A triste eliminação do Ramalhinho da Copa SP 2026

Quinta feira, 15 de janeiro de 2026.
Um dia após o time profissional ser goleado por 4×0 em casa pelo Monte Azul, é hora de reencontrar os amigos e amigas, juntar os cacos e usar o que sobra da voz (em 14 dias já são 6 jogos com presença da torcida) e voltar até a Arena Ibrachina não só para mais um jogo, mas para o segundo mata-mata de Copinha.

Era pra ser uma tarde de sonho.
Havia no ar aquela esperança silenciosa de quem sabe que, no futebol, tudo pode acontecer, inclusive repetirmos 2003 e nos tornarmos novamente campeões da copinha!

Só que tudo começou muito mal…
Logo aos cinco minutos, escanteio, bola na área e o Ibrachina abriu o placar, com Enrico…
Aquele gol cedo deu um baque.
Claro que a arquibancada sentiu, e claro que o time sentiu.
Mas mesmo assim, ninguém deixou de cantar, nem de correr em campo.
Porque Copinha é isso: se não empurrar, acaba antes da hora.

O primeiro tempo passou com o Santo André tentando se impor atrás do empate e fazendo da raça sua maior inspiração. Até uma falta na trave a gente mandou…

O Ibrachina, organizado, e pela primeira vez jogando com uma grande torcida ao seu lado, parecia confortável…

Mas a nossa bancada é mesmo incrível… Ou todo mundo tem o Ovídio na bateria?

A gente foi pro intervalo com aquele misto de preocupação e fé teimosa que só o torcedor entende.
A chuva já caía em volume suficiente pra encharcar, teve até quem achou um camarote para se proteger da chuva…

E o Santo André apareceu para o segundo tempo da mesma forma que sempre: unido em torno de um ideal e ouvindo o que o nosso treinador Alexandre Seichi tinha de proposta para os 45 minutos finais.

E logo no começo, Maycon recebe uma bola na entrada da área, limpa o zagueiro e bate de longe para empatar…

Gol do Ramalhinho. Alívio.

Grito preso na garganta que saiu de uma vez só.

Ali, por alguns minutos, parecia que tudo podia virar. O time cresceu, criou chances, competiu de igual pra igual.

O Ibrachina também teve as suas. Jogo aberto, tenso, daqueles que fazem a gente esquecer o resto do mundo. Já nos últimos minutos uma expulsão pro lado do Ibrachina que, caso fosse mais cedo poderia ter facilitado a virada do Santo André

O placar parece ficar mesmo no 1×1, deixando a torcida ainda mais nervosa…

Mas o apito final veio sem mais gols. Pênaltis.

Agora estamos todos juntos, mais que nunca…

E pênalti, a gente sabe, não é só técnica. É cabeça, é perna pesada, é pressão.

Será a hora de Kauan brilhar?

Após acertos nas primeiras cobranças dos dois times, Miguel (ex Ibrachina) perdeu a segunda do Ramalhão e foi como uma bolada no estômago…

O Ibrachina foi perfeito nas batidas.
5×3.
Fim de jogo.

Fim do sonho do bicampeonato.
Doeu porque o time lutou, porque buscou o empate, porque esteve vivo até o último momento.
E também porque esse elenco e nosso treinador tem uma paixão pelo time e pela torcida que dá gosto de se ver…
Saí da Arena Ibrachina com o coração pesado, mas com respeito pelo que foi feito em campo.
A Copinha é cruel, mas também ensina.
Fica a frustração, fica o orgulho de ter estado lá, apoiando até o fim.
E fica a certeza de que usar a camisa do Ramalhão é carregar uma história que a gente nunca abandona…

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Santo André 0x4 São José (Copa Paulista 2025)

Sábado, 28 de junho de 2025.
Após uma manhã fria de inverno, chegamos a uma tarde ensolarada quente como se estivéssemos no verão…

Os times entram em campo sob o cerimonial oficial da Federação Paulista:

Concentração de ambos os lados, afinal a Copa Paulista é a competição mais importante neste momento para as duas equipes.

Como sempre, a Fúria Andreense faz sua parte e apoia gritando os nomes de cada jogador, do treinador, cantando o hino…
Eu não faço parte de nenhuma torcida organizada mas é bastante claro pra mim que sem a Fúria, a bancada do Brunão estaria literalmente morta.

Depois de ser proibida de entrar no jogo passado, novamente a bateria se fez presente e parece que o pessoal estava com saudades de tocar…

Do outro lado, parabéns aos torcedores visitantes que compareceram!

É muito bacana ver 3 gerações da mesma família em campo para apoiar o nosso Ramalhão!

Fico contente de poder estar em mais uma partida em meio a todo esse pessoal!

O jogo começa bastante corrido.
Sou realista o suficiente para saber que o time do São José nesse momento é superior ao do Santo André, por isso, confesso que me surpreendi com um começo de jogo bem disputado, tendo até algumas chances de gol em bolas paradas.

E com isso, a força da bancada só aumentava!

Teve até presença ilustre do Pará, nosso eterno lateral esquerdo!
O Sérgio, que está aí na foto com ele, considera que o gol feito pelo Pará contra o Ceará em 2008 foi o mais bonito que ele viu no Estádio Bruno José Daniel.
Ah, estivemos com o Pará um dia antes no campo do Aclimação EC, veja aqui o papo que gravamos!

E mais uma chance acabou pra fora…

Entretanto, aos 33′ do 1º tempo, após um cruzamento para a área em uma bola que parecia ser do nosso goleiro, Gustavo Brandão, de cabeça, fez 1×0 para o time visitante.
Que droga…

O primeiro tempo terminou com a desvantagem mínima gerando um clima chato na bancada.
Fomos ouvir um pouco o pessoal da arquibancada:

Veio o segundo tempo e por alguns breves instantes até teve quem sonhasse com um empate e até mesmo com uma virada heróica daquelas para entrar pra história…

Vê se alguém aí tava com cara de desacreditar…

Mas, logo a cara do torcedor ramalhino azedaria de vez…

Aos 18’ do 2º tempo Rone Carlos fez 2×0.
Aos 29’, Danilo Fidélis ampliou.
E aos 42, Marlon Martins fechou a goleada… 4×0 em casa…
Todo mundo foi embora puto da vida, triste com o time e a diretoria…

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