O Estádio Municipal “José Antônio Rossi” e o futebol em Iacanga

Iacanga talvez não seja lembrada, à primeira vista, como uma cidade de futebol.
Conhecida nacionalmente pelo histórico Festival de Águas Claras, onde Raul Seixas fez um show beeem improvisado…

Também reconhecida por suas belas represas, praias de água doce e atividades náuticas, Iacanga é um verdadeiro refúgio para quem busca natureza e tranquilidade no interior paulista.

Porém, quando falamos em futebol, a história é diferente. Até hoje (2026), nenhum clube de Iacanga disputou competições profissionais da Federação Paulista de Futebol.
Ainda assim, a cidade resolveu apostar no esporte como ferramenta de desenvolvimento e passou a construir seu próprio capítulo nessa história e em 2019 nasceu o União Futebol Clube, voltado principalmente à formação de atletas.

O time tem como mascote o “leão do Tietê”…

O União FC se filiou à Federação Paulista em 2020 e ganhou projeção ao representar Iacanga na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2022.

E foi assim que o Estádio Municipal José Antônio Rossi tornou-se a sede do Grupo 9 reunindo União Iacanga, Grêmio Novorizontino, Santa Cruz-PE e União ABC-MS, e levando para uma cidade de pouco mais de 12 mil habitantes clubes e torcedores de diferentes regiões do país.

Fiquei curioso ao encontrar essa placa no estádio que menciona o antigo time Iacanga FC que mandou seus jogos no estádio e que foi fundado em 1942.

O sucesso na organização da primeira fase da copinha foi tamanho que a Federação Paulista escolheu Iacanga para receber uma partida da segunda fase, entre Grêmio Novorizontino e Castanhal-PA.

Depois da Copinha, o Estádio José Antônio Rossi continuou recebendo competições oficiais da Federação Paulista, tornando-se casa das equipes Sub-11 e Sub-13 do Grêmio Novorizontino no Campeonato Paulista de Base.

Infelizmente o clube se desligou da FPF e simplesmente sumiu.
Mas mesmo com tão pouco tempo de existência, valeu pra reforçar que o futebol também vive em cidades onde não exista um clube profissional disputando as divisões do Paulistão.

Vive na vontade de construir um projeto, de abrir espaço para os jovens e de fazer com que uma pequena cidade seja lembrada em todo o Brasil por meio da bola.

Registrar a cultura do futebol é contar sobre times cheios de conquistas como falamos na semana passada do Avaí, mas também é contar histórias como a de Iacanga, onde o esporte encontrou nas águas calmas do interior paulista um ambiente perfeito para sonhar.

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Avaí FC 2×0 Clube Náutico Capibaribe – Série B do Brasileiro 2026

Domingo, 12 de julho de 2026.
Aproveitando o feriado paulista de 9 de julho, colocamos o carro na estrada…

O nosso destino: a fria Florianópolis de Inverno, mas mesmo com o tempo fechado, o rolê pelo lado sul da ilha é sempre muito gostoso!

Deu pra curtir a natureza da Lagoa do Peri, que é um outro lugar bem legal lá!

O lado sul da ilha é bastante dedicado à pesca, diferente do lado norte, mais turístico. Essa é a estátua do “Pescador” ali na Av Pequeno Príncipe.

A cultura da pesca faz parte do dia a dia do lado sul da ilha.

E gatos gostam de peixe, então eles vivem muito e vivem bem, como comprova Jazzbo, um dos “massacotes” da vila.

Mas como não podia deixar de ser, fomos conhecer e registrar um pouco da cultura local do futebol e pegamos um jogão pela série B do Campeonato Brasileiro no Estádio Aderbal Ramos da Silva, popularmente conhecido como Estádio da Ressacada.

Antes de mais nada, o nosso agradecimento ao Leandro Castellanos, amigo que fizemos nessa visita e também ao Joaquim!

Todos os jogos valem três pontos, mas alguns vão além…
Para a torcida do Avaí, essa partida representava um possível ponto de virada da campanha que vinha ruim até então.

Pra nós, o jogo valia a experiência de viver uma parte importante da cultura pedaço da cultura brasileira.
Então vamos sentir a emoção de ser um manezinho da ilha por 90 minutos e ver a torcida que dázum bânhu na arquibancada!

O vento que batia naquele fim de tarde me fez pensar que poucas pessoas iriam acompanhar o time alviceleste de Florianópolis, até porque o Avaí vinha numa má fase dentro de campo…
Mas ao entrar no Estádio percebi que nem o frio nem a má fase foram capazes de afugentar os apaixonados!

Ficamos em um setor muito especial do estádio, o portão 10, onde fica o pessoal da Leões da Ilha, um grupo de torcedores muito engajados com o suporte ao time e ao resgate da tradição da torcida e da própria cidade.

