Estádios, Ferrovias e W.O.: um passeio pelo futebol da alta Sorocabana

Um pacato e tranquilo fim de semana em julho de 2010, me deu a chance de pegar a estrada e (re)visitar o lado oeste do estado e escrever um pouco sobre o futebol em algumas cidades da região.

Rodovia Castelo Branco

Começamos pela cidade de Santa Cruz do Rio Pardo.

Assis, Santa Cruz do Rio Pardo, Ipaussu, Chavantes

A cidade conta com um time bastante tradicional, a Esportiva Santacruzense, que vem bem na série B do Campeonato Paulista.

Associação Esportiva Santacruzense

Com a ajuda do nosso GPS, chegamos rapidamente ao Estádio Leônidas Camarinha, com sua entrada estreita, tão comum nos campos do interior antigamente.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

A capacidade do Estádio é de mais de 10.000 torcedores.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Até conseguimos falar com algumas pessoas ligadas ao time, na busca por uma camisa, mas voltamos de mãos vazias, ao menos pudemos adentrar ao campo…

O estádio foi inaugurado em 1950, com o nome de Estádio Municipal de Santa Cruz o Rio Pardo.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

O jogo inaugural foi entre o Santos e a Santacruzense. O placar é daqueles manuais, bem tradicionais…

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Após entrar no campo e pisar na grama local, era hora de seguir viagem, afinal, não tínhamos muito tempo, para tantos planos.

Estádio Municipal Leônidas Camarinha - Associação Esportiva Santacruzense

Nossa próxima parada era a cidade de Ourinhos, para a visita do CAO (Clube Atlético Ourinhense).

Clube Atlético Ourinhense

O CA Ourinhense foi fundado em 5 de junho de 1919 e disputou uma edição da série A2, em 1952 e seis da série A3, de 1961 a 1966.

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O Estádio fica dentro do próprio clube, bem próximo da Raposo Tavares e da linha do trem.

Aqui, a entrada do clube social que abriga o estádio:

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O distintivo do CAO é daqueles antigos, que trazem consigo tradição e história.

Clube Atlético Ourinhense - Ourinhos

O campo mantém também a essência de uma época áurea que infelizmente não deve voltar.

Estádio do CA Ourinhense

Eu e a Mari fizemos questão de marcar nossa presença em mais um estádio antológico do futebol paulista.

Estádio do CA Ourinhense

Ao fundo, um primeiro prédio mostra o que pode ser o futuro da cidade: a verticalização.

Estádio do CA Ourinhense

Por ficar numa área abaixo da cidade, o Estádio ficou conhecido como “Estádio da baixada“.

Estádio do CA Ourinhense

Ourinhos já teve outros times jogando o profissional, como o EC Gazeta:

Distintivo do EC Gazeta

O Esporte Clube Gazeta foi fundado em 7 de setembro de 1948, com o fim do CA Ourinhense.
O Gazeta ficou conhecido como “O Líder das Excursões” e levou a cidade de volta ao futebol profissional ao disputar a 5a divisão de 1979 e depois a série A3 de 1980 a 82.
O time voltou a jogar o profissionalismo a partir de 2000, quando jogou a série B2 em 2000, caindo pra B3 onde jogou até 2002. Aqui, o time de 2001, foto do Site “O curioso do futebol“:

EC Gazeta de Ourinhos

Outro time que disputou o profissional foi o Esporte Clube Operário.

Esporte Clube Operário - Ourinhos

O site História do Futebol produziu os antigos distintivos do time:

Esporte Clube Operário de Ourinhos

O EC Operário foi fundado em 16 de junho de 1920 e disputou 2 edições da série A3, em 1954 e 1958. Esse foi o time de 1949:

Esporte Clube Operário - Ourinhos

O quarto clube a disputar o profissionalismo pela cidade foi o EC União Barra Funda.

