De volta ao Estádio Robertão, em Serra-ES em 2026

Estivemos várias vezes passeando pelo Espírito Santo.
Em 2020, graças ao amigo Thiago, pude ir até a cidade de Serra pra conhecer o Estádio Robertão, a casa do Serra FC (veja aqui como foi)

Porém, no final de 2025, tivemos a oportunidade de voltar ao estado e dar um rolê, passando por cidades como Vitória (onde inclusive assistimos à Super Copa Capixaba: Vitória 5×1 Rio Branco), Serra, Aracruz, São Mateus, Linhares, Conceição da Barra, João Neiva, Ibiraçu, e além de praias e lagoas, fui conhecer os Estádios locais.

Assim, começo contando como foi a nova visita ao Estádio Roberto Siqueira Costa (Robertão).

Se você nunca esteve no Estádio, conheça um pouco do entorno do Robertão.

Dessa vez, consegui adentrar ao Estádio e agradeço ao pessoal da gestão do time que não só liberou a minha entrada como me falou bastante sobre o dia a dia atual do clube.

Finalmente, aí está a parte interna do Robertão!

O Robertão não é um estádio moderno.
Caminhar por ali é sentir o futebol sem filtro.
O som do bairro, a montanha ao fundo, o campo logo ali, sem distância entre quem joga e quem assiste.
Não tem fachada imponente nem arquitetura moderna, mas tem identidade. Daquelas que não se copia.
Talvez nem seja muito “receptivo” para torcedores visitantes..

Dê uma olhada em como é estar pelo Estádio:

É um estádio raiz, cru e até hostil.
Cada detalhe do estádio parece contar uma história.
O concreto gasto, o placar manual, o distintivo na parede.
Tudo ali remete a um tempo em que o futebol era mais próximo, mais humano, e em que o clube fazia parte da rotina da cidade, não só do fim de semana.

Visitas assim lembram por que registrar estádios importa.
Porque mais do que jogos, eles guardam memória, pertencimento e resistência.

O Robertão segue ali, firme, esperando o próximo apito inicial e gente disposta a ocupar arquibancada, cantar e manter essa história viva.
Em resumo: adorei a visita!

Este é o meio campo, visto de quem está na arquibancada, lá ao fundo a montanha:

Acredito que aquela arquibancada do outro lado seja o espaço destinado aos torcedores visitantes.

Aqui, o gol da direita, e você pode perceber que o estádio fica literalmente no meio do bairro, ainda bastante horizontal.

E aqui o da esquerda:

Deve ser muito legal ver um jogo aqui.
E deve ser difícil bandeirar um jogo kkkk.

Além de tudo, ainda deu pra ver o elenco ali presente se preparando para o Campeonato Capixaba.

Bacana essa cor alternativa da camisa, né?

O distintivo do time na parede guarda a área dedicada aos materiais do time.

Ali estão pôsteres e troféus do time.

Pra terminar, ainda pude ver os materiais a venda como as camisas…

E o boné do time…

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A triste eliminação do Ramalhinho da Copa SP 2026

Quinta feira, 15 de janeiro de 2026.
Um dia após o time profissional ser goleado por 4×0 em casa pelo Monte Azul, é hora de reencontrar os amigos e amigas, juntar os cacos e usar o que sobra da voz (em 14 dias já são 6 jogos com presença da torcida) e voltar até a Arena Ibrachina não só para mais um jogo, mas para o segundo mata-mata de Copinha.

Era pra ser uma tarde de sonho.
Havia no ar aquela esperança silenciosa de quem sabe que, no futebol, tudo pode acontecer, inclusive repetirmos 2003 e nos tornarmos novamente campeões da copinha!

Só que tudo começou muito mal…
Logo aos cinco minutos, escanteio, bola na área e o Ibrachina abriu o placar, com Enrico…
Aquele gol cedo deu um baque.
Claro que a arquibancada sentiu, e claro que o time sentiu.
Mas mesmo assim, ninguém deixou de cantar, nem de correr em campo.
Porque Copinha é isso: se não empurrar, acaba antes da hora.

O primeiro tempo passou com o Santo André tentando se impor atrás do empate e fazendo da raça sua maior inspiração. Até uma falta na trave a gente mandou…

O Ibrachina, organizado, e pela primeira vez jogando com uma grande torcida ao seu lado, parecia confortável…

Mas a nossa bancada é mesmo incrível… Ou todo mundo tem o Ovídio na bateria?

