O Estádio Alcides Santos, a casa do Fortaleza EC

Já estamos em agosto de 2023 e ainda não acabamos de falar sobre os estádios que visitamos no Ceará, no rolê de fim de ano.
Já falamos sobre o Estádio Elzir Cabral, a Vila Olímpica, casa do Ferroviário AC, clique aqui e veja como foi o rolê.

Claro… Vale reforçar que além do futebol, a cidade de Fortaleza e a região em si, oferecem um montão de lindos passeios, principalmente envolvendo as praias!

Aqui, a praia de Lagoinha!

Mas deixando de lado (até pra não sofrer de saudades) as praias, vamos dividir aqui um pouco sobre o Estádio Alcides Santos!

O Estádio é a casa do Fortaleza EC, o tricolor de aço!

O Estádio Alcides Santos é chamado de Parque dos Campeonatos e fica na Avenida Senador Fernandes Távora, no bairro do Pici, por isso, o Fortaleza é chamado de o Leão do Pici!

Uma pena, mas mesmo conversando com o pessoal do clube, não foi possível adentrar ao clube. Também achei que fosse dar certo mas… não deu…

Mas, quando estava quase desistindo e aceitando que eu não veria nada mais do que as bilheterias pelo lado de fora…

Encontrei uma família que morava vizinha ao estádio e que permitiu que fizéssemos uma tomada de imagens da sua varanda, que pelo menos nos permitiu ver o campo.

E não é que deu pra pelo menos dar uma olhada na parte de dentro?

O Estádio Alcides Santos é o maior estádio privado do Ceará, com capacidade para cerca de 8 mil torcedores.

Em 1951, a Prefeitura Municipal de Fortaleza colocou o Estádio Presidente Vargas em reforma, fazendo com que a diretoria do Fortaleza decidisse voltar a ter um estádio particular, como o Campo do Alagadiço (nos anos 20) e o Estádio do Campo da Praça das Pelotas (nos anos 30). Mas, como nada é fácil, somente em 1957, obtém o terreno onde seria construído o Estádio Alcides Santos.

O nome do bairro vem da Base militar dos americanos em Fortaleza, durante a segunda guerra mundial, chamado de Post Command, ou “Pi Ci”.

O Estádio foi inaugurado em junho de 1962, mas o primeiro jogo oficial ocorreu apenas em 12 de março de 2008, válido pelo Campeonato Cearense daquele ano, com o Fortaleza empatando em 3 a 3 com o Itapipoca.

Em 2010 passou por uma ampliação chegando a uma capacidade de 8 mil torcedores. Com o novo formato, recebeu uma partida válida pela segunda fase da Copa do Brasil e o Fortaleza venceu o Guarani por 2×0.

E o portão que nos impediu de ver mais…

Calor né, Mari?

Talvez ali de cima fosse mais fácil ver o campo, sua arquibancada…

Mas ok, já valeu pelo menos de ter visto um pouco graças aos amigos da vizinhança, mas seria legal que os responsáveis pela burocrática permissão de visitar o campo, soubessem como seria bacana que as pessoas pudessem curtir o estádio como mais um ponto turístico da cidade.
Menção honrosa ao assessor de imprensa e aos demais colaboradores do time que chegaram a achar graça no fato de eu querer visitar o Estádio… É mole?

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Colorado Caieiras FC 2×0 FC Ska Brasil

Domingo, 21 de maio de 2023.
Nosso destino nesse domingo matinal é a cidade de Caieiras para acompanhar mais uma partida da série B do Campeonato Paulista.

Mas antes de falar sobre o jogo, vamos relembrar um pouco da história da cidade e do futebol local!

Praticamente colada à cidade de São Paulo, o teritório de Caieiras foi ocupado principalmente por tupinikins mas também por outros grupos indígenas até que os portugueses começaram a formar a cidade de São Paulo.
A partir daí, as aldeias que não se deixaram incorporar pela nova ocupação foram se dirigindo cada vez mais para o interior, abandonando suas terras.
Somente no século XIX houve o início da ocupação de Caieiras, graças a uma fazenda ao longo do Rio Juquery-Guaçu que iniciou a produção de cal, em fornos como esse:

Os primeiros moradores do novo povoado foram em sua maioria imigrantes italianos.
Em 1883, é inaugurada a Estação Ferroviária Caieiras, que atualmente está tombada pelo CONDEPHAAT.
Aqui, a estação em 1926:

Em 1890, teve início a fabricação de papel, com a Companhia Melhoramentos de São Paulo e desde então, a natureza local é formada basicamente por floresta de pinheiros e eucaliptos para alimentar a indústria.
Em 1958, surge oficialmente Caieiras, emancipada por meio de um plebiscito.

O futebol em Caieiras começou no início do século XX.
Segundo a página Caieiras Antiga, esse seria o primeiro time, em 1923:

O Colorado Caieiras é a quinta equipe da história de Caieiras a disputar competições oficiais.
A primeira delas foi o Club Recreativo Athletico Ítalo-Brasileiro (CRAIB), fundado em 1º de junho de 1925, quando Caieiras ainda era um distrito de S˜ão Paulo (distintivo do site História do Futebol).

Em 1932, disputou a Primeira Divisão da APEA (importante reforçar que embora leve esse nome, este era o segundo nível do campeonato), terminando em 2º do seu grupo (apenas o primeiro – no caso, o Lusitano FC – se classificaria para a final). O CA Albion, do outro grupo, foi o campeão.

Em 1933, o CA Ítalo-Brasileiro foi o campeão do seu grupo, perdendo a final para o time da Fábricas Orion.

Em 1934, acabou em 7º lugar.
Com a segunda guerra, o time muda de nome para Brasil Futebol Clube, cuja sede ficava no Monjolinho.
E pouco se sabe do time, uma vez que abandonou as competições oficiais. Aqui um registro do time nos anos 50:

Este o time de 64:

A segunda equipe na verdade apenas usou a cidade como sede: o Sport Club Paulista. Distintivo direto do site Escudos do Mundo Inteiro:

O time foi fundado em 13 de abril de 2000 como Sport Clube Campo Limpo Paulista, na cidade de Campo Limpo Paulista.

Assim, em 2001, jogando em Caieiras, o SC Paulista fez uma ótima campanha pela série B3, terminando a primeira fase em 2º:

Também termina a segunda fase em 2º lugar.

Acaba eliminado na semifinal pelo Corinthians B, após um empate em Caieiras por 2×2 e uma derrota na capital por 2×0.
Ainda assim, conquista o acesso à série B2 de 2002, onde fez uma campanha muito ruim, terminando em 14º lugar.
Em 2003, retornou a Campo Limpo Paulista reassumindo seu nome antigo.
Mas neste mesmo ano, a cidade teve seu 3º time disputando as competições profissionais: o Força Esporte Clube.

O Força Esporte Clube foi fundado em 16 de maio de 2001, como um desdobramento do movimento sindical para o esporte.
Em 2003 estreou em competições profissionais, e começou bem. Classificou-se em 2º lugar na primeira fase…

E termina a segunda fase em 1º, conquistando o título da Série B3!!

