235- Camisa do EC Meia Noite (SP)

A 235ª camisa do nosso site veio em dose tripla!
Três cores que levam a campo o amor de uma cidade ao futebol.

Camisa 1, 2 e 3…
E uma mais bonita do que a outra!
Já comece comentando qual das três você achou mais bonita!

E estas três camisas pertencem a um clube cheio de histórias e mistérios, e que só recentemente se filiou à Federação Paulista de Futebol.
Falamos do Esporte Clube Meia Noite!

O EC Meia Noite foi fundado em 21 de abril de 1959, na cidade de Patrocínio Paulista, que fica a mais de 400km da capital.
Assim como o time, a cidade também é pouco conhecida, pela distância e até pelo tamanho, onde vivem menos de 15 mil pessoas.

Mas muito antes do surgimento de Patrocínio Paulista, outros povos ocupavam aquela região.
Quando os primeiros europeus chegaram por ali, rumo às minas de Goiás, encontraram os povos Kayapó Meridionais (do macro grupo Jê).


E importante reforçar também que antes deles, evidências arqueológicas indicam ocupações de milhares de anos, anteriores aos Kayapós.

Com a chegada dos europeus, a cidade de Patrocínio nasceu como a “Terra do Diamante”, graças aos garimpeiros do século XIX que passaram a ocupar a região.
De lá pra cá, muita coisa mudou mas a cidade ainda mantém uma pegada interiorana cheia de charme e um certo ar bucólico.

Falando sobre o clube, a primeira dúvida que todos têm ao conhecê-lo é a origem do nome, e a resposta é bem simples: o time nasceu em um bar em frente à igreja no momento em que o seu relógio mostrava meia noite (a imagem abaixo é meramente ilustrativa kkk).

Em 2024, justamente no ano em que completou 65 anos, o clube transformou-se em SAF, graças a Edson Faleiros, que, quando adolescente, defendeu as cores do Meia Noite ainda nas competições amadoras da cidade.

Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista em 2025:

Em 2025, o time se filiou à Federação Paulista e passou a disputar as categorias de base, do sub-11 ao sub-17.
Estivemos com eles em Santo André, acompanhando jogo do sub15 contra o EC São Bernardo, veja aqui como foi.

Novamente batemos um papo com o Edson!

Já em 2026, começou o ano fazendo história ao sediar a copinha e, passar pra segunda fase, com direito à vitória em cima do poderoso Coritiba FC.

A SAF também promoveu uma série reformas no Estádio Municipal Galileu de Andrade Lopes, agora sob concessão da própria SAF por 30 anos.
Outra curiosidade interessante é que o estádio fica em frente ao cemitério municipal, que somado ao nome “Meia Noite” dá um certo ar “misterioso” ao time.

Em 2026, além da Copinha, o time fez (está fazendo nesse momento) boas campanhas nas competições de base.

Em 2026 ainda pegamos um jogo do sub15 lá em São Caetano:

Enfim, três camisas que registram a história de um time tradicional, mas que só recentemente entrou para o futebol federado e agora começa a escrever uma nova página de sua história!
Vai, Meia Noite!!!

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O futebol profissional no Guarujá

Engraçado como nesse rolê de registrar estádios, as vezes, alguns acabam se tornando tão difíceis…
Recentemente consegui vencer um desses desafios lá em Jacareí (veja aqui como foi), mas se existe uma outra cidade que ainda não considero concluída 100% é o Guarujá e seu Estádio Municipal Antônio Fernandes…

Já estive por lá algumas vezes, mas nunca consegui fazer um registro bacana e tampouco consegui acompanhar uma partida de algum time da cidade pelo profissional.
E olha que até recentemente, a gente tinha a AD Guarujá disputando com certa frequência a Bezinha…
A evolução dos brasões você pode ver também lá no Escudos Gino!

