O futebol profissional em Palmeira d’Oeste

Ah… Emoção!!! Emoção!!! A partir desse ponto da viagem, passamos a rumar por uma sequência de estradas e cidades nunca antes visitadas para realizar mais uma missão de registrar estádios do futebol paulista. Assim, damos sequência ao rolê que já passou por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso, Votuporanga e Fernandópolis e chegamos a Palmeira d’Oeste!

Confesso que é uma cidade que eu sequer já tinha ouvido falar, e que por isso causou ainda mais curiosidade em ser visitada!

Segundo o site da prefeitura, a cidade surgiu de uma família de grande tradição na produção agrícola que adquiriu terras junto à Fazenda Palmeira (daí o seu nome) e levou para lá algumas famílias que tinham interesse em participar do plantio de café na região até então semi-deserta. E assim, em dezembro de 1944 comemoraram a fundação do Patrimônio de Palmeira d’Oeste. Em 1958, veio a ser reconhecida como Município.

A cidade teve sucesso nas atividades agrícolas, sendo considerada o maior produtor de banana do estado, e com boas produções de café, arroz, milho, amendoim e algodão. Por conta disso, em 1969 havia mais de 25 mil pessoas morando lá. Mas, pra quem acha que é fácil viver do campo… As adversidades e falta de incentivo fez com que Palmeira d’Oeste vivesse um forte o êxodo rural e atualmente sua população não chega a 10 mil pessoas, que ainda vivem graças à agricultura.

A pujança dos anos 60, somada ao processo de regionalização dos campeonatos profissionais promovidos pela Federação Pauista de Futebol permitiu que a cidade acompanhasse de perto a Terceira Divisão de 1966 (o quarto nível do futebol daquele ano), com o time da Associação Esportiva Palmeiras representando a cidade! (fonte do distintivo: World Vector Logo):

A Associação Esportiva Palmeiras foi fundada em 20 de fevereiro de 1961 e passou 5 anos disputando partidas amistosas e campeonatos amadores, sempre tendo como sua casa o Estádio Municipal Domingos de Marques, eleito pelo juri do As Mil Camisas como o que tem a pior placa de identificação do estado…

Domingos de Marques foi um vereador da cidade nos anos 70, período em que muitas discussões políticas estavam ocorrendo na cidade.

Mesmo de perto é difícil conseguir ler o nome do Estádio…

Mas por via das dúvidas, ta aí uma placa informativa referente à reforma e ampliação, onde até o apelido “Minguitão” está registrado:

Vamos dar uma olhada em mais um templo do futebol:

Olhando da arquibancada coberta, esse é o gol do lado esquerdo:

O meio campo:

E aqui, o gol da direita:

E o Estádio Domingos de Marques tem um valor histórico importante porque o Campeonato Paulitsa da Terceria Divisão de 1966 tem uma característica muito especial: sendo o quarto e último nível do futebol profissional daquele ano, a Federação buscava ampliar sua força pelo estado e impulsionou vários times a particpar dessa verdadeira aventura pelo interior paulista. Sendo assim, naquele ano, nada menos que 78 times disputaram o que foi um dos maiores torneios profissionais realizados no Brasil de todos os tempos.

O time campeão da Terceira Divisão de 1966 foi o CA Ferroviário. (foto do site Futebol Interior)

Graças ao Ruben Fontes neto do 1912 futebol conseguimos a classificação da AE Palmeiras na primeira fase, dispuatda aqui no Minguitão, naquele polêmico campeonato de 1966.

Por hora só nos resta observar os refrescantes degraus da arquibancada coberta…

E sonhar com o que pode ser o futuro do futebol em Palmeira d’Oeste. Será que deste campo surgirá um novo craque? Será que um time fará história na cidade e na região?

Não há certeza sobre nada. Principalmente em tempos que vemos o futebol perder cada vez mais interesse entre as criancás, e mesmo entre os adultos. É um duro golpe para o esporte acostumado a uma série de regalias e que nunca aproveitou de sua força pra apoiar outras modalidades…

Lá do outro lado , os vestiários mantém a inscrição com o nome do Estádio.

