O futebol profissional no Guarujá

Engraçado como nesse rolê de registrar estádios, as vezes, alguns acabam se tornando tão difíceis…
Recentemente consegui vencer um desses desafios lá em Jacareí (veja aqui como foi), mas se existe uma outra cidade que ainda não considero concluída 100% é o Guarujá e seu Estádio Municipal Antônio Fernandes

Já estive por lá algumas vezes, mas nunca consegui fazer um registro bacana e tampouco consegui acompanhar uma partida de algum time da cidade pelo profissional.
E olha que até recentemente, a gente tinha a AD Guarujá disputando com certa frequência a Bezinha…
A evolução dos brasões você pode ver também lá no Escudos Gino!

A AD Guarujá foi fundada em 12 de dezembro de 1992 e em 1994 disputou seu primeiro campeonato profissional na Série B3, na época, a sexta divisão do Paulista.
Ali esteve até 2004, quando a atual Bezinha s
Em 2006, terminou a Bezinha em 12º lugar, entre 82 equipes e contou com grande apoio da sua torcida, em especial a organizada, “Gigantes da Ilha“.

Disputou a Copa SP de juniores por três vezes, tendo Guarujá como sede, em 2000, 2001 e 2002.
Este foi o time de 2018, seu último ano no profissional:

Assim, entre os clubes da cidade, a Associação Desportiva Guarujá foi quem por mais vezes disputou os campeonatos da Federação Paulista de Futebol, mas antes disso, a cidade teve outros representantes históricos, começando pelo mais antigo clube da cidade, o Vila Souza Atlético Clube.

O Vila Souza AC foi fundado em 12 de dezembro de 1948 e mantém sua sede até os dias atuais.

Já tradicional no futebol amador da cidade, o time entrou também para a história do futebol estadual ao disputar duas edições da quarta divisão do Campeonato Paulista, em 1965 e 1966.

O Esporte Clube Benfica também representou o futebol do Guarujá e foi fundado no dia 5 de setembro de 1969, como homenagem ao tradicional time homônimo português, adotando inclusive as suas cores, o vermelho e branco.

O time disputou a 4ª divisão em 1989.

Por fim, a Sociedade Esportiva Itapema complementa a história do futebol da cidade.

Fundada em 24 de outubro de 1959, a SE Itapema também fez história no amador e no profissional.
Aqui, foto do time de 1962, vinda direto do incrível site História do Futebol :

Ao lado do Vila Souza, disputou a 4ª divisão em 1965 e 1966, neste último ano chegou até a última fase do grupo, onde o Ferroviário de Araçatuba sagrou-se campeão.

De uma forma ou de outra, a história desses clubes se cruza com a do principal palco do futebol da cidade: o Estádio Municipal Antônio Fernandes.
Seu nome homenageia Antoninho, ex-jogador que defendeu a equipe do Santos Futebol Clube na década de 1950.

Depois de tantas histórias, o nosso rolê aconteceu em um momento bem frágil do futebol local…

Essas são algumas fotos da época em que estivemos por lá, com o pessoal acampando no campo para participar dos jogos universitários:

O Estádio passou por uma importante reforma, onde foram investidos quase R$ 15 milhões de verbas públicas, fruto de dois convênios: um entre a prefeitura do Guarujá e o Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias), órgão da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e outro com o Governo Federal.

Mas a obra foi questionada em uma ação civil, onde o promotor Eloy Ojea Gomes, argumentava que as obras necessárias para reais melhorias não foram feitas. Segundo ele haviam irregularidades com relação a aspectos de engenharia civil, engenharia elétrica e de conforto, e o Estádio Municipal Antônio Fernandes mesmo depois das obras seguia sem ser acessível.

O Estádio atualmente é municipal e tem capacidade para quase 7 mil torcedores.
Em 2009, foi sede da 1ª Copa Santader Libertadores de Futebol Feminino.

