Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 2: Estádio do São Cristovão

Após conhecer o Estádio do Flu, foi a vez e caminharmos para o bairro de São Cristovão, conhecer o campo onde nasceu Ronaldo Fenômeno para o mundo do futebol e que agora o homenageia com seu nome: Estádio Ronaldo Luis Nazário de Lima, a casa do São Cristóvão! Distintivo do São Cristóvão O campo deles fica embaixo de um viaduto hehehe é bem legal. Até minha mãe esteve nesse rolê! O Estádio Ronaldo Luis Nazário de Lima, que teve sua venda cogitada por empresários ligados à indústria imobiliária, é muito arrumadinho. Antes de se tornar Ronaldo, era chamado Estádio Figueira de Mello. Foi inaugurado em 1916, em uma partida contra o Santos, frente a um público de 6.000 torcedores. Aliás, esse jogo criou um diferente laço de amizade entre os clubes, dizem até que havia no muro da Vila Belmiro um escudo do São Cristovão no muro, expressando essa amizade. Quando surgiu, foi construído com arquibancadas de madeira, que tremia, rangia e estalava durante os jogos.

Atualmente, ainda que sejam em pequeno número, as arquibancadas estão praticamente novas! Mas a mudança não aconteceu tão naturalmente.

Em 1943, num jogo contra o Flamengo, num estádio completamente lotado, parte da arquibancada superlotada desabou e 224 torcedores foram hospitalizados. Por isso, o clube substituiu-a por uma arquibancada de concreto.

Ok, o estado do gramado não estava assim tão perfeito. Mas essa é a realidade do futebol brasileiro e tem que dar orgulho mesmo assim. Lá ao fundo pode se ler “Aqui nasceu o fenômeno”. É o principal atributo de marketing usado pelo time do subúrbio carioca.

O pessoal que trabalhava por lá foi muito gente boa e permitiu a gente entrar até no campo.

De novo vêm à minha mente milhares de imagens de cenas e lances que devem ter ocorrido nesse campo. Quanto escanteios, carrinhos, lágrimas e sangue…

O fato de sobreviver, ainda que na segunda divisão, é sem dúvida um título para o São Cristovão.

Ao fundo pode se ver um Rio de Janeiro que não faz parte dos cartões postais comprados pelos turistas, mas que representa a vida cotidiana de milhares de pessoas.

Dá pra fazer uma pressão no bandeira ou não??

Na parede do clube está o hino, pra ser cantado e relembrado pela sua torcida!

E ali está o esquadrão de 1926, que levantou o troféu de campeão carioca, daquele ano.

Aliás, a década de 20 foi marcada por grandes times do São Cristovão.

O placar, humilde, ainda mostra o último embate, terminado em igualdade…

E na parede, ainda que um pouco suja, está o brasão… O distintivo do clube, que atletas, diretores e torcedores carregam no peito, como símbolo do time do bairro.

Aliás, o clube faz questão de fortalecer sua “marca” espalhando-a por todo o local. E isso é legal e uma boa dica para os clubes que não tem seus distintivos presentes na mídia.

E relembrar a mais importante conquista também faz parte. O passado tem que servir de alicerce para um futuro e presente melhores.

Pra quem acha que esse tipo de mensagem só existe em estádios gringos, olha aí que legal:

Pra quem acha que futebol e família não tem nada a ver, taí meu pai e minha mãe acompanhando a aventura!

Gosto quando podemos entrar no campo e pisar na parte mais sagrada dos estádios. Muitas vezes renegada aos torcedores.

O Estádio do São Cristovão era chamado de “o campo da Rua Figueira de Melo”, ou até o Estádio Figueira de Melo.

Essa é a parte externa do estádio. A esquerda tem o viaduto e a rua, o campo fica no lado direito.

Só pra relembrar… foi aí que Ronaldo deu seus primeiros chutes… Ele bem que poderia dar uma força maior para o clube.

