São Bernardo FC 1×0 EC Santo André

Segunda feira, 19 horas de 19 de fevereiro de 2024.
Entre na fila, pegue seu ingresso, segure seu coração e vamos a mais uma partida do Campeonato Paulista!

Uma de nossas bandeiras foi impedida de entrar… Segundo a PM, a frase “Nunca vão entender” pode gerar interpretações ofensivas.

Taí, seu guarda, de onde saiu a frase:

Em campo, o Santo André mais uma vez joga a vida contra um rival que tem vivido dias de glória com melhores investimentos.
E nós…sofrendo e comemorando cada pequeno ato de sobrevivência nesse futebol tão caro e tão bussiness…

Mas, nossa torcida segue fiel. Com críticas, com tristeza, mas mantendo vivo o orgulho e a vontade de ver o time da nossa cidade prosperar e ao menos seguir vivo.

Na bancada do São Bernardo, a Febre Amarela vem ganhando destaque e tornou-se uma torcida bastante importante para o time auri-negro.

Particularmente gosto muito do estilo e da caminhada que a Febre Amarelo tem realizado. Abraço para o Nadal e demais amigos!

A Guerreiros do Tigre também se fez presente:

E, ainda falando sobre o time local, o torcedor comum também apareceu pra prestigiar o clássico!

E agora, hora de falar sobre a torcida do Santo André…
Sempre tento manter a paixão clubística de fora, principalmente mantendo total respeito aos adversários, mas não tem como negar que é legal vivenciar esses momentos sendo torcedor e me permitir compartilhar o quanto me emociono e quanto me faz bem ver nossa torcida ocupar a bancada em festa.

Acho que é impossível a festa na arquibancada sem as organizadas.

Assim, como sei que dentro dessa cultura existem aspectos que muitas pessoas não concordam, como é o meu caso, que são questões ligadas à violência.
Mas, o fato é que a organizada comanda sim a festa e faz a diferença!

E nossa velha guarda, sempre representando!!!!

Mas não dá pra desassociar a empolgação da bancada do resultado em campo, mesmo as maiores torcidas sofrem essa consequência… E mesmo estando desde a 1ª rodada na última colocaç˜ão, a cada jogo que começamos jogando bem (e eu acho que o começo do jogo de ontem foi bom) a esperança renasce.

Ao mesmo tempo a ideia é essa né? Apoiar o time independente da fase, do momento… Viver a bancada, respirar essas experiências e entendê-las como metáforas da vida.

Cantar e ficar triste faz parte. Mas sem desespero.
Temos que ter a resiliência de entender o jogo e de saber seguir em frente até porque ainda há chances!

Falando sobre o jogo… Eu não costumo reclamar muito da arbitragem, mas o que aconteceu ontem foi no mínimo esquisito. Expulsão logo no começo do jogo, penalty que no mínimo poderia ser verificado no VAR, mas enfim… Chegamos aos 45″do segundo tempo segurando um 0x0 e fazendo a nossa parte: apoiando o time a cada jogada…

Mas o que não queríamos aconteceu… Aos 45 do segundo tempo, em boa jogada aérea do São Bernardo FC, Hélder fez de cabeça 1×0 para o time local…

Olha o Joel aí, outro que acompanha o time há tanto tempo!!

Cara, o Santo André tentou até o fim, e justo no fim foi castigado. Méritos pro time e torcida do São Bernardo, como sempre dizemos por aqui: rivais sempre, inimigos nunca!

Agradeço ao Ramalhão, aos amigos da bancada, e mesmo aos rivais.

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De volta à Casa Branca!

No carnaval de 2024, fizemos um rolê pela divisa SP/MG e depois de passarmos por Itobi, chegamos à cidade de Casa Branca, a capital da Jabuticaba!

A cidade possui cerca de 28 mil habitantes e tem grande importância no agronegócio nacional: é a maior produtora de laranja do Brasil, a maior produtora de batatinha de São Paulo, além da jabuticaba, da qual é responsável por quase metade da produção do estado.

A paixão é tanta que Casa Branca tem a jabuticabeira presente até mesmo em seu brasão.

Assim como a vizinha Itobi, Casa Branca fica em uma região cortada pelos rios Moji-Guaçu e Pardo o que induz a imaginarmos que a região foi densamente ocupada há milhares de anos por diferentes povos que buscavam alimentos fornecidos pela presença de tanta água.

