234- Camisa do Atlético Monte Azul

A 234ª camisa do nosso site chama a atenção não apenas pelas cores, pelo desenho, ou escudo ali presente mas porque ela carrega consigo a história de uma cidade e de um clube que atravessou diferentes momentos do futebol paulista. Falamos do Atlético Monte Azul, de Monte Azul Paulista.

Este é o brasão atual, mas ele passou por muitas mudanças no decorrer do tempo e vale a pena recorrer ao Escudos Gino para conhecer a evolução deste símbolo!

O Atlético Monte Azul foi fundado em 28 de abril de 1920 na cidade de Monte Azul Paulista em uma época em que sua população não chegava a 13 mil pessoas.
Veja uma imagem da época, vinda do Blog do Iba Mendes:

Já estivemos na cidade por duas vezes, uma em 2010 (veja aqui como foi aquele rolê)…

E outra em 2021 (veja aqui como foi aquele rolê):

Estando há mais de 400 km da capital do estado, o Atlético Monte Azul teve uma verdadeira luta dentro e fora de campo para manter-se vivo e relevante durante seus mais de 100 anos de tradição no futebol.
Este era o time do início da década de 20:

Sem dúvidas, o maior momento de sua história aconteceu no fim dos anos 2000.
O time conquistou o Campeonato Paulista da Quarta Divisão, na época chamada de B1, em 2004.

Em 2007, sagra-se vice campeão da A3, voltando à série A2 depois de mais de 50 anos.

Os dois anos seguintes foram mágicos.
O retorno à série A2 e logo a despedida…
Mas dessa vez, a despedida foi positiva, o título inédito da A2 de 2009, levou o Atlético Monte Azul à série A1!

Tudo bem que foi apenas um ano na série A1, mas foi incrível…
E a campanha nem foi tão ruim…
Foram poucas derrotas e partidas inesquecíveis…

A passagem pela elite acabou em 2010, mas a história estava longe de terminar.
O Monte Azul voltou à Série A2, viveu novos momentos difíceis, chegou a cair para a A3 em 2016 e conquistou o retorno à A2 três anos depois, como vice-campeão da Série A3 de 2019.
É justamente essa trajetória de acessos, quedas e recomeços que ajuda a explicar o que significa manter um clube do interior vivo por mais de um século.
Uma camisa não precisa representar apenas títulos e acessos.
Ela representa quem continuou acompanhando o clube quando as divisões mudaram, quem foi ao estádio, quem levou os filhos e quem manteve viva uma identidade que nasceu há mais de um século.

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Copa Paulista 2026: 5ª rodada – São Caetano 0×1 Santo André

Clássico é clássico, e dessa vez deu Ramalhão!

17 de agosto de 2026.
Em plena segunda feira às três horas da tarde, o Santo André foi até o Estádio Anacleto Campanella para enfrentar os donos da casa: o São Caetano.

Horário ruim… Pouquíssima gente em ambos os lados…


Mas, do lado andreense, o time nunca joga sozinho!

Se você nunca esteve no Estádio Anacleto Campanella talvez nunca tenha visto o cantinho dedicado ao passado do time e à torcida Bengala Azul…

https://www.youtube.com/watch?v=vFWIPEUbwEs

Torcida do Ramalhão animou o jogo cantando sem parar…

E lá vem os times para o jogo!

O Ramalhão começou pressionando e criou muitas chances…

Mas… não conseguia converter as oportunidades em gol para o desespero do torcedor Ramalhino…

Muito devido ao goleiro do São Caetano, Fernando Caixeta, que fez uma partida realmente memorável.

Pato marcou o único gol da partida, para a festa da torcida visitante!

Esse resultado colocou, em teoria, o Ramalhão na repescagem para as quartas de final e, de quebra, eliminou o rival com uma rodada de antecedência.
O clássico do ABC tem dessas coisas, vai além do jogo em si…
Tem uma rivalidade que leva em conta o histórico dos confrontos e todos esses contornos extras como a eliminação do Azulão, nesse caso.

Duas camisas tradicionais.
Duas histórias que já viveram grandes momentos no futebol paulista e nacional.
E uma rivalidade que continua escrevendo novos capítulos independentemente da divisão ou do campeonato.

