97- Camisa do Paulínia FC

Oi! Apresento-lhes a 97ª camisa do nosso blog. E na verdade são logo duas, ambas presentes de amigos. Esta abaixo, mais antiga, foi presente de um amigo que jogava nas categorias de base do time!

Como já ficou claro, as camisas pertencem ao Paulínia Futebol Clube!

Fomos ver vários de seus jogos, na cidade de Paulínia!

Paulínia Futebol Clube foi fundado em 2004, pelo empresário e político local Francisco Almeida Barros, o Bonavita, que foi presidente do time até o início de 2007.

A ideia era formar um time que representasse a cidade nas competições profissionais e que também funcionasse como um projeto social, sem fins lucrativos. A Prefeitura também apoiou a ideia e a parceria deu tão certo que desde 2005, o clube representa a cidade nos Jogos Abertos, na modalidade futebol de campo.

O inicio do clube foi pelas categorias de base, nas categorias sub-13 e sub-12.
Em 2006, o “PFC” também disputou o sub-14, sub-15 e sub-17 e com mais de 300 garotos deu início ao “Projeto de Iniciação ao Futebol“, com aulas gratuitas de futebol com a ideia de educar por meio do futebol.
2007, marcou a estreia do Juniores no Campeonato Paulista sub-20, formando a base do time que disputaria a 39ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, com sede na própria cidade de Paulínia, que pela primeira vez receberia o torneio.

Daí pra frente nasceu o time profissional, disputando em 2008 seu primeiro campeonato paulista e já em sua estreia mostrou que viria para valer, com uma bela campanha e lances incríveis, como o gol feito pelo goleiro do time:

Em 2009, o time perdeu o acesso em casa, contra o Atlético Araçatuba, nós estivemos lá, confira aqui.

2010, vem sendo um ano vencedor para o clube, faltando duas rodadas, o time tem tudo para enfim classificar-se para a série A3.

O time manda seus jogos no Estádio Municipal Luís Perissinoto, com capacidade atual para 5 mil pessoas, mas com possibilidade de ampliação:

O mascote do time é o Dino, figura presente em todos os jogos, confira:

O time já possui algumas torcidas organizadas como a TUP:

Para maiores e oficiais informações, o site do time é o www.pauliniafc.com.br .

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Inter de Bebedouro 3×1 Primavera de Indaiatuba

Um feriado emendado na agenda e uma vitória do Santo André, na sexta feira contra o São Caetano me motivaram a pegar o carro e cair na estrada no sábado para ir até Bebedouro assistir ao jogo da Inter local contra o Primavera de Indaiatuba.

E aja estrada, amigo…
Saí de Santo André às 8h da manhã, parei em Campinas para almoçar com a família da Mari e às 15h, ou seja quando o jogo estava começando, eu ainda estava há mais de 60 km da cidade…

E se a distância parecia não ter fim, acredite, os pedágios atrapalham muito mais… Foram vários!

Mas, enfim, cheguei à belíssima cidade de Bebedouro!

E mais do que correndo me dirigi ao Estádio Sócrates Stamato, que já mantinha as portas fechadas para o meu desespero…

O Estádio Municipal é um belo lugar, com muita história para contar! Sua capacidade é de 15.300 lugares.

Como não é a primeira vez que chegamos atrasados num jogo, procurei manter o controle e fazer o que faço sempre. Procurar o responsável pelo estádio em algum portão secundário.

E lá estavam eles (os dois são gente finíssima, o da esquerda é o seu Nossor e o da direita o Cabral).

Afoito, perguntei como se entrava no estádio, e logo vi o portão aberto atrás deles. Nem bem esperei a resposta e saí correndo. Pobre Mau… Assista ao vídeo para entender meu sofrimento…

Bom, já que não tinha o que fazer, aproveitei a oportunidade para fazer umas fotos do Estádio, mais uma joia do futebol do interior paulista:

A “Toca do Lobo Vermelho” está muito bem cuidada.
É um daqueles estádios antigos, mas muito bem preservado e com várias intervenções nas paredes que dão um toque todo especial a cancha!