Com a chegada dos europeus, a partir do século XVI, tanto estes rios quanto as pessoas que ali viviam passaram a ser incomodadas pelos bandeirantes que os escravizavam, e também pelos representantes da Igreja católica que buscavam novos fieis para suas fileiras.
Essa soma diabólica significou o fim (ou quase isso) para os povos originários da região.

Casa Branca só aparece como povoação em registros datados do fim do século XVIII, citando uma pequena “casa caiada”, que ficava ao lado do pouso dos tropeiros que percorriam a “estrada real”.
Em janeiro de 1878, a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro chegou à Casa Branca, já elevada à cidade, desde 1872. Foto do site Estações Ferroviárias, possivelmente dos anos 10:

Neste rolê acabamos cruzando esse lugar… Será que é a estação original?

Vale a pena lembrar que já estivemos lá, veja aqui como foi!

Dessa vez fizemos o rolê com um pouco mais de tempo, mas ainda sem dormir por lá (aliás, alguém sugere um lugar bacana para se hospedar?), deu pra pelo menos curtir os detalhes, como esse simpático lagarto.

Gastamos um tempo curtindo o momento de estar em uma cidade diferente, apenas vivenciando aquele tempo na praça central, que é linda, sem nenhuma grande preocupação. Viajar é isso… Conhecer o novo, passear, estar em ócio…

A arquitetura do início do século XX segue de pé pela região central…

Com destaque para a Igreja Matriz.

A proximidade com MG faz com que as lembranças da nossa guerra civil de 1932 estejam presentes pela cidade…

Destaque também para a loja de fábrica da Laticínios Argenzio, na entrada da cidade:

Ah, e o sorbet de Jabuticaba da Gellu’s ??? Delicioso!!!

Ficou faltando conhecer a Bossoroca gigante que exista na cidade, mas cuja trilha estava muito fechada para se fazer em uma manha ensolarada de forte calor. Trata-se de uma “rachadura” profunda no solo, ocasionada pela erosão, que de tão grande ficaram parecidas a um canion.

Mas nossa missão era voltar onde alguns dos times locais mandaram seus jogos, o “Estádio Municipal João dos Santos Meira“, outrora chamado de “Estádio da Mogiana” e principal campo de futebol da cidade nos dias atuais.

Em nossa última visita reclamávamos que não havia uma sinalização decente…
Olha como era sem graça…

Pelas informação disponíveis no blog “Mclaralira”, o primeiro campo de Casa Grande foi o do Casa Branca Futebol Clube, que depois abrigou o Paulista Futebol Clube e que acabou transformado em uma escola (a atual ETE Dr Francisco Nogueira de Lima).

De volta ao Estádio atual, como o portão estava fechado, demos a volta para entrar pelo portão lateral, chegando ali no gol.

Dessa forma pudemos registrar o outro lado do estádio, aqui o gol da direita:

O meio campo:

E o gol da esquerda:

Ali por onde entramos também existe uma pequena arquibancada lateral.

Aliás, a região do Estádio é meio maluca… Essa parte atrás desta arquibancada é um bairro meio sem saída, enfim… Divertido perder-se por aí!

Mas voltemos à sombreada arquibancada lateral do estádio…

Por mais que eu valorize a prática do atletismo, confesso que esse espaço destinado à pista acaba tirando um espaço importante, e deixa um pouco menos divertido o Estádio.

Olha o vídeo que fizemos lá em 2018 e perceba que pouca coisa mudou.

E como é bonito ver esse monte de árvores ao redor do campo!

Esse é o outro lado, onde estão as arquibancadas menores:

Uma pena que aparentemente será difícil veremos competições oficiais por aqui nos próximos anos…

Que bom que pude filmar um sonho de como seria bater um penalty num estádio cheio de torcedores locais…

Quando falamos do futebol em Casa Branca, o EC Corinthians é o time mais conhecido por ter sido o único que disputou edições do Campeonato Paulista.

O EC Corinthians foi fundado em 7 de março de 1958 e disputou cinco edições da terceira divisão, de 1980 a 84 e duas edições da quinta divisão (1978 e 79).
O time não conseguiu bons resultados em nenhum dos Campeonatos, olha as goleadas que levou na 3ª divisão de 1980:

Em 1981, as coisas parecem não terem melhorado muito…

Entretanto, temos que dar atenção especial também ao EC Mogiana, fundado em 14 de setembro de 1935.

