Estádio Olímpico do Ibirapuera “Ícaro de Castro Melo”

Muito antes de São Paulo ser conhecida pelos grandes estádios particulares e pelas modernas arenas multiuso, o esporte da cidade tinha um endereço público, democrático e aberto à convivência. E não, não me refiro ao Pacaembu, mas sim ao Estádio Ícaro de Castro Melo, um estádio de futebol no coração do Ibirapuera, que acompanhou, por mais de sete décadas, a transformação da capital paulista.

Inaugurado em 1954, nas comemorações do IV Centenário da cidade, o estádio nasceu em uma São Paulo que ainda se expandia para além do centro histórico.
Ao seu redor, a metrópole cresceu, ganhou avenidas, edifícios, novos bairros e milhões de habitantes.
O que antes era uma cidade em construção tornou-se uma das maiores metrópoles do mundo.
E o Ibirapuera permaneceu ali, testemunhando silenciosamente essa mudança até que a privatização do Pacaembu, fez com que a prefeitura lembrasse do velho estádio.

Em 2025, passei por ali e pude fazer algumas imagens da grande reforma que estava sendo feito para que o Estádio volte a ser um palco não só do futebol mas de diversos esportes da capital paulista, quem sabe aumentando sua atual capacidade para mais do que os atuais 13 mil lugares.

Ao longo dos anos, seu gramado recebeu partidas oficiais de futebol, enquanto sua pista formou gerações de atletas.
Em 1996, por exemplo, enquanto a Vila Belmiro era reformada, o Santos encontrou no Ibirapuera uma casa provisória e fez uma campanha marcante.
O Corinthians também utilizou o estádio como mandante, mostrando que, às vezes, um estádio empresta sua identidade para ajudar a escrever a história de outros clubes.

Por isso é tão bacana acreditar que o Estádio pode voltar a ser um palco do futebol e outros esportes.

Além de atletas olímpicos, jogadores de rugby, equipes de futebol americano e milhares de torcedores, o estádio também recebeu diversos shows históricos de artistas como Black Sabbath, Elton John, Bon Jovi e Scorpions.
Poucos lugares em São Paulo conseguiram reunir, com tanta naturalidade, esporte, música, cultura e convivência.

As grandes arenas substituíram muitos dos antigos estádios, e São Paulo tornou-se uma cidade ainda mais vertical, veloz e intensa.
O Ícaro de Castro Melo, porém, continua lembrando que nem toda transformação precisa apagar o passado.
Há lugares que sobrevivem justamente porque preservam a memória de diferentes gerações.
E talvez esse seja o maior patrimônio do Estádio do Ibirapuera: mostrar que, assim como as cidades, os estádios também contam histórias.
Basta olhar com atenção para perceber que, muito antes das arenas e dos naming rights, já existia ali um palco onde São Paulo aprendia a celebrar o esporte, a cultura e a própria vida.

O Estádio acaba de ser reinaugurado, e veja como ficou:

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De volta ao campo do União Lyra Serrano, em Paranapiacaba

Em 2023, a Prefeitura de Santo André efetuou o restauro do campo do União Lyra Serrano, mas somente agora em 2026 consegui voltar até lá para registrar o resultado deste investimento.

Já estivemos por lá várias vezes, veja aqui como foram as outras visitas, pra você comparar com o atual estado.
Confesso que, visualmente, não percebi mudanças tão significativas.

Estádio do Serrano Atlético Clube - Paranapiacaba

Acabei me esquecendo de visitar o Memorial Charles Miller, espaço com várias fotos e objetos que contam a importância da vila inglesa para o futebol. Na entrega do memorial, Giovana Miller, bisneta de Charles, esteve presente.

O restauro foi além do campo e chegou à arquibancada, que é feita de madeira, e vinha bem prejudicada pelas avarias do tempo.

Além da arquibancada, os trilhos de trem que servem como base para o alambrado também foram recuperados e construídos dois novos vestiários.
Os recursos vindos do PAC Cidades Históricas foram da ordem de R$ 3,9 milhões.

E por que é tão importante esse campo, justificando tamanho investimento?
É que embora oficialmente a primeira partida de futebol no Brasil teria ocorrido no Brás, em 14 de abril de 1895, entre as equipes da Companhia de Gás de São Paulo e a Companhia Ferroviária de São Paulo, a Vila Inglesa de Paranapiacaba já abrigava seu campo, sendo assim, o primeiro campo com medidas oficiais do Brasil.