Pra quem não ouviu o vídeo acima, os caras desenvolveram vários projetos legais: de um cursinho popular voltado aos atletas de base do Avaí, até o resgate de fatos históricos da ilha e do time, passando por uma série de adesivos incríveis, sem falar do apoio ao time ali na bancada!

Lá do outro lado estava o pessoal da Mancha Azul, a organizada que apoia o time incondicionalmente!

Bonito ver a faixa “Rugido Autista” mostrando que o futebol está mesmo se tornando cada vez mais inclusivo.

Pô, e parabéns ao pessoal que compareceu para apoiar o Timbú tantos quilômetros distantes de Recife…

E o torcedor visitante chegou a criar boas chances…

Florianópolis é uma cidade única.
E como sempre, é importante lembrar que muito antes da chegada dos europeus, a ilha era habitada por diversos povos, especialmente os Carijós.
Vivendo da pesca, da caça e da coleta de mariscos, eles conheciam profundamente as águas, as restingas e a Mata Atlântica que moldam a paisagem da ilha até hoje.
Também é bom reforçar a chegada das comunidades de origem açoriana que construíram uma cultura própria, marcada pela pesca artesanal, pelas rendeiras, pelo sotaque característico, e festas religiosas.
Vale ainda assistir ao vídeo do Eduardo Bueno que conta uma das histórias mais sensacionais envolvendo a ilha e do caminho que chegaria até as “montanhas de prata” (a atual Potosi), no Perú.

É justamente nesse cenário cheio de detalhes que o Avaí se consolidou como um dos maiores símbolos esportivos da ilha.

E na Ressacada, vimos que há muita gente que torce pelo Avaí porque ama a cidade.

É um vínculo que vai além da fase do time, da divisão em que joga ou da possibilidade de conquistar um título nacional.
É uma forma de afirmar: “eu sou daqui”.

Dentro de campo, o Leão fez sua parte.

Abriu o placar logo aos sete minutos com Douglas Teixeira, e foi muito curioso ouvir o sotaque local comentando o jogo e celebrando o gol.

O time passou a jogar fácil…

Já nos acréscimos, no segundo tempo Daniel Penha fez 2×0 e selou o placar final.

Mas o que mais chamou nossa atenção não foi o placar.
Foi ver famílias inteiras enfrentando o frio, crianças com seus cachecóis azul e branco, idosos que certamente acompanham o clube há décadas e jovens que seguem renovando essa paixão.

Aí o registro do público oficial da partida:

Em um país onde muitos acabam adotando apenas clubes do chamado “eixo”, Florianópolis mostra que ainda existe espaço para quem escolhe apoiar o time que representa sua terra.

E talvez seja justamente essa a maior vitória do Avaí.

A torcida do Avaí segue preservando uma relação afetiva entre a cidade, sua história e seu povo. Uma relação que não nasce de campanhas de marketing, mas da memória coletiva construída geração após geração.
É por isso que seguimos acreditando no futebol como uma das formas mais bonitas de contar a história de uma comunidade.

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Estádio em João Neiva-ES

Durante a tour do As Mil Camisas pelo Espírito Santo, entre o fim de 2025 e o começo de 2026 tivemos a oportunidade de conhecer João Neiva, localizada na região central do Espírito Santo, e que traduz bem o encontro entre tradição, natureza e desenvolvimento.

Cercada por áreas de Mata Atlântica, rios e paisagens rurais, o município também preserva uma forte influência da imigração italiana, presente na arquitetura, na gastronomia, nas festas típicas e no jeito acolhedor de sua população.

Com pouco mais de 16 mil habitantes, João Neiva cresceu mantendo características de cidade do interior, onde a vida comunitária e o sentimento de pertencimento continuam fazendo parte da rotina.
E essa identidade também se reflete no futebol, tendo como principal personagem a Associação Atlética Ferroviária.

O time nasceu com uma ideia muito além do esporte, nasceu pra fortalecer os laços entre famílias dos trabalhadores da Ferrovia.

O clube foi fundado em 1º de janeiro de 1968 com a fusão do Sul América, Independente e Clube Nolasco.

Em 1973, o ônibus que transportava a delegação bateu de frente com um caminhão boiadeiro carregado, um episódio que abalou profundamente a cidade de João Neiva e a deixou em luto.
Apesar da tragédia, a Ferroviária seguiu na disputa do Campeonato Estadual até o ano de 1974.
A partir de 1975, o clube passou a disputar o Campeonato do Norte, não retornando mais à elite do futebol capixaba.

