Sábado, 7 de fevereiro de 2026. Pare de reclamar da chuva, arrume amigos que sejam malucos também, e vamos pra Itu acompanhar a 8ª rodada da série A2 do Campeonato Paulista 2026.
Em campo, Ituano defende uma ótima campanha, invicta ainda, e o Santo André vem tentando criar pelo menos sua primeira sequência de resultados positivos… É dia do Estádio Novelli Júnior pegar fogo!
No início do jogo, a prevista chuva ainda não havia chegado, então antecipamos nossa tradicional foto pra marcar o rolê. Essas aliás, foram feitas pelo Roberto, esse em primeiro plano de boné da Vans… Mais um fanático pelo Santo André!
Os times vem a campo… E olha a nuvem em cima do estádio…
A ideia do nosso site sempre é fazer uma cobertura da partida, junto de uma torcida, mas sempre respeitando o adversário e inclusive dando espaço à sua torcida, mas confesso que fiquei decepcionado com o público em Itu.
E não é um problema exclusivo do Ituano… Infelizmente o futebol leva mesmo cada vez menos pessoas ao campo… Mas no caso do time de Itu, a boa fase merecia mais gente apoiando o Galo…
Enfim… para poucas pessoas, mas provavelmente as mais legais da cidade, e sob um céu esquisito, começa a partida!!!
A noite prometia não ser simples. A chuva pesada que pegamos na estrada se aproximava a cada minuto do Novelli Júnior e o Ituano começou vindo com tudo desde o primeiro minuto, empurrado pela liderança em jogo e pela força que tem no seu estádio.
Pelo visto o pessoal do São Bento passou por ali.
Como sempre, a gente sofreu, se segurou, acreditou. Quando o gol deles saiu, bateu aquela dor seca no peito que parecia soprar no ouvido: “vai ser duro buscar hoje”.
A chuva chegou… Mas não parecia vir com muita força. O pessoal até resistiu no começo com capas e até com uma cabaninha de bandeira improvisada pelo Furlan…
Mas a chuva foi ficando cada vez mais forte, o gramado virou um campo de batalha e o futebol começou a virar sobrevivência. Em campo e na arquibancada.
Mesmo assim, o Ramalhão tentou. Teve combate, teve chute perigoso, teve luta. Mas, tem dias que não é a nossa vez.
Quando o juiz encerrou o primeiro tempo, nem cogitei que a partida não voltaria, mas realmente estávamos encharcados como poucas vezes… Essa outra foto do Roberto mostra como a organização tentou solucionar o problema:
Fiz o que seria a última foto do meu celular que acabou danificado pela água… A câmera já estava com a lente ruim…
Depois de mais de 1 hora, o juiz anunciou que a partida estava suspensa. Saímos do estádio com a cabeça cheia e tivemos que aguardar até domingo de manhã, e dessa vez acompanhei de casa, sofrendo a distância. O Santo André até voltou melhor mas o Ituano soube controlar o jogo, esfriar o ritmo e segurar a vantagem. Fica a consciência de que o Ramalhão brigou dentro das condições que o jogo permitiu. Graças ao adiamento do jogo entre Sertãozinho e Monte Azul, seguimos no G-8, mas com o alerta ligado, já que qualquer que seja o resultado sairemos desta posição. Quem acompanha esse time sabe: a estrada da A2 é longa, dura, e só passa por ela quem aguenta lutar até o fim faça chuva, faça sol, no estádio ou em casa.
Domingo, 2 de fevereiro de 2026. Jogo às 10hs da manhã é assim: muitos olhos ainda sonolentos, alguns vindo direto do rolê de sábado, outros, já acostumados a acordar cedo diariamente… Mas, em comum, todos com o coração batendo mais forte do que o normal, afinal, é dia de Santo André no Bruno José Daniel. Dessa vez, o Thiago (meu sobrinho) esteve presente e se tem alguém pé quente é ele…
Outra coisa legal, que deveria ter estado presente em TODOS os jogos do time é a loja do Santo André, a Ramalhão Store. Incrível como o torcedor gosta da nossa camisa… E mais, se tivessem outros itens a preços mais acessíveis (afinal a camisa deste ano está R$ 200), como bonés, camisas de algodão e etc, com certeza venderíamos ainda mais ítens.
O Água Santa é um time que se tornou nome pesado, principalmente depois do vice campeonato paulista, e chega pro confronto como vice-líder, dono de um ataque forte que prometia causar calafrios na arquibancada local. Não a toa sua torcida se fez presente em bom número.
