A 234ª camisa do nosso site chama a atenção não apenas pelas cores, pelo desenho, ou escudo ali presente mas porque ela carrega consigo a história de uma cidade e de um clube que atravessou diferentes momentos do futebol paulista. Falamos do Atlético Monte Azul, de Monte Azul Paulista.
Este é o brasão atual, mas ele passou por muitas mudanças no decorrer do tempo e vale a pena recorrer ao Escudos Gino para conhecer a evolução deste símbolo!
O Atlético Monte Azul foi fundado em 28 de abril de 1920 na cidade de Monte Azul Paulista em uma época em que sua população não chegava a 13 mil pessoas. Veja uma imagem da época, vinda do Blog do Iba Mendes:
Estando há mais de 400 km da capital do estado, o Atlético Monte Azul teve uma verdadeira luta dentro e fora de campo para manter-se vivo e relevante durante seus mais de 100 anos de tradição no futebol. Este era o time do início da década de 20:
Sem dúvidas, o maior momento de sua história aconteceu no fim dos anos 2000. O time conquistou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão, na época chamada de B1, em 2004.
Em 2007, sagra-se vice campeão da A3, voltando à série A2 depois de mais de 50 anos.
Os dois anos seguintes foram mágicos. O retorno à série A2 e logo a despedida… Mas dessa vez, a despedida foi positiva, o título inédito da A2 de 2009, levou o Atlético Monte Azul à série A1!
Tudo bem que foi apenas um ano na série A1, mas foi incrível… E a campanha nem foi tão ruim… Foram poucas derrotas e partidas inesquecíveis…
A passagem pela elite acabou em 2010, mas a história estava longe de terminar. O Monte Azul voltou à Série A2, viveu novos momentos difíceis, chegou a cair para a A3 em 2016 e conquistou o retorno à A2 três anos depois, como vice-campeão da Série A3 de 2019. É justamente essa trajetória de acessos, quedas e recomeços que ajuda a explicar o que significa manter um clube do interior vivo por mais de um século. Uma camisa não precisa representar apenas títulos e acessos. Ela representa quem continuou acompanhando o clube quando as divisões mudaram, quem foi ao estádio, quem levou os filhos e quem manteve viva uma identidade que nasceu há mais de um século.
No sábado de 8 de agosto estivemos em São José para acompanhar a partida entre o time local e o nosso querido Ramalhão (veja aqui como foi), e aproveitamos para registrar o Estádio Municipal de Jacareí.
Mais uma bilheteria registrada para o nosso site!
O atual Estádio Du Cambusano, anteriormente chamado de Estádio Stavros Papadopoulos é um dos que mais tentei visitar, mas estava sempre fechado por isso fiquei muito feliz em finalmente conseguir adentrar e registrar a parte interior e suas arquibancadas… Até já escrevi sobre o futebol profissional da cidade (veja aqui como foi) mas apenas contando com as fotos do lado externo, como esta:
Agora, finalmente vamos conhecer a parte interna do estádio:
O Estádio Municipal Du Cambusano foi inaugurado em 27 de maio de 2001, sendo a casa do antigo Jacareí Atlético Clube (JAC) e seu nome original (Estádio Stavros Papadopoulos) foi uma homenagem ao empresário grego que liderou sua construção.
Importante reforçar que antes dele, a cidade contava com outro estádio, o Estádio Antonio Jordão Mercadante, inaugurado em 13 de abril de 1924, num amistoso contra o Palestra Itália da Capital (1×1) e demolido 90 anos depois em 2014.
A partida inaugural foi um empate em 1×1 entre o Jacareí AC e a OSAN de Indaiatuba. Contei com a ajuda do Escudos Gino para registrar a evolução dos escudos do JAC:
Atualmente, a capacidade de suas arquibancadas é para 4 mil torcedores.
Infelizmente o JAC passou por uma crise financeira e o patrimônio do clube acabou sendo assumido pela Prefeitura de Jacareí. Mas sem time no profissionalismo, o estádio acabou abandonado por um bom tempo, por isso mesmo é bacana ver como ele está bonito e vivo agora em 2026!
Em 2024, o local foi oficialmente reinaugurado após passar por uma reforma e recebeu seu nome atual: Estádio Municipal Du Cambusano, homenageando João Baptista Cambusano Filho, um apaixonado pelo futebol amador de Jacareí.
Pra melhorar ainda mais o cenário, no início do ano foi oficializado que o estádio receberia os jogos do Jacareí Futebol Clube (antigo Clube Atlético Joseense) na Série A4 do Campeonato Paulista, trazendo o futebol profissional de volta à cidade.
