46- Camisa da Holanda

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A 46ª camisa de futebol do blog é a da Seleção da Holanda, ou Seleção Nederlandesa. Só para esclarecer, a Holanda é parte do reino dos “países baixos”, a “Neederland”. Como disse posts atrás, comprei essa “réplica” numa lojinha de “chineses”, em plena Amsterdam. Escolhi a camisa de Huntelaar pelo número 19, nada usual aqui no Brasil.

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Só pra você saber quem é o cara:

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A Seleção Holandesa/Nederlandesa surgiu em 1900, em Amesterdam. Chamada de “Orange”, pelas cores de seu uniforme, veio a ser chamada de “A laranja mecânica”, graças ao incrível time formado em 1974, onde os jogadores não tinham posições fixas.
Todos atacavam e defendiam.
Cruyff era o craque da equipe e o homem que ficava mais à frente, porém deslocava-se por todo o campo, comandando o time e fazendo muitas jogadas de ataque.

Conta-se que Cruyff não aceitava utilizar símbolo comercial na camisa que vestia, sem receber por isso, assim foi criada uma camisa especial para ele. Uma com duas listras, em vez de três (a patrocinadora era a Adidas).
Veja um pouco sobre esse time:

O goleiro Jan Jongbloed era outro destaque do time, não só pelo futebol, mas porque além de jogar num obscuro time, o Amsterdam Club, possuía uma tabacaria em Amsterdam e esperava uma contratação por um grande clube caso conquistasse o Mundial.

Os holandeses chegaram a duas finais de Copa do Mundo.
Em 1974, perderam para a Alemanha, numa daquelas famosas injustiças do futebol, veja um pouco sobre como foi essa copa:

Em 1978, perderam para os Argentinos, anfitriões da Copa, numa Copa marcada pela influência do regime militar que comandava o país até então: 

Em 1988, conquistou a Eurocopa com um time que marcou época, e trouxe à realidade de torcedores do mundo todo nomes como o de Van Basten, Ruud Gullit, Rijkaard, entre outros.

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Vale a pena rever alguns momentos da final, entre eles, o golaço de Van Basten contra a URSS:

Entretanto, no mundial de 1990, onde esperava-se uma grande atuação da equipe, a Holanda não passou das oitavas-de-final sem ter apresentado um futebol empolgante.

A seleção atual está apostando na renovação do elenco e ainda não possui tanto nome quanto as gerações anteriores, mas parece que vem por aí mais um time bem armado… É esperar pra ver…

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Vale ressaltar que a Seleção Holandesa foi uma das primeiras seleções europeias a recrutar negros em sua equipe. Esses jogadores, em sua maioria, eram nascidos em colônias holandesas como Suriname, Guiana Neerlandesa, Indonésia, ou outros locais dos Países Baixos.

Pra quem está cansado de ver vídeos de torcedores briguentos, vale assistir o vídeo abaixo, da galera mais “na boa” que vai torcer pela seleção Orange:

Resenhando quadrinhos…

É um quadrinho de humor, mas sem muito conteúdo relevante, na minha opinião. É aquela linha pastelão, mas sequer usam nomes dos times de verdade. Gosto muito do traço do Francisco Ibáñez, mas acho que a linguagem dele é mais televisão que quadrinhos. Bitmap_em_Figura1 Pra quem ficou curioso, acesse o site deles: www.mortadeloyfilemon.com . Confesso que não me animei muito. Mesmo sabendo que era um besteirol, esperava algo mais ácido e politizado. Tanto que demorei pra pegar o segundo livro que comprei, com medo de não gostar também e já me sentir meio derrotado em minhas primeiras compras em terras européias. Ledo engano. Eric Castel, o personagem boleiro que já existe há muito tempo, principalmente na Espanha é um verdadeiro clássico do Futebol em quadrinhos. ericoi O livro conta parte da história do próprio Eric Castel (não sei quem é a inspiração real pra ele), quando ele retorna ao Barcelona e tem que se firmar com jogador titular. Além das dificuldades usuais, Eric tem que lidar com um Iuguslávo companheiro de time que não se dá muito bem com ele. Pra buscar tranquilidade, Eric se refugia num bairro afastado de Barcelona, onde conhece “Los Juniores” um time de bairro que faz o atleta relembrar seu passado das ruas. Muito legal… O quadrinho de Raymond Reding (falecido em 1999 e criador de outros heróis do futebol como ‘Vincent Larcher’, além do clássico Tintin) e Françoise Hugues é mais sério, mais quadradão e lembra um pouco os quadrinhos da marvel da década de 80. reding Pra acabar, um bom vídeo mostrando outras ligações entre o futebol e os quadrinhos e universo comics:

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Sobre Amsterdam

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Os poucos dias que Mari, Digo e eu estivemos pela cidade, me deram uma visão, talvez simplista, de que a cidade não é um lugar que vive e respira futebol. O que boa parte da galera respira por lá é o ar de Marijuana, que sai principalmente dos Cafés, onde as se juntam pra fumar tranquila e legalmente. No meu caso, como não sou adepto sequer de cigarros,  não é algo que eu veja tanta graça. Mas claro que Amsterdam não é só isso. É uma cidade maravilhosa, com uma arquitetura belissima e uma série de canais que dão um ar bem legal à cidade. Amsterdam Ah, e as bicicletas, claro. Se a cidade não vive a loucura e o fanatismo pelo futebol, pode se dizer que o ciclismo é uma realidade na vida de lá. São elas quem mandam no trânsito, e acredite, são muitas. Como a cidade é plana, quase todo mundo prefere usá-las. A mistura entre católicos e muçulmanos, e principalmente… turistas com seus mapas e com suas típicas caras de perdidos, também fazem parte integrante do cenário da cidade. Amsterdam Junte a isso um monte de museus. Museus para todos os temas e gostos. Museu do Van Gogh, Museu do Sexo, Museu da Tortura, Museu de Bolsas, Museu de estátuas de cera, Museu de História… Todos maravilhosos e com um cuidado na arquitetura que faz com que só de se olhar por fora vc já tenha feito valer o dia. (Mas não seja besta, entre neles). Amesterdam A imagem já está bonita? Que tal colocarmos parques e praças também pra dar uma arborizada ainda maior na cidade? Amsterdam Pois é, é tudo isso e muito mais. Principalmente muito mais Euros . Nada é muito barato lá, a não ser… O delicioso Falafel do Senhor George, um egípcio que fala um pouquinho de mais de 20 línguas enquanto atende (e diverte) seus clientes. Um Falafel com Homus custa pouco mais de 4 euros. Fica bem próximo da Central Station. Amsterdam Ah, e por falar em Central Station, outra figura comum lá são os TRAM, uma espécie de Trólebus (acho que só quem é do ABC sabe o que é isso), um bonde elétrico, mais moderninho que anda sobre trilhos no meio das bicicletas. Amsterdam_tram Por último, e tema deste blog, a cidade possui o AJAX. Clube admirado por todos da cidade e que possui um estádio gigante chamado Amsterdam Arena. Abaixo a maquete do que é o estádio: Arena Ajax - Amsterdam Fiz a visita monitorada pelo lugar, mas como estamos no fim da temporada, o estádio estava servindo à sua função de Arena. O AC/DC havia tocado ali há alguns dias e nessa última semana de julho o U2 estaria por lá. Mesmo assim, dá pra ver a grandiosidade da casa do AJAX. Detalhe pra minha camisa do Ramalhão, hein hehehe. Arena Ajax - Amsterdam O estádio é inteiro coberto, as cadeiras numeradas, e possui uma baita estrutura de som e tudo que a tecnologia de ponta pode oferecer. Estádio Amsterdam Arena - Ajax Também tiveram um cuidado especial com o design de cada parte do estádio, deixando-o com uma cara quase de teatro. Estádio Amsterdam Arena - Ajax Dê uma olhada no guia explicando:

A sala de imprensa não tem muito de especial, se comparado às dos grandes times do Brasil (pelo menos de alguns grandes estádios daqui que eu já vi). Estádio Amsterdam Arena - Ajax Mas o lugar como um todo tem uma cara moderna, escadas rolantes por aqui e por ali, belas janelas, fachadas bonitas com o distintivo do clube. Estádio Amsterdam Arena - Ajax As cabines de imprensa e de seguraça são limpas, funcionais, e oferecem conforto e tecnologia aos profissionais de midia presentes. Estádio Amsterdam Arena - Ajax Perguntei ao guia pelos hooligans locais. Segundo ele, atualmente existem poucos problemas dentro do estádio (no máximo uma voadora no vazio como a minha abaixo hehehe), mas eles não são personagens do passado como alguns pseudo especialistas brasileiros acreditam. Estádio Amsterdam Arena - Ajax Basta dar uma olhadinha no vídeo que achei no youtube, pra se ter certeza que as coisas não estão assim tão sob controle como se imagina:

Por fim, o Museu do AJAX. Conhecemos um pouco sobre a história e conquistas do clube. É muito bonito e bem cuidado, mas os museus do Santos, do Boca Jr, e principalmente o do futebol em São Paulo, não deixam nada a dever. Estádio Amsterdam Arena - Ajax Estádio Amsterdam Arena - Ajax Ao fundo o campo de treinamento. Na hora que descemos do trem, estava rolando treino, segundo o guia é para um torneio curto que o time disputaria nos próximos dias. Estádio Amsterdam Arena - Ajax Confesso que não tive coragem de gastar tanta grana comprando a camisa oficial do AJAX… E de tanto procurar, só o que encontrei foi uma lojinha de uma chinesa, que vendia “réplicas” da camisa da Laranja Mecânica. Pra completar a cena, delicioso e barato MilkShake da Feebo (onde nem sempre o morango é vermelho…). Estádio Amsterdam Arena - Ajax Pra completar, no nosso último dia lá, estávamos sentados esperando um ônibus no aeroporto e a Mariana viu um monte de jogador atravessando a rua. Não consegui acreditar, nem deu pra filmar, ou mesmo fazer uma foto melhor… Era o time do Ajaxeuropa Estádio Amsterdam Arena - Ajax Bom, óbvio que não dá pra se conhecer tudo sobre Amsdterdam em tão poucos dias, quanto menos contar isso num único post, neste blog sem vergonha, mas acho que deu pra se ter uma idéia do que é Amsterdam não? A Mari também postou algo no blog dela sobre a viagem, veja em http://pencefundamental.wordpress.com/ De Amsterdam, voamos pra Londres e em breve eu conto como foi nossa estadia por lá. Abraços! Ps. Pós post: Depois de já publicado, vi um post sobre Amsterdam em outro blog, vale a pena ler: http://torcidaganhajogo.blogspot.com/2009/08/o-ajax-e-industria-do-holocausto.html]]>

Um pouco sobre Madrid e Amsterdam

Como eu havia dito no último post, fiquei enclausurado no aeroporto em Madrid por algum tempo, enquanto aguardávamos o vôo para Amsterdam, e comprei 2 quadrinhos sobre futebol lá. O aeroporto delá é tão grande que tem até Metrô pra te levar de uma plataforma a outra. DSC02543 O futebol na Espanha não fala em outra coisa… As contratações do Real Madrid eram capas da maioria dos jornais. Já aqui em Amsterdam, não se fala muito em futbeol. Mas fui no estádio do Ajax e conheci um monte de moleques fanáticos pelo time. Ah, e ainda no avião, vindo pra cá, conheci um pibe de 14 anos que joga no sub 15 do Málaga, o pai dele veio falar comigo sobre o Corinthians ter sido expulso do torneio que disputaram aqui por treta… Tá vendo, a gente acha que essas coisas não são percebidas né…. malaga Desculpe a pressa, depois escrevo mais… O estádio do Ajax é legal, mas moderninho demais hehehe Abraços MAU! in Europe!]]>

