Campeonato Paulista Sub20 – 2026

Santo André elimina o Juventus nos pênaltis e avança no Paulista Sub-20 2026

Que mata-mata foi esse!!!!
Quem acha que futebol de base é sem graça precisava ter acompanhado essas oitavas de final entre dois importantes clubes do futebol paulista.
E já entregando o fim da história, o Ramalhão se classificou!
Mas não foi fácil.

Santo André e Juventus se enfrentaram em duas partidas, sendo a primeira no ABC, na sexta feira, dia 9 de outubro.

Pela melhor campanha, o Juventus era o favorito e decidiria em casa, no Estádio da rua Javari.

Na partida de ida, alguns torcedores do Juventus, além de familiares dos atletas, estiveram no Bruno José Daniel, acreditando que o time da Mooca sairia de Santo André com um bom resultado.

Do lado andreense, como já de costume, um bom grupo de torcedores vem apoiando o time Ramalhino.

Torcida que ficou muito feliz em ver o bom momento em campo se converter em gols!

O Ramalhinho vinha de uma incrível sequência invicta e decidiu desafiar os prognósticos, fazendo uma das melhores partidas do ano.

Emerson, Emmanuel e Lucão marcaram e decretaram a vitória do Santo André por 3×1!

Ao fim do jogo, o sentimento de missão cumprida era comum entre torcedores e jogadores.

É muito legal a proximidade que existe no sub20, e para quem é torcedor do clube esses momentos são inesquecíveis, independentemente da idade ou tempo de arquibancada.

Na verdade, o jogo terminou até com uma certa frustração porque o último lance foi uma chance incrível criada pelo Santo André, que não se converteu em gol por centímetros…

Mas ainda faltava escrever o capítulo mais emocionante dessa história: o jogo de volta, sendo nossa primeira vez como torcedores na “Arena Javari“.
Essa partida ocorreu no sábado, 17 de outubro de 2026.

Então, vamos dar uma primeira olhada na nova “Arena Javari“, que, importante lembrar, ainda está sendo construída:

Importante frisar que nem todos da torcida do Juventus apoiaram a conversão do clube em SAF e tampouco a transformação do seu histórico estádio em uma “Arena”.

A própria barra “Setor 2” que apoiou o clube por tantos anos se declarou extinta perante conflito de ideias com o rumo que o clube assumiu.
Veja aqui a nota que a torcida publicou em seu canal do Instagram à época:

Mas deixemos de lado essa difícil questão, e foquemos no motivo principal da visita à Rua Javari: o jogo de volta das oitavas de final entre Juventus e Santo André.

O time do Santo André posado para a foto oficial (obrigado Fernando Martinez do lendário Jogos Perdidos, tenho certeza que a iniciativa foi sua!)

A vitória por 3×1 no Bruno José Daniel deu uma boa vantagem ao Ramalhinho, mas quem conhece o futebol sabe que, em um mata-mata, nada está decidido antes do apito final.
E o Santo André é um time que gosta de viver no nível máximo das emoções, ou seja… Sabíamos que não seria uma tarde tranquila.

Pra nós que gostamos de acompanhar o jogo de perto, mesmo com as reformas, a Javari continua como exemplo de um estádio onde o jogo acontece literalmente na sua cara.

Além disso, é um estádio histórico para o futebol paulista e segue vivo. Tanto que ainda ganhamos de presente poder conhecer o treinador do time profissional Santo André, Douglas Leite, que estava por ali acompanhando a nossa base!

Falando sobre o jogo…
Encarar o Juventus na rua Javari nunca é fácil.
Lembrei que foi ali a primeira partida do ano do time profissional (veja aqui como foi aquele incrível 3×3).
Agora era hora de descobrir se o sub20 do Santo André conseguiria transformar aquela grande vitória no Brunão em classificação.
Enquanto a nós, na arquibancada cabia apoiar…

Mesmo o jogo tendo começado equilibrado e o Santo André tendo armado boas jogadas, sofremos um apagão defensivo aos 9 minutos e o Juventus abriu o placar com Vitinho. (veja no Insta do Juventus o gol).
Mas o Ramalhinho não chegou a esta fase a toa e manteve-se ao ataque…
Em especial Emmanuel, o “cruel”, Murilo Lélis e Thierry Hanry deram bastante trabalho ao goleiro do Juventus.

E a pressão deu resultado: aos 37 minutos, após um escanteio em que o bom goleiro Arthur saiu mal e o equatoriano Emerson, empatou para o Santo André!