Hora de dar um último olhar ao campo e pensar na estrada e em nossa próxima parada!

Antes de ir embora…. um registro da natureza nos fazendo sorrir com seus ipês amarelos!

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As Mil Camisas de volta a Fernandópolis!

O interior de São Paulo é mesmo gigante… Não é a toa que o futebol tem tanta história nas diferentes cidades. Por hora, nesse rolê, passamos por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia, Cardoso e Votuporanga e agora vamos ver como foi nosso reencontro com a cidade de Fernandópolis (sim, já estivemos por aí visitando o Estádio Municipal Cláudio Rodante (veja aqui como foi).

Estávamos animados porque pelo horário que passamos pela cidade (pouco mais de 10hs), achávamos que estaria acontecendo o jogo do Fernandópolis FC pela série B, a segunda divisão do Campeonato Paulista.

Assim, chegamos animados ao Ninho da Águia, que agora tem patrocínio e é chamado de Arena Flash!

Mesmo sem torcida, estar em um estádio em dia de jogo é muito mais animado!

Aliás, agora já é oficial, a partir de 8 de outubro, as bilheterias voltam a funcionar nos estádios! Mantenham as máscaras e a distância segura para podermos ter o futebol de volta sem maiores problemas…

O “Fefecê” vive uma má fase no Campeonato Paulista, mas a águia segue pintada em suas paredes como mostra a Mari!

Infelizmente ao chegar lá, descobrimos que a partida seria apenas as 15 horas…. Mas tudo bem, ao menos adentramos em mais um monumento do futebol interior!

Incrível como o estádio segue limpo e bem pintado… Um azul forte, parecido com o que encontramos em nossa última visita.

Além de vários grafites bacanas que dão uma cara bem própria pro estádio!

Bacana ver também que o material da torcida já estava ali colocado para a hora do jogo!

As arquibancadas Do Estádio Cláudio Rodante comportam 7.500 torcedores

De grande mudança desde a nossa última visita foi a retirada das arquibancadas de traz do outro gol, que dava ao estádio uma cara de Bombonera… Era lindo! Veja como era:

E como ficou:

Lembro que naquela visita algumas pessoas já alertavam sob a necessidade de demolição por se tratar de arquibancadas daquele modelo antigo, de madeira… Faz parte dos desafios de gestão de um clube…

Além das arquibancadas laterais ainda tem uma bela área atrás do gol da entrada (que também já estava com várias faixas da torcida local).

Eis que no meio da nossa visita, uma nuvem cinza, lembrando a poluição do ABC aparece no horizonte…

Fomos embora encucados com a possibilidade de alguma tragédia ambiental, já que o clima estava deveras seco…

Na estrada a impressão que dava é de que estávamos ao lado de uma locomotiva…

Até que chegamos ao ponto do incêndio, uma empresa de materias reciclados… Espero que ninguém tenha se machucado…

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As Mil Camisas de volta a Votuporanga!

Como diria Wander Wildner “Caminando por la vida, voy” e depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia, Riolândia e Cardoso, agora é a hora de voltar a Votuporanga!

Já estivemos por lá com uma missão bem triste, registrar os últimos momentos do então Estádio Municipal Plínio Marins (veja aqui como foi) e também ver como estava a construção da nova casa do Votuporanguense, a Arena Plínio Marins (veja aqui como foi).

Dessa vez, as placas nos direcionaram à cidade para rever um pouco dessa grande cidade do interior e também para ver como ficou a obra da Arena Plínio Marins.

Assim, lá fomos nós… Dessa vez foi mais fácil chegar até lá. Na nossa outra visita, até as ruas estavam sendo construídas para chegar até esse belo e novo estádio.

E aqui estamos, registrando nossa presença em mais um templo do futebol!

Pudemos dar uma volta ao redor do estádio e ver uma área diferente da arena.

Destaque para a linda imagem do mascote do CA Votuporanguense, a “pantera negra”

O distintivo gigante ali na parede também é bem bacana!