EC União Barra Funda - Ourinhos

O Esporte Clube União Barra Funda foi fundado em 23 de Março de 1972 e entrou pra história ao disputar o Campeonato Paulista da Quinta Divisão de 1978, com o time abaixo:

Esporte Clube União Barra Funda - Ourinhos

Veja maiores informações sobre o futebol em Ourinhos clicando neste link.
Saindo de Ourinhos, nossa parada agora era Palmital, cidade do extinto Palmital Atlético Clube.

Palmital

O Estádio visitado foi o Manoel Leão Rego, onde o Palmital Atlético Clube mandou a maior parte de de seus jogos.

Palmital Atlético Clube

O Pamital Atlético Clube nasceu em substituição do Operário Futebol Clube:

Operário FC - Palmital

O Operário FC foi fundado em 1929 e fez história no futebol local.
Vale conferir a página sobre o time: https://www.facebook.com/palmitalac
Aqui, o time do Operário FC de 1946:

Mas o grande sonho viria a ser realizado a partir de 1964 com a disputa do Campeonato Paulista Profissional, jogando a quarta divisão (na época chamada de “Terceira Divisão), quando sagrou-se campeão de seu grupo, com o time abaixo:

Em 1966, o time foi vice campeão da quarta divisão, conquistando o acesso à divisão equivalente à atual A3 do Campeonato Paulista.
E para conquistar maior empatia com o torcedor local, decidiu-se mudar o nome do time para Palmital Futebol Clube, mantendo as cores do Operário FC.
O Palmital FC mandou seus jogos no “Estádio dos Eucaliptos“, que viria a mudar de nome para Estádio “Manoel Leão Rego”, e depois no Estádio Municipal Miguel Assad Taraia . Fomos até o Estádio “Manoel Leão Rego” registrá-lo!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

O Palmital FC disputaria diversas edições do Campeonato Paulista entre a terceira e quinta divisão, com destaque para a incrível conquista da série A3 de 1987.

Palmital AC
Palmital AC - Campeonato Paulista A3 - 1987

E pensar que esse campo viu toda essa história acontecer!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Imagino as arquibancadas lotadas a empurrar o time!

Atualmente, o  Estádio “Manoel Leão Rego” tem atendido ao futebol amador local.

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Vamos dar uma olhada:

Ao fundo, pode se ver que a cidade está cada vez mais perto.

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

As arquibancadas já tem o telhado deteriorado… Para mim, estes estádios deveriam ser tombados como patrimônio histórico da cidade…

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Em 1991 o Palmital AC voltou a disputar a série A3, jogando até 93.
Depois, em 97, jogou a quinta divisão do Campeonato Paulista (chamada na época de série B1-B), fazendo uma campanha bastante irregular e marcando, ao menos temporariamente o fim do futebol profissional do Palmital FC, e seu o belo estádio só é usado nas partidas amadoras.
Bom, mas já era hora de ir embora… A estrada chama por nós!

Palmital Atlético Clube - Estádio Manoel Leão Rego

Deixamos a cidade e rumamos à Assis, nossa base nessa viagem, já que minha família por parte de pai mora lá.
A cidade acabara de fazer aniversário e haviam várias festas em comemoração, por isso o palco ali atrás.

Assis

Aliás, nosso guia na cidade foi meu tio Zé, o “Alemão” que não apenas torce como já jogou por quase todos os times da cidade. Abaixo meu pai, o tio Zé, eu e a Mari.

Assis

supermercado Amigão possui uma série de fotos históricas nos caixas, e dentre delas, uma da Ferroviária, com o Alemão (o 4º agachado da esquerda para direita):

AA Ferroviária de Assis

Assis ainda mantém várias casas feitas em madeira, o que dá um ar muito diferente à cidade, principalmente para quem está acostumado a realidade cinza das grandes cidades (a maioria dessas casas foi construída em sistema de cooperação pelos funcionários da Estrada de Ferro Sorocabana).

