A 108ª camisa do blog vem do Nordeste, da cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Norte.
O time dono da camisa é o Sport Club Santa Cruz.
Consegui a camisa na recente viagem que fiz à bela cidade de Natal.
A ideia de montar um time que defendesse a cidade surgiu com a inauguração do Estádio Iberê Ferreira de Souza, o Iberezão, em 1º de novembro de 2003 (meu aniversário, por coincidência).
A capacidade do estádio é de cerca de 5 mil torcedores.
É mais um daqueles modestos mas belíssimos estádios do interior deste Brasil.
Suas cores são verde, vermelho e branco, as cores da bandeira da cidade.
O mascote do time foi escolhido pelos próprios torcedores e quem venceu foi o “Gavião do Trairy”, ave símbolo da região.
Os primeiros atletas vieram dos times amadores da região e foram treinados por Ernesto Luiz para inicialmente jogar amistosos contra equipes locais.
Em 2004, no Estádio Coronel José Bezerra (Currais Novos), o time fez seu primeiro amistoso contra um time da primeira divisão estadual, o Potiguar.
A estreia do Santa Cruz no profissionalismo, veio no segundo semestre de 2004, na 2ª divisão estadual, da qual sagrou-se campeão, ganhando o direito de disputar a 1ª divisão de 2005.
O time de 2005 conseguiu chegar até as semifinais sendo eliminado pelo ABC.
Em 2006, foi eliminado nas quartas de final pelo Potiguar de Mossoró.
Em 2007, escapou do rebaixamento por um ponto, terminando na décima posição, com o time :
Em 2008, chegou à final da primeira fase do estadual, contra o tradicional ABC.
No primeiro jogo, uma vitória heroica de virada para o Tricolor do Trairy :
Infelizmente, no segundo jogo, uma derrota por 3×0, no Frasqueirão eliminou as chances do time disputar a final da primeira divisão.
Ao menos, o resultado deu dfireito a disputar a série C do mesmo ano.
Graças a isso, o time já aparece (ainda que no último lugar) no ranking nacional da CBF.
O time de 2008:
Em 2009, teve novamente grande participação, chegando a final do primeiro turno (vencida pelo time do Assú).
Na foto abaixo, o time na partida diante do América de Natal.
Com tanto sucesso em tão pouco tempo, o time já conta com uma torcida fiel que “nunca abandona”…:
Possui algumas organizadas, como a Jovem Raça Tricolor e a Santamor, fazendo a festa no vídeo abaixo:
Para maiores informações, o site oficial do time é http://www.sportclubsantacruz.com.br/
A 107ª camisa do blog vem das terras gaúchas, de Porto Alegre. Uma aquisição que fiz em minha recente visita à capital do Rio Grande do Sul. O dono dela é o time do E.C. São José, também chamado de “O mais simpático” ou “Zequinha”.
O mascote do time é o próprio Santo homônimo:
O Esporte Clube São José é considerado o 3º time de Porto Alegre.
Foi fundado em 1913, por um grupo de estudantes do Colégio São José de Porto Alegre, por isso o seu nome.
Em 1937, teve seu primeiro momento de glória, com a conquista do vice-campeonato da cidade, em uma decisão com o Grêmio.
Em 1940, o time inaugura no bairro Floresta o Estádio Passos D´Areia, onde manda seus jogos até hoje.
Tive o prazer de conhecer o estádio pessoalmente!
No final da década de 40, o São José monta um dos melhores times de sua história e conquista novamente o vice campeonato de Porto Alegre. Em 1963, o time foi campeão do torneio de acesso. Em 1971, além de obter a 3ª colocação no campeonato gaúcho, o time alcançou uma de suas maiores conquistas, a Copa Governador do Estado, com o time:
O capitão daquele time era Carlos Luís Medeiros Vasquez. Segue foto recente do capitão:
Em 1981, o próprio Vasquez foi o técnico do time e conquistou o campeonato da Segundona Gaúcha, subindo para a Divisão Especial de 1982. Entretanto, o time foi rebaixado logo em seguida e somente em 1996, voltou à série B da primeira divisão. O principal apoio deste ano veio do extinto Grêmio Esportivo Renner e por isso, o São José usou um uniforme em vermelho e branco como o Renner usava.