É impressionante ver a obra finalizada… Quando estivemos aqui em 2015, lembro que parecia difícil imaginá-la pronta!

A arena fica numa área meio “externa” da cidade, do outro lado da rodovia, então ela tem um jeitão meio “isolado”. Por um lado é legal, mas ao mesmo tempo eu acho tão bacana os estádios que ficam bem no meio da cidade…

Dessa vez, tivemos a chance de conhecer a part interna da Arena, e vimos que o gramado estava sendo “finalizado” já que em poucos dias começaria a ser disputada a Copa Paulista (escrevo esse post no dia 22/9/21 e o CAV teve duas vitórias por 3×0).

Ficou bem estilosa a arquibancada coberta.

A arena possui arquibancadas também atrás do gol de entrada.

Tanto atrás do outro gol, quanto do lado oposto das cobertas ainda não existem arquibancadas mas possui espaço para um eventual crescimento.

O calor é muito grande na região, imagino como deve ser assitir um jogo naqueles horários matutinos do futebol paulista… 45 do segundo tempo com o sol do meio dia hehehehe.

Agora, nossa próxima visita tem que ser para acompanhar uma partida!!!

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Postado em Estádio de futebol, interior sp on 23 de setembro de 2021 – 0:43 | Comentários (0)
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O futebol profissional em Cardoso-SP

A estrada nos leva adiante pela noroeste paulista e depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista, Severínia e Riolândia é a hora de conhecer e registrar o Estádio e a cidade de Cardoso!

Cardoso é uma cidade jovem, surgiu, ainda como vila em 20 de janeiro de 1937, por um grupo de pessoas que percebeu o valor de uma região tão bem servida de fontes naturais. Em 1948, se emancipa, tornando-se um município que tem no comércio, na agricultura e no lazer e turismo pluvial suas principais atividades econômicas.

Claro que deu tempo de passar em frente a tradicional Igreja Matriz e fazer uma foto!

Estávamos curiosos para ver um pouco das águas que cercam a cidade, já que são vários rios (braços do rio Grande que divide SP de MG) e até uma represa. A foto panorâmica do site da própria Prefeitura mostra o verdadeiro oasis em meio às águas:

Mas… Infelizmente a seca chegou por aqui também…


O rio que serve de grande atrativo para a cidade está bem baixo… Situação que é comum no inverno seco, mas que atinge níveis alarmantes!

No caminho para Cardoso, vindo de Riolândia, já dava pra ver que o nível da água estava baixo…

Uma pena, porque a flora e fauna local são riquíssimas, em poucos minutos de observação já vimos um pica pau do campo em uma árvore:

Mas tudo depende da água em seu fluxo normal… Então acho que essas imagens podem ajudar a nos lembrar do verdadeiro motivo para ser rápido no banho e evitar todo e quaquer desperdício…

Já essa outra imagem, um tanto aleatória mostra uma provável queima de estoque do vendedor local de camas…

Mas, nem (apenas) para as águas nem para as camas viemos a Cardoso. Aqui estamos para conhecer mais sobre o mítico Estádio Municipal José Romualdo Rosa, o tradicional “Estádio do CAFUC“.

CAFUC é o nome carinhoso dado pelos torcedores locais ao Cardoso Futebol Clube, que atualmente ocupa o coração da população local.

E dizemos “atualmente” porque décadas atrás o dono do amor e orgulho citadino no futebol era o Grêmio Recreativo Esportivo Cardoso, o “GREC”.

O GREC foi fundado em 1960 e foi o responsável por levar a cidade a se aventurar no futebol profissional na Quarta Divisão de 1961.

Essa é uma das raras imagens do time dessa época.

O site Arquivos de Futebol do Brasil trouxe alguns resultados do time, que aparecem como cancelados… Será que o GREC não teria terminado seu primeiro e único campeonato?

Vamos dar uma olhada no Estádio Municipal José Romualdo Rosa e em seu belo gramado!

Sua sempre charmosa arquibancada coberta, deixa a lateral do campo ainda mais imponente!

Na outra lateral, futuras árvores!

