Uniformes 2024 do EC Santo André

Agora em dezembro, o EC Santo André apresentou no Poliesportivo Jairo Livólis, seus uniformes para o ano de 2024 em um evento muito bacana contando como “modelos” das novas camisas, ídolos do passado, como o craque Arnaldinho:

O evento possibilitou também reencontrar me com o ex presidente do clube: Sidney Riquetto e com o nosso atual treinador e que deve ficar no comando do time na série A1 do Paulista e na série D do Brasileiro, Fernando Marchiori!

Outro que esteve presente foi o craque Fernandinho, que depois de fazer bonito dentro de campo, se torou professor de Educação Física e também fez história na cidade.

E teve ainda o gigante Bona, que também fez parte do time que acabaria conhecido como os “baixinhos frenéticos”, nos anos 80, que contava ainda com outros nomes como Cunha e Da Silva.

Vale a pena matar a saudades desses caras em campo:

Tentei fazer o Marchiori incluir no time atual essas feras, mas pelo futebol gigante deles, são jogadores muito caros para a nossa folha salarial atual…

Outro que esteve presente e fez parte da nossa história recente foi o meia Tiago Ulisses:

A apresentação ainda contou com o nosso ex zagueiro e atual treinador do time sub 20, Gabriel vestiu a camisa de goleiro, na cor laranja.

O presidente do Ramalhão, Celso Luiz de Almeida falou um pouco da expectativa para o ano de 2024, e prometeu ações para aproximar mais o clube da torcida, além de uma campanha de comunicação divulgando o time e os jogos do Campeonato Paulista!

Outra presença importante foi a do prefeito Paulinho Serra e sua esposa, Ana Carolina, deputada estadual, que garantiram que antes do Campeonato Paulista iniciar, o estádio passará por uma série de melhorias, incluindo a pintura da arquibancada.

Enfim, aí estão as camisas para 2024, caso tenha interesse, a loja oficial fica junto do clube, na rua dos Ramalhões, 126.

Estive lá e fiz um pequeno registro das camisas:

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207- Camisa da LDU

A 207ª camisa do site pertence à Liga Deportiva Universitaria, também conhecida como Liga de Quito ou, principalmente, como LDU.

Fundado em 11 de janeiro de 1930, o time chegou à final da Copa Sulamericana, este ano (2023) contra o Fortaleza e venceu o título nos penaltys.

Manda seus jogos no Estádio Rodrigo Paz Delgado, a “Casa Blanca”.

Em 2008, o time foi campeão da Copa Libertadores, contra o Fluminense, no Maracanã, tornando-se o primeiro clube equatoriano a conquistar essa taça!

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206- Camisa do Al-Ahly Sporting Club

A 206ª camisa de futebol do site também vem do continente africano, especificamente da cidade do Cairo, no Egito.

Como dissemos no post sobre a Camisa da Zâmbia, a história do continente africano é algo apaixonante.
Quanto mais se aprende, mais fica claro o quão falha foi a educação no Brasil, que permitiu que conhecêssemos tão pouco sobre o local de origem de boa parte do povo que formou nossa sociedade.
Mas nunca é tarde… Tem muita coisa para se ler sobre a África, desligue o computador e vá ler algo legal.
Sugiro a HQAYA de Yopougon” sobre o cotidiano de uma garota da Costa do Marfim.

O Egito é uma nação com história milenar e sua capital, o Cairo é uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do mundo, fundada no ano de 969 (século X mesmo, não falta nenhum número aí). Foto do site Info Escola:

A cidade do Cairo possui um incrível patrimônio cultural e histórico, sendo reconhecida pelas Pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge. Foto do site História do Mundo:

A cidade reúne modernidade e tradição, tendo ao lado destes monumentos históricos uma agitada área urbana.

E o Al-Ahly Sporting Club é um dos representantes do futebol do Cairo, talvez até mais que isso, uma vez que seu nome significa “Nacional”, o time nasceu como representação da unidade do país, em uma época em que os outros times do Cairo representavam comunidades inglesas.