Há uma pequena parte coberta (o sol é forte na região) e um anel com cerca de 25 degraus, em volta de todo o campo.

Ok! Confesso que fiquei mal com a perda do jogo, porque na manhã seguinte já teríamos um outro compromisso e não compareceríamos ao jogo…
Foram momentos de decepção que me ensinam a sempre rever as datas (entenda, não é que tenhamos planejado errado, o caso é que a Federação alterou a data em cima da hora).

Uma última olhada no gramado e nas bancadas…

Uma última passada em volta do Estádio…

E vamos embora!

Mas antes, fomos tomar um sorvetinho no tradicional “Chiquinho”, onde pude conversar com alguns torcedores locais e ver que existe muita admiração pela Inter.

No caminho percebemos que a cidade mantém uma arquitetura diferenciada.

Passamos também por uma faculdade com um belo campo, que desconfiamos seja o ex campo da Inter, o Estádio Arnaldo Bulle, alguém confirma?

Abaixo, a prova de que nem mesmo a gráfica que fez os ingressos teve tempo para corrigir a alteração da data do jogo:

Essa e outras fotos do jogo podem ser encontrada no site da torcida: www.sanguedolobo.com .

Ficamos devendo acompanhar um jogo do Lobo, em Bebedouro, mas agora precisamos esperar saldar as dívidas feitas em combústivel e pedágios…

Até lá, nos vemos pelos estádios…

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Primavera x Paulínia (Série B do Paulista 2010)

Graças às eleições, todos os jogos do futebol brasileiro aconteceram no sábado 2 de outubro de 2010, deixando o domingo órfão.
E como neste ano ainda não tínhamos ido ao Estádio Ítalo Mário Limongi, ver o EC Primavera, escolhemos Indaiatuba como jogo a assistir!

Distintivo do EC Primavera

Estádio Ítalo Mário Limongi é completamente colorido com as três cores do time, da bilheteria…

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

No portão, onde a Mari e a Tia Janice escolheram como fundo para sua foto!

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Ah, e claro, o Fantasma da Ituana também é tricolor e está presente na parte interna do Estádio Ítalo Mário Limongi!

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Como sempre, ingresso pago não apenas para assistir, mas acreditando ser um pequeno, mas sincero apoio ao time local.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

E assim lá vai a gente participar da história do futebol…

O mau tempo e a chuva atrapalharam o jogo e com certeza a presença do público, mas a torcida local lotou a parte coberta do estádio.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Enquanto os visitantes tiveram que aguentar a chuva na cabeça, na arquibancada, mas nem por isso deixaram de comparecer e apoiar o “Dino”, o tempo todo.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Outro pessoal que sofreu com a chuva foi a “turma do alambrado” que gosta de assistir o jogo ali bem pertinho!

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Quem não se importou muito com a condição do clima foi a turma do 4o árbitro que pode assistir a tudo sem sentir um pingo d´água.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Em campo, a chuva acabou segurando um pouco o jogo, assim como o juíz que saiu de campo no primeiro tempo como o grande vilão na opinião da torcida local.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Aliás, as duas torcidas tiveram um comportamento muito bom, mostrando que ao menos na segunda divisão do futebol paulista, a violência inexplicada parece ainda não ter chegado.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

O Estádio também merece menção honrosa. Ano que vem, ele completa 50 anos!

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

E a pintura do distintivo do Primavera e da Federação Paulista pelas arquibancadas dá um ar todo especial a la cancha!

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

No quesito “gastronomia de estádio”, o “Gigante da Vila Industrial” apresenta uma lanchonete com alguns petiscos interessantes (mas vegetarianos podem esquecer, não há opções para gente…).

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Não adianta nem disfarçar, a camisa do Primavera é muito parecida com a do São Paulo, ao menos essa abaixo, segundo o dono, foi a camisa do volante Correa (atualmente no Flamengo):

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

O primeiro tempo virou 0x0, o que obrigou o time da casa  voltar mais aberto, mas com exceção de algumas faltas, como a do lance abaixo, o Primavera não conseguiu chegar ao ataque com eficiência.

