Sertãozinho 1×1 EC Santo André (Campeonato Paulista sub20 2026)

Sábado, 19 de setembro de 2026.
Dia de mata-mata pelo Campeonato Paulista Sub-20!
E por mais insano que pareça, saímos de Santo André as 4h30 da manhã para acompanhar a primeira partida desse mata-mata válido pelos 16 avos do campeonato.
De presente, ganhamos esse lindo nascer do sol, ali por Pirassununga:

Embora nossa passagem pela cidade tenha sido para acompanhar o jogo, acabamos aproveitando para conhecer a cidade.
Já estive lá, há 10 anos para acompanhar o acesso do Sertãozinho à série A2 (veja aqui como foi), mas ainda não tinha me dedicado a conhecer mais do dia a dia de Sertãozinho.

Localizada na região de Ribeirão Preto, Sertãozinho é uma cidade fortemente marcada pela agroindústria e, principalmente, pelo setor sucroenergético, que vira e mexe se apresenta em crise, para a tristeza da cidade.


A ferrovia também faz parte da história de Sertãozinho e fiz questão de visitar a antiga estação da cidade.

Mas nessa visita conhecemos outra característica importante da cidade: sua vida cultural, já que nesse fim de semana acontecia a 22ª Feira do Livro de Sertãozinho, realizada na tradicional Praça 21 de Abril.

Com o tema “Sertãozinho: Estância de Encontros e Histórias” e reuniu literatura, música, educação e cultura, com escritores locais e convidados, atividades para crianças, oficinas, troca e doação de livros, um planetário gratuito e até show do Almir Sater.

Essa é uma das coisas mais bacanas de viajar pelo interior.
A gente sai de casa para conhecer um estádio, assistir a uma partida e acaba descobrindo também as praças, as história e as pessoas que ajudam a construir a identidade de cada cidade.
Além, é claro do sorvete local!

Mas, o objetivo central desse rolê era mesmo o Estádio Frederico Dalmaso, o tradicional Fredericão, palco da partida entre Sertãozinho FC e EC Santo André.

E não é que nossa bancada ainda ganhou mais gente com a chegada do Marques, Ovídio, Sandro Gaúcho e o Gabriel!

A entrada visitante é ali no portão lateral, número 3. Então, seja bem vindo!

Times em campo…

Hino, orações e abraços em dia…

Importante saudação à torcida que andou muitos quilômetros para estar ao lado do time…

Até a bandeirinha do escanteio está pronta…
Ainda que de ponta cabeça…
Mas já podemos começar a partida!

O jogo é importante, pois o campeonato entra agora na fase eliminatória, onde “dois times entram, e um time sai” e por isso o jogo começou quente, com o Santo André se posicionando muito bem e apertando o time da casa.

Na bancada, a torcida fez o que pode, apoiando e até colorindo o nosso lado com as faixas da Fúria e a homenagem à TILMA.

Porém em uma descida pela direita, o Touro dos Canaviais saiu na frente com Gabriel, colocando pressão sobre o Ramalhão neste primeiro confronto do mata-mata.

Pode conferir no placar…

E o gol acabou animando o time da casa que criou outras chances…

O sol, que há tanto tempo não dava as caras pelo ABC nos fez uma visita lá no interior…
A pausa para hidratação veio em boa hora pros times e também pra quem estava na bancada.
Aliás, linda atitude da diretoria local de distribuir água para a nossa torcida, muito obrigado!

A sombra das bandeiras também foi uma boa opção de refresco…

A partida foi muito boa tecnicamente, mas com o placar em vantagem, o time da casa acabou preferindo segurar o jogo e o Santo André acabou crescendo no jogo!

O intervalo foi marcado pelo belo gesto da torcida ramalhina limpando o estádio:

No segundo tempo, o jogo ficou quente até que Guilherme Henrique marcou para o time do ABC e definiu o placar em 1 a 1, deixando tudo aberto para a partida de volta.

