17 de agosto de 2026. Em plena segunda feira às três horas da tarde, o Santo André foi até o Estádio Anacleto Campanella para enfrentar os donos da casa: o São Caetano.
Horário ruim… Pouquíssima gente em ambos os lados…
Mas, do lado andreense, o time nunca joga sozinho!
Se você nunca esteve no Estádio Anacleto Campanella talvez nunca tenha visto o cantinho dedicado ao passado do time e à torcida Bengala Azul…
https://www.youtube.com/watch?v=vFWIPEUbwEs
Torcida do Ramalhão animou o jogo cantando sem parar…
E lá vem os times para o jogo!
O Ramalhão começou pressionando e criou muitas chances…
Mas… não conseguia converter as oportunidades em gol para o desespero do torcedor Ramalhino…
Muito devido ao goleiro do São Caetano, Fernando Caixeta, que fez uma partida realmente memorável.
Pato marcou o único gol da partida, para a festa da torcida visitante!
Esse resultado colocou, em teoria, o Ramalhão na repescagem para as quartas de final e, de quebra, eliminou o rival com uma rodada de antecedência. O clássico do ABC tem dessas coisas, vai além do jogo em si… Tem uma rivalidade que leva em conta o histórico dos confrontos e todos esses contornos extras como a eliminação do Azulão, nesse caso.
Duas camisas tradicionais. Duas histórias que já viveram grandes momentos no futebol paulista e nacional. E uma rivalidade que continua escrevendo novos capítulos independentemente da divisão ou do campeonato.
Porque quem gosta de futebol sabe: a camisa nunca entra em campo sozinha. Ela carrega tudo o que veio antes.
Faz parte de quem joga: ganhar ou perder… E quem ganha, tem o direito de uma mínima sacanagem né?
O time fez questão de vir celebrar com sua torcida e mantém viva a esperança do título para o torcedor do Ramalhão!
Sábado, 22 de março de 2025. Escolhemos como palco da última rodada da primeira fase da série A4 o Estádio Municipal Anacleto Campanella.
Já faz algum tempo que eu não ia para o Anacleto, e foi legal rever alguns itens que atualmente estão no setor dos visitantes.
São recordações de um tempo que todo torcedor do Azulão tem saudades…
E tem também material da mais antiga torcida caetanista: a Bengala Azul.
Foi bacana ver que o pessoal de Bebedouro acreditou no time e veio até o ABC para apoiar o Lobo!
Fiquei ali olhando estes detalhes e quando vi, os times já estavam vindo ao campo. O espetáculo está próximo de começar!
Público pequeno para um São Caetano já classificado e que luta pelo retorno às divisões mais altas do Campeonato Paulista…
O time da AA Internacional fez questão de agradecer à presença da sua torcida, afinal, não é fácil acompanhar o time em uma viagem como esta:
Destaque para a Torcida Organizada Sangue do Lobo que se fez presente para apoiar a Inter!
Olha aí as faixas dos caras:
Lá no fundo, o ônibus da AA Internacional!
Sente o clima do Anacleto Campanella depois da reforma:
Mais uma partida acompanhando o futebol paulista! E que vença o melhor!
Pra um jogo da 4ª divisão, até que tinha bastante gente no lado visitante, principalmente se considerarmos a distância…
A conta para o time de Bebedouro se classificar é simples: vencer o São Caetano e torcer para no mínimo um empate do Colorado Caieiras contra o Osasco Audaxou por uma derrota do Joseense frente ao Barretos.
Com a bola rolando, o time visitante atacava explorando o lado esquerdo do campo e quem se destacava era o Kiko, que ia pra cima da zaga caetanense mesmo que nem sempre levasse a melhor.
Pra torcida visitante era um olho no jogo e outro no celular acompanhando os demais resultados.
Quem achava que o São Caetano iria amolecer por já estar classificado, se enganou, o time entrou ligado e pensando em manter a segunda colocação que ocupava no início da rodada.
Pena que a torcida do São Caetano ainda não abraçou o time nesse difícil momento, na 4ª divisão. O público da partida não chegou a 700 torcedores e apenas o setor coberto estava mais movimentado.
