Campeonato Paulista Sub20 – 2026

Santo André elimina o Juventus nos pênaltis e avança no Paulista Sub-20 2026

Que mata-mata foi esse!!!!
Quem acha que futebol de base é sem graça precisava ter acompanhado essas oitavas de final entre dois importantes clubes do futebol paulista.
E já entregando o fim da história, o Ramalhão se classificou!
Mas não foi fácil.

Santo André e Juventus se enfrentaram em duas partidas, sendo a primeira no ABC, na sexta feira, dia 9 de outubro.

Pela melhor campanha, o Juventus era o favorito e decidiria em casa, no Estádio da rua Javari.

Na partida de ida, alguns torcedores do Juventus, além de familiares dos atletas, estiveram no Bruno José Daniel, acreditando que o time da Mooca sairia de Santo André com um bom resultado.

Do lado andreense, como já de costume, um bom grupo de torcedores vem apoiando o time Ramalhino.

Torcida que ficou muito feliz em ver o bom momento em campo se converter em gols!

O Ramalhinho vinha de uma incrível sequência invicta e decidiu desafiar os prognósticos, fazendo uma das melhores partidas do ano.

Emerson, Emmanuel e Lucão marcaram e decretaram a vitória do Santo André por 3×1!

Ao fim do jogo, o sentimento de missão cumprida era comum entre torcedores e jogadores.

É muito legal a proximidade que existe no sub20, e para quem é torcedor do clube esses momentos são inesquecíveis, independentemente da idade ou tempo de arquibancada.

Na verdade, o jogo terminou até com uma certa frustração porque o último lance foi uma chance incrível criada pelo Santo André, que não se converteu em gol por centímetros…

Mas ainda faltava escrever o capítulo mais emocionante dessa história: o jogo de volta, sendo nossa primeira vez como torcedores na “Arena Javari“.
Essa partida ocorreu no sábado, 17 de outubro de 2026.

Então, vamos dar uma primeira olhada na nova “Arena Javari“, que, importante lembrar, ainda está sendo construída:

Importante frisar que nem todos da torcida do Juventus apoiaram a conversão do clube em SAF e tampouco a transformação do seu histórico estádio em uma “Arena”.

A própria barra “Setor 2” que apoiou o clube por tantos anos se declarou extinta perante conflito de ideias com o rumo que o clube assumiu.
Veja aqui a nota que a torcida publicou em seu canal do Instagram à época:

Mas deixemos de lado essa difícil questão, e foquemos no motivo principal da visita à Rua Javari: o jogo de volta das oitavas de final entre Juventus e Santo André.

O time do Santo André posado para a foto oficial (obrigado Fernando Martinez do lendário Jogos Perdidos, tenho certeza que a iniciativa foi sua!)

A vitória por 3×1 no Bruno José Daniel deu uma boa vantagem ao Ramalhinho, mas quem conhece o futebol sabe que, em um mata-mata, nada está decidido antes do apito final.
E o Santo André é um time que gosta de viver no nível máximo das emoções, ou seja… Sabíamos que não seria uma tarde tranquila.

Pra nós que gostamos de acompanhar o jogo de perto, mesmo com as reformas, a Javari continua como exemplo de um estádio onde o jogo acontece literalmente na sua cara.

Além disso, é um estádio histórico para o futebol paulista e segue vivo. Tanto que ainda ganhamos de presente poder conhecer o treinador do time profissional Santo André, Douglas Leite, que estava por ali acompanhando a nossa base!

Falando sobre o jogo…
Encarar o Juventus na rua Javari nunca é fácil.
Lembrei que foi ali a primeira partida do ano do time profissional (veja aqui como foi aquele incrível 3×3).
Agora era hora de descobrir se o sub20 do Santo André conseguiria transformar aquela grande vitória no Brunão em classificação.
Enquanto a nós, na arquibancada cabia apoiar…

Mesmo o jogo tendo começado equilibrado e o Santo André tendo armado boas jogadas, sofremos um apagão defensivo aos 9 minutos e o Juventus abriu o placar com Vitinho. (veja no Insta do Juventus o gol).
Mas o Ramalhinho não chegou a esta fase a toa e manteve-se ao ataque…
Em especial Emmanuel, o “cruel”, Murilo Lélis e Thierry Hanry deram bastante trabalho ao goleiro do Juventus.