Participou da Copa do Brasil em 1997, 1998, 2001 e 2003. Em 1998, contratou o centroavante Careca, ex-São Paulo e Napoli para atuar no estadual, tornando-se o último time da carreira do atacante. O retorno à 1ª Divisão Série “A” chegaria em 1999. Em 2007, trouxe o polêmico goleiro Danrlei, ex-Grêmio. Em 2009, participou da série D do Brasileiro e no Campeonato estadual teve vários jogos emocionantes, como esse contra o Caxias:
Em 2010, alcançou a quarta posição no campeonato, conquistando novamente a vaga para a série D do brasileiro e para participar da Copa do Brasil 2011.
E o mais legal do ano… Um amistoso com o Cerro Portenho:
Possui várias torcidas organizadas, dentre elas os Guaipeca e os Farrapos. Os Farrapos seguem a linha barra brava.
A 99ª camisa é mais uma que faz parte da história do futebol paulista e tem uma atenção especial por ser da minha cidade, Santo André.
O time dono da camisa é o Primeiro de Maio Futebol Clube.
Apesar de não disputar mais competições profissionais de futebol, o clube mantém sua movimentada sede social e esportiva bem no centro de Santo André.
A história do Primeiro de Maio Futebol Clube teve início por meio de um grupo de operários italianos, apaixonados por futebol, que em 1913, reuniram-se nos fundos de um armazém na Rua Cel.Oliveira Lima (o calçadão central da cidade), com o objetivo de fundar um clube de futebol.
Como eram todos operários, decidiram homenagear o dia do trabalhador, batizando o time com o nome de Primeiro de Maio Football Club.
O primeiro jogo oficial aconteceu no dia de Natal daquele mesmo ano.
Em 1914, o time que fez a primeira excursão (para Jundiaí), para enfrentar o Corinthians Jundiayense, com o time abaixo:
A conquista da primeira taça veio num jogo realizado contra o Serrano Atlétic Club, de Paranapiacaba, em 1916.
Em 1917, inscreve-se na APSA (Associação Paulista de Sports Athleticos) tornando-se o primeiro time da região a disputar um campeonato paulista.
Jogaria a série A2 até 1926, quando sagrou-se Campeão Paulista da série A2, com o time abaixo:
Era a primeira vez que um time fora da capital levava esse título e assim, no ano seguinte, em 1927, disputou a primeira divisão com grandes times como o Santos, o Guarani e o Palestra Itália tornando o time conhecido por todo o Estado.
Em 1928, houve a fusão entre o clube e o Corinthians de São Bernardo do Campo, fazendo surgir o Clube Atlético São Bernardo, que duraria apenas dois anos, período marcado mais por crises do que por boas notícias.
Assim, em 1930, o Primeiro de Maio FC volta à ativa sozinho.
Iniciava a melhor década do clube. Abaixo o time do início da década de 30:
Abaixo, o time que enfrentou a Portuguesa no antigo campo lusitano do Cambuci, em jogo válido pela primeira divisão da APEA, em 1936:
O time ainda disputaria a série A2 em 1938, ano em que disputaria um amistoso contra o Palestra Itália (perdendo para o futuro Palmeiras por 3×1) em partida disputada com o time abaixo:
Aqui, o time que trazia no gol aquele que anos depois daria nome ao stádio Municipal: Bruno José Daniel!
Ainda haveria força para mais dois anos de disputas oficiais em 1939 (quando marcaria a história do futebol municipal ao derrotar o Corinthians de Santo André em seu próprio território) e 1940, quando surgiria o time conhecido como os “Flechas Verdes“.
A partir daí o futebol não seria mais disputado profissionalmente.
Mas haveriam amistosos, como o disputado contra o Rhodia, em 1946, com o time:
Em 1949, o clube se licencia também do campeonato municipal.
A década de 50 ficaria marcada no clube pelo surgimento e rápida ascensão do futebol de salão.
Os anos 60 e 70 dariam sequência na construção de um forte e bem equipado clube social, enraizado no centro da cidade e reunindo milhares de pessoas em torno de suas atividades.