Algumas imagens peculiares do Estádio…
O Estádio possui arquibancadas dos dois lados, aqui é a que fica do lado das cabines de imprensa e foi por onde eu entrei.
Ali estão as cabines de imprensa:
Do outro lado, a cidade começa a se verticalizar e os primeiros prédios mais altos começam a aparecer… Imagino que o futuro vai mudar esse horizonte…
Enfim, mais uma missão cumprida, registrando esse estádio que, espero, ainda receba muitas competições no futuro… E fica nosso compromisso de colar com o pessoal que tem feito a festa nas arquibancadas por aqui!
A 233ª camisa do site foi presente de amigo João Monteiro e pertence ao Barretos Esporte Clube, uma edição especial de 2026 dedicado ao time sub20 deste que é um dos clubes mais tradicionais do interior paulista e um importante representante da cidade mundialmente conhecida pelo Hospital de Amor, anteriormente chamado de Hospital de Câncer de Barretos.
Fundado em 12 de outubro de 1960, o Barretos EC é conhecido pelo seu apelido e mascote: Touro do Vale, em referência à forte tradição agropecuária da região.
Ao longo de sua história, o Barretos se consolidou como uma presença constante nas competições da Federação Paulista de Futebol, protagonizando campanhas marcantes e revelando atletas como o zagueiro “Modesto“.
O zagueiro Modesto fez parte do time de ouro do Santos ao lado de craques como Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
Pode se dizer que a história do Barretos EC se inicia no início do século XX com a fundação do Barretos FC em 1915 (aqui vale ressaltar que o time passou por uma reorganização em 1938 e por isso alguns consideram este ano como o nascimento do time). Era nesse time que o zagueiro Modesto que mostramos acima, jogou. O excelente site Escudos Gino traz os distintivos já utilizados pelo time:
O outro lado dessa história se dá com o Fortaleza Esporte Clube, fundado em 15 de novembro de 1936 e conhecido como o “Periquito da Rua 20”. Recorremos novamente ao Escudos Gino para mostrar o brasão do time:
E os dois times chegaram a rivalizar nas competições da Federação Paulista, jogando no tradicional Estádio da rua 32.
Ocorre que em 1959, ambos acabam rebaixados para a terceira divisão e em 15 de outubro de 1960, decidiram se unir e, apesar da rivalidade local, formar o Barretos Esporte Clube.
Escrevemos sobre a história do futebol de Barretos em outro post, veja aqui como foi e falamos sobre o terceiro time da cidade, o Motoristas FC:
Em 2016, estivemos no Estádio Antônio Gomes Martins, conhecido como Fortaleza,
E não foi pra ver qualquer jogo, não… Foi simplesmente a decisão de um dos acessos para a série A1 do Paulista, que acabou ficando com o Santo André.
Também estivemos acompanhando a torcida deles em Suzano, em uma partida da Bezinha:
O Barretos disputou a competição equivalente à segunda divisão de 1961 até 1987, quando foi rebaixado. Em 1965, 1968,1969 e 1976 participou das finais, mas acabou perdendo o acesso.
Em 1990, conseguiu o acesso e voltou à Série Intermediária (como era chamada a atual Série A2). Em 1993, caiu para a Série A3 e, em 1995, para a Série B1A. Em 2000, o Barretos conseguiu conquistar novamente o acesso à Série A3. Em 2006, foi rebaixado à Segunda Divisão. Em 2011, conquista o acesso para a série A3. Em 2015, volta para a A2 (em 2016, o acesso para a série A1 n˜ão veio exatamente por aquele jogo que fomos assistir). Em 2017, volta pra A3. Em 2023, cai pra A4, onde permanece até 2026.
Mesmo sendo um clube do interior, o Barretos sempre contou com uma torcida fiel, que acompanha o Touro do Vale em todas as divisões e mantém viva a tradição do futebol na cidade. A identificação entre clube e comunidade é um dos grandes patrimônios do Barretos EC. Quer adquirir uma camisa desta? Mais informações pelo telefone (17) 3322-0547.
Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país. E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes. Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena ouvir esse vídeo da Djamila, e mais legal ainda é você ler o “Pequeno Manual Antirracista“, escrito por ela.
Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).
No caminho para Ribeirão, aproveitei para algumas paradas. A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018)
Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.
A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que fizemos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!
Naquele post mostramos um pouco da rica história do time que mandou seus jogos neste estádio: o Clube Recreativo Cajuruense (imagem do incrível site “Escudos Gino“):
E agora em 2025, 75 anos depois da fundação do time, será que vamos conseguir entrar no estádio?
Sim!!! Finalmente conseguimos adentrar ao estádio e registrar a casa do Clube Recreativo Cajuruense.