A gente foi pro intervalo com aquele misto de preocupação e fé teimosa que só o torcedor entende.
A chuva já caía em volume suficiente pra encharcar, teve até quem achou um camarote para se proteger da chuva…

E o Santo André apareceu para o segundo tempo da mesma forma que sempre: unido em torno de um ideal e ouvindo o que o nosso treinador Alexandre Seichi tinha de proposta para os 45 minutos finais.

E logo no começo, Maycon recebe uma bola na entrada da área, limpa o zagueiro e bate de longe para empatar…

Gol do Ramalhinho. Alívio.

Grito preso na garganta que saiu de uma vez só.

Ali, por alguns minutos, parecia que tudo podia virar. O time cresceu, criou chances, competiu de igual pra igual.

O Ibrachina também teve as suas. Jogo aberto, tenso, daqueles que fazem a gente esquecer o resto do mundo. Já nos últimos minutos uma expulsão pro lado do Ibrachina que, caso fosse mais cedo poderia ter facilitado a virada do Santo André

O placar parece ficar mesmo no 1×1, deixando a torcida ainda mais nervosa…

Mas o apito final veio sem mais gols. Pênaltis.

Agora estamos todos juntos, mais que nunca…

E pênalti, a gente sabe, não é só técnica. É cabeça, é perna pesada, é pressão.

Será a hora de Kauan brilhar?

Após acertos nas primeiras cobranças dos dois times, Miguel (ex Ibrachina) perdeu a segunda do Ramalhão e foi como uma bolada no estômago…

O Ibrachina foi perfeito nas batidas.
5×3.
Fim de jogo.

Fim do sonho do bicampeonato.
Doeu porque o time lutou, porque buscou o empate, porque esteve vivo até o último momento.
E também porque esse elenco e nosso treinador tem uma paixão pelo time e pela torcida que dá gosto de se ver…
Saí da Arena Ibrachina com o coração pesado, mas com respeito pelo que foi feito em campo.
A Copinha é cruel, mas também ensina.
Fica a frustração, fica o orgulho de ter estado lá, apoiando até o fim.
E fica a certeza de que usar a camisa do Ramalhão é carregar uma história que a gente nunca abandona…

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Capivariano 3×1 Ituano e a volta à série A1!

Sábado, 30 de março de 2025.
As 15hs jogaram Primavera e Taubaté, e o time de Indaiatuba garantiu sua vaga na série A1 ao vencer por 2×1.
Mas às 17h30, uma cidade parou para conhecer o segundo time a fazer parte da primeira divisão do Campeonato Paulista

Falamos de Capivari e esse é o movimento, minutos antes do jogo, em frente ao Estádio Municipal Carlos Colnaghi.

As filas cercavam o estádio e o que se via era a confiança no olhar de quem sonhava em ver o Capivariano de volta à série A1!

A torcida visitante também fez sua parte e compareceu, afinal o Ituano ainda tinha chances de se classificar!

E se fora o clima era incrível, como será que estava lá dentro? Ingresso em mãos, vamos lá!

Lá dentro, um verdadeiro espetáculo realizado pela torcida local, em especial pelo pessoal da Leões da Raia!

Olha que visual lindo as bandeiras e faixas deram ao Estádio!

Aos poucos todos os espaços foram se preenchendo, preparando-se para a festa:

Uma pena os demais setores do Estádio ainda estarem fechados porque hoje eu acredito que teríamos público para ter torcida pelo menos ali atrás do gol.

O mascote do time tava todo animado ali com a festa e com o número de pessoas que pediram pra tirar foto com ele, e nem to falando apenas de crianças não kkk!

A torcida organizada “Leões da Raia” incentivou o time e também a própria torcida local a apoiar o time!
Os times vêm ao campo!

A atmosfera cresce em emoção… A trama se adensa…

O leão que normalmente está em campo, deixou toda e qualquer cerimônia de lado e foi pra loucura no meio da galera!

É pra se encher o peito de orgulho!

2026 vai ser mais um ano de encher a boca para falar sobre a sua cidade e ouvir do seu interlocutor “Ah, claro que conheço, é a cidade do Capivariano!”

E o time do Ituano foi saudar sua torcida!

O Capivariano aproveitou para fazer a foto que poderia se tornar a do acesso… Aquela que em outros tempos iria pra parede do bar, do moleque orgulhoso, e pro memorial do clube.
Espero que alguém faça um poster e que ele circule…

Times perfilados para o hino nacional… E sobe o bandeirão da Leões da Raia!