Vale ressaltar que tanto a Aquáticos quanto os demais torcedores do Água Santa sempre receberam bem a torcida do Santo André em Diadema, e a recíproca foi verdadeira. Até churrasco na sede da Fúria rolou depois reunindo as organizadas.
Recentemente entrevistamos o Paulo, presidente do Água Santa e foi um dos programas mais legais do @1902, confira:
Bom, chegar ao Brunão significa, antes de mais nada, reencontrar amigos. Bandeiras tremulando, corações pulsando, e aquela sensação de que cada rosto na arquibancada tinha uma história com o Ramalhão.
Começa o cerimonial! Quando a Federação criou essa música de abertura, eu achava meio esquisito, hoje, eu confesso que dá uma sensação bem legal de espetáculo oficial. Vale ressaltar a iniciativa em parceria com a UAPA (veja mais aqui sobre como apoiar) com foco na adoção de cães abandonados: cada jogador entrou carrgando um dos pets que estão para serem adotados.
O jogo começou nervoso, o Santo André buscando espaço, mas não conseguia acertar aquele último passe…
Quem foi pra arquibancada foi pra torcer e não apenas para assistir. O público apoiou os 90 minutos, jogando junto, como tem que ser.
Olha aí o Esquerdinha ajudando a criar um clima diferente na nossa bancada!
Pessoal da TUDA, a mais tradicional torcida organizada do Santo André, também estava lá!
Esquadrão Andreense também deu o seu apoio!
Em campo, o Santo André, mais uma vez teve boas oportunidades com os escanteios, mas, ao menos no primeiro tempo, nenhum deles acabou em gol.
Assim, o que se viu no primeiro tempo foi uma verdadeira luta tática. A bola rodava, e cada chegada do Santo André vinha à mente o “vamos, vamos, vamos Ramalhão, vamoooooos!”.
Era como se a arquibancada pudesse soprar o time pra frente com cada grito.
O Água Santa mostrou porque tem uma campanha sólida, jogando com confiança, explorando os espaços, exigindo atenção máxima da defesa. Quando foi pro ataque… fez um golaço. Água Santa 1×0 já nos acréscimos do primeiro tempo.
O intervalo virou pausa necessária, com muita gente deixando a arquibancada para procurar água e refrigerante e retomar o fôlego. Aliás, talvez quem comande os bares precisa repensar um pouco a operação. Difícil essas filas…
No intervalo, quem apareceu ali do nosso lado foi o Alexandre Seichi, treinador do nosso time sub20 e o responsável pelo time que disputou a copinha.
O 2º tempo voltou com a Fúria comandando a festa na arquibancada central. E a Fúria tem sido um ponto importante no clima dos jogos!
O segundo tempo começou e o Santo André sabia que precisava de uma reação o quanto antes, mas nem eu esperava que viesse tão rápida. Aos 2″, Mauro empatou a partida!
A reação na arquibancada local foi instantânea: gritos, bandeiras levantadas, um coro que fez o estádio vibrar como poucas vezes vimos neste A2. Foi um momento chave, já que uma derrota levaria a voltar a pensar na parte de baixo da tabela.
Aquele momento parecia ser a redenção de rodadas anteriores após altos e baixos, após lutas na Copinha, após noites complicadas, o gol trouxe um sentimento de justiça no ar. O empate já soava como um bom resultado. Mas, a melhoria no jogo (muito graça a entrada do Tanque no ataque) começou a nos fazer pensar… E se a gente achasse um gol e levasse 3 pontos na partida de hoje?
Mas o adversário não era qualquer um. O Água Santa era um adversário complicado e ainda oferecia risco de também fazer o seu gol e nos deixar sem ponto algum… Só nos restava torcer.
O tempo passava rápido. A lembrança de tantos gol tomados nos acréscimos deixava a torcida receosa… Mas, aos 46 do segundo tempo…
O torcedor ramalhino merecia esse carinho… E do gol pro apito final foi um pulo…
Mais uma vez, o time soube dividir a celebração do resultado com a torcida…
No fim, a vitória ficou sensação foi de missão cumprida. A certeza de que a cada jogo, mesmo contra um adversário forte como o Água Santa, o Ramalhão segue sendo um time que pulsa com sua gente. Nossa paixão é assim: se renova a cada vitória, se fortalece a cada rodada e se celebra com cada bandeira no estádio.
28 de janeiro de 2026. Mais uma noite que prometia história no Bruno José Daniel.
O clima de jogo às 4ªs feiras à noite é bem mais legal!!!
O time parece concentrado em busca dos 3 pontos.
