Um time que maltrata corações…

De que adianta um estádio, se a torcida não está lá?

Pra que servem as partidas, se as emoções não são mais reais…

O E.C. Santo André está a um passo de alcançar seu pior momento em toda sua história. Chegar à série A3 representaria isso.

Assim, de nada valem as esperanças e emoções partilhadas entre os amigos nas bancadas…

Alguns não desistem nunca. E é isso que dá animo a pessoas como eu.

Mas me pergunto até quando conseguiremos manter, ainda que em pequenos públicos, o amor aos times que não fazem parte da elite do futebol brasileiro.

Os sobreviventes desse amor à moda antiga fazem o que podem. Estampam o amor nas camisetas, nos bonés, nas malas…

E esse apelo vale para todos os times. Para o meu Santo André, como para o pessoal do Grêmio Barueri, que já sofreu na pele as consequências dessas novas “manias” dos dirigentes do futebol moderno.

Aliás, assim como está começando a ocorrer com o Ramalhão, no caso do Barueri, as torcidas organizadas tem representado o último grito pela manutenção do seu time.

Mas no caso específico do Santo André, mais do que as influências externas, vivemos uma sequência de problemas de gestão que podem rebaixar o time mais uma vez…

Um novo rebaixamento praticamente esconde o time da mídia e até dos moradores da cidade, que neste ano não puderam assistir a uma partida sequer em nosso estádio, já que o mesmo estava interditado.

Na luta contra o rebaixamento, perdíamos até os últimos segundos, quando um gol milagroso (e enganador ao mesmo tempo) deu nos o empate por 1×1.

Um dos poucos momentos de comemoração e felicidade nestes dias difíceis…

Destaque também para a faixa do pessoal da Fúria em homenagem ao Lucas, torcedor que faleceu no primeiro dia do ano.

E fica também nossa presença, independente do resultado. Os estádios são nossa segunda casa.

Embora seja do nosso rival São Caetano, a vista aqui é bem legal hein?

Abraços aos torcedores do Barueri que também compareceram e fizeram o jogo ter mais emoção, ao menos nas bancadas, nas disputas entre a Fúria e a Guerreiros. E que a disputa siga assim, sem violência.

E viva os gordos nos estádios! Contra os regimes e o futebol moderno!

Apoie o time da sua cidade!!!

]]>

O Estádio Monumental David Arellano (Santiago – Chile)

Nosso objetivo era conhecer o Estádio Monumental, onde o Colo Colo manda seus jogos. E da estação Pedrero até lá, é só caminhar por uma longa e deserta avenida.

Cerca de um quilômetro depois, estávamos em frente ao Estádio!

Bastava encontrar a entrada principal e adentrar a mais um “castelo do futebol”!

A entrada não era assim tão perto, mas… Ok! Mais uma etapa, encontramos a entrada, e por sorte estava acontecendo um treino da equipe principal!

Mas… A  sorte logo iria mostrar sua verdadeira face, naquela tarde. Quando preparávamos para entrar, o segurança nos fez enxergar uma frase que ainda não tinha reparado: Sin público…

Sair do Brasil, viajar até ali e não poder ver de perto um estádio que produziu imagens como a abaixo, é no mínimo frustrante…

Restava apenas fotografar o lado externo do Estádio…

Se liga nas montanhas da cordilheira dos Andes às minhas costas…

Nunca as grades foram tão separatistas no mundo do futebol…

Não teve jeito… O negócio foi marcar nossa presença em frente ao estádio e ficar na imaginação… Ou guardar para uma próxima vez.

Pra quem ficou com vontade de saber como é por dentro, fica aí uma foto que achei na wikipedia.

Mesmo só olhando por fora, dá pra ver que é um belo estádio…

Hora de voltar pra casa… Mais uma caminhada até a estação do Metro…

Agora, era só pegar o metro sentido Plaza de Maipú e voltar por nosso hotelzinho mequetrefe hehehe.

Do metro, um último olhar para o estádio e as cordilheiras…

Pra relaxar, só com uma Escudo!