O banco de reservas simples, mas bem cuidado.

Uma visão do campo como um todo.

Um pequeno lance de arquibancadas próximas ao banco de reservas complementam a capacidade deste singelo estádio.

Aqui ou se acerta o gol ou a caixa d’ água…

O outro gol, bastante frondoso cheio de árvores…

E nas paredes do vestiário, o símbolo do CAFUC… Infelizmente os tempos de glória do GREC parecem ter terminado mesmo…

Um último olhar para estádio lindo, desejando lhe um futuro de glórias…

E mais uma vez a imagem da seca para ver se a gente se conscientiza no uso racional da água…

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(e consuma água consciente!!!)

O futebol profissional em Riolandia

Mais uma cidade a ser visitada, mais um estádio a ser registrado! Depois de passar por Monte Alto, Guariba, Bebedouro, Monte Azul Paulista e Severínia, é hora de conhecer Riolândia!

Antes de chegar lá, tivemos a oportunidade de ver a Usina de Marimbondo, construída entre 1971 e 77, sendo a segunda maior potência das usinas de FURNAS, mas que nesse momento, por conta da falta de chuvas está com apenas 6% de sua capacidade… Temos que usar água com consciência…

A entrada da cidade tem uma paisagem linda, mas também está sofrendo com a seca…

E lá vamos nós!

Antes da chegada dos europeus e dos primeiros “brasileiros”, a região era ocupada pelos índios Kayapós, que viviam da natureza (caça, pesca, mel, frutas…) até que um belo dia aparece por ali o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, chamado pelos índios de “Anhanguera” ou diabo velho. E lá se foi a vida que existia ali… Atualmente os Kayapós ainda resistem em aldeias espalhadas pelo norte e nordeste do Brasil.

Acompanhando os bandeirantes estavam padres que criaram uma missão catequista e logo, os índios foram dominados pela nova e invasiva cultura permitindo a vinda de diversas famílias para as terras do Turvo, constituindo um povoado junto ao córrego do Veadinho. Somente em 1935 foi criado o Distrito de Paz, com o nome de Veadinho. Em 1953, passou à denominação de Riolândia.

Com o crescimento da ciade, naturalmente o futebol aparece como manifestação esportiva e cultural, e o templo dedicado a esse esporte é o Estádio Municipal Luiz Ferreira da Silva.

E o Estádio Municipal Luiz Ferreira da Silva foi palco do futebol profissional graças ao Riolândia Atlético Clube, o RAC! O distintivo veio do site Escudos Gino:

O Riolândia Atlético Clube foi fundado em 5 de maio de 1962 e após duas décadas disputando campeonatos amadores estreiou no profissionalismo em 1986 na Terceira Divisão. Veja como foi a campanha daquele ano com os dados de pesquisa do Francisco TN, amigo torcedor do AD Guarulhos.

A campanha de 86 não foi tão boa e o time acabou se licenciando do profissionalismo em 87, voltando à quarta divisão de 1988, com uma campanha que o credenciou a voltar à terceira divisão em 1989.

O time chegou até a fase semifinal, mas perdeu a vaga na final para o CAU Iracemapolense, que por sua vez foi batido para o campeão: a AA Central Brasileira, de Cotia.

De 1989 a 92, o Riolândia AC permaneceu na terceira divisão do Campeonato Paulista, encerrando sua história no futebol profissional em 1993. Aqui, algumas fotos sem identificação do ano, retiradas daFanpage oficial do time):

E vamos conhecer o Estádio Municipal Luiz Ferreira da Silva, onde toda essa história foi escrita!

O Estádio segue muito bem cuidado, mesmo com tamanha seca. O futebol amador ainda movimenta o Estádio Municipal e precisa dele sempre em ótimo estado.

Ainda existe ali uma mini estrutura de vestiários, que comporta tranquilamente as partidas.

A antiga arquibancada coberta segue firme e forte, tendo ao seu lado um grande anel de arquibancada descoberta, o que permite a presença de quase 4 mil torcedores.

Um olhar em 3 fases, começando pelo meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

Ah, e tem arquibancada também atrás do gol da direita!