Sertãozinho 1 x 1 Santo André.
Agora, a decisão da vaga muda de endereço. Na próxima sexta-feira, 25 de setembro, as duas equipes voltam a se enfrentar, desta vez em Santo André, para definir quem segue adiante no Campeonato Paulista Sub-20.
Mas antes do final, um registro do nosso time da bancada:

E também um agradecimento à torcida local, Raça Grená, que nos recepcionou e depois do jogo ainda trocou uma ideia com a gente, mostrando que o futebol podia ser muito mais legal se essa fosse a regra em todos os jogos e estádios.

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TBT: Santo André campeão da Copa Paulista 2014

Com a saída prematura do Santo André da Copa Paulista 2026, decidi relembrar a última campanha vitoriosa desta competição.
Era um domingo, 30 de novembro de 2014.
Dia de decisão.
E não era qualquer decisão. Por isso, pegamos a estrada mais uma vez…

Olhando as fotos chegam várias lembranças…
Depois de um período imenso de seca, toda a chuva possível caiu sobre nossas cabeças naquele dia…

Lembro também do pessoal da Mancha Vermelha lá de Mogi Mirim aparecer pra colar junto com a Fúria naquela decisão.

O Santo André se dirigia ao Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, para enfrentar o Botafogo na grande final da Copa Paulista de 2014.
E se você acha que a água e a distância desanimou nossa torcida… É porque você não conhece o torcedor Ramalhino!

Do outro lado estava um adversário que merecia todo o respeito.
O Botafogo havia feito a melhor campanha da competição, jogava diante de mais de oito mil torcedores e buscava fechar o campeonato levantando a taça dentro de casa.

Mas nós tínhamos os nossos próprios motivos para acreditar.
Digamos que a gente se sentia mesmo iluminado para aquela decisão!

A torcida do Botafogo estava animada, já que a primeira partida em São Caetano (o Brunão seguia fechado) terminou empatada por 1×1.

Mas o lado visitante também estava seguro da força da sua camisa, principalmente embaixo de uma chuva que deixaria o jogo equilibrado…

Afinal, o Ramalhão já sabia o que significava conquistar aquela competição.
Em 2003, havia sido campeão da Copa Paulista (que tinha outro nome na época) diante do Ituano e, com o título, garantiu a vaga para aquela Copa do Brasil de 2004 que entraria definitivamente para a história do clube.
Onze anos depois, estávamos novamente ali, disputando o título e a vaga na Copa do Brasil.

O gramado do Santa Cruz ficou completamente encharcado. A bola prendia, as poças interferiam nas jogadas e, por vários momentos, parecia que seria difícil até praticar futebol naquele campo.


Mas final é final.
E a bola, quando conseguia rolar, rolou.


O Santo André chegou a reclamar de um possível pênalti logo no começo, quando Rodriguinho caiu na área após disputa com Augusto Ramos, mas o árbitro mandou seguir.

O Botafogo também mostrou por que havia chegado tão longe. Augusto Ramos arriscou de longe e obrigou Neto a trabalhar. Em um campo daqueles, as bolas paradas e os chutes de média distância ganhavam ainda mais importância.
Mas o primeiro tempo terminou sem gols.
Mas não sem festa na nossa bancada!

Mas ainda faltavam 45 minutos para conhecermos o campeão.
Na segunda etapa, o Pantera assustou.
Vitinho encontrou Caíque, que ganhou da defesa andreense, mas na hora da conclusão até a poça d’água resolveu participar da partida.
Pouco depois, Rafael Chorão também apareceu com perigo e Neto precisou trabalhar novamente.
O Santo André respondeu com Muller Fernandes, obrigando João Lucas a espalmar.
O jogo estava aberto.
Até que Ivan Izzo resolveu mexer no time.
Dudu entrou no lugar de Michael e deu novo fôlego ao Ramalhão.
E então veio o momento que todo torcedor do Santo André que viveu aquela tarde não esquece.
Escanteio para o Ramalhão.
Bola levantada na área.
Luis Matheus sobe mais alto que todo mundo e manda de cabeça para o gol!
GOOOOOOL DO SANTO ANDRÉ!!!