E… fim da noite, pois o dia seguinte ainda prometia…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Em busca do estádio perdido na Namíbia!

E lá da Namíbia, vem a foto abaixo, de um dos portões de visitantes mais punk do mundo.

Foto feita pelo amigo (e agora correspondente) Gabriel Uchida, que também é responsável pelo excelente www.fototorcida.com.br.

O Estádio é o “Independence Stadium” e olhando por fora pode não parecer, mas tem capacidade para 25 mil torcedores!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Aqui, ou na Namíbia!

Choque entre a modernidade e a tradição!

Pô, somente hoje publico a história do nosso rolê boleiro de sábado e a culpa dessa demora é do Felipe (acima, com sua barba ruiva e blusa vermelha), que passou uns dias aqui com a gente e acabou tomando todo o nosso tempo hehehe.

Como o Felipe é do interior do Paraná (Londrina), fiz questão de levá-lo pro interior e conhecer pessoalmente a tradição do XV de Piracicaba, para uma partida válida pela Copa Paulista.

O jogo era contra o AUDAX, a nova denominação do PAEC (Pão de Açúcar Esporte Clube), time da capital que vem com uma nova proposta para o futebol profissional.

E fomos em uma verdadeira caravana pro Estádio Barão de Serra Negra. Eu, a Mari, o Felipe, além do Gui e da Jéssica. No estádio ainda pudemos encontrar alguns amigos locais, como o Rui!

Em terras piracicabanas, encontramos o Guilherme local (na foto abaixo, de agasalho branco) e ainda tivemos a honra de conhecer o Rui Kleiner (na foto acima, de branco). Ambos muito gente fina e apaixonados pelo XV.

É dessa forma que a gente procura fazer nossa revolução pessoal e social.
Fazendo novos amigos e dividindo experiências.
Seguimos na nossa campanha “Apoie o time da sua cidade” e o Rui disse pra gente o que é torcer pro time da sua cidade…

Embora uma chuva chata caísse durante todo o tempo, mais de 1.000 torcedores compareceram ao jogo, apoiando o time do XV.

Claro que pra se proteger da chuva, teve quem preferisse a cobertura da marquise, mas teve quem levou chuva o tempo todo sem parar de cantar.

Curioso que encontramos vários “trapos” (bandeiras, faixas, etc) em homenagem ao time espalhados pelo estádio. Alguns, levados pelas organizadas, como se é mais comum…

Mas haviam outros, aparentemente dos torcedores locais também ali, registrando o amor do piracicabano pelo futebol local.

Aliás, se em grande parte dos times do interior, a paixão é alimentada quase que exclusivamente pelas organizadas, em Piracicaba pode se ver um grande número de torcedores comuns, o que é ótimo também! O amor pode ser organizado ou não.

Tem gente boa desenhando as faixas, olha a qualidade dos desenhos…

Tem até faixa pro pessoal do Orkut do XV!

Em campo, o primeiro tempo mostrava XV 0x1 Audax, o futebol moderno saia na frente…

Pra quem não conhece a história do XV, vale lembrar que já falamos sobre a história do time aqui no blog (clique no link para ver).

O segundo tempo veio e o empate do XV de Piracicaba, pra alegria da torcida local!

A gente também ficou contente, afinal, mesmo com respeito ao Audax, o XV representa a “velha escola”.

E lá estamos nós… Apenas garotos e garotas da bairro, curtindo sua vida numa cidade parceira, ao lado de amigos que fizemos nesse rolê boleiro! As vezes a revolução parece tão simples…
Mas.. enquanto conversávamos com os amigos, o Audax fez o segundo gol…
Se não tivemos festa em campo o mesmo não podemos diz das arquibancadas!
Até o pankeka, amigo do rolê, estava por lá, trabalhando em uma rádio local!

Hora de ir embora!
Ainda passaríamos em Cosmópolis para apresentar ao Felipe o Estádio da Usina, onde a Funilense mandou seus jogos na terceira divisão de 1978…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

119- Camisa da SE Matonense

A 119ª camisa da nossa coleção é novamente do nosso rico interior paulista, mais precisamente da cidade de Matão.

