112- Camisa do Paraguaçuense

A 112ª camisa de futebol vem mais uma vez do interior paulista, de uma cidade que eu aprendi a conhecer graças ao futebol. Trata-se de Paraguaçú Paulista.

Mesmo sendo próxima de Assis, onde meu pai e meus avós viveram por muitos anos, só fui conhecer a cidade graças a um jogo contra o Paulista de Jundiaí, no início da década de 90. O nome do time era diferente e nunca mais sairia da minha cabeça: E. C. Paraguaçuense.

O Esporte Clube Paraguaçuense foi fundado em 1965, por funcionários da prefeitura. Por isso, naquele momento, o time recebeu o nome de Esporte Clube Municipal. Foi com esse nome que jogou o primeiro campeonato profissional em 1966, pela Quarta Divisão.

Em 1967, o “Municipal” venceu a Associação Esportiva Cobrapa, time patrocinado por uma usina da região de Xavantes, em campo neutro, no estádio da Ferroviária de Assis. Com a vitória por 2X1, o time sagrou-se vencedor da 1ª série, e juntou-se aos vencedores das outras três séries para a decisão do título paulista. Na fase final a equipe ficou com o vice campeonato, ficando o título com o Minister Clube da capital (contribuição do amigo Júlio Bovi).

Assim, em 1968, 1969 e 1970, disputou a Terceira Divisão. O time abaixo, embora jogando com o uniforme do ABC (antigo time da cidade) era mesmo o time do Municipal, de 1968.

De 1971 a 1974 o futebol da cidade não teve representantes no futebol profissional. Somente em 1975, o time voltou ao profissionalismo disputando a terceira divisão. Aqui, o time de 1980:

Paraguaçuense 1980

Em 1981, uma novidade. Nasce a nova denominação do time: Esporte Clube Paraguaçuense. Assim, já com o novo nome, veio também um maior apoio da prefeitura e até 1992, o “Azulão” disputou a terceira divisão. Em 1993, disputa pela primeira vez a série A2, e conquista o título de campeão. Entretanto, neste ano a Federação reestruturou as divisões e o acesso do Paraguaçuense “não valeu”. O que aconteceu foi que os dois grupos da primeira divisão (cada um com 16 equipes) se transformaram em duas divisões, a A1 e a A2. Assim, a segunda divis~´ao, disputada até então acabou concedendo acesso a série A2. O time que conquistou o título é o da foto abaixo, com os seguintes jogadores: Carlos Alberto, Carlão, Mozer, Paulo César, Haroldo e Silvio, agaixados estão: Cássio, Alexandre Lopes, Carlinhos Preta, Delém e Toti.

Assim, em 1994, o time disputa a série A2, terminando o campeonato no meio da tabela (décima primeira colocação) sem ser rebaixado e sem o acesso, mas com nomes no elenco como Narcísio e Marcelinho Paraíba.

O time conseguiu se segurar na forte série A2 até 2002, quando foi rebaixado para a terceira divisão. E em 2003, na sua reestreia na terceira divisão o time acabou rebaixado, junto da Ferroviária para a temida 4ª divisão.
Em 2007, disputando a 4ª divisão, o Paraguaçuense fez sua última aprição pelo profissionalismo. O time chegou a perder por W.O.
A equipe que disputou o último campeonato oficial foi a da foto abaixo (foto feita pelo pessoal do “Jogos Perdidos” veja mais em: http://jogosperdidos.zip.net/arch2007-06-16_2007-06-30.html):

O mascote do Esporte Clube Paraguaçuense é o pássaro Azulão, apelido do clube devido a cor de seu uniforme.

Encontrei um belo vídeo no youtube com a história e as formações clássicas do time, confira!

Aqui, pode se ouvir o hino (não que o áudio esteja mil maravilhas…):

O Paraguaçuense mandava seus jogos no Estádio Carlos Affini com capacidade para 15 mil pessoas.

Fizemos o vídeo abaixo, na época de nossa visita ao estádio, que pode ser conferida aqui:

Infelizmente o estádio está um pouco abandonado. Só o pessoal do futebol amador ainda o utiliza e a prefeitura parece ter esquecido a antiga casa do Azulão…

Ficamos torcendo para um possível retorno da equipe ao profissionalismo!

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111- Camisa do Alecrim FC (RN)

A 111ª camisa de futebol do blog vem de mais uma bela cidade praiana, que tem no turismo boa parte da renda, mas que nem por isso, deixa de valorizar sua própria cultura.
Estamos falando de Natal, capital do Rio Grande do Norte!

Vale lembrar que em 2024 estivemos de volta a Natal e foi incrível!!

Conseguimos finalmente acompanhar um jogo do ABC (veja aqui como foi)!!!

Mas, o time dono da camisa de hoje é o Alecrim Futebol Clube!

Para os mais saudosos, o distintivo utilizado até 2003:

A cidade de Natal comporta ainda dois clubes, o América e o ABC, mas o Alecrim defende as cores, cultura e a gente do tradicional bairro do Alecrim.