A última participação no profissionalismo foi na Segunda Divisão Capixaba de 1993.
Um detalhe curioso é que seu elenco contou com a participação do padre Carlos Bascaran.

A Ferroviária mandava seus jogos no Estádio Artêmio Sarcinelli que homenageia o jogador nascido em João Neiva e que também jogou no São Paulo e Flamengo, além de ser o treinador da Desportiva Ferroviária no Campeonato Brasileiro de 1973.

Se a Ferroviária anda sumida, o Estádio ainda segue lá.
Movimentando o futebol local e ajudando a preservar aquelas histórias que dificilmente aparecem nos grandes centros.
É justamente essa conexão entre território, memória e comunidade que faz do futebol do interior um patrimônio cultural tão importante quanto qualquer outro símbolo da cidade.
Então, vem com a gente conhecer o Estádio Artêmio Sarcinelli!

As arquibancadas ainda são modestas e os muros antigos.
Detalhes que o tempo foi desgastando.

Mas também uma atmosfera difícil de explicar.
Parece que o tempo resolveu esperar.
Como se o estádio ainda aguardasse o próximo grande domingo de futebol.

Me pergunto sobre quantas histórias foram vividas ali.
A movimentação dos dias de jogo… o torcedor chegando, o barulho vindo da arquibancada, o nervosismo antes da bola rolar, o cheiro de chuva misturado com grama e concreto quente…
Existe uma beleza melancólica nesses lugares.

Eles resistem ao tempo mesmo quando tudo em volta muda.
E talvez seja justamente isso que a gente tanto tenta registrar nessas viagens: não apenas estádios, mas memórias vivas do futebol brasileiro.

Porque antes das arenas, dos camarotes e dos gramados perfeitos, o futebol nasceu em lugares assim.
E lugares assim jamais deveriam ser esquecidos.

E se o campo e as bancadas ainda estão ali, sempre temos a esperança de que o futebol volte a florescer na cidade, e por isso saímos dali com o coração cheio!

Ok, o estômago também não saiu tão solitário graças aos deliciosos Bejuzinhos que compramos na Casa Brasil…

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Oitavas de final da Bezinha: Paulínia FU x Itaquá AC

Domingo, 28 de junho de 2026.
É hora de acompanhar o mata-mata da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a charmosa “Bezinha“.
Vamos assistir a partida de ida das oitavas de final, em Paulínia.
E a torcida visitante também teve a mesma ideia, se liga no pessoal do Comando Itaquá:

O Estádio Luís Perissinotto merece voltar a receber partidas importantes como já ocorreu no passado.

O público local ainda não empolgou como no passado e a bancada ficou abaixo do que eu esperava ver, mas… Tinha sim clima de jogo!

O Paulínia, agora “Futebol Universitário” acaba de voltar ao futebol profissional e é compreensível que as arquibancadas precisem de um tempinho para o retorno do torcedor, como outrora.

Se você quiser entender um pouco sobre a realidade do clube, acompanhe a entrevista que fizemos com o executivo de futebol do time:

Aliás, se quiser saber mais sobre o Itaquá, também batemos um papo com os caras no ano passado:

E no começo desse ano ainda conseguimos uma palavra com o presidente, lá na Federação:

Dava pra sentir que seria uma partida digna de mata-mata.

Várias pessoas com a camisa do clube, transformando o jogo em um reencontro entre amigos que se preparam para a mesma batalha.

Times em campo… Cerimonial e hino em dia…

É um ambiente bem diferente do que nos acostumamos a ver nas atuais arenas sempre cheias e tão impessoais.
O sol é mais que um participante da partida!

Aliás, aproveitemos para registrar o campo do Estádio Luíz Perissinotto, começando pelo gol do lado esquerdo:

É ali que fica a parte destinada para os torcedores visitantes.

O lado direito:

E o meio campo:

Em Paulínia, o futebol ainda preserva esse lado comunitário, onde o estádio continua sendo um espaço de convivência e de apoio mútuo em torno do time da cidade!

Nesse contexto, fiquei muito feliz em reencontrar o amigo Richard, um apaixonado pelo time e pela cidade de Paulínia!

Até essa partida, nenhum mandante conseguiu vencer seus jogos nesse mata-mata e me surpreendi em ver o Paulínia propondo jogo e indo pra cima do Itaquá, dono da melhor campanha geral da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Vale reforçar a presença da torcida visitante que só deixou o jogo ainda mais importante!

Com tanta insistência, aos 34 minutos, Cauê, de Pênalti, fez 1×0 para o time local!

Festa pra turma do Richard!

Andar pelo Estádio Luís Perissinotto permite observar pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos por quem acompanha apenas o resultado final.

As bandeiras, as conversas, as expectativas e frustrações de quem acreditava que aquela poderia ser uma tarde histórica para o Paulínia Universitário.