O campo era usado pelo Serrano Atlhetic Club, time formado por ferroviários da São Paulo Railway e chegou a enfrentar grandes times do futebol paulista como Santos e Corinthians.
Em 1936, o Serrano A.C. se uniu à Sociedade Recreativa Lyra da Serra, formando o Clube União Lyra Serrano.
Se você ainda não conhece o campo ou a vila, é hora de mudar isso, venha para Paranapiacaba!

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Rebolo – Artista plástico e boleiro

Essas últimas semanas temos visitado várias exposições e sempre encontro uma pitada de futebol nelas.
Acabei me lembrando de quando o amigo Danilo “Mandioca” me apresentou esse cara da foto acima: Francisco Rebolo Gonsales, conhecido como “Rebolo“, nascido num já longínquo 22 de agosto de 1902 e falecido em 10 de julho de 1980.
Francisco Rebolo começou sua carreira como atleta na Associação Atlética São Bento em 1917 e em 1922, foi para o Sport Club Corinthians Paulista.
Em 1934 encerrou a carreira jogando pelo Ypiranga para dedicar-se mais intensamente à carreira de pintor e entre um monte de trabalhos legais, fez esse ícone que retrata não apenas o futebol paulista e brasileiro mas toca diretamente na questão do racismo ao retratar o negro como um dos protagonistas da cena retratada!

Rebolo fez parte do grupo conhecido como “artistas proletários”, dentro do movimento modernista.
E sua ligação com o futebol e em especial com o SC Corinthians foi ainda mais profunda, já que no início dos anos 30 ele desenhou o escudo do Sport Club Corinthians Paulista, usado até hoje.

Hoje, sua obras são gerida pelo Instituto Rebolo, já que Rebolo morreu de infarto em 10 de julho de 1980.
Quem disse que arte e futebol não podem andar junto?

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Santo André 2×0 Corinthians (Copa São Paulo 2025)

10 de janeiro de 2025.
Depois de um incrível rolê pelo Chile visitando estádios, praias e curtindo a cultura dos hermanos que estão à beira do Oceano Pacífico, é hora de voltar a curtir o futebol local.
E esse reencontro não poderia ter sido melhor…

Diferente do ano passado, quando mandamos nossos jogos em Itaquaquecetuba, em 2025 disputamos a Copinha em casa, no Estádio Municipal Bruno José Daniel e aqui, a festa é nossa!

Com o apoio da nossa torcida, o Santo André chegou à terceira e última rodada da primeira fase já classificados, enfrentando o rico time da capital paulista: o Corinthians!

O jogo em si valia a primeira colocação do grupo e para o Santo André isso significava continuar mandando seus jogos em casa e assim contar com o apoio da sua apaixonada torcida!

Para o Santo André, 2025 é um ano de reconstrução após um doloroso 2024.
A nós na bancada só resta apoiar da nossa maneira e seguir acreditando na força do time que amamos!

Mas, jogar contra o Corinthians no estado de São Paulo significa ter a torcida visitante como grande protagonista da festa na arquibancada.

E tudo bem.
A gente sabe respeitar isso. E sabe também que alguns torcedores do Corinthians acabaram assistindo o jogo no nosso lado da torcida. Segue o jogo.
Pra nós, um jogo grande desses é um verdadeiro presente. E jogar para vencer faz de uma tarde assim uma daquelas lembranças pra se guardar com. muito carinho!

O ano está apenas começando, mas muitos já estão com a nova camisa do Ramalhão, como o amigo – e modelo- Jão:

Em campo, o Santo André dominou a partida no primeiro tempo, e a torcida ramalhina chegou a ficar frustrada por ter virado o primeiro tempo num 0x0, com tantas chances criadas… Sabemos bem que contra times como o Corinthians, cada chance criada precisa se aproveitada!

Ninguém desanimou nem deixou de vibrar, mesmo com um sol que não se apiedou e torrou nossas cabeças durante toda a tarde.
Afinal se o sol achava que estava quente, ele não poderia imaginar como estavam nossos corações… em chamas por poder torcer pelo time da nossa cidade!!!

O segundo tempo começa e a torcida corinthiana sabendo da importância do seu apoio ao time, passa a fazer ainda mais barulho do que no primeiro tempo!