O time do Alecrim foi fundado em 1915, por moradores do bairro, que se encontravam nas proximidades da Igreja de São Pedro, para falar, jogar e sonhar com futebol. Vale lembrar, que na época, o Alecrim F.C. era composto basicamente de negros e descendentes de índios, o que gerava muito preconceito por parte dos outros times.
João Café Filho (ex-presidente da República) foi um dos envolvidos com o nascimento do clube e chegou a vestir a camisa do time, como goleiro em 1918 e 1919.

O primeiro jogo do time, uma vitória, foi contra a Escola de Aprendizes Artífices. Em 1924, veio o primeiro título, conquistado em campo e não reconhecido pela Liga gestora do futebol da época.
No ano seguinte, veio o bicampeonato, que assim como no ano anterior, foi bastante questionado, sendo finalmente decidido como título a ser dividido com o time do ABC.
Todo esse questionamento se dava pela formação elitista dos cartolas da época, que não aceitavam um time do subúrbio conquistar um campeonato.
Aqui, o time que representou o clube em meados dos anos 40:

Em 1963 e 64 mais um bicampeonato. Infelizmente não encontrei registros de fotos ou vídeos dessa conquista.
Em 1968, outro título, desta vez, invicto! Como prêmio para sua torcida, o Alecrim contou com Garrincha por uma partida, num amistoso contra o Sport de Recife. O time de 1968:

O ano de 1968 trouxe ainda outra curiosidade.

O time Rampla Júnior, do Uruguai, em excursão pelo Brasil, estava invicto após partidas contra o Americano de Campos (RJ), Democrata de Governador Valadares(MG), Fortaleza, Treze de Campina Grande(PB) e Náutico. Pois quem foi tirar sua invencibilidade? Alecrim 1×0 Rampla Júnior.

Nessa época, o time passou a ser chamado de “o vingador”, pois os times de outros estados quando vinham a Natal ganhavam de ABC e América e perdiam para o esquadrão esmeraldino.

Essa é uma imagem do Alecrim, de 1974:

Mais um título estadual veio em 1985, com o time:

Em 86, o bicampeonato, com o time:

O título possibilitou que o time disputasse a série A do campeonato brasileiro, jogando contra Fortaleza, Portuguesa, Atlético Mineiro, Santa Cruz, Botafogo, CSA, Vitória, Palmeiras e Comercial-MS. Em 2009, o Alecrim realizou uma boa campanha na Série D, garantindo sua vaga para a Série C 2010.

Entretanto, uma má campanha levou o Alecrim a voltar para a série D.

O hino do Alecrim foi escrito por “Dozinho”, veja a letra:
O “huip hurra” ao nosso bicampeão
Todo povo te saúda de alma e coração
Bate olé no gramado com o adversário seu Alecrim Futebol Clube você é meu (Bis).
É voz geral da torcida potiguar
O negócio só tem graça se o Alecrim jogar
Dá gosto ver
Os meninos traçando o bolão pra valer
Deixando o adversário
Sem nada pra poder fazer
Olé!

A torcida organizada “FERA – Fiéis Esmeraldinos Radicais” nasceu nos bares do bairro e acompanha o time do Alecrim há mais de trinta anos.

Diz a lenda que na década de oitenta, um dos torcedores mais fanáticos era um cego, chamado Chico Araújo, que não perdia uma única partida que fosse.

O Alecrim manda seus jogos no Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, o Machadão, maior estádio do Rio Grande do Norte.

O mascote do clube é um periquito!

Para maiores informações. acesso o site do time: www.alecrimfc.com

Existe ainda um excelente blog sobre o time: http://alecrimfutebol.blogspot.com/

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110- Camisa do Rio Branco de Andradas

A 110ª camisa apresentada no blog vem de Minas Gerais e infelizmente é de mais uma equipe que não suportou sobreviver ao futebol moderno.

Trata-se do Rio Branco de Andradas!

E não estou falando de um time jovem, o Rio Branco foi fundado em 1948, por atletas do Esporte Clube Andradense que, insatisfeitos em não ter acesso à sede social do clube, decidiram criar um novo time.

Nascia o Rio Branco FC, o “Azulão da Mantiqueira“.

O primeiro uniforme, comprados pelos próprios atletas, era uma camisa branca, com uma faixa transversal, azul-escuro.

Ainda em 1948, no campo da Vila Caldas, o atual Estádio Municipal Juscelino Kubitschek, o “Parque do Azulão, estreia contra o time de Gramínea, vencendo por 4 x 2.

O time que disputou a histórica partida foi esse:

Rio Branco de Andradas

Desde muito cedo o time soube desenvolver não só o futebol, mas uma série de ações sociais, transformado-se em um clube com forte ligação com o público local.

A partir de 1986, começa sua vida no futebol profissional e já no seu primeiro ano, conquista o vice campeonato da segunda divisão do Campeonato Mineiro, garantindo vaga para a primeirona do ano seguinte, com a equipe abaixo:

Rio Branco de Andradas

Em 1990 o Rio Branco conquistou a quarta colocação, ficando com o título oficial de campeão do interior e assim disputando a série B do Brasileiro.

Encontrei algumas fotos do time, mas não sei as datas exatas de cada um, se você puder ajudar…

Rio Branco de Andradas
Rio Branco de Andradas
Rio Branco de Andradas

Em 1992, novamente ficou entre os quatro e graças à essa campanha, obteve o direito de disputar o Campeonato Brasileiro da Série C de 1993, como fez em 1989, 1990, 1998 e 2003.