A arquibancada estava linda, vibrante, cheia de cor e de energia..
Mesmo com uma campanha entre altos e baixos, a relação dos jogadores com a torcida está melhor do que nos anos anteriores. E lá vem o time saudar a torcida:
A Fúria Andreense cantou do primeiro ao último minuto, com bandeiras, gritos e aquela fé que só quem vive o Ramalhão entende. Até fogos de artifício rolou!
O estádio parecia pulsar junto com cada passe, cada lançamento, cada jogada pelo alto.
E aí sempre fica aquela ideia de… se essa bola não tivesse batido na barreira…
Ver aquela festa nas arquibancadas era um orgulho imenso.
O projeto “Brunão raiz” levou ao estádio várias bandeiras. Olha aí a do Esquerdinha!
Mesmo quando o jogo não fluía como a gente queria, a torcida continuava firme, empurrando o time com alma
O primeiro tempo terminou em 0x0.
E um empate jogando de igual pra igual com o líder do campeonato não parece mal.
Mas o futebol, às vezes, é cruel. A Ferroviária que não havia criado nenhuma chance clara de gol no primeiro tempo, arriscou um chute de longe e um desvio. matou o nosso goleiro. AFE 1×0. Mas a bancada não parou…
E essa bola na trave?? Não merecia o empate?
No final, o placar acabou adverso… O Santo André não conseguiu furar a defesa da Ferroviária e o relógio correu contra nós.
A derrota foi amarga, claro, mas a festa da torcida ficou gravada na memória como prova de que a paixão pelo Ramalhão jamais desaparece, mesmo nos momentos difíceis.
Mesmo depois do apito final, ninguém saiu correndo. Teve canto, teve aplauso e teve aquele reconhecimento silencioso entre quem ficou até o fim. Porque, ali, a gente não estava só pelo resultado.
Os jogadores vieram agradecer. Alguns com a cabeça baixa, outros batendo no peito. A arquibancada respondeu do jeito que sabe: cantando. Claro… teve cobrança, teve vaia. Mas também teve apoio. E a torcida em sua maioria ainda acredita!
E é isso que fica. A certeza de que, independentemente do placar, o Bruno José Daniel segue sendo casa. Lugar de encontro, de resistência e de amor ao Ramalhão.
Porque quando a gente está junto, a história continua sendo escrita.
Estivemos várias vezes passeando pelo Espírito Santo. Em 2020, graças ao amigo Thiago, pude ir até a cidade de Serra pra conhecer o Estádio Robertão, a casa do Serra FC (veja aqui como foi)
Porém, no final de 2025, tivemos a oportunidade de voltar ao estado e dar um rolê, passando por cidades como Vitória (onde inclusive assistimos à Super Copa Capixaba: Vitória 5×1 Rio Branco), Serra, Aracruz, São Mateus, Linhares, Conceição da Barra, João Neiva, Ibiraçu, e além de praias e lagoas, fui conhecer os Estádios locais.
Assim, começo contando como foi a nova visita ao Estádio Roberto Siqueira Costa (Robertão).
Se você nunca esteve no Estádio, conheça um pouco do entorno do Robertão.
Dessa vez, consegui adentrar ao Estádio e agradeço ao pessoal da gestão do time que não só liberou a minha entrada como me falou bastante sobre o dia a dia atual do clube.
Finalmente, aí está a parte interna do Robertão!
O Robertão não é um estádio moderno. Caminhar por ali é sentir o futebol sem filtro. O som do bairro, a montanha ao fundo, o campo logo ali, sem distância entre quem joga e quem assiste. Não tem fachada imponente nem arquitetura moderna, mas tem identidade. Daquelas que não se copia. Talvez nem seja muito “receptivo” para torcedores visitantes..
Dê uma olhada em como é estar pelo Estádio:
É um estádio raiz, cru e até hostil. Cada detalhe do estádio parece contar uma história. O concreto gasto, o placar manual, o distintivo na parede. Tudo ali remete a um tempo em que o futebol era mais próximo, mais humano, e em que o clube fazia parte da rotina da cidade, não só do fim de semana.
Visitas assim lembram por que registrar estádios importa. Porque mais do que jogos, eles guardam memória, pertencimento e resistência.
O Robertão segue ali, firme, esperando o próximo apito inicial e gente disposta a ocupar arquibancada, cantar e manter essa história viva. Em resumo: adorei a visita!
Este é o meio campo, visto de quem está na arquibancada, lá ao fundo a montanha:
Acredito que aquela arquibancada do outro lado seja o espaço destinado aos torcedores visitantes.