Porque quem gosta de futebol sabe: a camisa nunca entra em campo sozinha. Ela carrega tudo o que veio antes.

Faz parte de quem joga: ganhar ou perder…
E quem ganha, tem o direito de uma mínima sacanagem né?

O time fez questão de vir celebrar com sua torcida e mantém viva a esperança do título para o torcedor do Ramalhão!

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229 – Camisa do Bauru Atlético Clube, o “Baquinho”

A 229ª camisa do site nos leva de volta a uma cidade que já visitamos algumas vezes e que sempre nos recebe de braços abertos: Bauru, no interior de São Paulo.

E ela representa um dos clubes mais tradicionais da história esportiva da cidade, o querido Bauru Atlético Clube, eternizado pelo apelido carinhoso de Baquinho.

Impossível passar por Bauru e não lembrar das histórias que o futebol deixou espalhadas pela cidade.
Uma delas está justamente em um lugar que muita gente frequenta sem imaginar o que existia ali antes: onde hoje funciona um supermercado, ficava o antigo Estádio Antonio Garcia, ou Estádio Lusitana, a casa do Bauru Atlético Clube, palco de jogos, encontros e memórias que marcaram gerações de torcedores.

O Estádio é daqueles lugares em que o concreto substituiu as arquibancadas, mas não conseguiu apagar a história.
Ao menos, o mercado manteve esse lindo mural na entrada.

O Baquinho foi um dos clubes mais importantes do interior paulista durante boa parte do século passado.
Fundado em 1º de maio de 1919 com o nome de Luzitana Futebol Clube, carregou o nome de Bauru para diversas competições e ajudou a construir a identidade esportiva da cidade.

Mais do que resultados, o clube se tornou um patrimônio afetivo de seus torcedores, daqueles times que representam uma época inteira da vida de uma comunidade.

E quando falamos da história do Bauru Atlético Clube, existe um personagem que conecta o Baquinho à maior lenda do futebol mundial.
Foi no clube que atuou João Ramos do Nascimento, o Dondinho, pai de Pelé. Antes de o Rei nascer para o futebol, seu pai já deixava sua marca nos gramados do interior paulista, vestindo a camisa do Bauru Atlético e ajudando a escrever um capítulo importante da família que mais tarde mudaria a história do futebol.

O próprio rei chegou a vestir sua camisa!

Por isso, esta camisa carrega muito mais do que cores e escudo.
Ela representa uma cidade apaixonada por futebol, um clube centenário e uma ligação direta com uma das maiores histórias já contadas dentro das quatro linhas.

É uma lembrança de que o futebol brasileiro não foi construído apenas pelos grandes clubes das capitais, mas também por equipes do interior que formaram atletas, reuniram comunidades e alimentaram sonhos.

Guardar uma camisa do Baquinho é preservar um pedaço dessa memória.

A camisa serve pra lembrar dos estádios que já não existem mais, das histórias contadas pelos mais velhos, das viagens por cidades do interior e da certeza de que o futebol vive não apenas nos grandes títulos, mas principalmente nas lembranças que permanecem vivas muito depois do apito final.

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Visita aberta ao Estádio Bruno José Daniel

No sábado, 29 de abril de 2023, a Prefeitura Municipal de Santo André em parceria com o EC Santo André realizou uma ação para aproximar a população da cidade ao Estádio Bruno José Daniel e consequentemente do time que defende suas cores e seu nome.


O evento contou com um tour guiado pela parte interna do Estádio, começando pelos vestiários…

Também pudemos ver o lado “espiritual” do time, conhecendo o altar do Ramalhão.

Foi muito legal poder ver de perto uma série de troféus, camisas e recordações de grandes conquistas!

Pra quem coleciona camisa, o rolê estava incrível!

Destaque para o possivelmente único exemplar da camisa do Santo André FC, de 1967.

E alguns dos muitos troféus.

E medalhas também!

Olha que linda a flâmula do time!

Mas possivelmente, o grande momento foi a oportunidade de um papo com o ex-presidente Sydnei Riquetto, e da possibilidade de fotos com alguns ex jogadores como Arnaldinho.

Rolou ainda a possibilidade de bater uma bola no gramado do Brunão. Tudo isso, gratuito, bastava ter se inscrito previamente.