Dentro ou fora do campo…

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132- Camisa do Bayern de Munique

Efeito da globalização ou da nossa eterna colonização, não há como negar que o fim de semana está sendo marcado pelo tema “Final da UEFA” e a derrota do Bayern.

Sendo assim, aproveito para falar da 132ª camisa de futebol do blog, que vem de um time que é potência mundial no futebol.

Foi presente do amigo Fernando Piccinini, trazida de sua última viagem à Europa.

O dono da camisa é da cidade de Munique e trata-se do poderoso… F.C. Bayern Munchen, ou Bayern de Munique.

Lembro que quando meu irmão colecionava futebol de botão a gente chamava o time de “Munchen”, só anos depois descobrimos que era o Bayern. A história do time começou no século retrasado, em uma noite de fevereiro de 1900, quando Franz John e um grupo de outros jogadores do time MTV 1879 se reuniram para fundar o “Schwabinger Bayern“, que se tornaria o FC Bayern de Munich. Naquele momento, ninguém imaginaria que o Bayern fosse chegar ao que é hoje. Aliás, como o Bayern é um dos times mais poderosos do mundo, vou me ater a apenas alguns dos grandes momentos que sua torcida comemorou, nestes mais de 100 anos de time.

Embora o futebol sempre tenha sido um esporte popular, seu auge na Alemanha se deu com a conquista da Copa do Mundo de 1954. A partir daí virou uma febre, e 9 anos depois, apenas em 1963 criou-se a Bundesliga. A entrada do Bayern na liga se deu com o time que tinha em sua formação, o craque “Franz Beckenbauer”.

Ele marcou época no time, participando de diversos times, como o de 1972, campeão alemão:

O Bayern dominou a década de 1970 na Europa, vencendo a Champions por três vezes seguidas, de 1973 a 1976. Esse era o time de 1974/1975:

Em 1976, conseguiu sua primeira Copa Intercontinental ao vencer o Cruzeiro por 2×0, na Alemanha e depois segurar um 0x0, em pleno Mineirão:

Em 1977, Beckenbauer se aposentou e o Bayern demorou alguns anos até voltar a conquistar campeonatos. Em 1982, fez uma final histórica contra o Aston Villa, perdendo o título para o time inglês:

Em 1998/99 mais um final pra torcida alemã esquecer, desta vez contra o Manchester United, numa virada que fez sofrer a torcida alemã.

 

Em 2001, outra decisão pra mexer com os nervos, desta vez ganha, nos pênaltis contra o Valencia de Espanha.

No fim do ano ainda derrotou o Boca Juniors tornando-se campeão intercontinental. Outro ídolo, foi o goleiro Oliver Kahn, que pendurou as chuteiras, recentemente:

Manda seus jogos no Allianz arena. Veja aqui como foi nossa viagem pra lá. Detalhe, como o Munique 1860 também manda seus jogos lá, o estádio muda de cor conforme o mandate dos jogos: vermelho para o Bayern Munique e azul para jogos o Munique 1860 e branco com a para jogos da Seleção Alemã. Tem uma torcida que leva mais de 69 mil pessoas por jogo no estádio.

Apoie o time da sua cidade!!!

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Pirassununguense de volta à ativa

Domingo, 13 de maio de 2012.
Dia das mães. Minha mãe em Santo André e a da Mari, em Cosmópolis.
Enquanto isso, nós pegamos a Anhanguera e vamos até Pirassununga acompanhar a volta do Pirassununguense ao profissionalismo.

A cidade de Pirassununga é um belo exemplo de como o interior paulista é legal.

Muito verde, muita paisagem rural, mas também  muita coisa acontecendo pelo desenvolvimento da cidade.
E a tradicional “Caninha de Pirassununga” é um bom exemplo desse aspecto profissional.

Os elementos comuns ao interior estão presentes. A praça, a igreja, a tranquilidade…

Até o Cristo redentor local tá por ali….