Mas os donos da casa somos nós, os andreenses e a voz da torcida Ramalhina também se fez ouvir!

E todo esse apoio se transformou em comemoração…
O Ramalhão (ou o “Ramalhinho” como alguns gostam de chamar o nosso sub-20) fez valer o mando de jogo e venceu o jogo por 2×0!

Pra quem passou o ano de 2024 acumulando derrotas, chegar ao terceiro jogo com 3 vitórias me faz encarar 2025 como um ano promissor!

Olha lá… O placar é pequeno, mas os números são de encher os olhos: Santo André 2×0!!!

Dá um puta orgulho ver o nosso time não só jogando de igual para igual como dominando o Corinthians, um time tão mais rico e poderoso que a gente…

Essa tarde mágica foi chegando ao fim mas não antes da nossa arquibancada fazer o tradicional poropopó!!!

O Santo André foi a campo com Renan; Danilo, Henrique Cayres, Gabriel Paz, Paulo Henrique, Pato, Jhonatas, Rafael, Gustavo Paulo, Davi e Guilherme Antônio e com o incrível Alexandre Seichi no comando!

Mais uma partida que vai deixar novas e incríveis memórias. Aqui, o fim de jogo representa uma festa única entre torcida, time e seus familiares, todos entendendo a importância de cada passo dado pelo Santo André nessa Copinha!

Ah, enquanto o jogo seguia para o seu final, tive a oportunidade de bater um papo com o pessoal do Rio Branco que escreveu uma das tantas histórias que sabemos existir na Copinha, vindo de ônibus desde o Acre até Santo André!

Foi uma ótima oportunidade para bater um papo com os atletas e também com o treinador e o massagista do time:

Até a próxima partida, Ramalhão!!! E vamos que vamos, com o nosso querido japonês! Esse é Eduardo Seichi o comandante desse time e que frequentava nossas arquibancadas como torcedor (hoje seus pais cumprem essa função), e já trabalha no Santo André desde a categoria sub 11, e um dia ainda veremos no time profissional!

Mais que um time, você é o coletivo que reúne a cidade em campo e na arquibancada!

A visão dos visitantes na Arena Itaquera na Sulamericana 2024

24 de outubro de 2024.
Dia de decisão na Neo Química Arena, jogo de ida da semifinal da Copa Sulamericana, com brasileiros e argentinos se enfrentando em campo e nas arquibancadas. Uma noite de linda festa das duas torcidas.

Graças ao amigo Adrian (Fulbito Records e Unión y Difusión Distro), tivemos acesso a alguns momentos dessa linda festa do ponto de vista menos mostrado pela mídia: a torcida visitante!

Em meio a uma intensa chuva, os torcedores do Racing levaram para o estádio a atmosfera que já havíamos acompanhado momentos antes no Banderazo realizado na Praça Charles Miller, no Pacaembu. (veja aqui como foi)

É difícil explicar pros hermanos como não podemos ter bandeiras de mastro nos estádios paulistas, mas eles deram um jeito de pintar de azul e branco seu espaço na arquibancada, que esteve com capacidade total dos ingressos vendida.

Também pode se ver (e ouvir) que a torcida do Corinthians também fez uma festa incrível!

Cada grito e canção transformou o espaço dos visitantes em energia contagiante, apoiando o time em um resultado que pode ser considerado positivo: 2×2.

A torcida do Racing demonstrou mais uma vez seu amor incondicional, como uma avalanche azul e branca inundando o estádio.

O Corinthians lutou para fazer a vantagem em casa, mas o Racing não se intimidou e buscou o empate com 2 golaços. Ou seja, a decisão está aberta em Avellaneda, mas a equipe argentina efz questão de agradecer sua torcida!

Em uma semana tão marcada pela violência entre torcidas, vale ressaltar que com exceção de alguns atos da polícia militar, os torcedores do Racing não tiveram nenhum tipo de problema com a torcida corinthiana, o que provavelmente trará uma recepção também amistosa no jogo de volta.
Como o futebol sempre deve ser!

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Corinthians 3×2 Santo André

Sábado, 2 de março. Uma tarde ainda ensolarada já no fim do verão.
Lá vamos nós para Itaquera pra mais uma partida do Campeonato Paulista.

É a 11ª rodada, o Santo André ainda não tem nenhuma vitória e nós seguimos no apoio para o time fugir do, cada vez mais próximo rebaixamento.
Mas nós seguimos acreditando!!!