Em 2007, jogou a Bezinha (essa mesma onde hoje está o Colorado Caieiras) e conquistou o acesso, terminando na 3ª colocação.

Em 2010 acaba rebaixado e se licencia do futebol.

A 4ª equipe de Caieiras a disputar competições profissionais foi o Caieiras Esporte Clube, fundado em 4 de março de 2016.

Ainda em 2016, o Caieiras EC disputou a 1ª edição da Taça Paulista, organizada pela Liga de Futebol Paulista, mas o time não chegou a disputar as competições organizadas pela Federação Paulista.

Assim, chegamos ao 5º clube de Caieiras a disputar competições oficiais e o foco da nossa visita de hoje ao Estádio Municipal Carlos Ferracini: o Colorado Caieiras FC!

O Colorado Caieiras Futebol Clube LTDA foi fundado em 2019 e filiado à Federação em 2021, disputando no mesmo ano o Campeonato Paulista da Segunda Divisão, e assim como os demais times da cidade, citados acima, manda seus jogos no Estádio Municipal Carlos Ferracini, e por isso, fomos lá conhecê-lo!

O estádio fica numa baixada: do lado direito é a entrada para os visitantes, subindo um escadão lá pelo lado esquerdo, temos a entrada dos torcedores locais!

Olha aí a antiga bilheteria! Mas hoje compramos os ingressos ali na sede do clube mesmo.

E não é que a Mari levou o pé quebrado pra passear…

E outra presença importante são estas duas gerações responsáveis pelo incrível canal Interior Total!

Olha como ficou da hora o trabalho deles neste jogo:

Vamos dar uma geral no Estádio?

Algumas placas indicam obras realizadas nos anos 90, mas o Estádio Municipal Carlos Ferracini foi inaugurado em 10 de abril de 1980, tendo como primeira partida a vitória do time amador SAFUL (Sociedade Atlética Famílias Unidas de Laranjeiras), fundado em 7 de setembro de 1975, por 2×1 contra o time do EC Luso Brasileiro, do Bairro do Serpa.

Olha que lindo o distintivo do time ao lado dos brasões da Federação e da cidade!

Em campo, o então último colocado recebia nada mais do que o líder do campeonato, vindo de Santana de Parnaíba com um incrível retrospecto, invicto até então.

O estádio está muito bem aparelhado, tem até um espaço para garantir as transmissões esportivas.

Registramos o lado esquerdo do campo:

O meio campo:

O lado direito:

Confira comigo no replay esse olhar pelo campo:

E vale também curtir um pouco da batucada da torcida local!

Falando do jogo, o Colorado Caieiras fez 2×0 em menos de 20 minutos (Thomas e Matheus fizeram os gols) e botou o Ska Brasil pra correr atrás do resultado.

A partida se transformou em ataque contra defesa.
Com um a menos, os mandantes se defendiam e tentavam de tudo para manter o placar e conseguir a primeira vitória na competição.

E a gente esteve aí presente pra tentar eternizar (ao menos enquanto a Internet persistir…) esse dia!

Um ponto negativo é que a capacidade do Estádio Carlos Ferracini é de pouco mais de 6 mil torcedores, mas nesta manhã, menos de uma centena de pessoas decidiram pagar ingresso e assistir à partida.
Infelizmente, o que parece cada vez mais é que o brasileiro esqueceu sua paixão pelo futebol, e preferiu passar a manhã em casa, ou em outro lugar…

A torcida visitante também não se fez muito presente, mesmo tendo uma distância pequena entre Santana de Parnaíba e Caieiras.

Além de um dia ensolarado, as nuvens também deram um visual único ao estádio:

Um ponto interessante é que o estádio tem alguns pontos que dá pra galera assistir o jogo do lado de fora!

Lá do outro lado da arquibancada também é possível ter uma visão do campo, mesmo atrás do alambrado que cerca o estádio.

O 2º tempo foi praticamente ataque contra defesa, mas o bom goleiro do Colorado Caieiras garantiu os 3 pontos.

E como trabalhou o goleiro do Colorado Caieiras… Boa revelação!

O time do Ska Brasil fez de tudo, mas não conseguiu sequer diminuir o placar.

Matheus que foi expulso após o segundo amarelo acabou indo assistir a partida na arquibancada.

Fim de jogo, tempo pra aplaudir o time e quem sabe torcer por uma recuperação no decorrer do Campeonato…

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O Estádio Municipal Vereador José Feres, a casa do Clube Atlético Taboão da Serra, o "CATS"

30 de abril de 2023
Véspera de feriado em homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras, decidimos dar um role pela Grande SP e registrar um importante estádio na história recente do futebol paulista: Estádio Municipal Vereador José Feres!

Assim como todo o nosso continente, Taboão da Serra recebeu ocupação há milhares de anos por indígenas de diferentes etnias, que acabaram expulsos, escravizados ou mortos pelos primeiros bandeirantes, já nos séculos XVI e XVII.

Por conta das sangrentas bandeiras, aos poucos a região foi ficando conhecida por estar na rota para o sul do país.
A região chegou a receber missões jesuíticas na tentativa de proteger os habitantes originais, mas com a expulsão dos Inacianos em 1759, os povos originários acabaram desaparecendo da região.

Por volta de 1910, surge o vilarejo Vila Poá nas margens dos córregos Poá e Pirajuçara, com foco na produção de frutas, legumes e verduras.

A então Vila Poá ficava distante de tudo e sem acesso às linhas de ônibus, obrigando seus habitantes a longas caminhadas.
No início dos anos 50 torna-se um subdistrito de Itapecerica da Serra até obter no fim da década sua emancipação e aos poucos tornar-se o município que é hoje.

As fotos históricas abaixo, começando pelo mapa dos anos 50, são do site Taboão – História e memória:

É nesta década de 50 que surgem os primeiros times amadores da cidade:

E até o fim do século XX os campos de várzea se fizeram muito presente na cidade, que ainda tinha muitas paisagens rurais, como esse, que ficava onde está o atual Shopping Taboão… Quem poderia imaginar essa transformação, hein?

A vida cultural e social de Taboão sempre esteve muito associada à da capital, uma vez que suas divisas são praticamente “invisíveis”, porém o time do CATS – Clube Atlético Taboão da Serra surgiu para fortalecer o sentimento de pertencimento da população local

Embora Taboão da Serra seja até que próxima de Santo André, é uma cidade que nunca tivemos oportunidade de pegar uma partida do CATS para registrar o Estádio Vereador José Feres.

Pena que não tem uma fachada apresentando este importante campo da história do futebol.

As bilheterias seguem por ali…

A principal identificação está na parte interna do Estádio Municipal Vereador José Feres, uma placa que informa a data da inauguração do Estádio: 20 de setembro de 1992.

Ficamos contentes em ver que o futebol amador estava ocupando o estádio no dia da nossa visita, permitindo nossa presença e o registro da parte de dentro!

