140- Camisa do E.C. Pelotas

A 140ª camisa de futebol chega ao blog para mais uma vez falar do futebol gaúcho, sem dúvida um dos centros mais importantes do futebol brasileiro, mas dessa vez, não veio da capital, mas da cidade de Pelotas!

Já era hora, afinal. já fomos conhecer o Estádio do Caxias, do Juventude, do Grêmio, do Inter, do Gramadense e até do Força e Luz, e já falamos de clubes como o São José, Novo HamburgoULBRA  e do rival Brasil de Pelotas …

Agora vamos falar da outra metade de Pelotas, o time que leva o nome da cidade, o E.C. Pelotas.

A camisa foi presente do casal de amigos José Eduardo e Amanda, que conseguem misturar na mesma família ambos os lados da cidade… Imagina a casa no dia de BRAPEL.

O E.C. Pelotas já é um clube mais que centenário, foi fundado em outubro de 1908, graças à união do Club Sportivo Internacional e do Foot-ball Club.

O time nasceu para derrubar barreiras. Em 1909, enfrentou o Sport Club Rio Grande, invicto desde sua fundação, em 1900 e venceu o jogo.

Aqui, o time que jogou no ano de 1912:

Em 1930, veio o primeiro título estadual da primeira divisão,  vencendo o Grêmio na final. A imagem a seguir é do excelente blog ECPelotas1908: Depois de 1930, o Pelotas voltou a fazer um grande campeonato em 1932, quando sagrou-se vice-campeão. O vice campeonato se repetiria em 1945, Na década de 50, mais dois vice campeonatos: em 1951 e 1956. Esse é o time de 1951: O grande rival do Pelotas é o Brasil, com quem faz o clássico BRAPEL. Aqui, imagem do clássico, de 1958: Outro vice campeonato viria em 1960. Aqui, uma imagem de 1969: A década de 80 começou com um rebaixamento, mas em 1983, conquistou a segunda divisão gaúcha. Em 1988, um terceiro lugar no campeonato estadual. O time também disputou a Taça de Prata (hoje Série B) do campeonato brasileiro em 1988 e 1989 Em 1992, mais um 3o lugar, no estadual.

Em 1994, um amistoso incrível contra a seleção da Rússia.

No cenário nacional, participou da série C em 1995, 1996, 1998, 2001 e 2003, quando também disputou a Copa do Brasil. Em 2008, no ano do centenário, o Pelotas sagrou-se campeão da Copa FGF, com o time: Em 2012, o time disputou o Gauchão, terminando em 8o lugar. O segundo semestre teve como foco a Copa FGF. O Pelotas manda seus jogos no Estádio Boca do Lobo, com capacidade de mais de 23 mil torcedores.

E a torcida local se faz presente… O mascote do time é o “Lobão”.

Tem gente que carrega o lobão na própria pele… Pra acabar, uma olhada em como é assistir a um jogo do Pelotas!

O site do Pelotas, para maiores informações, é http://www.ecpelotas.com.br/

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Em busca do Estádio Perdido "Força e Luz"

Há dois anos atrás, tive a oportunidade de conhecer um estádio que a cada dia fica mais restrito à memória dos que amam o futebol.

Trata-se do Estádio da Timbaúva, ex estádio do Força e Luz, time histórico de Porto Alegre.

GE Força e Luz

Time do Força e Luz

Time do Grêmio Força e Luz

Grêmio Força e Luz

Como o brasileiro não anda bem da memória, resolvi fazer uma visita e umas fotos para dar uma força.

O Estádio é fácil de achar, fica na Rua Alcides Cruz, no bairro Santa Cecília, em Porto Alegre.

Mas se chegar até lá foi fácil, fazer algumas fotos foi bem difícil.