E a pressão deu resultado: aos 37 minutos, após um escanteio em que o bom goleiro Arthur saiu mal e o equatoriano Emerson, empatou para o Santo André!

Pronto… A sensação de tranquilidade voltou para a torcida visitante.
O primeiro tempo termina empatado, faltam apenas 45 minutos para o Santo André se classificar.
E pelo jeito que começa o segundo tempo, parecia que o Ramalhinho sairia da Mooca com uma vitória… Em uma jogada de saída o time marca o segundo gol que acabou anulado por ter sido considerado “mão na bola”:

Mas, o Juventus estava longe de se entregar e aos 10 minutos do segundo tempo, Tom colocou o time grená na frente novamente. (veja aqui, no Instagram do Juventus esse gol de cabeça).
O 2×1 ainda garantia a classificação ao Santo André, mas… Os deuses do futebol não gostam de façanhas fáceis e quando o jogo parecia caminhar para o seu final, Rafael acertou um chute (daqueles que nascem como cruzamento) no ângulo e marcou o 3º gol do Juventus levando a torcida local (e o próprio time) ao delírio.

Veja aqui no Instagram do Juventus o terceiro gol.

Pra quem torce pro Santo André há algum tempo, nenhuma novidade.
O nosso caminho é sempre sofrido, mas… A camisa é pesada.
Vamos aos penaltys!
Mas antes, o nosso professor Leandro Mehlich foi ousado e fez uma substituição inusitada: trocou o goleiro Miguel pelo camisa 12 Bernardo, conhecido por ser um grande pegador de penaltys.

As cobranças começaram e logo na segunda batida do Juventus o goleiro deu razão ao treinador do Santo André defendeu a cobrança.

Depois disso, ambos os times marcaram até a última cobrança pro lado visitante, se o Santo André marcar, está classificado…
E… Foi o que aconteceu…

Foi bacana ver que mesmo depois da conquista da vaga, o time uniu se em campo para uma conversa pós jogo.

Deu ainda pra gente fazer aquela fotona com a torcida de fundo!

E pagar as promessas feitas…

Antes de ir embora o pessoal ainda pode bater um papo com o Sérgio Soares e nosso ex zagueiro Gabriel.

Com tanta felicidade, quem disse que o Ovídio e o Marques queriam ir embora? Olha o tanto de segurança esperando eles saírem pra fechar o estádio.

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235- Camisa do EC Meia Noite (SP)

A 235ª camisa do nosso site veio em dose tripla!
Três cores que levam a campo o amor de uma cidade ao futebol.

Camisa 1, 2 e 3…
E uma mais bonita do que a outra!
Já comece comentando qual das três você achou mais bonita!

E estas três camisas pertencem a um clube cheio de histórias e mistérios, e que só recentemente se filiou à Federação Paulista de Futebol.
Falamos do Esporte Clube Meia Noite!

O EC Meia Noite foi fundado em 21 de abril de 1959, na cidade de Patrocínio Paulista, que fica a mais de 400km da capital.
Assim como o time, a cidade também é pouco conhecida, pela distância e até pelo tamanho, onde vivem menos de 15 mil pessoas.

Mas muito antes do surgimento de Patrocínio Paulista, outros povos ocupavam aquela região.
Quando os primeiros europeus chegaram por ali, rumo às minas de Goiás, encontraram os povos Kayapó Meridionais (do macro grupo Jê).


E importante reforçar também que antes deles, evidências arqueológicas indicam ocupações de milhares de anos, anteriores aos Kayapós.

Com a chegada dos europeus, a cidade de Patrocínio nasceu como a “Terra do Diamante”, graças aos garimpeiros do século XIX que passaram a ocupar a região.
De lá pra cá, muita coisa mudou mas a cidade ainda mantém uma pegada interiorana cheia de charme e um certo ar bucólico.

Falando sobre o clube, a primeira dúvida que todos têm ao conhecê-lo é a origem do nome, e a resposta é bem simples: o time nasceu em um bar em frente à igreja no momento em que o seu relógio mostrava meia noite (a imagem abaixo é meramente ilustrativa kkk).