Casas de madeira - Estrada de Ferro Sorocabana - Assis

Mas, falando de futebol, nosso primeira estádio na cidade foi o Estádio Dr. Adhemar de Barros, onde a Vermelhinha da Rua Brasil (apelido da Ferroviária) mandava seus jogos.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

A arquibancada vermelha sobrevive, como as histórias do time que ali jogou e que até hoje são contadas pela região. Muitas dessas histórias meu pai conta até hoje na época em que ele e meu avô (funcionário da Ferrovia) acompanhavam a vermelhinha!

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Mais uma vez, eu e a Mari registramos nossa passagem por um estádio clássico!

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

E uma foto com meu pai, que também jogou e torceu bastante pelos times de Assis. Ele e meu avô eram presença fiel no estádio, para ver a Ferroviária.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Sem dúvida um belo estádio…

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

As arquibancadas começam a sofrer com a ação do tempo, assim como a iluminação do campo que foi levada embora.

Estádio Dr. Adhemar de Barros - AA Ferroviária - Assis

Ainda assim, os detalhes do estádio e das bancadas são únicos!

Por coincidência, ao irmos embora, encontrei o atual gestor do time do VOCEM (na verdade, uma academia que disputa campeonatos infantis). Olha que linda camisa…

VOCEM

Ele não conseguiu me arruma nenhuma, mas felizmente o craque Bolão (outro que jogou em diversos times da região) conseguiu uma para mim:

Bolão - VOCEM

Ainda conseguimos bater umas fotos do time sub-15 do VOCEM disputando a final do municipal.

Um sentimento bastante nostálgico ao ver as arquibancadas repletas de torcedores do VOCEM!

Nossa próxima visita foi no campo do DERAC de Assis, o Estádio Aristeu Rocha de Carvalho.

Estádio Aristeu Rocha de Carvalho - DERAC - Assis

O DERAC teve um grandes times e marcou época no futebol amador da cidade! A foto abaixo também está no Supermercado Amigão.

DERAC de Assis

O campo segue em boas condições de uso, e o distintivo materializado é de fazer inveja a vários grandes times…

O Estádio do DERAC chama-se Aristeu de Carvalho, e fica próximo da fábrica da Malta, cervejaria que por anos patrocinou o Assisense.

O dia estava bonito e decidimos ir para Cândido Mota, cidade vizinha, conhecer e fotografar o Estádio Municipal Benedito Pires.

Era aí que o CAC (Clube Atlético Candidomotense) mandava seus jogos..

Tudo isso com o tio Zé contando histórias sobre o futebol da região nos anos 60, 70 e 80.

Mais um estádio que sofre com a “modernização” do futebol, que a cada dia mata mais os pequenos clubes do interior.
Olha como era um jogo no campo em 1987:

Só pra lembrar, o CAC foi fundado em 10 de Junho de 1957, sendo o primeiro time da cidade a disputar uma competição oficial da Federação Paulista, em 1963. Depois dessa, o time ainda disputou mais 11 campeonatos.

Outro time da cidade que disputou o profissional foi a União Atlética Ferroviaria Candidomotense fundada em 15 de novembro de 1949 por operários da Estrada de Ferro Sorocabana. O distintivo do time é bem curioso (e por isso o time era chamado de canarinho), encontrei esse no site História do Futebol:

Time de 1961:

Aqui, o time de 1962:

Mas também existe esse outro distintivo:

Por dois anos -1964 e 1965- o CAC e a Ferroviária se enfrentaram até as duas equipes desistirem do profissionalismo.

Em 1980, o CAC ainda viria disputar a Terceira Divisão, subindo para a segunda divisão até 1988, quando retorna à Terceira Divisão e em 1989, desativa seu departamento profissional.

Ou seja, falamos de um estádio com muita história.

Estádio Municipal Benedito Pires - Clube Atlético Candidomotense -Cândido Mota

Quer dar uma olhada no estádio? Veja:

E eu e a Mari oficializamos a presença em mais um campo!

Estádio Municipal Benedito Pires - Clube Atlético Candidomotense -Cândido Mota

O que é mais legal nos campos do interior é a quantidade de árvores em volta. Mais parecem parques!