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Estádio Olímpico do Ibirapuera “Ícaro de Castro Melo”

Muito antes de São Paulo ser conhecida pelos grandes estádios particulares e pelas modernas arenas multiuso, o esporte da cidade tinha um endereço público, democrático e aberto à convivência. E não, não me refiro ao Pacaembu, mas sim ao Estádio Ícaro de Castro Melo, um estádio de futebol no coração do Ibirapuera, que acompanhou, por mais de sete décadas, a transformação da capital paulista.

Inaugurado em 1954, nas comemorações do IV Centenário da cidade, o estádio nasceu em uma São Paulo que ainda se expandia para além do centro histórico.
Ao seu redor, a metrópole cresceu, ganhou avenidas, edifícios, novos bairros e milhões de habitantes.
O que antes era uma cidade em construção tornou-se uma das maiores metrópoles do mundo.
E o Ibirapuera permaneceu ali, testemunhando silenciosamente essa mudança até que a privatização do Pacaembu, fez com que a prefeitura lembrasse do velho estádio.

Em 2025, passei por ali e pude fazer algumas imagens da grande reforma que estava sendo feito para que o Estádio volte a ser um palco não só do futebol mas de diversos esportes da capital paulista, quem sabe aumentando sua atual capacidade para mais do que os atuais 13 mil lugares.

Ao longo dos anos, seu gramado recebeu partidas oficiais de futebol, enquanto sua pista formou gerações de atletas.
Em 1996, por exemplo, enquanto a Vila Belmiro era reformada, o Santos encontrou no Ibirapuera uma casa provisória e fez uma campanha marcante.
O Corinthians também utilizou o estádio como mandante, mostrando que, às vezes, um estádio empresta sua identidade para ajudar a escrever a história de outros clubes.

Por isso é tão bacana acreditar que o Estádio pode voltar a ser um palco do futebol e outros esportes.

Além de atletas olímpicos, jogadores de rugby, equipes de futebol americano e milhares de torcedores, o estádio também recebeu diversos shows históricos de artistas como Black Sabbath, Elton John, Bon Jovi e Scorpions.
Poucos lugares em São Paulo conseguiram reunir, com tanta naturalidade, esporte, música, cultura e convivência.

As grandes arenas substituíram muitos dos antigos estádios, e São Paulo tornou-se uma cidade ainda mais vertical, veloz e intensa.
O Ícaro de Castro Melo, porém, continua lembrando que nem toda transformação precisa apagar o passado.
Há lugares que sobrevivem justamente porque preservam a memória de diferentes gerações.
E talvez esse seja o maior patrimônio do Estádio do Ibirapuera: mostrar que, assim como as cidades, os estádios também contam histórias.
Basta olhar com atenção para perceber que, muito antes das arenas e dos naming rights, já existia ali um palco onde São Paulo aprendia a celebrar o esporte, a cultura e a própria vida.

O Estádio acaba de ser reinaugurado, e veja como ficou:

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O Estádio Municipal “José Antônio Rossi” e o futebol em Iacanga

Iacanga talvez não seja lembrada, à primeira vista, como uma cidade de futebol.
Conhecida nacionalmente pelo histórico Festival de Águas Claras, onde Raul Seixas fez um show beeem improvisado…

Também reconhecida por suas belas represas, praias de água doce e atividades náuticas, Iacanga é um verdadeiro refúgio para quem busca natureza e tranquilidade no interior paulista.

Porém, quando falamos em futebol, a história é diferente. Até hoje (2026), nenhum clube de Iacanga disputou competições profissionais da Federação Paulista de Futebol.
Ainda assim, a cidade resolveu apostar no esporte como ferramenta de desenvolvimento e passou a construir seu próprio capítulo nessa história e em 2019 nasceu o União Futebol Clube, voltado principalmente à formação de atletas.

O time tem como mascote o “leão do Tietê”…

O União FC se filiou à Federação Paulista em 2020 e ganhou projeção ao representar Iacanga na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2022.

E foi assim que o Estádio Municipal José Antônio Rossi tornou-se a sede do Grupo 9 reunindo União Iacanga, Grêmio Novorizontino, Santa Cruz-PE e União ABC-MS, e levando para uma cidade de pouco mais de 12 mil habitantes clubes e torcedores de diferentes regiões do país.