Em 2024, justamente no ano em que completou 65 anos, o clube transformou-se em SAF, graças a Edson Faleiros, que, quando adolescente, defendeu as cores do Meia Noite ainda nas competições amadoras da cidade.

Tivemos a oportunidade de conversar com ele no programa 1902Entrevista em 2025:

Em 2025, o time se filiou à Federação Paulista e passou a disputar as categorias de base, do sub-11 ao sub-17.
Estivemos com eles em Santo André, acompanhando jogo do sub15 contra o EC São Bernardo, veja aqui como foi.

Novamente batemos um papo com o Edson!

Já em 2026, começou o ano fazendo história ao sediar a copinha e, passar pra segunda fase, com direito à vitória em cima do poderoso Coritiba FC.

A SAF também promoveu uma série reformas no Estádio Municipal Galileu de Andrade Lopes, agora sob concessão da própria SAF por 30 anos.
Outra curiosidade interessante é que o estádio fica em frente ao cemitério municipal, que somado ao nome “Meia Noite” dá um certo ar “misterioso” ao time.

Em 2026, além da Copinha, o time fez (está fazendo nesse momento) boas campanhas nas competições de base.

Em 2026 ainda pegamos um jogo do sub15 lá em São Caetano:

Enfim, três camisas que registram a história de um time tradicional, mas que só recentemente entrou para o futebol federado e agora começa a escrever uma nova página de sua história!
Vai, Meia Noite!!!

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Santo André se classifica para as oitavas de final do Campeonato Paulista sub20

Sexta feira, 25 de setembro de 2026.
Sábado passado fomos até Sertãozinho acompanhar o jogo de ida da fase “16 avos de final”, e hoje foi a vez do jogo de volta, no apaixonante Bruno José Daniel.

Dia e horário ruins.
Pouca gente em números absolutos, mas um público interessante levando em conta todo o nosso cenário.

No meio da torcida, um ídolo dos anos 2000: Márcio “Mixirica”.
Lembra dele?

Outro ídolo da bancada é o Luiz, que representa a renovação pela qual nossa arquibancada tem passado.

Outra figura que acabou passando por lá foi um dos “olheiros” do Meia Noite, clube que vêm despontando nas categorias de base do futebol paulista.

O jogo começou e sem muita enrolação, o Santo André fez o que era necessário:Emmanuel aproveitou o rebote do goleiro e marcou o primeiro gol do Santo André a menos de 4 minutos de jogo (veja aqui o gol no Insta do Ramalhão).

Foi o alívio necessário para poder jogar sem se preocupar com a pressão do relógio.

Assistir o sub20 vai além de ver o jogo.
A gente fica ali sonhando com o futuro, com as possibilidades….
E assim, quando percebemos o primeiro tempo já tinha ido embora e estávamos próximo da classificação.

No segundo tempo, o Ramalhão começou criando várias oportunidades para ampliar o placar, e nessa falta, eu juro que vi o gol kkk

Mas, engana-se quem viu o resultado final e achou que o jogo foi fácil.
A história poderia ter mudado caso o Sertãozinho não tivesse desperdiçado um penalty quando o placar ainda indicava a diferença mínima.

O erro custou caro.
O Santo André conseguiu fazer o segundo gol e aí sim respirar ainda mais tranquilo, já com a vaga garantida.

E com a tranquilidade e sobre gritos de “olé” da torcida, chegamos ao 3ª gol do EC Santo André:

Classificados, agora resta aguardar a definição do adversário, provavelmente um dos grandes paulistas, Santos ou Corinthians.

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Copa Paulista 2026: 3ª rodada – Santo André 1×0 São José

Domingo, 2 de agosto de 2026.
Depois de um empate no clássico contra o São Caetano e da derrota na estreia diante do EC São Bernardo, o Ramalhão voltou ao Estádio Bruno José Daniel em busca da primeira vitória na Copa Paulista.
Pela frente, um adversário tradicional do interior paulista: o São José, que chega embalado e ainda invicto na competição.

A torcida andreense novamente fez sua parte.
Mesmo vivendo uma fase distante dos grandes momentos da história do clube, segue comparecendo, apoiando e acreditando nesse jovem elenco formado, em boa parte, por atletas das categorias de base.

E esse apoio, aos poucos, vai fazendo a diferença.