Voltamos para Assis e já era tarde. Após comer na 10ª Festa do Milho, fomos dormir.
No dia seguinte, logo de manhã fomos à Paraguaçu Paulista, reencontrar o tradicionalíssimo Estádio Municipal Carlos Affini, campo do Paraguaçuense. (Disntintivos do site Escudos Gino)

Aqui, para quem como nós é torcedor do Santo André é um lugar pra se guardar na memória, graças aos confrontos emocionantes entre Paraguaçuense e o Ramalhão.

O Paraguaçuense subiu de divisões rapidamente, mesmo tendo, segundo os torcedores, a administração da Federação da época (Farah) como adversário maior.

A Federação tentou proibir o acesso à série A2 devido às arquibanadas não comportarem 15 mil lugares, como manda a regra. O resultado? Uma campanha entre torcedores da cidade e da região construiu o que foi preciso num tempo recorde!

A cidade na época não tinha sequer 40 mil habitantes e um estádio onde cabiam 15 mil pessoas!

Quer conhecer mais? Veja nosso tradicional vídeo!

E que fique eternizado nosso respeito a história de um time que fez tremer grandes potências do interior!

Torço para que um dia esse estádio volte a receber clássicos contra as equipes da região!

Uma última olhada do lado oposto, enquanto nos preparamos para ire embora para a última parte de nosso rolê boleiro…

Saímos de Paraguaçú Paulista e voltamos à Assis a tempo de assistir o jogo entre o Assisense e Ilha Solteira, no Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão.

Já escrevi sobre a camisa do Assisense, mas esta é a primeira partida do time, que vejo pessoalmente e por isso nem me importei com o preço do ingresso.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

O Estádio fica perto do parque Buracão (nome dado devido à erosão típica do local, que gerou um buraco que engoliu de casas à arvores antes de ser transformado em parque), e pode se dizer que o Estádio também é um buracão, já que você entra pela parte alta e o campo fica lá embaixo.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Tudo estava perfeito! Dois times que nunca vi jogar, um estádio incrível…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Mas aí, veio a notícia que abalaria os 10 torcedores presentes…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Nem toda beleza e grandiosidade do Estádio foram suficientes para convencer o time adversário a sair de Ilha Solteira e vir pra Assis…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Estávamos presenciando um W.O….

Demorei pra acreditar, mas… Infelizmente meu passeio durou pouco mais de meia hora, tempo suficiente pra se dar o jogo como encerrado…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Desci até o campo para tirar umas fotos de ângulos diferentes…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Se não teria jogo, ao menos fotografar os jogadores do Assisense em campo…

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Os próprios atletas ficaram surpresos (embora esse fosse o segundo W.O. seguido do time do Ilha Solteira).

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Aproveitei que estava lá embaixo e fotografei um dos jogadores de perto pra mostrar a nova camisa, num tom azul mais claro.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Também aproveitei e tirei uma foto com um dos diretores do time, o Vilela:

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Uma última olhada no estádio, antes de irmos embora. Acabei não ficando tão triste em perder o jogo, já que pelo menos pude visitar vários estádios e cidades.

Estádio Antonio Viana da Silva, o Tonicão - Assis

Ufa… Sei que o post foi longo, mas achei melhor publicar tudo de uma vez, do que ficar dividindo em várias partes, que parecem nunca ter fim.
O que ficou para nós após tantos estádios, é o mesmo que temos repetido no blog e nas ruas…

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Rolê (não muito) boleiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 3

O que na prática significa: Mais comidas gostosas, mais igrejas incríveis, mais uma aula de história, na prática… Opa, mas não deixamos faltar o futebol nesse rolê! E assim que deu, fugimos para conhecer um pouco dos times e estádios da cidade, a começar pelo Tabajaras! Ali, pertinho da sede do Tabajaras, encontramos o Estádio Municipal Genival Alves Ramalho: Uma pequena, mas próxima arquibancada, transforma o estádio num verdadeiro caldeirão… A cidade ao fundo, revela a geografia “montanhosa” a quem desconhece Ouro Preto A Mari registrou sua presença em mais um estádio! Depois do breve rolê boleiro, voltamos aos pontos turísticos (sempre acompanhado da minha inseparável blusa do San Lorenzo…) E seguimos por Minas Gerais… Em breve mais uma cidade, aguarde!]]>

83- Camisa do Nacional do Paraguay

A 83ª camisa da coleção foi presente do amigo Ivan, torcedor do Santo André e um dos Ramalhonautas (não conhece os Ramalhonautas? Clique aqui).

