Nem bem começou o ano e já temos um monte de estádios e camisas a serem postados. Decidi começar pelos estádios visitados durante nosso rolê por Natal, no Rio Grande do Norte!
O primeiro deles foi o Estádio Maria Lamas Farache, popularmente conhecido como “Frasqueirão“, onde o ABC manda seus jogos.
O Frasqueirão foi inaugurado em 2006, no jogo ABC 1 x 1 Alecrim. Sua capacidade atual é estimada em 20.000 torcedores. Vamos dar uma olhada:
O estádio é no estilo old school, muito cimento e arquibancadas, mas com vários cuidados como banners e faixas.
Existe um projeto para aumentar a capacidade do estádio para 30 mil lugares, além disso, existe uma área onde será construído um estacionamento para mais de 10 mil veículos.
Mas o nosso negócio é ver o campo, e aí está ele…
A arquibancada permite uma boa proximidade com o campo e atletas!
E o Brasão do ABC está estampado por todo lado…
Ainda bem que a Mari também curte o rolê boleiro, caso contrário não seria fácil trocar uma manhã na praia, por uma manhã num estádio.
Mas a vista é quase tão bonita quanto à do mar, não é mesmo?
E o Frasqueirão é uma obra quenão pode deixar de ser conhecida pelos amantes do futebol…
Mais um palácio do futebol para ficar guardado na memória…
E graças aos amigos baianos Paulo e Zica, que nos acompanharam, pudemos fazer uma foto juntos!
O principal adversário da torcida rival é o sol… Em dias de jogos, chega fácil a 40 graus….
E com o acesso de volta à série B, o campo merece ser ainda mais “paparicado”, por isso lá estavam os jardineiros acertando os últimos detalhes do gramado.
Se eu conseguir assistir um jogo no Frasqueirão, esse é o lugar que quero ficar!!!
E se o estádio é bom, o que dizer da loja do clube?
Se não pudemos comprar mais do que alguns adesivos e um livro do clube, a foto registra ós vários modelos de camisa a venda…
E assim, finalizo o primeiro post sobre um estádio do ano. Só para aquecer, ainda teremos mais um estádio de Natal, um de Curitiba e 2 de Santa Catarina. Espero postar tudo em janeiro, se a Copinha deixar (são muitos jogos…)!
A 102ª camisa da coleção vem do interior de São Paulo, grande celeiro de times e histórias ligadas ao futebol.
É com orgulho que escrevo sobre a história do Olímpia Futebol Clube.
Recentemente entrevistaríamos o presidente do Olímpia, mas na hora H ele acabou não conseguindo participar ao vivo e nos mandou um vídeo, vale a pena assistir:
Comprei essa camisa no próprio Estádio Maria Tereza Breda, em outubro de 2010. Ao passar por lá, o time sub-20 ainda estava pelos vestiários. Eles haviam acabado de perder para o sub-20 do Santos num polêmico 2×1. Veja aqui como foi esse rolê!
Estive na cidade para conhecer as famosas Termas dos Laranjais, um parque aquático incrível que fica em Olímpia!
Mas falando sobre o time do Olímpia, sua fundação se deu em 1919.
Como toda equipe do interior, em seu início o time do Olímpia limitava-se a representar a cidade em torneios regionais.
De 1936 a 1946, o time mudou provisoriamente seu nome para Associação Atlética Olímpia.
Em 1950, veio o profissionalismo e a disputa dos campeonatos organizados pela Federação Paulista de Futebol.
Em 1953, passou a valer uma lei que obrigava as cidades sedes dos times da segunda divisão a terem pelo menos 50 mil habitantes, assim, o time passou a disputar torneios amadores e a terceira divisão.
Em 1957, sagrou-se campeão do “Setor 33” (a Federação dividia o campeonato em regiões). No jogo que definia o acesso, perdeu para o Fernandópolis por 2×1.
1959 trouxe um grande número de torcedores para o Estádio Tereza Breda, o time jogava bem e acabou campeão da “Série Brigadeiro Faria Lima” e novamente disputando a vaga para a segundona, desta vez contra a Votuporanguense.
Em 1961, o Olímpia foi campeão da “Série Cafeeira”, na final contra a já tradicional rival Votuporanguense. A foto do time campeão:
Outros títulos viriam em 1973 e 1975, sendo bicampeão da “Série C”, dando condições ao clube de disputar sua promoção para a “Divisão Especial”, mas o sonho foi interrompido pelo Santo André.
1978 é o ano mais triste de sua história, pois o Olímpia se exclui da Federação, pondo um fim momentâneo aos sonhos dos torcedores locais. Após muito sofrimento, o time conseguiu voltar.