Dentro de campo, o Santo André mostrou desde o início uma postura diferente.
Mais organizado, competitivo e disposto a brigar por cada bola, o time conseguiu equilibrar as ações diante de um adversário que vinha ocupando as primeiras posições do grupo.

A recompensa veio aos 33 minutos do primeiro tempo: após rebote do goleiro adversário, Alexiel apareceu bem colocado para empurrar a bola para o fundo das redes e fazer explodir o Bruno José Daniel.
Um gol simples, daqueles de atacante oportunista, mas que valeu muito mais do que apenas um placar favorável.

O intervalo foi marcado pela venda das camisas, shorts, copos e demais materiais na Ramalhão Store!

Na segunda etapa, o jogo ficou mais truncado, mas o Santo André conseguiu sair com o domínio da partida.

O São José tentou pressionar em busca do empate, enquanto o Santo André soube se defender com organização e muita entrega, garantindo o 1×0 até o apito final.

Mais do que os três pontos, a vitória representou um importante ganho de confiança para um elenco bastante jovem.
Em um campeonato curto como a Copa Paulista, vencer em casa é fundamental para manter vivo o sonho da classificação.

Com o resultado, o Santo André conquistou sua primeira vitória na competição, chegou aos quatro pontos e entrou na zona de classificação do Grupo 4, mostrando que ainda há muito campeonato pela frente.
E também vale reforçar que na partida do sub20, na sexta feira anterior ao jogo, havíamos encontrado o Alexiel e o Gabriel Paz e eles disseram que estavam muito focados para este jogo.
E de fato, demonstraram em campo o resultado dessa concentração.

Aliás, após o jogo eles voltaram a estar com a galera, e isso é o que importa!

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Copa Paulista 2026: 2ª rodada – Santo André 0x0 São Caetano

Domingo, 26 de julho de 2026.
Dia de reviver mais uma vez o o tradicional Clássico do ABC, que alguns gostam de chamar de SanSão, e vc, o que acha?

O palco é o Estádio Bruno José Daniel e a partida válida pela 2ª rodada da Copa Paulista 2026, onde as duas equipes ainda sonham em se classificar para a segunda fase e até quem sabe o título para dar um passo rumo a dia melhores como já foram os que ambos viveram no passado.

Até que a torcida compareceu em bom número, dentro dessa nova realidade que o futebol paulista em geral tem vivido.

E o time do Santo André com muitos garotos formados na categoria de base do clube valoriza essa presença e saúda seus torcedores!

Do lado adversário, é a torcida Comando Azul quem recebe e apoia o time do São Caetano!

A torcida do Santo André também deu seu apoio ao time, acreditando no potencial de melhoria do Ramalhão que vinha de derrota na primeira rodada frente ao EC São Bernardo.

Dentro de campo, o Santo André começou com tudo e parecia que seria uma daquelas oportunidades de vencer e bem o seu clássico rival, mas…

… Clássico não se joga, se ganha! E não foi o que o Ramalhão conseguiu fazer.

E o São Caetano soube sofrer e depois se aproveitou de uma expulsão do Santo André para segurar o 0x0, em uma partida que teve uma etapa final com poucas oportunidades claras de gol.

Há quanto tempo não temos um cobrador de faltas que inspire confiança…

Um ponto a se destacar tem sido a renovação na bancada do Santo André, e não me refiro nem às Organizadas mas ao tradicional “povão”. É incrível como todo jogo aparecem novos apaixonados e apaixonadas pelo nosso time!

Infelizmente, o que deveria ser lembrado pelo reencontro de duas camisas históricas acabou sendo marcado por cenas lamentáveis no lado de fora do estádio, onde um enfrentamento de dois “bondes” acabou exigindo a intervenção da Polícia Militar após rojões e barras de ferro marcarem a confusão.
Importante corrigir uma visão que parte da imprensa construiu: não houve invasão do estádio por parte de torcedores adversários e não houve risco algum para quem estava lá dentro assistindo ao jogo.

Para quem ama a cultura de arquibancada, fica sempre um sentimento contraditório.
A rivalidade faz parte do futebol, assim como os cantos, as bandeiras, as provocações e a paixão por defender as cores do seu clube.
Mas quando a violência toma o protagonismo, quem perde é o próprio futebol.
Ao menos, espero que esse tipo de confronto permaneça restrito àqueles que, infelizmente, optam por esse caminho, sem colocar em risco quem vai ao estádio apenas para torcer.