Botafogo 0x1 Santo André.
Naquele gramado encharcado, debaixo daquela chuva e longe de casa, o Ramalhão estava colocando uma das mãos na taça.
Mas ainda tinha sofrimento pela frente.
E muito.
Aos 35 minutos, Caíque conseguiu girar sobre a marcação e bateu firme.
A bola foi na trave.
Para desespero da torcida botafoguense e, certamente, para fazer o coração de qualquer andreense parar por alguns segundos.
O Botafogo foi atrás do empate. Era natural. Jogava em casa, diante de sua torcida e havia construído uma grande campanha até aquela final.

Mas o Santo André resistiu.
Até que veio o apito final.
BOTAFOGO 0x1 SANTO ANDRÉ.
O RAMALHÃO ERA CAMPEÃO DA COPA PAULISTA DE 2014!
E bicampeão!

Depois da conquista de 2003, o Santo André levantava novamente a taça onze anos depois e garantia também sua presença na Copa do Brasil de 2015.
Para nós, havia ainda uma coincidência impossível de ignorar.
A primeira Copa Paulista, conquistada em 2003, havia colocado o Santo André na Copa do Brasil de 2004.
E todos sabemos o que aconteceu depois…
Maracanã. Flamengo. Título.
É claro que ninguém poderia imaginar que a história necessariamente se repetiria. Mas, naquele momento, era impossível não lembrar.
Para o Botafogo, ficou a frustração de perder uma final dentro de casa, mas também o reconhecimento por uma campanha que levou o Pantera até a decisão com a melhor trajetória da competição.
Para o Santo André, ficou a taça.
Uma conquista obtida longe do Bruno José Daniel, debaixo de muita chuva e diante de um adversário que vendeu muito caro a derrota.
Mais uma tarde para guardar na memória de quem acompanha esse clube.
Porque títulos passam a fazer parte das estatísticas.
Mas quem estava lá lembra da chuva, das poças, da tensão, da bola na trave, do gol de Luis Matheus e daquele apito final.
E é justamente isso que faz a história de um clube.
SANTO ANDRÉ, BICAMPEÃO DA COPA PAULISTA!

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O futebol em Ribeirão Preto – Parte 2: O estádio Santa Cruz

Aproveitamos o feriado da consciência negra de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país.
E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes.
Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena entender o que é o racismo, e o GOG pode ajudar nessa ideia:

E já que você ouviu ele falar, ouve o que, pra mim, é um dos maiores cantores do nosso país e que devia ser ouvido nas escolas antes mesmo de lermos Machado de Assis.

Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).

No caminho para Ribeirão, aproveitei para fazer algumas paradas.
A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018).

Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.
Se você não conhece a cidade está perdendo 2 estádios incríveis!!!
Veja aqui como foi nosso rolê por lá em 2018!

A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que iniciamos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!
E veja aqui, como foi o rolê este ano.

Finalmente em Ribeirão, além de registrar o Estádio do Comercial, também demos um rolê pela cidade, fomos conhecer o Mercadão.

Olha que lindo o prédio do Teatro Pedro II, ali no centro, pertinho, no mesmo quarteirão da famosa choperia Pinguim.

Também paramos na Sorveteria do Geraldo, um verdadeiro patrimônio de Ribeirão Preto!

Finalmente chegamos ao Estádio Santa Cruz

O estádio foi inaugurado em 21 de janeiro de 1968, com um amistoso entre o Botafogo e a Seleção da Romênia, e o time da casa meteu logo um chocolate nos gringos: 6×2.

Animado em registrar um estádio com tantas histórias, fui correndo bater na porta para poder reencontrar a parte interna do Santa Cruz.

O Estádio é a casa do tradicional Botafogo de Ribeirão Preto!

Estive lá em 2014 acompanhando a final da Copa Paulista: Botafogo x Santo André.

Mesmo embaixo de forte chuva durante os 90 minutos, o público foi bem interessante.