O time foi fundado em 24 de abril de 1907, este é o time que estreou na Liga Egípcia:

O Al Ahly é o mais vitorioso do Egito, tendo ganho a Liga Egípcia 42 vezes. Aqui, o time de 1982 (foto do site Posteres de Times Campeões):

O Al Ahly venceu também a Copa Egípcia 37 vezes, aqui o time de 1992:

Foram ainda 8 Supercopas da CAF e 4 Recopas Africana, a antecessora da atual Copa das Confederações da CAF. Aqui, o time de 2008:

Em junho de 2023, o Al Ahly conquistou o 11º título da Champions da África com o time abaixo (foto do site Trivela):

A torcida do Al Ahly é gigante! Está estimada em torno de 35 milhões de torcedores.

Vale a pena ver a festa que os caras fazem nos estádios:

O Al Ahly várias participações no Campeonato Mundial da FIFA, mas sem dúvida ficou lembrado aqui no Brasil por conta da edição de 2020, realizada no Catar (em fevereiro de 2021 por conta do COVID-19). Naquele ano, após vencer o time da casa, o Lekhwiya por 1×0, foi derrotado na semifinal para o Bayern de Munique, por 2×0, indo para a disputa do terceiro lugar contra o Palmeiras e contrariando as estatísticas, bateu o time brasileiro nos pênaltis.

Em 2021, após eliminar o Monterrey do México nas quartas de final, enfrentou novamente o Palmeiras, onde desta vez foi derrotado pelo placar de 2×0, mas ainda assim, é o segundo clube com mais participações no Mundial de Clubes.

Nos despedimos com uma canção / clipe falando dessa paixão:

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205 – Camisa da seleção da Zâmbia

A 205ª (lê-se ducentésima quinta) camisa de futebol do site vem do continente africano, a terra mãe de toda a humanidade e que foi tão explorada pelos europeus e por todo o mundo até atualmente.

Dentro de um continente tão rico cultural e socialmente, essa camisa representa as cores da seleção da Zâmbia. Foi um presente do amigo Rino.

Este é o brasão do país, adotado em 1964 quando a República da Zâmbia alcançou a sua independência. a águia representa a liberdade e a esperança no futuro da nação:

A região da atual Zâmbia já era habitada em 200 mil anos a.C., você pode imaginar o que é isso? Ali foi encontrado o fóssil do Homo rhodesiensis.

Os habitantes eram aparentados com os atuais povos caçadores e coletores de línguas khoisan que habitam o sul da África.
A partir do século IV, a região foi invadida pelos povos bantos, que expulsaram os habitantes.
No século XIX, os povos se concentravam em cinco reinos banto: os kazembe-lundas no norte; os bembas no nordeste; os chewas no leste; os lozis no oeste e os tongas no sul.
Em 1851, o missionário escocês David Livingstone (lembra da música do Capital Inicial?) explorou a região tentando impor a fé cristã, e acabou encontrando as maiores quedas d’água do mundo, no rio Zambeze, a Mosi-oa-tunya (“fumo que troveja”) e as batizou (em mais uma mostra do eurocentrismo) como cataratas Vitória, em homenagem à rainha da Inglaterra.

Em 1886, Portugal reivindicou o controle da região, mas a Inglaterra também tinha interesse nas riquezas locais e incentivou a criação, em 1889, da Companhia Britânica da África do Sul, entidade privada que tinha como meta a exploração comercial da África austral. Era a invasão “oficial e legalizada” do continente
Surgem leis discriminatórias favorecendo a minoria de origem europeia.
Em 1890, diante de um ultimato inglês, Portugal renunciou à posse do território em disputa.
O território, inicialmente chamado Zambézia, passou a ser conhecido como Rodésia, em homenagem a um dos criadores da Companhia Britânica da África do Sul, Cecil Rhodes.
A companhia administrou o território até 1924, ano em que a sua porção norte, conhecida como Rodésia do Norte, foi transformada em protetorado britânico. Esta é uma imagem do povo rodesiano do norte:

Em 1953, as Rodésias do Norte e do Sul se uniram a Niassalândia e formaram a Federação da Rodésia e Niassalândia, ainda sob invasão britânica.
A federação foi dissolvida em 1963, e no ano seguinte, a Rodésia do Norte tornou-se independente da Inglaterra e mudou seu nome para Zâmbia.

