Domingo, 18 de outubro de 2026. O Campeonato Amador do Estado já está na segunda rodada e somente agora consegui acompanhar uma partida. O destino escolhido foi a cidade de Mauá, e seu belo Estádio Municipal Pedro Benedetti.
Em campo, o EC IV Centenário de Mauá recebeu o União FC de Atibaia e foi muito legal me surpreender com a torcida local presente:
A torcida dos caras é a Centerlouco e se liga na festa que os caras fizeram:
Faixas, bandeiras e um uniforme bem bacana!
https://www.youtube.com/watch?v=pFh8-1AdH4c
https://www.youtube.com/watch?v=rIUs78bu-Bk
O IV Centenário já havia feito seu primeiro jogo, conquistando um empate por 2×2 lá em Bragança contra o Campo Novo enquanto o time de Atibaia estreava no Amador 2026, e trouxe sua torcida até Mauá!
Já havíamos acompanhado o União na final de 2025, contra o CA Bandeirante, de Brodowski, que acabou campeão (veja aqui como foi).
O jogo começou com os dois times atacando bastante.
Mas o União soube aproveitar melhor as oportunidades e abriu o placar por 1×0 bem no momento em que eu registrava a faixa da torcida do IV Centenário
https://www.youtube.com/watch?v=3y6A5H2sji4
O jogo seguiu movimentado com as duas equipes criando oportunidades. Aproveitei a parada para hidratação e fui para o do lado da torcida visitante acompanahar o jogo por um outro ângulo.
Mesmo com a derrota, a torcida local não desanimou em nenhum momento.
https://www.youtube.com/watch?v=EMiKFoFEmnk
Conversando com um dos torcedores que acompanha o time há bastante tempo, fiquei sabendo que os jogos do IV Centenário atraem uma verdadeira multidão de torcedores quando acontecem nos campos mais próximos da sua região.
Falta pro União…
O IV Centenário também teve chance de empatar de falta, mas…
O segundo tempo começou com o time visitante vencendo por 1×0.
Começa o segundo tempo:
Mas quando a partida chegou aos 20 minutos do segundo tempo, veio o frio e … a tradicional neblina!
Mas a torcida continuou animando o time em campo!
O frio que chegou no segundo tempo não desanimou tanto a torcida local quanto o segundo gol do União, que praticamente eliminou o time de Mauá da competição…
Uma pena que a participação do IV Centenário no Amador do Estado termine na primeira fase…
A torcida merecia mais, mas quem sabe no ano que vem, o time volte a atuar pelo campeonato amador mais legal de São Paulo.
Mas o time segue nas disputas amadoras de Mauá e da região.
A 235ª camisa do nosso site veio em dose tripla! Três cores que levam a campo o amor de uma cidade ao futebol.
Camisa 1, 2 e 3… E uma mais bonita do que a outra! Já comece comentando qual das três você achou mais bonita!
E estas três camisas pertencem a um clube cheio de histórias e mistérios, e que só recentemente se filiou à Federação Paulista de Futebol. Falamos do Esporte Clube Meia Noite!
O EC Meia Noite foi fundado em 21 de abril de 1959, na cidade de Patrocínio Paulista, que fica a mais de 400km da capital. Assim como o time, a cidade também é pouco conhecida, pela distância e até pelo tamanho, onde vivem menos de 15 mil pessoas.
Mas muito antes do surgimento de Patrocínio Paulista, outros povos ocupavam aquela região. Quando os primeiros europeus chegaram por ali, rumo às minas de Goiás, encontraram os povos Kayapó Meridionais (do macro grupo Jê).
E importante reforçar também que antes deles, evidências arqueológicas indicam ocupações de milhares de anos, anteriores aos Kayapós.
Com a chegada dos europeus, a cidade de Patrocínio nasceu como a “Terra do Diamante”, graças aos garimpeiros do século XIX que passaram a ocupar a região. De lá pra cá, muita coisa mudou mas a cidade ainda mantém uma pegada interiorana cheia de charme e um certo ar bucólico.
Falando sobre o clube, a primeira dúvida que todos têm ao conhecê-lo é a origem do nome, e a resposta é bem simples: o time nasceu em um bar em frente à igreja no momento em que o seu relógio mostrava meia noite (a imagem abaixo é meramente ilustrativa kkk).
Em 2024, justamente no ano em que completou 65 anos, o clube transformou-se em SAF, graças a Edson Faleiros, que, quando adolescente, defendeu as cores do Meia Noite ainda nas competições amadoras da cidade.
Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista em 2025:
Em 2025, o time se filiou à Federação Paulista e passou a disputar as categorias de base, do sub-11 ao sub-17. Estivemos com eles em Santo André, acompanhando jogo do sub15 contra o EC São Bernardo, veja aqui como foi.
Novamente batemos um papo com o Edson!