A AD Guarujá foi fundada em 12 de dezembro de 1992 e em 1994 disputou seu primeiro campeonato profissional na Série B3, na época, a sexta divisão do Paulista.
Ali esteve até 2004, quando a atual Bezinha s
Em 2006, terminou a Bezinha em 12º lugar, entre 82 equipes e contou com grande apoio da sua torcida, em especial a organizada, “Gigantes da Ilha“.

Disputou a Copa SP de juniores por três vezes, tendo Guarujá como sede, em 2000, 2001 e 2002.
Este foi o time de 2018, seu último ano no profissional:

Assim, entre os clubes da cidade, a Associação Desportiva Guarujá foi quem por mais vezes disputou os campeonatos da Federação Paulista de Futebol, mas antes disso, a cidade teve outros representantes históricos, começando pelo mais antigo clube da cidade, o Vila Souza Atlético Clube.

O Vila Souza AC foi fundado em 12 de dezembro de 1948 e mantém sua sede até os dias atuais.

Já tradicional no futebol amador da cidade, o time entrou também para a história do futebol estadual ao disputar duas edições da quarta divisão do Campeonato Paulista, em 1965 e 1966.

O Esporte Clube Benfica também representou o futebol do Guarujá e foi fundado no dia 5 de setembro de 1969, como homenagem ao tradicional time homônimo português, adotando inclusive as suas cores, o vermelho e branco.

O time disputou a 4ª divisão em 1989.

Por fim, a Sociedade Esportiva Itapema complementa a história do futebol da cidade.

Fundada em 24 de outubro de 1959, a SE Itapema também fez história no amador e no profissional.
Aqui, foto do time de 1962, vinda direto do incrível site História do Futebol :

Ao lado do Vila Souza, disputou a 4ª divisão em 1965 e 1966, neste último ano chegou até a última fase do grupo, onde o Ferroviário de Araçatuba sagrou-se campeão.

De uma forma ou de outra, a história desses clubes se cruza com a do principal palco do futebol da cidade: o Estádio Municipal Antônio Fernandes.
Seu nome homenageia Antoninho, ex-jogador que defendeu a equipe do Santos Futebol Clube na década de 1950.

Depois de tantas histórias, o nosso rolê aconteceu em um momento bem frágil do futebol local…

Essas são algumas fotos da época em que estivemos por lá, com o pessoal acampando no campo para participar dos jogos universitários:

O Estádio passou por uma importante reforma, onde foram investidos quase R$ 15 milhões de verbas públicas, fruto de dois convênios: um entre a prefeitura do Guarujá e o Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias), órgão da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e outro com o Governo Federal.

Mas a obra foi questionada em uma ação civil, onde o promotor Eloy Ojea Gomes, argumentava que as obras necessárias para reais melhorias não foram feitas. Segundo ele haviam irregularidades com relação a aspectos de engenharia civil, engenharia elétrica e de conforto, e o Estádio Municipal Antônio Fernandes mesmo depois das obras seguia sem ser acessível.

O Estádio atualmente é municipal e tem capacidade para quase 7 mil torcedores.
Em 2009, foi sede da 1ª Copa Santader Libertadores de Futebol Feminino.

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O SE Gran São João de Limeira

Domingo, 10 de agosto de 2025. Era dia dos pais e sempre uma data cheia de celebrações e por isso mesmo fui até Limeira para visitar um clube que fez história no futebol paulista: a Sociedade Esportiva Gran São João (distintivo disponibilizado no Pinterest).

A Sociedade Esportiva Gran São João foi fundada em 15 de março de 1948 sob o nome de Esporte Clube Limeirense, aqui, fotos do time de 1949 enviada pelo pesquisador e amigo Kina lá de Limeira:

Outras fotos do amigo e pesquisador Kina mostram que o time nasceu rubronegro e também foi fruto de uma fusão entre o Gran Club, os diabos vermelhos….

…e o São João FC.

A equipe disputou a edição do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 1952 (atual A2)

O Gran São João disputou ainda quatro edições da Terceira Divisão, em 1954, 1961, 1962 e 1963.
Mesmo licenciado do futebol profissional, sua sede continua ativa!