O jogo da inauguração foi um amistoso entre a Seleção de Master do Brasil e a Seleção de Veteranos de Taboão da Serra. Vitória do Brasil por 14×0. Confira os melhores momento da partida:

Ao entrar pelo portão principal você terá esta visão:

Pra quem não conhece o Estádio, vamos a um rápido olhar, para quem está em sua grande arquibancada, este é o gol da esquerda (é atrás dele que está a entrada do estádio):

A arquibancada acompanha toda a lateral do campo:

Aqui, o meio campo:

E o gol da direita:

A arquibancada da direita também acompanha toda a lateral e ainda permite um espaço isolado láááá ao fundo, onde provavelmente acolhe-se a torcida visitante.

Aqui dá pra se ter ideia da arquibancada como um todo:

Do outro lado, apenas a estrutura interna do estádio e um tímido prédio para as transmissões:

O futebol amador trouxe alguns torcedores locais ao campo, em uma manhã ensolarada de domingo!

Mas, assim como o gramado sintético que já dá sinais de desgaste, a atual situação envolvendo o CATS e a Prefeitura também precisa ser renovada, afinal depois de tantas conquistas essa história não pode ser jogada fora…

Tudo começa com a fundação do CATS em 12 de dezembro de 1985 (impulsionado pelo vice campeonato do time de futsal que representava a cidade, nos Jogos Regionais de 1984) por Odair Franco Menegueti, primeiro presidente, e o professor de educação física Domênico Celestino Feligno.

O Clube Atlético Taboão da Serra passa a disputar amistosos e competições amadoras, e fica conhecido na região como o “Cão Pastor“, homenagem ao cachorro do caseiro que “residia” no interior do estádio.

Em 2003, CA Taboão da Serra decide alçar vôos mais altos e estreia no futebol profissional disputando a série B2, o sexto nível do futebol paulista.
Mas a primeira participação foi bastante fraca.

Em 2004, o futebol paulista passa por uma mudança e de 6 divisões passa a ter apenas 5 e o CATS passa a jogar o quinto nível.
O time surpreende e termina a primeira fase como líder!

Vem a segunda fase e mais uma vez, o time lidera seu grupo!

No último quadrangular que encaminhava um dos finalistas, uma campanha quase impecável, com 5 vitórias em 6 jogos.

Na final, jogando em Itararé, o time da casa fez 2×1 no CA Taboão da Serra, mas no jogo de volta: CA Taboão da Serra 3×1 Itararé.
O CATS sagra-se campeão paulista da série B2!

Em 2005 o futebol paulista passou por mais uma mudança levando o CATS à série A3, mas infelizmente em sua estreia no terceiro nível, o time acaba rebaixado.

Assim, a partir de 2006, o CATS passa a disputar a 4ª divisão – chamada de “Bezinha“-. fazendo campanhas medianas até 2009.
Em 2010, classifica-se para a segunda fase, na quarta colocação.

Na segunda fase, uma campanha melhor, classificou o time em primeiro (jogando ao lado da Inter de Limeira, que passou em 2º!!!):

Mas a Bezinha já era um verdadeiro labirinto e mandou o CATS para mais um quadrangular, do qual o Cão Pastor escapou com facilidade, em primeiro lugar!

Um último quadrangular definiu um dos finalistas daquele ano, e deste grupo saiu o CATS (assistimos o jogo deles contra o Paulínia em Paulínia, mas por alguma curiosidade não achei nenhum registro desse jogo).

Do outro grupo saiu o Velo Clube. Jogando em casa o CATS fez 2×0 e em Piracicaba (não lembro porque o jogo não foi em Rio Claro), o time de Taboão da Serra mandou logo 4×0, sagrando-se campeão da 4a divisão!

Em 2011, acabamos pegando um jogo do CATS na Mooca contra o Juventus (veja aqui como foi!), pela série A3, onde fez uma campanha fraca.

Em 2012, não aguentou a pressão da terceira divisão e caiu de volta para a Bezinha.
Jogando a edição de 2013, classificando-se para a segunda fase, na de 2014, chega à terceira fase.

Em 2015, contando com a presença do craque Viola, aos 46 anos e de Fabrício Carvalho, o CATS chega na segunda fase, mas não passa do hexagonal. Veja aqui a matéria da Globo!

Em 2016, chega Edilson Capetinha:

Com o capetinha, o time classifica-se em terceiro para a próxima a fase:

Na segunda fase, classificou-se em segundo lugar:

Vale conferir o último jogo daquela fase:

O time passa ainda pela terceira fase mas perde a semifinal para a Portuguesa Santista, a campeã daquele ano, garantindo ao menos o acesso à série A3!

Em 2017, faz uma campanha bacana na série A3, classificando-se em 5º lugar, pegando o Monte Azul nas quartas de final, quando foi eliminado após um empate e uma derrota.

Em 2018, uma campanha mediana, terminando em 10º na primeira fase.

Em 2018, ainda jogou a Copinha, olha o público no Estádio Municipal José Feres.

Para 2019, o CATS apostou em mais um artilheiro das antigas: aos 49 anos Túlio voltou ao futebol pra jogar pelo time do Taboão!

A ideia era buscar o gol 1001, o “gol superação”.

E aí está o gol…:

Mas em campo, o time não foi bem, o CA Taboão da Serra ficou sem estádio e jogou a Série A-3 em Guarulhos. O resultado? Acabou rebaixado para a Bezinha…
Entretanto, havia uma possibilidade do não rebaixamento, caso o Batatais fosse punido por uma possível participação em um esquema de manipulação de resultados.
Como a Federação não puniu o Batatais, o CATS abandona o profissionalismo.

Para acessar notícias sobre o clube e torcida, vale a pena ler e seguir o blog Valente Cão Pastor!

É, como escreveu Milton Santos “Cada lugar é, ao mesmo tempo, objeto de uma razão global e de uma razão local, convivendo dialeticamente

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O futebol em Mogi Mirim (SP) – Parte 2: o Estádio Municipal Angelo Rotoli, o "Tucurão".

Abril de 2023.
Depois de 11 anos, voltamos à Mogi Mirim para rever o Estádio Vail Chaves, a casa do Mogi Mirim EC (essa foi a parte 1 deste post, confira aqui como foi).

https://www.asmilcamisas.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Esta%CC%81dio-futebol-Mogi-mirim4-2-1024x768.jpg

Mas ainda havia mais futebol em Mogi! Talvez poucos se lembrem, mas a cidade teve um outro time que também se aventurou no futebol profissional, o Clube Atlético Mogiano, fundado em 4 de janeiro de 1978.

O time nasceu para disputar logo de cara a Terceira Divisão de 1978 (o quinto nível do Campeonato Paulista), o que permitiu o primeiro (e até então único) dérbi no Estádio Municipal Angelo Rotoli, o “Tucurão“.

O time terminou à frente do rival citadino Mogi Mirim EC, mas o time acabou extinto.

E é claro que fomos até lá para conhecer e registrar o Estádio Angelo Rotoli, o “Tucurão“!

Claro que o Tucurão não nasceu para apenas receber as partidas do CA Mogiano por um ano, ele é muito mais antigo, é a casa da tradicionalíssima Associação Atlética Tucurense, fundada em 1919.

Conhecida pelo apelido de “Veterana”, a AA Tucurense já foi chamada de Tucura Futebol Clube.