Fiquei curioso ao encontrar essa placa no estádio que menciona o antigo time Iacanga FC que mandou seus jogos no estádio e que foi fundado em 1942.

O sucesso na organização da primeira fase da copinha foi tamanho que a Federação Paulista escolheu Iacanga para receber uma partida da segunda fase, entre Grêmio Novorizontino e Castanhal-PA.

Depois da Copinha, o Estádio José Antônio Rossi continuou recebendo competições oficiais da Federação Paulista, tornando-se casa das equipes Sub-11 e Sub-13 do Grêmio Novorizontino no Campeonato Paulista de Base.

Infelizmente o clube se desligou da FPF e simplesmente sumiu.
Mas mesmo com tão pouco tempo de existência, valeu pra reforçar que o futebol também vive em cidades onde não exista um clube profissional disputando as divisões do Paulistão.

Vive na vontade de construir um projeto, de abrir espaço para os jovens e de fazer com que uma pequena cidade seja lembrada em todo o Brasil por meio da bola.

Registrar a cultura do futebol é contar sobre times cheios de conquistas como falamos na semana passada do Avaí, mas também é contar histórias como a de Iacanga, onde o esporte encontrou nas águas calmas do interior paulista um ambiente perfeito para sonhar.

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A triste eliminação do Ramalhinho da Copa SP 2026

Quinta feira, 15 de janeiro de 2026.
Um dia após o time profissional ser goleado por 4×0 em casa pelo Monte Azul, é hora de reencontrar os amigos e amigas, juntar os cacos e usar o que sobra da voz (em 14 dias já são 6 jogos com presença da torcida) e voltar até a Arena Ibrachina não só para mais um jogo, mas para o segundo mata-mata de Copinha.

Era pra ser uma tarde de sonho.
Havia no ar aquela esperança silenciosa de quem sabe que, no futebol, tudo pode acontecer, inclusive repetirmos 2003 e nos tornarmos novamente campeões da copinha!

Só que tudo começou muito mal…
Logo aos cinco minutos, escanteio, bola na área e o Ibrachina abriu o placar, com Enrico…
Aquele gol cedo deu um baque.
Claro que a arquibancada sentiu, e claro que o time sentiu.
Mas mesmo assim, ninguém deixou de cantar, nem de correr em campo.
Porque Copinha é isso: se não empurrar, acaba antes da hora.

O primeiro tempo passou com o Santo André tentando se impor atrás do empate e fazendo da raça sua maior inspiração. Até uma falta na trave a gente mandou…

O Ibrachina, organizado, e pela primeira vez jogando com uma grande torcida ao seu lado, parecia confortável…

Mas a nossa bancada é mesmo incrível… Ou todo mundo tem o Ovídio na bateria?

A gente foi pro intervalo com aquele misto de preocupação e fé teimosa que só o torcedor entende.
A chuva já caía em volume suficiente pra encharcar, teve até quem achou um camarote para se proteger da chuva…

E o Santo André apareceu para o segundo tempo da mesma forma que sempre: unido em torno de um ideal e ouvindo o que o nosso treinador Alexandre Seichi tinha de proposta para os 45 minutos finais.

E logo no começo, Maycon recebe uma bola na entrada da área, limpa o zagueiro e bate de longe para empatar…

Gol do Ramalhinho. Alívio.

Grito preso na garganta que saiu de uma vez só.

Ali, por alguns minutos, parecia que tudo podia virar. O time cresceu, criou chances, competiu de igual pra igual.

O Ibrachina também teve as suas. Jogo aberto, tenso, daqueles que fazem a gente esquecer o resto do mundo. Já nos últimos minutos uma expulsão pro lado do Ibrachina que, caso fosse mais cedo poderia ter facilitado a virada do Santo André

O placar parece ficar mesmo no 1×1, deixando a torcida ainda mais nervosa…

Mas o apito final veio sem mais gols. Pênaltis.

Agora estamos todos juntos, mais que nunca…

E pênalti, a gente sabe, não é só técnica. É cabeça, é perna pesada, é pressão.