Ivan esteve em Assunção no ano passado e ficou no mesmo hotel que o Santo André se hospedou quando foi jogar a Libertadores, em 2005 e como um bom apaixonado pelo futebol, fez um ótimo rolê boleiro pela cidade.
Começou passando no  Museu da Conmebol, mas descobriu que ainda não estava aberto à visitação pública. Vestido com a camisa do Ramalhão seguiu, com um torcedor fanático do Olímpia como guia, até o estádio do Cerro Porteño, conhecido como a “Olla azulgrana”. Os seguranças do estádio só o deixaram entrar após o “guia” apresentá-lo como um torcedor brasileiro que queria conhecer o local.
Depois, foi conhecer o Defensores Del Chaco.

O “guia” mostrou uma casa que fica literalmente incrustada no estádio, no meio dos anéis do estádio. Ele conta que o dono(a) não quer se desfazer do imóvel e, assim, impede que  estádio seja completado. Na saída ainda foi brindado com o comentário de um rapaz que mora em frente ao estádio, que disse conhecer o Santo André: “foi o time que jogou com o Cerro aqui no Paraguai…”. Ivan fez questão de lembrar que quando falamos de Paraguay todos pensam nas compras e na “muamba”, mas, através de seu povo (alegre, simpático e prestativo), de suas belezas naturais e por que não, de suas histórias, ele descobriu que o Paraguay vai muito além disto.

Belas palavras, Ivan, e obrigado pelo presente: a camisa do Club Nacional do Paraguay!

O time, fundado em 5 de Junho de 1904, na cidade de Assunção, defende as cores do bairro Obrero e foi um dos fundadores da Liga Paraguaia de Futebol. Sua torcida sofreu um jejum de longos 60 anos sem títulos! Tanto tempo sem um campeonato fez com que o time ganhasse o carinho e respeito de torcedores de outros times. Por isso, é conhecido como “Nacional Querido”.
Manda seus jogos no Estádio Arsenio Erico, com capacidade para 8.500 pessoas.

O nome é uma homenagem ao ex atleta, já falecido, Arsenio Erico, que jogou pelo clube por vários anos.

Em apenas 5 anos de existência, o clube já conquistava seu primeiro título, em 1909, e o bicampeonato viria em 1911. Em 1924 e 1926, o Nacional saiu campeão de novo! Em 1978, caiu para a segunda divisão, retornando em 1980, seria rebaixado mais duas vezes, em 1988 e em 1998. Em 1982, o vice campeonato nacional leva o Nacional à Copa Libertadores de 1983, da qual não passa da primeira fase. Em 1985, novamente se classifica para a Libertadores com outro vice campeonato (um tormento na vida do time, a essas alturas…). Disputou a repescagem da Copa Libertadores de 2006, mas não conseguiu chegar à fase de grupos. Em 2009, novamente conseguiu disputar a Copa Libertadores 2009, passando da repescagem, mas ficando apenas na fase de grupos. Porém, 2009 trouxe de volta o grito de campeão, no Torneio Clausura depois de mais de 60 anos… Sua torcida pode não encher o estádio, com tanta frequência, mas faz uma bela festa:

Bandeiras, fogos, fumaça… Tudo em nome del Nacional Querido!