Em 1994, com a divisão do Campeonato Mineiro da Primeira Divisão em dois módulos, o Rio Branco disputou o Módulo II, conquistando o título e voltando à divisão mais importante de Minas Gerais.

Ainda neste ano, realizou excursão pela Espanha, enfrentando como Atlético de Madrid B, Marbella, Gimnastic Tarragona, Rayo Vallecano e Linares entre outras.

Infelizmente, em 1997, acaba com o departamento de futebol, pondo fim aos sonhos da torcida, acostumada ao longo período de profissionalismo.

Em 1998, anda retornou ao profissionalismo, conquistando o bicampeonato do Módulo II, com o time:

Em 2000, disputou a Taça SP de Futebol Juniores.

O time que disputou o mineiro de 2003:

Rio Branco de Andradas

Em 2004, novamente cai para o módulo II, conquistando novamente o acesso, em 2006.

Em 2007, Neneca (atualmente no Santo André) era o goleiro, achei uma foto desse time no site jogos perdidos:

Rio Branco de Andradas

Em 2009, parecia ser mais um ano brilhante, o time chega até as semifinais, ficnado entre os 4 primeiros, e novamente levando o título de campeão do interior.

Essa foi a ultima participação do time, até então no profissionalismo. Uma pena…

O mascote do time é o Azulão.

O tima manda seus jogo no Estádio Parque do Azulão, com capacidade de nove mil torcedores e ótima estrutura.

A torcida do Rio Branco sempre compareceu em apoio ao time!

É triste saber, que sem um clube na cidade, provavelmente a população acabe optando por um dos chamados “grande clubes” contribuindo ainda mais para a manutenção da hegemonia de alguns poucos clubes no Brasil…

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109 – Camisa do Linense

Seguindo a correria, e tentando não deixar de focar nas camisas, a 109ª camisa do blog foi presente da diretoria de um time do interior de São Paulo pelo qual tenho grande simpatia; o Clube Atlético Linense.

O próprio nome já deixa claro que o time defende a cidade de Lins:

A história do time nos leva ao início do século, quando o futebol já era uma febre em todas as cidades do interior de São Paulo. Sua fundação foi em 1927 e durante um bom tempo dedicou-se a competições amadoras regionais. A partir de 1944, o Linense começou a disputar os campeonatos da Federação Paulista, na época, a grande competição para os times do interior era o Campeonato Amador do Interior. Em 1947, veio o primeiro título do Campeonato de Profissionais do Interior. A partir de 1948, o clube Campeão do Interior teria o direito de disputar a 1ª divisão paulista, por isso, o Campeonato passou a ser tratado como a 2ª Divisão de Profissionais. E já nesse ano, o Linense conseguiu chegar à final, contra o XV de Piracicaba, mas uma derrota por 5×1 fez com que o time se mantivesse na 2ª Divisão. Abaixo, foto de uma partida contra o Bandeirante, em Birigui, com vitória do time da casa por 3×2:

A boa fase perdurou nos anos seguintes, trazendo o título de “Campeão do setor”, em 1949 e 1950. Em 1952, finalmente sagrou-se Campeão da 2ª Divisão, contra a Ferroviária, chegando à 1ª Divisão, com o time:

Veja como foi:

E em 1953, na “primeirona” não fez feio, fazendo valer seu mando de campo contra os grandes, empatou contra com o Corinthians e venceu Palmeiras, Santos, Portuguesa e São Paulo. Esse era o time do Elefante:

Linense conseguiu permanecer na Primeira Divisão até 1957, quando voltou para a segunda divisão. Desta época, encontrei a foto do zagueiro “Frangão”, falecido em 2006:

E como os materiais esportivos eram mais bonitos, na década de 50… Das camisas às bolas de futebol chegando ao próprio amor pelo esporte e pela cidade. Coisas que não vão voltar.

Nos anos seguintes, o time disputaria a 2ª e a 3ª divisão, como fez o time de 1964:

Em 1976, o time teve um ótimo ano, perdendo a final da terceirona para o Rio Branco, por 3 a 2. Finalmente, em 1977, depois de muita luta, o Linense conseguiu alcançar o título da 3ª Divisão, derrotando a Votuporanguense por 1 a 0. Vale citar que existe quem defenda que o campeão deste ano foi o Grêmio Pinhalense.

Aqui, o time  de 1987, uma década pouco comentada no futebol, mas que, na minha opinião, marcou o início do fim do futebol romântico…

Em 1993, o time entrou em um recesso de 5 anos, e quando retornou (faça as contas… 1998) foi disputar a temida Segunda Divisão. Somente em 2006, o time conseguiu voltar à Série A3.

Em 2007, fez ótima campanha na Série A-3, mas acabou deixando escapar o acesso ao empatar em 2 a 2 com a Ferroviária de Araraquara. Ainda neste ano, disputou a Copa Federação Paulista  chegando à final contra o tradicional Juventus, perdendo o título em uma das partidas mais emocionantes da história da Rua Javari.

Assim, conseguiu uma vaga para a Série C do brasileiro de 2008. Já em 2010, outro momento mágico do time. Numa difícil disputa, o Linense sagrou-se campeão paulista da série A2, retornando para a série A1, em 2011.