Aí o pessoal que nos recepcionou e permitiu qu eesse registro fosse feito, quem sabe o futuro do futebol em Riolândia esteja aí?

Como sempre fazemos questão de dizer, é uma grande honra e motivo de orgulho pessoal poder pisar em um campo que teve tanta história (e quem sabe, tanto futuro) para o futebol…

Quantas boas histórias, quantas vitórias nos acréscimos, quantos sonhos e quantas emoções já não foram compartilhadas nesse pequeno espaço de concreto que costumamos chamar de arquibancada…

E o que dizer do campo em si… Quantos gritos de gol, quantas lindas jogadas… Que o povo de Riolândia não desista do futebol jamais!!!

Antes de ir embora, uma água de côco na barraca em frente à Igreja pois o calor é grande!

Um último olhar para a cidade, ants de voltarmos para a estrada…

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O Ramalhão e sua emocionante despedida de 2021…

18 de setembro de 2021. Aniversário do EC Santo André e por coincidência, dia da partida decisiva na série D, o “16 avos” de final, contra o Esportivo do Rio Grande do Sul.

A vitória fora de casa já havia sido conquistada, e como a esperança pelo acesso à série C era grande, a torcida decidiu dar um apoio presencial no momento em que o time estivesse saindo para o jogo (disputado em Diadema, já que a Prefeitura de Santo André não consegue terminar a obra há meses…).

Assim, a torcida se reencontrou depois de tanto tempo com o Brunão, com os atletas e com os demais torcedores… É muito bom poder reencontrar as pessoas ali naquele espaço que para nós é tão importante!

O ônibus do Santo André é lindo demais! E esse aí embaixo falando com o motorista é o Marques. Uma grande figura das nossas arquibancadas que acompanha de perto a base do nosso Ramalhão!

Assim como também são lindas as bandeiras com mastro há tanto tempo banidas do futebol paulista como se fossem o principal causador da violência nos estádios…

Claro que não consegui uma foto decente dessa bandeira que tem um significado especial, já que carrega a imagem da Dona Lourdes, que faleceu mês passado…

E eis que surge o time. O som, a fumaça, as bandeiras, a presença dos amigos de arquibancada há tanto distantes… A emoção foi grande. Não que isso sirva de desculpa para muitos terem comparecido sem usar as máscaras, essenciais em tempos de COVID-19…

Acho que aqueles poucos minutos conseguiram sintetizar um monte de sentimentos, bons e maus, angústias, felicidade… E fez tudo virar música de apoio ao Ramalhão… E enquanto aquela fumaça saia e nos intoxicava, nos deixava sem ver, também levantava nosso sonho de ver o time voltar à série C, e gradativamente recuperar o lugar que é merecido.

Muitos outros queriam estar ali, alguns ainda não tomaram a segunda dose da vacina, outros trabalhavam… Mas quem pode comparecer teve uma verdadeira carga de energia ao rever os amigos e cantar junto a eles o nosso amor ao Santo André.

Até o pessoal da Osasco Chopp apareceu por lá! Muito bacana ver o futebol se capaz de reunir pessoas de cidades diferentes em torno de um mesmo rolê. Até dá pra esquecer que tem também um monte de treta envolvida nessa paixão. Quem sabe um dia tudo fica nesse clima bacana como foi a manhã de hoje.

Os atletas puderam sentir um pouco dessa boa energia, mas… Agora, quando escrevo essas mal escritas linhas… Já horas mais tarde, a emoção foi oposta…

O time infelizmente saiu derrotado no tempo normal por 1×0, e acabou eliminado nos penaltys. Triste fim de dia para o time e para a torcida, principalmente para o pessoal da Fúria que está terminando as obras em sua sede.