Em 1942 o EC Mogiana disputou o Campeonato do Interior na 7ª região:

O EC Mogiana em 1943, junto da Associação Paulista de Esportes:

E o Campeonato do Interior de 1944:

Campeonato do Interior de 1945:

Olha aí a moral do EC Mogiana em 1956:

E olha o clima da época…

O time de 1957 fez esse amistoso com a Ponte Preta:

Outro clube importante foi o União Casabranquense FC, de 1910, que surgiu da fusão do Clube dos Estudantes, do Tiro de Guerra e do EC Operário (da foto abaixo):

Olha a matéria de 1920:

Esta matéria do Correio Paulistano fala sobre uma partida com o Radium e cita o União como campeão da Liga Mogyana de 1920:

Até um misto do Palmeiras passou por lá para enfrentar o time local.

Em 1958, o União disputou o Campeonato do Interior com o time abaixo:

Aqui, uma foto de 1962 onde podemos ver o uniforme do time:

Além disso ainda houve o Casa Branca FC, time que existiu em dois momentos, o primeiro foi fundado em 1928, tendo entre suas lideranças o Sr Triunfo Vasconcellos (foto do blog MClaraLira):

E o segundo sendo (re) fundado em 1930, tendo em sua liderança o sr Sílvio Furlani.
Aqui, matéria de 1933:

Também merece destaque a Associação Casabranquense de Cultura Phisica e Esporte (ACCPE), fundada em 18 de Setembro de 1926.

Seu estádio é citado em matéria sobre a final do Campeonato Municipal de 1958:

Outros times da cidade: Paulista FC, Lagoa Branca FC, Sadopi (representando a Indústria Sasso/Dorta e Pistelli), entre outros.

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Série A2-2024: Juventus 3×0 Monte Azul

18 de fevereiro de 2024. Domingo de manhã, e nosso destino é a Mooca, mais especificamente o Estádio Conde Rodolfo Crespi, o campo da Rua Javari.

Não é preciso explicar a importância da Rua Javari para o futebol dos dias atuais. Por mais que exista um monte de turistas aproveitando a tal onda do “futebol raiz”, os torcedores tradicionais do Juventus vem mantendo há décadas um clima bem bacana em suas bancadas.

Esse clima, com muita influência das barras argentinas, tem como principal responsável, o pessoal da Setor 2.

Mas sem dúvidas a Ju Jovem também tem sua parte nessa história, fazendo-se presente há ainda mais tempo, nas bancadas da Javari.

E claro, o povão que comparece e fica ali nas cadeiras cobertas também tem seu valor.

Mas, mesmo distante mais de 350 quilômetros da capital, a torcida do Atlético Monte Azul se fez presente e até estava animada no início do jogo:

Também tem o pessoal que é de Monte Azul e atualmente vive em São Paulo e pode matar a saudade do time!

Se ainda não tinham vivido a experiência de uma partida com tamanha proximidade do jogo, essa rapaziada do Atlético Monte Azul se divertiu bastante pressionando o bandeira.

Em campo, um começo de jogo parelho. Olha que boa chance de falta para o Juventus:

Mas o time do Atlético Monte Azul também criou chances durante o primeiro tempo:

Enfim, um estádio histórico, duas torcidas apaixonadas e um bom jogo em campo. É tudo o que é preciso para uma agradável manhã de futebol!

Mas o Juventus deixou de lado a preocupação em ser um bom anfitrião e a partir dos 20 minutos do primeiro tempo passou a destratar sua visita. 22″e Thiago Rubin fez 1×0 para a festa grená!

Então, com o placar já aberto vamos dividir um pouco do rolê na parte Visitante da Javari, !

Ainda no primeiro tempo, o Juventus chegou ao segundo gol, com Rayne de cabeça!

Com 2 gols e um forte mormaço (com direito a breves momentos de garoa) teve quem preferiu seguir ali da parte coberta…

Para a tristeza dos visitantes, o Juventus fez 3×0, com Liberatto selando o placar final da partida, para a tristeza dos visitantes…

Tristeza de um lado, alegria do outro… A Setor 2 sabe da importância do placar para aproximar-se ainda mais dos 8 times que se classificam para a fase mata-mata do Campeonato.