O Clássico do ABC já escreveu capítulos inesquecíveis ao longo de décadas.
Que os próximos sejam lembrados pelos gols, pelas grandes atuações e pelas festas das torcidas e não pelos confrontos.

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O Estádio Municipal “José Antônio Rossi” e o futebol em Iacanga

Iacanga talvez não seja lembrada, à primeira vista, como uma cidade de futebol.
Conhecida nacionalmente pelo histórico Festival de Águas Claras, onde Raul Seixas fez um show beeem improvisado…

Também reconhecida por suas belas represas, praias de água doce e atividades náuticas, Iacanga é um verdadeiro refúgio para quem busca natureza e tranquilidade no interior paulista.

Porém, quando falamos em futebol, a história é diferente. Até hoje (2026), nenhum clube de Iacanga disputou competições profissionais da Federação Paulista de Futebol.
Ainda assim, a cidade resolveu apostar no esporte como ferramenta de desenvolvimento e passou a construir seu próprio capítulo nessa história e em 2019 nasceu o União Futebol Clube, voltado principalmente à formação de atletas.

O time tem como mascote o “leão do Tietê”…

O União FC se filiou à Federação Paulista em 2020 e ganhou projeção ao representar Iacanga na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2022.

E foi assim que o Estádio Municipal José Antônio Rossi tornou-se a sede do Grupo 9 reunindo União Iacanga, Grêmio Novorizontino, Santa Cruz-PE e União ABC-MS, e levando para uma cidade de pouco mais de 12 mil habitantes clubes e torcedores de diferentes regiões do país.

Fiquei curioso ao encontrar essa placa no estádio que menciona o antigo time Iacanga FC que mandou seus jogos no estádio e que foi fundado em 1942.

O sucesso na organização da primeira fase da copinha foi tamanho que a Federação Paulista escolheu Iacanga para receber uma partida da segunda fase, entre Grêmio Novorizontino e Castanhal-PA.

Depois da Copinha, o Estádio José Antônio Rossi continuou recebendo competições oficiais da Federação Paulista, tornando-se casa das equipes Sub-11 e Sub-13 do Grêmio Novorizontino no Campeonato Paulista de Base.

Infelizmente o clube se desligou da FPF e simplesmente sumiu.
Mas mesmo com tão pouco tempo de existência, valeu pra reforçar que o futebol também vive em cidades onde não exista um clube profissional disputando as divisões do Paulistão.

Vive na vontade de construir um projeto, de abrir espaço para os jovens e de fazer com que uma pequena cidade seja lembrada em todo o Brasil por meio da bola.

Registrar a cultura do futebol é contar sobre times cheios de conquistas como falamos na semana passada do Avaí, mas também é contar histórias como a de Iacanga, onde o esporte encontrou nas águas calmas do interior paulista um ambiente perfeito para sonhar.

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226- Camisa da Associação Olímpica de Jardinópolis (SP)

Em dezembro de 2025, pegamos a estrada até Brodowski para acompanhar a final do Amador do Estado entre o CA Bandeirante e União FC de Atibaia (veja aqui como foi a conquista do 5º título do Band).

Antes de chegar na cidade, aproveitamos para dar uma parada na cidade vizinha: Jardinópolis!

Sempre importante lembrar que antes do nome, antes mesmo da cidade e das linhas no mapa, já havia vida, cultura e história correndo por aqui.
Segundo estudos (vale ler esta sucinta matéria), a região de Jardinópolis era habitada originalmente pelos Caiapós, chamados de “Tapuias” (algo como “bárbaros”) pelos Tupis.
Os Caiapós cultivavam milho e mandioca e eram semi-nômades, caçando, pescando e coletando mel e frutas nativas.
Estes são alguns Caiapós em foto de 1876 que está no museu de antropologia da Alemanha:

A partir do século XIX, os europeus e mamelucos começam a ocupar a região e surgem as primeiras fazendas.
Uma delas ficou conhecida como “Ilha Grande“, devido a uma ilha no leito do Rio Pardo e parte dela foi doada para ser transformada em um povoado, que a partir de 1898, passou a ser chamado de Jardinópolis.
A agricultura é muito importante para a cidade, conhecida como a “capital da manga”.