Em 1985, ressurge o Olímpia F.C. . Em 1988 disputou a “Divisão Intermediária”.
Em 1990, a diretoria chegou a tentar licenciar o time, mas por brincadeira do destino o elenco montado para aquele ano traria a maior glória da história do time, o título da Segunda Divisão e o consequente acesso à Primeira Divisão, onde permaneceu por três anos. O time de 1990:
O de 1991:
Fuçando na minha coleção de canhotos de ingresso, pude achar um do jogo que o time fez em Santo André, contra o meu Ramalhão, num domingo, 1 de setembro:
Achei também um de 1995:
Guardei até a escalação dos times:
No ano seguinte passou por dificuldades e depois de péssima campanha foi rebaixado para a Série A-3.
Em 2000, sagra-se campeão do Paulista da Série A3 e disputa ainda a Copa João Havelange chegando até a Semi-Final.
Em 2001, disputa a série A2 e por um ponto não consegue o acesso à série A1. Jogou com o time:
Em 2006, depois de sete anos consecutivos na série A2, o Olímpia foi rebaixado para a Série A-3, sagrando-se campeão, no ano seguinte, num campeonato que contou com times como Ferroviária e XV de Piracicaba. 2007 também ficará marcado na memória de todos os olimpienses. Mais uma vez, após quase não disputar o campeonato e quase encerrar as atividades, o Olímpia Futebol Clube conquista a Série A-3, lutando com adversários como Ferroviária e XV de Piracicaba.
Infelizmente, a partir de 2008, o time entrou em queda livre, voltando para a série A3 até cair, em 2010 para a série B do Paulista, o campeonato mais dificil do mundo. O time manda seus jogos no Estádio Maria Tereza Breda:
Seu mascote é o Galo Azul:
Como curiosidade, vale citar que o poderoso Paulistano chegou a disputar uma partida contra o Olímpia e aproveitou para emprestar nada mais nada menos que Friendereich para um amistoso contra o Jaboticabal.
Quem também visitou a cidade para jogar um amistoso foi a equipe do Penarol, em 1928. Mas uma das cenas mais curiosas do time é essa…
A torcida Mancha Azul é quem comanda a festa nas arquibancadas:
A 101ª camisa do blog vem novamente da Argentina (uma das principais fontes para o blog), da querida Buenos Aires.
O time dono da camisa é o Argentinos Juniors.
O Argentinos Juniors é daqueles times cuja história se mistura à vida política e social de seus fundadores e torcedores. O time nasceu da união de dois tradicionais clubes locais: o “Sol de la Victória” e o “Mártires de Chicago”, fundado no início do século XX por jovens socialistas que queriam homenagear os operários que conquistaram com a vida o dia do trabalhador. Não lembra disso? Veja o vídeo abaixo:
Essa união se oficializaria em 1904 e daria origem à Asociatión Atlética y Futebolística Argentinos Unidos de Villa Crespo, que desfilaria em campos portenhos com um uniforme vermelho em alusão aos movimentos socialistas e anarquistas. Em 1909, associaram-se a AFA e alguns anos mais tarde, em 1912 mostraria seu valor ao recusar um convite da Associação para disputar a Primeira Divisão, o time só subiria se conquistasse a vaga em campo. Somente en 1921, o time alcançaria a elite do futebol argentino. Em 1926 chegaria ao vice campeonato argentino, marcando positivamente a década de 20. Abaixo a foto do time de 1928:
Já a década de 30 culminaria com a queda para a segunda divisão.
Somente na década de 40 o time conquistaria o direito de voltar à primeira divisão, mas segundo a AFA, o estádio recém construído (na foto abaixo, o dia de sua inauguração) não suportaria jogos da primeira divisão, o que manteve o time na segunda.
O time só retornaria à primeira divisão em 1955.
Os anos 60 trouxeram grandes mudanças ao elenco do time e formaram equipes memoráveis, ainda que em 1969 tenham escapado do rebaixamento na última rodada. O time responsável foi o da foto abaixo:
Os anos 70 apresentaram ao futebol argentino uma equipe juvenil que faria historia e seria conhecida como “Los Cebollitas”.
O time tinha como craque, nada mais nada menos que Diego Armando Maradona, na época com pouco mais de 12 anos.
Maradona estreiaria na primeira divisão aos 15 anos num jogo contra o Talleres de Córdoba. Ali, joagaria por 4 anos e durante este período seria Campeão Mundial Juvenil, pela Argentina, em 1979 e levaria o Argentinos Jrs às finais do campeonato metropolitano. A década de 80 foi o período de maiores glórias do time. Logo de cara, em 1980, foi vice campeão do metropolitano e chegou à semifinal do torneio nacional, com a formação:
Para tristeza de sua torcida, Maradona vestiria a camisa do time pela última vez em 1981, quando foi transferido para o Boca Juniores.