Perceba que o distintivo passou por um redesign.

Atualmente o clube se limitou à atuação social, com cerca de 12 mil associados.

E sua sede é muito bem cuidada!

Mais um time que marcou história e que infelizmente abandonou o sonho do profissional…

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Oitavas de final da Bezinha: Paulínia FU x Itaquá AC

Domingo, 28 de junho de 2026.
É hora de acompanhar o mata-mata da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a charmosa “Bezinha“.
Vamos assistir a partida de ida das oitavas de final, em Paulínia.
E a torcida visitante também teve a mesma ideia, se liga no pessoal do Comando Itaquá:

O Estádio Luís Perissinotto merece voltar a receber partidas importantes como já ocorreu no passado.

O público local ainda não empolgou como no passado e a bancada ficou abaixo do que eu esperava ver, mas… Tinha sim clima de jogo!

O Paulínia, agora “Futebol Universitário” acaba de voltar ao futebol profissional e é compreensível que as arquibancadas precisem de um tempinho para o retorno do torcedor, como outrora.

Se você quiser entender um pouco sobre a realidade do clube, acompanhe a entrevista que fizemos com o executivo de futebol do time:

Aliás, se quiser saber mais sobre o Itaquá, também batemos um papo com os caras no ano passado:

E no começo desse ano ainda conseguimos uma palavra com o presidente, lá na Federação:

Dava pra sentir que seria uma partida digna de mata-mata.

Várias pessoas com a camisa do clube, transformando o jogo em um reencontro entre amigos que se preparam para a mesma batalha.

Times em campo… Cerimonial e hino em dia…

É um ambiente bem diferente do que nos acostumamos a ver nas atuais arenas sempre cheias e tão impessoais.
O sol é mais que um participante da partida!

Aliás, aproveitemos para registrar o campo do Estádio Luíz Perissinotto, começando pelo gol do lado esquerdo:

É ali que fica a parte destinada para os torcedores visitantes.

O lado direito:

E o meio campo:

Em Paulínia, o futebol ainda preserva esse lado comunitário, onde o estádio continua sendo um espaço de convivência e de apoio mútuo em torno do time da cidade!

Nesse contexto, fiquei muito feliz em reencontrar o amigo Richard, um apaixonado pelo time e pela cidade de Paulínia!

Até essa partida, nenhum mandante conseguiu vencer seus jogos nesse mata-mata e me surpreendi em ver o Paulínia propondo jogo e indo pra cima do Itaquá, dono da melhor campanha geral da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

Vale reforçar a presença da torcida visitante que só deixou o jogo ainda mais importante!

Com tanta insistência, aos 34 minutos, Cauê, de Pênalti, fez 1×0 para o time local!

Festa pra turma do Richard!

Andar pelo Estádio Luís Perissinotto permite observar pequenos detalhes que muitas vezes passam despercebidos por quem acompanha apenas o resultado final.

As bandeiras, as conversas, as expectativas e frustrações de quem acreditava que aquela poderia ser uma tarde histórica para o Paulínia Universitário.

São essas imagens que ajudam a contar a verdadeira história do futebol.
E o gol de Cauê fez parecer que o roteiro estava escrito para uma grande tarde dos donos da casa.

Mas o futebol gosta de desafiar certezas.

Ainda antes do intervalo, o Itaquá encontrou o empate também em uma cobrança de pênalti.

O silêncio tomou conta de parte da arquibancada, enquanto os visitantes comemoravam como se estivesse em casa. Era o sinal de que a decisão ainda estava completamente aberta.

Claro que a torcida local sentiu o golpe…

Afinal, era Sansão x Golias e o Paulínia vinha mostrando que dava pra acreditar, mas…
O gol de empate acabou esfriando time e torcida…

O time ainda esboçou alguma reação principalmente tentando utilizar as bolas paradas.