Logo na entrada do Estádio você já é apresentado ao Alvinegro da Zona Norte!

O estádio possui um belo lance de arquibancadas em uma de suas laterais.

Existem dois espaços para a transmissão das partidas, um na lateral da arquibancada…

E um segundo na outra lateral:

Aqui, o meio campo, com vista para a arquibancada e o sistema de iluminação:

O gol da esquerda, com o ginásio ao fundo:

E o da direita:

Opa! Vale registrar a presença em mais um templo sagrado do futebol!

Mas não há espaço para a torcida na outra lateral.

Gramado bem cuidado, o zelador tem feito um bom trabalho!

A arquibancada também parece bem cuidada!

Olha aí que legal a camisa retrô que a Aktion lançou:

Agradecemos aos deuses do futebol mais uma oportunidade!

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O futebol em Mogi Mirim (SP) – Parte 1: o Estádio Vail Chaves

Este post se complementa com a sua parte 2 que fala do Estádio Municipal Angelo Rotoli, veja aqui.

Abril de 2023.
Lá se vão 11 anos da final do Troféu do Interior Paulista de 2012 no Estádio Vail Chaves, a casa do Mogi Mirim EC.
Vale relembrar algumas imagens..

Há séculos, Mogi Mirim foi o território de indígenas de diferentes etnias, principalmente da etnia Kayapó, (do grupo Jê, os “tapuias”) que segundo o livro Indígenas em São Paulo, de Benedito Prezia, chegaram a atacar a cidade de Jundiaí no início do século XVII.
O próprio nome é de origem indígena (tupi) e significa Pequeno Rio das Cobras.
Aqui, atuais Kaiapós do interior paulista (foto de uma matéria da Revide).

Mas, assim como várias cidades, a região foi invadida por portugueses e por seus filhos, muitos deles frutos das relações com as indígenas.
No século XVIII ergue-se a Igreja Matriz de São José e logo a região se torna Freguesia de São José de Mogi Mirim, depois Vila até chegar a Município, em 1769, desmembrado da antiga vila de Jundiaí.

Mas, para nós, o verdadeiro templo sagrado da cidade é o Estádio Vail Chaves, a casa do Mogi Mirim EC.

Já falamos da camisa e da história do Mogi Mirim (veja aqui como foi).

Como disse no início do post, também estivemos lá vendo a conquista do Troféu do Interior em 2012 – veja aqui como foi.

A história do Mogi Mirim Esporte Clube é riquíssima! Fundado oficialmente em 1º de fevereiro de 1932, mas com uma grande polêmica que diz que esta data foi apenas uma “reorganização” do então Mogy-Mirim Sport Club, fundado em de outubro de 1903.
Enfim… o Sapão tem muita história!

O time começou disputando partidas amistosas e em 1943, fez sua estreia no Campeonato Amador do Interior, na 6a região (uma das mais difíceis!).

Jogou ainda outras edições, como em 1944 e 45.
Se profissionaliza em 1954, estreando na recém-criada Terceira Divisão. Estreou chamando a atenção, classificando-se para a segunda fase, tendo que vencer a Itapirense em um jogo desempate.

A segunda fase apresentou adversários ainda mais difíceis e acabou não chegando a final.

Em 1955, terminou em último lugar na primeira fase e em 1956, abandonou a competição antes mesmo do seu início.
Em 1957 retorna ao Campeonato, mas termina em terceiro, sem se classificar, mesma posição de 1958, quando abandonou o profissionalismo.
Retorna ao terceiro nível do futebol paulista em 1970, fazendo uma campanha incrível na primeira fase, com apenas uma derrota em 18 jogos!

Aí acontece aquelas coisas que a gente nunca entende…
Ao invés de dois jogos semifinais, a sequência é uma semi final em jogo único, e campo neutro (Araraquara) contra o Sertãozinho, que bate o Mogi por 1×0.

Em 1971 e 72, campanhas pífias.
Em 1973, novamente se classifica para a segunda fase.

A fase seguinte é um quadrangular, onde o time termina em terceiro.

Em 1974, mais uma campanha fraca, e em 1975, a Terceira Divisão não chega ao fim, desanimando o Mogi que só volta a jogar, agora o quarto nível do Campeonato, em 1977, mas ainda assim com mais uma campanha fraca.

Em 1978e 79 também fez campanhas fracas sem se classificar para a fase seguinte.
Em 1980 faz uma campanha bacana, mas apenas um time dos 17 times do grupo se classificou para a fase final.

Em 1981, Wilson Fernandes de Barros passa a fazer parte do comando administrativo do clube, e com seus investimentos, a equipe se torna mais competitiva!

Já no mesmo ano, os resultados começaram a aparecer, o time foi campeão do primeiro turno:

O 2o turno fico com o Guaçuano, e na decisão o time de Mogi Guaçu levou a melhor e se classificou para a fase final de 81.

A boa campanha levou o Mogi Mirim à segunda divisão de 82, onde fez mais uma boa campanha, chegando até a fase final de grupos.
Em 1983 e 84, a segunda divisão foi longa e confusa, o Mogi Mirim novamente teve boa campanha mas sem chegar à fase final.
Até que chegamos em 1985.

Um primeiro turno inacreditável: 24 jogos e 2 derrotas apenas, fazendo com que o time se classificasse em 1º!

A segunda fase foi um quadrangular e dessa vez: nenhuma derrota! Vamos à fase final!

A última fase também se tornou inesquecível!! Com uma campanha irretocável o Mogi Mirim sagrou-se campeão da segunda divisão, classificando-se para a primeira divisão!

Sua estreia na Primeira Divisão em 1986foi mediana, mas o suficiente para manter-se na elite para mais um ano.

As campanhas de 1987 e 88 mantiveram esse perfil mediano, mas em 1989, disputou a primeira fase no Grupo 1 (sem os times da capital) e pela primeira vez classificou-se para o quadrangular final em 1ºlugar!

Mas a fase seguinte foi um triangular ao lado de Santos e Corinthians, e ele acabou desclassificado.
Em 1990, fez uma campanha similar e em 1991 termina em último do seu grupo.
Em 1992, mais uma vez terminou a primeira fase em primeiro lugar e termina eliminado no quadrangular final.

Mas este time entrou pra história com um esquema tática trabalhado pelo saudoso treinador Osvaldo Alvarez, o Vadão.

Esse time ficou conhecido como o “Carrossel Caipira”! Em 2010, este time foi tema do documentário “Carrossel Caipira: o fenômeno tático do interior“.

Ainda em 1992, conquistou a “Copa 90 Anos da Federação Paulista de Futebol”.

Em 1993, jogando no grupo dos times da capital, o Mogi não conseguiu obter a classificação para a segunda fase.

O Mogi Mirim EC foi onde o craque Rivaldo apareceu pro mundo do futebol. Se liga na torcida ao fundo, em especial às bandeiras da Mancha Vermelha!

Em 1994, termina em 14º e acaba rebaixado para a 2a divisão.
Em 1995, conquista novamente o campeonato e volta à primeira divisão, onde faz campanhas medianas de 1996 a 98.
Em 1999, classifica-se para a segunda fase, como líder do seu grupo.