O AMA ainda tentou mas saiu da Javari sem um gol sequer…

Pausa para o momento dos encontros, começando pelo meu grande amigo e companheiro de bancadas Mário!!!

E também o novo amigo Daniel Venneri , colecionador de camisas exibindo sua belíssima camisa do Racing Club de Lens.

Abraço para os amigos juventinos que eu não pude dar um alô nessa partida…

E boa sorte pro time e pra torcida do Monte Azul, pois nesse momento estão na zona de rebaixamento…

O jogo se encerra e o placar registra… 3 pontos para o time do treinador Sérgio Soares.

E vamos pra casa que já é hora de almoçar!

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Guarani 2×2 Santo André (Paulistão 2024)

15 de fevereiro de 2024.
Quinta feira pós carnaval e lá vamos nós de volta pra estrada pra mais uma noite de paixão pelo nosso time, o Santo André e ao mesmo tempo pra curtir um rolê em um dos estádios mais importantes do interior paulista: o Brinco de Ouro da Princesa, a casa do Guarani FC.

Desta vez a jornada se fez ao lado dos amigos Furlan e Rico, ambos torcedores do Ramalhão!

Não havia trânsito na cidade de São Paulo então acabamos chegando bem cedo, o que nos permitiu um rápido rolê pelo Estádio Cerecamp (o Estádio da Mogiana) e pelo Moisés Lucarelli pra viver um pouco do futebol de Campinas.
Ainda não eram 19hs quando chegamos às bilheterias destinadas aos visitantes, no caso, nós!

O Guarani, assim com o Santo André, vem em uma fase difícil, transformando a partida em uma verdadeira decisão contra o rebaixamento.

O público de quase todos os times se comporta da mesma maneira. Na fase em que mais precisam deles, os torcedores preferem assistir o jogo de casa, e tentando evitar que o estádio ficasse com um visual de vazio, a diretoria do Guarani fechou o tobogã, concentrando a torcida local nas demais arquibancadas.

Do nosso lado, fizemos o possível para apoiar em busca de um resultado positivo.

Os times entram em campo para o aguardado embate. 3 pontos fariam a diferença para os dois times, afastando-os da zona da degola.

O jogo começa e surpreende pela presença ofensiva de ambas as equipes. Tanto o time local quanto o Ramalhão levam perigo ao gol em jogadas pelas laterais.

Aos poucos foram chegando outros torcedores do Ramalhão…

Mas a festa só ganhou força mesmo com a chegada das organizadas (Fúria e Esquadrão) que decidiram se unir em prol do time nesta partida.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, quando o Santo André estava atuando com boa segurança, o árbitro marca penalty para o time local. Pablo Thomaz bateu e marcou: Guarani 1×0.

Sinta o clima de se assistir uma partida como visitante no Estádio Brinco de Ouro.

A turma volta a olhar a tabela e analisar a nossa difícil colocação na tabela…

Do outro lado, nas arquibancadas alviverdes sem dúvida que a sensação era de alívio…

Tem momentos na vida de um torcedor que ele se pergunta se realmente vale a pena toda essa loucura… A gente olha pro céu, tenta incentivar o time, sabe que aquilo é só um jogo, mas não consegue deixar de sentir por dentro que a derrota é sua também. Assim, com a cabeça quente vi Régis, aos 36 do primeiro tempo fazer 2×0… Desespero total para a torcida do Santo André.

O intervalo chegou e muita gente pegou no pé dos jogadores do Santo André, afinal… A derrota significava um pé na série A2 de 2025.

Mas, quem ama não desiste e o segundo tempo foi rolando e aos poucos algumas chances foram surgindo e no fundo o que mais queríamos era um motivo pra seguir apoiando.

Assim, aos 37 minutos do segundo tempo, foi a vez de Lohan marcar de penalty e diminuir: Guarani 2×1 Santo André.

A torcida do Guarani parecia sentir que algo estava errado e muitos passaram a xingar e a demonstrar o medo de perder a oportunidade de fazer 3 pontos. E o que eles temiam, se tornou nossa felicidade… E respondeu aos que se perguntavam… Será que vale a pena? Vale!

Wellington Reis empatou o jogo no último minuto do jogo levando o lado azul do estádio ao êxtase!