Os anos 80 e 90 democratizaram diversos esportes para os seus sócios, do já tradicional futebol de salão à natação, futebol de areia, boliche e etc.
Assim, chegam os anos 2000 e infelizmente já era praticamente impossível encontrar um jovem frequentador do clube que soubesse da história do time do Primeiro de Maio FC disputando campeonatos oficiais de futebol pela federação.
O historiador Ademir Médice ainda ajudou a resgatar a história do clube com o livro “Os Flechas Verdes”, que muito me ajudou na confecção deste post:
Mas mesmo assim, o clube segue sendo um dos principais agregadores sócio culturais da região, mas não tem jeito, para quem gosta de futebol sempre fica aquele desejo de que os “Flechas Verdes” poderiam se aventurar novamente no futebol profissional…
Fica abaixo o hino do clube:
“Vinte e cinco ilustres fundadores, operários de visão.
Foi então, a forte engrenagem deste clube tradição.
Salve, salve o Primeiro de Maio, nosso nome exaltação.
De alta voz e brado juvenil cantamos com o coração:
de glórias mil, alto e bom tom,
te exaltamos com fervor.
Oh! Clube bom e popular, que o esporte sempre divulgou.
Unidos com muito vigor de verde e branco proclamar:
Primeiro de Maio, a tradição familiar”.
Dia 1º de novembro, além de véspera de feriado foi meu aniversário e para comemorar, fui até Porto Alegre com a Mari e meus pais.
Logo no aeroporto encontrei o Leonardo, torcedor do Grêmio e que de vez em quando acompanha o blog, voltando do Maracanã onde seu time perdera pro Fluminense na noite anterior.
Claro que a viagem foi para conhecer a região e sua cultura, o que inclui visitar alguns estádios de Porto Alegre e de outras cidades mais ou menos próximas.
Aliás, mais do que estádios, aproveitei para conhecer pessoalmente o PUB do “Brechó do Futebol”.
O lugar tem um bar no térreo e uma lojinha com vááááárias camisas no andar de cima.
As paredes cobertas com fotos, posters, lembranças e tudo o que for ligado ao futebol.
Fiz uma mini entrevista com o Carlinhos, vê aí:
O lugar é único! Para quem gosta de futebol, deveria ser parada obrigatória ao visitar Porto Alegre.
O endereço é Rua Coronel Fernando Machado, 1188 ali no centro da cidade.
A 98ª camisa do blog me traz um sentimento especial. Pertence a um clube muito jovem, mas que infelizmente já foi extinto.
Mesmo em sua curta existência, conseguiu mobilizar a torcida da cidade que defendeu, a bela Votorantim, ali pertinho de Sorocaba:
O time dono da camisa é o Votoraty Futebol Clube.
O Votoraty foi fundado em 2005 para que um local tão tradicional e importante na história do futebol brasileiro pudesse ter um time disputando as competições profissionais.
A história do surgimento do futebol no Brasil é bastante diversificada, mas sabe-se que o time do Sport Club Savóia, fundado por italianos no início do século XX, dentro das indústrias texteis da região de Votorantim é um dos primeiros times de futebol do nosso país.
A cidade ainda contou com o Clube Atlético Votorantim (distintivo abaixo) formado pelos operários ingleses e por outros dois times, o Sport Club Germânia e o Sport Club Colonial.
O time foi fundado sob a influência das novas gestões esportivas, por um grupo de empresários da empresa Cascadura.
Nascia o “Tigre de concreto”, o mascote do Votoraty.
Um ano depois, a equipe conseguiu o acesso a série A3 do Campeonato Paulista, com o time abaixo:
Nos dois anos seguintes a equipe bateu na trave e não conseguiu garantir o acesso para a série A2. Tamanho sucesso fez com que o clube fosse adquirido pela holding Manoel Leão S/A, sediada em Ribeirão Preto.
E em 2009, com o caixa cheio, o clube montou um bom elenco, sob o comando do ex atleta Fernando Diniz.
O resultado foi o título de campeão da série A3, com direito ao acesso à série A2.