Já em 2026, começou o ano fazendo história ao sediar a copinha e, passar pra segunda fase, com direito à vitória em cima do poderoso Coritiba FC.
A SAF também promoveu uma série reformas no Estádio Municipal Galileu de Andrade Lopes, agora sob concessão da própria SAF por 30 anos. Outra curiosidade interessante é que o estádio fica em frente ao cemitério municipal, que somado ao nome “Meia Noite” dá um certo ar “misterioso” ao time.
Em 2026, além da Copinha, o time fez (está fazendo nesse momento) boas campanhas nas competições de base.
Em 2026 ainda pegamos um jogo do sub15 lá em São Caetano:
Enfim, três camisas que registram a história de um time tradicional, mas que só recentemente entrou para o futebol federado e agora começa a escrever uma nova página de sua história! Vai, Meia Noite!!!
Engraçado como nesse rolê de registrar estádios, as vezes, alguns acabam se tornando tão difíceis… Recentemente consegui vencer um desses desafios lá em Jacareí (veja aqui como foi), mas se existe uma outra cidade que ainda não considero concluída 100% é o Guarujá e seu Estádio Municipal Antônio Fernandes…
Já estive por lá algumas vezes, mas nunca consegui fazer um registro bacana e tampouco consegui acompanhar uma partida de algum time da cidade pelo profissional. E olha que até recentemente, a gente tinha a AD Guarujá disputando com certa frequência a Bezinha… A evolução dos brasões você pode ver também lá no Escudos Gino!
A AD Guarujá foi fundada em 12 de dezembro de 1992 e em 1994 disputou seu primeiro campeonato profissional na Série B3, na época, a sexta divisão do Paulista. Ali esteve até 2004, quando a atual Bezinha s Em 2006, terminou a Bezinha em 12º lugar, entre 82 equipes e contou com grande apoio da sua torcida, em especial a organizada, “Gigantes da Ilha“.
Disputou a Copa SP de juniores por três vezes, tendo Guarujá como sede, em 2000, 2001 e 2002. Este foi o time de 2018, seu último ano no profissional:
Assim, entre os clubes da cidade, a Associação Desportiva Guarujá foi quem por mais vezes disputou os campeonatos da Federação Paulista de Futebol, mas antes disso, a cidade teve outros representantes históricos, começando pelo mais antigo clube da cidade, o Vila Souza Atlético Clube.
O Vila Souza AC foi fundado em 12 de dezembro de 1948 e mantém sua sede até os dias atuais.
Já tradicional no futebol amador da cidade, o time entrou também para a história do futebol estadual ao disputar duas edições da quarta divisão do Campeonato Paulista, em 1965 e 1966.
O Esporte Clube Benfica também representou o futebol do Guarujá e foi fundado no dia 5 de setembro de 1969, como homenagem ao tradicional time homônimo português, adotando inclusive as suas cores, o vermelho e branco.
O time disputou a 4ª divisão em 1989.
Por fim, a Sociedade Esportiva Itapema complementa a história do futebol da cidade.
Fundada em 24 de outubro de 1959, a SE Itapema também fez história no amador e no profissional. Aqui, foto do time de 1962, vinda direto do incrível site História do Futebol :
Ao lado do Vila Souza, disputou a 4ª divisão em 1965 e 1966, neste último ano chegou até a última fase do grupo, onde o Ferroviário de Araçatuba sagrou-se campeão.
De uma forma ou de outra, a história desses clubes se cruza com a do principal palco do futebol da cidade: o Estádio Municipal Antônio Fernandes. Seu nome homenageia Antoninho, ex-jogador que defendeu a equipe do Santos Futebol Clube na década de 1950.
Depois de tantas histórias, o nosso rolê aconteceu em um momento bem frágil do futebol local…
Essas são algumas fotos da época em que estivemos por lá, com o pessoal acampando no campo para participar dos jogos universitários:
O Estádio passou por uma importante reforma, onde foram investidos quase R$ 15 milhões de verbas públicas, fruto de dois convênios: um entre a prefeitura do Guarujá e o Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento de Estâncias), órgão da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e outro com o Governo Federal.
Mas a obra foi questionada em uma ação civil, onde o promotor Eloy Ojea Gomes, argumentava que as obras necessárias para reais melhorias não foram feitas. Segundo ele haviam irregularidades com relação a aspectos de engenharia civil, engenharia elétrica e de conforto, e o Estádio Municipal Antônio Fernandes mesmo depois das obras seguia sem ser acessível.
O Estádio atualmente é municipal e tem capacidade para quase 7 mil torcedores. Em 2009, foi sede da 1ª Copa Santader Libertadores de Futebol Feminino.
Iacanga talvez não seja lembrada, à primeira vista, como uma cidade de futebol. Conhecida nacionalmente pelo histórico Festival de Águas Claras, onde Raul Seixas fez um show beeem improvisado…
Também reconhecida por suas belas represas, praias de água doce e atividades náuticas, Iacanga é um verdadeiro refúgio para quem busca natureza e tranquilidade no interior paulista.
