DRAMALHÃO

E no final das contas, o Drama do Ramalhão acabou em paz.

Em uma paz triste, mas ao menos paz.

Pra quem não acompanhou os últimos capítulos (ou os últimos anos) o Santo André, outrora campeão da Copa do Brasil, Vice Campeão Paulista, entre outros, jogava sua última partida da série A2, de 2012, lutando para fugir do rebaixamento para a A3.

Pra piorar, devido ao descaso da Prefeitura e á má gestão da SAGED, o jogo foi realizado num Estádio Municipal Bruno José Daniel, com as portas fechadas aos torcedores.

Do lado de dentro, apenas atletas, juízes e la policía, que parecia não acreditar no que acontecia do lado de fora…

É que do lado de fora, as ruas não tem donos, se não nós, o povo. Ali não tem como proibir faixa, música, atitude…

E foi assim que o torcedor Ramalhino sofreu até o fim.

Ainda que ao final do primeiro tempo o Santo André tenha feito 1×0, não houve quem ficasse tranquilo…

Assistir ao jogo era difícil. Víamos algumas partes do campo, comentávamos os demais resultados, tentávamos ver o escanteio, mas… os muros impediam.

Só uns ou outros arrumaram lugares com melhor visão, mas conforto duvidoso…

Por todo o entorno do Estádio houve gente se aglomerando para acompanhar o que poderia ser a pior tragédia da história do time.

No antigo portão das cobertas, havia a turma da geral…

E até o pessoal das “cadeiras especiais”, lá no alto…

Vem o segundo tempo e o desespero segue. Os resultados das demais partiam não permitiam que o Santo André empatasse o jogo para se manter na série A2.

Ou seja, um gol do União Barbarense levaria o Ramalhão à A3.

E dá lhe bateria para fazer os corações baterem com a força necessária para se aguentar esse sentimento…

Faltando poucos minutos para o fim, do jogo e da agonia, ninguém fala nada… Silêncio quebrado pelos cantos da Fúria Andreense…

Últimos segundos de apreensão…

Pronto… Chega de temer a A3. O Santo André vence o jogo e permanece na série A2.

Para muitos, não há o que comemorar, mas tirar das costas esse peso fez bem a todos que acompanham o time.

E comemorar a permanência na A2 não significou esquecer os problemas… OS torcedores fizeram questão de mostrar sua indignação, mesmo com a vitória. Seja pela reforma do Estádio…

Seja pelos problemas administrativos apresentados pela SAGED.

Só não avisaram a polícia local, que mais uma vez fez se presente de forma truculenta, fazendo questão de apresentar suas armas aos pouco mais de 50 torcedores que foram para a saída dos vestiários.

E foram pra festejar, pra cobrar e pra mostrar a cara.

Os jogadores e administradores do time tem que saber que somos nós os donos da festa. Ou da dor…

Apoie o time da sua cidade!!!

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Futebol e Punk Rock…

Desde quarta-feira (28/03/2012) até ontem, (sábado , 31/03/2012) aconteceu no SESC Pompéia o festival punk “O FIM DO MUNDO, ENFIM”, reunindo diversas bandas de São Paulo, além do Garotos Podres daqui do ABC, Attaque 77 da Argentina e Devotos de Pernambuco. A ideia do festival é dar sequência ao “COMEÇO DO FIM DO MUNDO”, realizado pela primeira vez em 1982 no mesmo local e que teve outra edição no Tendal da Lapa em 2001 (A UM PASSO DO FIM O MUNDO). Apesar da boa estrutura oferecida pelo SESC e de terem possibilitado a volta do ATAQUE 77 ao Brasil, após mais de dez anos de ausência, choveram críticas aos organizadores. A principal delas veio dos punks do ABC que mais uma vez se sentiram minimizados na participação. Bandas como DZK (que participou do Começo do Fim do Mundo), Subviventes, Hino Mortal, Ulster, Grinders, 88Não entre outras mais uma vez ficaram de fora dos shows. Segundo alguns devido a falta de “carteirinha de músico”… Estranho, não? Restou como consolo a presença dos veteranos “Garotos Podres”, que aos poucos tem perdido sua podridão substituindo a força política de suas letras por piadas infantis, mas que ainda sim… são os Garotos Podres e ouvir os acordes iniciais de “Garoto Podre” no começo do show ainda chega a arrepiar. Para um festival deste porte, também sentiu-se a falta de outras bandas. de outros estados ou mesmo de São Paulo que representam de modo mais real a cena punk dos últimos 30 anos. Na real, o que tem acontecido é que há muita gente de saco cheio de “alguns” monopolizarem a relação da cena com a sociedade em geral. Por mais que ele se esforce, ele está fora do role autêntico. É muito poser e paneleiro. Por fim, o show de domingo, que iria reunir bandas como Cólera, Olho Seco, entre outras e que seria GRATUITO acabou cancelado pelo medo do alto número de pessoas e de possíveis problemas. O rei do punk rock foi mesmo “inocente” ao achar que não iriam colar milhares de punks num som como este. Mas, falando dos shows, estivemos presentes na sexta-feira, dia em que os amigos argentinos do ATAQUE 77 tocaram ao lado dos nossos conterrâneos  Garotos Podres e dos amigos do Flicts, banda que abriu a noite. O show do Flicts foi intenso, cheio de novas canções que aos poucos vão ganhando a força dos seus já tradicionais hits como “Amigos”, “Despedido” e “Briga de Bar”. O Flicts se transformou na maior banda politizada atualmente, são anti-fascistas e estão diretamente ligados à cenas punk, rash, etc, além disso… fazem um puta som.