Por ser a primeira vez, o evento até que foi muito bem organizado e espero que se repita por várias vezes! A torcida e a população da cidade agradecem!

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96- Camisa do Galo Maringa

A 96ª camisa do blog foi presente do Francisco, de Guarulhos, que acompanha o blog e sabe tudo do futebol de Guarulhos.

A camisa pertence a um time jovem, que infelizmente está extinto desde 2009, mas que durante sua breve existência defendeu a cidade de Maringá, no Paraná.

O time dono da camisa é o Galo Maringá, fundado em 2005 por empresários locais, com a ideia de se fazer uma gestão profissional e que alcançasse resultados rapidamente, tentando devolver à cidade a emoção do futebol, já que o Grêmio Maringá fechava suas portas ao futebol profissional, no mesmo ano.

Seu distintivo é claramente inspirado no da Juventus, da Itália.

Logo na sua estreia na segunda divisão, o Galo Maringá conquistou o acesso à primeira divisão Paranaense, com o título da segunda divisão estadual, em cima do Cascavel.

Em 2006, seus dirigentes tomam uma decisão estratégica para formar um clube-empresa ainda mais forte. O Galo Maringá se uniu à Associação de Desportiva do Atlético do Paraná, mais conhecida como ADAP, de Campo Mourão, time de 1999.

Nascia asssim o ADAP Galo Maringá.

No primeiro ano de parceria, o ADAP Galo Maringá, jogando com o uniforme da ADAP chegaria à final do Campeonato Paranaense da Primeira Divisão, contra o Paraná, mas o time da capital sairia campeão. Após uma derota em Maringá por 3×0, o time empatou em 1×1, no Pinheirão, ficando com o vice campeonato: Ainda em 2006, o time realizou uma excursão à Coréia do Sul, onde realizou 8 jogos com 5 vitórias e 3 derrotas. No estadual de 2007, o ADAP/Galo Maringá foi bem, liderando a primeira fase mas saindo fase seguinte, sem ir para as finais. Ao menos garantiu vaga para a Série C do Campeonato Brasileiro, onde jogou com Caxias, Joinville e Esportivo – RS, ficando na 3ª colocação e eliminado ainda na fase inicial. Disputou também a Copa do Brasil e não passou do primeiro jogo, sendo derrotado por 4×1 pelo Noroeste-SP.

Em 2008, novamente foi eliminado na 2ª fase do estadual. Meses depois, a diretoria do time abriu mão de participar do Paranaense de 2009 alegando problemas econômicos. Até então (2010) o time não voltou a ativa profissionalmente.

Mandava seus jogos no Estádio Willie Davids, com capacidade para 23 mil torcedores.

Existem excelentes fotos do time no link: www.williedavids.blogspot.com/2006/01/casa-do-galo-maring.html O time contava com diversas torcidas organizadas, como a Fúria Alvinegra, Torcida Organizada Galo Terror e Torcida Jovem do Galo Maringá. O site oficial é www.adapgalomaringa.com.br , mas assim como o time, o site também está inativo. Para quem quer conhecer seu hino:

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86- Camisa do Americano F.C.

Camisa do Americano

A 86ª Camisa da coleção vem da cidade de Campos dos Goytacazes, maior cidade do interior do Rio de Janeiro, com mais de 430 mil habitantes.

O time dono da camisa é o Americano Futebol Clube, fundado em 1 de junho de 1914, numa reunião na joalheria dos irmãos Suppa.
O primeiro nome do time deveria ser América Football Club, sugestão de Belfort Duarte, que tinha a mania de fundar novos Américas por onde ia, entretanto quando foi embora os irmãos uruguaios “Bertoni”, renomearam o time e assim nascia o Americano F.C. .

Logo de cara o time superou as dificuldades e em 1915 conquistou o Campeonato Campista, contra os tradicionais Rio Branco, Goytacaz, Aliança e o Luso-Brasileiro.