Porém, quando falamos em futebol, a história é diferente. Até hoje (2026), nenhum clube de Iacanga disputou competições profissionais da Federação Paulista de Futebol. Ainda assim, a cidade resolveu apostar no esporte como ferramenta de desenvolvimento e passou a construir seu próprio capítulo nessa história e em 2019 nasceu o União Futebol Clube, voltado principalmente à formação de atletas.
O time tem como mascote o “leão do Tietê”…
O UniãoFC se filiou à Federação Paulista em 2020 e ganhou projeção ao representar Iacanga na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2022.
E foi assim que o Estádio Municipal José Antônio Rossi tornou-se a sede do Grupo 9 reunindo União Iacanga, Grêmio Novorizontino, Santa Cruz-PE e União ABC-MS, e levando para uma cidade de pouco mais de 12 mil habitantes clubes e torcedores de diferentes regiões do país.
Fiquei curioso ao encontrar essa placa no estádio que menciona o antigo time Iacanga FC que mandou seus jogos no estádio e que foi fundado em 1942.
O sucesso na organização da primeira fase da copinha foi tamanho que a Federação Paulista escolheu Iacanga para receber uma partida da segunda fase, entre Grêmio Novorizontino e Castanhal-PA.
Depois da Copinha, o Estádio José Antônio Rossi continuou recebendo competições oficiais da Federação Paulista, tornando-se casa das equipes Sub-11 e Sub-13 do Grêmio Novorizontino no Campeonato Paulista de Base.
Infelizmente o clube se desligou da FPF e simplesmente sumiu. Mas mesmo com tão pouco tempo de existência, valeu pra reforçar que o futebol também vive em cidades onde não exista um clube profissional disputando as divisões do Paulistão.
Vive na vontade de construir um projeto, de abrir espaço para os jovens e de fazer com que uma pequena cidade seja lembrada em todo o Brasil por meio da bola.
Registrar a cultura do futebol é contar sobre times cheios de conquistas como falamos na semana passada do Avaí, mas também é contar histórias como a de Iacanga, onde o esporte encontrou nas águas calmas do interior paulista um ambiente perfeito para sonhar.
1º de março de 2025. Sábado de carnaval e mais um mês que nasce, cheio de oportunidades! Assim, lá fomos nós para a estrada!
Aproveitamos o feriado e rumamos para Presidente Prudente para acompanhar a penúltima rodada da primeira fase da série A2 de 2025.
Claro que além do jogo em si, aproveitamos para conhecer um pouco mais da cidade.
Quem anda pelas ruas de Presidente Prudente frequentemente cruza com casas de madeira, cheias de estilo como esta, que são um legado da Ferrovia.
Na época, os ferroviários construiam estas casas no sistema de mutirão. É muito legal lembrar que houve um tempo em que as pessoas se ajudavam tanto…
A ferrovia é a principal responsável pelo desenvolvimento de Presidente Prudente. A cidade atual passou a ser ocupada em 1917 e os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana chegaram em 1919. Esta é a estação, atualmente ocupada por um museu (que parecia meio abandonado…).
Ali em frente `à estação, a cidade ainda guarda o “Bebedouro de animais” como patrimônio histórico e lembranças de um tempo que não volta mais…
O avanço da ferrovia para o interior do estado forçou o contato com os últimos habitantes originais da região, principalmente os povosKaingang, que estavam tentando se manter isolados. Esse contato, iniciado no final do século XVIII e ampliado no século XIX, se transformou em aliança ajudando a extinguir os últimos grupos de resistência…
Infelizmente, o resultado desse encontro foi o fim dos Kaingangs… Novos povos surgiram na cidade, principalmente os imigrantes japoneses, que trouxeram consigo um pedacinho da sua cultura: um templo budista!
E se for comemorar, que seja um brinde com os refrigerantes Funada!
Hoje, a cidade está enorme, veja quantos arranha-céus:
E uma cidade assim tão grande também tem uma grandiosa história no futebol, seja pelos diversos times que já defenderam Presidente Prudente, seja pelo seu gigantesco Estádio Paulo Constantino, não a toa, o “Prudent˜ão“:
Em 2013, estivemos por lá visitando os demais estádios e falando sobre os times da cidade (veja aqui como foi), mas na ocasião, não conseguimos adentrar ao Prudentão…
O Grêmio Prudente vem numa crescente dentro do futebol e ainda tem chances de conquistar o acesso à série A1 do Campeonato Paulista, por isso, a rapaziada da Fúria Prudentina estava animada!
O Estádio está bem cuidado e cheio de detalhes que reforçam sua história, com grande destaque para os grafites na entrada principal.