Em pouco tempo, já estamos na casa corinthiana…

As novas arenas são uma realidade no futebol paulista, e eu particularmente n`ão sou muito fã delas, mas, claro que o clima criado é insano!

Do lado deles é gente pra caramba… E aqui, seguimos entre amigos e conhecidos no apoio incondicional ao Ramalhão!

A Gaviões faz uma festa bem bonita com seus tirantes e bandeirões!

Mais uma partida… Sempre ao seu lado Ramalhão!

O Santo André começa mostrando que veio em busca dos 3 pontos!
O time se lança ao ataque e cria as primeiras oportunidades.

A nossa torcida faz o possível para apoiar, mas logo o Corinthians igualou o jogo e até chegou a fazer um gol, corretamente anulado pelo VAR.

A preocupação chega com o primeiro gol, agora sim válido.

Nunca é fácil….

Proporcionalmente não somos nada perante a multidão alvinegra, mas mantemos nossos sonhos vivos…

E quando é tudo e todos contra nós… Aí que a gente ama ainda mais o nosso time!

Há quem diga que eu estava parecendo o Godines (personagem do Chaves)… Confere?

A transmissão pela Internet deixa claro que nossa torcida é mesmo maluca…

E quem vive o dia do futebol do Ramalhão sabe o quanto a gente sofre, se diverte e se dedica ao time. Seja torcedor organizado, ou mesmo autônomo, povão, seja lá como você chamar ou se considerar…

O Corinthians faz 2×0 e parece ser o fim da linha…

Mas é quando todos desistem que a gente mais se dedica e inacreditavelmente o Santo André buscou o 2×2…

Quando a festa parecia certa, e o silencio imperava entre as 40 mil vozes locais… Aas 49 o Corinthians fez 3×2. Não me peça para escrever mais nada.

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O 2º Estádio do Corinthians

16 de setembro de 2023.
No mês de aniversário do SC Corinthians, fomos registrar o Estádio Alfredo Schürig, que foi a casa do Timão por várias décadas e atualmente, com 95 anos de história, faz parte da estrutura poliesportiva do clube além de receber partidas das categorias de base e dos times femininos.

Fiquei espantado em ver a movimentação em torno do clube por atletas de diversas modalidades e por famílias que estavam ali pra acompanhar ou praticar esportes ou mesmo curtir uma piscina.

A loja oficial do Corinthians também está muito bonita. Uma pena que os preços praticados não condizem com o tema “o time do povo”.

O Sport Club Corinthians Paulista foi fundado em 1º de setembro de 1910, por cinco trabalhadores.

A inspiração para o nome veio do Corinthian Football Club (atual Corinthian-Casuals Football Club), o maior time amador da Inglaterra, e que passou pelo Brasil, jogando e vencendo o Fluminense, o Club Athletico Paulistano e a Associação Atlética das Palmeiras.

O primeiro campo do Corinthians era na verdade um terreno baldio na Rua José Paulino (conhecida como Rua dos Imigrantes, naquela época), no Bom Retiro.
O campo era conhecido como “Lenheiro”, por ter sido um depósito de lenha.

Com o passar dos anos, o time precisou de um estádio mais estruturado e passou a jogar no Estádio da Ponte Grande, inaugurado em 17 de março de 1918 e considerado o primeiro estádio do Corinthians.

O Estádio da Ponte Grande ficava onde hoje está o Centro Esportivo Tietê.

Parece difícil imaginar aquela São Paulo do início do século XX, com as greves anarquistas assolando uma capital ainda bastante rural e às margens de um rio Tietê ainda limpo, um estádio de futebol…

Para sua inauguração, foi convidado o rival Palestra Itália, em 17 de março de 1918, terminando em 3 x 3. Uma semana depois, os clubes voltaram a se enfrentar também na Ponte Grande, e o Palestra Itália venceu por 4 x 2.