Em 1984, Argentinos Jrs sagra-se campeão do Metropolitano, com o time abaixo:
No ano seguinte, vêm a conquista do Nacional e da Copa Libertadores.
O time de 1985:
Por ter sido campeão da Libertadores, disputou a final do Mundial Interclubes contra a Juventus em 85. No tempo normal houve um empate por 2 a 2, e os italianos venceram nos pênaltis. Os anos 90 trouxeram a amargura do rebaixamento por mais de uma vez. Esse foi o time campeão da Segunda divisão em 96/97:
Em 2003, o time reinaugurou seu estádio no bairro “La Paternal” e somente em 2004 o time se estabilizou novamente na primeira divisão. A alegria voltaria de vez ao bairro, com a conquista do torneio Clausura em 2010, com o time abaixo:
E nós, estivemos por lá, conferindo o jogo contra o Newell´s Old Boys. Leia aqui como foi aquele jogo!
O nosso “guia” foi o amigo “Checho”, dono de uma loja de discos focada na música undergound (Punk Rock, Hardcore, Psychobilly, Oi!, etc):
Fomos muito bem recebidos pela hinchada local, que lotou o estádio.
O outro lado era destinado à torcida visitante, que só chegou no fim do primeiro tempo.
Os caras tem uma bela lojinha, no próprio Estádio!
Enfim, a centésima camisa. E para comemorar, tinha que ser uma especial, que fizesse a diferença na minha vida e me motivasse a continuar o trabalho com o blog. Assim, apresento a camisa do Garotos Podres, time do qual faço parte e ajudei a formar em1995.
Pra mim, o time representa a essência do futebol que sempre sonhei: união, atitude, amizade, família, ética… Tantos valores que aprendemos ou reforçamos em campo e que acabamos levando para a vida.
O Garotos Podres (óbvia referência à banda punk/Oi! do grande ABC) nasceu em julho de 1995, na cidade de Itanhaém.
Diferente da maior parte dos times, nascemos da dor da derrota e não da alegria das vitórias, numa tarde chuvosa, após levarmos um 3×0 de um time de “boleiros” numa partida de futebol de salão.
Nascia ali, no futebol de salão o “Garotos Podres”, com Léo, Rodrigo, Caio Tâmbara, Bruno Milani e eu.
Naquele ano disputamos nosso primeiro campeonato, ainda com uniformes emprestados.
Jogamos contra a AABB Santo André e após um primeiro tempo incrível (2×2) perdemos o jogo por 10×2 e aprendemos o quanto valia um banco de reservas.
No ano seguinte, nosso primeiro jogo de uniformes oficiais valeu um convite à diretoria do Satélite E.C. para um amistoso de estreia.
Aproveitamos o amistoso para estreiar também dois novos atletas, Gustavo e meu irmão Murilo. Murilo mostraria a essência do time em menos de 10 segundos, após a saída do time adversário ele apresentaria como cartão de visita um “pé alto” na altura do peito do atleta e presidente do clube “Carelli”. A partir de então, faríamos uma série de jogos não oficiais e participaríamos anualmente dos Campeonatos Maio Soçaite e Primavera Salão, organizados pelo Satétile.
Engraçado que havia um jogador chamado Flávio que disputava a maioria dos jogos mas nunca os campeonatos.
Com esse elenco conquistamos nosso primeiro troféu (de terceiro lugar) no campeonato de futebol de salão do Satélite Esporte Clube, de 1997:
Olha aí o troféu:
Em 1998, sofremos a primeira baixa, nosso goleiro Léo deixaria o time. Em seu lugar, eu e Bruno iríamos revezar no gol. No sacrifício, Bruno marcaria época quebrando o braço durante um jogo.
Chegariam também dois atletas o jovem e promissor Edu (irmão do Rodrigo) e o Marcel (meu irmão) para ajudar a compor a nossa defesa.
Surgia também um novo jogo de uniformes com uma tonalidade de verde mais clara, em homenagem à seleção da África do Sul.
Este uniforme foi rapidamente abandonado pois sua gola enforcava os atletas com problemas de peso.
O uniforme seguinte também foi problemático e polêmico. Devido à sua cor (todo preto com uma faixa verde na lateral) chegava a quase 50 graus nos jogos em dias de sol, como na foto abaixo, em 2000:
No fim do ano, chegariam Júnior “Português” e Caio Pompeu, primeira contratação vinda de um outro time, o “Oposição Futebol Clube“.