Ainda em 2009, o time conseguiu surpreender e conquistar também a Copa Paulista, vencendo o Paulista de Jundiaí. Nós estivemos lá, lembra? Veja aqui como foi.
Vale a pena rever os gols do título que deu ao time a possibilidade de participar da Copa do Brasil do ano de 2010.
Em 2010, faltou pouco para o valente time chegar à série A1.
O time encantava a cidade e a torcida aumentava a cada jogo.
Mandava seus jogos no Estádio Domenico Paolo Metidieri, com capacidade para pouco mais de 10 mil torcedores.
Chegava a hora de estreiar numa competição nacional, a Copa do Brasil.
Seu primeiro jogo foi contra o Treze-PB e um 4×0, em Votorantim mostrou que o Tigre não entrou pra brincadeira. No jogo de volta, mesmo perdendo por 2×1 garantiu sua classificação para a segunda fase.
O jogo seguinte seria contra nada mais nada menos que o Grêmio.
O primeiro jogo foi sem dúvidas uma das partidas mais emocionantes que já fui. Não só pelo jogo em si, onde o Votoraty engrossou e vendeu caro uma derrota por 1×0, perdendo várias chances de empatar a partida.
Mas mais do que o jogo em si, a cidade parou… Se mobilizou, fez surgir um orgulho em se viver em Votorantim, veio gente das cidades vizinhas, enfim… Foi o momento mágico do estádio.
Nós também estivemos lá, nesse jogo especial, confira aqui.
Infelizmente, o time foi eliminado no segundo jogo, no Olímpico ao perder por 3×0.
Esse seria o último jogo da história grená.
Em abril de 2010, o Votoraty se mudou para a cidade de Ribeirão Preto passando a se chamar Ribeirão Futebol Clube, acabando com o nome Votoraty e com a alegria dapopulação de Votorantim, carente de um time desde então.
O Comercial ainda entraria para o mesmo grupo, ficando com a vaga da equipe na série A2 (o queabriu uma quinta vaga para s equipes da série B deste ano, preenchida pela Santacruzense).
Aparentemente a saída se deu por falta de incentivo da Prefeitura.
A torcida tentou reagir, mas não havia mais o que fazer.
Em 2011, a cidade de Votorantim não terá uma equipe em nenhuma divisão do futebol paulista.
E isso pode acontecer com você, como já aconteceu com tantos times (o mais recente, com o Guaratinguetá).
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!
Você é dono das suas ruas, do seu time, tome o poder!
A 96ª camisa do blog foi presente do Francisco, de Guarulhos, que acompanha o blog e sabe tudo do futebol de Guarulhos.
A camisa pertence a um time jovem, que infelizmente está extinto desde 2009, mas que durante sua breve existência defendeu a cidade de Maringá, no Paraná.
O time dono da camisa é o Galo Maringá, fundado em 2005 por empresários locais, com a ideia de se fazer uma gestão profissional e que alcançasse resultados rapidamente, tentando devolver à cidade a emoção do futebol, já que o Grêmio Maringá fechava suas portas ao futebol profissional, no mesmo ano.
Seu distintivo é claramente inspirado no da Juventus, da Itália.
Logo na sua estreia na segunda divisão, o Galo Maringá conquistou o acesso à primeira divisão Paranaense, com o título da segunda divisão estadual, em cima do Cascavel.
Em 2006, seus dirigentes tomam uma decisão estratégica para formar um clube-empresa ainda mais forte.
O Galo Maringá se uniu à Associação de Desportiva do Atlético do Paraná, mais conhecida como ADAP, de Campo Mourão, time de 1999.
Nascia asssim o ADAP Galo Maringá.
No primeiro ano de parceria, o ADAP Galo Maringá, jogando com o uniforme da ADAP chegaria à final do Campeonato Paranaense da Primeira Divisão, contra o Paraná, mas o time da capital sairia campeão. Após uma derota em Maringá por 3×0, o time empatou em 1×1, no Pinheirão, ficando com o vice campeonato:
Ainda em 2006, o time realizou uma excursão à Coréia do Sul, onde realizou 8 jogos com 5 vitórias e 3 derrotas.