Não… Ainda não estamos livres do rebaixamento, ao contrário… O empate não ajudou em nada nessa luta, já que os demais concorrentes a estas vagas (Lusa, Ituano e o próprio Bugre) também empataram… Mas, deu um gostinho bom empatar um jogo que parecia perdido e ouvir dos jogadores ao final da partida que eles contam conosco e que vão lutar até o fim pra nos manter na série A1…

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O futebol em Itobi (SP)

No carnaval de 2024, tivemos a oportunidade de fazer mais um rolê misturando futebol, natureza, cultura e estrada.
Nossa primeira parada foi a cidade de Itobi, onde vive Cipó, o ex lateral do Santo André! Lembro bastante dele no time de 1994… Lá se vão 30 anos…

Uma região com tantos rios devia ser super povoada desde milhares de anos atrás. Não a toa, quando da chegada dos portugueses, diversos povos se encontravam no estado de São Pauo: Tupiniquins, Tamoios, Tupinambás, Carijós, Goianas, Guaranis, Guaianazes, Purís, Kaingans

Infelizmente, levantamentos históricos mostram que a região cortada pelos rios Moji-Guaçu e Pardo foi bastante percorrida pelos bandeirantes, no século XVII, pelo “caminho dos Guaiases”, ou dos “Goiás”, o que acabou afastando, escravizando ou dizimando os povos originários destas terras, como retratou a pintura “Guerrilhas”, do alemão Johann Moritz Rugendas.

A cidade de Itobi nasceu graças a chegada da ferrovia à região.
Segundo o site do próprio município, o português Antônio Martins Daniel buscava dormentes para os trilhos da Companhia Férrea Ramal de Rio Pardo (que ligaria Casa Branca a São José do Rio Pardo) nas fazendas da região e os ranchos que ele criou para apoio da operação é que deram origem a atual cidade, já no século XIX.
Em 1887, a povoação recebeu o nome de Vila Nova do Rio Verde, mesmo ano da inauguração da Estação Rio Doce (nome devido ao rio), aqui em foto de 1969 disponível no incrível site Estações Ferroviárias.

Em 1898, a cidade passa a ser chamada Itobi, que em tupi-guarani, significa rio verde. Só em 1959 foi elevado a Município.
Aqui, a Igreja Matriz de São Sebastião, construída no século XIX.

Em 2024, foi a nossa vez de conhecer o local mas antes de chegar lá, demos uma parada na Queijaria Blazzi, que fica na estrada que liga Itobi à cidade vizinha de Casa Branca,

E olha quem apareceu pra dar um alô no meio da nossa visita:

A grande atração de Itobi para os apaixonados por futebol é o Clube Recreativo Esportivo Itobiense, o CREI.

Fundado em 1 de janeiro de 1939, o CRE Itobiense se fez presente em disputas e amistosos regionais, mas em 1943 fez sua estreia no tradicionalíssimo Campeonato do Interior, jogando na 7ª região:

Sua praça de esportes (estádio de futebol, ginásio além de piscinas e clube social) se chama Dr. Aristides Dias Pinheiro.

Se tem uma coisa que eu acho muito bacana nos estádios de clubes do interior são esses bancos com a identificação do escudo do time!

E também os distintivos estampados nas paredes clube afora…

Vamos enfim ver o seu estádio!

O tradicional registro do meio campo:

Gol do lado direito:

Gol do lado esquerdo:

Olha aí os bancos de reserva:

O CRE Itobiense ainda reserva um espaço dedicado à memória do time, com direito à camisa do alviverde de Itobi.

E também uma vista aérea do clube:

Uma foto de um time posado em 1952 identificado como “Mocidade Foot Ball Club Itobiense”.

Outras fotos e troféus também ilustram a sala:

Pra terminar, a foto do time de 2023:

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As Mil Camisas em Barra dos Coqueiros – SE

Chegamos enfim ao nosso último post do incrível rolê que fizemos pelo Sergipe. Seremos eternamente agradecidos pela incrível receptividade das pessoas, e pela energia e beleza dos lugares em que pudemos estar…

Esse é o último post sobre o Sergipe, mas se você quiser ver as cidades e estádios que visitamos, escolha entre Canindé do São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, ou pela capital, o Estádio do Confiança (Proletário Sabino Ribeiro), o Estádio do CS Sergipe (João Hora) ou a Arena Baptistão, e também um rolê mágico, passando a fronteira do Sergipe e chegando até Piranhas, em Alagoas

A capital sergipana é uma delícia e tem vários passeios gostosos como os mercados…

As feiras de artesanato…

E as praias de Aracaju e das cidades vizinhas…

Mas, a região metropolitana é como aqui em SP, bastou cruzar uma ponte e saímos de Aracaju e entramos em outro município, no caso: Barra dos Coqueiros!