Aproveito a oportunidade para parabenizar a seleção Paraguaia pela bela atuação na Copa do Mundo. Uma pena que não passou da Espanha, para fazer a semifinal contra a Alemanha…

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Sobre o Uruguay

A Gana de Suárez (2 de julho de 2010) Trinta minutos do segundo tempo da prorrogação. Nem no basquete um foi lance foi decidido em segundos tão derradeiros. Um chute atômico consumindo todos os urânios enriquecidos e concentrados em pés e panturrilhas afros. O centro-avante, o aríete em posição inversa, fecha, lacra os portões de sua nação celeste. Com os pés, o nove que adora treinar com a 1, tira da linha. Novo ataque. Novo chute, nova defesa em cima da linha. Mãos no lugar dos pés salvam o gol mortal. Pênalti! Expulsão imediata e inquestionável do atacante-goleiro. Festa de tambores africanos. Bandoneóns abandonados nas cadeiras de um estádio em suspense. Até os cronômetros travaram. Os celestes, turvos pelas nuvens negras ao redor. Goleiro a postos. Bola na cal. Bola no… travessão! O jogo termina. E a vitória certa cerca-se de sombras. No estádio, um encontro de tribos eternas inimigas, em ternos e fraternos abraços e laços. Não existe mais oponente de jogo. Daqui para a frente é um duelo de vida e morte. Na margem do campo, o marginal das mãos manchadas contorcia-se de  dor e esperança. Ele sabia que só lhe restava este recurso. Absolvido por legítima defesa da honra de uma nação inteira. Os pênaltis alternam-se com alta precisão. O primeiro erro. Uruguai na frente com a defesa legítima não conseguida no final da prorrogação. O derradeiro chute nos pés de Loco Abreu (nem o mais delirante e exagerado roteirista de uma ópera italiana faria mais dramático). E nada Abreu e completamente louco ele bate como quem lança uma bolinha de gude com o polegar dos pés. A rede acolhe a bola com braços de mãe. Fora do campo brilhava o herói. Como todo herói, sempre solitário. Sempre cúmplice de um louco.]]>

Anúncio do Extra tira Brasil da Copa…

Folha de São Paulo e o supermercado Extra conseguiram o que o Chile tanto tentou ontem… Eliminar a seleção brasileira da Copa. Veja o anúncio veiculado hoje , de hoje (29 de junho de 2010) abaixo: Fico me perguntando quanta gente vai perder o emprego hoje… Ainda tentaram ser sensíveis e criativos usando o termo zulu “El qembu le sizwe”, que segundo eles, significa “seleção”, mas nem toda criatividade valeria o tamanho do erro…]]>

Museu da Portuguesa

Eu sou um daqueles que reclama muito das pessoas que não valorizam suas origens. Acho que conhecer a história das coisas é o jeito mais fácil de entender o mundo e de se adaptar a ele. No futebol, fico triste em ver que a maior parte dos torcedores não conhecem sequer a história do próprio clube, quiçá a dos seus adversários. Eu tenho tentado ir atrás dos lugares que coletam e reúnem informações sobre a história do futebol. Até já postei aqui no blog sobre o Museu do Futebol, mas hoje o papo é sobre um outro museu, muito bem equipado e que pouca gente conhece. O Museu da Lusa! Ele fica dentro do próprio Canindé, e pra chegar lá, eu fui falando com porteiros, seguranças, secretárias até que encontrei… O Museu fica no primeiro andar do ginásio de esportes do clube. Segundo a placa indicativa, o nome oficial é Museu Histórico Dr. Eduardo de Campos Rosmaninho, médico que foi o fundador do museu, em 1999. É tudo muito bem arrumado. As peças são organizadas cronologicamente pelas salas. Essa é mais uma ótima opção para os apaixonados por futebol. Mas atenção, o Museu não abre todos os dias, somente aos sábados, das 10 às 14horas. Vale o agradecimento ao sr. Vital que nos recebeu e explicou com detalhes cada ítem do museu, dos troféus, fotos e flâmulas, às belissimas camisas históricas do time da Lusa! Fico contente de ver que a Portuguesa conseguiu reunir e catalogar tanto material precioso. Você torcedor Luso, ou apaixonado por futebol, não pode perder!