E o Ramalhão ainda saiu campeão…

De lá pra cá algumas coisas mudaram…
O Botafogo virou SAF e o Estádio, uma arena com nome de empresa.
Na prática? Gente sem nenhuma conexão com o time trabalhando por lá, recebendo com muito mal humor quem, como eu, se interessa pelo Estádio.
Que diferença de como fomos tratados no estádio do rival…

Perguntei se existia alguma maneira de pelo menos ver o campo e a resposta foi “nenhuma chance”.
Me pergunto se a diretoria do Botafogo sabe quem cuida do estádio em dias “normais”.
Eu prefiro acreditar que sempre existe um jeito e fui caminhar dando a volta no estádio.

Olha que legal a loja (ou as lojas?) do time:

Enfim… Dando a volta cheguei em dois restaurantes que ficam junto do estádio e, adivinhe, têm vista pro campo.
Um deles é o Hard Rock Café, e, pô, rockeiros sempre se ajudam, mas… não hoje.
A moça foi quase tão chata quanto o funcionário do Estádio.
Sempre achei que por trás desse falso título de rock o tal Hard Rock Café fosse um nojo. A moça só comprovou.

E aí… Restava o Bar do Zeca Pagodinho
E os caras foram muito gente boa e me deixaram entrar para registrar o campo ali da parte de dentro do bar…

Não só me deixaram entrar como ao verem que eu estava tirando foto do campo, atrás da janela de vidro, me convidaram a acessar a área das arquibancadas…
E assim, lá fomos nós…

Logo de cara já registrei o campo como tradicionalmente faço, aqui o gol da esquerda:

O gol da direita:

E o meio campo:

Claro que fiquei contente de poder registrar esse lindo estádio e acabei mais feliz do que chateado por achar que o funcionário do Botafogo que trabalha no estádio poderia no mínimo ter me dito “Tenta lá nos restaurantes”…

Mas fico me perguntando se esse cenário está mesmo correto…
Se o clube não poderia explorar melhor o estádio como ponto turístico ou mesmo para ampliar a relação com sua torcida.

Vivenciar um rolê assim, conhecendo o estádio em um dia sem jogo é uma maneira diferente de se relacionar com o espaço, com o local, com o time…

Eu n˜ão consigo deixar de pensar que se eu fosse dar ouvidos ao cara que oficialmente trabalha no clube e deveria ser o mais interessado nisso, eu teria ido embora sem ver o sol brilhando no Estádio Santa Cruz

E olha que linda a arquibancada tricolor!
Foi muito bacana a experiência e agradeço demais o pessoal do Bar do Zeca Pagodinho, foram os mais boleiros do dia!
Estádio não é só concreto e ferro, é memória, afeto e deveria ter gente que carrega o clube no peito.

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O futebol em Cajuru (SP)

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país.
E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes.
Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena ouvir esse vídeo da Djamila, e mais legal ainda é você ler o “Pequeno Manual Antirracista“, escrito por ela.

Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).

No caminho para Ribeirão, aproveitei para algumas paradas.
A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018)

Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.

A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que fizemos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!

Naquele post mostramos um pouco da rica história do time que mandou seus jogos neste estádio: o Clube Recreativo Cajuruense (imagem do incrível site “Escudos Gino“):

Resgatamos imagens históricas como essa foto do time de 1990, clique aqui e veja essa história!

E agora em 2025, 75 anos depois da fundação do time, será que vamos conseguir entrar no estádio?

Sim!!! Finalmente conseguimos adentrar ao estádio e registrar a casa do Clube Recreativo Cajuruense.

Essa é a saída dos vestiários, era por aí que os jogadores passavam para enfim adentrar ao campo onde verdadeiras batalhas seriam disputadas.

Uma vez no campo, eram saudados pela sua torcida, presente em suas belas arquibancadas…

E que bom que finalmente pudemos registrar sua arquibancada coberta que carrega. tantas histórias.

Algo que me chamou muito a atenção foi essa inscrição em um dos portões do estádio: “Menta”. Será um patrocínio das máqunas agrícolas de mesmo nome?