Nosso destino era o Estádio Municipal João Cruz.

Por se tratar de um estádio municipal, muitos times mandaram seus jogos ali, como a Associação Desportiva Barra, que é lá de Barra dos Coqueiros, mesmo!

A Associação Desportiva Barra dos Coqueiros, agora chamada de Barra FC foi fundada em 21 de março de 2014 como clube empresa trabalhando com jovens atletas, participando das categorias de base e com um time feminino nas disputas profissionais.
Logo passou a disputar também as competições oficiais no masculino, na série A2, a partir de 2018.

Mas o Estádio foi também a casa do Falcon Futebol Clube, time fundado em 23 de novembro de 2020, em Barra dos Coqueiros, como um clube-empresa.

No início deste ano (2024) transferiu-se para Aracaju. Em novembro de 2021, conquista o acesso à série A1 do Campeonato Sergipano.

E em 2022, foi vice campeão sergipano, perdendo o título para o CS Sergipe.

Outro time que mandou jogos por lá foi o Aracaju FC, time fundado em 1 de dezembro de 2004 e que atualmente está licenciado das competições profissionais.

Outro time que também mandou jogos por aqui por conta da reforma do seu estádio foi o Socorro Sport Clube, time da cidade de Nossa Senhora do Socorro. Fundado em 29 de dezembro de 2018, tem disputado a Série A2 do Campeonato Sergipano.

O Santa Cruz Futebol Clube, da cidade de Riachuelo, também mandou jogos por lá, desde que se profissionalizou-se em 2018. Disputa, atualmente, a Série A2 do Campeonato Sergipano.

E até o CS Sergipe também já mandou jogos lá!

Deu pra ver a importância do Estádio João Cruz para o futebol da região metropolitana de Aracaju.

Infelizmente não conseguimos entrar para registrar a parte interna do estádio…

Mas do lado de fora deu pra sentir um pouco de como é lá dentro.

E deu pra registrar as bilheterias!

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O futebol em Fartura-SP

E lá fomos nós para mais um rolê pelo interior do estado de São Paulo para conhecer e registrar um novo o Estádio, dessa vez a cidade a visitar foi Fartura!

Segundo texto do site da Câmara Municipal, a região onde se encontra Fartura, foi habitada pelos povos Caiuás (Kaiowás), da família Tupi-Guarani e ainda hoje encontram-se por lá objetos de pedra de uso destes povos originários, como bacias, mão de pilão, machados e diversos outros.

Como quase toda a história do Brasil, a região também nasce fruto da invasão dos europeus e dos latifúndios criados em torno de famílias poderosas dos séculos XVII e XVIII, no caso de Fartura, a família que tomou posse do lugar foi a José Viana.

Também seguindo o percurso tradicional, a religião rapidamente passa a se materializar na região, nesse caso, por meio da Capela Nossa Senhora das Dores, construída em 1887.

Assim, passa a surgir um povoado formado pelos lavradores que trabalhariam nas terras da família e também por um comércio local, dando origem ao município em 31 de março de 1891.
E se você acha que faltava algo, que tal uma cervejaria local? Em 1904 surge a fábrica de cerveja e gasosa do Sr. José Adriani para dar uma acalmada nos ânimos. A Inteligência Artificial ajudou a imaginar como era…

Alguns anos depois da cerveja, em 1920, surge o Clube Atlético Farturense para completar o rolê:

Após uma fase jogando amistosos, o time disputa o Campeonato do Interior de 1944:

Em 1945, sagra-se campeão da região, classificando-se para o mata mata e sendo eliminado pela Botucatuense (8×3, em Botucatu e 0x2 em Fartura, fatura de gols…):

E 1946:

Aqui, só pra lembrar outros times que disputaram aquela edição…

Porém, um outro time com nome próximo, surge em 1924: o Fartura EC.

Time base que jogou de 1946 até o início dos anos 50:

Em 1958, o Fartura EC defendeu as cores e o nome da cidade no Campeonato Amador do Interior:

Esse é o time de 1964:

E aqui, o time de 1975 com faixa de campeão:

Até um time feminino o Farturense EC teve!