Depois do Flicts chegou a vez do ATTAQUE 77, pela primeira vez tocando no Brasil sem o ex-vocalista  Ciro. O show foi composto apenas de clássicos da banda levando ao delírio aqueles que como nós são fãs de punk rock latino.

 

Vale citar o grande número de camisetas de futebol argentino que estavam presentes, a começar pela Mari com a do All Boys:

 Mas tinha gente com a do Racing…

Do San Lorenzo… E dá-lhe rivais portenhos em pleno show! A77aque, All Boys e Chacaritas!!

O show foi daqueles pra ficar na memória dos brasileiros e também dos demais latino-americanos que ali estavam.

Na foto abaixo tem a gente do Brasil e mais amigos de Perú, México, Argentina e Chile! Somos ou não somos latinos? Depois do show do A77aque, assistimos apenas algumas canções do Garotos e fomos reencontrar os amigos argentinos. Mais do uma grande banda, os caras são gente muito boa, com quem mantemos contato desde a primeira vez em que o Ataque 77 veio ao Brasil. Pena que o Daniel (do 88não! desfocou a foto hehehehe):

Abraços ao Mariano, guitarrista e atual vocal a banda!

E pro Mundy, que alem de cuidar da banda ainda bate uma bola melhor que muito profissional!

Mais uma história com punk rock e futebol envolvidos. A vida não precisa ser tão complicada, né?

Por  fim, abraço ao amigo que andava sumido… Gabriel Uchida!!! Cidadão Cosmopolense!

Somos latinos! Punks, boleiros…

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Socorro, estão acabando com meu time…

24/03/2012 Fim de tarde de sábado. Lá vamos nós para a estrada, mais uma vez. Saindo de Cosmópolis, com direito à parada no Graal, nosso destino é a cidade de Araras, mais especificamente o Estádio Hermínio Ometto, a casa do União São João. A chegada ao estádio não é muito animadora. O Estádio, embora tenha um valor histórico incrível, está muito mal cuidado… Não sei o que poderia ser feito, mas é bom tomarem uma atitude antes que aconteça o mesmo que aqui, em Santo André e mandem tudo pro chão… De qualquer modo, lá estávamos nós para acompanhar a primeira das duas batalhas finais do Santo André contra a queda para a série A-3. E não estávamos sós. Vários torcedores, além das organizadas também enfrentaram a viagem para apoiar o time. Do lado verde, a torcida compareceu em pequeno número, até pela confirmação matemática do rebaixamento do União São João, desde a última rodada. Uma pena… O jogo começou feio. E foi ficando ainda pior. Os dois times se comportaram como se jogar fosse um saco… Ninguém se mostrava muito interessado em correr, chutar ao gol ou mesmo obedecer qualquer aplicação técnica. Nas bancadas, a torcida, inclusive eu , ia se irritando, ao mesmo tempo em que ficava triste. Não dá pra entender como o Santo André, que até 2009 estava na série A-1 do paulista e na A do Brasileiro conseguiu cair tanto de produção. Em campo e fora dele. O jogo parecia demorar horas. Só após muito tempo, sem nenhuma grande emoção, o primeiro tempo acaba, para a raiva e vergonha dos presentes. O único jogador a demonstrar um pouco de brio é o goleiro Gustavo, que está há anos aguardando uma chance e veio tê-la no pior momento do time. Vem o segundo tempo e não parece que o técnico Ruy Scarpino tenha tido sucesso em mexer com o time. Voltamos ao marasmo da primeira etapa, como se o empate fosse um bom resultado. A Fúria se esforça e canta. Anima mais a torcida do que o próprio time. Chegamos ao fundo do poço. (Assim espero). Os torcedores gritam contra a SAGED (empresa que gerencia o futebol do Santo André).