Nos anos 70 a banda Witch fez a cabeça da geração psicodélica não só da Zambia, mas de diversos países:

Bacana ver que o país e seu povo tem seguido seu caminho no desenvolvimento e é lindo ver que artistas como Aubrey Chali tem desenvolvido um olhar especial sobre o país:

A Seleção Zambiana de Futebol representa a Zâmbia nas competições de futebol da FIFA, sendo filiada à FIFA, CAF e à COSAFA.
A seleção era conhecida como Chipolopolo (“Balas de Cobre”, no idioma bemba) por seu estilo veloz de jogo e pelo cobre ser tão importante para a economia do país.
Em 1988, nas Olimpíadas de Seul, a Zâmbia fez história ao vencer a Itália por 4×0.

Em 27 de abril de 1993, um avião da Força Aérea zambiana que levava a seleção de Zâmbia para uma partida das Eliminatórias de 1994, teve um problema com um dos motores e caiu no Gabão, e dezoito jogadores, três dirigentes da Associação de Futebol da Zâmbia (FAZ) e cinco militares acabaram morrendo.

Mas os deuses do futebol são mesmo impossíveis e em 2012, jogando no mesmo Gabão onde todos morreram, Zâmbia entra para a história derrotando nos pênaltis a Costa do Marfim e conquistando pela primeira vez a Copa Africana de Nações.

E agora, em 2023, a seleção da Zâmbia também marcou presença na Copa do mundo feminina:

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204 – Camisa da Espanha

A 204ª camisa do site veio de uma de nossas viagens pela Espanha.
Além de visitar a capital Madrid, visitamos Barcelona, Bilbao, Zaragoça, Valência e Toledo.
Enquanto não temos uma seleção oficial da Catalunha, do País Basco ou mesmo de outras regiões que lutam por sua independência, a seleção da Espanha acaba sendo a representante do país no futebol, organizada pela Real Federação Espanhola de Futebol.

A RFEF é uma das confederações fundadoras da FIFA e um dos países com mais participações em Copas do Mundo, tendo como grandes destaques o time masculino campeão de 2010:

E o feminino, campeão de 2023:

A Espanha conquistou 3 medalhas de prata nas Olimpíadas (1920, 2000 e 2020), mas também conquistou uma de ouro nas Olimpíadas de 1992. Foto: FIFA/Arte: O Futebólogo

Tivemos a oportunidade de visitar a Espanha algumas vezes e assim pudemos conhecer alguns times locais, como o CE Europa (clique aqui e veja mais):

O gigante Santiago Bernabeu também recebeu nossa visita, mas acabo de perceber que até hoje não fiz um post sobre esse estádio…

Pegamos um jogo do Rayo Valecano, no Estádio de Vallecas!

Também fomos conhecer o Camp Nou, a casa do Barça (veja aqui como foi!):

Em Barcelona, ainda fomos conhecer a casa do Sant Andreu (veja aqui como foi)!

Estivemos também em Zaragoça, e foi demais! Veja aqui como foi nosso rolê por lá!

E como tudo está conectado via trem, ainda passamos por Bilbao (veja aqui como foi).

E fechamos nossa lista, ao menos até agora, com a cidade de Valência (veja aqui como foi):

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203- Camisa do Marília AC

A 203ª camisa de futebol do site veio do interior paulista e foi adquirida no dia da final da Copa Paulista contra o XV de Piracicaba (confira aqui como foi!).