Sente o clima da entrada do estádio, pelo portão local:
Aproveitamos pra ouvir alguns torcedores locais:
Ingresso (digital) em mãos, ou melhor, no celular…. vamos ao jogo!
A rapaziada da Fúria enfrentou os mais de 600km para apoiar o Ramalhão!
Finalmente, vamos conhecer a parte interna do estádio, chegando pela entrada de visitantes:
Dentro do estádio, mais um grafite, desta vez recordando Ronaldo Fenômeno pelo seu primeiro gol com a camisa do Corinthians, aos 47’do segundo tempo no clássico contra o Palmeiras de 2009 e cuja celebração derrubou o alambrado do campo, frente 44.479 torcedores.
E como tudo é grande no Prudentão, a distância do vestiário pro campo também não é moleza kkkk…
Não queria dedurar, mas o Kleina foi o último a chegar ao banco kkkk Grande abraço ao nosso treinador!
Depois de muita caminhada, finalmente os times em campo!
Olha que bonito o Estádio e como são grandes as arquibancadas em torno de quase todo o campo.
E a torcida do Santo André se fez presente!
Abraço para o professor André, de Pirapozinho, apaixonado pelo Ramalhão, mesmo há 600 km de Santo André e ainda contaminou a esposa com esse amor!
15 anos atrás, Santo André e Grêmio Prudente se enfrentaram pela semifinal do Paulistão 2010, e o Ovídio deu essa bandeira a ele. E lá estão todos reunidos no mesmo lugar novamente!
No lado local, boa presença de público!
Por sorte, o estádio oferece uma boa parte coberta para a torcida local.
Aos visitantes que preferiram assistir na arquibancada, o sol foi o principal companheiro!
Considero que o Estádio é tão grande que acaba sendo até prejudicial para a torcida local, já que é muito difícil pensar em uma partida do Grêmio Prudente com 40 mil torcedores lotando seu estádio…
Mesmo com uma média de público interessante para uma série A2, a sensação (na verdade, a realidade) é que sempre tem muito mais lugar vago do que ocupado no estádio.
Só tenho a agradecer a oportunidade de finalmente acompanhar uma partida no Estádio Paulo Constantino!
O Estádio foi inaugurado em 12 de outubro de 1982, com a partida Santos 1×0 Corinthians de Presidente Prudente, com 20.240 torcedores ocupando suas lindas bancadas! Em 2002, alterou-se o nome do estádio para “Eduardo José Farah”.
Atualmente, o Estádio comporta 45.954 torcedores, sendo assim, o segundo maior estádio do país, fora das capitais.
Em 2010, o Grêmio Recreativo Barueri mudou sua sede para Presidente Prudente, reacendendo a paixão da cidade pelo futebol, entretanto, em 2011 o clube retornou para Barueri. Em 2012, graças a iniciativa de um grupo de empresários, jogadores aposentados famosos e a prefeitura, surge o Grêmio Esportivo Prudente, que herdou os direitos federativos do extinto Oeste Paulista para a disputa das competições da FPF. Em 2013, o Estádio volta a se chamar Paulo Constantino.
Em campo, o jogo teve bons momentos para os dois times. Embora o 0x0 tenha sido o resultado final, ambos tiveram chance de sair com a vitória, parando ou na defesa adversária ou na falha do ataque.
Os dois times acabaram meio que nas mesmas condições, deixando ambas as torcidas um tanto preocupadas… Menos a criançada que assistiu o jogo no alambrado e ainda bateu uma bola ali no intervalo.
O jogo foi chegando ao final e a torcida local aumentou o apoio! E enquanto isso, faço devaneios sobre o Estádio…
Destaque para as faixas da Fúria Prudentina ao redor do campo:
E o segundo tempo rolando, mas nem a falta de gols diminuía o ímpeto da torcida local!
Com o apoio o Grêmio vinha para o ataque…
E abria espaço para o contra ataque dos visitantes!
Mas o 0x0 acabou atrapalhando a festa da torcida local, que esperava uma vitória para sedimentar sua classificação para a 2ª fase da série A2.
Pra mim, é mais uma memória, outra lembrança criada e registrada de um rolê que marca presença em um lindo estádio.
Uma oportunidade de conhecer novas pessoas e novas culturas, não apenas, mas principalmente, nas bancadas do estádio local.
É fim de jogo e o 0x0 deixa ambos os times prontos para lutar pela classificação na última partida! Eu acredito no Ramalhão!
Grande abraço aos que estiveram na nossa arquibancada! E também aos prudentinos!
A história de São José dos Campos como a de todo Brasil é anterior à chegada dos europeus. Há milhares de anos, a região era habitada por diversos povos indígenas, como os Guayanases, Guainás, Aimorés e Puris (retratados abaixo por Van de Velden), entre outros. Cada um com sua cultura, língua e modo de vida em harmonia com a natureza.