Pronto… A sensação de tranquilidade voltou para a torcida visitante.
O primeiro tempo termina empatado, faltam apenas 45 minutos para o Santo André se classificar.
E pelo jeito que começa o segundo tempo, parecia que o Ramalhinho sairia da Mooca com uma vitória… Em uma jogada de saída o time marca o segundo gol que acabou anulado por ter sido considerado “mão na bola”:

Mas, o Juventus estava longe de se entregar e aos 10 minutos do segundo tempo, Tom colocou o time grená na frente novamente. (veja aqui, no Instagram do Juventus esse gol de cabeça).
O 2×1 ainda garantia a classificação ao Santo André, mas… Os deuses do futebol não gostam de façanhas fáceis e quando o jogo parecia caminhar para o seu final, Rafael acertou um chute (daqueles que nascem como cruzamento) no ângulo e marcou o 3º gol do Juventus levando a torcida local (e o próprio time) ao delírio.

Veja aqui no Instagram do Juventus o terceiro gol.

Pra quem torce pro Santo André há algum tempo, nenhuma novidade.
O nosso caminho é sempre sofrido, mas… A camisa é pesada.
Vamos aos penaltys!
Mas antes, o nosso professor Leandro Mehlich foi ousado e fez uma substituição inusitada: trocou o goleiro Miguel pelo camisa 12 Bernardo, conhecido por ser um grande pegador de penaltys.

As cobranças começaram e logo na segunda batida do Juventus o goleiro deu razão ao treinador do Santo André defendeu a cobrança.

Depois disso, ambos os times marcaram até a última cobrança pro lado visitante, se o Santo André marcar, está classificado…
E… Foi o que aconteceu…

Foi bacana ver que mesmo depois da conquista da vaga, o time uniu se em campo para uma conversa pós jogo.

Deu ainda pra gente fazer aquela fotona com a torcida de fundo!

E pagar as promessas feitas…

Antes de ir embora o pessoal ainda pode bater um papo com o Sérgio Soares e nosso ex zagueiro Gabriel.

Com tanta felicidade, quem disse que o Ovídio e o Marques queriam ir embora? Olha o tanto de segurança esperando eles saírem pra fechar o estádio.

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Juventus x União São João, pelas quartas de final da Copa Paulista 2026

Segunda-feira, 21 de setembro de 2026.
Noite de Copa Paulista em um local muito especial: o Pacaembu!
Depois da reforma, visitei o estádio por várias vezes, mas esse será o meu primeiro jogo sob os domínios do Mercado Livre.


Decidi ficar na arquibancada visitante pra conferir como seria a aventura do pessoal de Araras na noite paulistana!

O Pacaembu é bem bonito, né?

E acompanhar duas equipes tão tradicionais em um mata-mata é uma pedida imperdível para uma noite de segunda feira, concorda?
Não a toa, os times tiveram uma recepção muito bacana: que os fogos de artifício iniciem a festa!

Times perfilados para o hino nacional…

Fiquei pensando em como é complexa para a torcida essa nova fase do Juventus…
O time tornou-se SAF e logo de cara conquistou um acesso à série A1 mas ao mesmo tempo o processo de mudança acabou envolvido em uma denúncia de corrupção (leia aqui matéria falando sobre isso).


Para muitos, o time perdeu identidade, para outros é a última oportunidade de voltar a disputar grandes competições…
E você, o que acha?
Abraços ao Garcez que me mandou a foto abaixo dos amigos da bancada que se reencontraram no lado juventino nessa noite de Copa!

Do outro, o União São João EC, levou a força do futebol do interior até a capital!

Muito dessa animação veio da Torcida União Alviverde.

Pra quem não lembra, o União foi o primeiro “clube empresa” do Brasil, em 1994, com a criação da União São João S/A.
De lá pra cá, muita coisa mudou.
Só não mudou o amor da cidade pelo time!


Nos anos 1990, o União foi campeão da Série B (em 1996), disputou quatro edições da Série A, mas também acumulou rebaixamentos e chegou a ficar sete anos sem futebol profissional.


Quando voltou, em 2022, precisou recomeçar pelo degrau mais baixo do futebol paulista: a Bezinha, uma trajetória que transformou um clube de destaque nacional em um verdadeiro exemplo de reconstrução.


E boa parte desse novo momento se deve a Zé Mário Pavan, um personagem indissociável da história do clube e que acompanhou a partida lá do meio da arquibancada, ao lado da torcida!