Nem a pipoca desce direito…

Com direito a pedaços de queijo que mais parecem ter saído de uma ratoeira…

Em campo, o time não demonstra qualquer reação. A torcida volta a protestar. Desta vez gritam contra o presidente Ronan. Contra o treinador Ruy Scarpino. Sobra ainda para boa parte do elenco e até para o supervisor de futebol Sérgio do Prado, que chegou como esperança de mudança, mas que não conseguiu reverter o quadro que encontrou.

O reflexo nas arquibancadas é direto. A média de público do Santo André este ano beirou 300 pessoas..

Mas… As amizades prevalecem. A dor torna os pouco ramalhinos mais fortes e mais unidos.

Quando parecia tudo já bastante ruim, vem o pior. Festa na arquibancada local. União São João 1×0.

Queria ir embora.

Queremos acordar desse pesadelo.

Sabe, o problema nem é a eminente queda para a série A3, o problema é o total abandono que o Santo André está sofrendo…

E digo isso com o dedo em riste em direção à prefeitura, à SAGED, aos próprios torcedores que desistiram de continuar na luta e abandonaram as arquibancadas, aos atletas, péssimos profissionais e à cidade como um todo, que quer mesmo é declarar-se parte da cidade de São Paulo, esquecendo nossas origens, nossa história.

Com o coração destroçado ainda fiz uma foto para quem não conhece o estádio.

Aos que ainda nos escutam… “SOCORRO, ESTÃO ACABANDO COM MEU TIME!!!!!”

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As mil camisas na Rádio Bandeirantes

O programa sempre traz um conteúdo bacana e diferenciado, seja por meio de entrevistas, testes e curiosidades sobre futebol do Brasil e do mundo.

A entrevista está na segunda metade do programa. Para ouvir, basta acessar o link: http://www.radiobandeirantes.com.br/audios_rb/12_03/120313_fan_podcast.mp3 .]]>

Santo André x Americana – O Basquete que um dia iremos sentir falta

Sexta feira, 23 de março de 2012. O verão chegou ao fim, essa semana. A noite começa a cair sem aquele calor que vinha nos castigando nos últimos meses.

Hoje não tem futebol, mas a presença do amigo inglês Steeve Punk exige um rolê especial para o reencontro. Vamos acompanhar mais uma vez o basquete feminino do Santo André, no Ginásio Pedro Dell´Antonia.

Além do Steeve, completam nosso “time” o Guilhermão, o Fabrício e a rapaziada da Fúria, além de outros torcedores do futebol, que se renderam ao basquete nesta sexta.

Mesmo assim, por se tratar de uma semifinal do campeonato brasileiro, acho que tinha pouca gente…

Mas… Como já falei diversas vezes aqui no blog, infelizmente a maior parte da população de Santo André, prefere renegar a cultura e esportes locais. Só o que funciona por aqui são as baladas na Rua Figueiras, onde a burguesia e a periferia se encontram para gastar (uns mais, outros menos) em torno do alcool, das drogas e outros prazeres momentaneos. É um processo difícil para mim aprender a conviver com essa nova cara da nossa região, menos politizada, mais endinheirada com a liberdade de fazer o que quiser com suas vidas e escolhendo não fazer nada.

Ainda bem que ainda existem meia dúzia de idiotas como eu que ainda gostam de se divertir com algo menos “glamouroso”, como o esporte.

Sem falar nas próprias atletas, que jogam, treinam e se dedicam graças a um apoio quase simbólico vindo da prefeitura, por conta da parceria com a SEMASA.

Aliás, acho que é aí que o time de Santo André ganhou o coração da torcida que normalmente acompanha o futebol.

O Basquete de hoje, ainda detém o romatismo do futebol de antigamente. Gente jogando e se envolvendo muito mais por amor do que por qulaquer projeção profissional.