Será a hora de Kauan brilhar?

Após acertos nas primeiras cobranças dos dois times, Miguel (ex Ibrachina) perdeu a segunda do Ramalhão e foi como uma bolada no estômago…

O Ibrachina foi perfeito nas batidas.
5×3.
Fim de jogo.

Fim do sonho do bicampeonato.
Doeu porque o time lutou, porque buscou o empate, porque esteve vivo até o último momento.
E também porque esse elenco e nosso treinador tem uma paixão pelo time e pela torcida que dá gosto de se ver…
Saí da Arena Ibrachina com o coração pesado, mas com respeito pelo que foi feito em campo.
A Copinha é cruel, mas também ensina.
Fica a frustração, fica o orgulho de ter estado lá, apoiando até o fim.
E fica a certeza de que usar a camisa do Ramalhão é carregar uma história que a gente nunca abandona…

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Santo André 0x1 Vila Nova (GO) – Copa SP 2025

Segunda feira, 13 de janeiro de 2025.
Dia de mata mata, expectativa de muita emoção. É hora de se escrever a história no Estádio Bruno José Daniel.

Um belo duelo pela fase “32 avos de final” que despertou grande atenção no público local, lotando o a arquibancada destinada à torcida do Ramalhão no Estádio Bruno José Daniel!

Mas, pô, como a tarde logo se tornou triste…
Depois de um baita jogo contra o Corinthians, o Ramalhão nem bem entrou em campo e levou 1×0 do Vila Nova aos 2 minutos para a tristeza da torcida local…

Nem deu pra sentir o gol que tomamos, e… penalty para o Vila Nova, mas o goleiro Renan defendeu a cobrança deixando claro que o jogo estava aberto!!

Que legal poder ver a população de Santo André abraçar o time novamente… Queria que fosse sempre assim!

A copinha serve também pra gente reencontrar os amigos, mesmo os que estão morando longe e que aproveitam o período de férias pra voltar pra Santo André.

Independente do resultado, a torcida apoiou como sempre (antes, durante e depois do jogo).

A Ramalhão Store estava por lá vendendo a nova camisa a R$ 199.

Embora quente, hoje o céu estava encoberto diminuindo o sofrimento de quem vai pro jogo e não tem um único espaço com sombra pra relaxar.

Os 90 minutos passaram e foi como se estivéssemos anestesiados pelo resultado…

Fim de jogo e só restou aplaudir os meninos pelo desempenho no campeonato, ainda que nossa eliminação tenha sido bastante prematura… Obrigado e que possamos vê-los nos times de cima!

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As Mil Camisas e a Copa SP 2024 em Cravinhos

Bem vindo a Cravinhos, uma cidade que há muito tempo não tem um time disputando os campeonatos oficiais da Federação Paulista e que aproveita a Copa São Paulo para matar a saudade do futebol.
A foto acima é do Estádio João Domingos Martins (já havíamos estado por lá em 2012, veja aqui como foi!!!), mas há alguns anos, passaram a utilizar o Estádio Municipal Prefeito José Vessi como sede da Copinha.

Foi para visitar esses dois estádios e acompanhar um mata-mata da Copinha que pegamos a estrada mesmo com chance de enfrentar uma daquelas tradicionais chuvas de verão… Mas só choveu na estrada mesmo, lá foi tudo seco!

A primeira parada foi no Estádio JD Martins, a casa do CAC – Clube Atlético Cravinhos.

Este é o atual distintivo, que reforça a tradição do time, fundado em 12 de julho de 1906:

O site História do futebol traz este outro escudo, sendo dos anos 40:

Como já escrevemos sobre a história e resultados do CAC no post anterior (veja aqui!!), só apresentamos a seguir fotos novas (de 2024) do Estádio, que pra mim é charmoso demais!!

O Estádio foi inaugurado em 1926, após o CAC (Clube Atlético Cravinhos) ter jogado em outros campos da cidade. Então vamos a ele!