Mesmo sendo um time entre amigos, gostávamos de dar um ar de seriedade nas decisões e praticamente paramos o clube ao anunciar a contratação oficial de Júnior, que lembra alguns detalhes dessa época:
“Eu ja fazia parte da “turma”dos temidos e respeitados Garotos Podres, andava para cima e para baixo com o pessoal e já disputava as peladas não oficiais, porém oficialmente eu ainda não fazia parte do time e isso era extremamente frustrante. Foi no Carnaval de 2000, que fui oficialmente anunciado e lembro que encarei um ritual de passagem com direito à inúmeras pancadas. Era o jeito do time dizer bem vindo”.
Abaixo, o time que disputou o cmapeonato de Soçaite, em 2003.
Após a fratura do braço de Bruno Milani, assumi a posição de guarda metas e disputei o campeonato de 2004 no gol.
No segundo semestre, muitas novidades.
Cláudio “Pitbull”, um atacante com fome de gol e o goleiro Douglão “a muralha negra”, renovaram o time, que perdera atletas para os estudos, namoradas e trabalhos.
Como já era tradicional, a mudança pedia um novo jogo de uniformes.
Criamos então a camisa branca (chega de calor) com a faixa transversal verde, uma das mais bonitas da história do time.
Foi com ela que disputamos os campeonatos de 2005.
Mas, a verdade é que a nossa realidade ia da glória aos desastres. Isso porque nossa garra sempre nos orgulhava em campo, mas muitas vezes não era suficiente para impedir de sofrermos goleadas. E foi para acabar com isso que contratamos John, nosso primeiro e único técnico, que é o foco de todos na foto abaixo, com exceção de Bruno Milani, eterno rebelde que seguia a olhar para o outro lado.
Esse foi o auge técnico do time, com direitos a treinos mensais.
A consequência foi uma deliciosa vitórias sobre nosso eterno rival, o Califórnia F.C. por 4×0.
Esse time ficaria em 4º lugar em um campeonato bastante disputado!
Ah, além do trabalho em campo ou quadra, buscamos inovar também nas arquibancadas e fomos um dos primeiros times a paralisar o campeonato por vandalismo. As “Podretes” que sempre apoiaram o time desta vez encheram a quadra de fumaça verde. Um outro ponto forte da torcida é o bandeirão confeccionado pela “Nona” do Bruno e que esteve presente em vários jogos e atualmente se encontra perdido…
Mas sempre nos portamos com o respeito exigido pelo esporte e mais que isso, como uma família, composta por pessoas diferentes uma das outras, mas unidas por um mesmo ideal.
Na foto abaixo, dá para ver como uníamos a agilidade de Bruno Milani com a força física de Murilão (o primeiro agachado à esquerda).
No final de 2005, um de nossos mais antigo atletas, Gustavo (o primeiro à esquerda, na foto abaixo) mudou-se para a Austrália para estudar inglês.
Para diminuir a perda, agregamos o já bastante amigo Igor assim como os gêmeos Paulo e João e os irmãos “fumetinhas” (Danilo, Felipe e Douglas). Foi aí que começamos a disputar a liga do Batalha.
Animados com tantos compromissos, desenvolvemos um uniforme homenageando o nosso jogo de camisas original (essa camisa é a que está no início do post).
Entretanto, as coisas acabaram se esfriando em 2007 e o time quase não teve jogadores suficiente para a disputa dos campeonatos.
2008 e 2009 trouxeram a maior crise ao nosso time. Não jogamos nenhum campeonato oficial.
Ainda assim, nos reencontramos fora das quadras e campos para celebrar o que de melhor o futebol nos trouxe, a amizade!
E para quem achava que a história do time acabaria por aí, veio o desafio, reerguer o time em 2010 e novamente disputar alguns torneios.
A 99ª camisa é mais uma que faz parte da história do futebol paulista e tem uma atenção especial por ser da minha cidade, Santo André.
O time dono da camisa é o Primeiro de Maio Futebol Clube.
Apesar de não disputar mais competições profissionais de futebol, o clube mantém sua movimentada sede social e esportiva bem no centro de Santo André.
A história do Primeiro de Maio Futebol Clube teve início por meio de um grupo de operários italianos, apaixonados por futebol, que em 1913, reuniram-se nos fundos de um armazém na Rua Cel.Oliveira Lima (o calçadão central da cidade), com o objetivo de fundar um clube de futebol.
Como eram todos operários, decidiram homenagear o dia do trabalhador, batizando o time com o nome de Primeiro de Maio Football Club.
O primeiro jogo oficial aconteceu no dia de Natal daquele mesmo ano.