A chegada dos europeus efetivou um processo de desapropriação das terras indígenas, resultando em conflitos e até mesmo no extermínio de comunidades inteiras. Os sobreviventes tiveram que aceitar a política de aldeamento implementada pelos jesuítas.
Com a chegada da ferrovia (olha aí a estação), em 1876 potencializou-se a expansão da cafeicultura no Vale do Paraíba, e São José dos Campos se desenvolveu economicamente.
Curiosamente, o futebol não se desenvolveu junto da Ferrovia como estamos acostumados a ver, mas sim, junto às indústrias. Entre os anos de 1920 e 40, São José dos Campos recebeu indústrias de cerâmica (como a Cerâmica Weiss) e tecelagem (Tecelagem Parahyba e a Cia. Rhodosá de Rayon, do grupo Rhodia, fabricante de fios sintéticos). A cidade ainda iria passar por outras fases mais modernas de industrialização (lembre-se que aí fica a sede da EMBRAER), mas foram as fábricas do início do século que movimentaram o futebol local.
A cidade teve nada menos que 9 times disputando as competições profissionais do futebol paulista:
Vamos relembrá-los por ordem cronológica de fundação. O mais antigo deles é a Associação Esportiva de São José, fundada em 15 de agosto de 1913 com o nome de “São José Futebol Clube“, rebatizada como Associação Esportiva São José em 23 de maio de 1918.
Seu campo ficava no local onde hoje está o Ginásio Poliesportivo Linneu de Moura.
Sua estreia no profissionalismo se deu em 1922 quando disputou a Divisão do Interior da APSA (Associação Paulista de Sports Athléticos) e terminou em último lugar, as se torna o primeiro time de São José a figurar nas competições oficiais.
A Esportiva de São José termina na mesma colocação em 1923, mas segue fazendo história no futebol paulista.
Em 1927, disputa o Campeonato do Interior da LAF (Liga dos Amadores de Futebol) jogando a Seção Sul da Zona Central do Brasil. Em 1930 e 31 disputa o Campeonato do Interior da APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). Aqui, o time de 1942 que também jogou o Campeonato do Interior:
A Esportiva de São José disputou ainda os campeonatos de 1943, 44 e 1946 quando foi campeão da 1ª Zona do Campeonato do Interior (grupo com os times abaixo), perdendo o título da região para o Cruzeiro FC:
Em 1957, a Associação Esportiva São José decidiu extinguir seu departamento de futebol. Mas o clube social segue vivo!
A Associação Atlética Santana do Paraíba é o segundo time mais antigo, tendo sido fundada em 10 de outubro de 1913, poucos meses depois da AE São José.
O campo da AA Santana do Paraíba ainda está de pé, mas acabamos não o visitando desta vez, até porque atualmente o time manda seus jogos no AD Parahyba (que vamos mostrar mais abaixo):
O time disputou uma única edição oficial do futebol paulista: o Campeonato do Interior da LAF, em 1928, jogando a Seção Sul da Região Central do Brasil. Naquele ano, o time era denominado Sant’Anna FC.
Aqui, a AA Santana do Paraíba nos anos 40. Em 1942, 43 e 44 disputou o Campeonato do Interior.
Na sequência, foi fundado o Esporte Clube São José em 13 de agosto de 1933.
Até por levar o nome da cidade, o time logo ganhou o carinho dos torcedores, ainda que tenha se mantido por décadas disputando apenas as competições amadoras. Como São José dos Campos tinha muitas formigas, o time ficou conhecido como “Formigão“.
Duas equipes da cidade, o Klaxon Clube e o Internacional FC, se fundiram para fortalecer ainda mais o São José, o que acabou aumentando a rivalidade com o outro time da cidade, a Associação Esportiva São José. Na foto abaixo, um encontro entre os dois times.
Em 1943, estreou no Campeonato do Interior, jogando até 47. Em 1957, o time faz a estreia no futebol profissional, jogando a 3ª divisão, com o time abaixo:
Após aquela aventura, o EC São José se licenciou e só retornou ao profissionalismo em 1964, desta vez na 4ª divisão, da qual foi campeão, obtendo o acesso para a Terceira Divisão do ano seguinte.
Em 1965, o Formigão do Vale brilhou na fase inicial da Terceira Divisão, liderando a sua série:
Mas o time foi mais longe, sagrando-se Campeão da Terceira Divisão de 1965, garantindo o acesso para a segunda divisão do Campeonato Paulista. Aqui, a fase final do Campeonato:
Esse é o time de 1965:
Assim, em 1966 disputa a 2ª divisão do Campeonato Paulista.
Aqui, o time de 1967 que disputa a segunda divisão:
Foi nesse período que o clube revelou o goleiro Emerson Leão, que veio das categorias de base.
