GO Audax é campeão da Paulista Cup Feminina sub17 2026

Quinta feira, 24 de setembro de 2026.
O Estádio Bruno José Daniel recebe mais uma final, e dessa vez graças às meninas do Santo André.

E, mais uma vez começando pelo fim, parabéns às meninas de GO Audax que deram o troco e venceram o Santo André, nos penaltys!


Parabéns também às Ramalhetes, já que o vice campeonato foi conquistado de forma incrível e mesmo na final, fizeram uma baita partida, só não chegando ao gol…

Mais uma oportunidade importante para nossa torcida se fazer presente nas bancadas e curtir a amizade em torno do nosso time!

Claro… Ficou no final um sentimento de tristeza entre as meninas, mas sempre importante lembrar que perder faz parte!

Uma derrota nos pênaltis não apaga a campanha que trouxe as Ramalhetes até aqui. Um vice-campeonato invicto também conta uma história de evolução, trabalho e de um futebol feminino que merece cada vez mais espaço no Santo André.

Que essa seja apenas mais uma etapa de uma história que ainda tem muito para crescer!

Que bom que as meninas logo se recuperaram e puderam comemorar o troféu de segundo lugar.
Afinal, tão importante quanto levantar uma taça é construir uma história que faça a gente querer voltar para a arquibancada no próximo jogo.
E essa história das Ramalhetes está só começando!

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Santo André se classifica para as oitavas de final do Campeonato Paulista sub20

Sexta feira, 25 de setembro de 2026.
Sábado passado fomos até Sertãozinho acompanhar o jogo de ida da fase “16 avos de final”, e hoje foi a vez do jogo de volta, no apaixonante Bruno José Daniel.

Dia e horário ruins.
Pouca gente em números absolutos, mas um público interessante levando em conta todo o nosso cenário.

No meio da torcida, um ídolo dos anos 2000: Márcio “Mixirica”.
Lembra dele?

Outro ídolo da bancada é o Luiz, que representa a renovação pela qual nossa arquibancada tem passado.

Outra figura que acabou passando por lá foi um dos “olheiros” do Meia Noite, clube que vêm despontando nas categorias de base do futebol paulista.

O jogo começou e sem muita enrolação, o Santo André fez o que era necessário:Emmanuel aproveitou o rebote do goleiro e marcou o primeiro gol do Santo André a menos de 4 minutos de jogo (veja aqui o gol no Insta do Ramalhão).

Foi o alívio necessário para poder jogar sem se preocupar com a pressão do relógio.

Assistir o sub20 vai além de ver o jogo.
A gente fica ali sonhando com o futuro, com as possibilidades….
E assim, quando percebemos o primeiro tempo já tinha ido embora e estávamos próximo da classificação.

No segundo tempo, o Ramalhão começou criando várias oportunidades para ampliar o placar, e nessa falta, eu juro que vi o gol kkk

Mas, engana-se quem viu o resultado final e achou que o jogo foi fácil.
A história poderia ter mudado caso o Sertãozinho não tivesse desperdiçado um penalty quando o placar ainda indicava a diferença mínima.

O erro custou caro.
O Santo André conseguiu fazer o segundo gol e aí sim respirar ainda mais tranquilo, já com a vaga garantida.

E com a tranquilidade e sobre gritos de “olé” da torcida, chegamos ao 3ª gol do EC Santo André:

Classificados, agora resta aguardar a definição do adversário, provavelmente um dos grandes paulistas, Santos ou Corinthians.

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Juventus x União São João, pelas quartas de final da Copa Paulista 2026

Segunda-feira, 21 de setembro de 2026.
Noite de Copa Paulista em um local muito especial: o Pacaembu!
Depois da reforma, visitei o estádio por várias vezes, mas esse será o meu primeiro jogo sob os domínios do Mercado Livre.


Decidi ficar na arquibancada visitante pra conferir como seria a aventura do pessoal de Araras na noite paulistana!

O Pacaembu é bem bonito, né?

E acompanhar duas equipes tão tradicionais em um mata-mata é uma pedida imperdível para uma noite de segunda feira, concorda?
Não a toa, os times tiveram uma recepção muito bacana: que os fogos de artifício iniciem a festa!

Times perfilados para o hino nacional…

Fiquei pensando em como é complexa para a torcida essa nova fase do Juventus…
O time tornou-se SAF e logo de cara conquistou um acesso à série A1 mas ao mesmo tempo o processo de mudança acabou envolvido em uma denúncia de corrupção (leia aqui matéria falando sobre isso).