São essas imagens que ajudam a contar a verdadeira história do futebol.
E o gol de Cauê fez parecer que o roteiro estava escrito para uma grande tarde dos donos da casa.

Mas o futebol gosta de desafiar certezas.

Ainda antes do intervalo, o Itaquá encontrou o empate também em uma cobrança de pênalti.

O silêncio tomou conta de parte da arquibancada, enquanto os visitantes comemoravam como se estivesse em casa. Era o sinal de que a decisão ainda estava completamente aberta.

Claro que a torcida local sentiu o golpe…

Afinal, era Sansão x Golias e o Paulínia vinha mostrando que dava pra acreditar, mas…
O gol de empate acabou esfriando time e torcida…

O time ainda esboçou alguma reação principalmente tentando utilizar as bolas paradas.

Mas, o primeiro tempo se encerrou com o empate em 1×1, agora para a tristeza da turma do Richard…

Na volta para o segundo tempo, o Itaquá mostrou a força da campanha construída na primeira fase: bastaram poucos minutos para Guilherme virar a partida e obrigar o Paulínia a correr atrás do prejuízo.

O gol tão cedo acabou tirando um pouco da graça da partida…
A torcida local desanimou…

Os visitantes sentiram-se mais tranquilos vendo a materialização da até então superioridade matemática.

O Paulínia pressionou, criou oportunidades e tentou encontrar o empate, mas encontrou pela frente uma defesa muito bem organizada fazendo cair ao chão suas expectativas de um bom resultado…

O IAC passou a mandar na partida.

Mesmo perdendo o autor dos dois gols (Guilherme), o Itaquá soube impor o seu jogo até o fim e, já nos acréscimos, aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar com Arthur Igor (aos 51 minutos) e assim, criar uma vantagem importante para o jogo de volta.

Um golpe duro para o torcedor local que esteve no Luís Perissinotto sonhando com um resultado que encaminhasse a sequência do time no campeonato.

Ao final da partida, ficou a sensação de que o placar conta apenas uma parte da história. O Itaquá segue como favorito, mas a cidade de Paulínia pode dormir tranquila sabendo que o futebol está de volta à cidade (lembrando que o rival citadino Paulinense, também está nesta fase da competição, tendo vencido o São Carlos, lá em São Carlos).

As campanhas passam. Mas a paixão de quem continua ocupando uma arquibancada em uma tarde de domingo permanece.
E é justamente essa paixão que seguimos buscando por onde passamos.

Ao fim da partida, o time do IAC foi saudar sua torcida que começa a fazer história em seu primeiro ano de existência.

Abraços ao amigo Richard!

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O Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha, casa do Sul América FC em Conceição da Barra-ES

No começo de 2026 tive a oportunidade de fazer um rolê bem bacana pelo litoral do Espírito Santo, o que nos levou à cidade de Conceição da Barra, já no no extremo norte do estado.

Ali, o mar, os rios e a cultura popular se encontram de forma única.

Conhecida por suas praias extensas, dunas, áreas de restinga e pela foz do Rio São Matheus (também conhecido como rio Cricaré), a cidade preserva um ritmo próprio, marcado pela pesca, pelas tradições culturais e pela forte ligação de seus moradores com o território.

É um daqueles lugares onde a paisagem ajuda a contar a história da comunidade.

Estivemos na histórica Igreja Nossa Senhora da Conceição:

Pra quem consegue viajar, vale a pena sair da cidade e ir até a vila de Itaúnas e nadar no rio homônimo que é sensacional!

Só não caia no erro de querer ir perto desta chaminé, pra tirar uma foto do que parece ser (ou ter sido) uma olaria ali na saída da cidade… O nosso carro atolou e perdemos algumas horas embaixo de um sol de 40º na cabeça até conseguir sair… Mas, tudo faz parte da história!

Vale reforçar que Conceição da Barra é muito mais do que um destino de verão.

Assim como suas praias e seu patrimônio cultural, o futebol também faz parte da identidade local, tendo o Sul América Futebol Clube como o representante da cidade, desde sua fundação, em 13 de fevereiro de 2005.

Mais recentemente, houve uma tentativa de disputar a segunda divisão de 2018, que acabou não se concretizando, mantendo o clube apenas nos campeonatos amadores e de categoria de base.
O Sul América FC manda seus jogos no Estádio Gastão Kock da Cunha, um símbolo de pertencimento que atravessa gerações e mantém viva a relação entre a comunidade e suas tradições.

Existem estádios que vivem de grandes públicos.
Outros, de grandes títulos.
E existem aqueles que vivem de algo ainda mais valioso: o pertencimento.