Começa a partida e esses 90 minutos vão dizer se o Ituano volta pra série A1 logo no ano seguinte da sua queda ou se o Capivariano vai surpreender como fez em Itu quando venceu por 1×0 e conquistar a vaga!

A torcida do Ituano compareceu em um bom número. Jogo decisivo sem torcida adversária não tem graça!

Parabéns ao pessoal de Itu que foi ao jogo e que fez seu papel!

Que bom ver que aquele tempo em que o futebol era tema do universo masculino se foi… As mulheres se apoderaram das arquibancadas e do sentimento pelo seu time!

A molecada também está presente pra aprender desde cedo a amar o time da sua cidade!

Tem muita tradição esse time, hein?

Olha que visão!!!
Estivemos em Capivari no primeiro jogo do Campeonato (contra o Santo André) e fiquei chateado porque o público local estava baixo….
Mas para a partida do acesso, a cidade abraçou o time!!!

Dá orgulho registrar o meio campo:

O gol da esquerda:

E o gol da direita:

A torcida apoiou e curtiu o bom momento do time!

O tradicional placar sonha em ser movimentado…

E com a bola rolando o Ituano mostrou que veio para estragar a festa, atacando e criando jogadas de bastante perigo para a meta capivariana.

A torcida Ituana percebeu que talvez valesse a pena cantar como loucos para quem sabe escrever sua própria história e roubar para si a festa preparada pela torcida local…

Não que isso assustasse a torcida local, afinal eles sabem que não se alcança uma série A1 sem boas batalhas!

O mar alvi rubro que tingiu o Estádio Carlos Colnaghi soube sofrer com o time nesse começo de primeiro tempo.

E aos poucos o Capivariano foi tomando pra si a responsabilidade de criar as jogadas e passou a pressionar o Ituano.

Até que aos 36 minutos, em uma jogada que nasce de um lateral, Daniel Baianinho marcou o gol do Capivariano:

Ô ô ô, a festa começou!

O gol levou os quase 7 mil torcedores do Capivariano à loucura e fez o tempo passar rápido. Fim de primeiro tempo e quem se despediu foi o sol…

Mas não o calor, olha a fila da lanchonete.

Mais molecada que tá aprendendo a curtir o clima do futebol com o time da cidade:

Olha o leão aí tomando conta do estádio…

O jogo recomeça e aos 14 minutos do segundo tempo… É gol! Será o gol que confirma o acesso?

Fui dar mais um rolê chegando lá perto da torcida visitante pra poder ver a parte central, e olha que lindo o visual.

E a torcida aproveitou para fazer um festival de luzes com os celulares…

O que eu vou dizer de um rolê desses? Foi uma tarde inesquecível…

Mas o Ituano despertou e aos 23 do segundo tempo descontou… Calmaaaa que o galo de Itú está vivo!!!

Mas a torcida nem deu bola pro gol adversário e seguiu a celebração…

Sendo assim, o time também desencanou de desanimar e foi logo para o 3º gol…

A partir daí a torcida do Capivariano se deixou levar pela emoção e emocionou quem, como eu, assistia tudo ali de perto…

Parece que a noite o Estádio ficou ainda mais bonito!

Finalmente a vida se fez vermelha e branco: o acesso é uma realidade!

Quanto vale viver essa sensação da conquista ao vivo? Quem esteve com a família ou com os amigos terá uma lembrança eterna de um momento de felicidade compartilhado!

O jogo chega nos últimos momentos. A vitória já está garantida!

A galera avisa “está chegando a hora”… Será verdade? O Capivariano de volta à elite?

Fim de jogo! Capivariano na final da série A2 e na série A1 de 2026!!!
Parabéns a Capivari e que a torcida não abandone jamais!

Demorou pro pessoal topar ir embora… E ainda rolou buzinaço pela cidade toda!

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Primavera 1×0 Santo André (Quartas de final da série A2 2025)

Quarta feira, 19 de março.
É dia da partida de volta do mata-mata das quartas de final da série A2-2025.
Juntei me a alguns abnegados que toparam a viagem em pleno “dia de semana” para Indaiatuba!