Em 1914, o time que fez a primeira excursão (para Jundiaí), para enfrentar o Corinthians Jundiayense, com o time abaixo:
A conquista da primeira taça veio num jogo realizado contra o Serrano Atlétic Club, de Paranapiacaba, em 1916.
Em 1917, inscreve-se na APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos) tornando-se o primeiro time da região a disputar um campeonato paulista.
Jogaria a série A2 até 1926, quando sagrou-se Campeão Paulista da série A2, com o time abaixo:
Era a primeira vez que um time fora da capital levava esse título e assim, no ano seguinte, em 1927, disputou a primeira divisão com grandes times como o Santos, o Guarani e o Palestra Itália tornando o time conhecido por todo o Estado.
Em 1928, houve a fusão entre o clube e o Corinthians de São Bernardo do Campo, fazendo surgir o Clube Atlético São Bernardo, que duraria apenas dois anos, período marcado mais por crises do que por boas notícias.
Assim, em 1930, o Primeiro de Maio FC volta à ativa sozinho.
Iniciava a melhor década do clube. Abaixo o time do início da década de 30:
Abaixo, o time que enfrentou a Portuguesa no antigo campo lusitano do Cambuci, em jogo válido pela primeira divisão da APEA, em 1936:
O time ainda disputaria a série A2 em 1938, ano em que disputaria um amistoso contra o Palestra Itália (perdendo para o futuro Palmeiras por 3×1) em partida disputada com o time abaixo:
Aqui, o time que trazia no gol aquele que anos depois daria nome ao stádio Municipal: Bruno José Daniel!
Ainda haveria força para mais dois anos de disputas oficiais em 1939 (quando marcaria a história do futebol municipal ao derrotar o Corinthians de Santo André em seu próprio território) e 1940, quando surgiria o time conhecido como os “Flechas Verdes“.
A partir daí o futebol não seria mais disputado profissionalmente.
Mas haveriam amistosos, como o disputado contra o Rhodia, em 1946, com o time:
Em 1949, o clube se licencia também do campeonato municipal.
A década de 50 ficaria marcada no clube pelo surgimento e rápida ascensão do futebol de salão.
Os anos 60 e 70 dariam sequência na construção de um forte e bem equipado clube social, enraizado no centro da cidade e reunindo milhares de pessoas em torno de suas atividades.
Os anos 80 e 90 democratizaram diversos esportes para os seus sócios, do já tradicional futebol de salão à natação, futebol de areia, boliche e etc.
Assim, chegam os anos 2000 e infelizmente já era praticamente impossível encontrar um jovem frequentador do clube que soubesse da história do time do Primeiro de Maio FC disputando campeonatos oficiais de futebol pela federação.
O historiador Ademir Médice ainda ajudou a resgatar a história do clube com o livro “Os Flechas Verdes”, que muito me ajudou na confecção deste post:
Mas mesmo assim, o clube segue sendo um dos principais agregadores sócio culturais da região, mas não tem jeito, para quem gosta de futebol sempre fica aquele desejo de que os “Flechas Verdes” poderiam se aventurar novamente no futebol profissional…
Fica abaixo o hino do clube:
“Vinte e cinco ilustres fundadores, operários de visão.
Foi então, a forte engrenagem deste clube tradição.
Salve, salve o Primeiro de Maio, nosso nome exaltação.
De alta voz e brado juvenil cantamos com o coração:
de glórias mil, alto e bom tom,
te exaltamos com fervor.
Oh! Clube bom e popular, que o esporte sempre divulgou.
Unidos com muito vigor de verde e branco proclamar:
Primeiro de Maio, a tradição familiar”.
A 98ª camisa do blog me traz um sentimento especial. Pertence a um clube muito jovem, mas que infelizmente já foi extinto.
Mesmo em sua curta existência, conseguiu mobilizar a torcida da cidade que defendeu, a bela Votorantim, ali pertinho de Sorocaba:
O time dono da camisa é o Votoraty Futebol Clube.
O Votoraty foi fundado em 2005 para que um local tão tradicional e importante na história do futebol brasileiro pudesse ter um time disputando as competições profissionais.
A história do surgimento do futebol no Brasil é bastante diversificada, mas sabe-se que o time do Sport Club Savóia, fundado por italianos no início do século XX, dentro das indústrias texteis da região de Votorantim é um dos primeiros times de futebol do nosso país.
A cidade ainda contou com o Clube Atlético Votorantim (distintivo abaixo) formado pelos operários ingleses e por outros dois times, o Sport Club Germânia e o Sport Club Colonial.
O time foi fundado sob a influência das novas gestões esportivas, por um grupo de empresários da empresa Cascadura.