Aqui, o gol da direita, e você pode perceber que o estádio fica literalmente no meio do bairro, ainda bastante horizontal.
E aqui o da esquerda:
Deve ser muito legal ver um jogo aqui. E deve ser difícil bandeirar um jogo kkkk.
Além de tudo, ainda deu pra ver o elenco ali presente se preparando para o Campeonato Capixaba.
Bacana essa cor alternativa da camisa, né?
O distintivo do time na parede guarda a área dedicada aos materiais do time.
Ali estão pôsteres e troféus do time.
Pra terminar, ainda pude ver os materiais a venda como as camisas…
18 de janeiro de 2026. Manhã de Domingo, jogo as 10hs, em pleno verão, mesmo sem o sol estalando nas nossas cabeças, a manhã apresentava aquele mormaço tradicional. Mas nada disso interessa, o foco é a vitória no difícil jogo do Santo André contra o XV de Piracicaba.
Em campo, o Ramalhão procura sua reabilitação e por isso, sempre bom ver que o Santo André pode sempre contar com sua torcida.
E lá vamos nós para a 3ª rodada, em busca da nossa primeira vitória…
Não dá pra negar que a goleada sofrida em casa contra o Monte Azul, fez diminuir o número do chamado “torcedor comum”, aquele que frequenta as arquibancadas do Brunão com menor frequência.
Assim, não foi dia de ter grande presença da torcida, mas quem foi… Foi pra torcer!
Ainda que todo mundo estivesse esperando uma resposta depois da última partida, a postura da torcida foi de apoio e não de cobrança. O desejo era simples: competir, reagir, mostrar que o Ramalhão ainda estava vivo na A2.
A torcida do XV também chegava com a mesma expectativa, visto que o time de Piracicaba também não começou empolgando…
Essa série A2 não tem jogo fácil… Parece que toda partida é uma decisão e exige atenção total!
O jogo começou travado, calor castigando, bola presa no meio. O Santo André tentava, mas errava o último passe, ou parava no goleiro.
Só quem não parava era a Fúria Andreense, conhecida por cantar os 90 minutos!
No fim das contas até que estava um clima de jogo com a arquibancada com bastante gente…
O Santo André se mostrava mais precavido, apenas atacando na certeza, mas transmitindo mais segurança na defesa.
As bolas paradas buscando o cabeceio eram a principal investida dos donos da casa.
O primeiro tempo acabou virando no 0x0, deixando uma pulga atrás da orelha no torcedor local… Será que é hoje que teremos nossa primeira vitória? Ou mais uma vez o “fator casa” não vai fazer sentido?
Antes do reinício do jogo, mais um papo do time ali no meio campo. Tem que dar certo!
O segundo tempo começou com o Santo André se arriscando mais e consequentemente, abrindo chances para os contra-ataques do XV de Piracicaba, que chegou a assustar perdendo uma chance clara, assustando o lado azul do estádio…
Já ressabiados pela última partida, houve quem temesse o pior, mas o futebol, de vez em quando, resolve mudar a história e aos 35, a bola sobrou para quem mais precisava. Miguel Ribeiro. Cria da base. O mesmo menino que dias antes tinha saído da Copinha com o peso de um pênalti perdido. Chutou, a bola explodiu na zaga e voltou, e na segunda chance ele bateu sem medo. Gol. Explosão. Alívio. Grito preso há dias.
Não foi só um gol. Foi resposta, foi respiro, foi justiça. Três pontos que valem mais do que a tabela mostra. Vitória que tira o time do sufoco e lembra todo mundo por que a gente segue vindo.
Porque o Ramalhão é isso.
Jogo difícil, torcida fiel e, às vezes, o futebol resolve recompensar quem não desiste…
Com o 1×0, o time se animou e veio pra cima em busca do segundo gol…
O jogo foi se aproximando do final e, claro, nunca é tranquilo, mas até que o time conseguiu segurar bem sua primeira vitória para a alegria da torcida Ramalhina!
Fim de jogo! O Santo André consegue fazer valer o mando de jogo e derrota um difícil e tradicional adversário!
O time mantém a proximidade com a torcida e celebram juntos essa vitória!
Até foto com a torcida deu pra fazer…
O pessoal da TV Ramalhão fez um vídeo bacana dos bastidores da partida, se liga:
Abraço para os amigos que seguem acreditando nesse time!