A foto acima foi na primeira parada antes de chegar no Estádio, na tradicional “Borracharia do Luizinho” para dar um jeito em um pneu que furou na estrada 🙁

Indaiatuba é uma cidade relativamente próxima de Santo André e mesmo com a parada no borracheiro, chegamos com boa antecedência e pudemos dar uma volta no entorno do Estádio Ítalo Mário Limongi, o “Gigante da Vila Industrial”.

O entorno do estádio tem uma série de interferências e grafites em alusão ao apelido do time: o fantasma da Ituana!

Existe um pequeno memorial do time em uma sala administrativa do Estádio, e ali estão vários tesouros do time!

A torcida local se fez presente mesmo em um horário ruim, quando muitos estariam trabalhando. Se liga no clima que estava na entrada da torcida do Primavera:

E aí está a nossa bilheteria!

Uma vez dentro do Estádio Ítalo Mário Limongi, foi hora de rever a torcida do Fantasma, já que minha última partida neste estádio foi há 15 anos para ver um Primavera x Paulínia (veja aqui)!!
Olha como eu estava jovial:

Um momento muito diferente do atual, onde o Primavera se tornou uma SAF e chega na melhor campanha da sua história em um Campeonato Paulista.

Muito lega os tirantes estendidos pela arquibancada local e a empolgação do pessoal da torcida organizada:

Do outro lado, na arquibancada coberta, a lotação era máxima!

A vibração da torcida local é compreensível…
O Primavera jamais alcançou a série A1 e uma vitória simples na partida de hoje colocaria o fantasma nas semifinais, ou seja: 2 partidas para o acesso.

Mas, para isso, se faria necessário passar pela camisa pesada do Ramalhão!

Aí, o nosso banco de reservas:

E o time visitante mostrou que iria dar trabalho…

E junto do time, aí estamos nós: a torcida do Ramalhão!

Olha como é o setor dos visitantes do Estádio Ítalo Mário Limongi e diga se não é muito legal poder ver uma partida assim tão dentro do jogo e sem tanta vigilância.

Quantos anos de arquibancada nesta foto?

Assistir uma partida no Estádio Ítalo Mário Limongi como visitante é uma daquelas experiências intimistas que todo torcedor merece passar um dia na vida.

É o tipo de Estádio que a Fúria Andreense gosta! Só faltava deixá-lo um pouco mais azul e branco…

E se falar da Fúria, não tem como não falar destes dois irmãos: Simone e Diogão!

E deixá-lo um pouco mais antifascista também…

Se a torcida do Santo André estava confiante?

O começo do jogo foi meio morno, mas os últimos 15 minutos do primeiro tempo foram do Santo André, que dominou mas não criou chances reais de gol, desperdiçando inclusive as jogadas de bola parada…

O primeiro tempo termina com certa empolgação para o lado azul do estádio…

Aproveito para registrar as três gerações da família Pelachine:

E também montar a foto do pessoal que desafiou a lógica e foi até Indaiatuba! Um abraço especial para o seo Odair, dona Mercedes e o neto que vieram de Itú só para rever o time e a torcida!!!

Mas, o futebol é cruel, e pune…
Terminamos o primeiro tempo bem e começamos o segundo tempo bem.
Mas não matamos o jogo.
Então, aos 8 minutos do segundo tempo, veio o castigo…

A jogada começou com uma possível cotovelada pra cima do Juninho ocasionando uma briga generalizada após o gol.
No setor visitante, uma mistura de lamentos, mãos na cabeça e olhares vazios.
A sensação de que o destino tinha nos pregado mais uma peça era inevitável.
Que dura pancada contra estes apaixonados pelo time da sua cidade…

A Fúria não deixou o gol desanimar! Aliás, quem reclama das organizadas não deve ter o costume de ver jogos fora de casa. Não há clima de jogo sem a presença das organizadas na arquibancada.

E assim, o apoio seguiu inquestionável.
Bem como o amor pelo nosso time, inabalável.

Mesmo nos minutos finais não faltou quem acreditasse em um gol, que levasse o jogo pros penaltys…

Mas ver nosso Carlão morder a camisa de raiva e agonia, me fez entender que talvez… apenas talvez, hoje, a sorte não estaria do nosso lado…

E enquanto tentávamos gritar como se nossas vozes pudessem reverter o placar, o juiz terminou a partida, sem dó dos nossos corações…

Festa merecida para a torcida do Primavera.

Do nosso lado fica o agradecimento por mais um Campeonato cheio de sentimentos.
E ficam as incertezas.
O que será deste time cada vez mais distante de suas origens e de sua população?