No estadual de 2007, o ADAP/Galo Maringá foi bem, liderando a primeira fase mas saindo fase seguinte, sem ir para as finais. Ao menos garantiu vaga para a Série C do Campeonato Brasileiro, onde jogou com Caxias, Joinville e Esportivo – RS, ficando na 3ª colocação e eliminado ainda na fase inicial.
Disputou também a Copa do Brasil e não passou do primeiro jogo, sendo derrotado por 4×1 pelo Noroeste-SP.
Em 2008, novamente foi eliminado na 2ª fase do estadual. Meses depois, a diretoria do time abriu mão de participar do Paranaense de 2009 alegando problemas econômicos. Até então (2010) o time não voltou a ativa profissionalmente.
Mandava seus jogos no Estádio Willie Davids, com capacidade para 23 mil torcedores.
Existem excelentes fotos do time no link: www.williedavids.blogspot.com/2006/01/casa-do-galo-maring.html
O time contava com diversas torcidas organizadas, como a Fúria Alvinegra, Torcida Organizada Galo Terror e Torcida Jovem do Galo Maringá.
O site oficial é www.adapgalomaringa.com.br , mas assim como o time, o site também está inativo.
Para quem quer conhecer seu hino:
A 88ª camisa da coleção foi comprada na Rua Lavalle, em Buenos Aires, numa loja que reúne várias camisas de times das divisões de acesso do futebol argentino, a preços interessantes.
O dono da camisa é o Club Atlético Juventud, da cidade de Pergamino, que fica há creca de 200km de Buenos Aires, no meio do caminho até Rosário. Conheça um pouco da cidade:
O time é um dos mais jovens do futebol argentino.
Foi fundado em 13 de Julho de 1946, por um grupo de jovens que costumavam jogar num desses terrenos baldios (quem mora na Grande São Paulo já nem deve mais saber o que é isso…).
Esse é seu distintivo:
Com o tempo, surgiram pessoas dispostas a ajudar a equipe, como Don Angel Roldán, um ex jogador que acabou tornando-se o primeiro presidente do clube.
Logo, começaram a jogar num campo municipal abandonado e em 1958 se afiliaram à liga.
Venceram a liga por várias vezes, principalmente na década de 70.
Em 2004, foi campeão da Zona Centro do Torneio Argentino B, em 2004 (Clausura).
O vídeo abaixo mostra algumas imagens do time:
Li num site que o Juventud teve três grandes chances de conseguir o acesso.
A primeira delas o acesso lhe foi negado por uma proibição da Federação.
Da segunda vez, venceu seu rival Olimpo, por 7 a 0 no jogo decisivo, mas após o jogo houve um quebra pau tão grande que o Conselho Federal fez o Desportivo perder os pontos da partida.
A última grande chance, foi contra o Quilmes(de Mar del Plata) que acabou sendo perdida graças a uma má arbitragem.
A sede do Pergamino sempre reuniu diversos registros históricos da cidade, entretanto, em 1995 sofreu uma terrível inundação fazendo com que vários materiais fossem perdidos.
O Juventude tem vários apelidos: Celeste, Juve, Inundados, La Ribera, Juventus de Pergamino e Estrella Roja de Centenario.
Manda seus jogos no “Estadio Bicentenário Carlos Grondona“, inaugurado em 2009, com capacidade para 7 mil torcedores:
Aliás, seus torcedores sabem apoiar o time…
A barra do Juventud é “La Banda del Puente”, famosa por suas ações extra campo.
Mas suas bancadas também estão repletas dos torcedores autônomos, como se pode ver…
Seu principal rival é o Douglas Haig de Pergamino.
Atualmente o time disputa o Torneio Argentino B, 2010/2011, que equivale à quarta divisão nacional, após ter sido rebaixado, na temporada passada.
Para quem nunca entende as divisões do futebol argentino, é assim:
“Primera División“: É disputada por 20 clubes.
“Primera B Nacional“: equivale à segunda divisão. Também 20 clubes.
A partir daí, cada divisão tem duas ligas geograficamente separadas, uma pro interior e uma para a capital:
“Primera B Metropolitana”: parte mais próxima da capital, da terceira divisão. É disputada por 21 clubes
“Torneo Argentino A” é a outra competição da terceira divisão. Disputada por 25 clubes.