Para jogos com maiores públicos, o Corinthians utilizava o Estádio do Parque Antárctica e o Campo da Floresta.
Mas o Estádio da Ponte, com capacidade para 8 mil torcedores era bastante utilizado e recebia bons públicos como podemos ver na foto abaixo:

O Estádio da Ponte Grande viu o tricampeonato estadual de 1922, 1923 e 1924.
Aqui, o time de 1924:

O estádio foi a casa do Corinthians até 1928, quando o Estádio da Fazendinha passou a ser utilizado. E olha como era charmosa a arquibancada da Fazendinha:

O terreno do novo estádio pertencia ao Esporte Clube Sírio, e por se localizar no subdistrito do Parque São Jorge, a identificação da torcida com o santo guerreiro foi fácil e logo se tornou apelido do estádio.
Aqui estão as atuais bilheterias:

Junto do Estádio, o clube construiu uma grande sede social, com equipamentos parra outros esportes e depois uma série de outros serviços que fazem do Corinthians um baita clube atualmente.

Em 1933, o estádio foi reinaugurado e substituiu definitivamente o Estádio da Ponte Grande como local de jogos do Corinthians na cidade de São Paulo.
Vamos enfim conhecer o campo?

Assim, seja bem vindo ao Estádio Alfredo Schüri, ou ao Estádio do Parque São Jorge ou se você preferir ao Estádio da Fazendinha.

Aqui, o gol do lado esquerdo (onde está o clube):

Aqui, o meio campo:

E aqui, o gol da direita:

Como existia uma pequena fazenda no local, o Estádio acabou conhecido como “Fazendinha” que se mantém até hoje em dia.

O nome oficial, Alfredo Schürig, homenageia o ex presidente do Corinthians entre 1930 e 1933, que ajudou no pagamento das prestações do terreno e forneceu ferros, pregos e parafusos de sua própria fabricação para que as novas arquibancadas fossem construídas.

Uma característica do estádio é a proximidade da torcida com o campo, mas infelizmente nos dias de hoje não se pode assistir jogos ali, apenas sentadinho ali na arquibancada.

A medida em que o futebol foi se desenvolvendo, os jogos mais importantes do Corinthians passaram a ser disputados no Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu.
Mas o estádio nunca foi inutilizado e mantém toda essa história ali, viva!

O Estádio recebeu várias reformas, saindo de uma arquibancada que era literalmente no morro onde a torcida ficava encostada, depois recebeu as arquibancadas de madeira, até chegar nas de cimento. Mas parte da torcida protestou contra essa modernização, argumentando que o Corinthians estava perdendo sua essência. O que diriam hoje da Arena Neoquímica?

O recorde de público do Parque São Jorge é de 32.419 pessoas, numa partida contra a Ferroviária de Araraquara em 1959.

Além desta partida contra a Ferroviária, em 1962, um jogo contra o Santos teria levado aproximadamente 33 mil pessoas (incluindo imprensa e dirigentes) ao estádio, sendo assim o maior público, que vaiou Pelé, responsável pelo gol da vitória de 2×1 do time visitante.

Houve um momento em que se sonhou com um projeto de modernização do Estádio, nos anos 80, durante o período da Democracia Corinthiana, com o presidente Waldemir Pires. Os setores de arquibancadas seriam cobertos e ampliados, com capacidade estimada em 40 mil lugares.

Mas infelizmente, o sonho não saiu do papel e em 3 de agosto de 2002, a Fazendinha recebeu o último jogo oficial, o amistoso: Corinthians 1×0 Brasiliense.
Em 22 de julho de 2018, a Fazendinha completou 90 anos e o Estádio ganhou uma revitalização. Agora as arquibancadas estão pintadas de preto!

No jogo de hoje, pelo Campeonato Paulista sub 20, o Timão foi vencido pela Portuguesa por 2×1…

Mas poder acompanhar uma partida, ainda que das categorias de base, em um estádio com tanta história, já é uma vitória, independente de qual time você torce.

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Santo André x Corinthians (Série A1- 2022)

Quem diria… Foram quase 2 anos longe de casa…
E depois do longo e tenebroso inverno (ou inferno?) finalmente aí estamos nós de volta ao Estádio Municipal Bruno José Daniel
Hora de reencontrar amigos de bancada que há tanto tempo não víamos!

Não vacile, use máscara pra proteger minimamente contra a nova variante do COVID 19, ainda não chegou ao fim, mas precisamos ao menos fazer nossa parte…

Nem todo mundo iria assistir o jogo dentro do Estádio, a galera que mora nos prédios próximos transformou a cobertura numa versão atualizada da TILMA (Torcida Independente Leões do Morro Andreense), que era uma torcida que assistia os jogos de cima do morro ao lado do estádio.