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Santo André 0x1 Taubaté (Campeonato Paulista série A2 – 2025)

Quarta feira, 22 de janeiro de 2025.
Uma tarde (!!) em pleno dia de semana…
Muito calor, sem uma única sombra na arquibancada….
E ainda assim, alguns bravos torcedores compareceram…

É o fim do futebol. Pra quem joga, pra quem assiste, pra quem patrocina…
Não faz sentido um jogo da série A2 nesse horário…

Após apenas 1 ponto em duas partidas, o Santo André sabia da responsabilidade do resultado desse jogo para a sequência desse início de Campeonato.

O Taubaté também entrou pressionado, principalmente após derrota por 3×0 no clássico do Vale.
O papo dos times, antes do jogo deve ter sido pesado…

Infelizmente, as partidas da série A2 no geral tem uma mesma cara… Muita correria e marcação e poucas jogadas criadas gerando chances de gol.

E a primeira chance clara foi criada (e convertida) pelos visitantes…
O Burrão da Central fez 1×0, placar que conseguiu segurar até o fim do jogo para desespero da torcida local.

Um jogo para se esquecer (e já foram tantos assim no ano passado)…

Parecia muito difícil acreditar que o Campeonato de 2025 poderia ser pior que o de 2024, mas infelizmente é o que está acontecendo…

Com o placar, o Santo André termina a 3ª rodada na zona de rebaixamento para a série A, na penúltima colocação… Enquanto isso, a diretoria aguentava lá do outro lado uma série de cobranças vindo da arquibancada.

O Santo André criou chances de gol? Poucas… E muito mal aproveitadas.

Um resultado que reflete em campo o que já se sente há anos na arquibancada: um distanciamento da torcida, um sentimento de ausência da diretoria nos dias de jogo e mesmo nas cobranças quando passamos por maus resultados como o de hoje.
Alguns citam o ex presidente Jairo Livólis que sempre teve uma postura enérgica nesses momentos levando a cobrança para o vestiário logo após o jogo.

Fica o registro de mais uma partida… Uma lembrança triste, mas que faz parte.
O grande medo não é o placar ou o momento, mas a expectativa de um futuro (ou de um “não futuro)…

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59- Camisa do Coritiba FC

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59ª Camisa de Futebol do nosso blog é a camisa do Coritiba Football Club.
É uma réplica, comprada num calçadão em Curitiba por R$16.
Adoro réplicas bem feitas a preços camaradas…
Por que não se pode ter camisas oficiais mais baratas??
Pô, de R$16 pra R$116 é demais…. (daqui de 2025 eu te digo, R$ 116 hoje em dia é uma pechincha!!)
Esse modelo de Camisa do Coritiba me lembra muito a do Celtic, ou do Sporting de Portugal, e eu acho uma combinação de cores ótima para listras horizontais.
O detalhe é para o número dourado, que também acho bonito:

abril-204

Bom, mas falemos sobre o Coritiba FC, dono da camisa, e sem dúvida um dos maiores clubes brasileiros.
Antes de mais nada, se quiser ver o que eles mesmos falam, o site do time é www.coritiba.com.br .
O Coritiba FC foi fundado em 12 de outubro de 1909, ou seja, festejou, esse ano seu primeiro centenário.

coritiba centenario

O clube nasceu graças a Frederico Fritz Essenfelder, um dos membro de um grupo de atletas que praticavam ginástica, que apareceu com uma bola e apresentou o jogo aos colegas.

Frederico Fritz Essenfelder

Logo, todos estavam completamente apaixonados pelo esporte e decidiram fundar um clube só de futebol. Nascia o Coritibano Football Club, que em 23 de outubro de 1909, teve seu primeiro jogo contra um time de funcionários da estrada de ferro de Ponta Grossa.
Abaixo, a foto do time que jogou sob o nome Coritibano:

coritiba1909

Até 1916, usou a área do Jóquei Clube Paranaense como campo.

coritiba 1912

Em 1910, o nome do clube foi alterado para Coritiba, grafia européia, utilizada na época para designar a cidade. As cores, verde e branco, são uma referência às da bandeira do estado.
Em 1915 o clube participa de sua primeira competição oficial, e no ano seguinte, conquistou seu primeiro título, no campeonato estadual.