Nem precisa dizer que a cidade parou….

O time que conquistou o acesso foi esse:

O mascote do time nasce de uma história no mínimo estranha. Após a conquista do campeonato paulista da segunda divisão de 1952, a diretoria e a torcida organizaram um desfile dos jogadores sobre elefantes de um circo local, daí…

O primeiro estádio onde o Linense jogou foi o Estádio Municipal dos Eucaliptos, localizado na atual região central da cidade. Em 1953, o estádio foi demolido e em seu lugar foi levantado o “Gigante de Madeira“, com o esforço e suor de muitos de seus torcedores. Assim, atendiam às exigências da Federação para a disputa da primeira divisão. Mas o Gigante teve vida curta e em 1960, já estava demolido. Desde então, a equipe manda seus jogos no Estádio Gilberto Siqueira Lopes, o “Gilbertão”.

Sua capacidade é de 15.000 torcedores e a torcida do Linense faz sua parte, colocando um ótimo público nos jogos locais. Pra terminar o post, minha sincera homenagem à torcida do Linense que é uma das maiores do país, levando em conta a proporção com o número de habitantes. O time conta com três torcidas organizadas: “Unidos do Elefante” (www.unidosdoelefante.com.br), “Tromba do Elefante” e ” Camisa 12″. Mas além das organizadas, o Linense tem em suas bancadas um outro xodó. Trata-se de Lolô. E aprenda, Lolô pode…

Para maiores informações, acesse o site do clube: www.calinense.com.br O exemplo da cidade e do povo de Lins me inspira a seguir gritando…

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108- Camisa do Santa Cruz – RN

A 108ª camisa do blog vem do Nordeste, da cidade de  Santa Cruz, no Rio Grande do Norte. O time dono da camisa é o Sport Club Santa Cruz. Consegui a camisa na recente viagem que fiz à bela cidade de Natal.

A ideia de montar um time que defendesse a cidade surgiu com a inauguração do Estádio Iberê Ferreira de Souza, o Iberezão, em  1º de novembro de 2003 (meu aniversário, por coincidência). A capacidade do estádio é de cerca de 5 mil torcedores. É mais um daqueles modestos mas belíssimos estádios do interior deste Brasil. Suas cores são verde, vermelho e branco, as cores da bandeira da cidade. O mascote do time foi escolhido pelos próprios torcedores e quem venceu foi o “Gavião do Trairy”, ave símbolo da região.

Os primeiros atletas vieram dos times amadores da região e foram treinados por Ernesto Luiz para inicialmente jogar amistosos contra equipes locais. Em 2004, no Estádio Coronel José Bezerra (Currais Novos), o time fez seu primeiro amistoso contra um time da primeira divisão estadual, o Potiguar. A estreia do Santa Cruz no profissionalismo, veio no segundo semestre de 2004, na 2ª divisão estadual, da qual sagrou-se campeão, ganhando o direito de disputar a 1ª divisão de 2005. O time de 2005 conseguiu chegar até as semifinais sendo eliminado pelo ABC. Em 2006, foi eliminado nas quartas de final pelo Potiguar de Mossoró. Em 2007, escapou do rebaixamento por um ponto, terminando na décima posição, com o time :

Em 2008, chegou à final da primeira fase do estadual, contra o tradicional ABC. No primeiro jogo, uma vitória heroica de virada para o Tricolor do Trairy :

Infelizmente, no segundo jogo, uma derrota por  3×0, no Frasqueirão eliminou as chances do time disputar a final da primeira divisão. Ao menos, o resultado deu dfireito a disputar a série C do mesmo ano. Graças a isso, o time já aparece (ainda que no último lugar) no ranking nacional da CBF. O time de 2008: Em 2009, teve novamente grande participação, chegando a final do primeiro turno (vencida pelo time do Assú). Na foto abaixo, o time na partida diante do América de Natal.

Com tanto sucesso em tão pouco tempo, o time já conta com uma torcida fiel que “nunca abandona”…:

Possui algumas organizadas, como a Jovem Raça Tricolor e a Santamor, fazendo a festa no vídeo abaixo:

Para maiores informações, o site oficial do time é http://www.sportclubsantacruz.com.br/

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107- Camisa do São José – RS

A 107ª camisa do blog vem das terras gaúchas, de Porto Alegre.
Uma aquisição que fiz em minha recente visita à capital do Rio Grande do Sul.
O dono dela é o time do E.C. São José, também chamado de “O mais simpático” ou “Zequinha”.

O mascote do time é o próprio Santo homônimo:

  O Esporte Clube São José é considerado o 3º time de Porto Alegre. Foi fundado em 1913, por um grupo de estudantes do Colégio São José de Porto Alegre, por isso o seu nome. Em 1937, teve seu primeiro momento de glória, com a conquista do vice-campeonato da cidade, em uma decisão com o Grêmio. Em 1940, o time inaugura no bairro Floresta o Estádio Passos D´Areia, onde manda seus jogos até hoje.

Tive o prazer de conhecer o estádio pessoalmente!