Em Conceição da Barra, o Estádio Municipal Gastão Kock da Cunha é esse lugar: mais do que a casa do Sul América Futebol Clube, ele é o ponto de encontro da memória esportiva de uma cidade que aprendeu a cultivar sua identidade longe dos holofotes, mas nunca longe da paixão pelo futebol.

Ao longo de sua trajetória, o Sul América carregou o nome de Conceição da Barra para as competições profissionais do futebol capixaba, disputando por 3 vezes a Série B do Capixaba (a segunda divisão estadual) em 2005, 2006 e 2008.

Em um cenário onde o futebol do Espírito Santo ainda enfrenta preconceitos e é frequentemente ignorado por quem acompanha apenas os grandes centros do país, clubes como o Sul América cumprem uma missão que vai muito além das quatro linhas: preservar tradições, movimentar comunidades e manter viva a relação entre o futebol e o território que o sustenta.

E talvez seja justamente essa uma das maiores riquezas do futebol capixaba.

Aqui, o nosso tradicional registro do gol da direita:

O gol da esquerda:

E o meio campo:

O que ficou da nossa visita é a sensação de que aquele estádio pertence à cidade e que a cidade também pertence a ele.
Em tempos de futebol cada vez mais globalizado, lugares como a casa do Sul América lembram que o verdadeiro valor de uma camisa continua sendo a capacidade de representar uma comunidade inteira.

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AD Manthiqueira 2×1 GE Mauaense

Há jogos que valem três pontos.
Há jogos que valem uma classificação.
E há jogos que carregam algo maior: o orgulho de uma cidade, a história de um clube e o sonho de pessoas que dedicam parte da vida a defender um escudo.

Foi pra acompanhar uma partida dessas que nos dirigimos até o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!

Na tarde deste sábado, em Guaratinguetá, o Manthiqueira entrou em campo carregando essa responsabilidade.

Bem vindo ao Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite!

Infelizmente, os anos seguidos na bezinha e as campanhas sem grandes chances de acesso acabaram afastando o torcedor de Guaratinguetá do Estádio, então mesmo sendo um jogo decisivo, o Manthiqueira jogou para poucos torcedores…

Mas não jogou sozinho!
Ainda existem aqueles que insistem em apoiar o time da sua cidade…
E é por eles que a gente mantém viva a ideia de registrar os jogos, as torcidas e a realidade dos times do interior paulista.

E além do apoio daqueles que estavam na bancada, o AD Manthiqueira conta com a presença do seu idealizador e atual treinador: Dado Oliveira!

Pra quem quer saber um pouco mais da história do Dado e do próprio time, vale assistir a entrevista que fizemos com ele em 2025:

Voltando ao jogo, também foi bacana rever o Estádio Municipal Professor Dario Rodrigues Leite (estivemos lá em 2019, veja aqui como foi!).

É sempre um grande prazer poder estar em um Estádio com tantas histórias no passado e com tanto potencial ainda para o futuro.

O belo placar manual ainda segue firme e forte!

E a partida começa!

E quem veio ao Ninho da Garça como visitante foi o Grêmio Mauaense, time que também construiu sua trajetória com luta, comunidade e paixão.

E o time visitante veio sem demonstrar grandes receios de estar longe de sua cidade sede, Mauá.

A verdade é que os dois clubes representam o que há de mais bonito no futebol paulista: equipes que sobrevivem graças ao trabalho de muita gente que acredita que o futebol ainda pertence aos bairros, às famílias e às cidades que os abraçam.

Mais um ataque do Grêmio Mauaense

O jogo estava bastante pegado, como normalmente vemos nas partidas da Bezinha, e os treinadores aproveitaram a parada pra hidratação pra tentar melhorar as equipes na sequência do primeiro tempo.

E olha quem veio nos dar um alô: a bola do jogo acabou ali do nosso lado…

Sente um pouco do cima do estádio:

Já aos 40 minutos, empurrado por sua gente e guiado pelo trabalho do técnico Dado de Oliveira, amigo das causas que fazem o futebol ser mais humano do que negócio, o Manthiqueira encontrou forças para abrir o placar!

O segundo gol saiu aos 44 minutos do primeiro tempo, para a alegria da sua torcida!

O intervalo de jogo chegou e nos permitiu curtir um pouco mais do Estádio e seus detalhes em dias de jogo, como a lanchonete e seus picolés e pasteis.

Tá com sede?

Uma outra imagem simples ali na arquibancada parecia resumir o futebol do interior: nada é construído sozinho. Assim como as formigas, os times avançam pelo trabalho coletivo de jogadores, comissão técnica, torcedores e pessoas que acreditam diariamente nessa camisa.

O segundo tempo começou com o sol ameaçando ir embora…

Aproveitei pra assistir o jogo da arquibancada descoberta.

