

Talvez, sabendo da presença da torcida do Rio Branco, a estrutura poderia ter sido melhor dimensionada… Mas, deu pra atender às necessidades básicas de um dia quente como este.

O 2º tempo começou e achei curioso um senhor segurando a bandeira do Chile, e fui conhecer o senhor Ramón, chileno radicado em Americana há mais de 30 anos e que tem pelo tigre o mesmo amor que costumava ter pelo Colo Colo em seu país natal!

O 2º tempo trouxe um XV de Jáu ainda mais aguerrido em busca do resultado. Aliás, o treinador Tássio (eterno ídolo do Santo André) bem que tentou mexer com a estrutura do time…

Mas, o jogo acabou ficando ainda mais aberto… E os ataques do time local eram combatidos com contra ataques cada vez mais perigosos…

E os atacantes do Rio Branco souberam segurar a bola no ataque…

O sol forte fez necessária a parada técnica, e foi quando caiu a ficha que faltavam menos de 25 minutos para o fim do jogo…

E com 2×0 no placar e o tempo passando, só restava à torcida do Rio Branco cantar como se não houvesse amanhã…

Confesso que fiquei triste em ver mais uma vez o XV de Jaú perder a oportundiade de voltar à série A3 jogando em casa em frente da sua apaixonada torcida…

A cada minuto que se avançava, diminuía o número de torcedores no setor local…

Mas mesmo assim, a torcida do Rio Branco não cantou vitória antes da hora e por vários momentos, sentiu que o momento do XV de Jaú no 2º tempo era melhor…

E qual o caminho quando as coisas parecem complicadas? A torcida do Rio Branco responde: cantar!

E haja fôlego!

E a rapaziada da bateria também mostrou estar com o preparo físico em dia…

O sol forte só dava descanso a quem se sentou ali na lateral embaixo da árvore…

Mas com o fim do jogo se aproximando a torcida toda se uniu, embaixo do sol do meio dia, somando o pico da temperatura com o pico da alegria…

E aí, até o tradicional porópopó rolou!!!

Agora era esperar o apito final…

Quando a alegria parecia total, já aos 48’ do 2º tempo, Vitinho definiu o placar com o 3º gol.

O juiz até deu mais alguns minutos de jogo a mais, mas a verdade é que o acesso já era uma realidade… Pode apitar, “seo juiz”:

Daí pra frente, não tem muito o que descrever… Muita felicidade, muita raiva que andava guardada presa no peito por tanto tempo…

Subir no alambrado até pode enquanto a polícia não reclamou… Mas deu pra comemorar como se merece…

Na hora de ir embora, a Polícia Militar foi cuidadosa e manteve a torcida

Ao amigo Rogerião que assistiu tudo isso lá do céu… O Tigre voltou, mano! Ainda faltam passos pra chegar onde merece, mas o seu time segue na luta!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!