Ambos os times mandavam seus jogos no Estádio Belgrave Teixeira de Carvalho.

O jogo de estreia foi entre o Fartura EC e o EC Cruzeiro do Sul, de Taguaí (na época a cidade se chamava Ribeirópolis) em 7 de fevereiro de 1926.

Uma pena que não conseguimos entrar para registrar a parte interna do Estádio

No fim das contas, deu pra, pelo menos, dar uma olhada na parte interna do estádio e imaginar em como foi toda essa história…

O gramado parece muito bem cuidado e deu pra perceber também que existe um sistema de iluminação que permite partidas noturnas.

De onde fotografamos, estávamos lado a lado com o cemitério, e ali ao outro lado, a igreja!

Atrás do gol uma singela arquibancada para atormentar o goleiro:

O caminho até a cidade passa no meio de várias montanhas que dão um visual único.

Na hora de ir embora, pegamos uma tempestade que acabou com a energia da cidade e, acredite ou não, deixou TODOS os postos de combustível sem atendimento possível. Isso nos fez arriscar a atravessar as montanhas praticamente sem combustível até chegar a Piraju…

Pra terminar, nos anos 80, o time junior do Santos esteve no Estádio para um amistoso, olha aí o Cesar Sampaio, encabeçando os enfileirados.

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As Mil Camisas em Aracaju – Parte 3 (Estádio Batistão)

Ainda falando sobre o nosso rolê pelo Sergipe, chegamos ao terceiro Estádio de Aracaju, dessa vez “campo neutro”, pois falaremos do Estádio Estadual Governador Lourival Baptista, o Baptistão. Mas antes… algumas imagens para recordar a linda capital sergipana.

Se você quiser ver mais, sobre outras cidades e estádios, já escrevemos sobre o futebol e a cultura geral de Canindé do São Francisco, Nossa Senhora da Glória, Itabaiana, além de ver o primeiro rolê pela capital para registrar o Estádio do Confiança (Proletário Sabino Ribeiro) e o Estádio do CS Sergipe (João Hora) também um rolê mágico, passando a fronteira do Sergipe e chegando até Piranhas, em Alagoas, afinal o mundo é mesmo uma roda gigante…

Ah… Foi bom rever os mercados da cidade e suas frutas tão coloridas…

E ali a origem delas…

Não se trata de clubismo… ou talvez se trate… Mas é muito difícil imaginar a virada de ano sem a camisa do Ramalhão assim como não estar ao lado da Mari…

Ok… Talvez seja exagero levar a toalha, feita pelo torcedor Esquerdinha, a todo canto…

Foram dias de paz, dias de natureza e de paisagens tão bonitas…

A natureza se mostrou de todas as formas…Misturando beleza e cobrando seu preço caso você não a respeite. No dia em que estivemos na praia do saco, o mar estava lotado de Caravelas Portuguesas (Physalia physalis) e fiquei pensando no significado do seu nome… Como as caravelas portuguesas pareceram lindas aos povos originários e como elas causaram dor…

Ok, talvez alguns exageros tenham sido cometidos…

Mas se alimentamos o corpo, também o fizemos com a mente e a alma…

O Museu da Gente Sergipana está muito bonito, vale a visita!

O rolê futeboleiro literalmente invadiu nosso cotidiano quando,ao voltarmos do sertão sergipano, percebemos que o time pernambucano do Retrô FC estava hospedado no nosso hotel!

Foi a chance de demonstrar um pouco da minha indignação (com todo o respeito e mantendo a admiração) com o Vinicius Bergantin, o treinador do Santo André em 2023 no Campeonato Paulista que abandonou o time antes do fim do Campeonato.

Também pude bater um papo com o goleiro Darley (lembrava dele no Mirassol):

Mas hoje é dia de falar do nosso reencontro com o Baptistão! Estivemos lá 11 anos atrás, veja aqui como foi e reveja abaixo nossa presença no Estádio…

O Estádio Estadual Lourival Baptista passou a ser chamado de Arena Batistão, depois das últimas reformas entregues em 2023, mas o estádio foi originalmente construído em 9 de julho de 1969.

O Baptistão é a casa mais importante do futebol sergipano e já recebeu amistosos da Seleção Brasileira, além de partidas pela série A do Brasileiro, nas décadas de 70 e 80 quando os times sergipanos participaram da elite.