Bom… E tem umas coisas mais diferentes também…
Objetos que lembram a vocação militar da cidade.
Por isso, não se assuste se estiver caminhando e encontrar um… Tanque de guerra estacionado…

Ou um avião pendurado numa praça…

Mas, as guerras são para os governos.
Para nós, do povo, a graça está na paz, na diversão, na cultura e consequentemente… no futebol.
Por isso, cruzamos a cidade e nos dirigimos ao Estádio Belarmino Del Nero.

E pagando ingresso que é para ajudar o time!!

No dia anterior, já havíamos participado de uma grande festa, na conquista do título do interior pelo Mogi Mirim (veja aqui como foi), mas sabíamos que o domingo também seria de festa.
De reencontro de uma paixão.
E assim, o foi.

Logo ao entrar, já percebemos que o clima estava muito bom.
Torcedores de diferentes gerações se encontrando no campo, para apoiarem o time da cidade!

O jogo era contra o Guariba, que havia vencido o Lemense, na primeira rodada, por 2×0.

O Estádio do Pirassununguense oferece uma experiência bem próxima entre torcida e jogo, graças à proximidade, pelo formato e pela relação intensa da torcida com o jogo, com o time.

Novamente estávamos orgulhosos de poder acompanhar um momento como esse, do ressurgimento do time da cidade, uma expressão cultural, social e, claro, esportiva das pessoas que vivem ali.

Pra quem, como eu, gosta de participar do jogo, o estádio é excelente, olha onde ficam os bancos de reserva:

E se sofrem os reservas, imagine o que passam os bandeirinhas:

Embora o time não esteja bem tecnicamente (havia perdido na estreia para o Américo, em Américo Brasiliense), a galera compareceu em peso. Inclusive várias torcidas organizadas, como a Malucos do Vale!

A faixa mostrava para quem quisesse ver, ali, mandava o CAP, o GIGANTE do Vale!

E ali, próximo da faixa, a organizada mais legal que conhecemos esse ano, o pessoal do “Chapeludos do Pirassununguense“!

Com direito a camisas personalizadas, e, claro, incríveis chapéus…

E tinha de torcedores mais antigos até que estivesse começando sua vida de arquibancadas…

Mas se fora de campo estava tudo perfeito, dentro dele, o time ainda precisa melhorar.
O Pirassununguense esteve batendo cabeça em muitos lances, levando a loucura a torcida local!

E foi numa dessas bobeadas, que após defesa parcial do goleiro Elton, o Guariba fez 1×0, deixando um pouco desanimados os torcedores locais.

Mas não que o resultado seja maior do que o amor pela cidade e pelo time. Veja o que alguns torcedores pensam sobre a relação do time com a cidade:

Esse segundo vídeo foi feito com o Paulinho, que escreve o blog www.memoriadepirassununga.blogspot.com (vale a pena ver as fotos históricas do time nesse outro link).

Veio o intervalo e pelo segundo dia consecutivo, a iguaria eleita para ser a representante da “culinária de estádio” foi a pipoca. Dessa vez, caprichada com deliciosos pedaços de queijo!!!

Aproveitei pra conferir a escalação do time!

O jogo reiniciou, com a esperança do time local reverter o placar.

Mas, o time precisa aprender com a torcida e colocar mais coração…
O jogo caminhou até o final, mantendo o 1×0 para o Guapira.

Ficamos tristes por não ver a vitória do time local, coisa que a torcida merecia…

Era dia das mães…
Hora de dizer adeus ao pessoal que nos recebeu tão bem no estádio e pegar a estrada.
Valeu “Chapeludos”!!

Um último olhar para esse estádio histórico!
Coincidências a parte, meu tio Manoel (que mora em Assis) já morou em Pirassununga, e meu pai, numa visita à cidade, chegou a assistir um jogo aqui também!

A cidade mostrou que realmente possui simpatia e conquistou nossa admiração.
Fica a torcida por melhores resultados para que o time possa manter-se no profissionalismo por mais tempo.

Estádios são história…
Guardaremos na memória mais esse!