A quarta divisão é formada pela “Primera C Metropolitana” (20 clubes) e pelo “Torneo Argentino B” (48 clubes).
A 5a divisão é formada pela “Primera D Metropolitana” (18 clubes) e pelo “Torneo del Interior” (apenas 264 clubes).
A 6a divisão é representada pelas ligas locais.
O site oficial do clube parece estar fora do ar, por isso sugiro visitar esse feito por torcedores: www.juvepergamino.com.ar
Ou este: www.sentimientoceleste.es.tl
Falem o que for, mas o que eu mais queria do meu time é que ao final de uma conquista difícil, eles fizessem isso:
A 78a Camisa da coleção vem da capital do Paraguai, Assunção, onde fica localizado, o belo Palácio Presidencial. É sem dúvida um dos muitos lugares onde ainda estaremos para conhecer a cultura futebolística local!
O time dono da camisa é o Club Olimpia, uma das primeiras agremiações de futebol do país, fundado em 25 de julho de 1902, por um grupo de jovens.
Na hora de decidir o nome, alguns queiram “Paraguay”, outros “Esparta”, mas a idéia vencedora foi sugestão do holandês William Paats, considerado o Charles Miller do futebol paraguaio.
A primeira camisa do time era toda negra, com o nome “Olimpia” em branco, no peito.
O clube já conquistou 38 títulos nacionais, além de vários títulos internacionais, que lhe renderam o apelido de “Rei de Copas“. Entretanto, atualmente não levanta um caneco nacional desde o ano 2000.
O time foi um dos fundadores da “Liga Paraguaya de fuútbol”, em 1906. Seis anos depois, em 1912 conquistou seu primeiro título nacional.
A partir da década de 50, o time conquistou grande domínio no futebol paraguaio.
Foi nessa década que se construiu o Estádio onde o time manda seus jogos, o Estádio Manuel Ferreira, nome do presidente da época.
Também conhecido como “El Bosque de Para Uno”, o estádio tem capacidade para cerca de 15 mil pessoas.
O Olimpia conseguiu um recorde ao vencer cinco campeonatos nacionais, entre 1956 e 1960, sendo que o de 1959, de maneira invicta.
Em 1960, o Olímpia disputou a final da primeira Libertadores de América, contra o Peñarol, conquistando o vice campeonato, com o time abaixo:
A década de 70 e 80 trouxeram os “anos dourados” do clube, graças às surpreendentes conquistas internacionais, e também por um novo recorde em campeonatos nacionais, com um hexacampeonato (de 1978 a 1983). A primeira conquista de Libertadores veio em 1979, quando também conquistou o título intercontinental. No fim dos anos 80, mais uma final de Libertadores,desta vez contra o Atlético Nacional, da Colômbia, que acabou derrotando a equipe paraguaia nos penaltys.
Coincidentemente, no ano seguint, os dois times se enfrentaram na semifinal, mas desta vez o vitorioso foi o Olimpia, que pela segunda vez sagrou-se campeão da Libertadores, dando lhe o direito de disputar com o Milan o título mundial, conquistado pelos italianos. Enquanto isso, mais um tetracampeonato nacional, entre 1997 e 2000.
Em 2002, no ano do seu centenário, mais uma glória internacional, a terceira Libertadores, vencida contra o São Caetano, nos penaltys: Seu maior rival é o Cerro Porteño. Outro detalhe fantástico, é que atualmente o Makanaki (ex jogador do Ramalhão) joga por lá e é um grande ídolo da torcida!
Se liga nele marcando um gol:
Para conhecer um pouco de sua torcida, recomendo o site www.labarradelao.com.py da sua principal barra. Mas só pelo vídeo abaixo da para se perceber que estamos falando de mais uma hinchada apaixonada!
O site do Olimpia é www.olimpia.com.py/
Por hora é isso!
Abraços!