Mas não conseguiu se classificar à fase final.

Em 2000, outra campanha mediana. Em 2001, volta a ser rebaixado para a série A2, mas a mudança na fórmula do campeonato mantém o time na A1 de 2002.
Entre 2003 a 2005 segue com campanha frágeis, até que em 2006 acaba rebaixado para a A2.
Em seu ano do retorno faz uma boa campanha, classificando-se em 3º na primeira fase…

E terminando em segundo na fase semifinal da A2 de 2008, conquistando o acesso à série A1!

De volta à série A1, as campanhas seguem medianas, entre 2009 e 2011, mas em 2012 conquista o Troféu do Interior. Estivemos em Mogi naquela noite, veja aqui como foi!

Em 2013, mais um momento histórico, o Mogi Mirim classifica-se às quartas de final em 2º lugar!

Nas quartas, bate o Botafogo-SP por 6 a 0 e acaba eliminado nos pênaltis pelo Santos, na semifinal!

A foto abaixo é do site Futebol de campo!

Outra boa notícia em 2013, foi o título do campeonato paulista sub-20!

Em 2014 foi mal no Paulista, mas disputando a série C do brasileiro, conquista a vaga à Série B.

Em 2015, uma campanha sem grandes surpresas no paulista, mas na Série B, termina na última colocação e foi rebaixado à Série C.

E aí começa o tormento do torcedor do Mogi…
Em 2016, o Mogi Mirim foi rebaixado mais uma vez para a Série A2.
Em 2017, cai pra Série A3 e no Brasileiro acaba rebaixado para a Série D.
Em 2018, o Estádio Vail Chaves foi interditado e o Mogi mandou seus jogos em Itapira. Assim, acaba caindo para a 4ª divisão do Paulistão.
Em 2019, se licenciou de competições profissionais.
Em 2021, retornou ao futebol profissional, na Quarta Divisão, mas termina na última colocação, levando o time a se licenciar novamente em 2022, e agora, em 2023, onde estreou com derrota.

Ufa… Tanta história faz por merecer uma nova visita ao Estádio Vail Chaves!

O Estádio Vail Chaves já teve momentos mais poderosos…
Veja a quantidade de bilheterias:

Existe uma loja no próprio Estádio, o Shopping Mogi!

O espaço dedicado à lanchonete também está por lá:

E ali fica a secretaria:

Hora de dar um rolê pelo estádio, vamos lá?

Atualmente, o Estádio tem capacidade para 19.900 torcedores.

O nome homenageia Vail Chaves, que ajudou a adquirir o terreno do estádio, nos anos 30.

Mas o campo só foi inaugurado em 7 de julho de 1981, na vitória do Mogi por 4 a 2 sobre o Palmeiras.

O nome durou até 1999, quando o então presidente Wilson Fernandes de Barros achou justo uma homenagem rebatizando o estádio com seu nome, afinal ele havia investido muita grana no time e até mesmo construído novas arquibancadas de concreto, nos anos 80.

Se a auto homenagem já foi esdrúxula, a mudança seguinte foi ainda mais esquisita: Wilson teve mulher e filha sequestradas, e prometeu que, caso as duas fossem devolvidas, chamaria o estádio de Papa João Paulo II. E elas foram libertadas.

Estive lá também nessa época registrando uma foto do nome:

A última troca aconteceu assim que Rivaldo assumiu a presidência do Mogi Mirim, em 2011. O craque decidiu homenagear o pai e batizou o estádio de Romildo Vitor Gomes Ferreira.
A mudança irritou torcedores e causou um distanciamento entre cidade e clube.

Em 2016, o estádio voltou ao seu nome original.

O título que acompanhamos em 2012, hoje está registrado no próprio estádio!

Graças à sua estrutura, o Estádio Vail Chaves foi utilizado várias vezes por outros times, como em 2005, com União São João de Araras 1×6 Corinthians e Santos 0x0 São Paulo.
Em 2007, recebeu São Paulo 2×2 Marília e em 2011, o clássico San-São pela última rodada do Brasileirão (São Paulo 4×1 Santos):

Por fim, um abraço ao pessoal da Mancha Vermelha que segue no apoio incondicional ao time!

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200- Camisa do Serrano Atlhetico Clube

Mais um número redondo, 15 anos depois da camisa #1, do EC Santo André! A camisa #200 também precisava ser especial e por isso escolhi a do Serrano Athlético Clube.
Pros chatos de plantão, óbvio que não é uma camisa oficial, mas comemorativa, lançada pelo amigo Flávio Mendes de Oliveira em um projeto bem bacana.

Vale lembrar que estivemos por várias vezes no estádio do Serrano Athlético Clube, o “Estádio da Vila Inglesa“, lá em Paranapiacaba.

Dizem que o campo foi inaugurado em 1894, sendo assim o mais antigo do Brasil, você bota fé? Veja aqui um compilado dessas visitas!

O Serrano Athlético Clube foi fundado em 3 de dezembro de 1903 por um grupo de ingleses trabalhadores da estrada de Ferro, a São Paulo Railway. Pode ser que Charles Miller tenha jogado em seu campo…

Logo o time começa a disputar amistosos e competições regionais.

Em 1930, segundo as pesquisas do amigo Julio Bovi Diogo, o time disputou o Campeonato Citadino de Santos:

Campeonato Citadino de Santos 1930

Em 1936, o Serrano Athletico Club se fundiu com o clube Recreativa Lyra da Serra (também de 1903). Surge então o União Lyra da Serra que teria longa vida social junto ao distrito e também no âmbito do futebol.

Olha aí a sala de troféus do time:

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O futebol em Caçapava-SP

Nesses mais de 15 anos do As Mil Camisas, poucas missões para registrar estádios falharam.
Infelizmente a cidade de Caçapava foi um destes casos, mas mesmo assim, hoje vamos recordar um pouco da linda (e antiga) história do futebol por lá.

Esta é mais uma cidade que nasceu dos conflitos entre os povos originários e bandeirantes que buscavam novas terras, pedras e minerais preciosos além de escravizar os indígenas.
Alguns destes sanguinários bandeirantes seguiram o curso do Rio Paraíba do Sul, enfrentando o povo Puris, pertencente ao tronco linguístico macro-jê, aqui, registrados no século XIX por Van de Velden:

E aqui, por Johann Moritz Rugendas, no século XIX:

Os Puris acabaram abandonando suas terras em direção da Serra da Mantiqueira, mais ou menos como o Iron Maiden canta em “Run to the Hills“, em referência à história americana:

Aos poucos, os invasores passaram a ocupar o vale do rio Paraíba originando o que seriam as cidades do leste do estado, como São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e a querida Caçapava, cujo nome deriva do termo tupi guarani caá-sapab (algo como “mato vazio”, devido à clareira que existia no local).

Inicialmente pertencente à Taubaté, o povoado de “Cassapaba” foi crescendo ao redor da capela construída em 1706 que daria origem à Igreja de Nossa Senhora D’Ajuda.