Naquela tarde, o sol radiante brilhava sobre o Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, o “Abreuzão”.
As arquibancadas foram ficando repletas de torcedores ansiosos, vestidos com as cores azul e branca do Marília Atlético Clube, aguardando o início da decisão e em companhia aos amigos da família Pavão, entrei na festa também! O Bene jogou no time do MAC e era (e ainda é) um craque!

O time foi fundado em 12 de abril de 1942, ainda como Esporte Clube Comercial.

Em 1943, o Comercial foi campeão da 25ª região do Campeonato Amador do Interior, mas perdeu no mata mata para o Noroeste, que seria campeão.

Em 1944, disputando um grupo com muito mais times, e a AA São Bento de Marília sagrou-se campeão da região.

Em 11 de julho de 1947, disputou seu último campeonato com o nome “EC Comercial” e perde o título do Setor para o EC Municipal, de Vera Cruz.

O time passa a se chamar Marília Atlético Clube e trilhou um longo caminho, com bons e maus momentos, escrevendo uma história incrível, que faz dele o xodó da cidade, até hoje!

Em 1953, o MAC decide se tornar profissional, porque o outro time da cidade, a Associação Atlética São Bento, fundada em 1926, acabou se licenciando.

O MAC até que fez uma boa estreia na Segunda Divisão, sendo vice campeão da série verde, na primeira fase e terminando em 5º lugar da classificação geral.
Em 1955 liderou o seu setor e terminou em 3º lugar da classificação final.

Mas o futebol profissional não é fácil, e em 1957, após um mal campeonato, o Marília, se licenciou e voltou ao amadorismo.
Este é o time de 1962:

Em 1965, o MAC volta ao profissionalismo, disputando a Terceira Divisão Profissional, que equivalia ao quarto nível do futebol paulista, mas termina a primeira fase em 2º e não avança para as finais.
O time passa por outro afastamento do profissionalismo e só retorna em 1970, na Primeira Divisão Profissional, o segundo nível do Campeonato.
Em 1971, o MAC sagra-se campeão da Primeira Divisão Profissional, terminando em 2º lugar na primeira fase (a série Arthur Friedenreich), também em 2º na segunda fase, mas termina a fase final como campeão, conquistando o acesso à elite do futebol paulista.

Em 1974, o MAC teve como presidente Pedro Pavão (cuja família é até hoje apaixonada por futebol e com quem eu fui assistir ao jogo citado lá em cima).
Logo no primeiro ano, conquistou o Troféu José Ermírio de Moraes Filho, praticamente equivalente à atual Copa Paulista. Foto do Jornal da Manhã de Marília.

Ganhou também o “Paulistinha 74“, uma competição que classificava seis times para a disputa do Paulista.
O Marília então vai disputar o Paulistão de 1975, com o time abaixo: (fonte: Site “História do Marília Atlético Clube”).

Olha o Bene agachado no time de 75 ainda!!

Aqui, o time de 1978 e olha a galera que acompanhava o time!

Em 1979, o MAC escreveu mais uma linda página em sua história, conquistando a Copa São Paulo de Futebol Júnior, vencendo o Fluminense por 2×1 na final. Fotos do site História do Marília AC.

O Marília permaneceu na elite do Futebol Paulista com campanhas no máximo medianas, até que em 1985 acabou rebaixado para a Segunda Divisão.
Nos anos seguintes, o time bateu na trave por várias vezes, até 1990, quando termina na 4ª colocação e retorna à elite. Foto do site Zé Duarte Futebol Antigo.

Mas os anos 90 seriam um tormento para a torcida do MAC, e em 1993, novo rebaixamento para A2, e em 1994, uma queda ainda pior, agora para a série A3.
Em 1996, o impensável acontece: o Marília foi rebaixado para a Série B1-A (quarto nível do Futebol Paulista).
Em 1999, retorna à Série A-3 com o vice-campeonato da Série B1-A.
Chegamos a 2001, e o MAC termina em 5º lugar, mas o acesso que antes era somente para dois clubes, com a criação da Liga Rio-São Paulo, recebeu mais 3 vagas, garantindo o time na série A2.
Em 2002, mais uma campanha histórica com o título da Série A2, tendo como técnico, Luiz Carlos Ferreira, o rei do acesso, que chegou para o último jogo da final. Mesmo tendo perdido o primeiro jogo por 2×0, venceu o segundo por 3×0 sagrando-se campeão!! Foto do site História do Marília Atlético Clube.