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82- Camisa do XV de Piracicaba

A 82ª camisa da coleção, presente da amiga Júlia, vem do interior paulista, da tradicional cidade de Piracicaba, nome de origem tupi guarani que significa “Lugar onde o peixe para”, em citação ao famoso rio da cidade.

A história do time, nos leva ao início do século XX, quando existiam dois times amadores muito fortes na cidade, o Esporte Clube Vergueirense e o 12 de Outubro. Em 1913, as famílias que comandavam estes times (os “Pousa” e os “Guerrini”) decidiram montar um time para representar Piracicaba. Carlos Wingeter foi escolhido como primeiro presidente, com a exigência de que o nome do time fosse XV de Novembro em Homenagem à data da proclamação da República. Nascia assim o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.

Atualmente, o brasão do time passou por uma reformulação, apresentando-se assim:

Já na década de 20, o clube começou a mostrar sua força disputando os campeonatos regionais promovidos pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), mandando seus jogos no Estádio da rua Regente Feijó, hoje, pasmem, transformado em um supermercado! (aliás, vale ler sobre a construção do estádio em www.aprovincia.com/padrao.aspx?texto.aspx?idcontent=377208). Para quem não teve a chance de conhecê-lo, que oficialmente chamava-se Estádio Roberto Gomes Pedrosa, a “panela de pressão” do XV:

Outras fotos, do site Foto e a História:

O XV chegou a sagrar-se campeão regional em 1922. Na década de 30, disputou o tradicional Campeonato do Interior, do qual sagrou-se campeão, em 1931. Com o profissionalismo chegando ao futebol, o XV conquistou o 1º Campeonato Profissional do Interior, em 1947, ainda sem acesso à Primeira Divisão. No ano seguinte, foi bicampeão conquistando finalmente o acesso para a 1a Divisão da Federação Paulista de Futebol. Assim, em 1949 o XV de Piracicaba estreava no Campeonato Paulista da Primeira Divisão e logo de cara surpreendeu.
O time ganhou o Torneio Início da FPF (competição relâmpago que ocorria antes dos campeonatos).
Aqui, um apanhado sobre os troféus históricos conquistados nos primeiros anos de sua história: E uma imagem do time de 1950:

Abaixo, o time de 1960:

E o do ano seguinte, 1961:

Achei um vídeo interessante deste time enfrentando o Santos: Como curiosidade, vale citar a excursão que o time fez, em 1964, pela Europa e pela Ásia, jogando na Suécia, na Polônia, na Alemanha, na Dinamarca e nas então repúblicas soviéticas da Rússia, Ucrânia, Moldávia, Cazaquistão e Uzbequistão. O time de 1965:

Em 1967, mais uma conquista da segunda divisão, trazendo o de volta à primeirona. Em 1976, foi vice campeão, perdendo o título para  Palmeiras.  Esse era o time de 1979:

Em 1983, conquistou o acesso de volta para a Primeira Divisão do futebol paulista. Em 1995, foi Campeão Brasileiro da 3ª divisão, e foi nesse ano que o clube fez sua última participação (até o momento, em 2010) na primeira divisão do futebol paulista.

Depois desceu para a segunda e posteriormente para a terceira divisão. Em 2005, o time conseguiu voltar para a segunda divisão, porém, novamente foi rebaixado. Em 2008, o acesso no campeonato paulista da série A3 era mais do que esperado, mas mais uma vez o time não conseguiu…  No segundo semestre o clube chegou à final da Copa Paulista, sendo derrotado pelo Atlético de Sorocaba no Barão de Serra Negra por 3×2.

O time manteve a base para o ano de 2009, mas… Novamente não deu… O time caiu na fase final da série A3 e o acesso outra vez escapou. Até que em 2010, depois de um início irregular o XV finalmente alcançou o acesso à série A2. O time possui váras torcidas como a Torcida Uniformizada Esquadrão Alvinegro e a Super Raça Quinzista. Manda seus jogos no Estádio Barão de Serra Negra, inaugurado em 1965 em partida contra o Palmeiras, que terminou num 0 a 0, frente a mais de 15 mil torcedores piracicabanos.