Em 1922, o Americano teve dois jogadores convocados para a Seleção Brasileira: Soda e Mario Seixas.
Ainda em 1922, disputou uma partida amistosa contra a forte seleção do Uruguai, placar: Americano 3×0 Uruguai.
De 1967 a 75, somou nove títulos seguidos.
Em 1975, tornou-se o primeiro clube do interior do novo Estado do Rio de Janeiro a participar do Campeonato Brasileiro.
No ano seguinte disputou seu primeiro Campeonato Carioca, pouco antes da fusão entre os dois Estados brasileiros (Rio de Janeiro e Guanabara).
Na década de 80 fez várias excursões pelo exterior.
Em 1987, representou o Estado do Rio de Janeiro no Campeonato de Seleções Estaduais, sagrando-se campeão, contra a Seleção de São Paulo que possuía cinco jogadores da Seleção Brasileira.
Atuou 7 vezes na Série A, 18 na Série B e 5 na Série C.
Em 1986, foi vice-campeão da Série B, em 1987, foi campeão do Módulo Azul 1987 (equivalentes à Série B).
É o único clube, fora os quatro considerados grandes do Rio de Janeiro, que nunca disputou o Campeonato Carioca da Segunda Divisão.

Foi também a primeira equipe do interior a vencer a Taça Guanabara e a Taça Rio. Nos anos 2000 se especializou em atrapalhar a vida dos grandes do Rio, como mostra a matéria da Globo:

É incrível como é difícil achar fotos do time, no máximo as mais recentes, como essa do time de 2007:

E essa que a wikipedia disponibiliza, que é de 2008:

Em 2009, eliminou nos pênaltis, o Botafogo, em confronto válido pela segunda fase da Copa do Brasil de 2009. Em 2010, escapou do rebaixamento nas últimas rodadas da degola pelo campeonato carioca.
O Americano manda seus jogos no Estádio Godofredo Cruz, com capacidade para 25 mil espectadores. É o segundo maior estádio do interior do estado do Rio de Janeiro.

O estádio foi fundado em 1954 e até hoje é a casa do time. O recorde de público foi de 22.853 pagantes pelo brasileiro de 83, num jogo contra o Flamengo, que acabou em 2×2.
Em 19 de fevereiro de 2014 foi iniciada sua demolição, em troca, a Imbeg, empresa de Campos especializada em construções civis, custeou a edificação do novo centro de treinamento do clube e de um estádio que até 2024 não havia sido inaugurado.

O mascote do time é o “Mancha Negra“:

O time possui muitas torcidas, das quais destacam-se a Império e a Garra Alvinegra.

Seu maior rival é o outro time da cidade, o Goytacaz, com quem faz o clássico Goyta-Cano.

O clube também mantinha grande rivalidade contra o Campos e o Rio Branco, contra quem fazia o chamado “Clássico do Barulho”.

O Americano segue lutando contra seus adversários e contra o futebol moderno que insiste em fechar os times de cidades do interior.

Sendo assim, merece o respeito até mesmo de seus maiores rivais. Para maiores informações, o site oficial do time é www.americanofc.com.br

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Respeite seus adversários em campo, o verdadeiro inimigo fica atrás de uma mesa…

78- Camisa do Olimpia do Paraguai

A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, o belo Palácio Presidencial.
É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!

O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país,  fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens.

Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.

A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito. O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000. O time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional. A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio. Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.

Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.

O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta. Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:

A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983). A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental. No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colômbia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.

Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos. Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.

Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys: Seu maior rival é o Cerro Porteño. Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!

Se liga nele marcando um gol: Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada! O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/ Por hora é isso! Abraços!

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Dia inesquecível em Votorantim: o Votoraty na Copa do Brasil 2010!

De volta à pequena, bela e acolhedora cidade de Votorantim, para assistir uma partida histórica, num dia que deve ficar marcado na memória dos torcedores do Votoraty FC!

Da última vez que estivemos por lá, vimos o Votoraty FC ser campeão da copa Estado de São Paulo (Veja aqui como foi).

A cidade toda estava mobilizada para ver o time, logo em sua primeira participação na Copa do Brasil, enfrentar o poderoso e copeiro Grêmio FBPA!

O Grêmio trouxe vários ônibus do Sul e vários torcedores das redondezas.

O jogo quase começando e a torcida gremista não parava de chegar.

Vale lembrar que a torcida gremista segue o estilo das barras argentinas, com direito a muitas faixas, trapos e canções cantadas de um jeito bem peculiar.

A diretoria do Votoraty foi muito legal com a torcida gremista, vendendo os ingressos a um preço relativamente baixo (R$ 20 e R10 a meia entrada), e possibilitando uma estadia bastante tranquila. As arquibancadas eram aquelas “removíveis”, mas que oferecem o mesmo conforto de qualquer arquibancada de cimento.