Em 2002, conquista o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, com o vice-campeonato da Série C.
Em 2003, chega ao quadrangular final da série B.
Em 2004, o time fez uma boa participação no Campeonato Paulista, terminando na 10ª posição.
Aqui, o time de 2007 (Foto do site Ze Duarte Futebol Antigo):

Em 2008, acaba rebaixado na série B do Brasileiro e no ano seguinte, no Paulistão de 2009, foi rebaixado para a Série A2.

2011, mais um rebaixamento, desta vez da Série A2 do Paulistão para a Série A3. Na Série C de 2011 o time foi rebaixado para a Série D.

Em 2012 o MAC deu adeus às competições nacionais, ao empatar com o Cianorte e ser desclassificado da briga ao acesso à Série C.

A vida de torcedor do MAC não é fácil, mas a Série A3 de 2013 veio o tão sonhado acesso, após 2 anos na terceira divisão Paulista.

E a fase parecia boa, já que em 2014 retorna à Série A1! Foto do site MAC Multimídia.

Mas a série A1 havia se tornado uma competição extremamente difícil e o MAC não conseguiu permanecer por lá um ano sequer, até porque naquele ano tivemos o descenso de 4 equipe.
E como tudo nessa vida é um fluxo, assim como a ascensão ocorreu de maneira rápida, a queda também se deu assim e em 2016, o time volta para a série A3.
Em 2018, o time volta à série B do Campeonato Paulista.
Em 2019, volta para a série A3, com o vice campeonato (Paulista campeão).
Desde então tem lutado para voltar à série A2, sendo que em 2022 e 2023 acabou desclassificado no quadrangular final.

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Ferroviário-CE campeão da série D do Campeonato Brasileiro

Parabéns ao time cearense campeão da Terceira Divisão do futebol nacional.

Estivemos por lá no início do ano e ganhamos essa linda camisa! Veja aqui como foi.

Como já escrevemos sobre a camisa do Ferroviário no passado (veja aqui como foi), não entra na conta, mas tá aí o registro.
Terá sido um amuleto?

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202- Camisa do Plácido de Castro FC

A 202ª camisa de futebol retratada no site estreia o futebol acriano aqui no As Mil Camisas.

A camisa representa o Plácido de Castro Futebol Club, clube sediado na cidade de Plácido de Castro, no estado do Acre.

Recentemente, o time reformulou seu distintivo:

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é placido-castro-1-754x1024.png

Plácido de Castro é um município há cerca de 100 Km da capital Rio Branco, criado em 1976 e que homenageia o militar que comandou os seringueiros locais em uma luta pela independência local, frente à Bolívia.

A região tinha grande potencial seringueiro e por isso era tão cobiçada que chegou a ter o próprio presidente da Bolívia, o general José Manuel Pando, participando no enfrentamento a Plácido, sem sucesso.
Depois de diversas batalhas, a “revolução do Acre” venceu as tropas bolivianas, proclamando, o Estado Independente do Acre, ou a “República do Acre” e que teve Plácido de Castro como presidente até 1903, quando o Tratado de Petrópolis, anexou o Acre ao Brasil dissolvendo o Estado Independente.

Plácido foi morto em uma emboscada aos 35 anos, por “jagunços” a mando de um ex companheiro de armas da revolução, que se sentia menosprezado e desvalorizado após tanta dedicação.
Esta é uma ilustração de José Plácido de Castro:

Vale reforçar que antes da ocupação por seringueiros, a região onde atualmente está a cidade foi ocupada por várias etnias indígenas e que atualmente ainda se fazem presente por lá.
Destaque para os Huni Kuin também conhecidos como Kaxinawá, pertencentes à família linguística Pano.