Nascia o “Tigre de concreto”, o mascote do Votoraty.
Um ano depois, a equipe conseguiu o acesso a série A3 do Campeonato Paulista, com o time abaixo:
Nos dois anos seguintes a equipe bateu na trave e não conseguiu garantir o acesso para a série A2. Tamanho sucesso fez com que o clube fosse adquirido pela holding Manoel Leão S/A, sediada em Ribeirão Preto.
E em 2009, com o caixa cheio, o clube montou um bom elenco, sob o comando do ex atleta Fernando Diniz.
O resultado foi o título de campeão da série A3, com direito ao acesso à série A2.
Ainda em 2009, o time conseguiu surpreender e conquistar também a Copa Paulista, vencendo o Paulista de Jundiaí. Nós estivemos lá, lembra? Veja aqui como foi.
Vale a pena rever os gols do título que deu ao time a possibilidade de participar da Copa do Brasil do ano de 2010.
Em 2010, faltou pouco para o valente time chegar à série A1.
O time encantava a cidade e a torcida aumentava a cada jogo.
Mandava seus jogos no Estádio Domenico Paolo Metidieri, com capacidade para pouco mais de 10 mil torcedores.
Chegava a hora de estreiar numa competição nacional, a Copa do Brasil.
Seu primeiro jogo foi contra o Treze-PB e um 4×0, em Votorantim mostrou que o Tigre não entrou pra brincadeira. No jogo de volta, mesmo perdendo por 2×1 garantiu sua classificação para a segunda fase.
O jogo seguinte seria contra nada mais nada menos que o Grêmio.
O primeiro jogo foi sem dúvidas uma das partidas mais emocionantes que já fui. Não só pelo jogo em si, onde o Votoraty engrossou e vendeu caro uma derrota por 1×0, perdendo várias chances de empatar a partida.
Mas mais do que o jogo em si, a cidade parou… Se mobilizou, fez surgir um orgulho em se viver em Votorantim, veio gente das cidades vizinhas, enfim… Foi o momento mágico do estádio.
Nós também estivemos lá, nesse jogo especial, confira aqui.
Infelizmente, o time foi eliminado no segundo jogo, no Olímpico ao perder por 3×0.
Esse seria o último jogo da história grená.
Em abril de 2010, o Votoraty se mudou para a cidade de Ribeirão Preto passando a se chamar Ribeirão Futebol Clube, acabando com o nome Votoraty e com a alegria dapopulação de Votorantim, carente de um time desde então.
O Comercial ainda entraria para o mesmo grupo, ficando com a vaga da equipe na série A2 (o queabriu uma quinta vaga para s equipes da série B deste ano, preenchida pela Santacruzense).
Aparentemente a saída se deu por falta de incentivo da Prefeitura.
A torcida tentou reagir, mas não havia mais o que fazer.
Em 2011, a cidade de Votorantim não terá uma equipe em nenhuma divisão do futebol paulista.
E isso pode acontecer com você, como já aconteceu com tantos times (o mais recente, com o Guaratinguetá).
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!
Você é dono das suas ruas, do seu time, tome o poder!
Oi! Apresento-lhes a 97ª camisa do nosso blog. E na verdade são logo duas, ambas presentes de amigos. Esta abaixo, mais antiga, foi presente de um amigo que jogava nas categorias de base do time!
Como já ficou claro, as camisas pertencem ao Paulínia Futebol Clube!
O Paulínia Futebol Clube foi fundado em 2004, pelo empresário e político local Francisco Almeida Barros, o Bonavita, que foi presidente do time até o início de 2007.
A ideia era formar um time que representasse a cidade nas competições profissionais e que também funcionasse como um projeto social, sem fins lucrativos. A Prefeitura também apoiou a ideia e a parceria deu tão certo que desde 2005, o clube representa a cidade nos Jogos Abertos, na modalidade futebol de campo.
O inicio do clube foi pelas categorias de base, nas categorias sub-13 e sub-12. Em 2006, o “PFC” também disputou o sub-14, sub-15 e sub-17 e com mais de 300 garotos deu início ao “Projeto de Iniciação ao Futebol“, com aulas gratuitas de futebol com a ideia de educar por meio do futebol. Já 2007, marcou a estreia do Juniores no Campeonato Paulista sub-20, formando a base do time que disputaria a 39ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, com sede na própria cidade de Paulínia, que pela primeira vez receberia o torneio.
Daí pra frente nasceu o time profissional, disputando em 2008 seu primeiro campeonato paulista e já em sua estreia mostrou que viria para valer, com uma bela campanha e lances incríveis, como o gol feito pelo goleiro do time:
Em 2009, o time perdeu o acesso em casa, contra o Atlético Araçatuba, nós estivemos lá, confira aqui.