O primeiro campo do CAC ficava na rua Prudente de Moraes, depois mandou os jogos onde hoje está a escola João Nogueira, depois, na rua 14 de Julho.
Em 1917 foi jogar em um campo na rua Rui Barbosa, em 1919 jogou no terreno onde foi construída a fábrica de meias, e em 1924 na Avenida Fagundes, num estádio com arquibancada para 500 torcedores.
Mas o JD Martins segue por lá, firme e forte, aguardando um novo respiro do CAC.

Atualmente, o Estádio tem capacidade para 3.200 torcedores. Esse é o gol do lado direito, com um bom lance de arquibancada ali atrás.

Olhando do outro lado do campo, veja que existe uma estrutura coberta ali em cima da arquibancada:

Existe ainda uma arquibancada central maravilhosa, com cobertura antiga, quase como um telhado de uma casa:

Veja como ficava essa arquibancada nas edições anteriores da Copa SP:

E aqui o gol da esquerda:

Ficamos felizes de rever o velho (e charmoso) Estádio JD Martins, mas nos apressamos para o Estádio Municipal José Vessi, o campo do Bela Vista, esse sim, ainda desconhecido para nós e que recebe novamente uma edição da Copa São Paulo.

Em campo, duas equipes geograficamente distantes, mas com um sonho em comum: Chapecoense (SC) e Tiradentes (PI). Aliás, olha aí a camisa do Tiradentes:

É muito interessante o cuidado que eles tiveram em criar uma área coberta na arquibancada do outro lado. Uma ideia simples que melhorou absurdamente o bem estar de quem está lá! Esse é o meio campo:

Aqui, o gol da esquerda:

Nesse mesmo lado, existe uma série de arquibancadas coloridas que dão uma cara bem divertida ao lugar!

E aqui, o gol da direita:

Ainda que a Chape tenha começado com tudo, o Tiradentes saiu na frente, com um gol de contra ataque!

Mas, o time da Chape soube aguentar o tranco e buscou a virada… Aqui, momento da celebração do gol catarinense!

E até que tinha um pessoal com camisa da Chapecoense por ali!

A Chapecoense seguiu apertando…

O time catarinense não dava sossego aos meninos do Piauí e logo o placar marcava 3×1:

O jogo parecia definido, e fui registrar o estádio, pois Cravinhos não é assim tão perto, então sabe-se lá quando voltaremos…

Essa é a visão das arquibancadas cobertas:

Lá do outro lado, uma pequena estrutura dedicada aos jornalistas:

Ali, o ginásio da cidade se apresenta imponente!

Ali nas cobertas, um momento de festa: gol do time do Tiradentes, celebrado pelos atletas que não foram relacionados para o jogo! Não perca as contas: 4×2.

Já no segundo tempo, mais um registro em vídeo do campo:

Calor monstruoso, ainda bem que existia um filtro com água gelada dentro do estádio.

O time da Chapecoense tentou cadenciar o jogo, mas o Tiradentes estava com “sangue nos olhos”.

E o que era apenas uma visita para registro do estádio acabou se transformando em uma partida inacreditável…

Nem mesmo o treinador do Tiradentes podia acreditar… Mais um gol… 4×3

Vale a pena ver o resumo do jogo com todos os gols para você entender como acabou essa história:

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O adeus do Ramalhinho à Copinha 2023…

O Santo André foi a campo com: Gabriel Carbal, Hnerique Cayres, Renan, Lucas Silva (Diego), Lucas Campo, Pato (Lucas Souza), Bruninho, Cledson (Henry), Leonardo (Gabriel Silva), Gabriel Ferreira (Fuzil), Alexiel (Jhonatas). O técnico foi Ari Mantovani.

Mesmo o jogo sendo em uma sexta feira às 11 horas, tivemos mais um bom público, mas, vale lembrar que sobrou aos jogadores muito pouco tempo de descanso, já que haviam vencido o Santos na 4a feira…

Mais uma vez, vamos falar de traz pra frente: Santo André 1×2 Bahia, fim de jogo e a equipe do Ramalhinho disse adeus à competição.

Somando os 4 jogos em que esteve envolvido, foram mais de 30 mil pessoas impactadas pelo nosso time de juniores, e mesmo com a derrota pro Bahia a torcida saiu de campo bastante satisfeita com a qualidade do futebol apresentado.