Para quem não sabe, em 2006, a Companhia Zaffari (rede gaúcha de supermercados) comprou o lugar. Afinal, o progresso não pode ser impedido por campos de futebol. Assim, embaixo de um sol que me fazia esquecer a fama fria de Porto Alegre, tudo o que pudemos fazer foram poucas fotos do lado de fora. Agora, o lugar parece que será transformado num Shopping / Supermercado. E a população local agradece… Achei essa foto com uma vista aérea do campo: Estádio do Forcá e Luz Rolou até uma exposição sobre o time, com camisas, bandeiras e itens históricos que servem pra memória do time! Exposição Grêmio e Luz Exposição Grêmio e Luz Exposição Grêmio e Luz O Estádio da Timbaúva foi construído em 1934 e foi sede do Força e Luz até 1972. O time era formado por operários da Companhia Carris e Luz Porto-alegrense. O estádio chegou a ter Grêmio e Internacional mandando seus jogos ali. Enfim, essa é a verdadeira face do país que se diz a pátria do futebol…

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Antes que um supermercado perceba o valor do seu estádio…

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Rolê boleiro pelo RS – Parte 6 – A metade verde de Caxias do Sul: o estádio do Juventude

Ainda na bela Caxias do Sul, após ter escrito sobre o Estádio do Caxias, é hora de conhecer o Estádio Alfredo Jaconi, do Juventude.

Infelizmente, o administrador do local não nos deixou adentrar para fotografar mais este belo templo do futebol.

Segundo ele, devido à má campanha do time em 2010, qualquer visita ao estádio deixa os dirigentes de cabelo em pé, com medo de ser algum torcedor revoltado como os que pixaram os muros do estádio, dias antes.

Sendo assim, restou fotografar o entorno da cancha do Juventude, o Alfredo Jaconi.

Falando um pouco do estádio, atualmente suas arquibancadas tem capacidade para mais de 23 mil torcedores, mas já deam lugar a mais de 30 mil hinchas.

Desde sua inauguração em 1975, ele ocupa o mesmo lugar do antigo Estádio “Quinta dos Pinheiros”.

O nome é uma homenagem a Alfredo Jaconi, que foi jogador, treinador e dirigente do clube.

Claro que nos divertimos tirando fotos do lado de fora, mas… Vai ficar faltando uma visita pelas entranhas do estádio…

Assim, nos restou curtir nosso lador rueiro e ver o estádio de diferentes locais.

Atualmente, a capacidade do Estádio Alfredo Jaconi é de 23 726 espectadores.

O Juventude costumava se fazer muito forte jogando em casa e por muito tempo, conseguiu se firmar como a terceira força do futebol gaúcho.

O Estádio é muito bonito. Olha lá o placar que já indicou tantas vitórias do time verde!

E aqui, o beco do Portão 5, por onde entram os visitantes. Não deve ser fácil!

Essa é pro meu amigo Anderson, de Curitiba, que se amarra em ônibus de times!

Uma última olhada, despedindo desse maravilhoso local, quem sabe um dia, voltamos para acompanhar uma partida.

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Rolê boleiro pelo RS – Parte 7 – A metade grená de Caxias do Sul: o Estádio do Caxias

Desta vez, falamos do Estádio Francisco Stédile ou Estádio Centenário, que fica em Caxias do Sul, onde o Caxias manda seus jogos.

Este é mais um estádio cheio de boas histórias!

Que tal uma olhada no estádio:

Estive por lá no ano passado, comemorando meu aniversário em terras gaúchas e aproveitamos para conhecer um pouco da cultura boleira local.

Tenho grande simpatia pelo time e torcida do Caxias e foi um grande prazer poder entrar no estádio para bater umas fotos.

O estádio fica no bairro Marechal Floriano, mesmo bairro onde ficava o Estádio da Baixada Rubra.

Ele foi construído para que o Caxias pudesse participar do Campeonato Brasileiro de 1976 e assim o fez, tendo sua inauguração numavitóriapor 2×1 contra o vizinho Internacional.

Sua capacidade é de pouco mais de 30 mil torcedores, mas o recorde de público é de 25 mil pessoas no jogo contra o Guaratingueta, em 2009 pela série C. O gramado é um dos melhores do Rio Grande do Sul, como pode se ver abaixo:

Destaque para a sede da Falange Grená, que fica ali embaixo da arquibancada!

Fica assim, mais um registro da nossa presença em um estádio brasileiro:

Do lado de fora os vários grafites ilustram e dão cor aos muros, minimizando a tristeza daqueles que assim como nós, vão embora…

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Rolê boleiro pelo RS – parte 5: Estádio Beira Rio

Dando sequência aos estádios visitados durante minha breve, mas marcante viagem ao Rio Grande do Sul, vamos falar do Estádio José Pinheiro Borda, popularmente conhecido como Gigante da Beira-Rio, a casa da Internacional de Porto Alegre.