As mangas jardinopolenses passaram a ser levadas para São Paulo e de lá para outros centros do Brasil, pelas estradas de ferro, já que o município era cortado pelas linhas da antiga Companhia Mogiana.

Jardinópolis foi berço do incrível Rubens Francisco Lucchetti, um verdadeiro mestre da literatura de terror brasileira, e roteirista de José Mojica Marins, em alguns dos filmes e HQ’s de Zé do Caixão. Luchetti faleceu em 2024.

Mas, o município de 45 mil habitantes possui também grande cultura futeboleira.
Uma prova disso é que Jardinópolis teve a primeira partida de Futebol Feminino ainda em 1921.

Esta partida se deu em um dos palcos mais antigos do futebol de Jardinópolis: o campo da Associação Olímpica Jardinópolis!

Li que na época, havia um time chamado São Paulo de Jardinópolis que mandava ali seus jogos, mas a Associação Olímpica também já existia, pois foi fundada em 1919.
Aqui, matéria do Correio Paulistano de 1920 citando o time:


Estivemos por lá conversando com o Agnaldo e ele nos mostrou diversas fotos históricas do time, como esta de 1951:

Neste ano, o Correio Paulistano comprova que o time disputou o Campeonato Amador do Interior, bem como o São Paulo e o Jardinópolis, todos da cidade.

Aqui, a classificação de seu grupo em 1956:

Em 1958, a possível criação de uma zona local com times da região para jogarem a 3ª divisão animou a Associação Olímpica!

Outras fotos bacanas que o Agnaldo mostrou pra gente:

Como estávamos a caminho da final do Campeonato Amador do Estado, importante lembrar que a Associação já conquistou esse título em 1985 e 1993!

Fiquei contente de ter o amigo Mário ao meu lado em mais um registro histórico de um estádio de futebol do interior paulista, o Estádio Alexandre Jorge Saquy, a casa da Associação Olímpica de Jardinópolis!

Sinta o clima do estádio durante nossa visita:

O estádio mantém sua arquibancada coberta, afinal, o sol em Jardinópolis é mesmo forte…

Vemos o distintivo do clube exposto em diversos locais.

Aqui, o gol da esquerda:

O meio campo:

E o gol da direita:

Se você tem interesse em uma camisa dessa fale com o Agnaldo pelo Instagram do clube.

E o pessoal da cidade abraça o clube, tem orgulho em vestir a camisa e fazer o dia-a-dia acontecer.
Esta branca é a camisa do centenário e é um sucesso na região!

Mas tem essa rubro negra que também é muito bonita!

E este outro modelo branco:

O clube tem registrado e guardado muito de sua história via as fotos que resgataram em 2019, ano de seu centenário…

E também tem guardado outros souvenirs como as medalhas que o time sub14 ganhou recentemente.

O Agnaldo nos contou um pouco sobre os projetos da Associação com as categorias de base e é muito legal ver o orgulho que ele tem ao nos falar disso!

Mais do que um passado, o campo da Associação Olímpica carrega o futuro do futebol em Jardinópolis!

A Associação Olímpica é mais que centenária e é motivo de orgulho para a cidade.

Por isso, é muito emocionante ver a bandeira do time seguir tremulando mesmo após tanto tempo.

Espero poder voltar um dia para acompanhar uma partida oficial!

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O futebol em Serrana (SP)

Aproveitamos o feriado da consciência negra (20 de novembro) de 2025 para refletir sobre o quanto o racismo ainda atrapalha uma vida de qualidade em nosso país.
Foi fácil concluir que o racismo ainda é um grande problema social, e que por isso, não basta se dizer “não racista” é imprescindível que sejamos todos antirracistas nos ambientes em que vivemos.
Aproveite o vídeo da professora Selminha e faça o teste para identificar o racismo nos ambientes que você frequenta:

Também aproveitamos o feriado para fazer mais um rolê boleiro e decidimos finalmente registrar o Estádio Palma Travassos, que era o único das 5 divisões do Campeonato Paulista que ainda não havíamos fotografado.

Veja aqui como foi!