A 74ª camisa do site pertence ao time da União Esportiva Funilense, da cidade de Cosmópolis, onde a Mari morava antes de vir pro ABC. Esse post se complementa com o post que escrevemos sobre o Cosmopolitano (veja aqui):
Foto do site da prefeitura
O time foi fundado em 1º de novembro (mesmo dia do meu aniversário) de 1933, sob o nome de o nome de União Funilense de Esportes e foi originado de três outros times que costumavam se enfrentar na Usina, entre eles o da colônia Botafogo.
Recentemente, ganhamos do Gabriel Uchida, uma segunda camisa:
O time passou a disputar os torneios amadores da chamada “Zona Funilense“, do qual sagrou-se campeã, em 1952, com o time abaixo:
E também em 1960:
Anos depois, o nome do time pasou a ser União Esportiva Funilense.
Jogou profissionalmente de 1978 até 1987, desde então, nunca mais voltou ao profissionalismo, atuando somente em partidas e torneios amadores da região.
Em 1978 fez sua estreia na Quinta Divisão Paulista, com o time:
Em 1979 montou um bom elenco, com o time abaixo:
Em 1980, o futebol paulista passou por uma reformulação e assim o clube começou a disputar a Terceira Divisão. A foto abaixo é do time que enfrentaria a A.A. Santarritense, pelo campeonato daquele ano.
Chegou a ser vice campeã da terceirona, em 1982, disputando o quadrangular final com Barra Bonita (Campeã), José Bonifácio e Palmeirinha. Naquele ano, somente o campeão tinha direito ao acesso para a série A2. O time vice campeão é este aqui:
Time de 1983:
Em 1985 fez uma boa campanha pela Terceirona. Na primeira fase teve os seguintes resultados:
Assim, o clube se classificou para a 2a fase, em terceiro lugar, junto do Itapira, Serra Negra e Guapira. Na segunda fase, ficou em último, com a campanha:
Em 1986, fez razoável campanha, tendo ficado em terceiro, mas só os dois primeiros se classificavam:
[27/Jul] Comercial (Tietê) 1×0 Funilense [3/Ago] Funilense 2×0 Estrela [10/Ago] Guarani Saltense 1×1 Funilense [24/Ago] Funilense 2×1 Itapira [31/Ago] União Bom Retiro 1×1 Funilense [7/Set] Funilense 2×0 Ararense [14/Set] Gazeta 1×0 Funilense [21/Set] Funilense 3×1 Iracemopolense [28/Set] Funilense 2×2 Comercial [5/Out] Estrela 2×0 Funilense [12/Out] Funilense 0x0 Guarani Saltense [26/Out] Itapira 0x0 Funilense [2/Nov] Funilense 5×1 União Bom Retiro [9/Nov] Ararense 1×2 Funilense [23/Nov] Funilense 2×1 Gazeta [26/Nov] Iracemopolense 1×1 FunilenseOs classificados foram o Gazeta (de Campinas) e o Comercial (de Tietê).
Em 1987, disputou seu último ano no Campeonato Paulista.
A Funilense mandou seus jogos no, já finado, Estádio Dr. Sergio Luís Coutinho Nogueira, fundado em 1978, e com capacidade para cerca de 500 torcedores. Estamos falando de um estádio único, acredite.
Estive por lá no começo do ano de 2010 para fazer umas fotos e é impressionante…
Pra começar, o estádio fica dentro da Usina Ester, fundada em nada mais, nada menos que… 1898!!
E ela funciona até hoje, aliás, da modesta arquibancada do estádio se vê a fumaça saindo pela chaminé…
No dia em que estivemos lá, a Funilense enfrentava um adversário de Campinas, em seu tradicional campo!
Dá um pouco de tristeza em ver as arquibancadas vazias e deixadas de lado, num local onde outrora tantos torcedores já devem ter estado…
O clima chega a ser sombrio, principalmente se você for lá de manhãzinha, e pegar a neblina que não deixa você ver nada a mais de alguns metros a sua frente…
Mas ao mesmo tempo assistir um jogo no Estádio da Funilense tem um aspecto nostálgico, de um tempo que infelizmente parece não voltar mais.
O Estádio é muito parecido com os tradicionais campos de várzea, onde praticamente não há espaço entre torcida e atletas.
Além disso, o campo fica numa localização única, entre a usina e muito verde.