Era uma tarde quente como muitas outras devem ter sido, mas o campo parecia bem cuidado, como se estivesse sendo aguado regularmente.
Essa é a visão do gol da esquerda para quem olha para a arquibancada:

Aqui, o gol da direita:

Mais uma vez, muito a agradecer pela oportunidade de estar presente e registrar mais um estádio cheio de histórias!

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O futebol em Ribeirão Preto – Parte 1: O Estádio Palma Travassos

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país.
E, infelizmente, é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas em todos os ambientes que a gente vive: escola, trabalho, amigos e futebol.
Só pra reforçar o tema, vale assistir o vídeo do Eduardo Bueno que relembra quem foi e o que simboliza Zumbi dos Palmares e a data de 20 de novembro.

Também aproveitamos o feriado para pegar a estrada.
Fomos até Ribeirão Preto!

Devido à sua ascensão como grande centro produtor de café no final do século XIX, houve extensivo uso de mão de obra escravizada, e mesmo com a abolição, muitas lavouras da região ofereceram resistência ao fim da escravidão.
Encontrei alguns levantamentos quantitativos realizados por Luciana Suarez que destaca a população da cidade em 1874 como: 4.695 livres e 857 cativos. Dados de 1887 mostram que a população livre somava 9.041 e a escravizada 1.379.
Por isso, é importante entender a realidade dos dias de hoje com base nessa história recente, porque se você acha que isso é coisa do passado, leia esta notícia de 2022 sobre idosa que era mantida em condições análogas à escravidão.

Nosso principal objetivo na cidade era registrar o Estádio Palma Travassos, o único das 5 divisões do Estado de São Paulo de 2025 que a gente ainda não conhecia.

E, felizmente, deu tudo certo! Da bilheteria até a parte interna do Estádio, conseguimos passar uma boa tarde vivenciando o Palma Travassos!

Faltou apenas ver a loja “Garra do leão” e aproveitar algum desconto, mas como diz um grande economista, melhor do que um desconto é não gastar.

Gostaria de agradecer todo o pessoal do estádio e da assessoria de imprensa que possibilitaram a visita e nos deixaram super a vontade para registrar cada detalhe.

Na parte interna ainda, existe uma série de itens históricos, como esta camisa linda:

Aliás, já escrevemos sobre a camisa e história do Comercial, veja aqui.
Faltava mesmo o registro do Estádio e antes de adentrá-lo dei uma boa volta em seu entorno e muito interessante ver que existe uma vida própria ali com bares e restaurantes.

Voltando a falar sobre os objetos históricos dispostos ali internamente, vale citar os troféus, os quadros com os presidentes e fotos históricas, muito bonitas, como a do antigo estádio!

Mas,já era hora de, finalmente, entrarmos ao campo, vamos lá?

Como mostrei no vídeo, achei legal também esses painéis homenageando figuras importantes da história do Comercial FC.

É mesmo um estádio muito bonito, e sem dúvidas que estar ali em dia de jogo é uma experiência que ainda quero passar!

Olha que linda a parte coberta da arquibancada:

E aí está o distintivo gigante no próprio campo:

No dia da visita, estavam acontecendo melhorias no estádio e no campo, mas nada que atrapalhasse o nosso registro.

A arquibancada possui cadeiras um pouco diferentes das atuais tradicionais:

Uma honra estar em um estádio com tanta história e uma torcida tão apaixonada…

Olha o placar que bacana:

Aqui, um olhar no lado direito do campo:

O meio campo:

E o gol do lado esquerdo:

Enfim, foi muito emocionante poder caminhar ali pela parte de baixo, bem ao lado do gramado e imaginar quanta coisa já passou por aí.

Esses são os meus sonhos de criança… Estar em cada um dos estádios que povoaram minha imaginação ou mesmo o acompanhamento dos campeonatos nestes 48 anos de vida… Só tenho que agradecer a oportunidade…

E que o Comercial tenha um ano bacana em 2026.

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