Vamos entrar e dar uma olhada em como ele está em pleno 2024!

Atualmente, o estádio é utilizado pelos times da capital, Confiança e Sergipe, mas também serve de casa para as equipes que estejam reformando seus estádios como é o caso do Itabaiana, nesse início de ano.

Em 2014, por conta da Copa do Mundo no Brasil, foi usado como Centro de Treinamento para a seleção da Grécia.

O Batistão foi inaugurado frente a 45.058 torcedores, em 9 de julho de 1969 com um amistoso onde a Seleção Brasileira de Futebol deu um amasso de 8×2 na “Seleção sergipana”.

Uma pena, que já é a segunda vez que passamos por Aracaju mas ainda não conseguimos assistir uma partida no Baptistão 🙁

Aqui, nosso registro oficial do gol da direita:

O gol da esquerda:

E o meio campo:

Hora de se despedir, com muita alegria desse importante palco do futebol sergipano:

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A1-2004: EC Santo André 1×2 RedBull Bragantino

Domingo, 4 de fevereiro de 2024. 11horas da manhã.
5ª rodada da série A1.
O Estádio Bruno José Daniel vê uma torcida apaixonada à beira do desespero, implorando por uma vitória para a sequência do campeonato… E ela não veio…

Em campo, embaixo de um forte mormaço que cobriu o ABC por todo o fim de semana, duas equipes em momentos diferentes: o RedBull que começou mal e começou a reagir e tem um ano com calendário cheio contra um Santo André que ainda não se encontrou.

O jogo de hoje foi a primeira partida do Davi em um estádio! Seja bem vindo a essa loucura!

Sempre importante destacar a presença da torcida visitante. Só quem viaja para acompanhar seu time fora de casa sabe como é difícil se fazer presente.

Em campo… Infelizmente tivemos mais uma manhã de sofrimento para o torcedor ramalhino… O primeiro tempo virou 0x0.

Nossa torcida segue apoiando, mas as críticas crescem conforme os resultados não vem.

No 2º tempo, veio a chuva e o gol do RedBull, com um petardo de Gustavo, de fora da área. O Santo André chegou a empatar com Bruno Michel, dando um sabor de esperanças às bancadas…

Mas, o Ramalhão levou o 2º de Eduardo Sasha, em um cabeceio após cobrança de escanteio… Não há muito o que falar. O momento é difícil e ainda oferece um caminho para escapar da série A2, mas é preciso que as coisas mudem…

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4ª rodada da série A3-2024

Sábado, 3 de fevereiro de 2024. Bem vindo a mais uma partida da série A3 do Campeonato Paulista, direto do Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo.

Manhã agradável de forte mormaço, mas o público ainda não percebeu que o Cachorrão merece mais apoio… Principalmente hoje, data em que o clube celebra 96 anos.

Alguns poucos prudentinos enfrentaram a Castelo Branco e se dirigiram à cidade do ABC para mais esta partida.

Mas ainda assim, estava legal acompanhar o jogo no Primeiro de Maio. Sente o clima do Estádio:

Vale o registro padrão do lado esquerdo:

Meio campo:

E lado direito:

31 minutos do primeiro tempo e Iury fez 1×0 para os visitantes.

O gol gera um momento de tensão na arquibancada local…

O Grêmio Prudente joga bem e segue levando perigo, desperdiçando algumas bolas paradas (como faria também no segundo tempo).

O EC São Bernardo usa o lado direito pra chegar, mas peca nas finalizações.

O placar de 1×0 se mantém e o treinador põe os reservas para aquecer…

Mas o time soube responder e Nathan empatou 1×1!

Festa para o aniversariante!

E quem comanda a festa na bancada do cachorrão é o Esquadrão Alvinegro!

E veio o segundo tempo, com a expectativa de uma virada para o time local!

E se a bola não entrava pela técnica, a sorte deu uma mão e após um desvio na zaga, o EC São Bernardo passou a frente!

E se o pessoal do Esquadrão já estava cantando mesmo com a derrota, o 2×1 colocou fogo na bancada!

E que tal fechar com chave de ouro, com um terceiro gol, agora de penalty?

Feliz aniversário, EC São Bernardo! E um parabéns a Renato Peixe, ex atleta e agora treinador, que na minha opinião foi quem ganhou esse jogo hoje!

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