No final da década de 40, o São José monta um dos melhores times de sua história e conquista novamente o vice campeonato de Porto Alegre.
Em 1963, o time foi campeão do torneio de acesso.
Em 1971, além de obter a 3ª colocação no campeonato gaúcho, o time alcançou uma de suas maiores conquistas, a Copa Governador do Estado, com o time:

O capitão daquele time era Carlos Luís Medeiros Vasquez.
Segue foto recente do capitão:

Em 1981, o próprio Vasquez foi o técnico do time e conquistou o campeonato da Segundona Gaúcha, subindo para a Divisão Especial de 1982.
Entretanto, o time foi rebaixado logo em seguida e somente em 1996, voltou à série B da primeira divisão.
O principal apoio deste ano veio do extinto Grêmio Esportivo Renner e por isso, o São José usou um uniforme em vermelho e branco como o Renner usava.

Participou da Copa do Brasil em 1997, 1998, 2001 e 2003.
Em 1998, contratou o centroavante Careca, ex-São Paulo e Napoli para atuar no estadual, tornando-se o último time da carreira do atacante.
O retorno à 1ª Divisão Série “A” chegaria em 1999.
Em 2007, trouxe o polêmico goleiro Danrlei, ex-Grêmio.
Em 2009, participou da série D do Brasileiro e no Campeonato estadual teve vários jogos emocionantes, como esse contra o Caxias:

Em 2010, alcançou a quarta posição no campeonato, conquistando novamente a vaga para a série D do brasileiro e para participar da Copa do Brasil 2011.

E o mais legal do ano… Um amistoso com o Cerro Portenho:

Possui várias torcidas organizadas, dentre elas os Guaipeca e os Farrapos.
Os Farrapos seguem a linha barra brava.

O site oficial do clube é www.saojose.net

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Início da Sére A3 – Paulínia x Juventus

Siga-nos no twitter: www.twitter.com/asmilcamisas Começou ontem (sábado) a série A3 do Campeonato Paulista, mas somente hoje, conseguimos assistir a um jogo e o escolhido foi Paulínia x Juventus.

Nossa expectativa era grande, primeiro por se tratar da estreia do Paulínia na série A3, ou seja, um jogo histórico, mas também por esta estreia ser logo contra um dos mais tradicionais times do futebol paulista, o Juventus.

 

Embora a arquibancada estivesse com um bom número de torcedores, confesso que esperava mais gente torcendo pelo time da cidade, nesta nova fase.

Mas, com o calor que estava, deve ter gente que preferiu ficar em casa ouvindo no rádio.

Do lado da Moóca, o público surpreendeu! Quase uma centena de juventinos deixaram a capital com rumo à Paulínia, em nome do amor Grená!

O time local já conta com várias organizadas, entre elas, o pessoal da TUP (Torcida Uniformizada do Paulínia):

E mostrando que o interior pode quebrar alguns estereótipos de torcedores, ali estava a Torcida Organizada da Mata:

E agora, a Fúria Azul, também comparece dando seu apoio ao “Dino”, apelido do time.

E claro… A presença de centenas de pessoas que moram em Paulínia e começam a incluir na sua lista de passeios culturais, a ida ao Luiz Perissinoto, aos domingos pela manhã.

Em campo, mais presente do que qualquer um dos 22 jogadores, estava o sol.

Até concordo que esse horário é melhor para não competir com as demais divisões, mas no final das contas, os atletas acabam pagando o preço…

juventusMas mesmo com a alta temperatura, o jogo foi bastante corrido e disputado.

O Paulínia tentava tomar a iniciativa, mas o Juventus respondia à altura nos contra ataques e também em suas investidas ao ataque.

A mesma competitividade podia se ouvir das arquibancadas. Enquanto a TUP comandava a festa do lado local, o pessoal da Setor 2 não parava de alentar sua esquadra.

Aliás, a torcida do Juventus é sempre um show a parte, fazendo nossa memória voar até Buenos Aires e recordar as barras argentinas que tanto admiramos.

Mas, claro, com sua postura e cara própria. Sem esquecer o sotaque da Moóca, belo.

Mas os torcedores locais também sabem apoiar. E tem colorido de azul e amarelo as arquibancadas do Estádio Luiz Perissinoto.

E mais do que cores, barulho. Muito barulho.

É gol do Dino!

O gol deixa o jogo mais aberto, pois o Juventus agora se lança ao ataque com maior frequência, aproveitando os seguidos erros de posicionamento dos zagueiros do Paulínia.

O final do primeiro tempo chegava e era hora do tradicional pastel, vendido sob as arquibancadas!!!

O Juventus apertou o suficiente para dar esperanças à sua torcida, mas não o bastante para empatar o jogo.

Assim, o primeiro tempo acabou em 1×0 para o time local. Não que isso tenha desanimado o pessoal da Moóca.

Aproveitamos o intervalo para bater um papo com o pessoal que estava ali ao nosso lado, na mais sagrada sombra do estádio.

O segundo tempo começou colorido.

Com a torcida juventina lançando suas cores aos céus, em troca, quem sabe de um gol de empate…

Mas foi a turma do Dino que voltou a comemorar, ao ver o placar aumentar para 2×0, num gol de penalty.

Os 2×0 davam a impressão que o jogo estava definido, deixando a torcida do Paulínia ainda mais orgulhosa.