A torcida do Grêmio também teve um bom comportamento.
Era possível ver famílias e pessoas torcedoras do Grêmio que viam seu time jogar, pela primeira vez.

E dá lhe tirantes e trapos do pessoal da Geral!

E claro, a banda!

E com a banda, a festa…

Para a maior parte dos torcedores que vieram do Sul, o Votoraty é uma grata novidade no futebol brasileiro, que merece todo o respeito em campo e fora dele.

Do outro lado, era dia de festa. Mais que isso, era dia de colocar o nome do time, da cidade e dos torcedores num outro nível. Até os jogadores pareciam ansiosos para o início do jogo!

O pessoal da Grená Manguaça já praticamente lotava a arquibancada, quase meia hora antes do jogo começar!

Dê uma olhada como estava o clima por lá, antes do jogo começar:

https://www.youtube.com/watch?v=I3OEArYoA68&t=2s

Destaque para a torcida local: Geração Votoraty!

O Estádio Domênico Paolo Mettidieri é um daqueles estádios incrustados na cidade. Veja como é próximo do terminal de ônibus:

A entrada do time recebeu uma bela nuvem de fumaça colorida da torcida:

Veja como foi :

https://www.youtube.com/watch?v=bqYlaIpXiV8

Fiquei contente de poder presenciar esse momento histórico tanto pro Votoraty quanto pro Grêmio.

Mas foi emocionante acompanhar um jogo em que ambas as torcidas cantaram e apoiaram seus times. O pessoal de Votorantim multiplicou suas vozes tentando apoiar o time local. E parece que deu certo!

O time da casa foi pra cima e imprimiu um bom ritmo, principalmente no primeiro tempo, calando aqueles que não acreditavam no potencial do time.
Vale relembrar que esse tipo de comportamento foi mais da imprensa, do que da própria torcida ou equipe gremista.

O jogo foi assistido e curtido pelas duas torcidas.

E mesmo que reclamem do estádio do gramado, foi muito legal tanto da Federação Paulista, quanto da própria CBF e até do Grêmio, terem aceitado o estádio como o local do jogo.
Porque futebol é isso, é paixão de bairro, paixão de quem mora ali, e vivenciou 90 minutos de magia, talvez nunca imaginado como possível, alguns anos antes.

Agora, mesmo não sendo tarefa simples, a prefeitura e a diretoria podem dar uma melhorada em algumas partes
do campo, né?

Alguns jornalistas da chamada “grande imprensa” podem até reclamar, mas a torcida agradeceu!

O primeiro tempo virou 0x0, com boas chances para ambos os lados.

Além de mim e da Mari, el Pibe Gui (www.expulsosdecampo.blogspot.com) esteve por lá, e fez uma matéria para o blog dele:

O Gabriel, do FotoTorcida também esteve por lá. Em breve deve postar suas fotos.

Infelizmente para os torcedores locais, o segundo tempo trouxe o gol do Grêmio, e selou a derrotado time grená por 1×0, ao menos garantindo a não menos histórica partida entre as duas equipes no estádio Olímpico, no dia 1o de abril.

Fica nosso agradecimento ao pessoal de ambas as torcidas e o desejo de boa sorte! Para quem acha que a disputa já está definida, vale aguardar…

E valeu Votorantim! Por conseguir manter-se interiorana, natural e com um time como o Votoraty!

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Ou passe todas as 4ª feiras da sua vida trabalhando.

São Bernardo 1 x 0 Votoraty

27 de janeiro de 2010.
Quarta feira, 16hs e eu tive que ir buscar meu RG no Poupa tempo de São Bernardo.

Perfeito!
Em 3 minutos eu estava com meu novo documento e tempo suficiente para dar uma olhada no time do São Bernardo FC, jogando ali pertinho no Estádio Primeiro de Maio, pela série A2, contra a simpática equipe do Votoraty.

O Tigrão vêm em grande estilo, se liga no ônibus do time: 

O jogo foi no histórico Estádio da Vila Euclides, o 1º de Maio.
Devido ao horário, a galera não lotou as arquibancadas como vem fazendo, mas até que bastante gente compareceu para assistir a partida.