A partir do século XIX, questões políticas levaram a população a viver na fazenda de João Dias da Cruz Guimarães, onde existia uma capela de São João Batista.
Ali, iniciou-se o núcleo que se tornou a atual cidade de Caçapava. O velho povoado tornou-se o bairro do “Caçapava Velha“.

A base da economia era a produção cafeeira realizada pelos escravizados, com fazendas importantes em Caçapava, que também produzia cana-de-açúcar, fumo e gêneros alimentícios.
Até hoje, o comércio local movimenta a economia, esse é o Mercado Municipal:

Em 1° de outubro de 1876 é inaugurada a estação ferroviária.

A ferrovia ajudou a trazer a industrialização para a cidade que passou a contar com empresas do ramo têxtil, depois chegaram a Mafersa (material ferroviário) e a Providro (que também teve um time profissional como veremos na parte final deste post).
Olha quantas indústrias existem atualmente só ali às margens da Dutra:

Assim, chegamos à Caçapava de hoje em dia que vê o desenvolvimento chegar com força total e fez no futebol mais uma vítima desse crescimento…
Estivemos na cidade pouco tempo depois da demolição do estádio da AA Caçapavensena região central.

A Associação Atlética Caçapavense foi fundada em 9 de dezembro de 1913 e tinha sede na rua Capitão João Ramos (atual agência do Banco do Brasil) mudando-se em 1941 para a Avenida Cel. Manoel Inocêncio, onde estava o Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira até 2013 quando foi vendida e completamente demolida…

Estivemos lá alguns meses depois da demolição e já havia um estacionamento construído na esquina do terreno, onde antes ficavam as bilheterias…

Fiquei tão decepcionado que não encontrei as fotos que fiz do local… Por sorte o Google Maps ainda mantém como imagens um cenário bem parecido com o que visitamos.

O local é bem no centro da cidade e imagino que realmente não fazia mais sentido um campo, há décadas dedicado apenas ao futebol amador, ocupar um espaço tão importante…

Dá pra comparar com uma imagem mais antiga:

Após vários anos disputando amistosos e torneios amadores, em 1918, a AA Caçapavense estreia no Campeonato do Interior (organizado pela APEA), na Zona Central do Brasil.
Em 1920, se classifica para a fase final, mas perde para o Corinthians de Jundiaí.
Em 1921 venceu o Elvira e empatou com o Taubaté, em partida que teve invasão de campo pela torcida de Caçapava. Esse era o time de 1921:

A área do Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira foi adquirida em 1915 e em junho de 1922 enfim foi inaugurado com uma incrível partida entre a AA Caçapavense e o Clube de Regatas Flamengo!

O Flamengo leva para casa a Taça Elias, ofertada por comerciantes da cidade, vencendo o Caçapevense por 5×0.

A partir de 1922, a Zona Central do Brasil passa a ser bastante disputada, com times de diversas cidades da região.

Esse é o time de 1925:

Em 1928,, a AA Caçapavense sagra-se campeã da sua região, mas acabou sendo desclassificada na fase final. A AA Caçapavense disputa o Campeonato do Interior até 1930, apenas deixando de participar das edições de 1924 e 29.

Imagina se você dissesse pra essa galera que esse lugar ia virar um estacionamento, algumas décadas depois…

Talvez tenha faltado passar esse amor pelo futebol para seus filhos, filhas, netos e netas…

Claro… O mundo hoje é outro, mas fico me perguntando como deve ter sido mágico vivenciar as aventuras da AA Caçapavense na primeira metade do século XX…

E como era linda a arquibancada coberta do Estádio Capitão José Ludgero de Siqueira:

Olha que uniforme lindo!

A AA Caçapavense volta às disputas locais até 1946, quando disputa novamente o Campeonato Paulista do Interior, agora organizada pela Federação Paulista e embora campeã da sua zona, o time foi eliminado na fase regional.

Após esta disputa única, o time mais uma vez se ausenta das competições oficiais e volta a jogar torneios amadores e regionais.

Aqui o time de 1958:

O time de 1961:

A AA Caçapavense ressurge na década de 60 para aventurar-se no profissionalismo disputando a Terceira Divisão da Federação Paulista de 1964, e o time terminou na 6a colocação da 1a série.

Em 1965, terminou a 5a colocação:

Em 1966, o time sagra-se campeão do seu grupo…

Mas acaba abandonando a 2a etapa da competição e desistindo do profissionalismo.

Atualmente, a AA Caçapavense, centenária desde 2013 possui uma nova sede no Jardim Maria Cândida, voltada aos associados.

Antes de finalizar o post, vale falar um pouco mais da empresa Providro citada anteriormente.

A empresa tinha tamanha importância na cidade e envolvimento com seus funcionários que acabou dando origem a um time de futebol em 17 de agosto de 1964: o Clube Providro. Segundo o site Futebol Nacional existiram dois distintivos:

Em 1966, o Clube Providro se aventurou no futebol da Quarta Divisão.

Só achei uma foto no Facebook dizendo ser do time, mas já nos anos 70:

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199- Camisa do Yuracan

A 199ª camisa do nosso site traz a história de um time mineiro de nome complicado: Sociedade Desportiva Yuracan Futebol Clube!

O time foi fundado em 3 de maio de 1934 na linda cidade de Itajubá (Ita é pedra em tupi e Jubá, ou Djubá, significa amarelo, por conta do ouro). Estivemos lá há a (veja aqui como foi):

Claro que aproveitamos para conhecer a casa do Yuracan, o Estádio Coronel Belo Lisboa:

O nome “Yuracan” seria uma homenagem ao time argentino Club Atlético Huracán, que realizou uma excursão no Brasil (encontrei essa matéira sobre uma excursão realizada em 1939, confira aqui), ganhando várias partidas.

O time se tornou uma febre na cidade!

Vale a pena lembrar que Dondinho, pai de Pelé, também atuyou pelo no time do Yuracan. Em 1939, ele fez cinco gols de cabeça na vitória por 6 a 2 no clássico contra o Smart.

Em 1943 o Yuracan foi até a cidade de São Lourenço enfrentar a equipe do América/RJ em partida amistosa, no Estádio Jayme Sotto Major, empatando o jogo.

Em 1947, disputou um amistoso com o São Cristóvão/RJ vencendo por 3×2.

Nessa época, o principal campeonato era o amador municipal e o Yuracan conquistou muitos títulos!

O Yuracan FC disputou diversas competições amadoras, mas em 1969 estreou no profissional, jogando pelo acesso! Esse era o time:

Tinha até torcida feminina!

Mas o Yuracan já tinha uma equipe feminina desde 1958!

Disputou ainda os campeonato de 1982, 1983, 1984, 1985 e 1990, além da Copa de Minas Gerais em 2004 e a Taça Minas Gerais em 2005. Esse é o time de 1980:

Esse é o time de 1984:

E este, o de 1985:

E se tinha jogo do Yuracan, lá estava sua torcida!!!

Em janeiro de 1995 o Yuracan fez um amistoso oficial contra a equipe do Flamengo-RJ para mais de 6.500 torcedores presentes no Estádio Coronel Belo Lisboa!

Atualmente, conta com um time feminino!