Fica nosso agradecimento ao pessoal do time, ao Duzão e ao pessoal da The Wall, a confecção que me arrumou a camisa!
Só pra reforçar que ainda visitamos muitas outras vezes o Estádio da Funilense, como quando levamos os amigos Javi & Jose, torcedores da La U, do Chile para conhecer o local…
Infelizmente o estádio foi totalmente demolido em 2019….
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
Participe, interaja. O futebol da sua cidade é do tamanho do seu esforço…
A 73ª camisa de futebol da coleção do blog As mil Camisasvem lá do México, de um daqueles times cuja história se mistura à do próprio povo. Foi presente do amigo Guga (que agora tem se transformado no maior seguidor do basquete do Clube Pinheiros)
Trata-se do Desportivo Cruz Azul.
O Cruz Azul está sediado em “Ciudad de México“.
Mas a história do clube é bastante confusa, porque se parece com o que tem começado a acontecer com alguns clubes brasileiros, que nascem em uma cidade e mudam-se para outra (casos de Grêmio Barueri, Campinas e Votoraty).
O time foi fundado em 22 de maio de 1927, pelos trabalhadores da fabrica Cemento Cruz Azul, da cidade de Jasso, que viria a ser chamada de Ciudad Coopertiva Cruz Azul, tamanha a influência da indústria de cimento na região.
No início disputou torneios amadores e algumas vezes, jogava contra equipes reservas dos times profissionais.
Com os bons resultados da equipe, a empresa de cimento decide construir um Estádio para o time, em Jasso.
Começava a nascer o Estádio 10 de diciembre, permitindo ao clube a disputa da 2a divisão do futebol Mexicano.
Quatro anos mais tarde, na temporada 1963/64 conquistou o ascesso à primeira divisão.
O time que disputou o primeiro ano na primeira divisão:
Quatro anos depois de estreiar, o Cruz Azul sagrou-se campeão da primeira divisão, na temporada 1968/69, com o time:
No início dos anos 70, a diretoria fechou um acordo para mandar seus jogos no Estádio Azteca, por 25 anos, mudando-se assim para a capital Mexicana.
O Cruz Azul se tornou a equipe mais bem sucedida do México de 1970, vencendo o torneio da liga seis vezes entre 1970 e 1980, valendo lhe o apelido de La Máquina Celeste, o time de 1972:
A temporada 1978/79 trouxe a 6a estrela pro distintivo do Cruz Azul com o time:
Em 1979, veio o último título da época, com a equipe:
Daí em diante, vieram longos anos “ressaca”, talvez pelos inúmeros títulos conquistados nos anos 70.
A década de 80 passou magra, abaixo, a equipe de 1987/1988:
Os anos 90 também demoraram pra “esquentar”.
Em 1996, o time passou a mandar seus jogos no Estádio Azul.
Apenas em 1997, veio o oitavo campeonato nacional:
Nos anos 2000, o clube chegou a disputar várias finais, mas não levou nenhum título.
Destaque para a participação do time na Copa Libertadores de América, de 2001, quando chegou à final contra o Boca Juniores, decidida nos penaltys.
Em 2003, também se classificou para a Libertadores, sendo eliminado nas quartas de final, pelo Santos.
Atualmente, o clube mexicano possui 8 Campeonatos da Liga, 8 vice campeonatos, 5 Campeonatos da CONCACAF, além do vice campeonato da Copa Libertadores de 2001.
No torneio Clausura 2009, o Cruz Azul terminou pela primeira vez em sua história no último lugar.
Ainda assim, pode se considerar o Cruz Azul como um dos três times mais populares do México junto do Chivas Guadalajara e do América.
E a torcida dos caras? Interessante ver como tem uma onda “anti racista” nas bancadas mexicanas…
Uma coisa interessante é que o time possui outros afiliados (Cruz Azul Hidalgo, Cruz Azul Jasso, Cruz Azul Dublan, Cruz Azul Xochimilco e Cruz Azul Lagunas).
APOIE O TIME DA SUA CIDADE!!!
E lute para que ele não seja comprado por empresários que um dia podem ter a brilhante ideia de se mudar para outra cidade.