Quinta feira, 15 de janeiro de 2026. Um dia após o time profissional ser goleado por 4×0 em casa pelo Monte Azul, é hora de reencontrar os amigos e amigas, juntar os cacos e usar o que sobra da voz (em 14 dias já são 6 jogos com presença da torcida) e voltar até a Arena Ibrachina não só para mais um jogo, mas para o segundo mata-mata de Copinha.
Era pra ser uma tarde de sonho. Havia no ar aquela esperança silenciosa de quem sabe que, no futebol, tudo pode acontecer, inclusive repetirmos 2003 e nos tornarmos novamente campeões da copinha!
Só que tudo começou muito mal… Logo aos cinco minutos, escanteio, bola na área e o Ibrachina abriu o placar, com Enrico… Aquele gol cedo deu um baque. Claro que a arquibancada sentiu, e claro que o time sentiu. Mas mesmo assim, ninguém deixou de cantar, nem de correr em campo. Porque Copinha é isso: se não empurrar, acaba antes da hora.
O primeiro tempo passou com o Santo André tentando se impor atrás do empate e fazendo da raça sua maior inspiração. Até uma falta na trave a gente mandou…
O Ibrachina, organizado, e pela primeira vez jogando com uma grande torcida ao seu lado, parecia confortável…
Mas a nossa bancada é mesmo incrível… Ou todo mundo tem o Ovídio na bateria?
A gente foi pro intervalo com aquele misto de preocupação e fé teimosa que só o torcedor entende. A chuva já caía em volume suficiente pra encharcar, teve até quem achou um camarote para se proteger da chuva…
E o Santo André apareceu para o segundo tempo da mesma forma que sempre: unido em torno de um ideal e ouvindo o que o nosso treinador Alexandre Seichi tinha de proposta para os 45 minutos finais.
E logo no começo, Maycon recebe uma bola na entrada da área, limpa o zagueiro e bate de longe para empatar…
Gol do Ramalhinho. Alívio.
Grito preso na garganta que saiu de uma vez só.
Ali, por alguns minutos, parecia que tudo podia virar. O time cresceu, criou chances, competiu de igual pra igual.
O Ibrachina também teve as suas. Jogo aberto, tenso, daqueles que fazem a gente esquecer o resto do mundo. Já nos últimos minutos uma expulsão pro lado do Ibrachina que, caso fosse mais cedo poderia ter facilitado a virada do Santo André…
O placar parece ficar mesmo no 1×1, deixando a torcida ainda mais nervosa…
Mas o apito final veio sem mais gols. Pênaltis.
Agora estamos todos juntos, mais que nunca…
E pênalti, a gente sabe, não é só técnica. É cabeça, é perna pesada, é pressão.
Será a hora de Kauan brilhar?
Após acertos nas primeiras cobranças dos dois times, Miguel (ex Ibrachina) perdeu a segunda do Ramalhão e foi como uma bolada no estômago…
O Ibrachina foi perfeito nas batidas. 5×3. Fim de jogo.
Fim do sonho do bicampeonato. Doeu porque o time lutou, porque buscou o empate, porque esteve vivo até o último momento. E também porque esse elenco e nosso treinador tem uma paixão pelo time e pela torcida que dá gosto de se ver… Saí da Arena Ibrachina com o coração pesado, mas com respeito pelo que foi feito em campo. A Copinha é cruel, mas também ensina. Fica a frustração, fica o orgulho de ter estado lá, apoiando até o fim. E fica a certeza de que usar a camisa do Ramalhão é carregar uma história que a gente nunca abandona…
No início de dezembro de 2025, estivemos na estrada para uma viagem até Brodowski com a missão de acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia com os amigos Mário e Brasileiro (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).
Mas, além da partida, aproveitamos para conhecer um pouco da cidade.
A Antiga Estação Ferroviária guarda um pouco da memória de quando os trens conectavam Brodowski com o mundo.
A placa explica um pouco da importância da ferrovia à época. Incrível a gente ter perdido tudo isso não é mesmo?
A Estátua que antes homenageava as despedidas e a saudade dos que se vão pelas linhas do trem, hoje, pra mim, representa a falta que a própria ferrovia faz… Ela partiu e sabe lá quando volta…
Interessante eles manterem exposto um canhão usado na segunda guerra para lutar contra os nazistas! Nunca é bom esquecer essas coisas.
A praça em frente à estação guarda muitas lembranças também. O que dizer desse banco, com a propaganda da Casa Macchetti? Olha o número do telefone: 66. E mais nada.
Ali está também o Coreto da cidade! É algo simples mas que combina demais com a cultura local.