Em 2022 foi campeão amador de Itajubá:

E seguem na disputa das categorias de base.

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O Estádio "O Pirangueiro" e o futebol profissional em Presidente Epitácio

No feriado de 15 de novembro de 2022, fizemos um incrível rolê de Santo André até Bataguassu-MS.
Veja os posts já feitos sobre as primeiras cidades dessa viagem:
1) Estádio Municipal Tonico Lobeiro, na cidade de Óleo
2) Estádio Gilberto Moraes Lopes, em Piraju
3) Estádio Municipal Clube Ferroviário em Bernardino de Campos
4) Estádio Municipal Arnaldo Borba de Moraes, em Ipaussu
5) Estádio do Clube Atlético Ourinhense e o Estádio Djalma Baia, em Ourinhos
6) Estádio Romeirão, em Ribeirão do Sul
7) Estádio Manoel Leão Rego e Estádio Miguel Assad Taraia, em Palmital

Agora é a vez de conhecer o futebol de Presidente Epitácio, onde chegamos já de noite, depois de passarmos em Assis pra rever os parentes.

A ideia até era ter entrado em Regente Feijó e visitado novamente o Estádio Municipal Dr. Mário dos Reis (veja aqui como foi nossa primeira visita), mas a chuva antecipou a noite e impediu novos registros… Acabamos indo direto pra Presidente Epitácio onde passamos a noite para enfim conhecer o Rio Paraná na manhã seguinte.

Essa é a margem do rio em São Paulo. A cidade vem tentando transformar o local em uma verdadeira praia com foco no turismo e isso fica ainda mais nítido no Parque “O Figueiral” (dá uma olhada nas fotos do Trip Advisor).

Mas mesmo ali na margem próxima à ponte que liga o estado de São Paulo ao Mato Grosso do Sul você já se diverte!

A ponte merece um capítulo a parte… Tem quase 3 km passando por cima do rio Paraná…

A cidade conta ainda com uma orla cheia de restaurantes e boas opções para os visitantes e no dia em que fomos embora ainda ia rolar um show do IRA! E, claro, também tem a igreja matriz!

Mas nosso “turismo” tinha como objetivo conhecer e registrar o “Estádio Francisco Guímaro” mais conhecido como “O Pirangueiro“, inaugurado em 1953.

Uma pena que não tem nenhuma identificação com o nome do estádio… Veja como era até pouco tempo atrás:

Atualmente, uma placa de metal aguarda a nova sinalização. Aliás, você sabe o que significa “Pirangueiro“?? Segundo o o dicionário refere-se ao que é reles, desprezível… Triste né?

Olha que imagem bacana vendo o estádio láááá de cima:

Vamos dar uma olhada no entorno do estádio:

O Pirangueiro foi inaugurado em 1953 para receber os jogos da AA Epitaciana na disputa do Campeonato Amador, cujo setor foi organizado pela Liga Prudentina. O site Escudos Gino apresenta o distintivo do time:

Mas o futebol na cidade começa com outro time também: o EC Fluvial Porto Tibiriça.

Mas a AA Epitaciana acabou ganhando o nome por ter sido o primeiro a disputar o Amador do Estado, em 1953, e pra isso, contou inclusive com atletas do rival EC Fluvial, apesar da rivalidade entre eles.

Aqui, o time da AA Epitaciana em 1953 em jogo contra a Prudentina, pelo Campeonato do Interior:

A AA Epitaciana disputou o Campeonato do Interior por vários anos. Aqui, uma imagem dos anos 60:

E olha como ficava o Pirangueiro nos jogos decisivos da AA Epitaciana:

Olha aí a mesma arquibancada, nos dias atuais:

Caso queira conhecer mais sobre a história do time e do futebol em Presidente Epitácio, vale assistir o vídeo:

Em 1954, o EC Fluvial passa a fazer companhia à AA Epitaciana na disputa do amador:

Aqui, o EC Fluvial dos anos 60, Bi-Campeão Amador da Região da Alta Sorocabana.

Mas, mais uma vez a AA Epitaciana sai na frente e em 1970 disputa a Terceira Divisão do Campeonato Paulista.
Mas não realiza uma campanha capaz de classificá-lo para a segunda fase:

Encontrei 4 resultados daquele ano:
Nevense 4×3 AA Epitaciana
AA Epitaciana 2×1 Municipal de Paraguaçu
Rio Branco 3×0 AA Epitaciana
AA Epitaciana 2×2 Cafelandense

Esse foi o time que disputou a Terceira Divisão de 1970:

Ainda nos anos 50, um terceiro time vem se somar ao futebol de Presidente Epitácio: o Beira Rio Esporte Clube. Distintivo do site Escudos Gino:

E olha aí o grupo do Amador de 1958, dessa vez com a AA Epitaciana e com o Beira Rio EC:

Aqui, o time dos anos 70:

Em 1976, o EC Beira Rio faz sua estreia no futebol profissional, na Terceira Divisão, fazendo uma campanha mediana, tendo um bom segundo turno, mas não se classificando para a fase final.
Em 1977, joga a Quarta Divisão e faz uma boa campanha na primeira fase (Série Manoel Nunes), terminando na liderança do grupo.

Veio a segunda fase e o EC Beira Rio surpreendeu mais uma vez, classificando-se à final contra o Primavera:

Para definir o campeão foram necessários 3 jogos: o primeiro 2×0 para o EC Beira Rio e os dois seguintes, vitórias simples de 1×0 para o Primavera, que sagrou-se campeão, mas levando o time de Presidente Epitácio para a Terceira Divisão novamente.
Em 1978, termina em posição intermediária sem se classificar.
Já em 79, passa da primeira fase, mas não chega às finais

Uma imagem de 1979:

Em 1980, mais de 80 times disputaram a Terceira Divisão, divididos em 5 grupos. O Beira Rio EC terminou em 6º lugar do grupo Azul sem se classificar para a segunda fase.
Em 1981, fez uma primeira boa fase, classificando-se para a semifinal do seu grupo no primeiro turno e ficando em quinto no segundo turno, mas não se classificou para o grupo final (apenas o campeão de cada grupo o foi).

Em 1982, novamente se classifica para a segunda fase, mas não chega às finais:

Em 1983 o time não se classifica da primeira fase. Em 1984, passa para a segunda fase, mas não chega à final.