Aos 14 minutos, em um cruzamento meio despretensioso, Fábio Azevedo apareceu sozinho para cabecear e marcar o gol do São Caetano:
Festa na arquibancada local do Anacleto!
O jogo melhorou com o gol e a Inter se jogou com ainda mais empenho em busca do empate!
A maioria das jogadas saiam pelo lado direito do ataque da Inter e principalmente com bolas paradas.
Bom para a torcida visitante que pode acompanhá-las de perto!
Mas a missão ia se tornando cada vez mais difícil já que o Joseense seguia empatando e o Colorado Caieiras ia vencendo sua partida.
O intervalo veio e foi hora de bater um papo com o pessoal de Bebedouro, afinal é pra isso que serve o futebol!
Olha que legal essa família que compareceu à partida, com suas 3 gerações!
Os bancos de reservas estão lá do outro lado e agora não sofrem mais pressão da arquibancada.
O segundo tempo começa e a ideia é dar tudo em campo para buscar a virada e assim classificar a Inter para os mata-matas. Sangue, suor e lágrimas!
O plano começa a dar certo quando Gênesis empata para a Inter:
Mesmo sendo difícil, a torcida volta a acreditar na classificação!
Voltam as contas, os olhares na tabela e pra ajudar, mas o Colorado faz 2×0…
Aos 23 minutos, escanteio para a Inter e Vinicius Pequeno vai para cobrança… E marca um gol olímpico!
O melhor momento da tarde da torcida da Inter foi esse.
O time vencia e lá em Osasco o Audax diminuiu para 2×1, ou seja… Um gol do Audax colocaria a Inter na próxima fase!
E a Inter seguiu apertando…
Mas, como o futebol não tem coração, e segue uma lógica bastante ilógica, o São Caetano empatou!
Para a alegria dos que assistiam em sua singela arquibancada!
E para a bronca e a tristeza da torcida visitante…
E por pouco a Inter não sai com os 3 pontos, metendo uma bola no travessão já na parte final do jogo…
Fim de jogo e a torcida do São Caetano manda aquele “E-li-minado!!!” para o time e torcida da Inter…. Faz parte…
No feriado de 12 de outubro tentei ver um jogo da Inter de Bebedouro, mas não consegui (veja aqui porque). Ao menos aproveitei para dar um rolê pelas cidade vizinhas e pude fotografar os estádios locais. Uma dessas cidades foi Monte Azul Paulista! É em Monte Azul que encontramos o “Ninho do Azulão” estádio que abrigou orgulhosamente o time da cidade em sua primeira disputa de primeira divisão paulista.
Aparentemente, sua capacidade de pouco mais de 11 mil torcedores pode parecer pequena, mas vale lembrar que a cidade tem população de 20 mil habitantes, o que fez com que o Atlético Monte Azul fosse o time da cidade com a menor população da primeira divisão.
Trata-se do Estádio Otacília Patrício Arroyo. Um estádio lindo! É uma pena que o time tenha sido rebaixado à A2…
Esse é o lado de traz do Estádio, que simplesmente acaba numa área verde que dá um charme especial.
E olha que loca a estradinha que pode levar ao fundo do estádio (é o caminho dos visitantes!).
Ali perto fica a sede da Torcida Guerrilha Azul:
Para quem quer ver um pouco dos caras em ação:
E para se ter uma ideia de como é o Estádio visto de cima, peguei essa foto do site do time (www.atleticomonteazul.com.br):
Aliás, essa é uma das camisas que estou buscando, caso alguém da diretoria queira apoiar e me enviar, entre em contato!
A 72ª Camisa de Futebol pertence ao tradicional CSA, o Centro Sportivo Alagoano.
Essa camisa eu trouxe, na minha viagem de fim de ano para a magnífica Maceió (veja aqui como foi).
O CSA foi fundado em 7 de setembro de 1913, na Sociedade Perseverança e Auxiliar dos Empregados no Comércio, por um grupo de desportistas e devido à data, o primeiro nomeadotado foi Centro Sportivo Sete de Setembro.
O primeiro jogo do time azulino foi uma vitória de 3×0 contra uma equipe formada por alagoanos que estudavam em Recife.
Antes de se tornar definitivamente “CSA” (em 1918), ainda viria a se chamar “Centro Sportivo Floriano Peixoto“.