O “Beira Rio” leva esse apelido por ficar às margens do Rio Guaíba, em Porto Alegre.

Seu nome oficial é uma homenagem a um  português que comandou as obras do estádio e que morreu antes da sua finalização.

Atualmente, o estádio do Inter é o terceiro maior estádio particular do país e com as obras (que estão o preparando para a Copa do Mundo) o tornará o maior.

No dia em que estivemos por lá, o time estava treinando no campo externo:

O estádio já é ponto turístico da cidade e se impõe pela grandeza e pelo estilo old school!

O Museu do Inter fica ali, mas infelizmente não pude acessá-lo no dia da visita.

A Mari foi até de vermelho em homenagem ao Colorado!

Confesso nunca ter asssistido a uma partida no Beira Rio e a pequena distância entre torcida e o campo me deixou com muita vontade de participar um dia…

Bom, se for para descrever o estádio com uma palavra, não tem jeito… é VERMELHO.

No final das contas acabei tirando várias fotos da Mari e nenhuma minha…

Hoje, enquanto eu escrevo este post, a torcida colorada se prepara para torcer, pois às 14h o Inter estreia no Mundial 2011, para mostrar que é mesmo “Campeão de Tudo”!

A capacidade atual do estádio é para 56.000 torcedores, mas já recebeu públicos de mais de 100 mil pessoas.

Muita gente não sabe, mas o Beira-Rio teve grande ajuda da torcida, que trouxe diversos mateirais para a obra (tijolos, cimento, ferro…).

A diretoria do Internacional prometeu cobrir todos os lugares e colocar cadeiras em 100% do estádio, o que eu confesso não me agradar muito… Acho que os estádios brasileiros deveriam guardar suas características ao máximo.

Uma coisa que eu acho legal nos estádios são os posteres deles mesmos em dias de jogos, olha que foto fantástica essa que ilustra uma das paredes de acesso:

Por fim, a fantástica intervenção indicando o banheiro masculino:

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Rolê boleiro pelo RS – parte 4: Novo Hamburgo

Continuando nossa saga pelo Rio Grande do Sul, além de visitar os estádios da capital e de algumas cidades turísticas, aproveitei para conhecer canchas de cidades próximas, como Novo Hamburgo.

Novo Hamburgo

Eu já conhecia a vocação boleira da cidade por ter escrito sobre a camisa do E.C. Novo Hamburgo (leia aqui), mas faltava registrar o Estádio onde o time manda seus jogos: Estádio do Vale.

Mas claro que uma coisa é a gente ver fotos pela internet e outra estar ali, pessoalmente conhecendo mais um templo do futebol.

Enquanto visitávamos o Estádio rolava um “mini treino” focado em pouco mais de 6 atletas, mas confesso não ter reconhecido ninguém.

Estádio do Vale - EC Novo Hamburgo - Novo Hamburgo-RS

O Estádio do Vale não é o estádio original do E.C. Novo Hamburgo, na verdade é um estádio bastante recente, foi construído em 2006 e fica no bairro Liberdade perto da estrada que liga Porto Alegre à cidade de Novo Hamburgo.

Estádio do Vale - EC Novo Hamburgo - Novo Hamburgo-RS

Aqui, antes o estádio dos Taquarais, em 1916:

Aqui, em 1954, o Estádio Santa Rosa:

O antigo estádio do clube foi vendido a Feevale e foi com esse dinheiro que levantou-se o Estádio do Vale, na época com capacidade para 6 mil pessoas, mas que caminha para atingir lotação de 12 mil torcedores.

Estádio do Vale - EC Novo Hamburgo - Novo Hamburgo-RS

O Estádio é novo e muito bem cuidado, merece receber boa presença do público da cidade, que infelizmente muitas vezes prefere entregar seu coração aos dois times da capital.

Estádio do Vale - EC Novo Hamburgo - Novo Hamburgo-RS

O time, que já foi a terceira grande força do estado hoje luta para retomar seu lugar e principalmente a atenção do morador local.