Enquanto cruzamos os mapas e as fronteiras vamos aprendendo como é legal viver em meio a tantas pessoas diferentes uma das outras.
Cada cidade tem sua particularidade, sua característica…
Apoiar e respeitar as diferenças acabam se tornando aprendizado obrigatório pra quem vive assim.

A gente não entende muito de pinga, a Mari achou graça da tal “21”, pra ela (e pra mim) só existia a tal 51…

Um último detalhe do estádio, não sei se original, mas muito charmoso, na bilheteria…

Pra quem quer mais informações sobre o time, existe um blog muito legal: www.capirassununga.blogspot.com.br .
Mais uma vez, nosso obrigado ao time e à cidade!

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(e pé na estrada para Cosmópolis!!!)

Aventuras boleiras na cidade maravilhosa – parte 4: o futebol em Resende

Ah, a estrada. Estar em movimento é manter a mente afiada, em busca do novo, descobrir outros caminhos, se superar a cada momento, sem jamais aceitar o marasmo.

Ops, mas lá vem a placa que indica nosso próximo destino: a cidade de Resende!

Pra quem não conhece, Resende é uma cidade do Rio de Janeiro, ali na “beira” da Dutra, uns 160km antes de chegar na capital carioca.

A cidade é conhecida por ser a sede da Academia Militar dos Agulhas Negras, além de abrigar a Indústria Brasileira de Energia Nuclear que promove enriquecimento de Urânio… Muita gente nem sabe disso e acha um absurdo quando o Irã vem tentar fazer o mesmo.

Mas pra mim, o mais legal da cidade é o Rio Paraíba do Sul, que margeia a cidade!

A ideia era conhecer um pouco da cidade e o Estádio do Trabalhador.

É aqui onde o Resende Futebol Clube manda seus jogos. O time foi fundado em 6 de junho de 1909:

Resende Futebol Clube

O Resende FC também tem um campo em sua sede, na Praça da Concórdia, no centro da cidade.

Mas é importante lembrar que o futebol da cidade já teve outros representantes como o Resende Esporte Clube, fundado em 2 de julho de 2003:

E mais recentemente o Academia Pérolas Negras (criada no Haiti como um projeto social e que chegou ao Rio de Janeiro em 2016, participando da Federação Carioca em 2017):

Oficialmente chamado de Estádio Municipal de Resende, ele é mantido pela prefeitura, mas pertence ao SESI.
AmÉrica e Fluminense fizeram a partida inaugural do Estádio do Trabalhador, em Resende (0X0) em 1º de outubro de 1992.
Olha aí a bilheteria!

Aqui, a “Geral”:

Atualmente, possui capacidade para pouco mais de 10.000 torcedores.

O campo possui arquibancada apenas de um lado e dá pra ver a cidade crescendo do outro lado.

O Estádio fica na região central da cidade, no meio de muitos prédios, árvores e clubes.

Um rápido vídeo que fizemos lá:

A arquibancada é bem bonita, mas não é daquelas que ficam em cima da linha lateral. Como tem uma pista de atletismo, existe um espaço interessante entre ela e o campo.

Um olhar por trás do gol!

Aqui, com a tal da função panorâmica, um olhar completo da arquibancada e do campo.

O Resende Futebol Clube manda a maior parte dos seus jogos aí, menos os clássicos, que ocorrem em Volta Redonda.
É aí que eles enfrentam, por exemplo, o Americano F.C., seu maior rival.

A inauguração do estádio foi em 1992, com o jogo Fluminense x América/RJ e teve recorde de público.

O site do Resende é http://www.resendefc.com.br.

Como o campo é do SESI, olha ali onde eles ficam.

Aqui dá pra ver a distância que eu me referi entre a arquibancada e o campo.

Hora de fechar os portões e seguir viagem.

Fica o obrigado ao pessoal que estava por lá trabalhando e que me deu uma força pra entrar e conhecer o lugar.