Pavan está no clube desde 1993, e esteve presente no auge, na queda e agora na reconstrução do time, tornando-se um dos dirigentes mais longevos do futebol paulista.
Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista, confira:

E como foi emocionante ver o pessoal de Araras pintar de verde e branco as bancadas do Pacaembu:

Ah, a Luca se divertiu participando da bateria da Torcida União Alviverde:

Olha que legal ver o rock se misturando ao futebol na pele do torcedor do União (eu acabei conversando pouco e esqueci o nome do amigo aí, quem puder, por favor, põe nos comentários pra eu citar aqui):

Só pra lembrar: uma semana antes, no Estádio Hermínio Ometto, o União havia vencido por 1 a 0, com gol de Alex Oliveira.
Assim, o time de Araras chegou ao Pacaembu podendo empatar para seguir adiante. Já para o Juventus, só a vitória interessava e por isso, um bom número de torcedores compareceu ao Pacaembu para apoiar o time da Mooca.

Difícil fazer imagens da torcida local ali do setor visitante e eu sempre gosto de mostrar os dois lados da bancada, mas é o que temos…

E o Moleque Travesso tratou de mostrar rapidamente que a noite seria complicada para os visitantes.

Logo aos 7 minutos, quando a torcida ainda chegava ao Pacaembu, Felipe Augusto fez uma bela jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e bateu no canto para fazer 1 a 0 Juventus.

O União ainda pediu a revisão do lance, alegando uma infração na origem da jogada, mas a árbitra Edina Alves Batista foi ao vídeo e confirmou o gol.
Balde de água fria na cabeça da torcida visitante?

Que nada! A impressão é que eles nem sentiram…

Em campo, o time pareceu ouvir a torcida e e passou a ocupar melhor os espaços, criando mais oportunidades.

Mas, o Juventus seguiu apertando e o goleiro João Souto apareceu por várias vezes, evitando o segundo gol juventino.

Tudo o que a torcida do União podia fazer era seguir apoiando…

E eles fizeram isso…

Momento da pausa para hidratação…


A partir da metade da primeira etapa, senti o time de Araras melhor, mas faltava o lance final pra chegar ao gol.

E a torcida pareceu entender isso e seguiu cantando até o fim do primeiro tempo!

Olha aí o time indo pro vestiário e recebendo o apoio da torcida!

A segunda etapa prometia ainda mais emoção.
Até então, com 1×0, a decisão seria nos penaltys, mas algo parecia animar a rapaziada de Araras…

O União seguia buscando ocupar o campo de ataque e assim conquistar o gol que daria a classificação para as semifinais da Copa Paulista.

Foi então que o momento mágico aconteceu.
Aos 21 minutos, Bruninho tabelou com Léo Souza pela esquerda e cruzou para Alex Oliveira, que apareceu antes do goleiro Passarelli para mandar para o fundo da rede.
Juventus 1 x 1 União São João!

Se em campo houve muita celebração, imagina como foi na bancada…

A partir daí, o Juventus precisaria marcar mais duas vezes para avançar no tempo normal e o time acabou tendo que ir para cima, enquanto o União passou a encontrar espaços para os contra-ataques deixando o jogo uma loucura!

Warlei ainda teve uma grande oportunidade cara a cara com Passarelli para matar definitivamente o confronto para a alegria da torcida visitante, mas acabou perdendo a chance.

Os minutos finais por incrível que pareça não foram de apreensão, mas de muita festa e apoio na bancada alviverde!

Mesmo com o Juventus pressionando, a chance não veio e a árbitra Edina terminou o jogo com o União classificado!!!

A partida teve 2.488 torcedores presentes.

Agora, na semifinal, o União São João enfrenta o Grêmio Prudente, e pra quem gosta do futebol paulista, é difícil não achar bacana ver novamente o União São João de Araras chegando às fases decisivas de uma competição estadual.

O Verdão de Araras está na semifinal! Pode comemorar!!!

Grato, futebol!

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Estádio Olímpico do Ibirapuera “Ícaro de Castro Melo”

Muito antes de São Paulo ser conhecida pelos grandes estádios particulares e pelas modernas arenas multiuso, o esporte da cidade tinha um endereço público, democrático e aberto à convivência. E não, não me refiro ao Pacaembu, mas sim ao Estádio Ícaro de Castro Melo, um estádio de futebol no coração do Ibirapuera, que acompanhou, por mais de sete décadas, a transformação da capital paulista.

Inaugurado em 1954, nas comemorações do IV Centenário da cidade, o estádio nasceu em uma São Paulo que ainda se expandia para além do centro histórico.
Ao seu redor, a metrópole cresceu, ganhou avenidas, edifícios, novos bairros e milhões de habitantes.
O que antes era uma cidade em construção tornou-se uma das maiores metrópoles do mundo.
E o Ibirapuera permaneceu ali, testemunhando silenciosamente essa mudança até que a privatização do Pacaembu, fez com que a prefeitura lembrasse do velho estádio.