Pra quem não lembra, esse é o Estádio onde aconteceram os encontros entre mais de 100 mil trabalhadores para decidirem os rumos das greves, na década de 80, aqui no ABC.

Entre os participantes estava o futuro presidente do país: Luiz Inácio Lula da Silva.

É um estádio bem estiloso, e confesso que já não me lembrava de como é gostoso assistir jogos aqui.

Sobre o jogo, logo no início do 1º tempo começou a chover, o que transformou a partida num grande desafio para o Tigre, que precisava vencer de qualquer jeito.

O time contou com a experiência de Luciano Bebe, autor do único gol da partida, para vencer o time de Votorantim e assim subir na tabela da A2.

No segundo tempo, o Votoraty até voltou mais ousado, mas perdeu um jogador e facilitou a vitória do São Bernardo, frente sua empolgada torcida.

O próximo jogo do São Bernardo é contra o América, fora de casa, enquanto o Votoraty recebe o União Barbarense, em Votoratim.
Fica assim mais uma vez nossos parabéns ao time, torcida e população de São Bernardo!  

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Decisão da Copa Paulista 2009 – Votoraty Campeão!!

Se para algumas pessoas, domingo de manhã é hora de se recuperar do rolê de sábado a noite, para quem gosta de futebol, esse domingo não teve moleza!
Saímos de Cosmópolis às 8 horas para ir ao Estádio Domenico Paolo Mettidieri, na cidade de Votorantim, para acompanhar a final da Copa Paulista de 2009, o grande momento do Votoraty FC.
Para quem não se programou, logo de cara uma má notícia…

Como eu já esperava por isso, pedi pro meu pai (que estava em Votorantim desde 6a feira) comprar os ingressos, e assim fomos tranquilo.
Na entrada pude ver que realmente os prometidos mais de 4 mil torcedores realmente compareceram.

Também… Esse seria um jogo histórico para a cidade, independente de quem vencesse. Por isso, essencial uma foto com o Tigre, mascote do Votoraty!

Dentro do estádio não haviam muitos lugares, as cadeiras cobertas completamente tomadas, e os demais poucos lugares eram debaixo de um sol de 40 graus…

Mas nada desanimou a torcida local, que preencheu cada lugar das arquibancadas!

Ainda teve quem ganhasse um boné de um parceiro/patrocinador (não sei ao certo), para encarar o sol ardido que queimava sem perdoar.

Mas, no geral, a solução foi enfrentar o calor com o coração. Assistir o jogo inteiro de pé, cantando e pulando, sem parar, como fizeram os torcedores da “Grená Manguaça“:

Além deles, o pessoal do “Guerreiros do Tigre” e da “Geração Votoraty” animou o jogo todo!

A festa inclui fumaça colorida…

E até balões que literalmente levaram o nome do time pra cima!

Não que do outro lado, a torcida do Paulista não fizesse barulho e festa, mesmo com apenas 500 torcedores.

Lá estavam torcedores anônimos e as organizadas que acompanham o clube de Jundiaí.

Mas a cidade de Votorantim queria esse título de qualquer jeito, e a torcida local pressionou muito, pulando na arquibancada:

Ou colado no alambrado…

E o Tigre por lá, levantando quem ousasse sentar um minuto!

Com tamanha pressão, o time do Votoraty não bobeou, e de penalty, fez 1×0, veja o momento do gol:

Com o estádio em festa, o Votoraty arrumou um jeito de marcar mais 2 gols ainda no primeiro tempo. E com 3×0, a taça, embora ainda bem protegida pelos seguranças da FPF já parecia ter dono…

E verdade seja dita, o estádio estava lindo nesse domingo, merecendo ficar com a taça…

Pra onde quer que olhasse havia uma faixa, uma bandeira, um torcedor gritando…

O atleta símbolo do “Sport Club Savóia” observava orgulhoso os atuais filhos da cidade repetirem os feitos heróicos que há quase um século aconteceram pela região (isso fica prum próximo post).

O segundo tempo trouxe mais 3 gols, dois do Votoraty e um do Paulista, ou seja… Parabéns torcedores do Votoraty, vocês são campeões… Mais que isso, ano que vem teremos Copa do Brasil passando por Votorantim. Solte o grito...

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