Além disso, como a Mari fez questão de lembrar, o esporte feminino no Brasil ainda é muito pouco divulgado, apoiado e curtido.

Assim, não apenas o time de Santo André, mas também o de Americana é formado por guerreiras que estão construindo uma história para o basquete e esporte feminino nacional, dia após dia.

O pessoal da Fúria Andreense levou seus cantos e faixas para o ginásio, dando ao menos um ar de competição e colaborando no apoio ao time do Santo André. Abraço ao pessoal que compareceu e que ainda hoje deve viajar até Araras para assistir ao futebol (União São João x Santo André). Enquanto isso, em quadra, um jogo incrível, digno de final de campeonato. O Santo André permanecia atrás por 3, ou até 6 pontos mas sempre recuperava, empatava e até chegava a virar o placar. A técnica Lais disse que essa é sua última temporada no basquete, o que é uma pena não só para nossa região, mas para o basquete feminino, como um todo. É incrível como ela parece ter o time na mão. Mas, infelizmente o time apresentou algumas falhas individuais que impediram que chegasse a metade da partida com o jogo conquistado.

Se era ruim para o jogo em si, essa mudança constante no placar, conquistada com tanta raça, levou a torcida presente à loucura.

No intervalo, a técnica Laís Elena fez o que pode para acertar o time…

 

O resultado foi um jogo ainda melhor, mas verdade seja dita, o time de Americana era muito bom.

A torcida fazia sua parte tentando “incendiar o caldeirão”… Em quadra, uma verdadeira guerra de nervos. Faltando poucos segundos o jogo estava empatado e a posse de bola era do Santo André, mas… Não consegiram o arremesso…

Assim, fim de jogo e o placar… Empatado: 76 x 76.

E vamos à prorrogação… Já temos mais de duas horas de jogo…

O time do Santo André parece cansado e o Americana consegue abrir 6 pontos de vantagem, logo de cara.

Mas, quem achou que seria fácil, se enganou mais uma vez.

O Santo André se reencontrou e diminuiu a vantagem para 2 pontos.

Mas…

Não dava mais tempo…

Fim de jogo, Santo André 85 x 83 Americana…

Ficou difícil imaginar nossa bandeira mais uma vez hasteada, no Dell´Antonia…

Pra nós ficou a certeza de que se a cidade apoiasse um pouco mais, teríamos no esportee uma nova fonte de diversão, cultura, lazer e até emprego.

Parabéns aos torcedores que compareceram e às atletas que jogaram como guerreiras!

E um alo especial para o torcedor especial que compareceu ao jogo…

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128- Camisa do Auto Esporte

A 128ª camisa de futebol do nosso blog vem do Nordetse brasileiro e a conseguimos na nossa visita a João Pessoa, no final de 2011. Aliás, pra quem não conhece, João Pessoa é uma cidade linda, vale a pena conhecer…

A camisa veio aos 46 do segundo tempo. Depois de muita procura sem sucesso, encontrei um torcedor do Auto que topou me vender a camisa que vestia.

Já falamos de um time da capital paraibana, o Botafogo, da raposa de Campina Grande, o Campinense e do Treze, desta vez fomos atrás da camisa do Auto Esporte Clube.

A história do time é legal por fugir dos padrões dos times do Brasil. O Auto Esporte Clube foi fundado em 1936, por um grupo de taxistas que se concentravam na Praça do Relógio,o atual Ponto de Cém Reis, no centro da cidade. Por esta origem mais popular, é conhecido como “o Clube do Povo”. Seu mascote é o macaco. A popularidade do time se deu porque eles treinavam mais ou menos como o Rocky Balboa, ali, nos campos do centro, em frente à população mesmo. Em 1939 conquistou o seu primeiro campeonato paraibano, e pra ficar ainda mais inesquecível, foi de maneira invicta, atropelando adversários como o Treze e o Botafogo. No ano de 1951, realizou sua primeira partida internacional, contra a tripulação do barco argentino Punta Del Loyola, que estava ancorado no porto de Cabedelo, e venceu por 5×1. A década de 50 trouxe ainda 2 títulos estaduais, um em 1956, numa “melhor de três” contra o Botafogo e outro em 1958. Em 1959, tornou-se o primeiro clube paraibano a disputar uma competição nacional, a Taça Brasil. Em 1987, o Auto Esporte conseguiu o tetra campeonato estadual, ao empatar com o Botafogo, com o quadro abaixo: E aqui, para recordar o título:

Chegam os anos 90 e logo em 1990, o Auto montou um forte time, que logo se apresentou como favorito ao título. O Botafogo bem que tentou impedir, mas o Auto Esporte. levantou mais um caneco! No Estadual de 1992, os alvirrubros tiveram como rivais do título o Treze. Em pleno Estádio “Amigão“, garantiu o título de forma inteligente, vencendo na prorrogação, após ter sido goleado no tempo regulamentar.