O time que defende as cores da cidade é a Sociedade Esportiva Matonense, e este é seu distintivo:

A Matonense foi fundada em 1976, sendo a sequência da Sociedade Esportiva Bambozzi, time patrocinado pela indústria Bambozzi.
Como campeão amador do estado, de 1975, o time da Bambozzi conseguiu o direito de participar da Terceira Divisão do campeonato paulista, o que não era do interesse da empresa (aprenda desde já, empresas gostam de dinheiro, não de esportes).

Assim, uma série de esforços foram desenvolvidos entre a comunidade local para utilizar a vaga com um time que representasse a cidade.
Nascia em 1976, a Sociedade Esportiva Matonense, com as cores da cidade (azul e branco).

Aqui, o time de 1978, que começava a mostrar sua força para o interior:

Na década de 80, o time sagrou-se campeão do Grupo E da 3ª Divisão, em 1987:

Os anos 90 começaram bem. O time consegue logo em 1990, subir para a Segunda Divisão (atual A2), com o elenco abaixo:

Entretanto, o futebol paulista passou por uma reorganização das fórmulas de disputas e a equipe acaba voltando para a Quarta Divisão (atual Série B), tendo que passo a passo reconquistar seu lugar.
Em 1995, sagrou-se campeão da Série B-1, com o time abaixo:

Surgia nesse ano, sua Torcida Organizada, a Garra Azul.
No ano seguinte (1996), foi a vez de conquistar a Série A-3, em uma final frente a mais de 40 mil torcedores do Corinthians de Prudente.
Esse foi o time que levou a SE Matonense à série A2:

O time crescia, o público também, foram necessárias reformas e ampliação do Estádio Hudson Buck Ferreira. Aliás, estivemos por lá, veja aqui como foi.

Aqui temos um pequeno registro em filme, do Estádio:

Em 1997 veio o acesso à primeira divisão. O time entrava para a história e virava mania entre os moradores de Matão.

O fato inédito foi tão expressivo que, ao chegar na divisão de elite do futebol paulista, virou notícia em vários veículos da mídia nacional.

Acompanhei vários jogos da Matonense, em 1997, já que o meu Santo André estava na disputa do acesso. Vale lembrar que o técnico que garantiu esse acesso foi Ferreira!

Esse, o time de 1998:

Aqui o time de 1999:

O time de 2000, que ainda se segurava na primeira divisão.

Infelizmente, em 2002, o time sofreu o rebaixamento para a série A2. A torcida manteve o apoio e em 2003, o time quase voltou, mas em 2005, foi a vez de cair para a A3, com o time:

No ano seguinte, o time decepciona e vai para a última divisão do estado. Era o fim de um período mágico para o time da cidade de Matão. Atualmente, o clube encontra-se numa situação bastante dificil, sem a certeza da disputa da Série B (Quarta Divisão) de 2012. O mascote de um time que teve tantos vôos, só podia ser a águia!

O site oficial do time: www.matonense.esp.br

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

E.C. São Bernardo 2×1 Tupã

Sábado, 13 de agosto de 2011.
Dia de conhecer uma nova amiga, a Bianca, recém chegada ao mundo, filha dos amigos corinthianos, Tuca e Andra!

E amigo de verdade é assim. Ri junto. Chora junto.

E aproveitando que estávamos na terra dos batateiros, fomos até o Estádio do Baetão, para assistir ao jogo do Esporte Clube São Bernardo contra a equipe do Tupã, do interior paulista.

O jogo era legal por vários motivos, mas principalmente porque mais uma vez ia conhece um time ao vivo, no caso, o Tupã.

E se os nossos amigos corinthianos, do começo do post, tivessem ido ao jogo, também teriam se divertido. É que o Tupanzinho, o talismã da Fiel, natural da cidade de Tupã e envolvido na direção do time visitante, estava por lá!

A torcida do E.C. São Bernardo estava animada, mesmo com um início de segunda fase negativo, com duas derrotas, o que fazia o jogo contra o Tupã ser de extrema importância.