Essa é a saída dos vestiários, era por aí que os jogadores passavam para enfim adentrar ao campo onde verdadeiras batalhas seriam disputadas.
Uma vez no campo, eram saudados pela sua torcida, presente em suas belas arquibancadas…
E que bom que finalmente pudemos registrar sua arquibancada coberta que carrega. tantas histórias.
Algo que me chamou muito a atenção foi essa inscrição em um dos portões do estádio: “Menta”. Será um patrocínio das máqunas agrícolas de mesmo nome?
Era uma tarde quente como muitas outras devem ter sido, mas o campo parecia bem cuidado, como se estivesse sendo aguado regularmente. Essa é a visão do gol da esquerda para quem olha para a arquibancada:
Aqui, o gol da direita:
Mais uma vez, muito a agradecer pela oportunidade de estar presente e registrar mais um estádio cheio de histórias!
Em 2016, pude acompanhar um acesso do Santo André, com sabor especial porque aconteceu em uma cidade que fica há mais de 400 km de distância e que também é apaixonada por futebol: Barretos!
Pra chegar lá e poder curtir um pouco da cidade, saímos bem cedo, tanto que pegamos até neblina no caminho.
Mas chegamos com um tempo agradável, que nos permitiu passear um pouco pela cidade, já que o jogo seria a noite. A primeira coisa a aprender foi que as avenidas são identificadas por números ímpares e as ruas por números pares.
Barretos é conhecida por sua ligação com o gado, e pelos rodeios, mas como não concordamos com esse tipo de cultura, que envolve sofrimento e morte animal, olhamos a cidade por um outro ângulo, rendendo-nos à natureza, e à história local, como por exemplo a Estação Ferroviária, que foi importantíssima para a cidade e a região.
Pelo que pudemos conversar com alguns torcedores locais, a cidade tem perdido um pouco do charme, com algumas ações de modernização, como a mudança de alguns equipamentos municipais, a demolição de antigos casarões dando lugar a prédios, verticalizando a cidade a cada dia. Quem luta para sobreviver em meio a esse caos moderno é o Cine Barretos.
Mas, as placa nos lembrava que o que nos levou até a cidade foi mesmo o futebol!
Pra escrever sobre a história do futebol profissional em Barretos, contei com a ajuda do site www.futebolbarretos.com.br, do blog Zé Duarte Futebol Antigo e do amigo Manolinho Gonçalves. O primeiro time profissional a se criar em Barretos foi o Fortaleza Esporte Clube, fundado em 15 de novembro de 1936.
O time alvi-verde, também conhecido como o “Periquito da rua 20” passou vários anos no amador, só estreando na Série A2 em 1955, no Setor Azul, terminando na última colocação.
Esse foi o time do Fortaleza que jogou a A2 de 1955:
Em 1956, terminaria em último lugar desta vez, na Série Cafeeira.
Em 1957, também não conseguiu uma boa campanha…
Em 1958, subiu mais algumas posições, mas ainda terminando em uma posição na parte de baixo da tabela…
Em 1959, termina a Série Geraldo Starling Soares na 6a colocação.
Jogaria ainda a série A3 em 60. Aqui algumas imagens antigas do time que o pessoal do Blog História do futebol encontrou na Revista Sport Ilustrado.
O Fortaleza EC mandou seus jogos no Estádio Fortaleza, que foi municipalizado em 1977, e em 1994 passou a ser chamado de “Antônio Gomes Martins – Tio Cabeça“, em homenagem ao ex-massagista de Barretos. É lá que o Barretos EC manda seus jogos, atualmente.
Esse é o tio Cabeça:
Peguei essa foto da entrada do Estádio no Google Maps!
E essa a gente fez durante uma visita ao estádio antes do jogo de 2016.
Mas se o Fortaleza EC foi o time mais antigo da cidade a disputar o profissionalismo, é hora de falarmos do Barretos FC, que embora fundado 2 anos depois, disputou os campeonatos da Federação Paulista antes!
O Barretos Futebol Clube foi fundado em 7 de julho de 1938 e jogou o amador por 9 anos. Aqui, um amistoso contra o Uberaba SC, em 1945:
O Barretos FC só estreou na série A2 em 1947, fazendo uma campanha bem irregular, assim como seria em 1948 também:
Em 1949, o time se licenciou, voltando a partir de 1950, ainda com campanhas bastante irregulares, mas ainda assim se transformando na alegria do futebol local!
Com esse início complicado, 0 time acabou se licenciando do profissionalismo em 1953 e só voltando à A2, em 1955.