Esse foi o elenco responsável por mais esta conquista: Ainda neste mesmo ano, o Auto Esporte terminou na terceira colocação do Campeonato Brasileiro da Série C. Em 1993, tornou-se o primeiro time paraibano a vencer na Copa do Brasil, derrotando o Paysandu por 2×1, no Estádio Almeidão, em João Pessoa. O Auto Esporte ainda se lançou numa ousada excursão à Europa, em 1999. Em 2004, o Auto Esporte foi rebaixado para a Segunda Divisão paraibana, retornando à elite, no ano de 2006. Relembre como foi:

No ano passado (2011), o Auto Esporte sagrou-se campeão da Copa Paraíba em cima do Treze, conquistando novamente uma vaga para a Copa do Brasil. Infelizmente foi eliminado na primeira fase, contra o Bahia. Mandava seus jogos no Estádio Evandro Lélis, mais conhecido como “Mangabeirão”, por ser localizado no bairro de Mangabeira. A capacidade do estádio é de 2.000 pessoas e ele não vem mais sendo utilizado para jogos oficiais. Em seu lugar está sendo utilizado o Estádio da Graça, veja como é a festa por lá!

O amor pelo time está expresso na pele de alguns torcedores.

E se você acha que a relação entre a torcida e o time é intensa, veja como o time celebrou a conquista da Copa da Paraíba, em 2011:

Em se falando de torcidas organizadas, a Força Jovem Alvirrubro deixou de existir há algum tempo, mas atualmente o time tem como destaque o pessoal da Ultras 1936, que atuam inspirados no modelo Ultras europeu.

E essa foto do time? Bota medo ou não?

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União Barbarense 2×1 Palmeiras B – O interior mostra suas garras!!!

Domingo de manhã tem cheiro de liberdade.

Seja para quem gosta de dormir até mais tarde, para quem gosta de sair pra praticar esportes ou, aqueles como eu, que preferem pegar a estrada e buscar um estádio pelo interior de São Paulo.

Partimos mais uma vez de Cosmópolis, onde encontramos essa belezinha de “Moto-Trator

Em Cosmópolis, deixamos o Toddy o cão além das nossas duas novas companheiras, ainda na gaiolinha: Quilmes e Alfajor são duas ratinhas, ou hamsters, se preferir.

Poucos minutos de estrada e já nos aproximamos da Santa Bárbara do Oeste, a cidade escolhida onde acompanharíamos o União Agrícola Barbarense contra o Palmeiras B.

Vale dizer que é nosso primeiro registro do União Barbarense, atuando em casa, então… Histórico por si só! Mas a manhã guardaria mais uma bela história de superação, que só o futebol pode oferecer!

União Agrícola Barbarense FC

Chegamos ao Estádio Antonio Lins Ribeiro Guimarães e constatamos que a boa fase do time também se reflete nas arquibancadas. Um bom público compareceu ao jogo!

O Estádio do Barbarense é daqueles bem old-school, e eu adoro isso, mas vale citar que era bom começar a pensar em uma reforma ou obras de manutenção para que não ocorra o mesmo que passou com o Estádio do Santo André e seja interditado ou até mesmo demolido.

O sol estava bravo. E a parte coberta do estádio nos pareceu inacessível… O jeito foi aguentar o calor…

Mas, enfim, não tem tempo ruim com a gente. Mais um estádio, mais um time cheio de histórias e glórias.

Valeu a pena!

Ainda que o ingresso estivesse bem carinho: R$ 20!!!

Embora o placar – nada eletrônico- insistisse num 0x0, o Palmeiras B começou quente e fez 1×0, numa falha do goleiro da casa, para irritação da torcida de Santa Bárbara.

O time sabia que para seguir com chances de voltar à série A1, precisava pontuar, e foi pra cima!

E mesmo tentando ir pra cima, o Barbarense não conseguiu mudar o jogo no primeiro tempo. O que fez com que a torcida e a imprensa local fossem para cima do time, até então com 100% de aproveitamento em casa.