Esse foi o time daquele ano:

A campanha de 1984:

1a fase:
25 de março: Beira Rio 2×4 Mirassol
8 de abril: Nevense 1×0 Beira Rio
15 de abril: Beira Rio 2×1 Auriflama
22 de abril: Paulista de Nhandeara 1×2 Beira Rio
29 de abril: Beira Rio 1×0 José Bonifácio
6 de maio: Guararapes 0x0 Beira Rio
12 de maio: Mirassol 0x0 Beira Rio
26 de maio: Beira Rio 0x0 Nevense
3 de junho: Auriflama 0x3 Beira Rio
10 de junho: Beira Rio 3×0 Paulista de Nhandeara
17 de junho: José Bonifácio 1×0 Beira Rio
24 de junho: Beira Rio 2×0 Guararapes
2a fase:
1 de julho: Beira Rio 2×0 Pirajú
8 de julho: Ranchariense 2×0 Beira Rio
15 de julho: Beira Rio 1×1 Garça
22 de julho: Beira Rio 1×1 Cafelandense (Cafelândia), em Cafelândia
29 de julho: Beira Rio 0x1 Rio Branco (Ibitinga)
5 de agosto: Oeste 2×1 Beira Rio
12 de agosto: Beira Rio 1×0 Santacruzense
19 de agosto: Pirajú 1×1 Beira Rio
26 de agosto: Beira Rio 5×1 Ranchariense
2 de setembro: Garça 2×2 Beira Rio
9 de setembro: Beira Rio W0x0 Cafelandense
16 de setembro: Rio Branco (Ibitinga) 4×0 Beira Rio
23 de setembro: Beira Rio 2×2 Oeste
30 de setembro: Santacruzense 1×1 Beira Rio
3a fase:
7 de outubro: Mirassol 1×1 Beira Rio
18 de outubro: Beira Rio 0x0 José Bonifácio
21 de outubro: Beira Rio 0x0 Guararapes
24 de outubro: Guararapes 2×0 Beira Rio
28 de outubro: Beira Rio 1×0 Mirassol
4 de novembro: José Bonifácio 1×2 Beira Rio

Em 1985, mais uma vez passa de fase no primeiro grupo, mas não avança no segundo quadrangular.

Em 1986, não se classifica na primeira fase, nem em 87, levando-o a jogar a Quarta Divisão em 1988, e o Beira Rio passa da primeira fase mas morre na fase seguinte.

Em 1989, termina a primeira fase como líder do seu grupo.

Dessa vez, também liderou a segunda fase, só parando na terceira fase, num triangular com Jaboticabal e Operário de Tambaú.

Em 1990, o time abandona o profissionalismo. Em 1991, tenta voltar disputando a seletiva para a Terceira Divisão mas acaba não retornando.

E assim, chegamos aos dias de hoje, sem times disputando competições profissionais, mas com o querido Estádio O Pirangueiro de pé atendendo às competições amadoras…

Mais um estádio que tem “pedaços de trilhos de trem” em seu entorno:

Ao fundo, a natureza mostra sua cara…

O muro lateral do estádio:

O gol da esquerda:

O meio campo e sua arquibancada:

E o gol da direita:

De um lado, temos uma arquibancada bem estruturada que permite excelente visão do jogo:

Do outro lado, uma arquibancada descoberta e até algumas cabines para imprensa.

A sua solitária arquibancada bem no centro do campo, parece pedir uma sequência… Mas, será que um dia o futebol profissional voltará a exigir novas melhorias?

O estádio ainda tem uma boa área que pode receber novas arquibancadas, como essa parte atrás do gol:

Vale divulgar uma fanpage dedicada à memória da cidade: FanPage EC Fluvial Tibiriça e o Canal de Vídeos “Epitácio, minha história”.

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O Estádio Municipal Tonico Lobeiro, em Óleo-SP

No feriado de 15 de novembro de 2022, tivemos a oportunidade de fazer um incrível rolê de Santo André até Bataguassu, no Mato Grosso do Sul. Entre as centenas de quilômetros percorridos, pudemos registrar 20 estádios que receberam partidas profissionais e amadoras em diferentes cidades.

A primeira delas foi um município paulista pouco conhecido, com uma pequena população e de nome curioso: Óleo!

Óleo é um município da Microrregião de Ourinhos, à 300 km da capital paulista.

Em 2023, estivemos lá novamente e atualizamos algumas fotos como esta:

É formado pela sede, pelo distrito de Batista Botelho e pelo povoado de Mandaguari. Essa é a sua prefeitura:

A história da cidade se inicia por volta de 1888, com viajantes que acampavam sob a sombra de uma grande árvore de “Óleo“, dando origem à “pousada do óleo”. Essa é uma árvore daquele tipo:

Com o tempo, a pousada se tornou o povoado do Óleo e, logo foi erguida a igreja matriz:

E logo surgiram as primeiras famílias… (A foto abaixo é da fanpage Amigos de Óleo):

A cidade evoluiu bastante nas últimas décadas, mas manteve algumas construções dos anos 40 e 50.

Algumas pequenas coisas ainda entregam o caráter de pequena cidade do interior, como os bancos espalhados pela cidade…

A cidade se formou graças à agricultura, em especial das plantações de café. Foi de fazendas como a Niágara de onde saíram as primeiras sacas para exportação:

Essas imagens são da sede da cidade, que possui boa estrutura urbana, mas vale lembrar que a cidade de Óleo também é conhecida por suas fazendas, aliás, esse também é um dos motivos de termos parado aí… Afinal minha vó e meu tio nasceram na Fazenda Niágara, por isso, ele esteve aí com meu pai e minha tia agora em 2023:

E nas fazendas surgiram grandes times, como estes dois, da própria Fazenda Niágara:

E falando em futebol, o outro motivo que nos levou até Óleo foi registrar o Estádio Municipal Tonico Lobeiro.

O Estádio parece bastante novo, ou talvez tenha passado por alguma reforma.

E tem uma boa identificação:

Em 2023, voltamos lá e olha que lindo o mural que foi pintado no muro:

Dê uma olhada no entorno do estádio:

A cidade nunca teve um time nas competições profissionais nem tampouco nos Campeonatos do Interior, mas teve diversas equipes defendendo o nome da cidade como o Óleo FC:

Mas outro time fez história na cidade: o Clube Esportivo Oleense, o CEO!

Em 1942, disputou a Taça Cidade de Óleo contra a Associação Atlética Manduri:

Em 1946, a torcida oleense foi arrumar encrencas nas vizinhanças…

Em 1958, o Clube Esportivo Oleense defendeu as cores e o nome da cidade no Campeonato amador do Interior:

Encontrei outras fotos na incrível fanpage “Clube de Amigos de Óleo” (enviadas pelo Nelsinho e pelo Salim), mas sem identificação de qual equipe seria:

Não consegui confirmar se esses times haviam mandado seus jogos no Estádio Municipal… Mas vamos dividir um pouco do seu visual, começando com sua bela arquibancada coberta!

Em 2023 voltamos lá para registrar o campo finalmente estando na parte interna do Estádio, aqui o meio campo:

Gol da direita:

Gol da esquerda:

Um pateta na arquibancada:

Um olhar do outro lado do campo:

Olha o gol!

Arquibancada ao fundo:

Outro fato ligado ao futebol é que ex zagueiro (jogou no meu Ramalhão!) e atual treinador Sérgio Baresi é natural da cidade de Óleo.

Mas voltando ao Estádio Tonico Lobeiro, que tal uma olhada no campo como um todo:

Deixamos a cidade, felizes por ter registrado mais um estádio, e visitado um local que tem a ver com a origem da minha família. A segunda parada foi em Piraju para registrar o Estádio Gilberto Moraes Lopes.

Uma última curiosidade é essa notícia sobre um triste fato que ocorreu em Óleo em uma longínqua e fatídica tarde dos anos 40 e que chocou a região…

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