Mas, se o calor parecia ir embora, o Mauaense voltou bastante acordado para o segundo tempo e passou a dominar as ações.
De tanto insistir, chegou ao gol com seu zagueiro, que se lançou ao ataque.

O jogo foi chegando ao fim e o Grêmio Mauaense fez de tudo para chegar ao empate.

Mas o jogo chegou mesmo ao fim: 2×1 para os mandantes e Dado Oliveira mais uma vez faz história com seu time inspirado na lendária seleção holandesa de 1974…

O pior ainda viria para os visitantes… O União Mogi fez 2×1 no Itaquaquecetuba e eliminou o time de Mauá, para a tristeza dos visitantes…

Já o Manthiqueira conseguiu escrever mais um capítulo de sua história, classificando-se para as oitavas de final, onde enfrentará o líder geral do campeonato: o temido José Bonifácio!

No fim, mais do que uma vaga nas oitavas de final, o que estava em jogo era a continuidade de uma história construída por muitas mãos, muitos sonhos e uma comunidade inteira que se reconhece naquela camisa. Parabéns, Dado Oliveira e Manthiqueira!

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230 – Camisa do Esporte Clube Noroeste de Bauru

A 230ª camisa do site nos leva novamente a Bauru, de onde também veio a camisa 229, do Bauru AC, o “BAC, mostrando que a cidade realmente respira futebol e guarda algumas das histórias mais interessantes do esporte no interior paulista.

Desta vez, a protagonista é a camisa do Esporte Clube Noroeste, um dos clubes mais tradicionais do interior de São Paulo e um símbolo de resistência, paixão e pertencimento para milhares de torcedores bauruenses.

Quem já esteve em Bauru sabe que o Noroeste vai muito além de um time de futebol.
O clube faz parte da identidade da cidade.
Seu estádio, o lendário Alfredo de Castilho (clique aqui e veja o rolê que fizemos na campanha do acesso à série A1 de 2024), continua de pé como um dos grandes patrimônios esportivos do interior paulista, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

Fundado em 1º de setembro de 1910 por funcionários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, o clube nasceu junto com o desenvolvimento da própria cidade.

Ao longo das décadas, o Norusca acompanhou o crescimento de Bauru, transformando-se em uma das instituições mais queridas da região e carregando consigo o orgulho de representar uma cidade inteira dentro das quatro linhas.

E talvez seja justamente aí que mora a beleza do futebol do interior.
Enquanto os grandes clubes disputam títulos nacionais e atraem os holofotes da mídia, equipes como o Noroeste mantêm algo que o futebol moderno muitas vezes perde: a ligação direta com sua comunidade.

O torcedor do Noroeste não escolheu o time por uma conquista na televisão. Escolheu porque nasceu ali, porque foi ao estádio com o pai, porque cresceu ouvindo histórias sobre os jogos de domingo e porque enxerga naquele escudo uma extensão da própria cidade.

Por isso, esta camisa representa muito mais do que um uniforme.
Ela simboliza uma comunidade inteira reunida em torno de uma paixão comum. Representa trabalhadores, comerciantes, estudantes, famílias e gerações que, junto do time, ajudaram a construir a história do clube e da própria Bauru.

Em tempos em que o futebol parece cada vez mais globalizado, camisas como a do Noroeste nos lembram da importância de valorizar aquilo que está perto.
De apoiar o clube que representa a nossa rua, o nosso bairro, a nossa cidade.
Afinal, o futebol brasileiro não foi construído apenas pelos gigantes das capitais.
Foi construído também por clubes como o Noroeste, que durante décadas mantiveram acesa a chama do esporte em centenas de cidades espalhadas pelo país.

Guardar uma camisa do Norusca é guardar um pedaço dessa história. É preservar a memória de arquibancadas cheias, de clássicos regionais, de viagens pelo interior e da relação única que existe entre um clube e a cidade que ele representa.

Porque, no fim das contas, amar o time da sua cidade é também uma forma de amar a sua própria história.

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229 – Camisa do Bauru Atlético Clube, o “Baquinho”

A 229ª camisa do site nos leva de volta a uma cidade que já visitamos algumas vezes e que sempre nos recebe de braços abertos: Bauru, no interior de São Paulo.

E ela representa um dos clubes mais tradicionais da história esportiva da cidade, o querido Bauru Atlético Clube, eternizado pelo apelido carinhoso de Baquinho.

Impossível passar por Bauru e não lembrar das histórias que o futebol deixou espalhadas pela cidade.
Uma delas está justamente em um lugar que muita gente frequenta sem imaginar o que existia ali antes: onde hoje funciona um supermercado, ficava o antigo Estádio Antonio Garcia, ou Estádio Lusitana, a casa do Bauru Atlético Clube, palco de jogos, encontros e memórias que marcaram gerações de torcedores.