Mas, falando do futebol local, o Plácido de Castro FC foi fundado no dia 3 de agosto de 1979, começando como quase todos os clubes: disputando campeonatos e torneios amadores.

O Plácido de Castro FC se tornou conhecido como o Tigre do Abunã.

Em 1983, disputou um amistoso pela primeira vez contra um clube de futebol profissional e empatou em 1×1 com o ADESG. A partir daí o time passou a se desafiar cada dia mais e disputar amistosos contra outras equipes profissionais. Em 1987 e 1988, participou das duas únicas edições da Liga Independente do Norte, colocando-se, respectivamente, em quarto e terceiro lugar.

O Plácido de Castro FC se profissionalizou somente em 2008, disputando o Campeonato Acriano, ficando em terceiro lugar.
Veja a tabela do site Bola na área:

Em 2009, terminou na última colocação.
Em 2010, perdeu 6 pontos por inscrição irregular de um atleta, o que o tirou das semifinais.

Em 2011, o clube conquistou o vice-campeonato estadual, enfrentando os dois times de maior hegemonia no estado, batendo o Atlético na semifinal e perdendo o título para o Rio Branco, com um empate e uma derrota!
Na segunda partida, quase um quarto da população de Plácido de Castro (que tinha na época pouco mais de 17 mil habitantes) se moveu para apoiar o clube: mais de 4 mil placidianos viajaram 100km até Rio Branco para assistir a grande decisão

Em 2012, terminou em 4º lugar, mas em 2013, fez uma campanha muito boa na primeira fase, terminando em 3º lugar e se classificando para a semifinal!

Na semifinal, venceu o primeiro jogo contra o Atlético por 1×0 e empatou o segundo jogo por 0x0, chegando à final, contra o Rio Branco.
Perdeu o primeiro jogo por 2×0, mas ganhou o segundo por 3×0, levando a decisão por penaltys onde saiu como grande campeão!

Em 2014, perdeu a vaga para a final para o Rio Branco (uma derrota por 1×0 e um empate por 1×1), terminando em 4º lugar.
Em 2015, novamente perde a semifinal parao Rio Branco, terminando na 4ª colocação.
Em 2016, acaba na 6ª colocação. Mas neste ano, tem como grande destaque sua nova presidente: Rafaela Escalante, que era a líder da torcida organizada “Fanáticos Plácido”.

Seu maior feito foi liberar o Estádio local, o Estádio José Ferreira Lima para o uso no Campeonato Estadual, já que até então o time mandava seus jogos na Arena da Floresta.

Em 2017, volta a ficar entre os melhores ocupando a 3ª colocação.

O time mantém-se entre os melhores em 2018:

Em 2019, chega à semifinal do primeiro turno, mas é eliminado.
Em 2020, chega à semifinal contra o time do Galvez e é eliminado nos penaltys.
Em. 2021, termina em último lugar com apenas um ponto…

Em 2022, termina na 7ª colocação.
Em 2023, mais uma campanha ruim, ficando em 4º do seu grupo, não se classificando para o hexagonal final.
Aqui, o time de 2023:

O time manda seus jogos no Estádio José Ferreira Lima, o Ferreirão.

E aí sua torcida, de local no Estádio Ferreirão!

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201- Camisa do CA Juventus

A 201ª camisa de futebol do nosso blog vêm de um time que já acompanhamos por várias vezes: o Clube Atlético Juventus.

Por favor, nunca cometa o erro de chamar “o” Juventus de “a” Juventus. “O” é da Mooca e “a” é de Turim.

O CA Juventus foi fundado em 20 de abril de 1924 por imigrantes italianos que trabalhavam na Cotonifício Rodolfo Crespi, uma fábrica de tecidos que viveu intensamente a greve geral de 1917, muito graças à Liga Operária da Mooca que difundiu a ideia da paralisação, concretizando o movimento.

Até pouco tempo, o prédio abrigava um supermercado Extra, mas a rede acabou fechando suas portas no Brasil e agora é um mercado Assaí.