Brodowski também é muito conhecida por ser a cidade natal de Portinari e sua casa se tornou um museu que recebe muitos turistas!
Algumas construções sobreviveram ao tempo até hoje…
Falando do sagrado, essa é a igreja matriz da cidade…
Mas, falando sobre o profano… A versão local da carreta furacão também arrebata corações por lá!
Como já dissemos, o futebol na cidade é mais que um esporte, é mesmo uma cultura que faz a cabeça de quem vive por lá. Até o Portinari entrou nessa fita!
Mesmo com times novos surgindo, a rivalidade local fica mesmo por conta do clássico entre o CA Bandeirante e o Brodowski FC, e como já falamos bastante do primeiro, é hora de falar sobre o time mais antigo da cidade…
O Brodowski FC foi fundado em 15 de setembro de 1920, e tem uma história cheia de mistérios, visto que não existem muitos documentos sobre essa primeira fase do time.
O Brodowski sagrou-se também campeão-amador setorial, em 1970, 1971 e 1976 e ainda em 1981, 1982 e 1983, e vice-campeão estadual no ano de 1983. Em 1986, é campeão amador do estado!
Fomos conhecer o seu Estádio, o “Zé Turquim”.
Pelo que entendi, conversando com os moradores, mesmo antes de ser um estádio, o campo do Brodowski sempre foi ali, desde 1920.
Infelizmente não conseguimos entrar no campo, então demos um jeitinho… Acabamos fazendo amizade com o pessoal que mora bem ao lado do estádio (aliás, um abraço a vocês!!!) e, do quintal deles pudemos registrar o campo!
Ali dá pra ver a arquibancada coberta e o gol do lado esquerdo:
Será que o destino é traçado previamente por alguma força superior? Ou as coisas se aglutinam e se repelem de acordo com nossas escolhas? A história de hoje começa lá em 2021, no meio da pandemia, quando, para não ficar maluco, passei a visitar, sozinho, de máscara e em horários esdrúxulos, os campos do futebol amador de Santo André.
Ali nasceu um interesse pelo futebol amador que foi crescendo até que, incentivado pelo amigo Mário Casimiro, passei a acompanhar o Campeonato Amador do Estado, a segunda competição mais antiga da Federação Paulista de Futebol.
Por coincidência, as últimas duas finais envolveram times do ABC, o que me permitiu que acompanhar a primeira partida destas decisões. Em 2023, vimos Nacional da Vila Vivaldi x CA Bandeirante de Brodowski, em São Bernardo.
E em 2024, Belenense x CA Bandeirante de Brodowski, em Mauá…
Naquele dia, acabei conhecendo o pessoal da diretoria do CA Bandeirante e foi com eles que iniciamos os programas onde entrevistamos presidentes dos clubes, veja como foi:
Desde então, eu e o Mário fizemos a promessa de ir até Brodowski caso mais uma vez o Bandeirante chegasse na decisão, e, como você já deve saber… Foi o que aconteceu em 2025! Seja bem vindo a Brodowski!
Depois de algumas horas de estrada, com direito a paradas em Porto Ferreira, Cravinhos e Jardinópolis, chegamos a Brodowski, muito conhecida por ser a cidade natal de Cândido Portinari. Claro que fomos lá conhecer sua casa, que hoje sedia um museu em sua homenagem.
A cidade é cheia de detalhes que a tornam inesquecível, como os bancos com inscrições de décadas atrás…
A arquitetura antiga também está preservada e pode ser vista ali pelas ruas…
A igreja matriz, de 1905… Bonita?
A antiga estação ferroviária…
Os bares que ainda reúnem as pessoas em cadeiras e mesas nas calçadas…
E o atual hotel do próprio Bandeirante, onde pudemos jantar com o elenco do time local e tornar o rolê ainda mais inesquecível!
Só faltou fazer uma foto no supermercado onde fizemos umas comprinhas, o “Nosso Mercado“.
Mal sabíamos nós que ele foi construído no espaço do antigo estádio do Bandeirante…
Voltando ao Campeonato Amador do Estado, vale lembrar que o Mário ficou tão apaixonado que escreveu o Guia do Campeonato e ficou muito legal (clique aqui para baixá-lo!).
Pra quem não sabe quem é o Mário Casimiro, taí a foto!
Logo que chegamos, percebemos que a final era o assunto da cidade! Haviam muitos folhetos como este espalhados por todos os lugares por onde andávamos.
Confesso que foi emocionante chegar até o Estádio Mário Lima Santos, a “Arena Jaburu”, como é conhecida popularmente!