O time é carinhosamente chamado de “o Vovô do ABC“, pela sua tradição.
O time foi fundado em 1928!

Em campo, um típico jogo da segundona paulista.
Muita correria e muita vontade deixam o lado técnico do jogo em segundo plano.

O público não era dos melhores, e pra  atrapalhar, o outro São Bernardo (o F.C.) jogava no outro estádio da cidade, pela Copa Paulista.

Mas a torcida local mostrou como se faz uma festa, com faixas, bateria, trapos e fogos de artifício!

E dá lhe fogos de artifício!

E enquanto a festa rolava solta na arquibancada, o time do ABC se mandava ao ataque…

Ah, e estavam lá alguns torcedores do Tupã, também!

O Tupanzinho ficou ali mesmo nas arquibancadas, junto do pessoal de Tupã.

Enfim, uma noite perfeita para o futebol!

E mais uma vez, registramos nossa presença, transformando mais um jogo em memória e consequentemente, história!

O gramado sintético do Baetão dá um visual legal, mas tem horas que eu acho que ele atrapalha umas jogadas.

A torcida local, demorou, mas comemorou.
O time do E.C. São Bernardo fez 1×0.

Aliás, parabéns ao pessoal que tenta fazer ressurgir o amor pelo time de tantas histórias!

O São Bernardo ainda ampliou o placar no final do jogo, aos 38 minutos.

E mesmo o gol do Tupã não desanimou a rapaziada!

O E.C. São Bernardo venceu assim seu primeiro jogo, nessa segunda fase.

O time que foi a campo e fez a alegria da galera foi: Jefferson; Ranses, Alex, Danilo Bahia e William; Emerson, Carlos Henrique, Roben e Mancuso; Chuck e Deivid. Técnico: Julio César Passarelli.

Estamos pra postar a história do E.C. São Bernardo e sua camisa. Aguarde!

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!

ECUS 1×0 Barretos – Série B 2011

Domingo, 7 de agosto de 2011.
Mais uma data histórica, afinal, fomos conhecer um estádio que nunca estivemos antes.
Nosso rumo: Suzano!

Como moro no ABC, ao invés de usar a Ayrton Senna, fomos pela tradicional “Indio Tibiriça“, que nos recordou como a agricultura é importante no lado leste da grande São Paulo.

Ah, e nos lembrou como o trem deveria ser mais importante em todos os municípios deste país…

Chegando na cidade, fomos recepcionados pelo estranho monumento abaixo:

Após umas voltas a mais pra cá e pra lá, conseguimos avistar o Estádio Municipal Francisco Marques Figueira, ao lado da avenida em que estávamos.

Infelizmente o Estádio não possui aquelas tradicionais placas na entrada com a identificação do campo, mas mesmo assim, vale foto na frente!

Ainda em frente do estádio, para o nosso amigo Anderson, de Curitiba, que adora ônibus dos times, esse  era o do Barretos!

Pelo número de carros do lado de fora, o público parecia estar dentro da média da segundona paulista.

Pouca gente, é verdade, cerca de 300 pessoas para assistir ao primeiro jogo da segunda fase da última divisão profissional do estado.

Mas… lá estávamos nós em mais uma partida!

Ao entrar no campo, uma grata surpresa.
Um número considerável de torcedores do “BEC” (Barretos Esporte Clube) passou a madrugada viajando para comparecer e apoiar o time do interior.

É disso que o futebol precisa! Gente apaixonada pela cultura local.
Ouça o que nos disse um dos torcedores do BEC:

Em campo, o que se via era um time do ECUS bastante aguerrido e sabendo aproveitar suas oportunidades.

Do outro lado, um time bem montado e até mais técnico, mas que não soube converter o domínio da partida em gols.

Assim, para a alegria da torcida local, o time da casa fez 1×0 ainda no primeiro tempo.

Para quem não conhece a cidade de Suzano, dali do Estádio se pode ter uma bela vista do horizonte.

Aproveitamos o intervalo para mostrar um pouco da torcida local, que ainda comparece em número tímido, mas que com a boa campanha, precisa reforçar as arquibancadas!