Novo rolê boleiro…

De lá seguimos para Amsterdam, a terra do Ajax, onde ficaremos 2 noites. Arena Amsterdam Depois faremos Londres, Paris, e Nordkirchen (Alemanha). Espero ter um tempinho para postar ao menos uma vez de cada cidade por onde eu passar. Se não rolar, depois eu escrevo com mais calma. Enfim… desejem-me boa sorte, torçam aí pra tudo dar certo, e pra eu vencer esse medo… E vamos ver a cara desse futebol europeu…]]>

45- Camisa do Sampaio Corrêa

Chegamos à camisa de futebol número 45 e mais uma vez estreiamos um novo estado, desta vez, o Maranhão. E isso, graças à camisa do Sampaio Corrêa Futebol Clube, time da cidade de São Luís, e maior vencedor de títulos do Campeonato Maranhense.

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O time foi fundado no dia 25 de março de 1923, por um grupo de jovens peladeiros, sob o comando de Vital Freitas e Natalino Cruz. Nasceu como Associação Sampaio Corrêa Futebol Clube, oriundos do antigo Remo F. Club (1920), time formado por operários e jovens de “pés descalços”. O nome é uma homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922. A roupa dos pilotos deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois um deles usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e outro nas cores verde e branca. O maior rival do é o Moto Club, mas também compete com o Maranhão, o Bacabal e o Imperatriz. Segundo a opinião pública, o Sampaio Corrêa tem a maior torcida do Estado do Maranhão. Seus torcedores são chamados de bolivianos, ou sampaínos.

torcida sampaio

Seu mascote é o tubarão.

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Em 1972, conquistou a segunda divisão do brasileiro, na época, disputada apenas com times do Nordeste. O Sampaio compunha o grupo A com Moto Clube (MA),  Tiradentes e Flamengo (PI), Fortaleza e Guarany (CE). Classificado para a fase seguinte, o Tubarão formou um  novo grupo com o Tiradentes (PI), o Itabaiana (SE) e o Atlético (BA), de onde passou para a grande final, disputada em um jogo apenas, contra o Campinense – PB, melhor time da competição, até então. A partida ocorreu em São Luís, numa verdadeira batalha campal, terminando em 1 x 1 no tempo normal e 0 x 0 na prorrogação. O Sampaio venceu na cobrança de pênaltis por 5 x 4, levantando o troféu de campeão. Time básico do Sampaio Campeão da Série B de 1972: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecir Lima; Gojoba, Djalma Campos e Edmilson Leite; Lima, Pelezinho e Jaldemir. Em 1997, o time foi campeão invicto da série C, a Terceirona do nacional, com o time abaixo:

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Veja algumas imagens da época:

A fase decisiva envolveu quatro times. O primeiro jogo foi um empate de 1×1 contra o Francana, em Franca (SP). Depois, o Sampaio Corrêa venceu por 3 x 0 o Tupi e empatou em 1 x 1 com o Juventus. Nos jogos de volta, empate com o Moleque Travesso, dessa vez por 2 x 2 e venceu, fora de casa, o Tupi por1x0. O último jogo foi um 3 x 1 contra o Francana, com mais de 70 mil pessoas sagrando-se CAMPEÃO BRASILEIRO INVICTO DA SÉRIE C. O Sampaio é o único clube do Maranhão a participar de um torneio internacional oficial: a Copa Conmebol de 1998, terminando como terceiro colocado atrás do Santos e do Rosário Central, da Argentina. Abaixo uma foto do time de 1998:

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O hino do Sampaio foi composto por Agostinho Reis, e sua gravação original foi interpretada pelo cantor Alcides Gerardi.

Um de seus atletas, MASCOTE, bateu o recorde brasileiro de gols numa única partida, em 1934,quando o Tricolor venceu a representação do Santos Dumont por 20 x 0, e Mascote fez 13 gols. Manda seus jogos no Estádio Municipal Nhozinho Santos, inaugurado em 1 de outubro de 1950 e com capacidade máxima de 21 mil pessoas.