Para muitos, o time perdeu identidade, para outros é a última oportunidade de voltar a disputar grandes competições…
E você, o que acha?
Abraços ao Garcez que me mandou a foto abaixo dos amigos da bancada que se reencontraram no lado juventino nessa noite de Copa!

Do outro, o União São João EC, levou a força do futebol do interior até a capital!

Muito dessa animação veio da Torcida União Alviverde.

Pra quem não lembra, o União foi o primeiro “clube empresa” do Brasil, em 1994, com a criação da União São João S/A.
De lá pra cá, muita coisa mudou.
Só não mudou o amor da cidade pelo time!


Nos anos 1990, o União foi campeão da Série B (em 1996), disputou quatro edições da Série A, mas também acumulou rebaixamentos e chegou a ficar sete anos sem futebol profissional.


Quando voltou, em 2022, precisou recomeçar pelo degrau mais baixo do futebol paulista: a Bezinha, uma trajetória que transformou um clube de destaque nacional em um verdadeiro exemplo de reconstrução.


E boa parte desse novo momento se deve a Zé Mário Pavan, um personagem indissociável da história do clube e que acompanhou a partida lá do meio da arquibancada, ao lado da torcida!


Pavan está no clube desde 1993, e esteve presente no auge, na queda e agora na reconstrução do time, tornando-se um dos dirigentes mais longevos do futebol paulista.
Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista, confira:

E como foi emocionante ver o pessoal de Araras pintar de verde e branco as bancadas do Pacaembu:

Ah, a Luca se divertiu participando da bateria da Torcida União Alviverde:

Olha que legal ver o rock se misturando ao futebol na pele do torcedor do União (eu acabei conversando pouco e esqueci o nome do amigo aí, quem puder, por favor, põe nos comentários pra eu citar aqui):

Só pra lembrar: uma semana antes, no Estádio Hermínio Ometto, o União havia vencido por 1 a 0, com gol de Alex Oliveira.
Assim, o time de Araras chegou ao Pacaembu podendo empatar para seguir adiante. Já para o Juventus, só a vitória interessava e por isso, um bom número de torcedores compareceu ao Pacaembu para apoiar o time da Mooca.

Difícil fazer imagens da torcida local ali do setor visitante e eu sempre gosto de mostrar os dois lados da bancada, mas é o que temos…

E o Moleque Travesso tratou de mostrar rapidamente que a noite seria complicada para os visitantes.

Logo aos 7 minutos, quando a torcida ainda chegava ao Pacaembu, Felipe Augusto fez uma bela jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e bateu no canto para fazer 1 a 0 Juventus.

O União ainda pediu a revisão do lance, alegando uma infração na origem da jogada, mas a árbitra Edina Alves Batista foi ao vídeo e confirmou o gol.
Balde de água fria na cabeça da torcida visitante?

Que nada! A impressão é que eles nem sentiram…

Em campo, o time pareceu ouvir a torcida e e passou a ocupar melhor os espaços, criando mais oportunidades.

Mas, o Juventus seguiu apertando e o goleiro João Souto apareceu por várias vezes, evitando o segundo gol juventino.

Tudo o que a torcida do União podia fazer era seguir apoiando…

E eles fizeram isso…

Momento da pausa para hidratação…


A partir da metade da primeira etapa, senti o time de Araras melhor, mas faltava o lance final pra chegar ao gol.

E a torcida pareceu entender isso e seguiu cantando até o fim do primeiro tempo!

Olha aí o time indo pro vestiário e recebendo o apoio da torcida!

A segunda etapa prometia ainda mais emoção.
Até então, com 1×0, a decisão seria nos penaltys, mas algo parecia animar a rapaziada de Araras…

O União seguia buscando ocupar o campo de ataque e assim conquistar o gol que daria a classificação para as semifinais da Copa Paulista.

Foi então que o momento mágico aconteceu.
Aos 21 minutos, Bruninho tabelou com Léo Souza pela esquerda e cruzou para Alex Oliveira, que apareceu antes do goleiro Passarelli para mandar para o fundo da rede.
Juventus 1 x 1 União São João!

Se em campo houve muita celebração, imagina como foi na bancada…

A partir daí, o Juventus precisaria marcar mais duas vezes para avançar no tempo normal e o time acabou tendo que ir para cima, enquanto o União passou a encontrar espaços para os contra-ataques deixando o jogo uma loucura!