Foi tempo de aquecer os reencontros para o Campeonato Paulista e tempo pra curtir essa amizade embaixo de um grande calor…

Foi bom poder ter meu irmão na arquibancada depois de mais de 20 anos sem ele ver um jogo do Ramalhão ao vivo…

Mas gostaria de deixar esse registro sobre o que foi essa Copa São Paulo 2023, que foi muito diferente das últimas.

Primeiro porque esse foi um dos poucos anos em que pude acompanhar o time desde o primeiro jogo. Normalmente eu voltava de férias já após a segunda ou até terceira partida, com o time eliminado. Esse ano deu pra estar 100% na copinha.

Quem pode acompanhar o time na Paulista Cup, percebeu que ela serviu de preparo para a Copinha. O elenco demonstrou ter evoluído em diversos sentidos, do técnico até a convivência entre eles, chegando à maturidade de ter perdido a final em menos de 10 minutos mal jogados.

Hoje, aliás, mesmo sob forte cansaço (o jogo anterior com o Santos acabara menos de 36 horas antes), o time começou muito bem, mais uma vez com vários destaques, do gol até o ataque.

Dói perder, claro… Mas esse é sem dúvida alguma o melhor time e a melhor “safra” de atletas que temos desde 2003 quando saímos campeões da competição.

Eu diria que esse elenco pode inclusive ser bem aproveitado no decorrer do ano não apenas no Paulista Sub 20, mas numa eventual Copa Paulista e até numa série D (neste caso, com o suplemento de alguns jogadores mais velhos para dar “casca”).

Não a toa a torcida se apaixonou…

Além disso, é importante que esse time respire os ares do futebol profissional durante o Paulistão. Essa proximidade pode trazer bons resultados.

E ainda tem a joia a ser lapidada…. Esse Gabriel Ferreira é uma coisa rara nos dias atuais, mesmo na derrota contra o Bahia, criou ao menos 4 chances claras de gol para o nosso ataque.

Sobre o Bahia, além da lembrança amarga que vai demorar pra sair, fica um olhar esquisito pra essa camisa, que chega a lembrar a do rival…

E que fique registrada a importância da torcida nesse momento…

Uma pena que não deu pra aproveitar essa torcida toda nem pra vender ingressos pro paulistão, nem camisetas, nem nada…

O Santo André não só saiu na frente como quebrou um tabu que vinha incomodando a torcida local: fez um gol de falta!

A virada não desanimou nem a torcida nem o time, mas um empate inesperado no final do primeiro tempo, quando o Bahia já parecia “aceitar” o resultado, somado ao cansaço que cobrou seu preço no segundo tempo…. Levou o time à derrota…

Quem não jogou (machucado ou suspenso) ocupou a bancada como torcedor…

Só resta agradecer a tantas pessoas que se envolveram com o time…

E agora começar a pensar no Paulistão…

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Santo André 3×0 Santos (Copinha 2023)

Apertem os cintos, o piloto do destino sumiu. A noite de 4a feira 11 de janeiro é pra ficar guardada na memória da torcida ramalhina, independente dos próximos resultados.

Vamos começar do final: 3×0. Classificados em primeiro lugar, uma noite de gala feita por esses meninos: Gabriel Cabral; Leonardo, Henrique Cayres (Gabriel Silva), Renan Veltri (Rodrigo Canovas) e Lucas Serrano (Lucas Jesus); Caio Roger, Jhonatas (Marcos Vinicius), Pato e Bruninho; Cledson e Gabriel Ferreira (Rodrigo Fuzil), dirigidos por Ari Mantovani.

O que mais pedir pra um time de futebol? Que goleie um dos chamados “grandes” do futebol paulista? Feito! Que comemore com a torcida? Feito! Que peça pra tremular o bandeirão em pleno campo? Feito!