O Estádio é daqueles lugares em que o concreto substituiu as arquibancadas, mas não conseguiu apagar a história.
Ao menos, o mercado manteve esse lindo mural na entrada.

O Baquinho foi um dos clubes mais importantes do interior paulista durante boa parte do século passado.
Fundado em 1º de maio de 1919 com o nome de Luzitana Futebol Clube, carregou o nome de Bauru para diversas competições e ajudou a construir a identidade esportiva da cidade.

Mais do que resultados, o clube se tornou um patrimônio afetivo de seus torcedores, daqueles times que representam uma época inteira da vida de uma comunidade.

E quando falamos da história do Bauru Atlético Clube, existe um personagem que conecta o Baquinho à maior lenda do futebol mundial.
Foi no clube que atuou João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé. Antes de o Rei nascer para o futebol, seu pai já deixava sua marca nos gramados do interior paulista, vestindo a camisa do Bauru Atlético e ajudando a escrever um capítulo importante da família que mais tarde mudaria a história do futebol.

O próprio rei chegou a vestir sua camisa!

Por isso, esta camisa carrega muito mais do que cores e escudo.
Ela representa uma cidade apaixonada por futebol, um clube centenário e uma ligação direta com uma das maiores histórias já contadas dentro das quatro linhas.

É uma lembrança de que o futebol brasileiro não foi construído apenas pelos grandes clubes das capitais, mas também por equipes do interior que formaram atletas, reuniram comunidades e alimentaram sonhos.

Guardar uma camisa do Baquinho é preservar um pedaço dessa memória.

A camisa serve pra lembrar dos estádios que já não existem mais, das histórias contadas pelos mais velhos, das viagens por cidades do interior e da certeza de que o futebol vive não apenas nos grandes títulos, mas principalmente nas lembranças que permanecem vivas muito depois do apito final.

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228- Camisa da Seleção de Cabo Verde

Entrando no clima da Copa do Mundo 2026, a 228ª camisa de futebol do nosso site pertence à seleção de Cabo Verde.

Assim, mais do que um uniforme de futebol, a camisa representa uma história de identidade, pertencimento e orgulho nacional.

Em 2026, os Tubarões Azuis disputarão pela primeira vez uma Copa do Mundo da FIFA, um feito histórico para um arquipélago de pouco mais de meio milhão de habitantes.

A classificação inédita foi conquistada após uma campanha memorável nas Eliminatórias Africanas, coroada com a vitória por 3 a 0 sobre Essuatíni.

Na Copa, Cabo Verde terá uma missão difícil, mas empolgante.
A seleção integra o Grupo H ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita, fazendo sua estreia justamente contra os espanhóis.
Para muitos torcedores, apenas estar entre as maiores seleções do planeta já representa uma conquista extraordinária, mas a equipe sonha em surpreender e mostrar ao mundo a força de um país que cresceu muito no cenário futebolístico nos últimos anos.
Entre os destaques da atual geração está Dailon Livramento, atacante que se tornou um dos símbolos da classificação histórica é visto por muitos como um dos grandes ídolos contemporâneos do futebol cabo-verdiano.

O futebol, nesse contexto, ultrapassa as quatro linhas.
Ele funciona como um instrumento de identificação nacional, de preservação da memória coletiva e de fortalecimento dos laços culturais.

Para os cabo-verdianos brasileiros, cada jogo dos Tubarões Azuis será também uma celebração da pátria-mãe, de sua história e de sua gente.

O Estádio Municipal Sernamby, em São Mateus-ES

No início de 2026, colocamos o pé na estrada para mais uma tour pelo Espírito Santo com direito a muita estrada, histórias, encontros e rolês por várias cidades carregadas de memória, cultura e futebol.
Assim, chegamos em São Mateus onde o tempo pareceu andar mais devagar.

Foi emocionante estar a beira do rio São Mateus, conhecido como Rio Cricaré que passa pela cidade e deságua no Oceano Atlântico em Conceição da Barra (ES).
O rio teve papel crucial desde os primeiros habitantes, principalmente os Guarani e os Aratu sendo uma via natural de locomoção, fonte de água, pesca e subsistência para essas comunidades.

Fundada em 1544, São Mateus é a segunda cidade mais antiga do Espírito Santo e durante os séculos XVIII e XIX, seu Porto foi um dos maiores pontos de desembarque de navios negreiros do Brasil, direcionando os escravizados para o interior de Minas Gerais e para as lavouras da região.

Outro ícone desta época foi a Igreja Velha, que teve sua construção iniciada em meados do século XIX.