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

E quanto mais o tempo passava, mais o Paulínia apertava…

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Até que o inevitável aconteceu… Paulínia 1×0!

Torcida Uniformizada de Paulínia

E mesmo com tanta chuva, os atletas do Paulínia pediram água…

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Mas foi só para matar a sede mesmo, porque o time não deu descanso à torcida do Primavera e fez o segundo gol, já no finalzinho do jogo…

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Até as bandeiras da cidade e do time pararam de se movimentar. Era o pior começo possível para o time de Indaiatuba…

Esporte Clube Primavera x Paulínia FC - Estádio Ítalo Mário Limongi - Indaiatuba

Agora, o Primavera terá que se recuperar nos próximos jogos, quando enfrenta respectivamente Taboão da Serra e Inter de Bebedouro, ambos fora de casa. Uma dura missão, mas é o duro caminho das equipes que buscam o acesso.

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95- Camisa do Wellington Phoenix

A 95ª camisa é a primeira a vir do continente da Oceania, representando o futebol da Nova Zelândia, país conhecido pelas belas paisagens (foi lá que rodaram boa parte da trilogia Senhor dos Anéis).

A camisa foi presente do jornalista e consultor em Marketing Esportivo, Eduardo Passos. O time dono da camisa é o Wellington Phoenix, da capital Wellington.

Em 2007, a Federação Australiana de Futebol (FFA) excluiu, devido a problemas administrativos, o time New Zealand Knights (NZK) , que representava a Nova Zelândia na A-League, liga criada para a popularização do futebol na Oceania.

Assim, em 2007 o Wellington Phoenix nasceu para ser o sucessor do NZ Knights na A-League. O nome do time foi escolhido entre uma série de sugestões do público e representa o recomeço, um time surgindo das cinzas do ex time Neozeolandes. Por isso, seu escudo possui uma fênix negra erguendo vôo. Suas cores são o preto e o amarelo, as cores da cidade de Wellington, de quem tem o apoio e torcida. Sua cidade, seu time!

Mas não foi só do povo que veio o apoio. O Wellington Phoenix teve grande investimento do milionário Terry Serepisos. Além dele, logo a Sony se apresentaria como a principal patrocinadora da equipe. Em 2010, o Phoenix se tornou o primeiro time da Nova Zelândia a alcançar os playoffs da Ap-League, terminando a competição em quarto lugar.

Uma curiosidade, atualmente existe um brasileiro, um meia santista chamado Diego Walsh jogando no time. Os torcedores do Phoenix são chamados de Yellow Fever. O site deles é o www.yellowfever.co.nz. E pelo visto é mesmo uma febre amarela nos estádios da Nova Zelândia e Austrália…

O Wellington Phoenix manda seus jogos no belo Estádio Westpac Stadium, com capacidade para 34.500 torcedores amarelos e conhecido como “The Cake Tin“.

O fato do time estar disputando a A-League tem ajudado o futebol da Nova Zelândia a se desenvolver, prova disso foi a participação honrosa da seleção no mundial de 2010.

Outra coisa legal do time é que eles se preocupam com o público feminino, se liga na camisa que a Mari ganhou:

E como os times na Oceania funcionam quase que como “franquias” existe ainda uma enorme infinidade de brindes e souvenirs do time:

Achei um documentário sobre o time, interessante: O site oficial do time é www.wellingtonphoenix.com .

Sua cidade.

Seu time.

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90- Camisa do Catanduvense

A 90ª camisa da coleção vem mais uma vez do glorioso interior paulista, especificamente da cidade de Catanduva!

A cidade, assim como outras do interior teve vários times, mas sem dúvida, o mais conhecido é dono da camisa acima, o Grêmio Catanduvense de Futebol!

