Copa Paulista 2026: 2ª rodada – Santo André 0x0 São Caetano

Domingo, 26 de julho de 2026.
Dia de reviver mais uma vez o o tradicional Clássico do ABC, que alguns gostam de chamar de SanSão, e vc, o que acha?

O palco é o Estádio Bruno José Daniel e a partida válida pela 2ª rodada da Copa Paulista 2026, onde as duas equipes ainda sonham em se classificar para a segunda fase e até quem sabe o título para dar um passo rumo a dia melhores como já foram os que ambos viveram no passado.

Até que a torcida compareceu em bom número, dentro dessa nova realidade que o futebol paulista em geral tem vivido.

E o time do Santo André com muitos garotos formados na categoria de base do clube valoriza essa presença e saúda seus torcedores!

Do lado adversário, é a torcida Comando Azul quem recebe e apoia o time do São Caetano!

A torcida do Santo André também deu seu apoio ao time, acreditando no potencial de melhoria do Ramalhão que vinha de derrota na primeira rodada frente ao EC São Bernardo.

Dentro de campo, o Santo André começou com tudo e parecia que seria uma daquelas oportunidades de vencer e bem o seu clássico rival, mas…

… Clássico não se joga, se ganha! E não foi o que o Ramalhão conseguiu fazer.

E o São Caetano soube sofrer e depois se aproveitou de uma expulsão do Santo André para segurar o 0x0, em uma partida que teve uma etapa final com poucas oportunidades claras de gol.

Há quanto tempo não temos um cobrador de faltas que inspire confiança…

Um ponto a se destacar tem sido a renovação na bancada do Santo André, e não me refiro nem às Organizadas mas ao tradicional “povão”. É incrível como todo jogo aparecem novos apaixonados e apaixonadas pelo nosso time!

Infelizmente, o que deveria ser lembrado pelo reencontro de duas camisas históricas acabou sendo marcado por cenas lamentáveis no lado de fora do estádio, onde um enfrentamento de dois “bondes” acabou exigindo a intervenção da Polícia Militar após rojões e barras de ferro marcarem a confusão.
Importante corrigir uma visão que parte da imprensa construiu: não houve invasão do estádio por parte de torcedores adversários e não houve risco algum para quem estava lá dentro assistindo ao jogo.

Para quem ama a cultura de arquibancada, fica sempre um sentimento contraditório.
A rivalidade faz parte do futebol, assim como os cantos, as bandeiras, as provocações e a paixão por defender as cores do seu clube.
Mas quando a violência toma o protagonismo, quem perde é o próprio futebol.
Ao menos, espero que esse tipo de confronto permaneça restrito àqueles que, infelizmente, optam por esse caminho, sem colocar em risco quem vai ao estádio apenas para torcer.

O Clássico do ABC já escreveu capítulos inesquecíveis ao longo de décadas.
Que os próximos sejam lembrados pelos gols, pelas grandes atuações e pelas festas das torcidas e não pelos confrontos.

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5ª rodada da série A2 2026: superação em Limeira, Inter 0x1 Santo André

24 de janeiro de 2026.
A tarde de sábado é convidativa à estrada.
O destino, Limeira, onde acontece a 5ª rodada da série A2.
Como estava em Cosmópolis, minha viagem até Limeira foi solitária e já dizia muito sobre o dia: camisa do Santo André no corpo e o pensamento repetindo: jogo fora nunca é fácil, mas hoje temos que ganhar…

Aí está o portal que dá acesso a este mundo mágico do futebol…
No caso, o portão 6 por onde entram os visitantes.

Pra quem não conhece, seja bem vindo ao Estádio Major José Levy Sobrinho, o “Limeirão“.

Em campo, mais uma vez o Santo André luta por reação, após derrota em Votuporanga na rodada anterior.
A fase do time local também não é das melhores.

A torcida da Inter se mostrou desconfiada, comparecendo em baixo número e questionando a permanência da atual comissão técnica.

O cerimonial começa, e pelo tempo que falta pro jogo começar, o público está mesmo pequeno…

Times perfilados…

Hora do último papo antes da disputa começar…

Quando a bola rolou, ficou claro que seria jogo de atenção máxima.
E lá vem o Ramalhão para o ataque!!

Do nosso lado, nossa torcida, ainda que em poucas pessoas, mais uma vez se fez presente, sempre prontos para apoiar.

A Inter tentou impor o ritmo de jogo, mas acabava pecando na última bola.
Chegaram a ter uma bola cara a cara com o goleiro, mas o chute saiu pra fora.
Alívio imediato para a bancada ramalhina.

O Santo André, mais cauteloso, parecia saber exatamente o tamanho do desafio e nas poucas vezes que chegou no começo do jogo, também causou incomodo!
Reclamação, mão na cabeça, aquele “não podia perder essa chance…”.
Mas o time seguia inteiro no jogo, competindo, sem se desesperar.

O relógio caminhava para o fim do primeiro tempo quando após uma boa troca de passes, Daniel Davi apareceu.
Mais um cria da base, com a confiança de quem conhece o escudo desde cedo.
Tabela rápida, saída limpa e chute colocado.

Silêncio geral no estádio, menos no nosso canto.

Estes momentos são de verdade, incríveis!!!

Depois do gol, o intervalo foi de expectativa alta.

Quase dá pra relaxar no intervalo…

Agora a missão é segurar o resultado fora de casa, e isso pesa.
Se por um lado a vitória parecia próxima, os 45 minutos (mais acréscimos) finais não cabem no relógio…

Para o tempo passar mais rápido, cantemos!

No segundo tempo, a Inter tentou uma reação.
Bola na área, chute cruzado, desvio. Faltas perigosas na entrada da área…
Cada lance parecia eterno.
Mas o time parecia mais maduro, chegando a criar novas oportunidades!

O coração da nossa torcida batia no ritmo da defesa.
O juiz ajudou e expulsou um jogador da Inter, abrindo ainda mais o jogo, com espaço pra contra-ataque e chances pra matar o jogo.
Quando a bola não entrou, veio aquela sensação conhecida: vai ter que sofrer até o fim, por este nosso vício eterno…

E sofreu. Minutos finais longos, bola levantada, defesa firme, goleiro atento.
Aliás, acho que foi a melhor partida de Gabriel Gasparotto para desespero da torcida local.

A torcida do Santo André já não cantava, gritava.
Empurrava no desespero, como se cada grito ajudasse a defesa a proteger nossa meta.

Quando o apito final veio, não teve exagero.
Teve sorriso cansado, palma forte e orgulho.

Mais uma vitória fora, mais uma cria da base decidindo, mais uma estrada que valeu a pena.

Porque acompanhar o Ramalhão é isso.
Às vezes é longe, às vezes é difícil, mas quando dá certo… fica na memória.

Não tem como explicar certas coisas ou certos momentos…

O time entendeu o que isso significa pra gente. Um por um, os jogadores vieram até onde estávamos, chamando, apontando, reconhecendo quem atravessou quilômetros para estar ali. Naquele momento, ficou claro que esse time está criando identificação.

E aí veio o gesto que arrepia. O pedido para cantar o hino juntos. Vozes diferentes, mas carregadas de verdade. Jogadores e torcida lado a lado, olhando para o mesmo escudo, cantando como se fosse no Brunão.

Vitória que vale mais do que três pontos, porque reforça memória, cria vínculo e lembra todo mundo por que seguir esse time faz tanto sentido.

Fim de tarde com muita dor de cabeça para a torcida da Inter…
Algumas horas mais tarde veio a notícia da queda da comissão técnica.
Boa sorte aos amigos de Limeira!

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