Em 2022 voltamos ao Estádio para acompanhar a estreia do Santo André pela Série D do Brasileiro contra o time do Pérolas Negras (confira aqui como foi).

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131- Camisa do Avaí

A 131ª camisa de futebol do blog vem da paradisíaca Florianópolis, onde vive meu irmão Marcel Noznica, onde cai fica…  Olha como a gente era magrinho quando tocávamos no Tercera Classe, ao lado do Lucas! O time dono da camisa é o Avaí F.C., clube que tem ganhado destaque nacional nos últimos anos pela participação na série A do Brasileiro, mas que também fez fama por ser o time do tenista Guga! Essa camisa foi trazida direta de uma incrível promoção da loja do Avaí, lá em Floripa, mesmo. A história do time remete a 1923, e sua origem se deve à paixão de um comerciante chamado Amadeu Horn pelo futebol. O sr. Amadeu era conhecido de um pessoal que costumava jogar no bairro Pedra Grande (atual Agronômica) e para incentivar o time deu de presente um jogo de camisas listradas em azul e branco, shorts e meiões azuis além de algumas bolas e chuteiras. O jogo de estreia dos uniformes foi contra o Humaitá, no Campo do Baú. Foram duas vitórias e uma certeza: “Vamos fundar um clube!” Nascia o Avahy Foot-ball Club.

O nome do time, inicialmente seria “Independência”, mas acabou preferindo-se um nome mais fácil a ser gritado nos campos: Avahy, em referência à Batalha do Avahy (vai no google pra você lembrar da Guerra do Paraguay). O Avaí foi o primeiro campeão catarinense, em 1924 e depois em 1926, 27 e 28. Essa é uma das equipes desta época: Em 1930, novo título. Mas a grande novidade da década veio em 1937 com a mudança da grafia do nome para o atual “Avaí Futebol Clube”. A década de 40 ficaria marcada pelo tetra campeonato de 1942, 1943, 1944, 1945 do “Esquadrão Azurra“. Destaque para a goleada de 21×3 contra o Paula Ramos, em 1945. Esse foi o time de 43: Em compensação as décadas de 50 e 60 passariam em branco. somente alguns títulos citadinos, como o de 1960, da equipe abaixo: Títulos estaduais mesmo só em 1973 e 1975. Esse é o time de 75: A década de 80 traria um título em 1988, com direito a um golaço na final!

Os anos 90, apresentaram à torcida, o fantasma do rebaixamento que em 1993, levou o time à segunda divisão do estadual. Em 1994, venceu a segundona do Catarinense e retornou à série A. Para terminar a década em paz, novo título, em 1997. No ano seguinte, o time sagrou-se campeão brasileiro da Série C, em 1998:

Vale a pena ver um pouquinho de como foi a final:

Os anos 2000 trouxeram dois títulos: 2009 e 2010. Mas a grande emoção da década foi o retorno do time à primeira divisão do Brasileiro.

No Campeonato Brasileiro de 2009 o Avaí ficou 11 partidas sem perder, conquistando a melhor colocação de um clube catarinense na Série A do Campeonato Brasileiro, um 6º lugar. O time campeão de 2010: O mascote do Avaí é um leão, pelo apelido “Leão da Ilha”. Durante muitos anos, o time mandou seus jogos no Estádio Adolfo Konder, conhecido como o Campo da Liga ou Pasto do Bode, adquirido pelo governo do estado e em 1973, doado ao Avaí. Porém, o crescimento do time fez necessário um novo estádio. Assim, em 1983, num jogo contra o Vasco da Gama inaugurava-se o Estádio Aderbal Ramos da Silva, o Estádio da Ressacada. Já estivemos lá, dê uma olhada no link: https://www.asmilcamisas.com.br/2011/07/13/estadio-perdido-em-florianopolis/

 Para finalizar, uma olhada na torcida do Avaí:

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Um último papo sobre o Chile

A gente sempre mostra muito dos jogos e estádios que fomos ver, mas esse rolê (que denominamos Futebol & Rock Rompendo Fronteiras) tem como objetivo uma troca de opiniões e cultura, por isso vou mostrar outras coisas que fizemos por lá, seja as fotos levando o nome do nosso time (Santo André) a novos espaços, seja conhecer lugares legais, como o “Cerro Santa Lúcia”, no centro de Santiago, onde se pode ter uma bela vista da cidade.