Warlei ainda teve uma grande oportunidade cara a cara com Passarelli para matar definitivamente o confronto para a alegria da torcida visitante, mas acabou perdendo a chance.

Os minutos finais por incrível que pareça não foram de apreensão, mas de muita festa e apoio na bancada alviverde!

Mesmo com o Juventus pressionando, a chance não veio e a árbitra Edina terminou o jogo com o União classificado!!!

A partida teve 2.488 torcedores presentes.

Agora, na semifinal, o União São João enfrenta o Grêmio Prudente, e pra quem gosta do futebol paulista, é difícil não achar bacana ver novamente o União São João de Araras chegando às fases decisivas de uma competição estadual.

O Verdão de Araras está na semifinal! Pode comemorar!!!

Grato, futebol!

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Sertãozinho 1×1 EC Santo André (Campeonato Paulista sub20 2026)

Sábado, 19 de setembro de 2026.
Dia de mata-mata pelo Campeonato Paulista Sub-20!
E por mais insano que pareça, saímos de Santo André as 4h30 da manhã para acompanhar a primeira partida desse mata-mata válido pelos 16 avos do campeonato.
De presente, ganhamos esse lindo nascer do sol, ali por Pirassununga:

Embora nossa passagem pela cidade tenha sido para acompanhar o jogo, acabamos aproveitando para conhecer a cidade.
Já estive lá, há 10 anos para acompanhar o acesso do Sertãozinho à série A2 (veja aqui como foi), mas ainda não tinha me dedicado a conhecer mais do dia a dia de Sertãozinho.

Localizada na região de Ribeirão Preto, Sertãozinho é uma cidade fortemente marcada pela agroindústria e, principalmente, pelo setor sucroenergético, que vira e mexe se apresenta em crise, para a tristeza da cidade.


A ferrovia também faz parte da história de Sertãozinho e fiz questão de visitar a antiga estação da cidade.

Mas nessa visita conhecemos outra característica importante da cidade: sua vida cultural, já que nesse fim de semana acontecia a 22ª Feira do Livro de Sertãozinho, realizada na tradicional Praça 21 de Abril.

Com o tema “Sertãozinho: Estância de Encontros e Histórias” e reuniu literatura, música, educação e cultura, com escritores locais e convidados, atividades para crianças, oficinas, troca e doação de livros, um planetário gratuito e até show do Almir Sater.

Essa é uma das coisas mais bacanas de viajar pelo interior.
A gente sai de casa para conhecer um estádio, assistir a uma partida e acaba descobrindo também as praças, as história e as pessoas que ajudam a construir a identidade de cada cidade.
Além, é claro do sorvete local!

Mas, o objetivo central desse rolê era mesmo o Estádio Frederico Dalmaso, o tradicional Fredericão, palco da partida entre Sertãozinho FC e EC Santo André.

E não é que nossa bancada ainda ganhou mais gente com a chegada do Marques, Ovídio, Sandro Gaúcho e o Gabriel!

A entrada visitante é ali no portão lateral, número 3. Então, seja bem vindo!

Times em campo…

Hino, orações e abraços em dia…

Importante saudação à torcida que andou muitos quilômetros para estar ao lado do time…

Até a bandeirinha do escanteio está pronta…
Ainda que de ponta cabeça…
Mas já podemos começar a partida!

O jogo é importante, pois o campeonato entra agora na fase eliminatória, onde “dois times entram, e um time sai” e por isso o jogo começou quente, com o Santo André se posicionando muito bem e apertando o time da casa.

Na bancada, a torcida fez o que pode, apoiando e até colorindo o nosso lado com as faixas da Fúria e a homenagem à TILMA.

Porém em uma descida pela direita, o Touro dos Canaviais saiu na frente com Gabriel, colocando pressão sobre o Ramalhão neste primeiro confronto do mata-mata.

Pode conferir no placar…

E o gol acabou animando o time da casa que criou outras chances…

O sol, que há tanto tempo não dava as caras pelo ABC nos fez uma visita lá no interior…
A pausa para hidratação veio em boa hora pros times e também pra quem estava na bancada.
Aliás, linda atitude da diretoria local de distribuir água para a nossa torcida, muito obrigado!

A sombra das bandeiras também foi uma boa opção de refresco…

A partida foi muito boa tecnicamente, mas com o placar em vantagem, o time da casa acabou preferindo segurar o jogo e o Santo André acabou crescendo no jogo!