Quem esteva por Suzano também foi o pessoal da REDE VIDA que transmitiu a partida para todo o Brasil.

O Estádio possui apenas um lance de arquibancadas.

Do outro lado, a melhor opção é assistir ao jogo embaixo de uma árvore (e foi o que fizemos nos segundo tempo).

Essa é a vista de quem chega ao estádio.

O segundo tempo começou e o time do Barretos correu como louco atrás do empate.

O time foi todo ao ataque, mas num contra ataque, acabou tendo um jogador expulso.

Aí, não adiantou a técnica nem a correria. O ECUS parecia conquistar uma ótima vitória em casa.

O jogo chegando ao fim, era hora de registrarmos na memória e na câmera, nossa passagem por este estádio.

Antes de ir embora ainda rola um amendoim??

Uma última olhada para o campo…

Parabéns para a torcida do Barretos que sofreu com o placar, mas que, sem dúvidas seguirá apoiando o time…

Uma lembrança da cidade…

E assim, termina o jogo com o placar de 1×0 para o time da casa.

Cidadãos de Suzano…
Há um time em sua cidade que precisa de você…

Nossa “gangue” agradece o bom recebimento e as amizades que fizemos em mais esse rolê boleiro.

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

Um estádio ao chão…

Sempre ouvi dizer que tudo na vida passa, tudo muda.

O antigo vem ao chão e dá caminho ao novo.

Esse é o processo e eu sei que já devia ter me acostumado, mas não é a verdade.

Ainda me desespero e me assusto com a velocidade da mudança e principalmente com o esquecimento do passado.

A demolição da marquise do Estádio Municipal Bruno José Daniel não é mais ou menos importante no processo de distanciamento e até mesmo “desligamento” entre a população de Santo André e o time que leva o nome da cidade.

Só é emblemática, marcante pela proporção, ao menos por mim, nunca antes vista.

Nunca havia visto tantos metros quadrados de recordações, lembranças e sentimentos, dispostos, jogados mesmo, assim a minha frente.

Cimento, ferro, aço, tudo retorcido, distorcido, destruído…

Como que “vomitado” por uma população que já não se identifica com o time.

Deixando pra traz uma história tão linda, mas que já não faz o menor sentido para uma geração traduzida pelo consumo do novo, do bom, do melhor que o dinheiro possa comprar.

Em pleno desmanche, não houve manifestações contrárias, nem a favor.

Tudo ocorreu e ainda ocorre ali e agora.

Não houve quem fosse chorar a perda do companheiro Bruno.

Pra mim, a marquise do estádio teve três fases marcantes para minha vida. A primeira, por ter representado o início do meu amor ao Ramalhão, no meio da década de 80, ao lado do meu pai e meus irmãos. Nessa fase, as “numeradas” foram o local da continuidade do processo de educação e formação que meus pais iniciaram em casa.

Confesso que, depois dessa fase, na adolescência, migrei para a arquibancada, onde estava a TUDA e seus bandeirões. Na minha cabeça, assistir o jogo nas numeradas era coisa de elite que não queria pular e gritar e aquele pedaço de concreto suspenso ficou como a marca da burguesia andreense para mim.

Nenhum daqueles senhores bem vestidos estavam ali para ver o trator destruir o teto que os abrigou por tantos jogos.

Enfim, veio a segunda fase das numeradas na minha vida, mais uma vez graças à minha família.

Meu avô, por coincidência também chamado Bruno, já com certa idade, voltou a se interessar pelo futebol e passou a nos acompanhar nos jogos, então, para um melhor conforto, passei a frequentar as numeradas todo jogo que o vô ia.

Vô Bruno se foi um pouco antes da marquise, em julho do ano passado (2010), sem se despedir do nosso estádio.

A despedida sempre tem cara de frio.

Essa tarde em que visitei o Estádio, ainda agonizante, a temperatura parecia abaixo dos 10 graus.