O time não só estreava bem, como levava 3 pontos de um adversário que não vai vender barato seus jogos e que em poucas rodadas deve surgir na ponta da tabela para brigar pelo acesso.

Por isso, era justa a festa do Paulínia!

Do lado grená, não houve falta de apoio.

Cantaram e apoiaram durante os 90 minutos, embaixo de um sol daqueles…

A torcida juventina sabe quanta falta faz um pontinho que seja, conquistado fora de casa, entretanto, o time até que mostrou certa qualidade, no primeiro jogo.

Fica a esperança, ou a paciência da torcida já se esgotou?

O Paulínia apenas buscava gastar o tempo, mas ainda marcou seu terceiro gol, em outro penalty. Definindo a partida em 3×0.

Para nós, apenas o início de mais um ano cheio de estádios, times, culturas e pessoas apaixonadas pelo futebol.

Apoie o time da sua cidade!!

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105- Camisa do São Caetano

A 105ª camisa do nosso blog é uma prova de que não deixamos a rivalidade falar mais alto que nossa relação com o futebol. Mesmo sendo torcedores do Santo André, falaremos hoje sobre nossa camisa da Associação Desportiva São Caetano, da cidade homônima, da região do Grande ABC.

A cidade de São Caetano sempre teve bons times, como o São Caetano Esporte Clube (cujo campo fica às margens do Tamanduateí, na Av. do Estado), e o Saad, que rivalizou com os grandes clubes de SP por muitos anos. Mas existia a necessidade de um time que fosse tido como da cidade. Assim, conforme canta o seu hino, o time foi fundado em 4 de dezembro de 1989 por um grupo de apaixonados pelo futebol, entre eles a família Tortorello, lembrando que Luiz Tortorello era o prefeito da cidade. O time se filiou à Federação utilizando o nome da Sociedade Esportiva Recreativa União Jabaquara. Somente depois de filiado, o nome do time mudou para Associação Desportiva São Caetano.

A “pré história” do São Caetano

O primeiro jogo do time foi em 1990, pela então quarta divisão, contra o Comercial de Registro (1 x 1).

O atacante Taloni foi o autor do primeiro gol oficial da história do time. Neste ano o clube teve uma passagem folclórica. No jogo contra o Vila das Palmeiras, em Guarulhos, marcado para as 15hs, o ônibus do time quebrou e faltando pouco mais de meia hora pro jogo, o jeito foi apelar e parar táxis e torcedores do São Caetano para levar o time até o estádio. Os reservas só conseguiram entrar em campo depois de iniciado o jogo. Ainda assim, o time conseguiu sair com um emapte em 0x0. O técnico dessa época era José Gazeto, o Zelão.

As primeiras conquistas e os craques

Em 1991, em seu segundo ano de disputa, a A.D. São Caetano conquistou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão de 1991, subindo para a Série A-2, com o time: Serginho, Cacá, Daniel Bebedouro, Luiz Pereira e Wladimir. Tião Rocha, Livio e Paulinho Kobaiashi. Osmir, Agnaldo e Serginho Chulapa. Para quem não lembra desta camisa, o Frisco (torcedor das antigas do time) me mandou essa foto: O time permaneceu na A2 até 1994, quando enfim voltou para a série A3.

O recomeço

Apenas em 1998, o time conseguiu conquistar novo acesso à série A2, ao ser campeão, batendo o Taubaté, na final. Lembro me que nas arquibancadas do Bruno José Daniel (Estádio do Santo André), o resultado foi comemorado por vários torcedores andreenses. Naquele ano, o time também ainda teria grata surpresa ao disputar a Série C do Campeonato Brasileiro e conquistar o vice campeonato, subindo para a série B, junto do Avaí. Em 1999, o time fez uma boa primeira fase pegando o Santa Cruz como adversário no mata mata. Naquele ano, existia a possibilidade de até 3 partidas para definição do classificado, e assim foi o caso desse confronto. Após a vitória por 1×0 do Santa Cruz, em Pernambuco, foram mais duas partidas em São Caetano. É louco lembar, mas eu fui nesse dois jogos. No primeiro, um jogo incrível, com vitória do time do ABC (vale apena rever como era o Estádio antigamente):

 

No segundo jogo, eu não consegui entrar por falta de ingressos, e o São Caetano acabou eliminado.

O pequeno gigante!

Em 2000, finalmente o clube consegue o acesso à série A1 do Campeonato Paulista, após vencer o Etti Jundiaí, na final. Devido às mudanças ocorridas no futebol brasileiro, no ano 2000, tivemos a polêmica Copa João Havelange, que permitiu um enfrentamento entre times das três divisões nacionais, no mata-mata final.

Após se classificar na primeira fase, o São Caetano enfrentou no mata-mata, o Fluminense.

O primeiro jogo acabou num fantástico empate 3×3, no Palestra Itália.

No jogo de volta, jogando frente a 70 mil torcedores rivais, o time venceu com um golaço de Adhemar, um dos maiores ídolos do clube até hoje.