É emocionante ver o “marco oficial” do Campeonato Paulista em nosso campo! Aliás, o Brunão agora tem gramado artificial!

Todas as torcidas organizadas do Ramalhão estiveram presente, destaque para o bandeirão da Fúria, que mais uma vez se fez presente.

E dessa vez, ao baixar o bandeirão, surgiu um novo material da torcida: uma camisa gigante!

Além disso, a Fúria fez a festa e cantou o tempo todo, como sempre.

O pessoal da Máfia Azul, nova torcida do Ramalhão se fez presente e estreou sua faixa!

Olha que bacana ficou a faixa na transmissão:

Po, sobrou até pro Esquerdinha dar um alô para TV Federação:

Pra quem não sabe, o Santo André também conta com uma torcida no estilo “barra brava”, a Esquadrão Andreense, que fica ali na lateral da arquibancada comandando a festa pro pessoal daquele espaço!

O torcedor “autônomo” também fez a sua festa, ainda que a chuva tenha diminuído o entusiasmo da galera.

Teve outra estreia no jogo: a faixa do Joel (o responsável pelo museu do Ramalhão) em homenagem ao nosso ex treinador Ferreira, que faleceu em 2020.

Abraço pro amigo Jandyr, mais um torcedor tradicional do nosso Ramalhão!

Quando falamos da torcida do Santo André, estamos falando de pessoas de diferentes classes e locais. O Estádio é um dos poucos espaços culturais que colocam lado a lado tanta gente diferente!

Em campo, o Corinthians começou apertando o que levou o Santo André a ficar na defensiva.

A nossa torcida ainda tentava apoiar para equilibrar o jogo…

Nossa turma devidamente “encapada” pra evitar a chuva que ia e vinha, mas que pelo menos não prejudicou nem pra quem foi ver nem pra quem foi jogar…

O jogo começou as 18h30 e logo a noite tomava conta do jogo…

O time do Corinthians seguia atacando, mas a dupla de zaga e nosso goleiro Jeferson Paulino estavam muito bem!

Mas… Depois de certa insistência, vieram más notícias… penalty pro Corinthians

1×0 pro Corinthians para a tristeza da torcida local.

O jogo melhorou para o Santo André depois do gol, mas mesmo assim não chegamos ao empate…

Nem por isso desistimos… Essa é a cultura da arquibancada.

Mais um jogo que entra para a nossa história, ainda que tenhamos perdido por 1×0… A ficha técnica do nosso time: Jeferson Paulino; Thiago Ennes, Carlão, Luiz Gustavo e Thallyson; Serginho (Lucas Lourenço), Dudu Vieira, Carlos Jatobá (Sabino); Giovanny Bariani (Kevin), Lucas Tocantins (Emerson Urso) e Gustavo Nescau (Lucas Cardoso). Técnico: Thiago Carpini.

Vale citar que a torcida do Corinthians deu uma resposta em “campo” para a polícia que havia proibido a entrada das faixas e camisas da torcida…. Foi um tempão de sinalizadores além de várias faixas com o nome da torcida.

Sobrou até uma mensagem pra diretoria do Santo André sobre o preço dos ingressos:

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As Mil Camisas de volta a Monte Azul Paulista (2021)

Depois de registrar os estádios e um pouco da história de Monte Alto, Guariba e Bebedouro, a estrada nos levou de volta à Monte Azul Paulista (11 anos atrás estivemos por lá, veja aqui como foi aquela visita. ).

No caminho, lindos ipês brancos…

A história da cidade de Monte Azul Paulista está ligada à imigração italiana que chegou ao Brasil para trabalhar nas lavouras de café do fim do século XIX.

Embora mantenha seu ar de cidade do interior, Monte Azul Paulista tem crescido bastante, pelo menos nós que ficamos 11 anos sem andar por ali percebemos a diferença.

O calor é grande por aqui… Dá até vontade de por os pés na fonte da praça…

A Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus fica no lugar onde a cidade nasceu.
Foi ali que colocaram uma cruz em uma imensa árvore e em seu entorno foi surgindo a povoação.

Mas Monte Azul Paulista, mesmo tendo pouco mais de 18 mil habitantes, tem um grande tesouro…um time que não só disputou o profissionalismo como chegou à série A1: o Atlético Monte Azul!