coritiba1916

O time é popularmente chamado de “Coxa Branca”, devido aos seus primeiros times serem formados basicamente por descendentes de alemães.
Um dos possíveis criadores do apelido seria Jofre Cabral e Silva (torcedor e anos mais tarde, presidente do rival Atlético Paranaense) que tentava irritar o zagueiro Hans Breyer, chamando-o de “Coxa Branca”.
As décadas de 20 e 30, trouxeram muitas novas conquistas ao clube, mas sem dúvida, o maior presente foi a inauguração do Estádio Belfort Duarte, em 1932.

estadio

Não dá pra resumir em um único post tanta história, então só para citar, os anos 40, 50 e 60  foram repletos de títulos e conquistas.
Em 1969 o Coritiba faz a primeira excursão para o exterior.
No ano seguinte, montou um time cheio de estrelas, visando aumentar o público e assim conseguir recursos para ampliação do Estádio Belfort Duarte.
A década de 70 é chamada de década de ouro, graças a hegemonia conquistada no futebol paranaense.
Conquista um hexacampeonato estadual, maior seqüência de vitórias na história do profissionalismo no futebol paranaense, e chega em quinto lugar na primeira edição do campeonato brasileiro, de 1971.

coritiba1971

Em 1977, o nome do estádio é alterado para Major Antônio Couto Pereira, em homenagem ao falecido presidente do clube.

A década de 80 inicia-se em alto estilo, e o Coxa fica em terceiro no campeonato brasileiro de 1980.
Mas o grande ano do time é 1985.
Com um elenco modesto (do qual fazia parte o goleirão Rafael, e seu bigodão, que dizem terperdido a orelha num jogo, ao enroscar-se com a rede do gol…), e comandados por Ênio Andrade o Coritiba chega a final contra o não menos desacreditado Bangu.

coritiba1985placar

A final, em pleno Maracanã é decidida nos penaltys. Veja como foi:

Campeão nacional, o Coxa participa da Libertadores da América de 1986, mas faz uma campanha discreta.
Em 1987, lembro bastante do Coritiba porque ele foi um dos times a disputar a Copa União (e consequentemente estar em um dos melhores álbuns de figurinhas de futebol).

coritiba_1987

Em 1988 o Coritiba quase cai para a segunda divisão paranaense.
Em 1989, após perder o mando de campo, o time foi obrigado a enfrentar o Santos em Juiz de Fora, um dia antes de jogar contra o Vasco. O time compra a briga e ganha na justiça comum o direito de adiar a partida. Assim, não enfrenta o Santos e como punição é rebaixado pela CBF para a Série B.
O time só retornaria à primeira divisão em 1995, no último jogo sendo disputado contra nada menos que o rival Atlético Paranaense, e veja como foi:

Em 1997, o Coxa é campeão do Festival Brasileiro de Futebol.
Em 1998, foi eliminado pela Portuguesa nas quartas-de-final do brasileirão, na época do “melhor de 3”.
Em 2002, brilha como uma das melhores equipes do campeonato brasileiro e lança o projeto de clube-empresa.
Em 2003 chega em quinto no Campeonato Brasileiro e conquista o direito de disputar a segunda Libertadores da América de sua história.
Mas no ano seguinte é novamente eliminado precocemente da competição sulamericana.
Em 2005, o time foi rebaixado para a Série B da competição, assim como Atlético Mineiro, Paysandu e Brasiliense.
Em 2007, conquista o acesso à Serie A do Campeonato Brasileiro, sagrando-se campeão da Série B .

coritiba2007
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Em 2009, o time está lutando para não cair novamente.

Como estivemos por Curitiba no fim do ano passado, eu e a Mari não resistimos em fazer um tour pelo Estádio..

A Mari se encantou com o estilo old school do Estádio do Coxa.

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A arquibancada é mesmo muito grande, principalmente quando você está sozinho no estádio…

Fomos muito bem recebidos pelo assessor de imprensa do clube, mesmo sendo no mesmo dia em que ele iria apresentar o novo técnico do time (na época Ivo Wortmann)

Essa foto abaixo é um poster que está na parte interna do estádio. Maravilhoso não?

O estádio Major Antônio Couto Pereira é o maior do Paraná, e hoje tem capacidade para 37.182 pessoas. Vale lembrar que alguns torcedores o chamam de Alto da Glória (nome do bairro).
O mascote do Coritiba é um velhinho, o Vovô Coxa, em alusão ao time ser o mais antigo do Paraná:

coritiba-pr-mascote

Fica nossa homenagem e respeito aos 100 anos de existência do Coritiba FC.

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