Em 1955, houve a estreia do Dérbi de Barretos (6/11 – Fortaleza 1×1 Barretos e em 11/12 –Barretos 3×2 Fortaleza), no profissionalismo aqui, fotos do segundo jogo:
Vale lembrar que em 1944, já houvera o dérbi, mas pelo Campeonato do Interior de 1944, no qual o Barretos FC chegou até a semifinal, contra o Guarani que seria campeão. Em 1947, o Barretos voltou a disputou o Campeonato Profissional do Interior terminando em décimo e jogou também o amador. Em 1956, mais uma campanha mediana na “Série Pecuária“, mas em 1957, além de mais 2 dérbis (28/4 – Barretos 3×1 Fortaleza e 28/7 – Fortaleza 2×3 Barretos), o time terminou na terceira colocação da Série C.
Em 1958, parecia chegar a hora… O Barretos FC sagrou-se campeão do seu grupo, o Amarelo, além disso, mais dois dérbis: 8/6 – Barretos FC 4×0 Fortaleza e 19/10 – Fortaleza 0x3 Barretos FC.
Na segunda fase, o Barretos FC caiu no Grupo João Havelange, onde terminou na quarta colocação. O Corinthians de Presidente Prudente além de líder do grupo, seria campeão da A2 de 1958.
Em 1959, uma tragédia para a cidade, mesmo sem terminar na parte debaixo da tabela, no Grupo Geraldo Starling Soares, tanto Barretos FC quanto Fortaleza FC acabaram rebaixados para a Série A3. E 1959 acabou marcado como o ano dos últimos dérbis: 31/5 – Barretos 3×1 Fortaleza e 23/8 – Fortaleza 0x3 Barretos.
O Barretos FC ainda chegou a disputar a A3 em 1960, mas o Fortaleza FC abandonaria as competições profissionais da Federação Paulista.
Nessas competições, mandaram seus jogos no Estádio da Rua 32, em frente ao Recinto Paulo de Lima Correia, onde hoje é a Praça 9 de Julho e o Terminal Municipal de Ônibus Urbanos.
Segundo o amigo Manolinho, a Arquibancada Central era de madeira e idêntica a do Parque São Jorge.
E a cidade ainda teria um terceiro time: o Motoristas Futebol Clube, fundado em 6 de março de 1944.
Olha que bela flâmula do time:
O Motoristas FC disputou a série A2 em 1950, terminando na 10a colocação. Assim, a cidade ganhou 2 dérbis em 1950: 30/7 – Barretos 1×0 Motoristas e 22/10 – Motoristas 3×0.
Aqui algumas imagens do time já na época da volta ao amadorismo:
O Motoristas FC mandava seus jogos no Estádio Dr Adhemar de Barros Filho, ou o “Campo dos Motoristas da Avenida 21“.
Mas, infelizmente estes 3 times pertencem ao passado. O presente do futebol profissional da cidade de Barretos começou a ser escrito em outubro de 1960, quando o Barretos FC e o Fortaleza FC se uniram para formar o Barretos Esporte Clube.
Assim, em 1961, a cidade voltou a ter um time na Série A2 da época e na sua “estréia”, até que o Barretos EC foi bem. (tabela abaixo da Wikipedia):
Já em 62, o time foi mal e só escapou do rebaixamento num incrível mata-mata, contra o Elvira (de Jacareí), último colocado da Série “José Ermírio de Moraes Filho”, em 4 partidas: Barretos 7 x 1 Elvira (10/2/63), Elvira 2 x 1 Barretos (17/2/63), Barretos 1 x 1 Elvira (23/2/63 em Campinas)eBarretos 1 x 0 Elvira (2/3/63, em Campinas).
Em 1965 foi campeão da Série Carlos Joel Neli e fez a final contra o Bragantino, perdendo as duas partidas (jogadas no Pacaembú), o título e o acesso…
Em 1966, nova campanha de destaque! O Barretos FC ficou em 2º da Série João Mendonça Falcão, classificando-se para o quadrangular semifinal, terminando em 3º no grupo.
Em 1967, após liderar o seu grupo foi eliminado no mata mata pelo Paulista de Jundiaí.
Já em 1968, liderou seu grupo e classificou-se para a segunda fase (um outro grupo dessa vez com 8 times), terminando em quarto lugar e sendo desclassificado.
Em 1969, 70, 73 e 75 não passou da fase de grupos. Em 71, 72 e 74 foi desclassificado na segunda fase. Em 76, mais uma vez liderou seu grupo nos dois turnos da primeira fase, mas acabou em último lugar no quadrangular final (XV de Jaú sagrou-se campeão, Aliança, vice e o Santo André em terceiro).