Na sequência, o São Caetano ainda iria derrubar Palmeiras e Grêmio, chegando à final contra o Vasco. No primeiro jogo, um 1X1, em São Paulo. O segundo ficaria marcado por uma tragédia, causada pelo excesso de público que fez ruir parte das arquibancadas do estádio do Vasco, provocando a interrupção da partida. Assim, um jogo decisivo foi realizado no Maracanã, com vitória de 3 x 1 para o Vasco. Mesmo assim, o São Caetano saiu como o “campeão moral”e ganhou o direito de disputar a Primeira Divisão do Brasileiro e a Libertadores de 2001. No Brasileirão de 2001 mais uma vez chegou à final, desta vez contra o Atlético-PR.

Já na Libertadores, passou da primeira fase, mas acabou desclassificado pelo Palmeiras. De volta à competição, no ano seguinte, chegou à final contra o Olímpia, do Paraguai,  mas após vencer por 1×0, em pleno Defensores Del Chaco, viu o título ir embora após perder por 2×1 no tempo normal e 4 x 2, nos penaltys.

Em 2003, voltou a ficar entre os 4 primeiros do Brasileirão classificando-se mais uma vez para a Libertadores, e desta vez parou no Boca Juniors, em uma disputado por penaltys, em La Bombonera, após 2 empates.

Lágrimas de amor e de dor

2004 trouxe um título importante ao time. Tendo Muricy Ramalho como técnico, o São Caetano foi campeão paulista. Mas a felicidade da conquista seria duramente abalada pelo fato mais triste da história do São Caetano. Em outubro de 2004, num jogo contra o São Paulo, pelo Brasileirão, o zagueiro Serginho faleceu em campo, vítima de uma parada cardíaca. Um momento que abalou jogadores e torcedores de todos os clubes do Brasil.

Fase difícil

Em 2005, o time passaria desapercebido pelo Paulistão, Copa do Brasil e no Brasileirão escapou do rebaixamento na última rodada. Entretanto , em 2006 não teve jeito e o São Caetano que encantara o público brasileiro caia para a Série B. Em 2007, a chegada de Dorival Junior deu ânimo ao time que chegou a final do Campeonato Paulista, perdendo o título para o Santos, entratanto, na série B, o time ficaria apenas em décimo lugar. De lá pra cá, o clube vem tentando se reerguer e voltar a ser o time que surpreendeu a todos. Interessante ver a lista de grandes treinadores que passaram pelo time: Oswaldo Alvarez (Vadão), Pintado, Paulo Comelli, Dorival Júnior, Hélio dos Anjos, Emerson Leão, Muricy Ramalho, Nelsinho Baptista, Tite e Jair Picerni. Além disso, o time conseguiu formar uma geração que marcou a memória de muitos torcedores, formada por jogadores como Claudecir, Japinha, Silvio Luis, Adhemar, Serginho, Dininho, Adãozinho, Esquerdinha, Magrão, entre outros. Algumas boas histórias podem ser lidas na seção “Artigos”, do site www.jaymetortorello.com.br . O mascote do time é o pássaro Azulão: O time manda seus jogos no Estádio Anacleto Campanella:

O site oficial do time é www.adsaocaetano.com.br , mas existem alguns bons blogs sobre a equipe:   http://paixaocaetanista.blogspot.com/ , http://saocaetanototal.blogspot.com/ e http://comando-azul-1995.blogspot.com/, este da torcida organizada Comando Azul:

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104 – Camisa do Mixto

A 104ª camisa sai do eixo “SP-Buenos Aires” e vai para Cuiabá, capital do Mato Grosso! Foi presente do amigo e jornalista Rodrigo Ratier, em mais uma de suas “aventuras educacionais”:

Ela pertence ao Mixto Esporte Clube, tradicional time alvinegro, maior vencedor do Campeonato Mato-Grossense (24 títulos, até 2010).

Com tantos títulos, o Mixto acabou se tornando um dos mais conhecidos clubes do Mato Grosso e consequentemente tendo uma das maiores torcidas do estado.

Falando das torcidas, o time conta com várias organizadas, entre elas a Torcida Boca Suja (que possui o blog www.torcidabocasuja.blogspot.com/) , a Torcida Desorganizada Comando Zero e a Torcida Razão Alvinegra.

Destaque também para a torcedora símbolo Nhá Barbina :

O mascote do time é o Tigre!

Seu fundação se deu em 1934, no centro de Cuiabá, na antiga Livraria Pepe, um casarão em estilo colonial, recentemente tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O time foi uma materialização da cultura regional, assim como as tradicionais marchas carnavalescas e festas populares, com o diferencial de reunir homens e mulheres, algo incomum para a época. Daí a origem do nome Mixto, que mostrava uma mistura entre homens e mulheres, cultura e esporte, sem preconceitos, representadas pelo branco e preto, cores antagônicas. Em pouco tempo, o Mixto se tornou alegria e orgulho dos cuiabanos, sendo responsável por levar o nome da cidade Brasil a fora. Seu maior rival é o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense, juntos fazem o Clássico dos Milhões.