Antes de chegar lá, fizemos algumas paradas, como em Santa Cruz das Palmeiras, para rever a casa do EC Palmeirense.
Se você nunca esteve lá, dá uma olhada no vídeo que fizemos em 2018 (ou veja aqui como foi aquele role!)

Mas de volta a 2025, passamos em Tambaú para almoçar e relembrar da cidade que possui dois rivais na mesma rua: o EC Operário e o EC União! Estivemos lá antes também e você pode ver aqui como foi.
Ou veja um pouco dos dois estádios:

Ainda aproveitamos para finalmente registrar o interior do Estádio Dr Guião, a casa do CR Cajuruense, em Cajuru, veja aqui como foi esse rolê de 2025.

Mas antes de chegar a Ribeirão Preto, ainda teríamos uma última parada: a cidade de Serrana, que tantas vezes nos acolheu no rolê punk em especial no CECAC e no Festival Caipiro Rock, aliás, olha a gente aí na edição de 2010.

Mas dessa vez, fomos para conhecer e registrar o Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos, que será a casa do LG Sports nas disputas das categorias de base da Federação Paulista, a partir de 2026.

O time nasceu como uma escola de futebol de alta performance em Ribeirão Preto agora vai mandar seus jogos na cidade de Serrana, no Estádio Municipal “Luiz Antônio de Mattos”, e por isso, lá fomos nós conhecê-lo!

Quem nos recebeu foi o Ricardo Brasileiro, amigo que também faz essa trajetória entre o punk, a música independente e o futebol e o organizador do Festival Caipiro Rock.

Então, venha conosco para conhecer não só mais um estádio como o novo time e… seu presidente !

Segue o tradicional registro do meio campo:

O gol da direita:

E o gol da esquerda:

Aqui dá pra ter uma ideia geral:

E enquanto fazíamos os registros, o pessoal seguia trabalhando sob um sol escaldante…

Fizemos o Lucas, atual presidente do LG Sports dar uma paradinha pra bater um papo rápido:

Pois é… Quem diria que anos após termos conhecido Serrana pela cena punk, agora voltaríamos para registrar sua “cena boleira”…

Que as arquibancadas do Estádio Municipal Luiz Antonio de Mattos possam acolher muitas e muitos torcedores…

E, principalmente, que seu campo receba jovens promessas do futebol oriundos da própria cidade, transformando-se em um verdadeiro catalisador sócio-esportivo.

O primeiro gol já está aí, registrado:

E que também possa gerar empregos e fazer do futebol um motor para a cidade!

A mim, só resta, como sempre, agradecer a oportunidade de rever o amigo Brasileiro e de poder registrar o “novo-velho” campo…

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Uma visita para ficar na memória: Pará inspira a garotada do Sub-15 na Arena Aclimação

Na tarde de sexta feira, 27 de junho, a Arena Aclimação viveu um momento especial que vai ficar marcado na memória de muitos jovens atletas.
Quem apareceu por lá foi ninguém menos que Pará, lateral multicampeão que passou por clubes de peso como EC Santo André, Santos, Grêmio, Flamengo e Portuguesa, construindo uma carreira marcada por superação, garra e títulos.
O clima de treino deu lugar à empolgação quando o ex-jogador chegou para dar um alô aos meninos do Sub-15, que ainda estão dando os primeiros passos na trilha do futebol — a mesma que ele trilhou há alguns anos. Mais do que posar para fotos ou trocar abraços, Pará fez questão de conversar com a molecada, compartilhando um pouco de sua história e, principalmente, o começo difícil que viveu no futebol.

Ele contou como foi deixar a casa ainda jovem para correr atrás do sonho e como encontrou no EC Santo André o primeiro espaço para mostrar seu talento. Falou sobre a importância da disciplina, humildade e perseverança, valores que, segundo ele, o acompanharam até as grandes conquistas.

A presença de um ídolo como Pará — que já enfrentou os maiores clubes do Brasil, disputou finais históricas e levantou taças — ali, no campo onde tantos jovens sonham com o mesmo caminho, foi mais do que uma visita: foi uma injeção de esperança e uma aula de realidade.

Em tempos de imediatismo, ouvir alguém que veio de baixo e chegou ao topo com os pés no chão faz toda a diferença. E foi bonito ver nos olhos da garotada aquele brilho de quem passa a acreditar mais em si mesmo.