Esse era o time daquele ano, e veja que linda a torcida ao fundo:
Em 77, mais uma vez liderou o gurpo da primeira fase e na fase final acabou na quarta colocação.
Em 78, num regulamento bem esquisito, o Barretos liderou o Grupo A, depois foi mal na 2ª e 3ª fase e acabou mais um ano na A2.
Em 79 e 80 o time não foi bem, parando na fase inicial, em 81 liderou a Série Amarela, mas ocupou a penúltima posição no grupo final, com o time:
Em 82, 83, 84, 85, 86 e 87, regulamentos ainda mais confusos acabaram fazendo com que o Barretos se limitasse à campanhas medianas e pra piorar, o time passou a jogar a série A3 a partir de 1988, onde ficou até 1990, quando voltou à A2, esse era o time daquele ano:
Permaneceu na A2 até 1993, quando caiu novamente para a A3. Em 1995, o pior momento: o time caiu para a Série B1A (o quarto nível do futebol da época). Em 1998 chegou perto de voltar, ao ser vice campeão do grupo inicial e vice do quadrangular final, mas apenas o Oeste consegiu o acesso.
Só em 2001, voltou à A3. Inicialmente só subiriam dois times, mas graças às mudanças do calendário, o acesso foi ampliado.
Sua volta à A3, em 2002, foi marcada com uma boa campanha, ficando de fora das finais por muito pouco!
Permaneceu na A3 até 2006, quando uma campanha bem ruim levou mais uma vez para o quarto nível do futebol paulista (agora a Segunda Divisão, ou série B).
De volta à segunda divisão, apenas em 2011 o time conseguiu o acesso (já nessa fase das 4 fases em grupos) à A3, mas foram apenas 2 anos e nova queda à série B, pra uma única disputa em 2014 e novo acesso à A3.
Em 2015, logo de cara, uma surpresa… Um acesso conquistado à série A2 (graças ao problema do Atibaia).
Permaneceu na A2 em 2016 e 2017, quando voltou pra A3, onde permaneceu até esse momento (em 2020, ainda sob risco de rebaixamento à A3). E foi em 2016, que tivemos a oportunidade de conhecer o Estádio Municipal Antônio Gomes Martins, também conhecido como “Fortaleza” em homenagem ao time da cidade.
Confesso que deu um pouco de aperto no coração, imaginar que estávamos ali pra impedir o inédito acesso do Barretos à série A1…
Aproveitei pra pegar um jornal local e ver se a torcida do Barretos estava esperançosa quanto à virada (o placar emSanto André foi 2×0 pro Ramalhão).
E até pra dar sorte pro Ramalhão, fiz questão de estar dentro de campo, antes do jogo!
Aproveitei pra pegar meu ingresso e não correr nenhum risco.
Fui conhecer também ocharmoso portão dos fundos por onde andaríamos.
E olha aí o portão olhando de dentro pra fora já na hora do jogo…
A noite estava muito bonita. A torcida local compareceu, pintando de verde, vermelho e amarelo as bancadas do Estádio Municipal Antônio Gomes Martins.
Oficialmente, o Estádio tem capacidade para 13 mil torcedores, mas pelo borderô oficial apenas 5 mil torcedores compareceram.
Quem foi, fez festa!
Mas engana-se quem pensa que o lado azul não compareceu… Era um jogo decisivo, lá estava a Fúria Andreense!
E a Esquadrão Andreense:
Foi um jogo super truncado com várias defesas milagrosas do nosso goleiro “Zé Carlos”, para o desespero da torcida local.
Foram 90 minutos de pressão do Barretos e o Santo André se segurando lá atrás… E a gente desesperado na arqubancada visitante.
Mas o Ramalhão também levou perigo em alguns lances.
E o Branquinho no escanteio…
O primeiro tempo terminou e a alegria parecia começar a se multiplicar nas arquibancadas visitantes.
Muitas bandeiras do Santo André decoraram a parte do estádio dedicado à nossa torcida.
Até um “mini bandeirão” apareceu…
Uma pena que a câmera não pode captar melhor o estádio, já que estava de noite, mas pelo menos ficou um registro de mais esse lugar histórico!
Ao final do jogo, festa entre torcida e o time que jogaram juntos todo o campeonato!
Zé Carlos até deu as luvas de presente a um torcedor (que mais tarde precisou devolvê-las para que o goleiro as usasse na final contra o Mirasssol).
A torcida local soube respeita a conquista do Santo André e ficou até o fim do jogo.
Um sentimento único! Conhecer um estádio lindo e cheio de histórias e ao mesmo tempo voltar à primeira divisão!