O time já atuou com diferentes nomes, numa tradicional manobra das equipes do interior para escapar de dívidas adquiridas durante sua história. Como a cidade de Catanduva é carinhosamente chamada de “Cidade Feitiço” (quem a visita fica enfeitiçado e não quer mais deixá-la), o mascote do time é a Feiticeira:

Para entendermos a história do time, devemos voltar à 23 de abril de 1953, quando foi fundado o Catanduva Esporte Clube, que dois anos depois começou a disputar os campeonatos profissionais da Federação Paulista.

Disputou a Terceira Divisão de 1955 a 1963, quando foi campeão conseguindo o acesso à Segunda Divisão, da qual participou de 1964 até 1968, quando, pela primeira vez fechou suas portas devido a problemas de gestão.

Em 1970, a cidade voltou a ter futebol, com o Grêmio Esportivo Catanduvense, ocupando a vaga do Catanduva Esporte Clube.

Sob esse novo nome, o time disputou por 18 anos a Segunda Divisão, até 1988, quando finalmente conquistou o acesso à Primeira Divisão. Vale lembrar, que em 1974, o time foi campeão da Segunda Divisão, mas não havia promoção à elite, naquele ano. Seu primeiro ano de A1 foi razoável, já que embora não tenha se classificado para segunda fase, esteve longe do rebaixamento. Destaque para o 2×1 sobre o Corinthians, em Catanduva, e sobre o Santos, na Vila Belmiro. Ainda em 1989, o Grêmio Catanduvense disputou o Campeonato Brasileiro da Série B e acabou eliminado pelo Bragantino, que garantiria o acesso à série A. No ano seguinte, o rebaixamento levou o time à segunda divisão (agora Grupo Amarelo da 1ª divisão) e depois de dois anos de disputas e muitas dívidas, em 1993, veio mais uma mudança de nome. Surgia o Catanduva Esporte e Clube, que já em 1995 seria rebaixado para a série A3 e em seguida fecharia suas portas.

Somente em 1999, a cidade ganharia um time, agora com o nome Clube Atlético Catanduvense (aja criatividade para criar tantos os nomes, hein?).

Muda-se o nome e mudam-se as cores. O vermelho e branco voltavam para os uniformes do clube que irira ter que disputar a Quinta Divisão (Série B-2) do Campeonato Paulista. Três anos depois, mais uma vez o time era extinto. Em 2004, surge o novo Grêmio Catanduvense de Futebol, que disputou a Segundona do Paulista (agora a última divisão) até 2006. Aqui, o time de 2004:

Em 2005, assim como no ano anterior, o time jogou bem, contou com o apoio da torcida, mas parou na terceira fase .

Somente em 2006, que a equipe conquistou o vice-campeonato e subiu para a Série A-3, com um uniforme que lembrava o Boca Juniors.

A sequência do time foi brilhante, logo na volta à A3, o time conquista a vaga para a Série A-2 de 2008. O time que disputou a série A2 de 2008:

Em 2009 e 2010, o time ficou nas posições intermediárias da série A2, guardando para 2011 o sonho do acesso para a série A1. Manda seus jogos no Estádio Sílvio Sales:

Estádio em que já estivemos por algumas oportunidades:

Entre as várias organizadas, destaca-se o pessoal da Comando:

 O site oficial do clube é www.gremiocatanduvense.com.br

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88- Camisa do Juventud Pergamino

A 88ª camisa da coleção foi comprada na Rua Lavalle, em Buenos Aires, numa loja que reúne várias camisas de times das divisões de acesso do futebol argentino, a preços interessantes. O dono da camisa é o Club Atlético Juventud, da cidade de Pergamino, que  fica há creca de 200km de Buenos Aires, no meio do caminho até Rosário. Conheça um pouco da cidade:   O time é um dos mais jovens do futebol argentino. Foi fundado em 13 de Julho de 1946, por um grupo de jovens que costumavam jogar num desses terrenos baldios (quem mora na Grande São Paulo já nem deve mais saber o que é isso…). Esse é seu distintivo:

Com o tempo, surgiram pessoas dispostas a ajudar a equipe, como Don Angel Roldán, um ex jogador que acabou tornando-se o primeiro presidente do clube. Logo, começaram a jogar num campo municipal abandonado e em 1958 se afiliaram à liga. Venceram a liga por várias vezes, principalmente na década de 70. Em 2004, foi campeão da Zona Centro do Torneio Argentino B, em 2004 (Clausura). O vídeo abaixo mostra algumas imagens do time: Li num site que o Juventud teve três grandes chances de conseguir o acesso. A primeira delas o acesso lhe foi negado por uma proibição da Federação. Da segunda vez, venceu seu rival Olimpo, por 7 a 0 no jogo decisivo, mas após o jogo houve um quebra pau tão grande que o Conselho Federal fez o Desportivo perder os pontos da partida. A última grande chance, foi contra o Quilmes (de Mar del Plata) que acabou sendo perdida graças a uma má arbitragem. A sede do Pergamino sempre reuniu diversos  registros históricos da cidade, entretanto, em 1995 sofreu uma terrível inundação fazendo com que vários materiais fossem perdidos. O Juventude tem vários apelidos: Celeste, Juve, Inundados, La Ribera, Juventus de Pergamino e Estrella Roja de Centenario. Manda seus jogos no “Estadio Bicentenário Carlos Grondona“, inaugurado em 2009, com capacidade para 7 mil torcedores: Aliás, seus torcedores sabem apoiar o time… A barra do Juventud é “La Banda del Puente”, famosa por suas ações extra campo. Mas suas bancadas também estão repletas dos torcedores autônomos, como se pode ver… Seu principal rival é o Douglas Haig de Pergamino. Atualmente o time disputa o Torneio Argentino B, 2010/2011, que equivale à quarta divisão nacional, após ter sido rebaixado, na temporada passada. Para quem nunca entende as divisões do futebol argentino, é assim: “Primera División“: É  disputada por 20 clubes. “Primera B Nacional“: equivale à segunda divisão. Também 20 clubes. A partir daí, cada divisão tem duas ligas geograficamente separadas, uma pro interior e uma para a  capital: “Primera B Metropolitana”: parte mais próxima da capital, da terceira divisão. É disputada por 21 clubes “Torneo Argentino A” é a outra competição da terceira divisão. Disputada por 25 clubes. A quarta divisão é formada pela “Primera C Metropolitana” (20 clubes) e pelo “Torneo Argentino B” (48 clubes). A 5a divisão é formada pela “Primera D Metropolitana” (18 clubes) e pelo “Torneo del Interior” (apenas 264 clubes). A 6a divisão é representada pelas ligas locais. O site oficial do clube parece estar fora do ar, por isso sugiro visitar esse feito por torcedores: www.juvepergamino.com.ar Ou este: www.sentimientoceleste.es.tl Falem o que for, mas o que eu mais queria do meu time é que ao final de uma conquista difícil, eles fizessem isso:

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84- Camisa do Danúbio (Uruguay)

A 84ª camisa da coleção veio de Montevidéu, na viagem que fizemos no carnaval (fizemos 4 posts sobre isso, veja em: 1234 ). A camisa pertence ao Danúbio Futbol Club, time formado no início dos anos 30, quando o futebol já era uma paixão para o povo uruguaio, por um grupo de estudantes da”Escuela Pública República de Nicaragua”, no bairro de Maroñas, em Montevidéu.

Oficializou-se 1° de Março de 1932, como data de fundação do time. No seu primeiro jogo, como não tinham um uniforme, cada um levou uma camisa branca, onde foi costurado um detalhe em preto, na altura do coração. O time se apresentou sob o nome de “Tigre” e perdeu por 1×0. Para a revanche, usaram uma rifa para fazer dinheiro para confecção de um uniforme oficial e um novo nome foi sugerido por uma senhora búlgara: “Danúbio“. Era uma homenagem ao principal rio que corta seu país. Assim, em 1934, o Danúbio estréia em um torneio local, de onde sairia campeão invicto. A tradicioanl faixa na camiseta só iria aparecer em 1936, graças a um outro time que tinha uma camisa parecida com a do Danúbio. Abaixo, a foto do time que disputava as competições em 1939:

Durante vários anos, o time conteve-se em disputar amistosos e torneios locais, até que em 1941, foi inscrito para a “División Extra de la Asociación Uruguaya de Fútbol“, da qual sagrou-se campeão, subindo para a “Intermedia“, de onde saíram campeões, em 1943, com o time:

O time ficou pouco tempo nesa divisão e logo estava estreiando na chamada “B”, onde ficou até 1947, quando enfim conseguiu o acesso à “divisional A”.