O primeiro título veio em 1943, mas ainda na década de 40, o time faria história com a conquista do tricampeonato emtre 1947 e 1949, com o time:

Abaixo, uma foto do esquadrão que defendeu o clube no final da década de 60:

Da série “fatos inusitados” consta o amistoso de 1973, contra a Seleção da Bolívia (um empate em 2 a 2), no Estádio Presidente Dutra, em Cuiabá. Em 1976 disputou o brasileirão com o time:

O time de 1980, bicampeão estadual, nas páginas da Placar:

Aqui, o time de 1989:

Outra bela foto da década de 80:

O time de 1996:

Os anos 2000 trouxeram indecisões à diretoria do clube, que decidiu não participar do estadual. Após retornar, o time teve uma fase ruim, como em 2005, quando conseguiu ser eliminado por meio de um sorteio. A boa fase retornaria em 2008, com o título de Campeão Mato-grossense, com um time formado principalmente por pratas da casa:

Veja como foi a festa da torcida:

Em 2009, disputou a série C, mas foi rebaixado para a quarta divisão. E em 2010, a expectativa era grande, mas o time acabou não conquistando o Estadual nem o sonhado retorno à série C, mesmo com um elenco com estrelas como Adriano Gabiru, Perdigão e Luizinho Neto. O time manda seus jogos no Estádio Presidente Dutra (é triste dar o nome de um militar para um estádio de um time tão democrático).

Para maiores informações sobre o time, acesse: www.mixtoec.com.br , o site oficial do time.
Para quem prefere a voz das arquibancadas, acesse o blog: www.mixtonet.blogspot.com Pra terminar, um pouco da festa vista de dentro da torcida:

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Futebol é parte da sua cultura!

103 – Camisa do Vélez Sársfield

Dando sequência às camisas, vale ressaltar que existem duas “escolas” que eu admiro muito no futebol mundial. Uma é o futebol do interior paulista, a outra o bom e pegado futebol argentino e é de lá que vem a 103ª camisa do blog. A camisa pertence ao Club Atlético Vélez Sársfield.Consegui a camisa no carnaval de 2010, quando fomos assistir Vélez x Independiente (veja aqui como foi). O início do clube data-se de 1910, o nome é uma homenagem a um jurista argentino. Como a maioria dos clubes humildes, seu primeiro uniforme foram camisetas brancas, por serem as mais baratas, logo foram substituídas pelas camisetas azul-marinho e calções brancos. Na foto abaixo, o time de 1911: Em 1913 foi a vez da camiseta “tricolor” (listras verticais em vermelho, branco e verde). O Vélez conseguiu seu primeiro acesso à principal divisão do futebol argentino, em 1919. O time de 1931:

O uniforme com o “V” azulado surgiu por uma questão do destino. Um time de rugby havia pedido para confeccionar as camisas, mas acabou desistindo e a diretoria do Vélez os adquiriu por um bom preço. Nascia ali uma forte marca do futebol argentino. Em 1940, o Vélez sofreu seu primeiro descenso de divisão o que desencadeou uma crise, obrigando o time a vender o Estádio Fortin. Somente em 1943, o time voltou para a primeira divisão, levantando um novo estádio. Em 1953, veio a maior campanha do time até aquele momento, o vice-campeonato da primeira divisão, com o time:

Mas só na década de 60 viria o primeiro título do time, mais precisamente em 1968, com direito a uma goleada de 2 dígitos sobre o Huracán de Bahia Blanca (11 x 0).

Graças à realização da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, o Vélez teve o estádio de Liniers, remodelado, ganhando novas arquibancadas e tendo assim sua capacidade ampliada. O “Nuevo Fortín”  agora tinha capacidade para 50 mil hinchas.

Em 1993, mais uma glória para o Vélez, a conquista do Campeonato Clausura , dando ao time o direito de disputar a Libertadores da América do ano seguinte.

Esse time ficou bem conhecido pelo público brasileiro por ter ganho a Libertadores em cima do São Paulo, em pleno Morumbi.

Foi marcante, principalmente por terem caído logo de  cara num grupo díficil com o rival local, Boca Juniors, além de Palmeiras e Cruzeiro. Depois passaria pelo Defensor do Uruguai, Minervén da Venezuela e Junior Barranquilla da Colômbia.

O herói do time, nessa época e que marcaria época pelo time, era o goleiro paraguaio Chilavert.

Com a conquista, o Vélez alcançou o sonho para  enfrentar o Milan, em Tóquio, colocando frente a frente o time do bairro contra os italianos globais. O resultado você confere abaixo:

No ano segunte, mais um Campeonato Apertura, seu terceiro título nacional e mais uma conquista internacional, a Copa Interamericana, de 1995.

Em 1996, veio o bicampeonato do Apertura e a conquista da Supercopa, vencendo o Cruzeiro, na final.

Em 1997, o Vélez mostrava que os anos 90 seriam mesmo inesquecíveis ao vencer a Recopa Sul-americana contra o River.

Em 1998, mais um Torneio Clausura, com o time:

A década de 2000 começou difícil. Demorou até 2005 para um novo título.

Em 2009, outro Clausura, garantindo o time na Libertadores 2010.

Sobre a hinchada, vale a pena ver esse vídeo, mostrando porque são hoje considerados uma das maiores torcidas argentinas.

Há também um interessante blog guardando a memória do time. Veja: http://www.muyvelez.com.ar/ Como curiosidade, vale citar que Che Guevara chegou a ser titular no time de juniores do clube. O site oficial do time é http://www.velezsarsfield.com.ar

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