Nessa nossa última visita, encontramos nos muros da cidade alguns cartazes feitos pela torcida ou pela própria diretoria do time da Universidad do Chile, comemorando as conquistas de 2011.

Pra quem gosta de passear com a camisa do seu time por um bairro cheio de bares, restaurantes e gente pelas ruas até de madrugada, o negócio é descer no metro Universidad Católica se divertir pelas ruas do centro.

E o metro em Santiago do Chile é super de boa, lembra até um pouco o de São Paulo.

Ok! Várias bolas pelas ruas, mas… evite chutá-las…

Esse é um bar que está ali pelo centro também, chamado “The clinic”. É meio de boy, mas até que é legal.

Essa campanha contra as drogas é muito foda!!

“Quando sua cabeça está no que você quer, você não quer drogas”

O imponente rio Mapocho! E a banda “Visitantes” com cara de mau…

Os cães pela rua são comuns na região do centro velho. Eles são dóceis e companheiros.
Nos acompanharam em alguns roles por várias e várias quadras.

Na época, o show parecia longe, agora já passou e aqui no Brasil sequer soubemos da vinda do Gatillazo à América Latina…

Para quem ainda curte comprar cds e é do rolê punk/oi!/hc, a loja Hooligan é a parada ideal, ali na galeria do calçadão “Paseo Ahumada“, número 85.

Outra loja bacana, ali mesmo na galeria é a Mercado Futbol.
Camisas usadas e novas de times do Chile!

Falando em camisas, minha frustração foi ter voltado de lá sem uma do time La U… Devido ao sucesso do time, em 2011 estavam todas “agotadas”…

Bom, acho que deu pra ter uma idéia do que foi o rolê “urbano” né?
Ah, na hora de irmos embora, ainda encontramos um torcedor do Flamengo, que havia ido a Lanus ver Lanus x Flamengo…

Foto de despedida, em pleno aeroporto…

E seguimos nossa viagem pela América Latina…

Somos latinos!!

O Estádio Manduzão e o futebol em Pouso Alegre

O dia a dia é corrido. Estou aprendendo a ocupar o tempo, por menor que seja com as coisa que gosto.
Como diria o Camisa de Vênus… Correndo sem parar… Correndo sem parar!
E foi nessa correria, que ultrapassamos as fronteiras SP/MG e chegamos a Pouso Alegre.

Nossa missão, era conhecer a famosa “Cachoeira 15 quedas”, na cidade vizinha Congonhal e visitar o Estádio Municipal Irmão Gino Maria Rossi, o “Manduzão“.

Ele faz parte do Complexo Esportivo Municipal.

Por sorte, fomos muito bem recebidos pelos seguranças locais que nos permitiram entrar e tirar umas fotos, lá de dentro.

Uma vez lá dentro… É hora de conhecer mais um templo do futebol brasileiro.

O Manduzão é um estádio da Prefeitura Municipal de Pouso Alegre, bastante jovem, construído em 1996. Olhando de fora, tem um visual meio… “grego”, não tem?

Que tal uma olhada por dentro?

A capacidade inicial era de 26 mil pessoas, mas hoje está reduzida para 17 mil torcedores.

O Estádio já foi usado pelos diferentes times da cidade, como o Guarani FC, time de 1971, que entrou para o futebol profissional em 2002, na segunda divisão:

O Manduzão também foi casa do EC Sul Minas, time mais jovem, fundado em 2002 e que já disputou várias edições da terceira divisão mineira.