Falando sobre o futebol local, escondido entre lembranças, concreto envelhecido e saudade, existe um lugar que ainda pulsa no coração da cidade: o Estádio Manoel Moreira Sobrinho, o eterno Estádio do Sernamby.

O Estádio, embora seja municipal, ficou marcado como a casa da AA São Mateus.

Fundada em 1963, a Associação Atlética São Mateus nasceu no bairro Sernamby a partir de um projeto comunitário liderado por moradores, religiosos e voluntários, simbolizando a ideia de união popular.
O time é um dos maiores representantes do futebol do norte capixaba, conquistando os Campeonatos Capixabas de 2009

E de 2011

Além destes títulos, a AA São Mateus se tornou o maior campeão da Série B do Espírito Santo, tornando o time conhecido como “O Gigante do Norte” e também “Pit Bull do Norte” e fazendo do Sernamby, a extensão da identidade da cidade e da paixão de sua torcida.

O estádio foi inaugurado em 5 de março de 1965, e atualmente já não recebe multidões como antes.
Mas o local ainda carrega as marcas do tempo.

E o silêncio que hoje mora ali, onde antes estava a arquibancada lateral, parece impossível de combinar com a história gigantesca daquele lugar.

Ao pisar no Sernamby dá pra sentir que aquilo nunca foi apenas um estádio de futebol. Foi mesmo um sonho da comunidade.
Enquanto caminhávamos pelos arredores do estádio, tentando imaginar o barulho que um dia tomou conta daquele lugar, dava para sentir que cada pedaço de concreto guardava uma memória diferente.

Mas o Estádio Sernamby não era só a casa da Associação Atlética São Mateus.
Era (e é) parte da alma de São Mateus.

E a esperança ainda segue viva, assim como a outra arquibancada lá atrás do gol.
Segundo matéria de maio (veja aqui), finalmente houve a assinatura da escritura definitiva do Estádio Municipal Sernamby.

Pouca gente de fora entende esse tipo de sentimento, né?
Incrível como supermercados e farmácias são sempre mais valorizados do que escolas, estádios e espaços públicos…
O Sernamby nasceu muito antes das grandes partidas, dos refletores e das arquibancadas lotadas e também indo muito além do futebol: cursos gratuitos, encontros e um espaço onde nasciam ideias para transformar o bairro.

O estádio carregava até no nome uma história de generosidade.
Manoel Moreira Sobrinho foi delegado, líder religioso e professor voluntário de português para crianças pobres da região.
É como se o estádio tivesse herdado essa essência: servir às pessoas.
E serviu.

Serviu como palco de tardes inesquecíveis.
De títulos, de rivalidades históricas.
De domingos em família.
De crianças vendo o gramado pela primeira vez e acreditando que dali poderia nascer um futuro.

Ali teve suor de jogador, voz rouca de torcedor, vendedor atravessando arquibancada, rádio de pilha no ouvido e aquele nervosismo típico do futebol do interior, onde cada jogo parece assunto da cidade inteira durante a semana.
O Sernamby cresceu junto com o povo.

Vieram os muros, o alambrado, as arquibancadas.
Veio a famosa “Campanha do Cimento” em 1996, quando torcedores, empresários e lideranças locais se uniram para ampliar o estádio.

Vieram os refletores em 1998.
Vieram noites iluminadas que pareciam grandes demais para uma cidade do interior, mas que cabiam perfeitamente na paixão daquele povo.

E talvez seja exatamente por isso que dói tanto vê-lo fechado, ferido e parcialmente demolido pelo tempo.

Porque estádio de verdade não é feito só de estrutura.
É feito de pertencimento.

Enquanto observávamos aquelas arquibancadas vazias, dava para imaginar os fantasmas bonitos do passado ainda vivendo ali: o eco de um gol, o grito vindo da geral, o apito do juiz, a explosão da torcida do São Mateus.

Parecia que o estádio ainda estava esperando alguma coisa.
Talvez mais uma partida.
Talvez mais uma multidão.
Talvez a chance de respirar novamente.

E no fundo, é isso que emociona.
Mesmo abandonado durante anos, o Sernamby nunca saiu do coração da cidade. Porque lugares assim ultrapassam sua função original.
Eles viram memória coletiva.

Por isso tanta gente sonha com sua volta.
Não é apenas sobre reformar um estádio.
É sobre recuperar histórias.
É sobre devolver identidade.
É sobre impedir que uma parte da memória de São Mateus desapareça junto com o concreto envelhecido.

E saímos dali entendendo uma coisa: alguns estádios jamais morrem completamente.

O Estádio do Sernamby é um deles, e por isso tão importante.
Espero que dias melhores possam vir…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!