De 1970 a 76 disputou a 2ª divisão, sendo que em 1972, conquistou o título do Campeonato, classificando-se em 2º na primeira fase, atrás do SAAD…
Na segunda fase, vingou-se do time de São Caetano chegando à final contra o Garça FC:
O Formigão venceu por 3×0 em casa e empatou por 0x0 em Garça mas não subiu pra primeira, porque o acesso estava suspenso pela Federação Paulista.
Infelizmente, o time custava mais do que arrecadava e passou a se afundar em dúvidas. O time permaneceu jogando a segunda divisão até 1976, quando para vencer as dívidas encerrou sua existência, mudando seu nome e dando origem ao atual São José EC (já já falaremos dele).
O EC São José mandava seus jogos no antigo “Estádio da Rua Antonio Saes“, que desde 1942 era oficialmente denominado Estádio Martins Pereira, que viria a ser também o nome do Estádio atual.
Tentei fazer uma sobreposição imaginando onde seria o Estádio nos dias atuais…
Não resistimos e fomos até a atual Igreja que ocupa o espaço imortalizado pelo futebol, pra imaginar como era…
Antes que crucifiquem a Igreja Universal (que trocadilho hein?), vale dizer que a área foi ocupada por um supermercado Jumbo Eletro depois do Estádio.
No site do Museu do Futebol encontrei essa foto da torcida do Esporte Clube São José no 0 X 0 contra o Fernandópolis, em 1960:
Sua capacidade era de apenas 5 mil torcedores, motivo pelo qual a cidade se organizou para a construção do novo Martins Pereira. O Museu do Futebol tem também uma foto que registra a última partida disputada no Estádio da Rua Antonio Saes: o amistoso EC São José 2X0 DERAC, de Itapetininga.
O time seguinte a ser fundado foi o Rhodosá Atlético Clube, em 13 de fevereiro de 1948.
O time foi formado por trabalhadores da Companhia Rhodosá de Rayon SA, indústria química, instalada no bairro de Santana.
O time se filiou à Federação Paulista de Futebol (FPF) e passou a disputar o Campeonato Amador pela Zona de Lorena. Aqui, o time de 1949 que disputou competições e torneios amadores e com outras indústrias.
O Rhodosá Atlético Clube se tornou bicampeão amador em 1959 e 1960, levando o time a se tornar o 1º time profissional de São José dos Campos, disputando a 4ª divisão em 1965, ainda que sem conseguir realizar uma grande campanha:
De qualquer forma, o time fez história no futebol e isso não se apaga jamais!
O Rhodosá AC teve até um time feminino!
Mandava seus jogos no Estádio Dr Roberto Moreira (nome do presidente da Rhódia na época) construído junto à fábrica, no bairro de Santana, e inaugurado em 1956.
Como o endereço em mãos fomos até lá para ver se o Estádio ainda existe, mesmo com o fechamento da indústria. Próximo do local, encontramos esta linda e gigantesca árvore:
Olha aí a frente do Estádio:
Olhando do lado de fora, deu pra ver que o que encontraríamos não era mais um estádio de futebol…
A entrada para o antigo estádio é esse portão:
Pedimos permissão para o “caseiro” da atual área e fomos tentar encontrar algo do antigo estádio. Olhando assim, parecia apenas uma casa, mas… o que parece aquilo no andar de cima?
Subi essa escada, sabendo onde chegaria…
Aí está a arquibancada do Estádio Dr Roberto Moreira, o Campo do Rhodosá!
Presença registrada em mais uma arquibancada histórica!
Agora, olhando da arquibancada, aqui está (está ???) o gol da esquerda:
O gol da direita:
E o meio campo:
Encontrei uma imagem que mostra o campo algumas décadas atrás:
Missão cumprida, ainda que os registros não sejam muito animadores…
Dando sequência, é vez de falar do Corinthians Futebol Clube de São José dos Campos, fundado em 3 de janeiro de 1954.
Lá no Mercado Municipal já havia visto (e registrado) esse poster do time, no bar em que ouvimos aquele senhor cantar.
Inicialmente, o Corinthians FC usava um campo que ficava na Praça Duque de Caxias, 48, no bairro do Jardim Paulista. Esse é o time de 1961, vice campeão local:
Em 1976, decide disputar a 3ª divisão, mas infelizmente acaba abandonando a competição ao fim do primeiro turno.
Falemos agora do Grêmio Olimpico Futebol Santanense, fundado em 5 de setembro de 1975. Distintivo direto do site Escudos Gino:
O clube surgiu por iniciativa de atletas da equipe juvenil do Esportivo Futebol Clube, que queriam levar o futebol adiante, fazendo surgir o Grêmio Olímpico de Futebol Santanense. Aqui, o time de 1981:
Depois de muitos campeonatos amadores e locais, o time decidiu se profissionalizar e disputar o Campeonato Paulista da Terceira Divisão em 1986.
De 1986 a 92 disputou a 3ª divisão.
