
21 de janeiro de 2026.
Jogo no início de noite de uma 4ª feira, e infelizmente a distância não combina com o trabalho, impedindo a ida de boa parte da torcida do Santo André para a partida contra o CA Votuporanguense.

Pra quem não poder ir, não foi dia de estrada, de arquibancada ou de ingresso na mão. Foi dia de mesa de bar, TV ligada e celular acompanhando cada lance como se estivesse ali.
Decidimos resgatar uma antiga tradição da cidade e reunimos alguns torcedores no tradicionalíssimo “Buteko do Mazinho“.
O Buteko do Mazinho fica na rua das Hortências, 132 e faz parte da antiga geração de bares de Santo André.

Sem aquela visão 360º, restava comentar cada ataque e transformar cada erro naquela resenha típica de quem sofre junto há anos.

Entre uma cerveja e outra, o tempo parecia passar mais devagar.
A transmissão caía, o sinal oscilava, e a tensão só aumentava.
Torcer fora do estádio tem disso: a gente perde o cheiro da arquibancada, mas ganha a ansiedade compartilhada, o grito preso na garganta esperando a confirmação do lance, o olhar fixo na tela como se isso pudesse ajudar a bola a entrar.

Mas, claro que contamos com nossa torcida presente lá no Estádio entre eles o Arthur (@Umtorcedorqualquer) que fez esse vídeo:
E se não deu pra torcer lá no estádio, a gente fez da rua nossa bancada!
Infelizmente, o CA Votuporanguense, dirigido por Paulo Roberto, fez 1×0 no segundo tempo, placar final…
Torcer também é isso: estar longe, mas nunca ausente. Seja no Brunão, na estrada ou no buteko do Mazinho, o Ramalhão sempre arruma um jeito de juntar a gente.
E hoje, restou compartilhar a dor entre os presentes e torcer, como sempre, por uma nova recuperação, na próxima partida, em Limeira, contra a Inter.