Mas, o Manduzão ficou mesmo marcado pelos jogos do Pouso Alegre FC, que tem sido o principal representante da cidade no futebol profissional disputando inclusive o Campeonato Brasileiro.

Na época da visita, o Pouso Alegre FC estava desativado atualmente, e o busto de Alberto Cobra Filho só vinha assistindo shows da prefeitura.

O lado de fora do estádio tem um bom espaço para estacionar e aquele velho olhar sobre arquibancadas de cimento.

A entrada é bastante tradicional, por baixo das arquibancadas.

Coisas engraçadas como esse aviso é o que fazem nossa busca por estádios render boas risadas…

A distância da arquibancada e do campo é pequena, deve ser legal ver um jogo aí!

Tem até uma parte coberta com espaço para a imprensa.

Mais um estádio em que eu e a Mari tivemos a honra de conhecer e visitar.

Quer ingressos? Aí está bilheteria!

Mas… Alguns pontos ainda precisam de um trato, da Prefeitura…

Depois do estádio, ainda demos um role pela cidade para conhecer um pouco mais. Ficamos por ali 2 dias, numa pousada bem legal chamada Maracanã.

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DRAMALHÃO

E no final das contas, o Drama do Ramalhão acabou em paz.

Em uma paz triste, mas ao menos paz.

Pra quem não acompanhou os últimos capítulos (ou os últimos anos) o Santo André, outrora campeão da Copa do Brasil, Vice Campeão Paulista, entre outros, jogava sua última partida da série A2, de 2012, lutando para fugir do rebaixamento para a A3.

Pra piorar, devido ao descaso da Prefeitura e á má gestão da SAGED, o jogo foi realizado num Estádio Municipal Bruno José Daniel, com as portas fechadas aos torcedores.

Do lado de dentro, apenas atletas, juízes e la policía, que parecia não acreditar no que acontecia do lado de fora…

É que do lado de fora, as ruas não tem donos, se não nós, o povo. Ali não tem como proibir faixa, música, atitude…

E foi assim que o torcedor Ramalhino sofreu até o fim.

Ainda que ao final do primeiro tempo o Santo André tenha feito 1×0, não houve quem ficasse tranquilo…

Assistir ao jogo era difícil. Víamos algumas partes do campo, comentávamos os demais resultados, tentávamos ver o escanteio, mas… os muros impediam.

Só uns ou outros arrumaram lugares com melhor visão, mas conforto duvidoso…

Por todo o entorno do Estádio houve gente se aglomerando para acompanhar o que poderia ser a pior tragédia da história do time.

No antigo portão das cobertas, havia a turma da geral…

E até o pessoal das “cadeiras especiais”, lá no alto…

Vem o segundo tempo e o desespero segue. Os resultados das demais partiam não permitiam que o Santo André empatasse o jogo para se manter na série A2.

Ou seja, um gol do União Barbarense levaria o Ramalhão à A3.

E dá lhe bateria para fazer os corações baterem com a força necessária para se aguentar esse sentimento…

Faltando poucos minutos para o fim, do jogo e da agonia, ninguém fala nada… Silêncio quebrado pelos cantos da Fúria Andreense…

Últimos segundos de apreensão…

Pronto… Chega de temer a A3. O Santo André vence o jogo e permanece na série A2.

Para muitos, não há o que comemorar, mas tirar das costas esse peso fez bem a todos que acompanham o time.

E comemorar a permanência na A2 não significou esquecer os problemas… OS torcedores fizeram questão de mostrar sua indignação, mesmo com a vitória. Seja pela reforma do Estádio…

Seja pelos problemas administrativos apresentados pela SAGED.

Só não avisaram a polícia local, que mais uma vez fez se presente de forma truculenta, fazendo questão de apresentar suas armas aos pouco mais de 50 torcedores que foram para a saída dos vestiários.

E foram pra festejar, pra cobrar e pra mostrar a cara.

Os jogadores e administradores do time tem que saber que somos nós os donos da festa. Ou da dor…

Apoie o time da sua cidade!!!

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