Tem até essa escultura em frente ao Estádio que literalmente faz voar os atletas bandeirantinos!
Divido a experiência da chegada ao Estádio, da entrada até a arquibancada, para ver se você também se empolga e faz esse rolê até Brodowski, porque vale muito a pena!
Você viu no vídeo o portão que une presente e passado e cabe explicar que ele ficava no Estádio antigo do CA Bandeirante e é considerado uma verdadeira relíquia para diretoria e torcida! Ah, esse aí na foto é o Brasileiro, outro amigo que esteve conosco acompanhando a decisão.
Interessante como o pessoal do Bandeirante conseguiu registrar sua história em fotos, lembranças e até mesmo nessas placas que pouco a pouco relembram cada passo do clube!
A torcida conta com a “Bateria Tsunami“, que literalmente faz a arquibancada vibrar!
Pra quem não conhece o estádio, vale o nosso tradicional registro. Olhando da arquibancada coberta, aqui está o lado esquerdo do campo:
O meio campo:
E o gol da direita. Ali no fundo fica a área para convidados.
O Estádio é muito bem cuidado e cada espaço acaba sendo aproveitado.
Aqui, a arquibancada coberta, sem ela o sol faria grandes estragos…
Nesse setor, atrás do gol, fica uma boa sombra das árvores e também acaba sendo um lugar bastante disputado pelos torcedores!
E esse é o Jaburu, mascote do time!
A torcida do União FC também se fez presente e ficou em um espaço com sombra!
O bar estava preparado: salgados, água, refrigerantes…
Difícil não pegar carinho pelo clube… Nesse momento, já estávamos “contaminados” pelo mesmo sentimento que envolvia metade da cidade (não se esqueça que a outra metade é Brodowski FC).
Hora da entrada dos times, com toda cerimônia oficial da Federação Paulista!
Foto oficial dos times perfilados…
Dos capitães e da arbitragem…
A foto oficial da final…
E a foto em frente à torcida…
O União também posou para a foto!
E assim… Começa a partida!
Bola rolando, a torcida local cumpre bem o seu papel e transforma a Arena Jaburu em um caldeirão alvi rubro!!!
Bacana ver que a nova geração também está comparecendo!
E as tradicionais fumaças também coloriram o ar do estádio!
E dá lhe bateria!
Com tanta animação, difícil ficar parado…
Mas… o calor é grande… e tem momentos que o pessoal prefere guardar as energias para o fim do jogo…
Ou quem prefira manter se hidratado durante todo o jogo!
Enfim… Todo mundo feliz curtindo os amigos, familiares em torno do futebol!
Em campo, um primeiro tempo de muita marcação, que até chegou a ter um gol marcado pelo Bandeirante que acabou anulado pelo bandeira.
O fim do primeiro tempo trouxe um alívio: o céu recebeu uma porção de nuvens que ajudaram a amainar o calor.
O segundo tempo começou com ainda mais tensão.
A torcida, que a essa altura já havia enchido boa parte da Arena Jaburu parecia sentir o peso de cada passe, cada dividida, cada chute travado.
A Bateria Tsunami, incansável, segurava o ritmo do time e do povo como se cada batida fosse um lembrete: “Estamos juntos. Até o fim.”
E foi justamente no fim que o drama começou. Aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo parecia caminhar para um empate nervoso, que levaria a decisão por penaltys, Max, sempre ele, encontra o gol do time da casa!
A Arena Jaburu que já estava barulhenta se tornou ensurdecedora…
Por alguns minutos, parecia que o tempo havia parado e em cada rosto havia um sorriso. Olho pro celular e faço as contas: o tempo regulamentar já. se esgotou… É questão de pouco tempo até o Bandeirante se sagrar campeão.
Mas… o futebol é único. E quando tudo parecia resolvido e o título parecia uma realidade, a zaga bandeirantina comete penalty… E o União FC empata o jogo para a alegria da torcida Atibaiana!
Foi um choque geral…. Uma catarse negativa para a torcida local. Semblantes tensos, mãos na cabeça, olhares perdidos. Quem estava sentado se levantou e quem estava de pé se segurou pra não cair com o baque do gol… E foi ali, no momento mais delicado, que o time fez um verdadeiro milagre. Sabe aquela jogada que a gente ensaiava nos tempos de escola? Da saída do meio campo ao gol em menos de 5 toques? Pois aí está:
O estádio inteiro voltou a cantar, a bateria Tsunami voltou com tudo, as crianças gritavam, os mais velhos ergueram os braços como quem conversa com o destino. Abraços e mais abraços… Era impossível não se arrepiar. Impossível não existe pra esse time…
É fim de jogo!!! O Clube Atlético Bandeirante de Brodowski é o campeão de 2025!!!