O Atlético Monte Azul foi fundado em 28 de abril de 1920 com a união dos times que já existiam na cidade. Esse é o time de 1922 (fonte: site do Atlético Monte Azul).

E esse o distintivo do período inicial do time:

O Monte Azul teve uma primeira etapa focada em competições locais, mandando seus jogos no “Campo velho” (onde hoje está o Fórum),​ mas a partir de 1940, com a filiação na Federação Paulista e a disputa do Campeonato do Interior a partir de 1944, o time passa a mandar seus jogos no “campo novo”.

Esse foi o grupo do Campeonato do Interior de 45:

E esse o de 1946:

E esse o grupo de 1947 (todos retirados do livro “Os esquecidos“):

Vale lembrar que nesse ano, ainda aconteceu um amistoso contra o Corinthians (os paulistanos ganharam de 2×1) perante mais de 3 mil torcedores.:

A partir de 1950, o Atlético Monte Azul passa a disputar a segunda divisão do Campeonato Paulista.

O Atlético Monte Azul disputa a segunda divisão por 3 anos com campanhas medianas e se licencia. Essa foi a campanha de estreia no segundo nível do futebol paulista:

O Atlético Monte Azul volta ao futebol profissional apenas em 1961, na terceira divisão, onde fica até 1966, quando ocorre outra parada. Esse, o time de 1964:

O time só voltou ao profissionalismo em 1975 numa aparição relâmpago disputando a terceira divisão daquele ano e de 76, com o time abaixo:

O “AMA” fica longe do profissionalismo durante toda a década de 80 e em 1990 a volta se dá na quarta divisão que teve naquele ano uma final curiosa: Cortinhians de Presidente Venceslau (o campeão) x Palmeiras de Franca. A partir de 91, o Atlético Monte Azul volta à terceira divisão, esse é o time de 1992:

Em 1993, acabou rebaixado para a quarta divisão, retornando em 1995 para a terceira, graças ao título de 1994:

Entre altos e baixas, o time voltaria a ser campeão da quarta divisão 10 anos depois, em 2004.

Em 2007, sagra-se vice campeão da A3, voltando à série A2 depois de mais de 50 anos.

Os dois anos seguintes foram mágicos. O retorno à série A2 e logo a despedida… Mas dessa vez, a despedida foi positiva, o título inédito da A2 levou o Atlético Monte Azul à série A1!

Tudo bem que foi apenas um ano na série A1, mas foi incrível… E a campanha nem foi tão ruim… Foram poucas derrotas e partidas inesquecíveis…

De volta à série A2, o Monte Azul acabou rebaixado em 2016 para a série A3, de onde retornou com o vice campeonat ode 2019.

Assim, nossa missão na cidade de Monte Azul Paulista era registrar o Estádio que foi palco de tantas histórias, o Estádio Otacília Patrício Arroyo que até 2009 era chamado de Estádio Ninho do Azulão, ou Estádio do Atlético Monte Azul, inaugurado em 6 de agosto de 1944, numa derrota de 1×0 para o Barretos.

Em 2010, o estádio passou por uma ampliação, para atender a capacidade exigida pela Federação (15 mil lugares).

https://youtu.be/_aZRwmm2M_I

Nosso tradicional registro do campo (onde aqueciam as equipes sub 17 do Atlético Monte Azul e do Batatais, que se enfrentariam na sequência.

A torcida do Monte Azul já havia deixado suas faixas em campo!

O Estádio possui uma pequena parte de sua linda arquibancada coberta, onde ficam as cabines de imprensa.

É sempre uma grande honra poder registrar nossa presença em estádios com tamanha história e tradição! Agradeço ao Galo, da diretoria do Monte Azul pela liberação da nossa entrada para o registro!

O estádio lembra um pouco os do futebol argentino, com arquibancadas em ambas as laterais e atrás dos gols.

Placar tradicional, presente!

Abaixo das arquibancadas ficam os vestiários e estrutura do time.

Abraço a equipe técnica da base do Atlético Monte Azul!

E também ao pessoal do Batatais!

Na hora de ir embora, é impossível não ler a inscrição que lembra o título da A2 de 2009 e tudo pelo qual aquele estádio passou na série A1 de 2010…

Um último olhar para as arquibancadas singelas, mas cheias de atitude, de um time que ousou desafiar a lógica e trouxe praticamente todos os times do estado de São Paulo a sua casa.

E nós… Voltamos à estrada!

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