Em um momento tão difícil do nosso país com os atos terroristas que envergonharam a todos, me fez muito bem poder estar em um evento público, gratuito, que reuniu tanta gente… As vezes faz bem se permitir certas doses de felicidade…

Pra quem não conhece o Estádio Bruno José Daniel, vale reforçar que a torcida do Santo André é formada por diferentes grupos: são 3 organizadas (TUDA + Fúria + Esquadrão), um bom número de torcedores “autônomos” que só torcem pro Ramalhão e em jogos como esse da copinha, aparecem os tradicionais “turistas”, que serão sempre bem vindos, mas que não tem necessariamente uma grande ligação com o time.

De qualquer forma… o estádio estava cheio!

Tão cheio que os muros em torno do estádio se transformaram em um outro anel de arquibancada.

E teve bandeirão, teve festa…

Teve bandeira de mastro…

E teve um baile dos ramalhinhos em cima do Santos.

O pessoal da Esquadrão agora fica na lateral da entrada do estádio.

A torcida do Santos, óbvio, também merece grande destaque, mesmo com o placar adverso, se fizeram presentes do início ao fim.

Com tanta gente, os portões do estádio foram fechados e muita gente teve que acompanhar a partida de cima do muro…

Um abraço pra nossa família da arquibancada!

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Santo André 4×0 São Raimundo-RR (Copinha 2023)

E lá vamos nós para a segunda partida do ano, mais uma vez pela Copinha…

Hoje, teremos novidades na arquibancada…

Sim, elas voltaram!! As bandeiras de mastro, depois de mais de 30 anos se exibem no Brunão!

Antes do início da partida, houve uma homenagem (1 minuto de silêncio) ao Pelé.

A torcida do Santos (que faria a partida seguinte contra o Falcon) ficaria na arquibancada das cabines e nós no lugar de sempre!

Até bandeirão teve no jogo!

Logo no início do jogo um penalty (o goleiro do São Raimundo acabou indo pro hospital, mas não era nada grave). 1×0 pro Santo André!

O gol colocou fogo no público de mais de 4 mil torcedores do Santo André!

Alexiel fez o segundo gol numa bola que bateu na trave!

Mas o público queria e merecia mais e o Santo André encontrou mais 2 gols!

Aí foi a vez da torcida fazer a festa na arquibancada!

E olha a bela faixa da Esquadrão!

Tá frio, Furlan?

Quem faturou com o bom momento do time foi o querido vendedor de amendoim: Galinha!

Olha o penalty do 4º gol!

Dá lhe, Gó!

Antes de ir embora ainda deu pra registrar a atmosfera para o jogo do Santos, que também estava a mil:

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Feliz 2023! 1º jogo do ano: EC Santo André 1×1 Falcon

Nem bem coloquei as malas em casa (voltando das férias em Fortaleza) e já me dirigi ao primeiro jogo do ano, no tradicional Estádio Municipal Bruno José Daniel, para assistir à estreia do Ramalhinho na Copinha, e o time veio assim pro jogo

E assim é dada a largada para o ano de 2023!

As organizadas do Ramalhão estão presentes sempre! Aí o detalhe do pessoal da Fúria Andreense!

A chuva estragou a festa… O jogo preliminar (Santos 3×1 São Raimundo) levou pouco mais de 3 mil pessoas ao estádio, e o Ramalhinho levou cerca de mil torcedores.

Destaque para os amigos que acompanham o blog e estavam por lá também!

A rapaziada da velha guarda não se deixa vencer por chuva alguma!

Não registrei o gol do Falcon FC, mas vale um registro sobre este jovem clube sergipano, fundado em 23 de novembro de 2020, que já nasceu como clube-empresa, com uma estrutura interessante que inclui CT e alojamento.

O time da cidade de Barra dos Coqueiros (no litoral sergipano) disputou a série A2 em 2021, conquistando o acesso à primeira divisão em seu primeiro ano como profissional.

E o Falcon FC fez o 1×0, mas não conseguiu suportar a pressão da torcida ramalhina que levou o time ao empate:

Ao fim do jogo, a cena que já é costumeira: jogadores vieram até a torcida para um papo, fotos e a proximidade que já não se vê mais no futebol.

Abraços aos amigos que compareceram!

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