Em 1978, disputa sua primeira Copa Libertadores, com o time:

Em 1988, vem seu primeiro título do Campeonato Uruguayo (veja o time abaixo), fato que se repetiria em 2001 (Torneo Apertura), 2002 (Torneo Clausura), em 2004 (Clausura e Campeonato Uruguayo) e 2006/2007 (Apertura, Clausura e Uruguayo).

O time de 2004 que conqustou tudo foi esse:

Para quem acha que brigas de torcidas são coisas só de times brasileiros, dá uma olhada nessa briga da torcida do Danúbio com torcida do Nacional: O time manda seus jogos no belo estádio “Jardines del Hipódromo”.

Achei também esse clip sobre o time: Essa é a Barra do Danúbio: Para quem busca maiores informações, o site oficial do time é www.danubio.org.uy A camisa do Danúbio é uma das ótimas recordações que trouxemos do Uruguay. Além disso, que Copa do Mundo fez a celeste!! Parabéns pelo exemplo!]]>

Rolê (não muito) boleiro pelas Cidades Históricas de Minas Gerais – Parte 3

O que na prática significa: Mais comidas gostosas, mais igrejas incríveis, mais uma aula de história, na prática… Opa, mas não deixamos faltar o futebol nesse rolê! E assim que deu, fugimos para conhecer um pouco dos times e estádios da cidade, a começar pelo Tabajaras! Ali, pertinho da sede do Tabajaras, encontramos o Estádio Municipal Genival Alves Ramalho: Uma pequena, mas próxima arquibancada, transforma o estádio num verdadeiro caldeirão… A cidade ao fundo, revela a geografia “montanhosa” a quem desconhece Ouro Preto A Mari registrou sua presença em mais um estádio! Depois do breve rolê boleiro, voltamos aos pontos turísticos (sempre acompanhado da minha inseparável blusa do San Lorenzo…) E seguimos por Minas Gerais… Em breve mais uma cidade, aguarde!]]>

83- Camisa do Nacional do Paraguay

A 83ª camisa da coleção foi presente do amigo Ivan, torcedor do Santo André e um dos Ramalhonautas (não conhece os Ramalhonautas? Clique aqui).

Ivan esteve em Assunção no ano passado e ficou no mesmo hotel que o Santo André se hospedou quando foi jogar a Libertadores, em 2005 e como um bom apaixonado pelo futebol, fez um ótimo rolê boleiro pela cidade.
Começou passando no  Museu da Conmebol, mas descobriu que ainda não estava aberto à visitação pública. Vestido com a camisa do Ramalhão seguiu, com um torcedor fanático do Olímpia como guia, até o estádio do Cerro Porteño, conhecido como a “Olla azulgrana”. Os seguranças do estádio só o deixaram entrar após o “guia” apresentá-lo como um torcedor brasileiro que queria conhecer o local.
Depois, foi conhecer o Defensores Del Chaco.

O “guia” mostrou uma casa que fica literalmente incrustada no estádio, no meio dos anéis do estádio. Ele conta que o dono(a) não quer se desfazer do imóvel e, assim, impede que  estádio seja completado. Na saída ainda foi brindado com o comentário de um rapaz que mora em frente ao estádio, que disse conhecer o Santo André: “foi o time que jogou com o Cerro aqui no Paraguai…”. Ivan fez questão de lembrar que quando falamos de Paraguay todos pensam nas compras e na “muamba”, mas, através de seu povo (alegre, simpático e prestativo), de suas belezas naturais e por que não, de suas histórias, ele descobriu que o Paraguay vai muito além disto.