Incrível como não consegui reconhecer os espaços onde eu era tão acostumado a estar, meses antes…

Algumas cenas eram inimagináveis. Esse olhar, das torres de luz, por cima do concreto e das cadeiras, por exemplo…

Se ao menos tivesse a certeza de que uma nova e melhor era está a caminho, minha dor seria menor, mas não paro de pensar que dificilmente teremos cadeiras cobertas novamente.

Torcedor andreense, demais torcedores também apaixonados pelos times de suas cidades, não caiam na tentação do glamour das grandes equipes, mantenham-se firmes às suas escolhas ao seu amor…

Aqui, Guillerme despede-se em cima do concreto…

Olho para traz antes de ir embora, não sei se voltarei a ver essa parte da minha vida disposta assim ao chão…

Peguei algumas pedras para montar kits de despedida. Assim que estiverem prontos, eu posto aqui.

 Abraços…

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!

Não está morto quem pelea

A imagem acima retrata cansaço, mas também felicidade e realização. Após tanto tempo jogando peladas por aqui e por ali, enfim disputei um torneio e… Saímos campeões!!! Aí está o time “88Não / Fora de Jogo / punks do ABC“:

Na verdade o evento tinha mais do que um torneio de futebol. Misturava as culturas que eu mais gosto, futebol e música com um bom recheio de atitude!

 

Joguei ao lado de amigos que por diversos momentos eu dividi os palcos, a começar pelo nosso goleiro “Jão”.

Aliás, ele agora tem sua própria “gangue”, veja só:

Ele aproveitou o clima para apresentar a pequena Flora ao nosso mundo punk boleiro! Bem vinda, Flora!

Claro que ele aproveitou pra fazer umas defesas e dar umas saídas da área também…

Bom, minha atuação (jogando com a camisa de Tevez) foi razoável, ainda que meu atual peso esteja começando a incomodar…

O nosso time misturou jogadores, torcedores… Mas sempre “loucos” pelo futebol, como o Guilhermão!

Mas, como eu disse, nem só de futebol, foi o rolê, aqui o Daniel (88não) dá uma olhada nos cds e camisetas que o Barata e a Dunga (DZK) trouxeram ao evento!

Eu e a Mari também pudemos curtir um som (jogar ouvindo Deserdados é simplesmente fantástico)!

Olha ali no ataque “El Pibe Gui”, outro companheiro de palco, time e arquibancadas…

Enfim… Mio maloqueiros, meio atrapalhados, meio gordos… Mas totalmente felizes. Não é para isso que existe o futebol?

Ok, nessa a gente tá 100% maloqueiro!

Ainda bem que tem a Mari que me salva, né?

Aliás, se a Mari não jogou bola, ao menos detonou no pebolim!

Ah e pra não esquecer os outros times que participaram, segue a foto do pessoal que fez a final com a gente:

Futebol & Punk Rock!

]]>

114- Camisa do São Bento

A 114ª camisa do blog vem de uma cidade próxima à São Paulo e que teve muito de sua história escrita graças à Estrada de Ferro.

E onde há Estrada de Ferro, há Futebol (e trens…). A cidade é Sorocaba!

O time, dono da camisa é o Esporte Clube São Bento.

Seu mascote é o pássaro Azulão, abaixo na versão do meu xará, Maurício Tadeu:

O São Bento foi fundado em setembro de 1913, por operários da Ferreira e Cia, ainda sob o nome Sorocaba Athletic Club e o começo da sua história está bastante ligado à atual cidade de Votorantim, um dos “ninhos” do futebol brasileiro, graças ao time Savóia.

Na época, outras equipes figuravam no cenário boleiro local, como o Sorocabano, o Fortaleza Club, o A.A. Scarpa e o Estrada de Ferro Sorocabana F.C.

No ano seguinte à sua fundação, o clube mudou seu nome para Esporte Clube São Bento, em homenagem ao mosteiro de São Bento, que ficava próximo do campo onde mandava seus jogos.

A partir daí, ingressa na disputa de campeonatos profissionais, principalmente os tradicionais torneios do interior.