Intervalo é hora de ver as particularidades do Estádio, como a ambulância “caça fantasmas” que estava a serviço…

Ou para um olhar mais próximo da arquibancada que já viveu muitas aventuras…

Os muros do Estádio ajudam a relembrar a história de glórias do time!

E pudemos aproveitar para ouvir dos torcedores locais o que eles acham da ideia de apoiar o time da sua cidade, vejamos:

Os times voltaram a campo. O segundo tempo exige uma postura mais agressiva do time local. Caso contrário, o time da capital voltará com os 3 pontos.

A torcida segue incentivando…

O calor dificulta ainda mais a missão do Barbarense, e o Palmeiras B usae abusa da catimba, levando os torcedores locais ao desespero.

Até o banco de reservas do Palmeiras B ajuda a catimbar e a pegar no pé da arbitragem, que parece atrapalhada.

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O jogo chega aos 30 minutos do segundo tempo e há um silêncio momentâneo no ar…  O goleiro da Barbarense sabe que a derrota vai pesar pra ele, uma vez que o gol veio de uma falha sua…

40 minutos do segundo tempo. A torcida segue lamentando-se… Será que realmente o futebol do interior tem bala pra disputar contra os times da capital?

Será que a torcida local tem alguma influência ao cantar quase o tempo todo, mesmo com o time perdendo?

Não é besteira seguirmos remando contra a maré e apoiando os times da nossa cidade?

Responde ae pessoal da Sangue Barbarense e demais presentes em campo.

Tentem explicar aos mais céticos o que é ver uma virada construída a partir dor 42 do segunto tempo.

Não dá pra explicar, né? Então curta, torcedor do Barbarense. Aproveite mais esse momento histórico do seu clube. Da sua cidade.

Parabéns a todos os torcedores que compareceram, em especial ao amigo Thiago, que também me deu entrevista, mas graças a problemas técnicos não foi ao ar aqui no blog…

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Um time que maltrata corações…

De que adianta um estádio, se a torcida não está lá?

Pra que servem as partidas, se as emoções não são mais reais…

O E.C. Santo André está a um passo de alcançar seu pior momento em toda sua história. Chegar à série A3 representaria isso.

Assim, de nada valem as esperanças e emoções partilhadas entre os amigos nas bancadas…

Alguns não desistem nunca. E é isso que dá animo a pessoas como eu.

Mas me pergunto até quando conseguiremos manter, ainda que em pequenos públicos, o amor aos times que não fazem parte da elite do futebol brasileiro.

Os sobreviventes desse amor à moda antiga fazem o que podem. Estampam o amor nas camisetas, nos bonés, nas malas…

E esse apelo vale para todos os times. Para o meu Santo André, como para o pessoal do Grêmio Barueri, que já sofreu na pele as consequências dessas novas “manias” dos dirigentes do futebol moderno.

Aliás, assim como está começando a ocorrer com o Ramalhão, no caso do Barueri, as torcidas organizadas tem representado o último grito pela manutenção do seu time.

Mas no caso específico do Santo André, mais do que as influências externas, vivemos uma sequência de problemas de gestão que podem rebaixar o time mais uma vez…

Um novo rebaixamento praticamente esconde o time da mídia e até dos moradores da cidade, que neste ano não puderam assistir a uma partida sequer em nosso estádio, já que o mesmo estava interditado.

Na luta contra o rebaixamento, perdíamos até os últimos segundos, quando um gol milagroso (e enganador ao mesmo tempo) deu nos o empate por 1×1.

Um dos poucos momentos de comemoração e felicidade nestes dias difíceis…

Destaque também para a faixa do pessoal da Fúria em homenagem ao Lucas, torcedor que faleceu no primeiro dia do ano.

E fica também nossa presença, independente do resultado. Os estádios são nossa segunda casa.

Embora seja do nosso rival São Caetano, a vista aqui é bem legal hein?

Abraços aos torcedores do Barueri que também compareceram e fizeram o jogo ter mais emoção, ao menos nas bancadas, nas disputas entre a Fúria e a Guerreiros. E que a disputa siga assim, sem violência.

E viva os gordos nos estádios! Contra os regimes e o futebol moderno!

Apoie o time da sua cidade!!!

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O Estádio Monumental David Arellano (Santiago – Chile)

Nosso objetivo era conhecer o Estádio Monumental, onde o Colo Colo manda seus jogos. E da estação Pedrero até lá, é só caminhar por uma longa e deserta avenida.