Ao menos o Ramalhão permanece com calendário cheio em 2022, com Copa SP de futebol Júniores, Campeonato Paulista da Série A1 e novamente a Série D do Campeonato Brasileiro. Mas pra quem começou o dia tão confiante e tão feliz com o reencontro, esse início de noite não poderia ser mais amargo… Torcer para um time de futebol é uma coisa que não dá pra exlicar… A eliminação deixou tudo cinza, estragou o fim de semana, a semana, o role… Mesmo assim, temos de ter serenidade para equilibrar bem as coisas, agradecer à diretoria que montou um time competitivo, aos moleques que vieram da base e honraram a camisa, aos que chegaram pra completar o time…. E saber que não se ganha sempre… Ainda não nos despedimos de 2021, porque temos os meninos do sub 20 para acompanhar.

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O futebol profissional em Severínia-SP

Dando sequência ao rolê de 2021, após passarmos por Monte Alto, Guariba, Bebedouro e Monte Azul Paulista, é hora de conhecer um pouco da cidade de Severínia!

Severínia surgiu em 1914 com terras doadas por um criador de porcos chamado José Severíno de Almeida (daí o nome da cidade). Sua ideia era apostar no café, e para isso criou a fazenda “Bagagem”. Aos poucos a cidade foi crescendo até que a estrada de ferro chegou na cidade, porém, no dia da inauguração, para surpresa de todos, mudaram a placa indicativa da localidade e o nome passou a ser Luís Barreto.

A própria cidade passou a se chamar Luis Barreto por quase oito anos quando voltou a se denominar Severínia.

Atualmente a população de Severínia é de pouco mais de 17 mil pessoas, que vivem basicamente da agricultura e dos empregos gerados pela Usina Guarani, pelo comércio e pela Prefeitura Municipal.

E Severína tem também seu destaque no esporte, mais particularmente no futebol graças à Associação Atlética Severínia, time que conseguiu chegar a disputar o Campeonato Paulista de Futebol (distintivo do site História do Futebol).

A Associação Atlética Severínia foi fundado no dia 2 de janeiro de 1987 e 3 anos depois estreiou na Quarta Divisão do Campeonato Paulista de 1990, com o time abaixo:

O campeonato contou com poderosas equipes do interior paulista:

Naquele no mágico até a categoria de base se movimentou!

Achei curioso o fato do distintivo da camisa ser diferente daquele tradicional… Ainda estou pesquisando pra saber o motivo, mas por hora, vamos dar um pulo no Estádio Municipal de Severínia!

E mais uma vez vamos registrar um estádio que foi palco das divisões de acesso do futebol paulista!

Aqui uma foto da entrada no dia da inauguração em 17 de outubro de 1976 (foto do site Onda do Esporte):

E nessa época, quem mandava aí seus jogos nos campeonatos amadores era o EC Severínia, que inclusive perdeu o jogo de inauguração do estádio por 5×1 para o Rio Preto (distintivo do site História do Futebol).

Vale lembrar que antes do Esporte Clube, houve ainda um outro time, o Severínia FC.

Segundo a placa na entrada, o nome oficial é “Estádio Municipal Jovelino José Lopes“.

Mais uma bilheteria para nossa coleção!

Um breve olhar em vídeo, por favor, desconsidere pois não sei porque eu disse que o Severínia foi campeão quando quis dizer que disputou as competições de acesso hehehehe. É a emoção do momento, faz parte!

O forte calor da região somado ao tempo seco deixou o gramado em condições prejudicadas, mas mesmo assim, nota-se que a prefeitura tem cuidado do estádio e do campo.

Aparentemente haviam feito a poda da grama naqueles dias.

O campo ainda possui alambrado e sistema de iluminação.

E uma mini estrutura na lateral para banco de reservas e de arbitragem,

A impressão é que essa área na lateral onde existe a maior parte da arquibancada foi coberta no passado. Provavelmente se deteriorou e acabaram a retirando

O que provavelmente deverá acontecer em breve com os alambrados de traz do gol.

Para quem gosta de ter uma ideia geral do campo, seguem as 3 tradicionais imagens, começando pelo meio campo:

O gol da esquerda:

E o gol da direita:

Sem dúvidas um estádio que está registrado eternamente na história do futebol paulista e que merece ser preservado até para que possibilite num futuro, o retorno do time ao profissionalismo.

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