Mas, o primeiro tempo se encerrou com o empate em 1×1, agora para a tristeza da turma do Richard…

Na volta para o segundo tempo, o Itaquá mostrou a força da campanha construída na primeira fase: bastaram poucos minutos para Guilherme virar a partida e obrigar o Paulínia a correr atrás do prejuízo.

O gol tão cedo acabou tirando um pouco da graça da partida…
A torcida local desanimou…

Os visitantes sentiram-se mais tranquilos vendo a materialização da até então superioridade matemática.

O Paulínia pressionou, criou oportunidades e tentou encontrar o empate, mas encontrou pela frente uma defesa muito bem organizada fazendo cair ao chão suas expectativas de um bom resultado…

O IAC passou a mandar na partida.

Mesmo perdendo o autor dos dois gols (Guilherme), o Itaquá soube impor o seu jogo até o fim e, já nos acréscimos, aproveitou um contra-ataque para ampliar o placar com Arthur Igor (aos 51 minutos) e assim, criar uma vantagem importante para o jogo de volta.

Um golpe duro para o torcedor local que esteve no Luís Perissinotto sonhando com um resultado que encaminhasse a sequência do time no campeonato.

Ao final da partida, ficou a sensação de que o placar conta apenas uma parte da história. O Itaquá segue como favorito, mas a cidade de Paulínia pode dormir tranquila sabendo que o futebol está de volta à cidade (lembrando que o rival citadino Paulinense, também está nesta fase da competição, tendo vencido o São Carlos, lá em São Carlos).

As campanhas passam. Mas a paixão de quem continua ocupando uma arquibancada em uma tarde de domingo permanece.
E é justamente essa paixão que seguimos buscando por onde passamos.

Ao fim da partida, o time do IAC foi saudar sua torcida que começa a fazer história em seu primeiro ano de existência.

Abraços ao amigo Richard!

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O futebol em Águas de Santa Bárbara

Em novembro de 2025, resolvi celebrar meu aniversário reunindo a família na pacata cidade de Águas de Santa Bárbara, mas, como o interior é cosmopolita, aproveitei para revisitar a cidade de Óleo e conhecer Manduri, onde aproveitei para registrar mais um estádio.

Já estive em Águas de Santa Bárbara há muitas décadas, mas não lembrava da cidade…
Possivelmente está região foi ocupada pelos povos tupis e kaingang que se beneficiavam do ambiente gerado pelo rio Pardo. Olha que cenário lindo!

A chegada dos europeus fez ser fundada a vila de São Domingos, às margens do Rio Pardo, em 1868.
O nome da vila acabaria alterado para Santa Bárbara do Rio Pardo em homenagem à Santa Bárbara e o local foi elevado à categoria de cidade em 1876.
Em 1978, o nome foi alterado para Águas de Santa Bárbara para reforçar a sua fama como estância hidromineral.

Infelizmente, o futebol em Águas de Santa Bárbara tem pouca história.
A cidade nunca teve um time profissional e nem mesmo uma equipe que marcou época nas disputas amadoras da região.
Atualmente existe uma certa movimentação em torno da fomentação do time do Águas de Santa Bárbara FC, mas não existe nenhuma ação concreta, como a disputa de um campeonato ou filiação em alguma liga ou federação.

Fomos visitar o Estádio Municipal de Águas de Santa Bárbara, e ele reforça o momento atual (isso em 2025) do futebol da cidade.

Ainda não há arquibancadas, apenas a estrutura que se vê abaixo.

Pior que durante nossa visita caiu uma chuva, deixando o visual ainda menos animador.

Como se pode ver, o campo ainda não tem um sistema de drenagem muito eficiente.

Mas, tudo pode mudar.
Aqui, o meio campo, onde pode ser construída uma arquibancada na lateral.

Aqui, o gol da direita. E também existe espaço ao fundo do gol para novas estruturas, caso necessárias.