Cerca de um quilômetro depois, estávamos em frente ao Estádio!

Bastava encontrar a entrada principal e adentrar a mais um “castelo do futebol”!

A entrada não era assim tão perto, mas… Ok! Mais uma etapa, encontramos a entrada, e por sorte estava acontecendo um treino da equipe principal!

Mas… A  sorte logo iria mostrar sua verdadeira face, naquela tarde. Quando preparávamos para entrar, o segurança nos fez enxergar uma frase que ainda não tinha reparado: Sin público…

Sair do Brasil, viajar até ali e não poder ver de perto um estádio que produziu imagens como a abaixo, é no mínimo frustrante…

Restava apenas fotografar o lado externo do Estádio…

Se liga nas montanhas da cordilheira dos Andes às minhas costas…

Nunca as grades foram tão separatistas no mundo do futebol…

Não teve jeito… O negócio foi marcar nossa presença em frente ao estádio e ficar na imaginação… Ou guardar para uma próxima vez.

Pra quem ficou com vontade de saber como é por dentro, fica aí uma foto que achei na wikipedia.

Mesmo só olhando por fora, dá pra ver que é um belo estádio…

Hora de voltar pra casa… Mais uma caminhada até a estação do Metro…

Agora, era só pegar o metro sentido Plaza de Maipú e voltar por nosso hotelzinho mequetrefe hehehe.

Do metro, um último olhar para o estádio e as cordilheiras…

Pra relaxar, só com uma Escudo!

E… fim da noite, pois o dia seguinte ainda prometia…

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127- Camisa do Clube Atlético Lemense

A 127ª camisa foi fruto de uma nova amizade gerada pelo futebol.

Na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2012, o Santo André teve como sede a cidade de Leme e ali jogou suas partidas até a eliminação na segunda fase.

Eu consegui ir a 2 jogos do Santo André e acabei ficando amigo do torcedor local José Vergínio, que segue acreditando na cultura local e apoiando o time do Lemense!

Assim, a camisa desta semana é do Clube Atlético Lemense, presente do amigo Zé Vergínio.

O atual E.C. Lemense foi fundado em 4 de outubro de 2005 e em 2012 disputa a Série B do Campeonato Paulista, a Quarta Divisão do Campeonato Paulista.

O primeiro time defendendo as cores e nome da cidade foi o Leme F.C. .

Há controvérsias sobre a data de fundação do time, alguns dizem que é de 1915, outros que é 1905… A foto abaixo de 1922:

O amigo e historiador do futebol local, Daniel Cunha, enviou a foto abaixo, da década de 30: Mas a história do futebol profissional em Leme, inicia-se em 1966, com o Esporte Clube Bancário. Após seu primeiro ano no profissionalismo, o time decide não seguir nos campeonatos oficiais.

Assim, o Esporte Clube Lemense, fundado em 1958, decide ocupar o lugar vago pelo E.C. Bancário e disputar as competições da Federação Paulista.

Em 1978, o Lemense conquista o título da Quarta Divisão e o acesso para a série A3. Dois anos depois, em 1980, sagrou-se campeão da A3, chegando à A2.

De 1981 até 1993, participou da divisão de acesso à elite, quando a Federação Paulista realizou uma série de mudanças nas divisões, levando o time de volta à Quarta Divisão. A queda não fez nada bem para o time e em 2004, o Esporte Clube Lemense passou por uma crise e acabou licenciando-se das competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol, deixando a cidade sem um time para torcer. É nesse momento que surge o “novo” Lemense, que ocupa o lugar vago, mantendo as mesmas cores e identidade com a torcida local. Por falar em torcida, a organizada do time chama-se “Os Persistentes”. Nesses jogos que acompanhei do Santo André, em Leme, eles estavam por lá!

Em 2006, quase conseguiu voltar à série A3, terminando em 7º Lugar, destaque nesse ano para o Vice-Campeonato da segunda divisão do sub-20. Em 2007, ficou em quinto lugar, uma posição atrás dos 4 que subiram para a A3. Em 2008 eles fizeram um vídeo institucional contando um pouco sobre a história do time:

O acesso viria em 2009, com uma grande festa para a torcida local!

Infelizmente, em 2011, o time acabou rebaixado de volta à terrível série B do paulista.

Vamos ver se conseguimos acompanhar algum jogo deles, em Leme esse ano.

Apoie o time da sua cidade!!!

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