Destaque para a campanha de 1988, quando se classificou em segundo lugar na primeira fase:
Liderou a fase 2:
E só acabou desclassificado na penúltima fase.
O Grêmio Santanense mandou seus jogos no campo da ADC Parahyba, o campo que surgiu junto à Tecelagem Parahyba presente em São José de 1925 até 1995. Hoje ainda há produção de cobertores por meio de uma cooperativa de ex- funcionários. Ficou conhecida com a marca CobertoresParahyba.
Como o Estádio ADC Parahyba, também conhecido como o “Campo da Tecelagem”, ainda está lá, fomos fazer uma visita para registrá-lo:
Diferente do estádio do Rhodosá, confira que lindo está o Campo da Tecelagem:
Então, vamos eternizar mais este lugar com nossa humilde câmera digital kkkk
Olha que charmosa a arquibancada que lembra a geral dos tradicionais estádios brasileiros:
Lä do outro lado também existe um lance de arquibancada, o que totaliza mais ou menos 5 mil lugares para a torcida.
A manutenção do local garantiu mais um momento histórico para o futebol local, ao receber jogos da Copa Libertadores de América de Futebol Feminino de 2011 a 2014.
Aqui o gol da esquerda:
Aqui, o meio campo:
Aqui, o gol da direita:
Ali ao fundo, os bancos de reserva e vestiários:
A arquibancada é única e realmente inesquecível!
Agora, é a hora de falar do time mais expressivo e tradicional da cidade: o São José Esporte Clube.
Pra isso, devemos voltar a 1976, com o antigo EC São José completamente endividado. A solução para a situação foi “encerrar” o antigo clube e realizar uma reformulação da identidade, fazendo surgir um novo São José. O Formigão deixava de existir para em seu lugar surgir a Águia do Vale. O preto e branco deram lugar ao azul, amarelo e branco, as tradicionais cores da cidade.
Assim, em 24 de dezembro de 1976, surge o São José EC e que logo no ano seguinte, passa a disputar a 2ª divisão (a Intermediária) e logo no primeiro ano, termina em 3º lugar:
Mesma posição do ano seguinte (1978):
E também a de 1979:
Finalmente em 1980, chegou a vez do São José EC realizar uma campanha quase perfeita e finalmente subir para a Primeira Divisão. Essa foi a primeira fase:
Liderou também a segunda fase:
Depois vieram as semifinais contra o Aliança de São Bernardo (0x0 no ABC e 2×1 em São José), depois as finais com o Grêmio Catanduvense (ganhando como visitantes por 1×0 e 4×0 em casa) e sagrando-se assim campeão, com o meu ídolo Tonho, no gol.
Sua estreia na 1ª divisão em 1981 foi incrível! Em um campeonato maluco, chegou à fase final, após 2 turnos, em um grupo ao lado de Palmeiras, Santos e Ponte Preta, mas não se intimidou…
Assim, fez a final do turno com o São Paulo, vencendo em São José por 1×0 e perdendo por 3×2 no Morumbi, em um jogão!
Em 1982, o São José realizou uma campanha mediana, mas em 83, acabou rebaixado, e acabou se licenciando até 1985 quando voltou a disputar a segunda divisão, mas teve uma campanha fraca, assim como em 1986. Mas, em 1987, novo bom momento: com o vice campeonato da 2ª divisão, o São José estava de volta à elite!
Assim de 1988 a 93, a Águia voou pela 1ª divisão, com campanhas interessantes, um 3º lugar em 88, um vice campeonato em 1989, com o time abaixo (olha o goleirão Rafael no time!):
Em 1990, 91e 92, novamente campanhas medianas, culminando no rebaixamento de 1993. Assim, em 1994 o São José EC jogava mais uma série A2. Mas, em 1996, um terceiro lugar devolvia a Águia à principal divisão do futebol paulista.
De volta à primeira divisão, o São José EC conseguiu se segurar até 1999 quando acaba rebaixado mais uma vez. Mas dessa vez, após 4 anos na A2, a águia foi parar na A3. Daí em diante, o time passou por muito sobe e desce, jogando a A3 em 2005 e 06, a A2, de 2007 a 2014, a A3 em 2015 e 16, a Segunda Divisão de 2017 a 2020, a A3 de 2021 a 23, quando finalmente volta à série A2.
Vale reforçar a importância e o sucesso do time feminino do São José, criada em 2001. O time foi vice campeão Paulista de 2010. Em 2011, garantiu vaga na Copa Libertadores por ser sede do torneio, do qual sagrou-se campeã!
Em 2012, conquistou seu primeiro título da Copa do Brasil e o Campeonato Paulista. Em 2013, o bicampeonato da Copa do Brasil e da Copa Libertadores.
Em 2014, além da Libertadores, o São José conquistou o Torneio Internacional de Clubes, derrotando o Arsenal.
Desde 2017, infelizmente, vive um período de declínio na modalidade.