O time nasceu sob o nome de Cotonifício Rodolfo Crespi Futebol Clube com jogadores dos times Extra São Paulo FC e Cavalheiro Crespi FC formados na mesma fábrica.
Distintivos vindos direto do site Escudos Gino:

O CR Crespi FC disputou as divisões intermediárias da APEA e em 1929, conquistou o campeonato da Primeira Divisão, equivalente ao segundo nível do campeonato. A matéria abaixo foi encontrada pelo Hamílton do site Manto Juventino.

Em 19 de fevereiro de 1930, o time adota uma sugestão do Conde Crespi e passa a se chamar “Clube Atlético Juventus“.

Teve uma estreia interessante na Divisão Principal da APEA em 1930, terminando na 10ª colocação, ganhando seu apelido (Moleque Travesso) ao vencer o Corinthians fora de casa por 2×1.

Destaque também para o Campeonato da APEA de 1932, onde conquistou a 3ª colocação.

Em 1933, o Juventus se licencia da APEA e passa a disputar o campeonato da Federação Paulista de Futebol com o nome de Clube Atlético Fiorentino, .

E não é que o time acaba campeão paulista pela Federação Paulista de Futebol em 1934?

O CA Fiorentino ainda bateu a Ferroviária de Pindamonhangaba, campeã amadora do interior, e se tornou campeão amador unificado da FPF.

O time volta a jogar como Juventus e nos anos 40, destaque para o campeonato de 1943, quando terminou em quarto lugar.

Em 1949, Crespi afastou-se da diretoria do Juventus, colocando fim a duas décadas da sua família no comando do clube.

Em 1953, o clube conquistou o Torneio Interestadual Jânio Quadros, competição que também reuniu Bonsucesso, Portuguesa Santista e Ypiranga e ainda realizou uma excursão à Europa jogando na, então, Iugoslávia, Espanha, Suiça, Itália, Suécia, Alemanha, entre outros.

Em 1954, o clube foi rebaixado pela primeira vez, mas uma manobra da FPF, fez o clube ser promovido através de convite da federação à divisão principal em 1956.

Em 1963, terminou na quinta colocação.

Em 1982, fez um ótimo campeonato paulista, terminando a 1ª fase em 4º lugar.

No segundo turno, o Juventus termina em 7º:

A campanha no Paulista garantiu uma vaga na elite do Campeonato Brasileiro de 1983, da qual acabou eliminado ainda na primeira fase.
Mas o regulamento daquele ano levou o time às oitavas de final da Taça de Prata.
Assim, o Juventus eliminou Itumbiara, Galícia e Joinville, chegando à final contra o CSA, perdendo por 3×1, em Alagoas, ganhando de 3×0 na Fazendinha (campo do Corinthians) e 1×0 no jogo desempate também no estádio corintiano.
O Juventus era campeão brasileiro da segunda divisão!

Em 1986, nova campanha de destaque no Campeonato Paulista: 5ª colocação!

Nos anos seguintes, o Juventus teve campanhas fracas, até que em 1993 acabou rebaixado para a Série A2.
A volta para a série A1 se deu no ano seguinte, sendo vice campeão da A2-1994.

De volta à série A1, foram mais três campanhas fracas, mas em 1997 conquistou o vice-campeonato da Série C, subindo para à Série B de 1998. Infelizmente em 98 foi rebaixado na série B do Brasileiro e no Paulista da série A1.

O time voltaria ao Paulistão em 2002, graças a uma mudança na disputa (os grandes disputaram o Rio-SP e abriram novas vagas para o campeonato) e terminou em 4º lugar.
Em 2004, o clube foi novamente rebaixado para a Série A2.
Em 2005, a torcida grená teve um motivo para festejar, após o clube se sagrar campeão da Série A2 na final contra o Noroeste, retornando à elite do futebol paulista.