Já 2010, vem sendo um ano vencedor para o clube, faltando duas rodadas, o time tem tudo para enfim classificar-se para a série A3.
O time manda seus jogos no Estádio Municipal Luís Perissinoto, com capacidade atual para 5 mil pessoas, mas com possibilidade de ampliação:
O mascote do time é o Dino, figura presente em todos os jogos, confira:
O time já possui algumas torcidas organizadas como a TUP:
Um feriado emendado na agenda e uma vitória do Santo André, na sexta feira contra o São Caetano me motivaram a pegar o carro e cair na estrada no sábado para ir até Bebedouro assistir ao jogo da Inter local contra o Primavera de Indaiatuba.
E aja estrada, amigo… Saí de Santo André às 8h da manhã, parei em Campinas para almoçar com a família da Mari e às 15h, ou seja quando o jogo estava começando, eu ainda estava há mais de 60 km da cidade…
E se a distância parecia não ter fim, acredite, os pedágios atrapalham muito mais… Foram vários!
Mas, enfim, cheguei à belíssima cidade de Bebedouro!
E mais do que correndo me dirigi ao Estádio Sócrates Stamato, que já mantinha as portas fechadas para o meu desespero…
O Estádio Municipal é um belo lugar, com muita história para contar! Sua capacidade é de 15.300 lugares.
Como não é a primeira vez que chegamos atrasados num jogo, procurei manter o controle e fazer o que faço sempre. Procurar o responsável pelo estádio em algum portão secundário.
E lá estavam eles (os dois são gente finíssima, o da esquerda é o seu Nossor e o da direita o Cabral).
Afoito, perguntei como se entrava no estádio, e logo vi o portão aberto atrás deles. Nem bem esperei a resposta e saí correndo. Pobre Mau… Assista ao vídeo para entender meu sofrimento…
Bom, já que não tinha o que fazer, aproveitei a oportunidade para fazer umas fotos do Estádio, mais uma joia do futebol do interior paulista:
A “Toca do Lobo Vermelho” está muito bem cuidada. É um daqueles estádios antigos, mas muito bem preservado e com várias intervenções nas paredes que dão um toque todo especial a cancha!
Há uma pequena parte coberta (o sol é forte na região) e um anel com cerca de 25 degraus, em volta de todo o campo.
Ok! Confesso que fiquei mal com a perda do jogo, porque na manhã seguinte já teríamos um outro compromisso e não compareceríamos ao jogo… Foram momentos de decepção que me ensinam a sempre rever as datas (entenda, não é que tenhamos planejado errado, o caso é que a Federação alterou a data em cima da hora).
Uma última olhada no gramado e nas bancadas…
Uma última passada em volta do Estádio…
E vamos embora!
Mas antes, fomos tomar um sorvetinho no tradicional “Chiquinho”, onde pude conversar com alguns torcedores locais e ver que existe muita admiração pela Inter.
No caminho percebemos que a cidade mantém uma arquitetura diferenciada.
Passamos também por uma faculdade com um belo campo, que desconfiamos seja o ex campo da Inter, o Estádio Arnaldo Bulle, alguém confirma?
Abaixo, a prova de que nem mesmo a gráfica que fez os ingressos teve tempo para corrigir a alteração da data do jogo:
Essa e outras fotos do jogo podem ser encontrada no site da torcida: www.sanguedolobo.com .
Ficamos devendo acompanhar um jogo do Lobo, em Bebedouro, mas agora precisamos esperar saldar as dívidas feitas em combústivel e pedágios…
Graças às eleições, todos os jogos do futebol brasileiro aconteceram no sábado 2 de outubro de 2010, deixando o domingo órfão. E como neste ano ainda não tínhamos ido ao Estádio Ítalo Mário Limongi, ver o EC Primavera, escolhemos Indaiatuba como jogo a assistir!
O Estádio Ítalo Mário Limongi é completamente colorido com as três cores do time, da bilheteria…
No portão, onde a Mari e a Tia Janice escolheram como fundo para sua foto!
Ah, e claro, o Fantasma da Ituana também é tricolor e está presente na parte interna do Estádio Ítalo Mário Limongi!
Como sempre, ingresso pago não apenas para assistir, mas acreditando ser um pequeno, mas sincero apoio ao time local.
E assim lá vai a gente participar da história do futebol…
O mau tempo e a chuva atrapalharam o jogo e com certeza a presença do público, mas a torcida local lotou a parte coberta do estádio.
Enquanto os visitantes tiveram que aguentar a chuva na cabeça, na arquibancada, mas nem por isso deixaram de comparecer e apoiar o “Dino”, o tempo todo.