Existe um excelente site sobre a história do futebol alagoano, o Museu dos esportes, onde se pode encontrar imagens históricas, como a do time de 1923:
O time possui desde seu início, enorme rivalidade com o outro time da cidade, o CRB, mas houve um jogo em que essa rivalidade foi vencida, em 1931, quando 2 jogadores do CRB foram convidados pelo treinador e jogador Tininho para reforçar o time do CSA num amistoso contra o América de Recife.
Zequito Porto e Fonseca eram os convidados. Diretores do CSA chegaram a dizer que não concordavam com a presença dos jogadores do CRB, mas Tininho peitou a diretoria e escalou os dois na partida em que venceram o América por 4×2 (Dois dos gols marcado por Fonseca). Coisa rara pra se existir entre dois rivais, não?
O time coleciona uma série de eventos memoráveis, por exemplo, achei uma foto de um dia em que o Garrincha disputou uma partida com a camisa do próprio CSA.
Outro grande momento foi o vice campeonato da Taça de Prata de 1980. De 1975 a 1979 disputou o Brasileirão (que chegou a ser jogado por 94 times), até então organizado pela CBD (Conferderação Brasileira de Desportos), com a criação da CBF, o time teve de disputar a Taça de Prata (equivalente à segunda divisão, ou série B, atual).
Mesmo perdendo a final para o Londrina, o CSA conquistou o acesso à divisão de elite do futebol brasileiro, do ano seguinte, com o time :
Em 1981, no seu retorno à elite… o time foi rebaixado, com o plantel abaixo:
Em 1982, o jeito foi disputar novamente a Taça de prata, e mais um vice campeonato, desta vez contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.
A final foi em 3 jogos, e o primeiro deles, o CSA venceu por 4 x 3, numa partida que ficou conhecida como o “jogo da virada”, mas perdeu os dois seguintes, no Rio de Janeiro, com o time:
No Brasileiro de 1983 teve grandes momentos, como nas vitórias por 4×0 diante do Tiradentes e os 2×1 contra o Fluminense, em pleno Rio de Janeiro, com o time:
O time conquistou o campeonto estadual 37 vezes, mas também chegou a ser rebaixado para a segunda divisão do alagoano duas vezes, em 2003 e a mais recente, em 2009.
O auge do time veio em 1999, na disputa da Copa Conmebol, quando pela primeira vez, um clube de Alagoas participou de uma competição internacional.
Logo na estréia, eliminou o Vila Nova de Goiás nos pênaltis.
O segundo adversário foi o venezuelano Estudiantes de Mérida, eliminado com um empate sem gols, na Venezuela e uma vitória do CSA, por 3 x 1, em Maceió, num jogo que teve seis jogadores expulsos.
Na semifinal, embate histórico contra o São Raimundo, também vencida na disputa por penaltys. O CSA era agora o primeiro clube do Nordeste a disputar uma decisão de competição sul-americana, contra o Talleres, da Argentina.
Na primeira partida o CSA fez 4 x 2, em casa, o título parecia certo, mas na Argentina, a catimba falou mais alto e o título foi perdido numa derrota por 3×0.
Existem muitos vídeos sobre toda a campanha, mas sobre a final, só achei o vídeo do gol, do título do Talleres. De qualquer forma, foi um momento inesquecível para o time do CSA.
O CSA costumava mandar seus jogos no Estádio Gustavo Paiva, o Mutange. Sua capacidade chegou a ser de 9.000 pessoas. E tem como destaque ter sediado o jogo CSA 1 x 1 Velez Sársfield, em 1951.
Atualmente, o CSA disputa suas partidas no Estádio Rei Pelé, o Trapichão (do governo estadual), utilizando o Mutange apenas para treinamentos.
O mascote do CSA é o Azulão:
Ouça o hino no link abaixo:
Não encontrei o site site oficial do clube, mas há o www.azulcrinante.com feito por torcedores e também o blog www.csa-azulao.blogspot.com/
Estive recentemente em Maceió e um dos amigos que fiz no hotel era torcedor do CSA, esse post vai pra ele!
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Ainda que sua cidade tenha uma praia linda, é no Estádio que cantamos juntos!