Pará foi embora, mas deixou ali uma semente plantada. Talvez dali saiam os próximos grandes nomes do futebol brasileiro. Talvez não. Mas com certeza, saíram dali jovens mais motivados, mais confiantes e conscientes do que é preciso para chegar longe.
Vale lembrar que no sábado o Pará ainda esteve na bancada apoiando o Ramalhão:

Obrigado, Pará. E parabéns ao pessoal do Aclimação sempre de portas abertas para quem respeita e valoriza a base. ⚽💙

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Cosmopolitano Sports x Sporting Club Paulinense (sub 15 e sub 17) 2025

Sábado, 21 de junho de 2025.
Depois de quase 18 anos de relação com Cosmópolis, finalmente vamos acompanhar uma partida válida por uma competição da Federação Paulista.
Bem vindo ao Estádio Thelmo de Almeida e ao Campeonato Paulista sub 15 e sub 17.

Olha que bacana, o novo Estádio Thelmo de Almeida já tem capacidade para quase 4 mil pessoas…

E ali já estão prontos os espaços de expansão da arquibancada…

Ao lado, vem ainda um novo campo para os sócios do clube que, com tantas partidas oficiais, acabaram ficando com poucos horários para jogar aquela pelada de fim de semana…

As camisas que se enfrentam hoje são recentes: de um lado, os donos da casa defendem as cores do Cosmopolitano Sports, fundado em 15 de março de 2023, em parceria com o tradicional e mais que centenário Cosmopolitano Futebol Clube.
Esse é o craque “Hulk” (Davy de Franco) atleta do sub-14 que estreou hoje no sub-15.

A última notícia que vem de Cosmópolis é que o time do Cosmopolitano Sports fechou uma parceria com o time da Lazio (veja aqui a notícia na página do time!).
Aproveitamos a oportunidade para perguntar pro André sobre esse e outros fatos do clube, confere aí:

Olha lá as placas da Lazio no campo:

Já do lado visitante, temos o Sporting Club Paulinense, clube fundado em 2003 e filiado desde 2024 na Federação Paulista de Futebol.

O Allan contou um pouco sobre a história do time:

E lá vamos nós para um rolê pelo Estádio Thelmo de Almeida a começar pelo bar, muito bem equipado!

Nosso rolê pelo Estádio Thelmo de Almeida foi pra registrar mais do que jogos: viemos conhecer e registrar histórias que estão só começando. Estes são os times da categoria sub-15:

Em campo, jogo duro, disputado lance a lance, com garotos que sonham alto e jogam com o coração.

Nessas manhãs de domingo é assim: o sub 15 joga e o sub 17 acompanha e depois invertem-se os papeis!

No sub-15, o Cosmopolitano abriu 2×0 no primeiro tempo e depois administrou o resultado, mesmo com o Sporting (é assim que eles se autodenominam) apertando e buscando ao menos diminuir o placar adverso:

A torcida visitante fez bonito mais uma vez, apoiando seus meninos…

Mas o Cosmo (assim que eles se chamam nas arquibancadas) não teve dó e fechou o sub-15 com um 3×0, classificando-se para a segunda fase!

Aliás, o canal 1902futebol (o Ruben tem sido um grande parceiro nas entrevistas com os presidentes de clube, que eu espero que você tenha assistido pelo nosso canal do Youtube) já informou o grupo em que o Cosmopolitano Sports está, e é só pedreira:

Já para a segunda partida da manhã, aí vêm os times do Sub-17, detalhe para o uniforme diferente do time de Paulínia:

E aqui, o enredo parecia que ia ser diferente… O Sporting Clube Paulinense começou apertando e fez 1×0, pra deixar menos triste os torcedores da cidade vizinha.

Aliás, o Sporting é um dos poucos times que se dedicam apenas às categorias de base mas mesmo assim tem uma torcida organizada! Já havíamos visto no derby paulinense (veja aqui como foi)

Entretanto, a manhã era mesmo do lado verde da arquibancada!

Aos poucos, o time do Cosmopolitano foi tomando conta do jogo…

E terminou ganhando de virada por 4×1!
Assim como o sub-15, classificou-se para a segunda fase, contra novos adversários.
E é pra isso que os meninos treinam!
Para vencer novos desafios a cada dia!

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