O mascote do XV de Piracicaba é o Nho Quim, mostrando com orgulho o caráter interiorano da população. Uma pena que atualmente tantas pessoas achem que ser caipira é algo pejorativo. Eu sou caipira!

E já que falamos em “caipirês”, que tal ouvir o hino: O site oficial do Xv de Piracicaba é o www.xvpiracicaba.com.br e pra quem prefere a linguagem dos blogs, acesse  www.amaiordointerior.com feito pela torcida!

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Desportivo Brasil x Elosport – série B / 2010

Era mais um sabadão a tarde, dia ensolarado e agradável.
Pudemos encontrar nosso amigo Gabriel Uchida que também é cidadão de Cosmópolis.
Nada melhor do que comemorar indo a uma partida do Desportivo Brasil, que manda seus jogos ali pertinho, emJaguariúna.

O jogo foi contra o Elosport, forte equipe de Capão Bonito (ainda devemos uma visita a um jogo deles como mandante).

Mais uma vez o estádio estava às moscas. É uma pena um estádio tão bonito não receber público algum…

Como já mostramos anteriormente, o Estádio Municipal Alfredo Chiavegato tem uma excelente estrutura, que acaba subutilizada com públicos tão tímidos…

O jogo em si foi a cara da segundona. Muito pegado, e muita bola alçada na área.

Achou a bola ali?

E fotografando e registrando, ali estavam Mari e Uchida…

E não é que apareceu um pessoal do Elosport ali nas bancadas?

E dá lhe bola na área…

O placar foi apertado, mas mais uma vitória para o Desportivo Brasil que ocupa a vice liderança do grupo, atrás apenas do Paulínia!

Bom, o importante era registrar nossa presença em mais uma partida!

Abraços ao amigo, o zagueiro Robenval, que foi quem nos convenceu a dar um pulo no jogo!

Descobri que é muito difícil fazer fotos de zagueiro em lance de bola… Então fica aí essas outras!

Ah, depois do jogo, demos uma passada na pista de bicicross da cidade:

E pra finalizar o rolê… Açaí em Arthur Nogueira, com o pessoal de Cosmópolis ! 

Um jogo mais! Um estádio mais, mas a mesma ideia…

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A paixão pelas figurinhas em fotonovela…

Não acredito… Um álbum vazio! Isso é inadmissível… Quem poderá me ajudar? – diz a singela torcedora

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu!!!!!!!!!!! E meus incríveis pacotes! – apresenta-se o herói
Que pena que figurinhas não nascem em “ovos” – lamentam-se ambos
São viciantes! Serão coisa do capeta??- desconfia o bom moço
Figurinhas e um álbum… Uma visão única.
O singelo e único momento de abrir os pacotinhos emociona o guri!
Oh, o distintivo do Chile!!! – exclama a dama
Droga, repetidas! Elas são uma praga!
Hmmm, faltam poucas!!!
A primeira página completa… A gente nunca te esquecerá, Dinamarca!
Acabaram as inéditas, hora das trocas.
Em pleno século XXI, dezenas de pessoas se encontram para a prática do escambo!
As figurinhas da Copa são as responsáveis!!
Ali, as repetidas têm sua chance de redenção…
E cumprem bem o seu papel! Nossos heróis trazem novas figuras para o álbum.
No outro dia, em pleno escritório, a percepção… As figurinhas dominaram as pessoas!!!
Estão por todos os lados, em todas as mesas…
E junto delas as não menos dominadoras “listas de númeors faltantes”…
Se o chefe pediu uma ideia e você não ateve…
Entregue o que você tem de melhor…
Esta é a singela homenagem do blog à Panini, pelas figurinhas que estão fazendo nossa alegria nesses primeiros dias de Copa…]]>