A Arena Jaburu explode.
Gente chorando. Gente pulando. A torcida do Bandeirante mais uma vez escreveu seu nome no destino. E o destino, respeitosamente, respondeu: “Hoje, vocês merecem ser campeões.”
O placar final mostra mais uma vitória dos heróis!
O time fez questão de celebrar muito junto da torcida…
E na arquibancada, após uma verdadeira chuva de cerveja… todos voltam a gritar “É campeão!!!”
Na hora da entrega das medalhas e troféu, dá uma certa tristeza de imaginar o aperto no peito do time de Atibaia e de sua fiel torcida que viajou até Brodowski, mas por ser apenas a segunda participação do time, o vice campeonato foi bem comemorado.
Um misto de sentimentos ao ver que é hora da foto dos campeões! O time fundado em 16 de agosto de 1933 é mais uma vez campeão e fico feliz em ver isso, mas ao mesmo tempo, triste por saber que nossa aventura chega ao fim…
Melhor ver a foto do Mário que fez lá, bem em frente ao time:
O que dizer de um momento desses? Uma cidade que respira futebol e que é apaixonada pelo Campeonato Amador do Estado recebendo mais um título!
Hora de extravasar, de celebrar de saber que na próxima vez que esta camisa for usada, ela não será mais a mesma: mais uma estrela estará bordada em seu distintivo!
Jogadores e comissão se abraçando sob o olhar do Jaburu ali ao fundo… Manhãs como essa transformam pessoas…
Hora de ir embora com aquele sorriso no rosto que demora a sair. Corpo anestesiado, de tantos arrepios e emoções que passamos. Parabéns ao povo de Brodowski, em especial aos torcedores bandeirantinos… Vocês são demais!
Só me resta agradecer ao Mário, ao Brasileiro e à Letícia, amigos de arquibancada e da vida.
Ao Marcelo, Márcio, Guilherme e família e todo mundo da diretoria do Bandeirante por ter nos apoiado nesse rolê inesquecível.
E ao futebol por ser essa cultura tão louca que faz a vida de tanta gente ser ainda mais divertida!
Seja bem-vindo a uma das mais tradicionais e interessantes competições, realizada desde 1942 pela Federação Paulista de Futebol! Assim como fez em 2024, o amigo e jornalista Mário Casimiro Gonçalves criou um guia para a edição deste ano, e você pode baixá-lo aqui neste link!
Para comemorar mais uma edição desse incrível Campeonato fomos até Mauá para acompanhar o embate entre o representante da Liga de Mauá, o Scorpions AEC e o Unidos São Gonçalo, representando a Liga de Taubaté.
E jogando em casa, o Scorpions contou com o apoio de sua torcida!
Mas o pessoal de Taubaté não deixou por menos e a “Residência dos Loucos” se fez presente e cantou sem parar!!!
E entre eles, a Guarda Municipal levou a sério a divisão entre os torcedores.
Em campo, o jogo foi levado a sério, como se fosse uma decisão desde o primeiro minuto, o que é bacana por um lado, já que dá um baita clima mas ao mesmo tempo fez o primeiro tempo ser bastante truncado…
O time visitante teve até chances de abrir o placar, enquanto os donos da casa pararam por duas vezes no bom goleiro do União São Gonçalo, Rafael Dida.
A torcida local sabia que o 0x0 não era um bom resultado, já que nessa primeira fase são grupos de 3 times onde apenas um se classifica para os mata-matas!
Por isso, o pessoal do Scorpions apoiou seu time como sempre!
Dá lhe bateria!
Olha a oportunidade para o Scorpions…
Aliás, que bonito ver o Estádio Pedro Benedetti colorido com faixas, bandeiras e até fumaça.
O segundo tempo começou com os dois times prometendo tudo ou nada!
O time visitante não teve receio de se lançar ao ataque, mas… foi o Scorpions que cumpriu a ideia de construir o seu gol!
Quando a torcida local estava começando a se tranquilizar acreditando que teria os 3 pontos na partida…
O União São Gonçalo empatou o jogo… Fim de partida: 1×1.
Abraço ao amigo e jornalista Mário que além de fazer o Guia ainda apareceu lá em Mauá para cobrir o jogo pelo Diário de Atibaia! E um abraço também pro Daniel Alcarria, figurinha carimbada do futebol mauaense que em breve lança livro novo sobre o Grêmio!