Aqui, o gol da esquerda, lá atrás passa uma rua de acesso, onde você pode ver o valente Mobi branco.

Enfim… Ficamos na torcida por dias melhores do futebol local!

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O futebol em Cajuru (SP)

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade para todos em nosso país.
E é fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos antirracistas em todos os ambientes.
Pra pensar um pouco mais sobre o tema, vale a pena ouvir esse vídeo da Djamila, e mais legal ainda é você ler o “Pequeno Manual Antirracista“, escrito por ela.

Também aproveitamos o feriado para cair na estrada e fomos até Ribeirão Preto para finalmente registrar o Estádio Palma Travassos (veja aqui como foi).

No caminho para Ribeirão, aproveitei para algumas paradas.
A primeira delas, em Santa Cruz das Palmeiras, só pra rever o EC Palmeirense, clube fundado em 7 de setembro de 1908 e que segue com forte vida social e um belo campo de futebol (veja aqui como foi o rolê que fizemos por lá em 2018)

Também demos uma parada em Tambaú para almoçar no Restaurante Sabor e Sede, uma ótima opção para quem estiver pela região.

A terceira parada foi em Cajuru, para “completarmos” a visita que fizemos em 2018, quando fomos até o Estádio Dr Guião, mas não conseguimos registrar seu interior. Relembre aqui como foi!

Naquele post mostramos um pouco da rica história do time que mandou seus jogos neste estádio: o Clube Recreativo Cajuruense (imagem do incrível site “Escudos Gino“):

Resgatamos imagens históricas como essa foto do time de 1990, clique aqui e veja essa história!

E agora em 2025, 75 anos depois da fundação do time, será que vamos conseguir entrar no estádio?

Sim!!! Finalmente conseguimos adentrar ao estádio e registrar a casa do Clube Recreativo Cajuruense.

Essa é a saída dos vestiários, era por aí que os jogadores passavam para enfim adentrar ao campo onde verdadeiras batalhas seriam disputadas.

Uma vez no campo, eram saudados pela sua torcida, presente em suas belas arquibancadas…

E que bom que finalmente pudemos registrar sua arquibancada coberta que carrega. tantas histórias.

Algo que me chamou muito a atenção foi essa inscrição em um dos portões do estádio: “Menta”. Será um patrocínio das máqunas agrícolas de mesmo nome?

Era uma tarde quente como muitas outras devem ter sido, mas o campo parecia bem cuidado, como se estivesse sendo aguado regularmente.
Essa é a visão do gol da esquerda para quem olha para a arquibancada:

Aqui, o gol da direita:

Mais uma vez, muito a agradecer pela oportunidade de estar presente e registrar mais um estádio cheio de histórias!

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O futebol em Porto Ferreira (SP) em 2025

É… Tudo muda.
Tudo segue se transformando com o tempo.
Tem coisas tradicionais que deixam de existir e também coisas novas que nascem.
Em 2012, estivemos por Porto Ferreira para conhecer e registrar o Estádio Municipal da Vila Famosa (veja aqui como foi), também chamado de Vila Formosa.

Na época, o Estádio era a casa da Sociedade Esportiva Palmeirinha, um time que atuava na série B do Campeonato Paulista.

Cheguei a ver um jogo deles lá em Jaú, em 2013 (veja aqui como foi).

Em 2016, o time disputa seu último Campeonato Paulista pela série B, e no ano seguinte, voltamos a passar pelo estádio, para uma nova visita (veja aqui como foi).

Em 2023, chegou a notícia que o Estádio fora abandonado e estaria prestes a ser demolido.
Torcendo para ser apenas um boato, no feriado da consciência negra de 2025 passei por Porto Ferreira e, para a tristeza de todo apaixonado por futebol, confirmei a notícia…

Me pergunto se pra quem mora na cidade realmente fez sentido essa demolição para se ter um…. “nada” no lugar…
Ok, provavelmente algo será construído nos próximos meses ou anos, mas ainda assim, dói ver essa imagem, não?