Em 2025, passei por ali e pude fazer algumas imagens da grande reforma que estava sendo feito para que o Estádio volte a ser um palco não só do futebol mas de diversos esportes da capital paulista, quem sabe aumentando sua atual capacidade para mais do que os atuais 13 mil lugares.

Ao longo dos anos, seu gramado recebeu partidas oficiais de futebol, enquanto sua pista formou gerações de atletas.
Em 1996, por exemplo, enquanto a Vila Belmiro era reformada, o Santos encontrou no Ibirapuera uma casa provisória e fez uma campanha marcante.
O Corinthians também utilizou o estádio como mandante, mostrando que, às vezes, um estádio empresta sua identidade para ajudar a escrever a história de outros clubes.

Por isso é tão bacana acreditar que o Estádio pode voltar a ser um palco do futebol e outros esportes.

Além de atletas olímpicos, jogadores de rugby, equipes de futebol americano e milhares de torcedores, o estádio também recebeu diversos shows históricos de artistas como Black Sabbath, Elton John, Bon Jovi e Scorpions.
Poucos lugares em São Paulo conseguiram reunir, com tanta naturalidade, esporte, música, cultura e convivência.

As grandes arenas substituíram muitos dos antigos estádios, e São Paulo tornou-se uma cidade ainda mais vertical, veloz e intensa.
O Ícaro de Castro Melo, porém, continua lembrando que nem toda transformação precisa apagar o passado.
Há lugares que sobrevivem justamente porque preservam a memória de diferentes gerações.
E talvez esse seja o maior patrimônio do Estádio do Ibirapuera: mostrar que, assim como as cidades, os estádios também contam histórias.
Basta olhar com atenção para perceber que, muito antes das arenas e dos naming rights, já existia ali um palco onde São Paulo aprendia a celebrar o esporte, a cultura e a própria vida.

O Estádio acaba de ser reinaugurado, e veja como ficou:

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Juventus 1×2 Flamengo (série A3-2011)

20 de março de 2011.
Um domingo aprazível só pode ser melhorado com uma manhã de futebol, e assim lá fomos nós para a Mooca acompanhar Juventus e Flamengo de Guarulhos pela série A3 do Campeonato Paulista.

Saí tarde de casa mas cheguei a tempo de comprar os deliciosos canoles tão característicos da Javari.
O estádio não estava cheio, mas sem dúvida o Juventus conseguiu formar uma legião de seguidores fiéis e consequentemente transformou a ida à Javari em um rolê cultural, muito interessante (pra alguns virou hipster demais…).

A torcida do Flamengo, também esteve presente, afinal, Guarulhos é bem próximo da Moóca.

Ambos os times estavam em situações intermediárias correndo tanto o risco de cair para a série B, quanto de se classificar entre os 4 do grupo que vão para a segunda fase, em busca do acesso para a série A2.

O Juventus tratou de alegrar sua torcida e fez 1×0, com bom domínio do jogo.
Parecia que era a tarde do Moleque Travesso.

Mas o que se viu na sequência do segundo tempo foi uma queda de rendimento e muitos erros dentro de campo.
E fora também, após ser expulso e ter que ouvir algumas da torcida, o atacante Rafinha arremessou um copo d´água em direção à torcida Juventina, levando os grenás à loucura…

A consequência foi a festa da torcida do Flamengo e a virada do jogo para 2×1 para o time de Guarulhos.

O time da capital até que tentou correr atrás do empate, mas já não havia tempo.

A proximidade com que a torcida assiste os jogos na Javari cria uma relação diferente entre torcida e time. Uma relação que vai além da admiração e da torcida.
O que se via na Javari era revolta não com a derrota momentânea, mas com o processo pelo qual o time vem passando.

O clima amistoso, descontraído e muito agradável foi substituído pela tristeza, inconformismo e chateação.
O time segue na mão de empresários que alegam estar fazendo o possível para melhores resultados mas…
A verdade é que há anos o time grená vem sofrendo sem que o retorno à série A1 pareça concreto.

Por outro lado, o Flamengo de Guarulhos, conseguiu sobrevida na luta pelo acesso, para a alegria de seus jogadores e sua torcida.

Do lado grená sobraram reclamações…
Mais uma derrota leva o time à zona de rebaixamento para a série B.

Ao final do jogo a policia precisou intervir para retirar do estádio a inconformada torcida juventina.

Mais do que uma derrota ou até mesmo o rebaixamento, a situação do Juventus, uma das poucas equipes que consegue manter-se como “time do bairro”, é uma clara prova de que o futebol moderno está vencendo. Qual será nosso futuro, ó torcedor?

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