O intervalo foi marcado pelo belo gesto da torcida ramalhina limpando o estádio:

No segundo tempo, o jogo ficou quente até que Guilherme Henrique marcou para o time do ABC e definiu o placar em 1 a 1, deixando tudo aberto para a partida de volta.

Sertãozinho 1 x 1 Santo André.
Agora, a decisão da vaga muda de endereço. Na próxima sexta-feira, 25 de setembro, as duas equipes voltam a se enfrentar, desta vez em Santo André, para definir quem segue adiante no Campeonato Paulista Sub-20.
Mas antes do final, um registro do nosso time da bancada:

E também um agradecimento à torcida local, Raça Grená, que nos recepcionou e depois do jogo ainda trocou uma ideia com a gente, mostrando que o futebol podia ser muito mais legal se essa fosse a regra em todos os jogos e estádios.

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234- Camisa do Atlético Monte Azul

A 234ª camisa do nosso site chama a atenção não apenas pelas cores, pelo desenho, ou escudo ali presente mas porque ela carrega consigo a história de uma cidade e de um clube que atravessou diferentes momentos do futebol paulista. Falamos do Atlético Monte Azul, de Monte Azul Paulista.

Este é o brasão atual, mas ele passou por muitas mudanças no decorrer do tempo e vale a pena recorrer ao Escudos Gino para conhecer a evolução deste símbolo!

O Atlético Monte Azul foi fundado em 28 de abril de 1920 na cidade de Monte Azul Paulista em uma época em que sua população não chegava a 13 mil pessoas.
Veja uma imagem da época, vinda do Blog do Iba Mendes:

Já estivemos na cidade por duas vezes, uma em 2010 (veja aqui como foi aquele rolê)…

E outra em 2021 (veja aqui como foi aquele rolê):

Estando há mais de 400 km da capital do estado, o Atlético Monte Azul teve uma verdadeira luta dentro e fora de campo para manter-se vivo e relevante durante seus mais de 100 anos de tradição no futebol.
Este era o time do início da década de 20:

Sem dúvidas, o maior momento de sua história aconteceu no fim dos anos 2000.
O time conquistou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão, na época chamada de B1, em 2004.

Em 2007, sagra-se vice campeão da A3, voltando à série A2 depois de mais de 50 anos.

Os dois anos seguintes foram mágicos.
O retorno à série A2 e logo a despedida…
Mas dessa vez, a despedida foi positiva, o título inédito da A2 de 2009, levou o Atlético Monte Azul à série A1!

Tudo bem que foi apenas um ano na série A1, mas foi incrível…
E a campanha nem foi tão ruim…
Foram poucas derrotas e partidas inesquecíveis…

A passagem pela elite acabou em 2010, mas a história estava longe de terminar.
O Monte Azul voltou à Série A2, viveu novos momentos difíceis, chegou a cair para a A3 em 2016 e conquistou o retorno à A2 três anos depois, como vice-campeão da Série A3 de 2019.
É justamente essa trajetória de acessos, quedas e recomeços que ajuda a explicar o que significa manter um clube do interior vivo por mais de um século.
Uma camisa não precisa representar apenas títulos e acessos.
Ela representa quem continuou acompanhando o clube quando as divisões mudaram, quem foi ao estádio, quem levou os filhos e quem manteve viva uma identidade que nasceu há mais de um século.

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TBT: Santo André campeão da Copa Paulista 2014

Com a saída prematura do Santo André da Copa Paulista 2026, decidi relembrar a última campanha vitoriosa desta competição.
Era um domingo, 30 de novembro de 2014.
Dia de decisão.
E não era qualquer decisão. Por isso, pegamos a estrada mais uma vez…

Olhando as fotos chegam várias lembranças…
Depois de um período imenso de seca, toda a chuva possível caiu sobre nossas cabeças naquele dia…

Lembro também do pessoal da Mancha Vermelha lá de Mogi Mirim aparecer pra colar junto com a Fúria naquela decisão.

O Santo André se dirigia ao Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, para enfrentar o Botafogo na grande final da Copa Paulista de 2014.
E se você acha que a água e a distância desanimou nossa torcida… É porque você não conhece o torcedor Ramalhino!

Do outro lado estava um adversário que merecia todo o respeito.
O Botafogo havia feito a melhor campanha da competição, jogava diante de mais de oito mil torcedores e buscava fechar o campeonato levantando a taça dentro de casa.

Mas nós tínhamos os nossos próprios motivos para acreditar.
Digamos que a gente se sentia mesmo iluminado para aquela decisão!