Estádio do Vale - EC Novo Hamburgo - Novo Hamburgo-RS

Olha o plantel de 1980:

Força Novo Hamburgo, sua torcida te apoiará, o amor de um torcedor pelo time da cidade não pode acabar!

Estádio do Vale - EC Novo Hamburgo - Novo Hamburgo-RS

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Rolê boleiro pelo RS – parte 3: O Estádio Olímpico

Novembro de 2010.
Dessa vez não foi só eu e a Mari que estivemos no rolê. Meu pai (que sempre nos acompanha aos jogos do Santo André) e minha mãe também estiveram em Porto Alegre e nos acompanharam nas visitas aos estádios locais.
Hoje, vou escrever sobre o Estádio Olímpico Monumental, onde o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense mandou seus jogos por tantos anos.

O Estádio Olímpico foi inaugurado em 1954 e é um daqueles estádios imponentes, que logo de cara mostram sua força.

A primeira partida do Estádio Olímpico foi a vitória de 2×0 do Grêmio contra o Nacional de Montevidéu.
Sua conclusão só ocorreu em 1980, quando recebeu o fechamento da última parte do anel superior. Atualmente (em 2010) comporta cerca de 45 mil torcedores.

Como se pode ver, a grande diferença do estádio é que ele possui dois anéis, colaborando com a grandeza de la cancha. Para mim, visitar o Olímpico foi um grande orgulho. Lembrei que começei a jogar no gol graças ao Mazzaropi, ex goleiro gremista que jogou muito ali…

Para alguém que está acostumado à realidade dos pequenos clubes, a estrutura do estádio impressiona!

O Olímpico oferece aquilo que eu sempre peço nas minhas visitas aos estádios pelo mundo: portas abertas aos visitantes! Dê uma olhada em como estava o estádio em 2010:

Foi assim que eu e meu pai pudemos finalmente conhecer o gramado onde o Santo André jogou a semifinal da Copa do Brasil de 2004, contra o XV de Campo Bom.

Mas acompanhar o futebol gaúcho é mais que viver o futebol. É fazer parte de uma dualidade de cores e sentimentos que literalmente divide a cidade em duas partes. Assim, pudemos curtir um pouco do lado azul da cidade!

E que beleza de ônibus, hein?

Agora, ao escrever esse post, fico me perguntando, como é que pode uma cultura tão rica como a do futebol estar perdendo espaço no coração e mente da molecada de hoje em dia…

Tantas histórias e sentimentos se passaram nos campos do Brasil (e do mundo), que para mim, o futebol deveria ser matéria de escola…

Enfim, como sempre, nosso tempo era curto e já era hora de deixar o estádio, para seguir conhecendo as demais cores da região.

Antes de irmos embora, uma última foto, da vaca gremista, da Cow Parade que rolava em Porto Alegre, durante nossa visita (início de novembro).
Ao fundo, a lojinha do Grêmio.

Em 2013, o estádio foi desativado com a OAB sendo envolvida na operação lava a jato. Vale assistir o vídeo do Cartolouco mostrando como o estádio se encontra em 2022 (como dizem os anúncios de Internet: “é de partir o coração”).

O endereço do estádio é Largo Patrono Fernando Kroeff nº 1 – Bairro Azenha – Porto Alegre.

Abraços aos amigos gremistas!

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Rolê boleiro pelo RS – parte 2: Gramado

A serra gaúcha é sem dúvida um dos lugares mais bonitos do Brasil, uma ótima pedida para quem gosta de boa comida, belas paisagens, chocolates e um pouco de descanso. E além disso tudo ainda temos o tradicional Festival de cinema.

E não é só isso que marca a cultura local, a cidade também conta com um time, o campeão amador de 2009, o alvi celeste “Centro Esportivo Gramadense“, fundado em 22 de dezembro de 1929. 

E se tem um time, a cidade também tem um Estádio, no caso o Estádio Pinheirais, com capacidade para 1.500 torcedores.

Quem trouxe o futebol à cidade foi o professor Maximiliano Hahn, em 1918. Em 1929, surgiria o C.E. Gramadense, cofundador da Liga Taquarense de Futebol, juntamente com o Taquarense, o Igrejinha e o Serrano, de Canela.