Outro pessoal que sofreu com a chuva foi a “turma do alambrado” que gosta de assistir o jogo ali bem pertinho!
Quem não se importou muito com a condição do clima foi a turma do 4o árbitro que pode assistir a tudo sem sentir um pingo d´água.
Em campo, a chuva acabou segurando um pouco o jogo, assim como o juíz que saiu de campo no primeiro tempo como o grande vilão na opinião da torcida local.
Aliás, as duas torcidas tiveram um comportamento muito bom, mostrando que ao menos na segunda divisão do futebol paulista, a violência inexplicada parece ainda não ter chegado.
O Estádio também merece menção honrosa. Ano que vem, ele completa 50 anos!
E a pintura do distintivo do Primavera e da Federação Paulista pelas arquibancadas dá um ar todo especial a la cancha!
No quesito “gastronomia de estádio”, o “Gigante da Vila Industrial” apresenta uma lanchonete com alguns petiscos interessantes (mas vegetarianos podem esquecer, não há opções para gente…).
Não adianta nem disfarçar, a camisa do Primavera é muito parecida com a do São Paulo, ao menos essa abaixo, segundo o dono, foi a camisa do volante Correa (atualmente no Flamengo):
O primeiro tempo virou 0x0, o que obrigou o time da casa voltar mais aberto, mas com exceção de algumas faltas, como a do lance abaixo, o Primavera não conseguiu chegar ao ataque com eficiência.
E quanto mais o tempo passava, mais o Paulínia apertava…
Até que o inevitável aconteceu… Paulínia 1×0!
E mesmo com tanta chuva, os atletas do Paulínia pediram água…
Mas foi só para matar a sede mesmo, porque o time não deu descanso à torcida do Primavera e fez o segundo gol, já no finalzinho do jogo…
Até as bandeiras da cidade e do time pararam de se movimentar. Era o pior começo possível para o time de Indaiatuba…
Agora, o Primavera terá que se recuperar nos próximos jogos, quando enfrenta respectivamente Taboão da Serra e Inter de Bebedouro, ambos fora de casa.
Uma dura missão, mas é o duro caminho das equipes que buscam o acesso.
A 95ª camisa é a primeira a vir do continente da Oceania, representando o futebol da Nova Zelândia, país conhecido pelas belas paisagens (foi lá que rodaram boa parte da trilogia Senhor dos Anéis).
A camisa foi presente do jornalista e consultor em Marketing Esportivo, Eduardo Passos.
O time dono da camisa é o Wellington Phoenix, da capital Wellington.
Em 2007, a Federação Australiana de Futebol (FFA) excluiu, devido a problemas administrativos, o time New Zealand Knights (NZK) , que representava a Nova Zelândia na A-League, liga criada para a popularização do futebol na Oceania.
Assim, em 2007 o Wellington Phoenix nasceu para ser o sucessor do NZ Knights na A-League.
O nome do time foi escolhido entre uma série de sugestões do público e representa o recomeço, um time surgindo das cinzas do ex time Neozeolandes. Por isso, seu escudo possui uma fênix negra erguendo vôo.
Suas cores são o preto e o amarelo, as cores da cidade de Wellington, de quem tem o apoio e torcida. Sua cidade, seu time!
Mas não foi só do povo que veio o apoio.
O Wellington Phoenix teve grande investimento do milionário Terry Serepisos.
Além dele, logo a Sony se apresentaria como a principal patrocinadora da equipe.
Em 2010, o Phoenix se tornou o primeiro time da Nova Zelândia a alcançar os playoffs da Ap-League, terminando a competição em quarto lugar.
Uma curiosidade, atualmente existe um brasileiro, um meia santista chamado Diego Walsh jogando no time.
Os torcedores do Phoenix são chamados de Yellow Fever. O site deles é o www.yellowfever.co.nz. E pelo visto é mesmo uma febre amarela nos estádios da Nova Zelândia e Austrália…
O Wellington Phoenix manda seus jogos no belo Estádio Westpac Stadium, com capacidade para 34.500 torcedores amarelos e conhecido como “The Cake Tin“.
O fato do time estar disputando a A-League tem ajudado o futebol da Nova Zelândia a se desenvolver, prova disso foi a participação honrosa da seleção no mundial de 2010.
Outra coisa legal do time é que eles se preocupam com o público feminino, se liga na camisa que a Mari ganhou:
E como os times na Oceania funcionam quase que como “franquias” existe ainda uma enorme infinidade de brindes e souvenirs do time:
Achei um documentário sobre o time, interessante:
O site oficial do time é www.wellingtonphoenix.com .