A torcida do Botafogo estava animada, já que a primeira partida em São Caetano (o Brunão seguia fechado) terminou empatada por 1×1.

Mas o lado visitante também estava seguro da força da sua camisa, principalmente embaixo de uma chuva que deixaria o jogo equilibrado…

Afinal, o Ramalhão já sabia o que significava conquistar aquela competição.
Em 2003, havia sido campeão da Copa Paulista (que tinha outro nome na época) diante do Ituano e, com o título, garantiu a vaga para aquela Copa do Brasil de 2004 que entraria definitivamente para a história do clube.
Onze anos depois, estávamos novamente ali, disputando o título e a vaga na Copa do Brasil.

O gramado do Santa Cruz ficou completamente encharcado. A bola prendia, as poças interferiam nas jogadas e, por vários momentos, parecia que seria difícil até praticar futebol naquele campo.


Mas final é final.
E a bola, quando conseguia rolar, rolou.


O Santo André chegou a reclamar de um possível pênalti logo no começo, quando Rodriguinho caiu na área após disputa com Augusto Ramos, mas o árbitro mandou seguir.

O Botafogo também mostrou por que havia chegado tão longe. Augusto Ramos arriscou de longe e obrigou Neto a trabalhar. Em um campo daqueles, as bolas paradas e os chutes de média distância ganhavam ainda mais importância.
Mas o primeiro tempo terminou sem gols.
Mas não sem festa na nossa bancada!

Mas ainda faltavam 45 minutos para conhecermos o campeão.
Na segunda etapa, o Pantera assustou.
Vitinho encontrou Caíque, que ganhou da defesa andreense, mas na hora da conclusão até a poça d’água resolveu participar da partida.
Pouco depois, Rafael Chorão também apareceu com perigo e Neto precisou trabalhar novamente.
O Santo André respondeu com Muller Fernandes, obrigando João Lucas a espalmar.
O jogo estava aberto.
Até que Ivan Izzo resolveu mexer no time.
Dudu entrou no lugar de Michael e deu novo fôlego ao Ramalhão.
E então veio o momento que todo torcedor do Santo André que viveu aquela tarde não esquece.
Escanteio para o Ramalhão.
Bola levantada na área.
Luis Matheus sobe mais alto que todo mundo e manda de cabeça para o gol!
GOOOOOOL DO SANTO ANDRÉ!!!

Botafogo 0x1 Santo André.
Naquele gramado encharcado, debaixo daquela chuva e longe de casa, o Ramalhão estava colocando uma das mãos na taça.
Mas ainda tinha sofrimento pela frente.
E muito.
Aos 35 minutos, Caíque conseguiu girar sobre a marcação e bateu firme.
A bola foi na trave.
Para desespero da torcida botafoguense e, certamente, para fazer o coração de qualquer andreense parar por alguns segundos.
O Botafogo foi atrás do empate. Era natural. Jogava em casa, diante de sua torcida e havia construído uma grande campanha até aquela final.

Mas o Santo André resistiu.
Até que veio o apito final.
BOTAFOGO 0x1 SANTO ANDRÉ.
O RAMALHÃO ERA CAMPEÃO DA COPA PAULISTA DE 2014!
E bicampeão!

Depois da conquista de 2003, o Santo André levantava novamente a taça onze anos depois e garantia também sua presença na Copa do Brasil de 2015.
Para nós, havia ainda uma coincidência impossível de ignorar.
A primeira Copa Paulista, conquistada em 2003, havia colocado o Santo André na Copa do Brasil de 2004.
E todos sabemos o que aconteceu depois…
Maracanã. Flamengo. Título.
É claro que ninguém poderia imaginar que a história necessariamente se repetiria. Mas, naquele momento, era impossível não lembrar.
Para o Botafogo, ficou a frustração de perder uma final dentro de casa, mas também o reconhecimento por uma campanha que levou o Pantera até a decisão com a melhor trajetória da competição.
Para o Santo André, ficou a taça.
Uma conquista obtida longe do Bruno José Daniel, debaixo de muita chuva e diante de um adversário que vendeu muito caro a derrota.
Mais uma tarde para guardar na memória de quem acompanha esse clube.
Porque títulos passam a fazer parte das estatísticas.
Mas quem estava lá lembra da chuva, das poças, da tensão, da bola na trave, do gol de Luis Matheus e daquele apito final.
E é justamente isso que faz a história de um clube.
SANTO ANDRÉ, BICAMPEÃO DA COPA PAULISTA!

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