O Estádio local fica próximo ao centro, fácil de achar e interessante de visitar. Ainda que eu não tenha conseguido adentrá-lo segue uma foto da parte interna (fonte: Site do jornalista Miron Neto):

Para quem acha que o Estádio dos Pinheirais é novo, vale lembrar que ele foi inaugurado em 1936, num empate de 2×2 contra o Serrano.

Ter um time naquela região antigamente era complicado, afinal as cidades ficam na montanha e as estradas nem sempre foram boas como atualmente.

Abaixo uma foto da parte interna do estádio.

Essa é a entrada, que fica numa esquina movimentada da cidade.

Antes de ir embora rodei algumas lojas até achar a camisa do time, mas após tantos gastos, confesso que não tive coragem de pagar R$100 nela… Detalhe, o patrocínio é da loja local da Reebook, a Oxygen.

Em 2009, o time conquistou o título mais importante de sua história, até então, o Campeonato Amador Municipal, ao derrotar o Ivoti por 3 a 2.

O time é conhecido como “O trem da serra”:

A parte mais legal é a frase inscrita na entrada…

Abraços e obrigado pela hospitalidade de todos com quem falamos!

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Rolê boleiro pelo Rio Grande do Sul – parte 1

Dia 1º de novembro, além de véspera de feriado foi meu aniversário e para comemorar, fui até Porto Alegre com a Mari e meus pais.

Logo no aeroporto encontrei o Leonardo, torcedor do Grêmio e que de vez em quando acompanha o blog, voltando do Maracanã onde seu time perdera pro Fluminense na noite anterior.

torcedor do Grêmio

Claro que a viagem foi para conhecer a região e sua cultura, o que inclui visitar alguns estádios de Porto Alegre e de outras cidades mais ou menos próximas.

Aliás, mais do que estádios, aproveitei para conhecer pessoalmente o PUB do “Brechó do Futebol”.

brechó do futebol

O lugar tem um bar no térreo e uma lojinha com vááááárias camisas no andar de cima.

brechó do futebol

As paredes cobertas com fotos, posters, lembranças e tudo o que for ligado ao futebol.

brechó do futebol

Fiz uma mini entrevista com o Carlinhos, vê aí:

O lugar é único! Para quem gosta de futebol, deveria ser parada obrigatória ao visitar Porto Alegre.

O endereço é Rua Coronel Fernando Machado, 1188 ali no centro da cidade.

Maiores informações, visite o site dos caras: www.brechodofutebol.blogspot.com

Como tem muitas fotos, vou postar um estádio de cada vez, assim, aguardem uma semana cheia de informações sobre o futebol gaúcho!!!

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51- Camisa do E.C.Novo Hamburgo – RS

Camisa do E.C.Novo Hamburgo - RS

A 51ª Camisa de Futebol pertence ao Esporte Clube Novo Hamburgo, um clube que representa a tradicional cidade de Novo Hamburgo, destino de tantos imigrantes que rumaram para o Rio Grande do Sul, no passado.

Novo Hamburgo - RS

As cores do time são o branco e o azul anil, por isso o time é chamado por muitos de Anilado.

E.C.Novo Hamburgo - RS

As margens de completar 100 anos (escrevo em 2009), tendo passado por tantas lutas, o Novo Hamburgo orgulha-se de nunca ter fechado as portas do futebol, conquistando assim destaque e respeito entre torcedores e até rivais. O times foi fundado em 1911, durante as comemorações do feriado de 1º de maio. Funcionários da Fábrica de Calçados Sul-Riograndense montaram um time para a ocasão e lançaram ali a semente do Esporte Clube Novo Horizonte. Cogitou-se chamar o time de “Adams Futebol Clube“, em homenagem a Pedro Adams Filho, dono da fábrica, mas preferiu-se um nome que mostrasse a força e a relação com a região onde surgia a equipe.

E.C.Novo Hamburgo - RS

A memória dos primeiros anos do time se mistura com a lembrança de uma época de um futebol romântico, cheio de histórias sobre amor à camisa e à cidade acima de tudo.