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Disputa grandes jogos no Estádio Governador João Castelo, o “Castelão”, inaugurado em 1982, sendo um dos maiores estádios da Região Nordeste, com capacidade para cerca de 46.200 pessoas (embora no ano de 1998 quase 98 mil pessoas assistiram ao jogo Sampaio e Santos pela Copa Conmebol). O estádio é de propriedade do Governo Estadual do Maranhão, e é usado também pelo rival Moto. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.

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O time possui várias organizadas: Tubarões da Fiel Mancha Tricolor Democracia Tricolor Coração Tricolor Sampaixão Sangue Jovem Tricolor Uma coisa que eu adoro são livros sobre os primórdios do futebol no Brasil. E caso você queira saber como foi o início do futebol no Maranhão, procure o livro “Terra, grama e paralelepípedos”, de Claunísio Amorim Carvalho, São Luís: Café & Lápis, 2009. O site do clube é o www.sampaiocorreafc.com.br Pra terminar, olha o penalty pro Tubarão

APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!

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O futebol em São João da Boa Vista

É a 2ª vez que vamos até São João da Boa Vista. Da primeira vez, conhecemos o campo da tradicional Esportiva Sanjoanense (veja aqui como foi).

Dessa vez fomos atrás da beleza dos estádios menores, mas confesso que o mais bonito foi o azul do céu em frente a uma das várias igrejas da cidade que eu e a Mari conhecemos.

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O primeiro Estádio que buscamos foi o “Francisco Pedro Regini“, pequeno mas muito tradicional.

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Como estava fechado, batemos na porta da vizinha, que nos permitiu adentrar sua casa para fotografar um pouco do gramado, que recentemente passou por uma reforma, mas infelizmente teve problemas com o novo sistema de drenagem, e acabou dando no que se vê abaixo:

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Depois, foi a vez do Estádio Dr. Octávio da Silva Bastos, também conhecido como o campo do CIC, que fica junto de um complexo esportivo e que dizem ter capacidade para mais de 10 mil pessoas.

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 Mais uma vez as portas estavam fechadas, e dessa vez, não teve vizinha que pudesse nos ajudar, fica pra uma próxima vez algumas fotos de dentro.

É uma pena que uma cidade com uma história de futebol tão rica, que deu origem a times como a Sanjoanense e ao Palmeiras, potências no interior, no passado, hoje não tenha mais nenhuma equipe disputando campeonatos profissionais.

44- Camisa do Brasil de Pelotas

A Camisa de futebol número 44 é do Grêmio Esportivo Brasil de Pelotas, e a comprei na mesma loja que peguei a do SC Ulbra, pela bagatela de R$29,90, ótimo preço por se tratar de material oficial.
Como o cara da loja é gente boa e ainda acompanha os jogos do Ramalhão, vai aqui o fone dele, já que não tem site: (011) 4432-3063, sempre tem coisas boas a preços especiais por lá, fale com o Rubão!

Falando do Brasil de Pelotas, o time foi fundado em 7 de Setembro de 1911, ou seja no momento em que escrevo este post (2009) faltam apenas 2 anos para a grande festa do centenário.
Assim como outros clubes que já retratamos aqui no blog, o Brasil de Pelotas nasceu de uma divergência dentro de outro time, no caso, o Sport Club Cruzeiro do Sul, formado por funcionários da Cervejaria Haertel.
Diz a lenda que tudo foi por causa de um desentendimento de um pequeno grupo que estava colocando uma cerca no campo, enquanto outro permanecia em campo, jogando e negando-se a ajudá-los. Putos Chateados com isso, o grupo que estava trabalhando decidiu montar um novo time.
Como a fundação do novo time se deu no dia da independência, as cores da camiseta seriam verde e amarela. Isso gerou o primeiro motivo de rivalidade com o E.C.Pelotas, que tinha seu uniforme azul e amarelo, muito parecido com o deles.

Pra evitar maiores problemas, o pessoal do Brasil decidiu adotar o vermelho e preto, alusão às cores do Clube Diamantinos. O Brasil de Pelotas é também chamado de Xavantes, graças a um jogo, de 1946, contra o Esporte Clube Pelotas. O E.C. Pelotas seria campeão em caso de vitória.

