Avaí FC 2×0 Clube Náutico Capibaribe – Série B do Brasileiro 2026

Domingo, 12 de julho de 2026.
Aproveitando o feriado paulista de 9 de julho, colocamos o carro na estrada…

O nosso destino: a fria Florianópolis de Inverno, mas mesmo com o tempo fechado, o rolê pelo lado sul da ilha é sempre muito gostoso!

Deu pra curtir a natureza da Lagoa do Peri, que é um outro lugar bem legal lá!

O lado sul da ilha é bastante dedicado à pesca, diferente do lado norte, mais turístico. Essa é a estátua do “Pescador” ali na Av Pequeno Príncipe.

A cultura da pesca faz parte do dia a dia do lado sul da ilha.

E gatos gostam de peixe, então eles vivem muito e vivem bem, como comprova Jazzbo, um dos “massacotes” da vila.

Mas como não podia deixar de ser, fomos conhecer e registrar um pouco da cultura local do futebol e pegamos um jogão pela série B do Campeonato Brasileiro no Estádio Aderbal Ramos da Silva, popularmente conhecido como Estádio da Ressacada.

Antes de mais nada, o nosso agradecimento ao Leandro Castellanos, amigo que fizemos nessa visita e também ao Joaquim!

Todos os jogos valem três pontos, mas alguns vão além…
Para a torcida do Avaí, essa partida representava um possível ponto de virada da campanha que vinha ruim até então.

Pra nós, o jogo valia a experiência de viver uma parte importante da cultura pedaço da cultura brasileira.
Então vamos sentir a emoção de ser um manezinho da ilha por 90 minutos e ver a torcida que dázum bânhu na arquibancada!

O vento que batia naquele fim de tarde me fez pensar que poucas pessoas iriam acompanhar o time alviceleste de Florianópolis, até porque o Avaí vinha numa má fase dentro de campo…
Mas ao entrar no Estádio percebi que nem o frio nem a má fase foram capazes de afugentar os apaixonados!

Ficamos em um setor muito especial do estádio, o portão 10, onde fica o pessoal da Leões da Ilha, um grupo de torcedores muito engajados com o suporte ao time e ao resgate da tradição da torcida e da própria cidade.

Pra quem não ouviu o vídeo acima, os caras desenvolveram vários projetos legais: de um cursinho popular voltado aos atletas de base do Avaí, até o resgate de fatos históricos da ilha e do time, passando por uma série de adesivos incríveis, sem falar do apoio ao time ali na bancada!

Lá do outro lado estava o pessoal da Mancha Azul, a organizada que apoia o time incondicionalmente!

Bonito ver a faixa “Rugido Autista” mostrando que o futebol está mesmo se tornando cada vez mais inclusivo.

Pô, e parabéns ao pessoal que compareceu para apoiar o Timbú tantos quilômetros distantes de Recife…

E o torcedor visitante chegou a criar boas chances…

Florianópolis é uma cidade única.
E como sempre, é importante lembrar que muito antes da chegada dos europeus, a ilha era habitada por diversos povos, especialmente os Carijós.
Vivendo da pesca, da caça e da coleta de mariscos, eles conheciam profundamente as águas, as restingas e a Mata Atlântica que moldam a paisagem da ilha até hoje.
Também é bom reforçar a chegada das comunidades de origem açoriana que construíram uma cultura própria, marcada pela pesca artesanal, pelas rendeiras, pelo sotaque característico, e festas religiosas.
Vale ainda assistir ao vídeo do Eduardo Bueno que conta uma das histórias mais sensacionais envolvendo a ilha e do caminho que chegaria até as “montanhas de prata” (a atual Potosi), no Perú.

É justamente nesse cenário cheio de detalhes que o Avaí se consolidou como um dos maiores símbolos esportivos da ilha.

E na Ressacada, vimos que há muita gente que torce pelo Avaí porque ama a cidade.

É um vínculo que vai além da fase do time, da divisão em que joga ou da possibilidade de conquistar um título nacional.
É uma forma de afirmar: “eu sou daqui”.

Dentro de campo, o Leão fez sua parte.

Abriu o placar logo aos sete minutos com Douglas Teixeira, e foi muito curioso ouvir o sotaque local comentando o jogo e celebrando o gol.

O time passou a jogar fácil…

Já nos acréscimos, no segundo tempo Daniel Penha fez 2×0 e selou o placar final.

Mas o que mais chamou nossa atenção não foi o placar.
Foi ver famílias inteiras enfrentando o frio, crianças com seus cachecóis azul e branco, idosos que certamente acompanham o clube há décadas e jovens que seguem renovando essa paixão.

Aí o registro do público oficial da partida:

Em um país onde muitos acabam adotando apenas clubes do chamado “eixo”, Florianópolis mostra que ainda existe espaço para quem escolhe apoiar o time que representa sua terra.

E talvez seja justamente essa a maior vitória do Avaí.

A torcida do Avaí segue preservando uma relação afetiva entre a cidade, sua história e seu povo. Uma relação que não nasce de campanhas de marketing, mas da memória coletiva construída geração após geração.
É por isso que seguimos acreditando no futebol como uma das formas mais bonitas de contar a história de uma comunidade.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!