O apelido do time é “Nóia!” e é tão antigo quanto o próprio time e sua explicação é que ele vem da abreviação de “Novo Hamburgo”, misturado ao sotaque alemão. Seu maior rival na época era o Esperança EC. Em 1937, venceu o Campeonato Metropolitano, derrotando entre outros adversários, o Nacional, Renner, São José, Cruzeiro, Força e Luz, entre outras equipes. Devido à Segunda Guerra Mundial o clube mudou seu nome para Esporte Clube Floriano. O nome Novo Hamburgo só voltaria no ano de 1968. A década de 40 trouxe dois vice camperonatos estaduais ao clube. Um, em 1942 e outro em 1947.

E.C.Novo Hamburgo

Aliás, em 1947, o Nóia fez história e chegou a final do Campeonato Gaúcho enfrentando uma das maiores equipes formadas pelo Internacional, conhecida como “Rolo Compressor”. A decisão teve um lance curioso. Aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro Miguel Sallabery assinalou um pênalti para o Internacional que somente ele viu, mas a penalidade não pôde ser batida porque a torcida anilada não permitiu a cobrança. O penalty só foi batido na outra semana, garantindo a vitória do colorado por 0x1. No jogo de volta, em Porto Alegre, o Novo Hamburgo venceu o tempo normal por 1 x 2, mas perdeu a prorrogação por 1×0. Até a década de 50, o Novo Hamburgo mandou seus jogos no Estádio do Taquaral.

Estádio dos Taquarais - E.C.Novo Hamburgo - RS

Em 1952 o time fez um excelente campéonato liderando um quadrangular histórico, formado por Grêmio, Inter e Pelotas . O time mandou seus jogos no Estádio Santa Rosa, com capacidade para 13.000 pessoas. Esse estádio acabou vendido para o Centro Universitário Feevale:

Estádio Santa Rosa

Estádio Santa Rosa - Novo Hamburgo

Atualmente, manda seus jogois no Estádio do Vale, ainda em obras e com capacidade momentânea para 4.000 torcedores:

estadio do vale - E.C.Novo Hamburgo - RS

estadio vale - E.C.Novo Hamburgo - RS

Para ver fotos atuais, leia o post que escrevi na visita ao estádio! O time foi considerado por muito tempo como a terceira força do estado. A cidade prosperava graças a indústria dos calçados e por causa delas, o mascote do Novo Hamburgo é o… Sapato!!

Atualmente os maiores rivais são o Aimoré, com quem faz o “Clássico do Vale” e o 15 de Novembro de Campo Bom (cidade vizinha). Infelizmente, assim como ocorreu em várias cidades do Brasil, Novo Hamburgo cresceu, o mundo mudou e para desespero dos apaixonados pelo futebol a proximidade com a capital gaúcha, roubou as atenções socias, culturais e esportivas, algo muito parecido com o que ocorreu na região onde vivo, o ABC. Aos poucos, a cultura germânica, predominante da cidade deu lugar à cultura “moderna” da grande cidade e é cada vez maior o número de torcedores que moram em Novo Hamburgo e torcem para Inter ou Grêmio. O principal jornal do estado gaúcho cobre os dois times da capital e exlcui de suas páginas os times de outras cidades. Sem o apoio da sua imprensa, os investimentos começam a diminuir. E é nesse triste cenário que o sobrevive, com alma guerreira revertendo as adversidades que lhe são impostas dentro e fora de campo. Heroicamente ainda existe gente que crê na volta do Novo Hamburgo, transformando a cidade em terra anilada novamente. Ainda assim, existem muitas organizadas em torno do time, como a Fogo Anil (www.fogoanil.blogspot.com/), Mancha Anil, Geral do Nóia, Barra Anilada, entre outras.

torcida_noia - E.C.Novo Hamburgo - RS

O time conta com um canal no youtube divulgando seus vídeos, veja em: www.youtube.com/ECNovoHamburgo . Das conquistas recentes, fica o sabor da Festa no jogo final da Copa Emídio Perondi 2005, onde o Nóia venceu o Brasil por 3 a zero. E a conquista da Copa RS com o empate em cima do Ulbra, confira o gol: Para maiores informações, o site oficial do time é www.ecnh.com.br/, e o blog da torcida fogo anil é www.fogoanil.blogspot.com/ Para terminar, que tal curtir um pouco da arquibancada com o pessoal da Torcida Fogo Anil?

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