Em 1953, disputa a segunda divisão de profissionais junto de outros 19 times, entre eles Corinthians F.C. de Santo André, Paulista de Jundiaí, Jabaquara de Santos, Bragantino, São Caetano E.C. (que não é o atual A.D. São Caetano), E.C. Taubaté. O primeiro jogo oficial foi contra o Bragantino (uma derrota por 2×1).

Em 1962, sagra-se campeão da segunda divisão, conquistando o acesso à divisão de elite do paulista. Momento mágico para a cidade, graças ao time abaixo:

Logo no seu primeiro ano, em 1963, conseguiu terminar o campeonato em 4° lugar, ficando na frente de várias potências do estado como Portuguesa e Corinthians. O céu parecia o limite para o São Bento!

O time de 1964 também fez boa campanha. As fotos abaixo, consegui do ótimo site do Milton Neves “Que fim levou?” e permite visualizar ao fundo um pouco da cidade :

Aqui, o time de 1972. Dá pra ver o público que comparecia aos jogos:

Os anos 70 passaram rápido e a cidade era tão ligada ao time que era impossível alguém acreditar que décadas depois, esse amor sumiria… Aqui, o time de 1978, dá pra ver ali agaixado o ex jogador Lance que também marcou a história do Santo André:

O São Bento disputou ainda o Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão de 1979, ficando em 15° lugar.

Então vieram os anos 80.

A década que marca o “início do fim” da paixão dos torcedores locais pelos times de suas cidades.

E isso também aconteceu em Sorocaba, com o São Bento. Foram os últimos anos onde a torcida realmente se mobilizou e parou a cidade, como o time merece.

Nessa década, o time disputou, a Taça de Prata de 1981 e 1983.

Aqui, o time de 1986:

Infelizmente, nos anos 90, o time realizou más campanhas e logo em 1991 foi para a série A2, após quase 30 anos consecutivos na primeira divisão.

E se as coisas pareciam ruins, ficariam ainda piores.

Em 1994, devido às famosas mudanças da Federação Paulista, o São Bento passou a disputar a Série A3.

Em 1998 chegou a ser rebaixado a quarta divisão, mas conseguiu permanecer na A3, já que o XV de Novembro de Caraguatatuba não conseguiu aumentar a capacidade de seu estádio, tendo sua participação vetada.

O clube quase foi fechado e somente na década seguinte, pode se reorganizar.

Assim, em 2001, conquistou o acesso à A2 com o título da Série A3.

No ano seguinte, além de disputar a Série A2, o São Bento conquistou o título da Copa Futebol do Interior, atual Copa Paulista.

Em 2005, o time volta para a primeira divisão após 14 anos.

Infelizmente, em 2007 o clube sofreria novo rebaixamento, desta vez sob o comando de Freddy Rincón.

Em 2009, o time realizou uma recente mudança em seu Estatuto, e “aportuguesou” seu nome para “Esporte Clube São Bento”.

Em 2011, após péssima campanha na série A2, voltou a ser rebaixado para a série A3, terceira divisão do futebol paulista.

O São Bento manda seus jogos no Estádio Municipal Walter Ribeiro, o popular CIC (Centro de Integração Comunitário).

Estivemos lá vendo um jogo do São Bento, pela Copa Paulista em 2010, veja como foi aqui!

Essa foto foi num jogo contra o Barueri:

Aqui, dá pra ver a torcida em ação, no estádio. Bonita festa em azul e branco:

O Estádio Municipal foi inaugurado com a intenção de aposentar o Estádio Humberto Reale, que atualmente está sendo reformado para tornar-se um centro de treinamentos e alojamento.

Já demos uma passada por lá, mas estava fechado:

Esse é sem dúvida, um estádio histórico, tendo passado por ele vários craques, do Santos de Pelé ao Nacional de Montevidéu.

O time faz o dérbi local contra o Atlético Sorocaba e é semrpe certeza de casa cheia, como na foto abaixo:

Para maiores informações, existe o site oficial e dois blogs muito legais: http://vamossubirbento.com.br/blog/ e  http://esporte-clube-sao-bento.blogspot.com/

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

]]>