A cidade é referência na produção e comércio de cerâmicas, e não é difícil pensar que algo nesse sentido pode tomar esse espaço, ou quem sabe um novo espaço para o esporte municipal?

E pensar que, assim como as cerâmicas, o time fez parte do dia-a-dia da cidade por tantos anos…

Olha que linda a foto do Marcier Martins quando goleiro do time (do acervo Marcier Martins):

É um time com muita história…

E com uma torcida bastante apaixonada!

No início da carreira, o goleiro Aranha teve uma passagem no gol do Palmeirinha!

E o que dizer de 1967, quando o time sagrou-se campeão da terceira divisão.

Muitos fizeram história com essa camisa…

Assim, com a demolição do Estádio e o fim do Palmeirinha, a cidade parecia fadada a não ter mais um time de futebol nas competições da Federação Paulista.
Mas, no dia 26 de abril de 2022, uma família da cidade decidiu criar o Porto Foot Ball Ltda, o primeiro clube-empresa de Porto Ferreira.

Se você quer saber um pouco mais sobre o time, batemos um papo com o presidente do clube, confira:

O time nasce com a missão de juntar a cidade, e por isso soma o preto e branco do antigo Porto Ferreira FC e o verde do Palmeirinha, além disso, passou a mandar seus jogos no tradicional Estádio Ferreirão…

E é aqui que o futuro se une ao passado já que o Estádio Ferreirão foi a casa do Porto Ferreira FC, primeiro time da cidade a participar de competições da Federação Paulista, fundado em 1912.


Em 1916, seu primeiro campo (1 no mapa abaixo) deu lugar ao Jardim Público que é a atual praça Cornélio Procópio, obrigando-o a se mudar para onde hoje está o Hospital Dona Balbina (2 no mapa abaixo), de lá, mudou-se em 1923 para a área onde hoje está o clube social (3 no mapa abaixo) e permaneceu por lá até 1968, quando finalmente mudou para a atual área do Estádio (4 no mapa abaixo).

Em 1925, disputou dois amistosos com o Clube Atlético Paulistano, recém-chegado de excursão pela Europa, vencendo ambas (3×0 e 2×0).
Em 1926, o Clube Atlético Paulistano novamente visita Porto Ferreira e dessa vez apenas uma partida: um empate em 0x0.
Nesse mesmo ano, o Porto Ferreira FC filiou-se na Liga dos amadores de Futebol e segundo o livro “Os esquecidos”, estreia no Campeonato do Interior na Região C.

No ano seguinte disputa a Zona da Paulista:

Em 1952, foi Campeão amador do setor 9.

E se mostramos lá em cima um desfile com a bandeira do Palmeirinha, o Porto Ferreira FC também teve seu momento…

O alvinegro de Porto Ferreira foi o primeiro time a conquistar o coração da população…

E que demais esse uniforme, hein?

Dessa forma, fomos conhecer o Estádio Ferreirão, que teve sua inauguração oficial em 25 de julho de 1982, como indica a placa abaixo:

Então, venha conosco para um rolê por este verdadeiro elo entre o passado e o futuro!

Olha que bem estruturado é o estádio em se falando de arquibancada.
Temos estes degraus em torno da lateral de entrada e também atrás do gol esquerdo:

Sempre gosto de comparar com outros times que estão disputando a série B do Campeonato Paulista para pensar se um estádio teria condições de abrigar o futebol profissional novamente, e no caso do Ferreirão, acredito que com algumas poucas melhorias teríamos condições de ver o Porto Foot Ball alçando voos mais altos!

Além das atuais arquibancadas, existe espaço do outro lado do campo para eventuais novas estruturas, como se vê nesta foto do meio campo!

Ali ao lado direito, também temos parte da arquibancada quase até o gol.

Aqui, o já supra citado gol do lado esquerdo.

Uma pena só ter o registro do time que este ano foi finalista da Série B do Campeonato Paulista Sub 20 no Estádio de Paulínia.