Mas a cidade de São José dos Campos ainda tinha inspiração para mais times e em 1º de outubro de 1998 foi fundado o Clube Atlético Joseense.
O time nasce com foco nas categorias de base, participando dos campeonatos sub-20, 17 e 15, além da Copa São Paulo de Futebol Jr, a partir de 2001, quando também participa da Série B3 do Campeonato Paulista. Termina em 5º lugar e consegue o acesso para a Série B2, onde ficou até 2004, quando subiu para a Série B (a quarta divisão, na prática).
Aqui, o time de 2010:
Em 2012, garantiu acesso à Série A3 do Campeonato Paulista, a ser disputada pela primeira vez em sua história no ano de 2013. Em 2014 mudou seu nome para São José dos Campos Futebol Clube, mas a ideia não foi muito bem aceita pela população local que considerou que o time estava tentando tomar o lugar do tradicional “São José EC”.
Em 2017, decidiram voltar ao nome de origem. Em 2018, acaba rebaixado para a Segunda Divisão, onde está até os dias de hoje. Este é o time de 2022:
O último time fundado na cidade foi o Futebol Clube Primeira Camisa, fundado em 2 de março de 2007.
O time surgiu de uma iniciativa do zagueiro Roque Júnior em parceria com as categorias de base do São José.
Em 2008, o time se profissionalizou e passou a disputar a 4ª divisão, onde ficou até 2011, quando se licenciou.
Em 2007, fez uma parceria com o São José EC e os atletas do Primeira Camisa representaram a Águia do Vale na Copa São Paulo, tendo a melhor campanha de um time de São José dos Campos na Copa São Paulo, chegando nas quartas de final, quando perdeu para o Cruzeiro, em um Martins Pereira, com mais de 20 mil torcedores e com gente do lado de fora.
Se para algumas pessoas, domingo de manhã é hora de se recuperar do rolê de sábado a noite, para quem gosta de futebol, esse domingo não teve moleza! Saímos de Cosmópolis às 8 horas para ir ao Estádio Domenico Paolo Mettidieri, na cidade de Votorantim, para acompanhar a final da Copa Paulista de 2009, o grande momento do Votoraty FC. Para quem não se programou, logo de cara uma má notícia…
Como eu já esperava por isso, pedi pro meu pai (que estava em Votorantim desde 6a feira) comprar os ingressos, e assim fomos tranquilo. Na entrada pude ver que realmente os prometidos mais de 4 mil torcedores realmente compareceram.
Também… Esse seria um jogo histórico para a cidade, independente de quem vencesse. Por isso, essencial uma foto com o Tigre, mascote do Votoraty!
Dentro do estádio não haviam muitos lugares, as cadeiras cobertas completamente tomadas, e os demais poucos lugares eram debaixo de um sol de 40 graus…
Mas nada desanimou a torcida local, que preencheu cada lugar das arquibancadas!
Ainda teve quem ganhasse um boné de um parceiro/patrocinador (não sei ao certo), para encarar o sol ardido que queimava sem perdoar.
Mas, no geral, a solução foi enfrentar o calor com o coração. Assistir o jogo inteiro de pé, cantando e pulando, sem parar, como fizeram os torcedores da “Grená Manguaça“:
Além deles, o pessoal do “Guerreiros do Tigre” e da “Geração Votoraty” animou o jogo todo!
A festa inclui fumaça colorida…
E até balões que literalmente levaram o nome do time pra cima!
Não que do outro lado, a torcida do Paulista não fizesse barulho e festa, mesmo com apenas 500 torcedores.
Lá estavam torcedores anônimos e as organizadas que acompanham o clube de Jundiaí.
Mas a cidade de Votorantim queria esse título de qualquer jeito, e a torcida local pressionou muito, pulando na arquibancada:
Ou colado no alambrado…
E o Tigre por lá, levantando quem ousasse sentar um minuto!
Com tamanha pressão, o time do Votoraty não bobeou, e de penalty, fez 1×0, veja o momento do gol:
Com o estádio em festa, o Votoraty arrumou um jeito de marcar mais 2 gols ainda no primeiro tempo. E com 3×0, a taça, embora ainda bem protegida pelos seguranças da FPF já parecia ter dono…
E verdade seja dita, o estádio estava lindo nesse domingo, merecendo ficar com a taça…
Pra onde quer que olhasse havia uma faixa, uma bandeira, um torcedor gritando…
O atleta símbolo do “Sport Club Savóia” observava orgulhoso os atuais filhos da cidade repetirem os feitos heróicos que há quase um século aconteceram pela região (isso fica prum próximo post).
O segundo tempo trouxe mais 3 gols, dois do Votoraty e um do Paulista, ou seja… Parabéns torcedores do Votoraty, vocês são campeões… Mais que isso, ano que vem teremos Copa do Brasil passando por Votorantim. Solte o grito...