Em 2007, o time daria um título incrível à sua torcida: campeão da Copa Paulista. Relembre com a incrível Rede Vida como foi:

Em 2008, o time volta à série A2 e em 2009…. o pior momento do time: a queda para a série A3
Teve que disputar as edições de 2010 a 2012 para voltar à A2.

Desde então, o time vem passando por altos e baixos: voltou pra A3 ao terminar a A2 de 2013 em último lugar. A volta à A2 se deu apenas no Campeonato de 2016, onde se mantém até 2023.

Antes de terminar, vale relembrar a história do seu incrível estádio: o campo da Rua Javari, ou oficialmente o Estádio Conde Rodolfo Crespi.

Sua inauguração ocorreu em 10 de novembro de 1929 com um amistoso contra a Roma, vencida por 2×1 pelos italianos.

Em 1941, um amistoso contra o Corinthians levou nada menos que 15 mil torcedores à Javari!! (vitória dos visitantes por 3×1.

Já estivemos lá por várias vezes acompanhando o Juventus, relembre o que você preferir, seja em 2009, contra a Portuguesa Santista pela Copa Paulista, em 2010, no duelo futebol tradicional x moderno (Juventus x RedBull), ou na incrível goleada contra o Palmeiras B, ou quem sabe em 2015 no clássico JuveNal?

Última, mas importante citação, é em relação às duas torcidas do time: a Ju Jovem, fundada em 1981, e que tinha como representante, o inesquecível Sérgio Mangiullo (foto do museu do futebol), que faleceu em 2013 (10 anos já…).

A outra torcida do Juventus é a Setor 2, uma Barra que há anos vem fazendo a festa atrás do gol da rua Javari, cola lá pra conferir!

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O futebol em Congonhas (MG): o Bangu EC e o Estádio Municipal de Joaquim Murtinho

Chegamos a mais uma cidade histórica de Minas Gerais: Congonhas. E que também tinha muita história antes da chegada dos europeus: era território dos Puri!

A cidade de Congonhas também surge da febre do ouro que tomou conta de boa parte de Minas Gerais no fim do século XVII.

O ouro trouxe poder a alguns e fez surgir várias igrejas transformando alguns locais, como Congonhas em importantes centros religiosos.
A Basílica do Senhor Bom Jesus de Matozinhos se tornou até hoje um local de grande interesse turístico e religioso.

Caso você não se lembre, o grande charme daBasílica são as doze estátuas de profetas, feitas em pedra-sabão por Aleijadinho e seus assistentes.

Dentro da igreja, várias obras religiosas:

Além das estátuas, existem várias capelas representando os passos da Paixão de Cristo:

É claro que vale a visita pelo valor histórico e artístico de tudo aquilo, mas Congonhas também tem um time com nome em homenagem a uma tradicional equipe carioca: o Bangu Esporte Clube, fundado em 10 de abril de 2008!

Com uma história recente, o time tem dado atenção às crianças do bairro do Joaquim Murtinho e para apoiar, em 2012, a Prefeitura entregou um Estádio Municipal!

O bairro tem grande importância, pois desde 1914 teve ali instalada a estação de trem.

E lá fomos nós conhecer o Estádio popularmente conhecido como “Dedezão”:

Hora de conhecer um pouco mais da casa do Bangu EC:

Eu acho muito bonito quando temos Estádios no meio de paisagens naturais como as montanhas que vemos no “Estádio Municipal Dedezão“.

Veja o meio campo:

O gol da esquerda:

O gol da direita:

O Bangu EC não teve nenhuma participação nas competições profissionais, mas em 2018 participou das competições sub 15 e sub 17 organizadas pela Federação Mineira de Futebol (melhor não dizer que terminou em último nas duas categorais…).

De qualquer forma suas arquibancadas pode se dizer que já entraram para a história do futebol mineiro!

Aí está, o alvi rubro banco de reservas do Bangu EC.

E olha o gol, e como o gramado está bem cuidado!

Hora de ir embora, mas antes, uma paradinha na paradisíaca cidade de Lagoa Dourada para uma vez mais deliciarmo-nos com seus rocamboles!

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