Ainda estamos devendo acompanhar um jogo por aqui… Era pra gente ter vindo na final, vencida pelo Paulinense, mas ano que vem teremos o time na Série A do sub 20 e quem sabe podemos enfim registrar um jogo.

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225- Camisa do Real Madrid Paiter

A 225ª camisa de futebol do nosso site veio lá de Rondônia, via o amigo Marcel Guariglia que roda o Brasil mapeando projetos de sustentabilidade.
O dono da camisa é o Real Madrid Paiter, time do povo Paiter Suruí.
E como os europeus se apropriaram de tantas coisas dos povos originários, nada melhor do que uma doce vingança: os Pater Suruí se apropriaram do nome, da coroa, do distintivo e da camisa do poderoso Real!


Aproveitamos a oportunidade para bater um papo com Oyniin Suruí, que hoje atua na comunicação do Real Madri Paiter, assista, e se não for inscrito no nosso canal do Youtube, faça isso e deixe seu like lá no vídeo pra que ele chegue organicamente a mais pessoas.

Atualmente, cerca de 1.900 pessoas vivem em 24 aldeias dentro da Terra Indígena Sete de Setembro e além do time de futebol o povo Paiter Suruí foi o fundador da primeira agência de turismo indígena do Brasil e tem se mostrado super atuante na produção cultural, como o livro que conta sua história:

Os Paiter Suruí relatam que seus antepassados migraram das proximidades de Cuiabá para Rondônia durante o século XIX, fugindo da perseguição dos brancos.
E tudo ficou em paz até a década de 60, quando os conflitos com os não indígenas retornaram.

No dia 7 de setembro de 1969, funcionários da Funai tiveram o primeiro contato oficial com o povo Suruí.
E dali em diante, a história se repetiu: vieram surtos de sarampo, gripe e tuberculose, que reduziu pela metade sua população.
Pra piorar, os que sobreviveram viram seu território invadido por colonos que exploraram recursos naturais, como extração ilegal de madeira e mais recentemente a busca por minérios. Nem todo Agro é Pop.

Os Suruí de Rondônia se autodenominam Paiter, que significa “gente de verdade, nós mesmos”, e falam uma língua que pertence ao grupo Tupi da família Mondé.

Hoje, eles têm usado a internet para denunciar o avanço do desmatamento, mas ainda mantêm muito das suas tradições, tanto no que diz respeito à cultura material quanto aos aspectos cosmológicos.
Para conhecer mais, vale visitar o site Paiter Suruí.

Falando sobre o Real Madrid Paiter, é preciso ressasltar que ele não é um clube profissional, surgiu nas aldeias da região de Cacoal, em Rondônia.
O time disputa campeonatos locais como o “Ruralzão” e torneios indígenas.

O nome segue uma tradição de batizar seus coletivos com nomes ligados a projetos de sucesso. Além do Real Madrid, existe o “Barcelona Suruí”, e os dois fazem o “clássico” no Ruralzão de Cacoal.

Alguns atletas chegaram a jogar profissionalmente o Campeonato Rondoniense pelo União Cacoalense.

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A final da 2ª divisão da Liga de Santo André

Domingo, 7 de setembro de 2025.
Seja bem vindo à final da 2ª divisão da Liga de Santo André, em campo: La Máfia FC e EC Unidos da Vila.

E que linda festa na arquibancada… Começamos olhando a arquibancada do EC Unidos da Vila.

Olha como as minas realmente têm participado ativamente das bancadas no futebol amador:

E que tal essas bandeirinhas pra dar um visual ainda mais legal à arquibancada?

Bateria, faixas e o distintivo do time mostram a força da torcida do EC Unidos da Vila!

Ah, e a pirotecnia está liberada!

Olha aí o time do EC União da Vila posando em frente sua torcida!