O primeiro tempo ia acabando e o placar indicava 3 x 1, em favor do E. C. Pelotas. Pra piorar, o Brasil teve o zagueiro “Chico Fuleiro” expulso. Indignados, os jogadores do Brasil interromperam o jogo, o técnico chegou a ameaçar tirar o time de campo. Mas, a própria torcida ficou nas arquibancadas, fazendo com que a partida recomeçasse. Após tanta confusão, o jogo voltou a correr e o segundo tempo viu um Brasil com tamanha gana de justiça que conseguiu virar o placar para 5 x 3, transformando se na mais famosa vitória do time. Ao fim do jogo, a torcida rubro-negra invadiu o gramado, atropelando o alambrado que ficava ao lado das arquibancadas. O fato foi chamado de a INVASÃO DOS XAVANTES (esse era o ítulo de um  filme em cartaz na época, em Pelotas). A partir daí, a torcida adotou a figura do índio xavante, como símbolo do time.

O material sobre o time na internet é muito vasto. Destaque para o site do time: www.brasildepelotas.com , o blog: http://blogxavante.com e o site http://colecionadorxavante.brahmsoftware.com.
O time manda seus jogos no Estádio Bento Freitas, fundado em maio de 1943, e onde cabem hoje 18 mil Xavantes.

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Um ato curioso ocorrido no estádio foi a ameaça do Ministério Público de interdição do Bento Freitas porque a direção do time teria aprovado a venda de bebidas alcoólicas no interior do estádio, nos jogos da Série C, ato proibido por lei. Em se falando de títulos, vale lembrar que o time conquistou o Campeonato Gaúcho de 1919, e foi Vice em 1953, 1954, 1955 e 1983. Além disso, venceram o Campeonato Gaúcho da 2ª Divisão em 1961 e 2004.

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Em 1985, o time fez história com a Máquina Xavante, time que chegou às semi-finais do brasileiro da série A. Existe inclusive um site contando a história do time: http://www.maquinaxavante.com.br.

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O ponto mais triste da história do clube, aconteceu no início de 2009, com o acidente do ônibus da delegação, ocorrido há cerca de 300 km de Porto Alegre (no km 150 da BR-392), e que provocou a morte de um dos maiores ídolos do time, o atacante uruguaio Claudio Milar, do zagueiro Régis Gouveia, e do preparador de goleiros Giovani Guimarães, além de ferir outras 20 pessoas. A equipe retornava de um jogo-treino na cidade de Vale do Sol, onde havia vencido o Santa Cruz do Sul por 2 a 1.
A diretoria do clube até cogitou não disputar o Campeonato Gaúcho de Futebol de 2009, mas assim como na história que deu origem ao apelido “Xavante”, a equipe não desistiu e seguiu em frente. Abalado psicologicamente e com um time sem conjunto, conseguiu apenas uma vitória no campeonato e foi rebaixado para a Série B 2009.

Já escrevemos sobre o livro que narra o acidente (veja aqui o post sobre o livro).

O uruguaio Cláudio Milar era ídolo da torcida, com mais de cem gols marcados com a camiseta do Brasil.
O atacante costumava comemorar os gols homenageando o símbolo do clube, atirando uma flecha para as arquibancadas.

Atualmente o G.E.Brasil possui várias torcidas organizadas como por exemplo Máfia Xavante, Garra Xavante, TOB, Comando Rubro-Negro , TODEX, Camisa 12, Paz Xavante, Mancha Rubro-Negra, Torcida Independente Rubro-Negra, Torcida Organizada Feminina, Índio Xavante, Torcida Raça Xavante, Gaviões da Baixada. Ainda em 2009, o time segue disputando a série C do nacional.
Termino o post com uma breve matéria sobre a torcida Xavante, e deixo os meus sentimentos para que o clube consiga superar a dor do acidente de 2009 e em 2010, possa voltar à primeira divisão do Gaúcho, acredito que terá muita gente torcendo por isso, e eu serei uma dessas pessoas! Força Xavante!!!

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