Belas palavras, Ivan, e obrigado pelo presente: a camisa do Club Nacional do Paraguay!

O time, fundado em 5 de Junho de 1904, na cidade de Assunção, defende as cores do bairro Obrero e foi um dos fundadores da Liga Paraguaia de Futebol. Sua torcida sofreu um jejum de longos 60 anos sem títulos! Tanto tempo sem um campeonato fez com que o time ganhasse o carinho e respeito de torcedores de outros times. Por isso, é conhecido como “Nacional Querido”.
Manda seus jogos no Estádio Arsenio Erico, com capacidade para 8.500 pessoas.

O nome é uma homenagem ao ex atleta, já falecido, Arsenio Erico, que jogou pelo clube por vários anos.

Em apenas 5 anos de existência, o clube já conquistava seu primeiro título, em 1909, e o bicampeonato viria em 1911. Em 1924 e 1926, o Nacional saiu campeão de novo! Em 1978, caiu para a segunda divisão, retornando em 1980, seria rebaixado mais duas vezes, em 1988 e em 1998. Em 1982, o vice campeonato nacional leva o Nacional à Copa Libertadores de 1983, da qual não passa da primeira fase. Em 1985, novamente se classifica para a Libertadores com outro vice campeonato (um tormento na vida do time, a essas alturas…). Disputou a repescagem da Copa Libertadores de 2006, mas não conseguiu chegar à fase de grupos. Em 2009, novamente conseguiu disputar a Copa Libertadores 2009, passando da repescagem, mas ficando apenas na fase de grupos. Porém, 2009 trouxe de volta o grito de campeão, no Torneio Clausura depois de mais de 60 anos… Sua torcida pode não encher o estádio, com tanta frequência, mas faz uma bela festa:

Bandeiras, fogos, fumaça… Tudo em nome del Nacional Querido!

Aproveito a oportunidade para parabenizar a seleção Paraguaia pela bela atuação na Copa do Mundo. Uma pena que não passou da Espanha, para fazer a semifinal contra a Alemanha…

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Sobre o Uruguay

A Gana de Suárez (2 de julho de 2010) Trinta minutos do segundo tempo da prorrogação. Nem no basquete um foi lance foi decidido em segundos tão derradeiros. Um chute atômico consumindo todos os urânios enriquecidos e concentrados em pés e panturrilhas afros. O centro-avante, o aríete em posição inversa, fecha, lacra os portões de sua nação celeste. Com os pés, o nove que adora treinar com a 1, tira da linha. Novo ataque. Novo chute, nova defesa em cima da linha. Mãos no lugar dos pés salvam o gol mortal. Pênalti! Expulsão imediata e inquestionável do atacante-goleiro. Festa de tambores africanos. Bandoneóns abandonados nas cadeiras de um estádio em suspense. Até os cronômetros travaram. Os celestes, turvos pelas nuvens negras ao redor. Goleiro a postos. Bola na cal. Bola no… travessão! O jogo termina. E a vitória certa cerca-se de sombras. No estádio, um encontro de tribos eternas inimigas, em ternos e fraternos abraços e laços. Não existe mais oponente de jogo. Daqui para a frente é um duelo de vida e morte. Na margem do campo, o marginal das mãos manchadas contorcia-se de  dor e esperança. Ele sabia que só lhe restava este recurso. Absolvido por legítima defesa da honra de uma nação inteira. Os pênaltis alternam-se com alta precisão. O primeiro erro. Uruguai na frente com a defesa legítima não conseguida no final da prorrogação. O derradeiro chute nos pés de Loco Abreu (nem o mais delirante e exagerado roteirista de uma ópera italiana faria mais dramático). E nada Abreu e completamente louco ele bate como quem lança uma bolinha de gude com o polegar dos pés. A rede acolhe a bola com braços de mãe. Fora do campo brilhava o herói. Como todo herói, sempre solitário. Sempre cúmplice de um louco.]]>