O time saiu perdendo e se liga como foi o momento do gol de empate do EC União da Vila:

E agora, vamos ver como estava o pessoal que jogou de “local”, a torcida do La Máfia FC:

O time confirmou seu favoritismo e venceu a partida por 2×1.

Olha aí a faixa da Loucos da Máfia:

A quadrilha mafiosa também se fez presente com bandeiras e faixas:

Momento do gol do La Máfia:

Pessoal da Fúria Andreense, do EC Santo André, se fez presente:

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Especial As Mil Camisas no Piauí – parte 6: o Estádio Municipal Doca Ribeiro em Piracuruca

Em julho de 2025 viajamos até o Piauí e foi incrível.
Começamos o rolê pela capital Teresina, onde visitamos o Estádio Albertão, o Estádio Lindolfo Monteiro, o CT do River AC e a Loja do Clube Atlético Piauiense.
Na sequência, fomos até Altos, ver o Estádio Felipão, onde nasceu a AA Altos, e passamos por Piripiri pra ver a casa do time 4 de Julho EC, onde fizemos até esse vídeo :

Antes de falar da cidade de Piracuruca, é importante mostrar um pouco do que é o Parque Nacional Sete Cidades, que tem parte dele em seu território e é uma das coisas mais legais desse país.

O lugar é lindo, cheio de surpresas e um verdadeiro museu a céu aberto.

As formações rochosas são um espetáculo natural…

Mas o parque, com toda a estrutura que foi criada para tornar possível o passeio vai além…

A vegetação deixa o ambiente com uma sensação gostosa…

O ponto alto na minha opinião são as pinturas rupestres, datadas em até 11 mil anos!!!

Os historiadores e especialistas que analisaram as pinturas, dizem que elas representam cenas da vida cotidiana, momentos de pesca, de caça, a coleta de frutos, além de apresentar animais, plantas e até figuras míticas.

O parque é considerado um dos maiores e mais importantes complexos de arte rupestre do mundo

Diversos répteis como o Calangos aí, nos acompanharam pela trilha.

Falando sobre a cidade, demos a sorte de dormir uma única noite por lá e ser exatamente na data da festa da padroeira local.

Aproveitamos a festa a noite e de manhã fomos dar um rolê pra conhecer essa ponte ferroviária muito comentada na cidade.

Falando sobre futebol, fomos registrar o Estádio Municipal Doca Ribeiro!

Pelo que consegui apurar, o Estádio Municipal Doca Ribeiro é utilizado principalmente para receber jogos de futebol amador e seleções municipais, como nos torneios da Taça Norte de Futebol Amador e o Campeonato Piracuruquense.

O Estádio Municipal Doca Ribeiro é um espaço esportivo simples, mas cheio de significado para Piracuruca e sua comunidade.

Com arquibancadas modestas e um gramado que já recebeu muitas histórias, ele é o ponto de encontro para quem ama o futebol local.

É lá que as seleções municipais e equipes amadoras se reúnem para disputar campeonatos e amistosos, sempre embalados pelo calor humano da torcida.

A estrutura do estádio, embora modesta, cumpre bem o papel de abrigar competições regionais onde o clima é de festa com as famílias ocupando as arquibancadas, vendedores circulam com seus carrinhos e a paixão pelo futebol se misturando ao sentimento de pertencimento à cidade.

O Doca Ribeiro acaba se tornando um espaço de convivência social.
Os jogos, eventos comunitários, reunindo moradores de diferentes bairros e até cidades vizinhas.

É nesse espírito que o estádio se mantém vivo, resistindo ao tempo e às dificuldades, como símbolo da ligação entre esporte e identidade local.

Visitar o Estádio Municipal Doca Ribeiro é vivenciar o futebol em sua essência mais pura.

Um patrimônio que merece ser preservado e valorizado!

Aqui, o tradicional registro do meio campo:

Gol da esquerda:

Gol da direita:

Enfim, missão cumprida em Piracuruca!

Fizemos um vídeo especial sobre esse rolê, veja:

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