
14 de janeiro de 2026.
Era pra ser diferente.
Primeiro jogo do ano em casa, torcida mobilizada, arquibancada cheia no Bruno José Daniel, clima de recomeço.

Depois do 3×3 na estreia, a gente veio pra ver o Santo André dar sequência ao bom começo que sentimos na Javari. E acredito que o time também tinha esse plano ao entrar em campo.

Depois de muita luta, finalmente voltamos a jogar a noite!
Até um sapo foi retirado de dentro do estádio, simbolizando para alguns o possível “fim da zica”. Será?
Houve ainda o início da segunda etapa do projeto “Brunão raiz” tentando ocupar aquele lado da arquibancada com faixas e bandeiras que deu uma cara bem bacana a essa lateral da entrada do estádio.

A relação entre time e torcida começou o ano muito bem graças, principalmente à figura de Sérgio Soares que aproximou os dois lados como só um apaixonado por futebol e pelo Ramalhão poderia fazer. Até fogos de artifício a torcida bancou para receber o time…

Assim, o resultado foi uma bancada com um bom número de torcedores e um clima de jogo como há muito não se via!

Porém, faltou combinar com o adversário… jogo mal começou e o Monte Azul já parecia mais ligado.
Numa falta sem muito perigo, a bola sobra limpa na pequena área depois de uma falha que não podia acontecer. Wallace empurra pro gol e, de repente, todo aquela esperança da arquibancada começou a virar dúvida…

O Santo André até tentou reagir, mas tudo parecia difícil.
Apoio da arquibancada, não faltou em nenhum dos mais de 90 minutos de jogo.


Até que o time tentava criar, mas sabe aquelas noites em que tudo dá errado?
Pois é… E. a torcida ramalhina não merecia isso… Era pra ter sido diferente…
O meio não encaixava, a bola não ficava.
E quando o Monte Azul chegava, chegava com perigo.
Aos 27, bola levantada na área, Wallace sobe no meio da zaga e faz o segundo.
Dois a zero antes do intervalo, e a sensação era de que o jogo estava escapando rápido demais.

No segundo tempo, ainda havia esperança de uma reação. O time voltou mais ligado, mas…
A sensação de que haveria um milagre durou pouco. Contra-ataque, pênalti. Wallace bate, faz o terceiro e completa o hat-trick. Aí doeu de verdade.
Doeu porque dava pra ver que o time sentiu, e a torcida também.
E essa noite, era pra ter sido diferente…
Pra piorar, ainda teve mais um pênalti. Aruba converteu e fechou o placar. 4 a 0 em casa, no primeiro jogo do ano, com a gente tentando empurrar o time do começo ao fim.

O que fica é aquela frustração pesada de quem se mobilizou, acreditou, chamou gente pro estádio e saiu sem resposta.
Não é só a derrota é a forma.
Porque começo de temporada é quando a gente quer sair acreditando.
E dessa vez, ficou a dor e a cobrança.
Não há muito o que se falar… Uma noite atípica? Azar? Culpa do sapo?
Só o time pode responder, e em campo, na próxima partida, contra o XV de Piracicaba…

